sexta-feira, 10 de julho de 2020

Aprovada PL que declara o Cachorro Ovelheiro Gaúcho como animal símbolo do RS

          Foi aprovado terça-feira, 7, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, por unanimidade, o parecer favorável ao PL 536/2019, de autoria do Deputado Estadual Luiz Marenco, que declara o cachorro Ovelheiro Gaúcho como animal símbolo do Estado, reconhecendo-o como patrimônio cultural e genético do Rio Grande do Sul.

           O projeto tem por objetivo preservar as características comportamentais e morfológicas do Ovelheiro Gaúcho, mantendo a sua aptidão para o trabalho de pastoreio, guarda e companhia, para o qual foi severa e naturalmente selecionado no ambiente rural durante anos. Tratam-se de animais adaptados ao nosso relevo que trabalham em campos, banhados e matos, situações nas quais outras raças, não oriundas da nossa região, apresentam dificuldades.

           O Ovelheiro Gaúcho já foi incluído como animal símbolo e declarado como bem integrante do patrimônio cultural de vários municípios gaúchos. "É nítida a associação da raça com as lidas campeiras, havendo um consenso de que integra a imagem clássica do homem de campo, sendo portador de referência à identidade, à ação e à memória do nosso Estado tanto quanto o Cavalo Crioulo, o chimarrão e o Quero-Quero, já símbolos do Rio Grande do Sul" - disse o deputado.

Nota de Falecimento - Ajos Dutra, a voz da Cavalgada do Mar

          É com grande pesar que comunicamos o falecimento de Ajos Dutra. Natural de São Francisco de Paula, nasceu no dia 22 de novembro de 1940,  e residia em Torres, no litoral gaúcho.

          Ajos começou nas atividades tradicionalistas em 1961, quando compareceu ao 8º Congresso, que criou a carta de princípios do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho), em Taquara. Dali em diante teve sua vida sempre atrelada no tradicionalismo, ajudando a criar mais de 10 Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), além de mais de 30 piquetes.

         Em 1990 assumiu a Coordenadoria da 23ª Região Tradicionalista, na qual voltaria por mais duas gestões nos anos de 19995 e 1996. Junto com sua esposa Zelia e os três filhos, sempre estiveram ligados com alguma atividade no tradicionalismo. Participou desde a 1ª Cavalgada do Litoral Norte (Cavalgada do Mar) e colaborando junto ao piquete de comando desde a quarta edição.  Era a voz que acompanhava os cavaleiros e cedinho no más fazia a oração com eles. 

         Em 2002, Ajos Dutra se aposentou pela prefeitura, mas continuou com seu trabalho na cidade e na região focado nos ideais gaúchos: atuando nos CTG e fazendo palestras em escolas. Foi agraciado pela Câmara de Vereadores, com o título de cidadão honorário de Torres. Descanse em Paz velho a migo, ao lado do Dedeus, Romera, Nico, Virgilino, Tio Beno e tantos outros da tribo do pé no estribo.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Nota do Conselho Estadual de Cultura do RS acerca de desdobramentos do FAC Digital

          O Conselho Estadual de Cultura do RS torna público, através desta nota, o recebimento de informações que apontam para equívocos na operacionalização do FAC Digital. O material enviado a este Conselho traz evidências materiais de que foi utilizado como critério para a desclassificação de projetos inscritos a não participação em projetos culturais no último ano, o que não era condição de participação explícita no próprio edital. Como agravante, a instituição responsável pela intermediação deste FAC, a Feevale, afirmou, em resposta a, pelo menos, uma proponente, que “não existe a possibilidade de solicitação de recurso, dado que a eliminação ocorreu em virtude de critérios estabelecidos do Edital de seleção”.

           Cabe esclarecer que o próprio edital explicita prazo para interposição de recurso, o que não poderia ser diferente em uma esfera que opera com recursos públicos. Assim sendo, é de extrema gravidade que a entidade acima referida tenha respondido a uma proponente que esta não poderia sequer solicitar recurso. Parece pertinente pontuar que o caráter inicialmente emergencial deste edital foi, provavelmente, o que motivou a SEDAC, órgão gestor do Sistema Estadual de Cultura, a buscar uma entidade que viesse a intermediar o edital no intuito de dar celeridade ao processo, o que é compreensível. 

          No entanto, em face a claras evidências de equívocos e, especialmente, em face de que o público-alvo deste edital é o de fazedores de cultura em situação de extrema dificuldade em função da pandemia provocada pela COVID-19, este Conselho, vem a público se manifestar no sentido de que seja apurado o ocorrido a fim de que possam ser revistos os procedimentos adotados na avaliação dos projetos inscritos, dado que o Estado pode rever seus atos a qualquer tempo.

            Por fim, cabe ressaltar ainda que o Conselho Estadual de Cultura do RS se manifesta no âmbito de suas atribuições legais, salientando-se aqui o estabelecido no artigo 225 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, ressaltando que este Conselho sempre estará atento às suas funções em defesa e promoção da cultura do nosso estado.

