segunda-feira, 26 de julho de 2010

Inovações para preservar as tradições gaúchas

Numa previsão de 25 anos atrás, Barbosa Lessa estava certíssimo. Ele previu e acreditou na juventude como uma mola propulsora da cultura tradicional do RS. Também previu que na era da comunicação (anti-nuclear ou cibernética, conforme visão da época) as tradições precisariam de uma base tecnológica para avançar para o futuro.

Não podemos abandonar as bases, as raízes, mas temos de estar atentos ao que o mundo da era da informação oferece. Até por que, uma cultura cada vez mais desenvolvida, buscando chegar a todos os cantos do mundo, fundamentada no conhecimento, é movida por sistemáticas de transformações, mudanças mas ao mesmo tempo, de preservação, deve estar sempre em busca de melhorias nos procedimentos que constituem o maior produto do tradicionalismo, que são as próprias tradições gaúchas.

Inovar é se preocupar em renovar o sistema de divulgação daquilo que o tradicionalismo organizado oferece e a forma como são concebidos e disseminados os conhecimentos que envolvem as tradições de nosso estado. Temos de identificar as oportunidades e materializar as idéias que correspondam às necessidades dos tradicionalistas. O ENART pela internet foi só o princípios...a pontinha do Ice Berg. Esse foi só um dos exemplos de trabalhos que se converteram em referencia das possibilidades de crescimento do tradicionalismo organizado para todo o Brasil. Neste momentos, quanto maior for a incorporação de tecnologias para o desenvolvimento e crescimento do tradicionalismo, maiores serão os resultados positivos no cenário tradicionalista do RS e do Brasil.

Com certeza terão aqueles que dirão (mais por falta de capacidade de ter tido a idéia que mesmo por capacidade de materializar ela): Temos que ter muito cuidado com esses “avanços” para não perder a essência. Aí eu pergunto... como perder a essência se tudo que se está fazendo é pra levá-la mais longe. Para que mais gente conheça e ajude a preservar. Com certeza essas pessoas aparecerão. Nunca fizeram nada pra melhorar, mas dar “pitaco” é o mesmo que escalar a seleção Brasileira. Essa inovação, premeditada por Barbosa Lessa na década de oitenta, significa estar a frente no cenário Gaúcho, usando as tecnologias existentes e buscando novas formas da tradição gaucha chegar para todo Brasil, aumentando as possibilidades de consolidação de um ciclo prospero, aquele em que, o Rio Grande ganha, o turismo, a educação e a cultura terão um produto de qualidade para a copa de 2014.

“...no entanto, aquela etapa é essencial para a compreensão do que vem ocorrendo com a cultura desde os anos 90 do século XIX. Ou seja: ciclicamente, de trinta em trinta anos, ao ensejo de alguma rebordosa mundial ou nacional, e havendo clima de abertura para as indagações do espírito, termina surgindo algum "ismo" relacionado com a Tradição.
Assim foi com o gauchismo dos anos 90 (1890). Com o regionalismo dos anos 20 (1920). Com o tradicionalismo dos anos 50 (1947...). Com o nativismo de 1970. E sou capaz de jurar que lá pelo ano 2010 surgirá uma espécie de telurismo antinuclear ou cibernético, resultante da inquietação de analistas de sistemas em conluio com artistas plásticos, incluindo cartunistas e comunicadores visuais. É claro que, de acordo com cada época, modifica-se a dinâmica e o campo”
(Barbosa Lessa. Nativismo um fenômeno social gaucho – 1985)

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