segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Identidade Gaúcha volta nesta quarta, 02, fazendo um balanço de 2018


Pensamento do dia 31 de dezembro

Achei no face do meu amigo Thomas Facco do Alma Gauderia - Vale a pena para 2019 e para a vida...
Espere para decidir, não decida rápido para depois mudar de ideia e constranger o outro. 'Carpinejar'

domingo, 30 de dezembro de 2018

JuvEnart com datas pré definidas. Fique atento


Jovens levam tema para o congresso tratando da Negritude

Tema: A negritude na construção sociocultural gaúcha:
Uma referência a trajetória e situação do negro no Rio Grande do Sul.

Autores: Robson Thomas Ribeiro, Guilherme de Abreu Machado, Luana de Moura, Eduarda Teixeira Streck 


Aspectos Sociocultural: relativo aos fatores ou aspectos sociais e culturais da comunidade afro-rio-grandense;

a. De Negritude: relativo ao sentimento de orgulho racial e conscientização do valor e da riqueza cultural do povo negro;
b. De Trajetória: ação e percurso do negro na história do Rio Grande do Sul; de onde veio e por onde passou;
c. De Situação: localização situacional e marginalização da comunidade negra no espaço sócio político gaúcho em relação aos vários pontos de referência dentro e fora do mesmo.

Justificativa  

          Um problema recorrente na construção da historiografia do Rio Grande do Sul, especialmente a produzida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho, é o tratamento ainda muito isolado dado história do estado, recorrendo-se pouco ao contexto nacional e internacional em um sentido mais abrangente. Ao falar-se da questão da escravidão, abolição, pós-abolição e o processo de marginalização dos povos negros, como preceitos de negritude inseridos neste contexto, se faz necessário apoiar-se e reflexionar num sentido mais amplo ultrapassando as barreiras geográficas e ideológicas. Percebe-se também que neste sentido, há uma abordagem ainda muito restrita acerca da cultura e história afro-rio-grandense. Que por muitos anos foi inexistente. Disse-se inexistente, pois a história do Rio Grande do Sul, tanto quanto, a História do Brasil, sempre silenciou a participação dos homens e mulheres negras, omitindo capítulos decisivos na formação sócio-cultural da nação. E o Movimento Tradicionalista Gaúcho sendo, portanto, uma territorialização da sociedade, acabava não abordando, ou omitindo tópicos fundamentais da historia e da cultura afro-rio-grandense. "Aqueles que vencem a batalha é que fazem à narrativa. Nós historiadores temos que reconstituir o processo da batalha, para recuperar as vozes daqueles que não foram ouvidas", Maria Helena Machado, USP, especialista em escravidão, BBC Brasil 2018.

           A abolição é um tema ainda, muito controverso, todavia, porque deixou o antigo escravo a mercê de uma realidade tão cruel quanto a de cativo. Quando assinada a alforria, o negro teria duas opções bem definidas. Permanecer sob a tutela de seu senhor, subordinado a um trabalho na lógica de favor, um indivíduo formalmente livre, contudo em condição de total dependência, ou arriscava se a empreitada de partir em busca da sobrevivência, buscando proteção nos quilombos, este sendo um escravo proveniente do meio rural, ou assentando se nas periferias das cidades, criando o fenômeno das favelas, este sendo urbano. Em ambas a situações os homens e mulheres negras não deixaram de ser violentados física e simbolicamente pela sociedade e suas instituições. A forma que a abolição ocorreu, sem apoio para os ex-escravos começarem uma vida nova, tem consequências negativas até hoje, segundo o presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira. Para ele, é uma das causas da profunda desigualdade racial brasileira. 

           Embora as leis tenham mudado, muitos movimentos tenham nascido e muitos esforços tenham sido feito em favor da memória afro-brasileira, o país ainda sucumbe em tenções etnoraciais e os negros e negras ainda sofrem com as mazelas do racismo e com a dificuldade de acesso amplo e democrático. Diferente do que acreditava Gilberto Freyre em Casa Grande e Senzala, a grande miscigenação do povo brasileiro não acabou por dinamizar o racismo e o sentimento e supremacia branca. 


           Quando voltamos às atenções para a sociedade atual, percebemos várias semelhanças com situações do século XIX, XVII e até anteriormente. A impressão que temos é que evoluímos pouco, e que as desigualdades seguem aumentando. Hoje por exemplo, temos cerca de 3500 comunidades quilombolas no Brasil, e pouco mais de 190 possuem regulamentação para com o estado, ficando visível a baixa interferência do mesmo nesta questão.

         Há um fator de desigualdade econômica que permeia a sociedade e, portanto social, que penaliza mais as mulheres negras, é impossível não abordar a questão étnico-racial nas políticas propostas por todas as instâncias dos governos brasileiros. A opinião das mulheres negras tem valor nas discussões que envolvem questões como: a pobreza, a educação, a capacitação das mulheres, a saúde, a violência, os conflitos armados, a política, os direitos humanos, o meio ambiente, as meninas mulheres, as mulheres e a mídia, entre outros assuntos. Todos remetem às conquistas almejadas na área da economia, principalmente viáveis através do mercado de trabalho, que impulsiona para a dignidade social.  

           A situação atual do Negro como agente social político e cultural é inegável, porém a sociedade provou em inúmeras atitudes que o merecido reconhecimento do valor dessa contribuição ainda é debilitado. Esta questão vai muito além de um respeito mínimo, está ligada diretamente a forma com que a integração sociocultural acontece, pois muitas vezes a falta de interesse de outros grupos étnicos de conhecer aspectos da cultura africana, acabam colaborando para a má interpretação da mesma, bem como um distanciamento da assimilação de um pensamento igualitário não apenas em teoria, mas também como prática.