Blog entrevista o uruguaianense Maxsoel Bastos de Freitas

         Maxsoel Bastos de Freitas, natural de Uruguaiana, um apaixonado por suas profissões, advogado e professor universitário, encontrou na cultura gaúcha uma terapia ocupacional. Por conta disso se tornou escritor, poeta, declamador, pesquisador e compositor. 
          Atualmente preside o Piquete Fraternidade Gaúcha, do Grande Oriente do RGS. Max é também, presidente da Estância da Poesia Crioula e da Loja Maçônica Gaúchos Templários – 1ª Loja Temática do Brasil (Tema Gaúcho), Vice-Presidente da Fundação Cultural Gaúcha - MTG e Vice-Presidente da Comissão dos Festejos Farroupilhas Estadual. Foi, recentemente escolhido Membro da ACADESUL (Academia Maçônica de Letras Sul-Rio-Grandense) 

           Max topou conversar com o Blog e responder algumas curiosidades, as quais trazemos ao público:

BLOG - Para alguns, tempos difíceis, mas 2019/2020 tem se mostrado prósperos pra ti?

     Sim. Mas os frutos de minha atuação na cultura começaram de forma espontânea a mais de 8 anos em festivais nativistas em fevereiro de 2012, quando comecei a escrever letras para o cancioneiro gaúcho. Talvez os resultados prósperos a que se refere sejam assunção a cargos de destaque no cenário da cultura gaúcha que se acumularam nestes dois últimos anos. 

     Confesso que é o reflexo de um foco que mantenho nas coisas que me dedico a fazer da melhor forma possível. Não por acaso todos estes encargos que tenho assumido estão umbilicalmente ligados o que me possibilita atuar em várias frentes sem desassistir nenhuma das entidades que represento e assim não perder o horizonte. 

     Não há duvida de que muito destes resultados devo ao relacionamento próximo e de orientação que guardo com homens como Léo Ribeiro de Souza, Jaime Ribeiro e com mulheres como Maria Marques, verdadeiros professores da vida cultural.  


"Quando sozinho em meus pensamentos,
Me invadem lembranças do que fiz e que faço.
Busco nas palavras de meu pai
Uma força que une nossos laços.
(De alma e coração | Nos ideais daqueles lenços)
Posse na Estância da Poesia Crioula
Sucesso costuma causar incomodo. Concorda com esta afirmativa?

     Sem dúvida a representatividade em várias frentes de uma mesma atuação, no meu caso a cultura gaúcha, acaba por incomodar alguns pares nos seguimentos que se atua, mas isso faz parte das relações humanas. É impossível agradar a todos a todo momento. Minha formação em direito confesso que me ajuda a superar muitos destes incômodos. Mas é natural. E o mais interessante nisso é que mesmo que você faça tudo de coração aberto, e no meu caso por paixão a nossa cultura, e sempre de forma gratuita, muitas das nossas ações, ainda assim, encontram e encontrarão inúmeras resistências. 

     Tenho a consciência de que ao ocupar espaço, muitas vezes acabo por atrair sentimentos de sobreposição em colegas que antes tinham atuação e posição no mesmo nicho. Mas como disse eu encaro isso com naturalidade, mas fundamentalmente com o cuidado a que a situação merece. É preciso atuar com honestidade, lisura e respeito a todos.    


"No decorrer do tempo a natureza é assim,
Tenho cacimbas e sangas, aguadas dentro de mim.
Mas não seria perfeito, se fosse feito assim,
Se não houvessem os fogões, ardendo dentro de mim.
Fogo e água são opostos, cada qual tem o seu fim.
Mas por que não peleiam, se os dois estão dentro de mim."
(Pelas mãos do criador | Nos ideais daqueles lenços)

Quais as obras que já tens lançadas?

     Tenho mais de 250 músicas compostas, mas lançadas tenho dois CDs: De Alma e Coração lançado em 2013, Nos Ideais Daqueles Lenços lançado em 2014. Tenho o Livro: Nos Ideais Daqueles Lenços, lançado em 2017.

     Quanto aos Festivais de música e poesia tenho quase uma centena de premiações já fui premiado em inúmeros festivais de música e poesia no Rio grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Tais como: Canto do Vacacaí em Restinga Seca-RS, Os Costeiros em Lajeado-RS, Os Quarteadores em Santo Cristo-RS, O Pesqueiro em Ijuí-RS, Encontro das Águas em Foz do Iguaçu-PR, Canto do Ibicuí em Manoel Viana-RS, Canto de Los Pinares em Vacaria-RS, Moenda da Canção em Santo Antônio da Patrulha-RS, Canto do Jaguar em Jaguari-RS, Canto do Jacaquá em São Francisco de Assis-RS, Casilha da Canção Farrapa em Itaqui-RS,  Candeeiro da Canção em Uruguaiana-RS, entre outros.  

     Na esfera musical de composição ressalto a premiação que recebi no ano passado com o título de melhor música pela escolha do público e 2º lugar na 41ª Edição da Califórnia da Canção Nativa do RS, que me conferiu a cobiçada Calhandra de Prata,  com a música Guria que virou um clássico de uma forma tão rápida que ainda hoje me assusta. 


"Hoje compreendo mais a vida,
Repenso as coisas que faço
Depois de ter perdido amigos
No lombo desses cavalos de aço."
(Cavalos de Aço | Nos ideais daqueles lenços)

Quais os teus planos para o segundo semestre?

     Para o segundo semestre os desafios são enormes e estar a frente das entidades com as características das quais as que represento em tempos de pandemia e confinamento social é ter que se reinventar. Ainda não é possível firmar o passo em projetos culturais que não sejam de forma virtual e pelo andar das coisas não há um porto seguro pelos próximos três meses. Porém, mesmo que muitos eventos devam ser virtuais é preciso pensá-los de forma diferente - ofertar algo que não seja “mais do mesmo”, pois isto é o que está ocorrendo neste momento.