           Diante do exposto preocupados com a problemática do racismo, opressão e desvalorização sócio cultural da comunidade afro-riograndense, apoiados ainda no que diz o primeiro item da Carta de Princípios (Auxiliar a sociedade na solução dos seus problemas fundamentais e na conquista do bem coletivo), buscamos com esta proposta estabelecer o diálogo e apreciação da cultura afro na sua essência, a fim de promover uma reeducação coletiva como consciência  acerca da igualdade racial, trazendo a tona a importância dos povos negros para com a identidade gaúcha.

             Com o intuito de que os tradicionalistas possam discutir sobre a importância da Negritude na Construção Sociocultural Gaúcha com Referência na Trajetória e Situação do Negro no Rio Grande do Sul. E com isto promover a protagonizarão do negro como o porta voz da sua própria história, que na maioria das vezes é cantado pelo branco que não carrega a carga histórica cultural de um povo marcado à chibata pelo racismo e que muitas vezes é relegado a uma perda de identidade. Apresentado e transfigurado em um papel “exotificado” do guerreiro escravo desvinculado dos seus valores e de sua riqueza cultural.

            O MTG tem um grande compromisso para com a sociedade em especial a comunidade afro, no que diz respeito a luta contra o racismo e valorização da cultura afro brasileira e afro gaúcho, no sentido de estar dando mais entrada e protagonismo. “O sistema vem fazendo a manutenção da ideologia racista desde o fim da escravidão, ainda hoje o racismo é estrutural em nossa sociedade, mas um grande passo para se dar combate ao racismo acredito ser pela educação, pela escola, que pode contribuir para a valorização da identidade negra e de pretos conhecedores de sua história e cultura e de brancos não reprodutores da ideologia racista. Um dos desafios da comunidade negra é o de ocupar os espaços que não foram pensados para nós mas que são um direito do nosso povo, como a escola, a universidade, posições mais reconhecidas, como médico e médicas, advogados e advogadas, engenheiros e engenheiras, professores e professoras… 

            A algum tempo o MTG como diversos espaços, não nos davam entrada e a discriminação era gritante dentro dos mesmos. Assim hoje dar espaço de fala e de protagonismo é essencial. Combater atitudes discriminatórias que até hoje estão presentes é fundamental. E conhecer, estudar e contar a contribuição do povo negro em todos os campos da construção socioeconômica do Rio Grande, pois não podemos continuar omissos e ignorantes quanto ao papel importantíssimo que o negro desempenhou em nossa sociedade e em nossa formação sociocultural. Acredito que essa conscientização deve ocorrer em todos os espaços, principalmente na escola, trazendo a grande contribuição do negro na história do RS, valorizando nossa história, cultura e identidade. Acredito também que um grande início é não interferir no espaço de fala e no protagonismo dos negros(as), e incentivar a auto-organização do povo negro que contribui para o fortalecimento e empoderamento do nosso povo, pois com a nossa organização vamos criando autonomia para estar se colocando nos espaços e estar contando nossa verdadeira história e cultura.” Rai Silva, entrevistada. Não há, portanto, “raças superiores, nem inferiores. Há as que têm e as que não têm oportunidade”, como diz Collares p. 15.

Considerações Finais
            Cremos que seja importantíssima, portanto, a discussão por parte dos tradicionalistas sobre a importância das mulheres e dos homens negros perante a constituição da identidade social e cultural do povo gaúcho, enquanto agente da expressão de uma cultura riquíssima e agente de uma constante luta e resistência contra as tensões étnico raciais que afetam a nossa nação. Fazendo um arremate da cultura afro-riograndense de modo que não haja uma apropriação indevida destes adereços e aspectos e que se consiga dar voz aos homens e mulheres de pele preta. 

Eles não estão mais entre nós, mas estão em nós - Reflexão de final de ano

           Ontem passou um mês que meu querido primo e afilhado partiu para o lar do Pai. Quando temos que  enfrentar a morte de um ente querido, a gente entende como um sentimento de vazio, as forças esgotadas e dores que a ausência física que nos traz.

           Não ser capaz de sentir mais a presença daquela pessoa querida, não ser capaz de ver seu sorriso, não ouvir sua voz, muitas vezes nos enche de impotência diante do que definitivamente não podemos mudar. A morte é a única coisa certa, mas para a qual nunca estamos preparados. 

            O que precisamos entender e aceitar é que, mesmo não podendo abraçar e beijar, de alguma forma essas pessoas estão mais perto de nós do que antes, porque estão dentro de nós. O lugar que eles ocupam em nossos corações sempre será deles. Eles viverão através de nós, eles se manifestam sempre que nos lembramos deles, toda vez que pensamos neles. Definitivamente, eles não estão mais entre nós, mas estão em nós. Eles estão perto daqueles que desceram do trem da vida um pouco antes de nós, mas que logo os encontraremos no lar do Pai. Curados e evoluindo.

            Vamos sempre rezar para que eles sejam lembrados e tenham forças para sua evolução. E agradecer ao Pai, pelas coisas boas que nos deu este ano. Rafa, Elomir, amigos que partiram... vocês estão em Nós!

Nota de Falecimento - Humberto Zanatta

         Faleceu nesta sexta-feira, dia 28, o escritor e compositor Humberto Gabbi Zanatta. Aos 70 anos, Zanatta sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Segundo familiares, há algum tempo ele tratava de problemas cardíacos. 