     Trabalhar com cultura em isolamento social é um desafio que estamos aprendendo a entender. Há um cenário novo a nível mundial. Os meios tecnológicos ainda que estejam ajudando nestes períodos nebulosos, são eles que levam uma enxurrada de informações ao público em geral. Pessoalmente acho que devemos trabalhar com o jovem e com a criança como peças fundamentais de difusão e continuidade cultural. 

     O desafio é acertar a dose. Como despertar neste público o interesse e atenção necessária a renovação de preservação dos valores culturais é a pergunta que me faço todos os dias antes de pensar em qualquer projeto. 

     Nossas entidades estão repletas de homens e mulheres de cabelos brancos, devemos valorizar este patrimônio humano, mas em consonância precisamos ter em mente que nossa cultura não pode envelhecer, nós homens e mulheres sim, mas  os valores não. Eis o desafio.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Incêndio consome casa do Peão do CTG Jango Borges, de Arvorezinha

      A casa da família do peão Guilherme Medeiros do CTG Jango Borges, 14ª RT, foi atingida por um grave incêndio na noite de ontem (5/07) e tiveram muitas perdas materiais.

     Lamentamos imensamente o ocorrido e solicitamos o auxílio de todos que acompanham a página para ajudar a família deste Jovem Tradicionalista!

     Estão sendo aceitas doações de roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos, materiais de higiene e limpeza. Ainda, está disponível uma conta bancária (dados na imagem) para, quem puder, fazer doações em dinheiro.

      Contamos com a ajuda de todos!

sábado, 4 de julho de 2020

Nota de Falecimento - Luiz Alberto Ibarra

          É com enorme pesar que comunicamos a passagem do irmão Luiz Alberto Ibarra, no auge de seus 90 anos. Nos solidarizamos com os familiares deste homem de fundamental importância para a cultura do Rio Grande do Sul.

           Natural de Uruguaiana, nascido em 03/02/1930, foi Engenheiro Agrônomo, Jornalista e Professor. Casado com dona Suely Laurindo Ibarra, o casal tem quatro filhos, três netos e uma bisneta. Sócio Fundador, Secretário do 1º Rodeio dos Poetas Crioulos e da 1ª Diretoria da Estância da Poesia Crioula.

          Foi Vice-Presidente da EPC na gestão dos Presidentes José Hilario Retamozo (1992-1994), Sérgio Padilha (2002-2004), Leo Ribeiro de Souza (2004-2006) e de Beatriz de Castro (2006-2008). Foi membro do Conselho Fiscal (2010/2012), do Conselho Deliberativo (2012/2014) e do Conselho de Honra (2016/2018 - 2018/2020). 

           No 56º Rodeio de Poetas Crioulos, em comemoração aos 55 anos de fundação da Estância da Poesia Crioula foi homenageado com a outorga da Medalha Vargas Neto. Antologias da Estância da Poesia Crioula: 1ª Ed. 1970, 2ª Ed. 1987, 1990, 1998, 2004, 2006, 2010 e 2011. Trabalhou na Emater e como professor atuou na PUCRS, Campus 2, Uruguaiana, nos Cursos de Agronomia, veterinária e Zootecnia. 2º tenente R/2. Patrono da 28ª Feira do Livro de Uruguaiana e Prêmio "Construir 2003".
Em sua residencia, sempre muito bem recebido, quando o entrevistei para o Eco da Tradição
          Ibarra foi redator da página “Tradição” do Diário de Notícias, e Correspondente do Jornal do Dia. Fundador do CTG “Patrulha do Oeste, em Uruguaiana do qual se originou o CTG Sinuelo do Pago, promotor da Califórnia da canção Nativa, sócio do “35″ CTG, desde 1948 e colaborou na fundação do CTG Pedro Coutinho, da Vila São Marcos.
Na Revista Seleções - o rapaz com o violão

           Em 1954 participou, junto com Manoelito de Ornellas, Walter Spalding, Emilio Rodrigues e Sady Scalante, da Comissão Organizadora do 1º Congresso Tradicionalista, realizado em Santa Maria. Presidente, Conselheiro Nato, Diretor Cultural e Destaque 2001 do Centro Uruguaianense, de Porto Alegre.
Membro da Comissão Gaúcha de Folclore.

          Aos 85 anos realizou um sonho de vida: ingressou no curso de direito da Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, vindo a ser o calouro mais experiente da classe e exemplo para todos. Suas palavras: "O importante agora é o conhecimento, né? São coisas novas que vou aprender. Depois eu penso no que vou fazer com o diploma. Agora ainda é muito cedo”. Tinha formatura prevista para este ano, aos 90 anos de idade.

Nosso carinho ao amigo que volta para o Lar, ao lado do Pai, descansa em paz e segue o caminho de luz, amizade que deixou os rastros aqui nesta existência.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

MTG posta homenagem aos 40 anos da FCG

Sede própria adquirida em 2005, reformada após ciclone, em 2008 e tem o nome de um grande tradicionalista:
Gerciliano Alves de Oliveira. Mas merece menção Rodi Borghetti, idealizador e criador da FCG
      A Fundação Cultural Gaúcha completa, neste 02 de julho, 40 anos de história. Ligada ao Movimento Tradicionalista Gaúcho, tem como objetivo conservar e desenvolver as tradições e a cultura gaúchas, criando projetos e iniciativas que garantam meios e condições para a sustentabilidade do MTG.

     Nesta data, segundo o vice-presidente da entidade, Maxsoel Bastos, há muito a comemorar. Segundo ele, são 40 anos de firme compromisso com a cultura do Rio Grande, respeitando e difundindo a história, os valores e os princípios que norteiam toda comunidade tradicionalista.

     O momento, porém, é de reestruturação. “No que toca a gestão, precisamos inovar”, afirma Maxsoel. Segundo ele, o modo de operar que trouxe a Fundação aos seus 40 anos terá que ter seu rumo refinado a fim de que se possa conduzi-la aos próximos 40. “Precisamos profissionalizar, criar e aprimorar processos, fortalecer as relações institucionais e garantir uma presença diferenciada em toda sociedade gaúcha, não apenas tradicionalista”, afirma. Trata-se, na sua opinião, de questão de sobrevivência, em um mundo cada vez mais dinâmico, acelerado e conectado.

Placa colocada após a reforma
     Desde o início do ano, algumas mudanças importantes foram implantadas. O sistema de controle interno foi totalmente informatizado com um software de gestão profissional. Centro de custos foram readequados, parcerias com escritores da literatura gaúcha foram regulamentadas através de contratos de consignação entre tantas outras medidas de controle que foram realizadas. Um plano estratégico foi montado visando a importância da criança como meio de envolvimento social familiar em temas voltados a cultura gaúcha.

     Da mesma forma, a direção da FCG vem trabalhando no aprimoramento de um curso de formação para patrões com vistas a ofertar conhecimentos de rotinas empresariais de uma entidade sem fins lucrativas para auxiliar aos associados do MTG. Os ventos sopram para novos rumos e estaremos prontos para navegar nestes novos horizontes, arremata Maxsoel.

Nota de Falecimento - Seu Noé, o Gaúcho do Beira-Rio

           Comunicamos com tristeza o falecimento, nesta quinta-feira, 2 de julho, do torcedor colorado, Noé Melo Fernandes, conhecido como Gaúcho do Beira-Rio. Aos 85 anos, era um dos símbolos da torcida colorada, frequentando os jogos do clube há mais de 50 anos sempre pilchado.

           Os familiares informaram que Noé morreu por volta das 18h por insuficiência respiratória (mas não estava com suspeita de covid-19). 

           O velório será nesta sexta-feira,  no Cemitério Belém Novo, das 13h às 17h.  Através de suas redes sociais, o Sport Club Internacional lamentou a morte de um dos seus torcedores mais fieis.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Mara Muniz é eleita Coordenadora Regional do Turismo (AMASBI)

Mara Muniz do Amaral - Coordenadora Regional do Turismo | Membro da Comissão Gaúcha de Folclore
Foto: ClicSoledade
           A Associação dos Municípios do Alto da Serra do Botucaraí (AMASBI) definiu sua nova diretoria. Assumiu como presidente o prefeito de Ibirapuitã, Rosemar Hentges, e como vice-presidente o prefeito de Gramado Xavier, Claucir José Mafi. O prefeito de Soledade, Paulo Cattaneo, e o prefeito de Victor Graeff, Cláudio Alflen, assumiram como titulares do Conselho Fiscal.

           A diretoria da AMASBI é composta por nove membros, mas devido à legislação eleitoral, apenas quatro dos 14 prefeitos dos municípios que compõem a associação podem compor a diretoria.

          Também foram definidas as representantes da Coordenação Regional da Instância e Governança Regional (IGR) da Região Turística do Alto da Serra do Botucaraí. Mara Gorete Muniz do Amaral, do município de Soledade, assumiu como titular e Márcia Cristina Nascimento de Nicolau Vergueiro como suplente. A Região Turística do Alto da Serra do Botucaraí é composta pelos municípios de Barros Cassal, Fontoura Xavier, Gramado Xavier, Ibirapuitã, Nicolau Vergueiro e Soledade.

   
Mara Muniz, na sede da CGF, com Nilza Lessa
      Mara Muniz destaca que a paixão é forte pelo turismo e só quem trabalha com isso entende. “É uma honra estar representando a região, apesar de estarmos neste momento nunca vivido. Quando tudo passar, teremos movimentos lentos, o turista será o mais próximo, irá visitar lugares próximos, e aí teremos que estar preparados com os receptivos, que estarão recebendo os turistas que visitam os locais, e também seguindo os protocolos que estão sendo usados, como máscaras, álcool gel, lavar as mãos e evitar aglomerações, assim teremos um turismo responsável, com proteção e os devidos cuidados. Já estamos trabalhando, organizando os conselhos municipais de turismo e planos municipais de turismo CADASTUR. É tempo de resgatar a coragem de recomeçar”, concluiu a nova coordenadora do turismo.


           Mara é pedagoga, pós graduada em metodologia da arte, membro da Comissão Gaúcha de Folclore, graduanda em Gestão e Tecnologia em Turismo, e coordenadora do Museu das Pedras Preciosas e Mineralogia Egisto Dal Santo, de Soledade.

TJ/RS dá posse para Chapa 02 - Gilda Galeazzi é, oficialmente, presidente do MTG


quarta-feira, 1 de julho de 2020

No mês que completa 40 anos, a FCG disponibiliza Edital para Invernadas Culturais

FCG publica Edital do Programa Invernadas Culturais  -  Fonte: Facebook/Site do MTG
     A Fundação Cultural Gaúcha disponibilizou, na tarde de quarta-feira, 01 de julho, o Edital de Chamamento Público para seleção de propostas para o Programa Invernadas Culturais. A iniciativa é uma parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Cultura, e tem por objetivo fortalecer e valorizar a cultura regional, além de garantir a sua preservação.