         Zanatta era casado com Dona Eunice Zanatta há 41 anos e tinha cinco filhos. Nascido em Taquaruçu do Sul, o poeta, escritor, advogado, jornalista, ex-vereador de Santa Maria e professor adorava compor suas canções. Algumas marcaram época como Tropa de Osso e Não podemos se entregá pros Home. Uma das mais conhecidas de Zanatta, Tropa de Osso,  levou o primeiro lugar na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em 1979. A música Léguas de Solidão também foi uma composição de Zanatta, ao lado do amigo Luiz Carlos Borges. A canção foi a vencedora da Coxilha de Cruz Alta em 1981. O Rio Grande perde mais um de seus grandes poetas.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Mulheres se mobilizam para buscar aprovação de tema anual


      Não podemos negar que ano que vem completam-se 70 anos que a primeira mulher (e, as mulheres) passaram a ocupar seus espaços no recém criado Movimento Tradicionalista, através do 35CTG. Nada é por acaso. Justamente neste ano a primeira mulher lança sua candidatura para ocupar a cadeira mais importante da Federação Tradicionalista, o de presidente do Conselho Diretor e, consequentemente, do MTG.
      Mais uma tirada de coragem das mulheres que sempre estiveram ao lado dos homens na construção da historia deste estado e, agora, do tradicionalismo organizado. A autora, Marcia Cristina Borges, foi a primeira mulher a presidir o pioneiro das tradições, o 35 CTG. Foi muito difícil, segundo ela.
       Agora busca a atenção dos Congressistas para apoiar a aprovação desta proposta, mesmo vendo que o machismo e o preconceito ainda são muito fortes na sociedade. Conheça a proposta de Márcia Cristina Borges da Silva...

"Mulher Gaúcha – 70 Anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações"

AUTORA – MÁRCIA CRISTINA BORGES DA SILVA, Conselheira Benemérita do “35” CTG, de Porto Alegre - 1ª Região Tradicionalista.

PROPOSTA – OBJETIVO ANUAL DO MTG PARA 2019
      Sugiro como Objetivo Anual, o Tema: "Mulher Gaúcha – 70 Anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações"
        Apresentar aos Congressistas em geral, pesquisa sobre os 70 Anos da Inclusão da Mulher no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, período de 1949 a 2019, para que seja apreciado por esse Colendo Congresso, cujo Tema apresentado como Proposta de Objetivo Anual do MTG para o ano de 2019.

JUSTIFICATIVA  

1 – Que o texto, agora já publicado em livro intitulado, A Evolução Histórica da Mulher Gaúcha, é fruto de mais de 10 anos de pesquisa sobre o assunto. Valeu-me neste trabalho, os 40 anos que ocupei cargos no Movimento Tradicionalista Gaúcho – CTG,  RT e MTG, incluindo-se aí, mulheres que foram pioneiras nesta inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, em sua maioria já falecidas, mas que muito contribuíram  para que as pesquisas fossem realizadas e que foram fundamentais para formação deste livro.. 

2 – Que a elaboração desta Proposta traz a participação da Mulher no Tradicionalismo Gaúcho Organizado desde suas primeiras atuações até os dias de hoje, demonstrando o quanto foi significativo e importante suas funções que vem sendo desempenhadas no transcorrer dos anos, proporcionando quebras de paradigmas e mudanças culturais em nossa sociedade tradicionalista.

3 – Que a pesquisa que fundamenta a Proposta, trata da História do Tradicionalismo desde o início, de onde aproveitei para relatar certas preciosidades encontradas, como por exemplo:

     a) A necessidade da participação de mulheres para receberem a Miss Distrito Federal ao Rio Grande do Sul em 1948, bem como a necessidade de moças para acompanhar os rapazes nas Festas Sociais dos Clubes de Porto Alegre para divulgar a roupa Campesina (Cyro Dutra Ferreira e sua noiva Cyra);

     b) Após viagem à Sociedade La Criolla no Uruguai, na Festa do Folclore, a criação da invernada das Prendas no “35” CTG em 1949 e logo em seguida o Grupo de Danças com a participação das moças;

CONCLUSÃO – Como autora, espero:
      - que os ilustres Congressistas aprovem o Tema Mulher Gaúcha – 70 Anos de Inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações, como Objetivo Anual do MTG para o ano de 2019; 

      - que o Tema seja trabalhado durante o ano de 2019, através do Departamento Cultural do MTG, das Regiões e especialmente das Entidades Tradicionalistas;

     - que o trabalho seja das mais diversas maneiras possíveis, a fim de dar a devida importância que sempre merecerá a Mulher, como parceira em igualdade com o Homem, pois juntos no tradicionalismo construíram e continuam mantendo este grandioso Movimento.

Opinião: O tema é muito bom. TEMPORAL, ou seja, é este ano ou só daqui há mais 10. Vai depender da compreensão dos congressistas.

Nota de Falecimento - Trovador e Radialista "Cabeleira"


         É com imenso pesar que comunicamos o falecimento, ontem, dia 27, do radialista, trovador e tradicionalista Gonçalves Chaves Calixto, conhecido como o "Cabeleira". Faleceu aos 78 anos, nesta quinta-feira (27) em Caxias do Sul. 

        Cabeleira era natural de Santiago, 10ªRT, mas vivia há décadas na cidade serrana. Ele estava internado no Hospital Saúde para se tratar de um câncer na bexiga.

       Nascido em 1940 (mesmo ano que meu pai), em 1953, aos 13 anos já era atração no programa "Venha Pra Cancha, Amigo", apresentado pelo já falecido Joaquim Pedro Lisboa, na Rádio Caxias. Em setembro de 2008, Cabeleira recebeu a Medalha Honeyde Bertussi, comenda oferecida pela Câmara de Vereadores de Caxias. Também foi agraciado, em 2011, com o Prêmio Vitor Mateus Teixeira, concedido pela Assembleia Gaúcha. 

          Descanse em Paz Nobre amigo. A cultura gaúcha perde um grande expoente.

Manoelito Carlos Savaris escreveu em seu facebook Oficial:
"O tradicionalismo gaúcho perdeu hoje um dos mais importantes radialistas, poetas e trovadores da sua história. Gonçalves Calixto, o CABELEIRA, foi um dos maiores divulgadores das tradições gaúchas da Serra. Particularmente, perdi um amigo".

Encontro Nacional da Juventude será em Chapecó/SC


Vem aí o Rodeio Internacional de Soledade - Mais de R$100.000,00 em Prêmios



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte XXVIII

Abril de 1821 
Aldeias de São Luiz - Cultivos - Varíola

           Os índios de São Luís são alegres como os de São Nicolau, mas parecem mais alegres e satisfeitos. Pois possuem um administrador inteligente, que os faz trabalhar, mas provém tudo para que nada lhes falte. 

           Havia uma grande quantidade de arroz, milho e feijão, resultado do trabalho dos índios. Tudo era resultado de seus trabalhos e eram consumidos por eles, o excedente e os tecidos das colheitas de algodão eram trocados por bovinos, pois os índios de São Luís sempre comem carne. Quase todos trabalham na lavoura, mas o administrador também permite que tenham plantações particulares e lhes dá férias para que possam cuidá-las.

          Saint-Hilaire conhece inúmeras destas roças, todas muito bem cuidadas, com plantações principalmente de milho, feijão, mandioca, batata, abóbora e melancias. Durante a colheita moram em pequenas choupanas para impedir possíveis roubos.

          A varíola é uma das grandes causas do despovoamento desta província. Desde o tempo dos jesuítas ela mata mais índios do que outras raças. Apenas os habitantes de Santo Ângelo foram poupados, pois o administrador os vacinou a tempo.
Material recolhido e compilado 
por Jeandro Garcia

Pousada da Figueira, um CTG à frente de seu tempo

         Planejar o futuro é estar pronto para os desafios do porvir. Hoje, o programa Identidade Gaúcha, da Rádio Quero-quero, entrevistou o patrão do CTG Pousada da Figueira, João Carlos Barcelos Guterres  e o vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha do MTG, Haroldo José Teixeira, que falaram sobre a entidade que foi reconhecida ao ganhar o selo de acessibilidade por ter acesso total para os deficientes físicos e visuais.  

           "Primeiro, preocupados com um de nossos frequentadores, que era cadeirante, e que tinha sérias dificuldades para ir ao CTG, instalamos rampas de acesso para cadeiras de rodas. mas uma coisa puxa a outra. Fomos investindo, aos poucos, mas tentando tornar acessível o ambiente do CTG para aqueles que não tinham tanta facilidade para nos visitar" - conta Guterres. "Mais tarde, colocamos piso tátil e cartazes em brile para cegos, que abriram as portas da entidade para pessoas com outras deficiências que não somente de cadeira de rodas" - comemora.


           O segundo projeto de Guterres foi mais audacioso: tornar o CTG totalmente sustentável. Entretanto, o alto custo para instalação de placas fotovoltaicas (energia solar) impedia a execução da obra com capital próprio. Preocupado com a sustentabilidade ambiental e financeira ele procurou parcerias e desenhou o modelo de financiamento adequado às necessidades e capacidades da entidade. Além de diminuir a conta de luz, geram energia que à  mais que dá créditos à entidade. Mais ainda, produz agua quente para a cozinha. "Hoje recolhemos as tampinhas de garrafas, as garrafas pets, latinhas e lacres para comercializarmos. Tudo volta ao processo de reciclagem gerando lucros para o CTG"- disse Guterres.

Opinião do Blog: Temos muito que aprender com o CTG Pousada da Figueira. Mas para isso temos que fazer dos encontros de patrões um lugar para troca de ideias e de informações. Não pode ser um local de convidar pro Baile ou jantar. Uma coisa importante também é  ter humildade de aceitar a ajuda do outro que fez e que está dando certo.A vida é um eterno aprendizado.

Elenir Winck apresenta seus vice-presidentes para a eleição do MTG, em 2019

 
Conheça a chapa "De Coração Pela Tradição"

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Identidade Gaucha está de volta nesta quarta, 26 falando de acessibilidade e sustentabilidade


Nota de Falecimento - Tiago Fontoura

           É com grande pesar, nestes dias de tanta festividade, que comunicamos o falecimento e nos despedimos de Tiago Fontoura. O velório  deste jovem peão do CTG João Sobrinho  ocorreu ontem, segunda, 24, na Capela São José, Capão da Canoa e o sepultamento foi realizado no cemitério da cidade. Ficam a esposa, Lidi Nazário e as duas meninas... Nossa solidariedade à família.

          Nota do CTG João Sobrinho

"É com muita tristeza que informamos que hoje perdemos um grande peão de nossa entidade...Tiago Fontoura, que o patrão velho te receba de braços abertos! Nossos sinceros sentimentos a toda família. Descanse em paz..."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Cavalgada do Bem - Sentinela em Ação

Fonte: Vanderlei Mendonça - Comunicação do CCN Sentinela do Rio Grande, de Rio Grande
           No próximo domingo, 23, à partir das 14h, o Departamento Campeiro do CCN SENTINELA do RIO GRANDE, representado por Renato Ferrão, juntamente com o Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul, Mateus Louzada estarão realizando a CAVALGADA DO BEM - SENTINELA EM AÇÃO.
        A ação vem em apoio a realizada no estado que é arrecadação de alimentos para doação dos mais necessitados e o CCN Também abraçou essa causa.
         Os alimentos arrecadados serão repassados para o Banco de Alimentos da cidade de Rio Grande e direcionadas as entidades do bairro das redondezas do CCN que tenham cadastro no Banco.
          Quem quiser participar à cavalo, à pé, carroça ou mesmo de carro, entre em contato com os organizadores e junte-se a essa causa.
Contatos: 
Renato Ferrão  Fone:997084994  
Mateus Louzada Fone 999772412

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Saíram os contemplados com os brindes do Identidade Gaúcha - Sorteio do dia 20

            Vencedores do sorteio dos brindes do programa Identidade Gaúcha, da Radio Quero-quero.net e da Acácia FM.