     No total, segundo o vice-presidente da FCG, Maxsoel Bastos, serão destinados R$ 150 mil para 30 oficinas virtuais, com recursos provenientes de emenda parlamentar. Podem ser inscritos projetos nas áreas de artes visuais, áudio visual, artes cênicas, artesanato, gastronomia, música.

As inscrições ficarão abertas das 10h do dia 16 de julho às 16h49min do dia 31 de julho de 2020.

     Para acessar o edital e a ficha de inscrição, clique aqui: https://cutt.ly/6oucSEG                                   

Edital completo   é só clicar aqui  

terça-feira, 30 de junho de 2020

Dinara Paixão lança e-book sobre a sua trajetória no tradicionalismo

           Escritora da Academia Santa-Mariense de Letras, a professora universitária e tradicionalista Dinara Paixão está disponibilizando na plataforma Amazon, um e-book com um compilado de acontecimentos em sua trajetória no tradicionalismo gaúcho.

           O texto apresenta em três capítulos, os seus caminhos percorridos, construídos e vislumbrados. Na primeira parte, os caminhos percorridos compreendem a fase de criança até os primeiros tempos como Engenheira Civil, constituindo-se em momentos de observação, estudo e aprendizados dentro do tradicionalismo gaúcho. 

         No segundo momento, os caminhos construídos marcam a década de propostas e realização de mudanças estruturais no MTG. Por exemplo, no ano de 1987, ela participou do Congresso Tradicionalista, pela primeira vez com direito a voz e voto. Em 1997, encerrou seu mandato como a 1ª Vice-Presidente do MTG, responsável pela Administração da instituição, que já reunia milhares de entidades filiadas. Essa foi uma novidade no comportamento tradicionalista feminino daquela época.

            Na terceira etapa, os caminhos vislumbrados contêm ideias, pensamentos e observações de momentos mais atuais e daqueles em que se dedicou à implantação da profissão e primeiro curso brasileiro de graduação em Engenharia Acústica, na UFSM.

        Informa a Profª Drª Dinara que esse registro dos seus Caminhos no Tradicionalismo no formato e-book não tem a pretensão de ser documento histórico, mas se constitui num relato de fatos vivenciados, que ajudou a construir ou vislumbra para o presente e o futuro do tradicionalismo gaúcho.

Suspenso o polêmico Edital do Banrisul


Vicente Romano - MTE 4932 | Agência de Notícias - 15:03 - 30/06/2020 - Foto: Reprodução / ALRS
         Ao final da reunião da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa, realizada virtualmente na manhã desta terça-feira (30), a deputada Sofia Cavedon (PT) anunciou que recebeu informação do deputado Gabriel Souza (MDB) dando conta da suspensão do edital público de seleção de propostas para o patrocínio de atividades artísticas musicais de conteúdo virtual (lives) pelo Banrisul.


            A decisão, conforme o relato do deputado Gabriel Souza, partiu da diretoria do Banco, também reunida hoje para tratar dos pedidos de alterações nos critérios de seleção dos artistas gaúchos para participação nas transmissões ao vivo.

            Na semana passada a Comissão de Educação havia se manifestado sobre a falta de critérios técnicos e artísticos do edital, prevendo a possível impugnação do certame. O lançamento do edital aconteceu no dia 22 deste mês com o objetivo de patrocinar até 200 lives (apresentações de shows musicais ao vivo com transmissão pela internet), com apresentações agendadas entre 14 de agosto e 31 de outubro. O valor foi fixado em R$ 3,5 mil por live, o que pode totalizar até R$ 700 mil em apoio financeiro. O critério para a seleção - o número de likes que cada artista interessado possui em suas apresentações pela Internet - gerou rejeição na classe artística, que vê na avaliação a exclusão de grande número de músicos e a possibilidade de fraude do certame.

Mais recursos
           O tema do edital foi uma das pautas da reunião do colegiado, reunindo no período de Assuntos Gerais, participantes da Frente Ampla da Música do Rio Grande do Sul (RS) recentemente formada. O grupo rejeitou, de forma unânime, o critério estabelecido pelo Banco. A cantora Lila Borges comunicou que a Associação dos Músicos da Cidade Baixa (Porto Alegre) e o Sindicato dos Músicos entrou na justiça solicitando a impugnação do Edital.


         O músico Pedro Figueiredo afirmou que 43 entidades requereram a impugnação. Disse que a categoria representa mais de 130 mil empregos formais, duramente afetados pela crise do Covid-19. Figueiredo sugeriu que o Banrisul utilize seus recursos de marketing para ampliar a ajuda à classe dos artistas, de forma ampla, contemplando a diversidade da produção gaúcha. O músico lembrou que nem toda atividade artística pode ser executada pela Internet.

Opinião do Léo Ribeiro | Aguenta firme, amigo velho!

     
Charge (cartoon) do Leo Ribeiro de Souza
     Mesmo antes da pandemia nosso músico regionalista vinha sofrendo um processo de desvalorização perante outros ritmos nacionais. A mídia mendigando espaço, os eventos dispondo de poucos recursos e com exceção de três ou quatro grupos de baile e o mesmo número de artistas solos os demais peleavam só com o cabo da faca por sua sobrevivência. Com o Coronavírus, tudo se agravou.


     Todas as categorias, do empregado ao empregador, passando, aí, pelo trabalhador informal, exalam tristeza e melancolia. Até quem tem seu salário garantido padece com o sofrimento dos outros. Não vamos camperear razões pois elas tem dois lados e parte do próprio povo acha que se acotovelar nos parques para bombear o por do sol é mais importante que o combate a transmissão do vírus. O resultado é um novo recrudescimento da já pouca autonomia então conquistada. E os músicos?