1. Tiago Pereira - "Copo Térmico" Sniper - Canoas Airsoft
2. Adriana De Sa Heck - Cuia da Querência das Cuias
3. Ana Flávia Secatto - Livro "O que é MTG?" de Darcy Paixão
4. Roger Cunha Freitas - Livro "Os versos da minha infância" - de Jurema Chaves
5. Rodrigo Racca - Livro "Resgatando a diversão da Piazada" - Autores Piás Farroupilhas do RS 2017/2018

        É um enorme prazer premiar os amigos. Agradecer o Fabinho Nascimento, nosso Consultor Sentimental pelo brinde da Sniper, cliente dele, Rogério Ribeiro, da Querencia das Cuias, e os autores que nos brindaram com suas obras - Piás do RS, Família Paixão (livro nos foi doado em vida pelo Darcy e como vieram dois, ficamos com um e doamos o outro, pois conhecimento não pode ficar na prateleira) e a querida Jurema Chaves.

         

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Conselho de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul sabatina candidatos à presidência do MTG

Serena, detentora de conhecimento, Elenir mostra a cada fala que está preparada para gerir o Movimento Tradicionalista.
Jamais perde o controle, não ofende, fala com propriedade de quem tem vivencia e conhece os acertos e os erros
             O Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, presidido pelo grande Marco Aurélio Alves, sabatinou os candidatos à presidência do MTG do RS, na tarde desta terça, 18. Simpatizantes e equipe de trabalho acompanharam seus candidatos ao evento, no auditório do Museu de Arte do RS (MARGS).
Dona Nilza Lessa que fez questão de fazer uma foto com Elenir Winck, disse que torce por ela, que se sente representada
Ricardo Fontoura, Diretor da Rádio Quero-Quero.net fez questão de ir ao evento cumprimentar a candidata à presidência
             Cada candidato teve 30 minutos para expor seus projetos e propostas de trabalho e, durante os outros 30 minutos foram questionados por Conselheiros de cultura de outros segmentos (um minuto para pergunta e dois minutos par resposta). Elenir foi muito tranquila e apresentou suas 17 propostas base, deixando claro que o diálogo é fundamental para uma boa gestão, bem como o trabalho em equipe.

           Os questionamentos dos Conselheiros variaram de intensidade mas foram todos respondidos com calma, serenidade, conhecimento de quem tem estrada e tem propostas. Elenir era elogiada pelos Conselheiros Estaduais a cada resposta dada. 
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           Agenda da Candidata - Na Rádio Quero-quero

           Pela manhã a candidata Elenir Winck participou do programa Identidade Gaúcha da Radio Quero-Quero onde, com a mesma calma e serenidade de sempre, apresentou os pontos básicos de sua gestão, acompanhada de Renata Pletz e Anderson Hartmann (vídeo na pagina do Identidade Gaúcha).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Então é Natal, em Cerro Grande do Sul - Dia 22 de dezembro


Romualdo Lopes Cunha Júnior é o novo Patrão da Centenária União Gaúcha

Parceria é tudo: Pamela Bilhafan Disconzi ao lado do Patrão
           “Hoje vivi uma das experiências mais incríveis que o Movimento Tradicionalista me proporcionou até hoje e a mais importante de todas com certeza. Ingressei na União Gaúcha João Simões Lopes Neto, em 1991, com nove anos de idade. Desajeitado, com extrema dificuldade de entender que dos pés era possível desenvolver sapateios (até hoje), lembro perfeitamente da primeira vez que entrei neste galpão para o meu primeiro ensaio no grupo juvenil, sim, já era gordo e não tinha tamanho pra dançar na mirim. De lá para cá já se passaram 27 anos, de sócio e apaixonado dos quais dezoito anos participando do grupo de danças adulto como dançarino e oito anos como parte da coordenação junto com a tia Marlene” – Escreveu emocionado, Juninho Cunha, em seu facebook oficial após ser eleito Patrão da Centenária União Gaúcha. Aos 36 anos, Diretor Executivo do vice Prefeito de Pelotas, Romualdo Lopes Cunha Júnior é o Patrão eleito da União Gaucha João Simões Lopes Neto.

          Em 2011, ingressou pela primeira vez na patronagem da entidade à convite do patrão, Carlos Roberto Tavares Meirelles. Este ano, com a partida precoce do saudoso “Tio Otávio”, Juninho assumiu como vice patrão da União Gaúcha,  para continuar ajudando a entidade no restante de mandato. 

          “Quis o destino e a patronagem atual que eu fosse então o representante para liderar o grupo que daria continuidade ao trabalho que é feito com tanto amor, carinho e dedicação em prol da nossa Centenária. Missão aceita, principalmente, pelo que a União Gaúcha representa na minha vida, na minha formação como pessoa, como profissional e principalmente sobre ter sido aqui dentro que aprendi as definições de amor e segunda família” – disse Cunha.