      Os músicos, vão ser os últimos a retornar pois depende do público, ou seja, de aglomeração. E aqui falamos da classe artística como um todo, o escritor, o intérprete, os técnicos, os promotores de eventos, enfim, de toda cadeia produtiva. E para quem não lembra mais, estas pessoas são aquelas que nos enchem de alegrias através de sua arte. Agora, quem precisa de alguma alegria são os próprios.   
    
      O palhaço empalideceu o seu sorriso pois o mesmo extraviou-se no breu de um circo cerrado; a ribalta, de momentos memoráveis, está a esmo encarando cadeiras vazias; o cantor está com um nó na garganta...

     E quem socorre essa gente que são iguais a nós, tem contas a pagar, adoecem, tem famílias que dependem de seus labores?

     Meu amigo, faça sua parte. Observe, apoie, leve carinho, elogie, dialogue, faça saber da sua amizade, tolere, entenda, mostre entusiasmo, diga que tem saudades, pois existem muitos perdendo o equilíbrio nesta corda bamba da vida e, o pior, sem redes para amparar sua queda. Sobrevoa sobre muitos desta categoria uma ave de rapina com seu cântico triste chamado DEPRESSÃO.

     Poderia direcionar este meu texto a dezenas de profissões mas o faço a classe artística por minha relação com quem já me proporcionou tantos momentos felizes. Algo de prático, de imediato, sem protecionismos (esse não é o momento), tem que ser feito.

Fonte: BLOG do Léo Ribeiro de Souza

LIVE - Fundação Cultural Gaúcha | A literatura em debate


      A live sobre literatura, nesta terça, 30, relembra os Saraus do MTG (presenciais no ano de 2009) que debateu grandes assuntos como: Tema dos Festejos Farroupilhas, Érico Veríssimo e "o Tempo e o Vento", o Rio Grande e a Copa do Mundo, Tradicionalismo - Reflexões, A parte e o todo - A diversidade cultural no Brasil-Nação, entre outros...

      No ano de 2009, levamos para o auditório do MTG Jarbas Lima, Sérgius Gonzaga, Ruben George Oliven, José Alberto Reus Fortunati e Manoelito Carlos Savaris para tratar de assuntos relevantes: Eram os Saraus do MTG. Bom ver que em tempos de pandemia, que não podemos ir até o auditório, as lives levam o assunto até cada interessado.

     O sarau é o compartilhamento ou troca de experiências pessoais, em clima cultural, reflexivo e informal. Reúne pessoas, une conhecimentos e aprimora o gosto pelas letras, artes e pela cultura. Que volte com o sucesso de seu nascimento.

Há 11 anos o MTG recebia o certificado de OSCIP

Lembrança do Eco da Tradição de 24 de junho de 2009 - Alencar Feijó da Silva representava o MTG

Uruguaianense, Maxsoel Bastos, é o novo presidente da EPC

          Sob os auspícios de São Pedro, padroeiro da entidade, no dia 29 de junho de 1957 era oficialmente criada a Estância da Poesia Crioula e empossada sua primeira diretoria tendo a frente, como Presidente, o poeta uruguaianense, advogado e professor Hugo Ramirez. Nestes 63 anos de atividades ininterruptas, resgatando, preservando e disseminando prosa e poesia,  a Academia Xucra do Rio Grande, como era carinhosamente conhecida, abrigou em sua sede própria na capital de todos os gaúchos uma plêiade de vates que deixaram eternizados os mais belos escritos nos arquivos literários, na memória e no coração dos rio-grandenses.

          Em todo este período de sua existência em nenhum momento houve disputa eleitoral. Os 31 pleitos ocorridos foram por consenso. Dando continuidade a esta característica e honrando os legados destes verdadeiros imortais, na tarde de hoje, 29 de junho de 2020, foi empossada a nova diretoria da nossa querida EPC, tendo a frente, como Presidente (vejam as coincidências), o poeta uruguaianense, advogado e professor Maxsoel Bastos de Freitas.

            No mundo de hoje, dinâmico e imediatista das redes sociais, não é fácil administrar, congregar e manter agremiações literárias mas temos a certeza de que, pelo comprometimento de seus confrades, serão dois anos da mais pura devoção a uma história que custará a ter um fim, ou seja, a da Estância da Poesia Crioula.
Maxsoel (sentado à direita) é o novo Presidente da Estância da Poesia Crioula  |  Foto: Marilene Huff  | Fonte: Blog do Leo
Nominata da Diretoria da Estância da Poesia Crioula biênio 2020/2022
Presidente: Maxsoel Bastos de Freitas
Vice-Presidente: Léo Ribeiro de Souza
1º Tesoureiro: Ubirajara Anchieta Rodrigues
2º Tesoureiro: Darci Everton de Souza Dargen
Secretário Geral: Dione de Fátima Spillari Souza
2º Secretário: Darci Ignácio da Silva

CONSELHO DELIBERATIVO 
José Machado Leal
José Altair Corvello
César José Tomazzini Liscano

CONSELHO FISCAL 
Cândido Adalberto de Bastos Brasil
Juarez Fontana de Miranda
Sidnei da Rosa Azambuja    
Fonte: Blog do Léo Ribeiro


Há 6 anos, o Eco da Tradição de julho de 2014 publicava:


segunda-feira, 29 de junho de 2020

A voz da informalidade nas rádios on-line - Por Larissa Hoffmeister e Liliane Pappen

Em um cenário de crescimento acelerado e sem legislação que ampare ou fiscalize, web rádios ainda são vistas com desconfiança por especialistas da área

Transformar a rádio web em um modelo de negócios rentável é apenas um dos desafios enfrentados pelos empreendedores do segmento – Foto: Liliane Pappen   -  Denise e Lairton Santos no Programa Sonidos da Tradição da Radio Regional Net
          O advento da internet e a consequente democratização de acesso a conteúdo trouxeram inúmeras possibilidades para diversas áreas. Caminhando junto às possibilidades, apareceram as necessidades de reinvenção destes setores. Com a comunicação este processo não foi diferente. Os veículos, as notícias e o próprio jornalismo precisaram se adaptar ao novo cenário digital e, o que antes era restrito a uma parte da população, agora está ao alcance de todos através de computadores e smartphones. Foi nesta onda de transformações que as web rádios nasceram e hoje ocupam eminente espaço na comunicação. Amparados pelo conceito de jornalismo cidadão, muitos entusiastas enxergaram a possibilidade de criação de um novo modelo de negócios que une o apreço pelo rádio ao baixo custo de produção. A possibilidade criou, entretanto, um fantasma que assombra o segmento: o da informalidade.

          A cada nova rádio web, um empreendedor quase sempre informal procura uma alternativa de viabilidade financeira, seja por meio de venda de espaços comerciais, apoio cultural ou mesmo patrocínio. Por de trás de grande parte das mais de 14 mil rádios on-line no país, existe pelo menos uma pessoa buscando seu meio de subsistência. O que poderia ser, de fato, um modelo de democratização da comunicação e do rádio, torna-se, em muitos casos, uma plataforma que pouco – ou nada – agrega quando o assunto é conteúdo.

          De acordo com o site Radios.com, que monitora os acessos às rádios web através de sua plataforma, só no Brasil, entre os meses de março e abril, houve um acréscimo de 3,1% no número de emissoras on-line. No Rio Grande do Sul, o crescimento é ainda maior e chega a 4,32%. São 425 novos canais no país, 37 deles no estado gaúcho, no intervalo de um mês. Mesmo que os dados não revelem a verdadeira face do setor, já que muitas destas rádios deixam de existir em pouco tempo, os números demonstram o poder da informalidade: é muito fácil e barato colocar uma emissora web no ar. Pelo menos 31% das rádios web do estado registram menos de 100 acessos no mês de abril - o que pode significar que as emissoras possuem finalidades exclusivas para um público limitado ou que foram removidas.


           Sites como a BrLogic, KSHost e MaxCast oferecem planos com valores a partir de R$ 69,00 por mês e não é necessário nenhum tipo de registro ou legalização, nem mesmo um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) específico. Basta seguir o Marco Civil da Internet e atentar-se para as questões de direitos autorais. Os planos mais caros, que podem chegar a R$ 199/mês, incluem App para Android, programetes para download e muitos gigas de armazenamento. O custo dos equipamentos de uma rádio web também é muito inferior ao de uma rádio tradicional. Enquanto um estúdio pode custar, em média, 50 mil reais, com apenas uma mesa de som de poucos canais, um notebook equipado com programas gratuitos, um microfone e uma internet com tráfego de dados mediano já é possível dar o start em uma rádio web, diretamente do conforto da sua casa, com um custo aproximado de 3,5 mil. 

            Com um crescimento desordenado e sem nenhuma legislação que ampare ou fiscalize esses veículos, fica difícil saber que tipo de programação vem sendo produzida e qual a finalidade de cada um destes canais. A única legislação vigente no que tange às rádios web se refere ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), e apenas normatiza os meios e os valores a serem pagos ao órgão pelas emissoras on-line. Assim como a legislação, também não há nenhuma instituição que represente ou forneça dados confiáveis sobre as rádios web. Apenas algumas plataformas, diretamente envolvidas com o segmento, são fonte de pesquisa sobre o assunto. É o caso do site Radios.com, que ranqueia as emissoras a partir do acesso dos ouvintes por meio de seu aplicativo ou site.

           Para o professor de Rádio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Artur Ferraretto, as rádios web se assemelham às redes sociais: produzem muito fluxo de material, mas a qualidade deixa a desejar. Segundo ele, a única diferença importante está no alcance. O especialista defende que as rádios na internet ainda são pouco abrangentes o que, de certa forma, reduzem o alcance destes conteúdos.

           Ferraretto argumenta que hoje existem dois modelos de rádio na internet: as comerciais e as hertzianas, que mantém o modelo tradicional e utilizam as plataformas digitais para reprodução de conteúdos e as nativas da web. Estas, segundo ele, produzem conteúdos de natureza, muitas vezes, questionável. “Temos visto rádios fazendo política, religião, misticismos, sem nenhum controle, sem nenhuma técnica, sem nenhuma ética no processo”, argumenta.

             O professor ressalta ainda que a falta de regulamentação vai além do ambiente da internet. Para ele, fazer cumprir a legislação vigente entre rádios comerciais, educativas e comunitárias, que são concessões, já é um desafio. Citando a constituição de 1988, Ferraretto argumenta que os modelos tradicionais são divididos em privado, estatal e público, mas que essa classificação é errônea, visto que estatal e público se equivalem. A partir deste cenário, o profissional acredita ser inviável a criação de uma nova regulamentação, especialmente no que se refere à internet. “O que pode, de fato, regular esse tipo de emissora é a sociedade”, acredita. 