            A eleição foi no dia, 16 de dezembro, domingo, e Juninho vai liderar a equipe como patrão da União Gaúcha, que tem para ele um significado que transcende qualquer explicação, segundo ele. “Aquele garoto que aos nove anos entrou pela primeira vez neste galpão, hoje, aos trinta e seis anos assume com paixão, dedicação, amor e empenho esta casa que já me trouxe tantas alegrias. Farei todo o possível ao lado dos meus doze companheiros de Patronagem e dez conselheiros para que tenhamos uma gestão pautada pela união e transparência da mesma maneira que aprendi ao lado do atual patrão Beto” – falou emocionado. 

           “Seremos patronagem para todos sócios remidos, laureados, patrimoniais e contribuintes. Seremos patronagem para todos integrantes da mini mirim, mirim, juvenil, adulta, xirú, campeira, esportes. Que em 2019, possamos todos juntos comemorar os 120 anos da nossa Centenária Casa em grande estilo, do jeito que ela merece. Obrigado minha futura patronagem pelas mensagens de otimismo e por demonstrarem fidelidade e respeito em cada momento. Obrigado União Gaúcha por fazer parte da minha vida. Pelo Rio Grande e as tradições, TUDO!” – concluiu.

Parabéns, amigos da União Gaúcha. Parabéns Juninho, temos certeza que saberás levar muito bem, essa história centenária adiante.

Pessoal da UG esteve na Casa do Idoso levando doações e muita música para o pessoal que vive por lá. Amor que contagia

GTC 20 de Setembro promove IV Natal Solidário e palestra em Xangri-Lá

        Uma noite de solidariedade. Sim, desta forma podemos definir a noite de domingo, 16, em Xangri-Lá, no GTC 20 de setembro, que fez o IV Natal Solidário e juntou (veja no foto) tampinhas e lacres para doar pra quem precisa.
         Um pequeno gesto, juntar o lacre, a tampinha ou a latinha... ajuda a natureza e contribui com quem comercializa para fazer o bem. Desta forma o projeto solidário buscou alimentos, além de doar a grande quantidade de tampinhas arrecadadas, bem como os lacres (que renderam 2 cadeiras de rodas).
         Além das apresentações das invernadas de danças do CTG, Rogério Bastos palestrou sobre o tema anual do MTG. Homenagens foram feitas para ex-prendas e peões da entidade, numa linda exposição de faixas e troféus, relembrando suas trajetórias.
          O evento contou com a presença da Diretora Cultural da 23ªRT, Delurdes Souza, membro da Comissão Gaucha de Folclore e da 1ª Prenda Juvenil da Região, Isabella Nunes, do CTG Estância da Serra, de Osório. 

domingo, 16 de dezembro de 2018

Palestra em Torres sobre o papel do jovem no tradicionalismo

          Ontem, sábado, 15 de dezembro, foi dia de conhecer mais uma entidade tradicionalistas pelo RS, de algumas que ainda não conhecemos, o CTG Porteira Gaúcha, em Torres, 23ª RT. Um bate papo bem descontraído com a juventude litorânea sobre o "Papel do Jovem no Tradicionalismo",
           Representando o Coordenador da 23ªRT, a vice-Coordenadora Maria Cardoso Faistauer deu as boas vindas ao publico, pois logo depois da conversa e do jantar seria realizado um acampamento.
           Chegamos este ano a marca de 712 palestras que, culminarão com a última do ano em Xangri-lá, também da 23ªRT, neste domingo.
          E ainda foi distribuido o jornal Informativo da 23ª RT, feito VOLUNTARIAMENTE, pela Bastos Produções para os amigos litorâneos.
Cerimonial: Maria Eduarda Baltazar Bittencourt  (Dudinha)
Patrão: Leandro Lopes
Vice coordenadora: Maria Cardoso Faistauer
Diretora Cultural da Região: Delurdes Souza da Costa
Vice Diretora Dep. Jovem Regional: Francesca Mondadori
1ª Prenda mirim: Isadora de Oliveira Borges
1ª Prenda Juvenil: Júlia H. Fernandes Ribeiro
1ª Chinoca: Elenice Maria Soveral

sábado, 15 de dezembro de 2018

Nota de Falecimento - Aluizio Menezes Perez

            É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do veterinário Aluizio Menezes Perez, de 24 anos, que morreu na noite passada, sexta-feira (14) após receber uma descarga elétrica durante um leilão de animais.

           Conhecido no meio dos ginetes como Lulu, ele veio à óbito após um choque que recebeu ao pegar o microfone durante um remate na Cabanha Veio D'Água, em Piratini.  Outras pessoas já tinham falado antes no microfone, mas, no momento em que ele pegou, houve uma forte descarga elétrica. "Foi um choque violento que projetou ele para trás" - disse o médico Ricardo Kroef

Nota da URCAMP: "É com extremo pesar que a Urcamp, em nome da Reitora Lia Quintana, lamenta a passagem precoce do ex-aluno do curso de Medicina Veterinária Aluizio Perez. A Urcamp deseja conforto espiritual e coloca-se a disposição dos familiares e amigos!"

Nota de falecimento - Luis Henrique Bueno

           
          É com muita tristeza e pesar que comunicamos o falecimento do menino Luis Henrique Bueno, de 8 anos, natural  de Soledade,  que sofreu uma queda de um cavalo em Espumoso, durante um rodeio. 

          Ele veio à óbito na sexta, 14, no Hospital São Vicente de Paula, em Passo Fundo. Luís Henrique  teve traumatismo craniano após um tombo, no rodeio que acontecia no município.

           Nossas condolências à família, que a luz e o amor divino pairem sobre a alma de quem sofre esta perda, os console e lhes dê serenidade para atravessar esta tempestade. 

Governador Eduardo Leite apresenta Beatriz Helena como Secretária de Cultura

 
Governador eleito apresenta Secretaria de Cultura
        Beatriz Helena Miranda Araujo nasceu em Pelotas em 1962. Iniciou as atividades na cultura aos 22 anos, em 1985, como assessora da presidência na Fundação de Cultura, Lazer e Turismo de Pelotas (FUNDAPEL). Atuou de 1988 a 1992 na direção do Theatro Sete de Abril. Em 1992, deu início a trajetória como produtora cultural independente.


           Na área de preservação de patrimônio, em Pelotas, trabalhou no restauro do prédio da Bibliotheca Pública Pelotense, a recuperação e modernização do Theatro Sete de Abril (2002) e a aquisição e restauro integral da casa de João Simões Lopes Neto. Coordenou projeto de instalação do Instituto João Simões Lopes Neto, com aquisição de mobiliário e equipamentos.

           Em Porto Alegre produziu o projeto Jardim Lutzenberger, na Casa de Cultura Mario Quintana. Na literatura, de 1998 a 2002, captou recursos e produziu cinco edições da Feira do Livro de Pelotas, a publicação de livros de arte e patrimônio como “Lutzenberger e a Paisagem”, “História Iconográfica do Conservatório de Música de Pelotas”, “Sete de Abril - o Teatro do Imperador”.

            Foi por duas vezes Secretária de Cultura de Pelotas, quando criou o Conselho Municipal de Cultura e o Sistema Municipal de Museus. Entre 2015 e 2016 produziu projetos referentes ao Biênio Simoneano, como a exposição sobre a vida e obra de João Simões Lopes Neto, no Santander Cultural, em Porto Alegre, e a criação e instalação no Centro Histórico de Pelotas de escultura em tamanho natural de Simões.

            Em 2018 atuou na coordenação e produção executiva da 11ª Bienal do Mercosul e do Dicionário da Cultura Pampeana Sul-Rio-Grandense, de Aldyr Garcia Schlee, a ser lançado em março de 2019. Também coordenou o projeto que viabilizou a primeira etapa da restauração da Casa de Garibaldi, em Piratini.

           Atuou na Associação de Produtores Culturais do RS desde a criação da entidade (1999) em defesa da manutenção da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, bem como no seu aperfeiçoamento, em parceria com o deputado Bernardo de Souza e que proporcionou a participação de pequenas empresas, até então excluídas do sistema.

         De 2010 a 2012 presidiu o Conselho Municipal de Cultura de Pelotas.

Fonte: Material enviado
Por Claudio Kneirin

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte XXVII

Abril de 1821 
São Nicolau - Professor - Higiene guarani

         A regularidade da aldeia de São Nicolau e o tamanho de seus prédios surpreende por terem sido feitos por semi-selvagens guiados por alguns religiosos, mas a amargura invadia seus sentimentos ao constatar a quantidade de casas abandonadas e destruídas. Quando os gaúchos chegaram pouco restava e trataram de logo destruí-las, utilizando como proteções em batalhas.

        Um grande número de habitantes já havia fugido, os poucos que restaram, ou que retornaram, tiveram seus jovens alistados, resumindo a aldeia em velhos, mulheres e crianças.

        Também aqui há mestre-escola Guarani, que ensina uma dúzia de crianças. Eles possuem papelões onde estão os escritos bíblicos. Faltam livros e os professores são obrigados a escrever tudo que os alunos deveriam ler. Em retribuição recebem gêneros alimentícios da comunidade, o que representa ser um voluntário nas suas atribuições.

        A higiene é uma das qualidades nas mulheres guaranis, mesmo com vestes esfarrapadas, estão sempre limpas. Sua vestimenta é uma camisa e um vestido de algodão, pés descalços e cabelos muito compridos, enrolados atrás da cabeça e envolvidos em um véu quando vão a igreja.

Webserie feita por
Jeandro Garcia

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

A data de 13 de dezembro marca o nascimento de Barbosa Lessa, há 89 anos

        Bem quando espirava a tarde e nascia a noite de 13 de dezembro, em 1929, chegou ao mundo Luiz Carlos Barbosa Lessa na Chácara Boa Esperança, imediações da histórica vila Piratini, a primeira capital farroupilha.

        Dona Alda, a mãe, ensinou-lhe as primeiras letras e palavras da alfabetização, as primeiras notas do piano e o gosto pelo matraquear na máquina de escrever, Olivetti, nunca trocada por computador. Desde o início foi tomado de encanto pela literatura e pela música.

         Em Pelotas fez o curso ginasial no Colégio Gonzaga. Já ligado ao texto, fundou o jornalzinho O Gonzagueano. O gosto musical, pela pesquisa e o folclore, o fez reunir um grupo de amigos com este fim: Os Minuanos. (Mais tarde fundaria o Conjunto Farroupilha, com apresentações exitosas no Brasil, Estados Unidos e China).

          Com 15 anos, mudou-se para Porto Alegre. Enquanto trabalhava como "foca" na Revista do Globo, cursava o 2° Grau no Colégio Júlio de Castilhos. Ali conheceu Paixão Cortes e um grupo de amigos. Criaram o departamento de tradições gaúchas no "Julinho", inspiração primeira que tornaria realidade algo maior: a criação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas, o CTG 35, em 24 de abril de 1947, sendo seu primeiro Patrono. Era um novo alvorecer para as tradições do Rio Grande do Sul.

         Em 1952, na capital gaúcha, formou-se advogado para ser, por 20 anos, em São Paulo, homem de publicidade, de histórias em quadrinhos, de televisão, de teatro, de cinema. E de literatura. Seu primeiro livro, Os Guaxos, conquistou, em 1959, o Prêmio Nacional de Romance, pela Academia Brasileira de Letras. Para Walter Spalding "o melhor e o maior romance do Rio Grande do Sul até hoje aparecido”.

        Volta de São Paulo e, já no Rio Grande do Sul, torna-se Secretário de Cultura, no governo Amaral de Souza, Barbosa Lessa, dentre tantos feitos importantes, marca sua gestão promovendo a aquisição do desativado Hotel Majestic, para ser a Casa de Cultura Mário Quintana.

Ao lado do parceiro e "ermão", Paixão Cortes - Muitas pesquisas foram feitas
         Nas últimas ações de sua luta pela cultura, em 2000, conquista merecido destaque em promoção da RBS, sendo eleito pelo povo rio-grandense como um dos "20 gaúchos que marcaram o século XX" mesmo morando, como dizia, no meio dos bichos e dos índios, na reserva ecológica de Água Grande, no interior de Camaquã.

        Elegeu-se Patrono da 46ª Feira do Livro de Porto Alegre, em 2001, o que muito o orgulhava.  Em 11 de março de 2002 partiu a camperear com o Negrinho do Pastoreio, na invernada grande do Céu.

        Começando a publicar em 1951, Lessa somou mais de meio século de produção literária. Editou quase 70 títulos, nos mais variados campos e gêneros. 

          Foi, também, em 13 de dezembro, só que de 1912, que nasceu o "Rei do Baião", Luiz Gonzaga.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O Rio Grande reverencia Barbosa Lessa

          Na semana em que Luiz Carlos Barbosa Lessa completaria 89 aos, uma serie de homenagens estarão acontecendo. Nesta quinta, 13, dia do aniversário de Lessa, o programa Identidade Gaúcha fará um especial relembrando esta figura. A partir das 8h, com apresentação de Rogério Bastos e Liliane Pappen, com a presença marcante de Fabinho Nascimento, do "Tome Tento". Ainda no dia 13, no Memorial do Rio Grande do Sul, Rua Sete de Setembro, 1020 - Praça da Alfândega tem a exposição 10x Lessa. Um painel sobre a dimensão cultural do multifacetado tradicionalista gaúcho, no auditório do primeiro andar, com entrada franca. Como debatedores, participam o publicitário e escritor Luiz Coronel, o jornalista Renato Dalto e o professor e crítico literário Luís Augusto Fischer.

         Já no dia 15, o projeto "Barbosa Lessa Multimidia do Sul do Brasil" realiza em Piratini, na Praça da República Rio-grandense, as 20h, o espetáculo Barbosa Lessa um canto de saudade.


            Bem quando espirava a tarde e nascia a noite de 13 de dezembro, em 1929, chegou Luiz Carlos Barbosa Lessa na Chácara Boa Esperança, imediações da histórica vila Piratini, a primeira capital farroupilha.
           Dona Alda, a mãe, ensinou-lhe as primeiras letras e palavras da alfabetização, as primeiras notas do piano e o gosto pelo matraquear na máquina de escrever, Olivetti, nunca trocada por computador. Desde o início foi tomado de encanto pela literatura e pela música.
           Em Pelotas fez o curso ginasial no Colégio Gonzaga. Já ligado ao texto, fundou o jornalzinho O Gonzagueano. O gosto musical, pela pesquisa e o folclore, o fez reunir um grupo de amigos com este fim: Os Minuanos. (Mais tarde fundaria o Conjunto Farroupilha, com apresentações exitosas no Brasil, Estados Unidos e China).
           Com 15 anos, mudou-se para Porto Alegre. Enquanto trabalhava como "foca" na Revista do Globo, cursava o 2° Grau no Colégio Júlio de Castilhos. Ali conheceu Paixão Cortes e um grupo de amigos. Criaram o departamento de tradições gaúchas no "Julinho", inspiração primeira que tornaria realidade algo maior: a criação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas, o CTG 35, em 24 de abril de 1947, sendo seu primeiro Patrono. Era um novo alvorecer para as tradições do Rio Grande do Sul.
           Em 1952, na capital gaúcha, formou-se advogado para ser, por 20 anos, em São Paulo, homem de publicidade, de histórias em quadrinhos, de televisão, de teatro, de cinema. E de literatura. Seu primeiro livro, Os Guaxos, conquistou, em 1959, o Prêmio Nacional de Romance, pela Academia Brasileira de Letras. Para Walter Spalding "o melhor e o maior romance do Rio Grande do Sul até hoje aparecido”.

            Volta de São Paulo e, já no Rio Grande do Sul, torna-se Secretário de Cultura, no governo Amaral de Souza, Barbosa Lessa, dentre tantos feitos importantes, marca sua gestão promovendo a aquisição do desativado Hotel Majestic, para ser a Casa de Cultura Mário Quintana.

           Nas últimas ações de sua luta pela cultura, em 2000, conquista merecido destaque em promoção da RBS, sendo eleito pelo povo rio-grandense como um dos "20 gaúchos que marcaram o séc. XX" mesmo morando, como dizia, no meio dos bichos e dos índios, na reserva ecológica de Água Grande, no interior de Camaquã.

          Foi escolhido Patrono da 46ª Feira do Livro de Porto Alegre, em 2001, o que muito o orgulhava.  Em 11 de março de 2002 partiu a camperear com o Negrinho do Pastoreio, na invernada grande do Céu.

           Começando a publicar em 1951, Lessa somou mais de meio século de produção literária. Editou quase 70 títulos, nos mais variados campos e gêneros.