            Quando o assunto é a qualidade das programações, Ferrareto afirma que mesmo as rádios tradicionais possuem suas deficiências e que nem sempre formação acadêmica é sinônimo de boas programações. “A rigor, nem todas as rádios têm jornalistas responsáveis, mas é comum encontrarmos, no interior do Brasil, emissoras que, mesmo sem o trabalho de profissionais formados na academia, fazem jornalismo muito bem. São profissionais formados pela vida”, revela. Ainda assim, defende a importância da formação acadêmica e a ampliação das disciplinas de rádio entre as faculdades.

            Entre os desafios do rádio, tanto convencional quanto na internet, o professor elenca, além da deficiência na legislação, um modelo de gestão pautado em um cenário que remete aos anos 50 e 60 do século passado e ouvintes que nem sempre estão aptos a interpretar a informação, mas que empoderados por redes sociais e baseados em fake news desacreditam o trabalho das emissoras e de seus radialistas. “Quanto mais sério for o trabalho da emissora e seus profissionais, mais conseguiremos minimizar estes problemas”, conclui.

            Para Ferraretto, outro grande desafio é o de como transformar uma rádio, especialmente a web, em negócio e fazer com que ela sobreviva. Conforme o professor, a pouca abrangência das rádios na internet e as dificuldades de acesso dos ouvintes estão entre os dilemas a serem solucionados. Ele acredita em um modelo diferenciado, no qual são produzidos podcasts sobre assuntos específicos e segmentados e defende, nestes casos, a alternativa de financiamentos coletivos.

            Sob a ótica do especialista, o podcast oferece a vantagem de ser acessado a qualquer momento e ficar à disposição do ouvinte que exerce seu poder de escolha com plenitude, definindo especificamente o tipo de conteúdo que deseja escutar. Ele argumenta que, ao contrário do senso comum, ter um smartphone nas mãos não é garantia de audiência. “Engana-se quem acha que estamos todos conectados. A maioria ainda não sabe usar todas as potencialidades do aparelho”, alega.

           Entretanto, Ferraretto também elenca alguns exemplos de rádios web que vêm se consolidando na internet. Para ele, o segredo está na ultrasegmentação e no mercado de nicho. “Ouve a rádio web aquele que sabe que ela existe e, para saber, o ouvinte precisa ir atrás. Diferente dos grandes grupos de comunicação”, revela. Entre os casos de sucesso, estão as emissoras que se dedicam exclusivamente ao esporte, especialmente as transmissões e debates sobre futebol, eleito preferência nacional, e as que se voltam para os assuntos regionais, como no caso da cultura gaúcha no Rio Grande do Sul.

          Mesmo quando defende a ultrasegmentação, Ferraretto acredita nos podcasts, argumentando que se o ouvinte gosta de um assunto muito específico, a facilidade de ouvir quando e onde quiser e, ainda, relacionar um arquivo a outro aumenta a chance de fidelizar a audiência. Ele também destaca que no caso da web rádio, a falta de recursos financeiros impede a contratação de bons profissionais, o que pode afastar os ouvintes. “As rádios web são criadas em duas circunstâncias: por idealismo ou visando o lucro. No segundo caso, entre as rádios web ainda não há um modelo que permita a contratação de uma equipe de profissionais capacitada para gerar conteúdo de qualidade. No caso do idealismo, por mais que o empreendedor queira se estabelecer, em um determinado momento a falta de estímulos pode levá-lo à desistência”, argumenta. É nestes casos que surgem as rádios web sem programação ao vivo e que tocam músicas 24 horas por dia. “Se for pra tocar música, é mais fácil, mais barato e muito menos trabalhoso contratar um player”, completa.

Informalidade e cultura regional
           Os relatórios de estatística do site Radios.com mostram que as web rádios com mais audiência no Rio Grande do Sul são as que oferecem conteúdo da cultura tradicionalista. Das 20 rádios que apresentam mais acessos no documento, 45% são voltadas ao segmento regional.  Os veículos transmitem substancialmente músicas do gênero e a organização acontece de maneira informal. 

           A rádio com maior alcance de acessos nos levantamentos é a Rádio Web Campeira Fm, da cidade de Caxias do Sul. No mês de abril foram registradas 32.277 visitações. A rádio foi fundada em 2010, pelo empreendedor José Antunes. O conteúdo que a rádio oferece é essencialmente musical, com exceção de pequenas inserções de vinhetas informativas que, segundo Antunes, são produzidas parte pela equipe, parte por outras rádios parceiras do veículo. Antunes explica que a Campeira não tem o objetivo de dar lucro e que os custos são cobertos por sua empresa de venda e montagem de cercas em material PVC.

           A equipe responsável pela produção da rádio é composta por quatro pessoas da família de Antunes e não possuem vínculo empregatício ou recebem salários para contribuírem na rádio. “Estamos os quatro envolvidos em outras profissões – minha filha é advogada e meu genro engenheiro. Nós tocamos a rádio porque gostamos da função”, explica o empresário, que possui formação incompleta em Comunicação.

            A Rádio Pátria Gaúcha, também voltada para o segmento regional, é a terceira colocada no ranking de rádios com mais acessos do site Rádios.com. A rádio foi fundada em 2009, em Pelotas, pelo designer de calçados e locutor Nelson Rijo Braga. Segundo ele, a motivação para a criação do negócio partiu de sua vontade de divulgar a música gauchesca e seus intérpretes. Formada por três pessoas, a única integrante que possui salário, mesmo que sem relação de trabalho, é a apresentadora Lica Pereira, que ocupa também o cargo de gerente da rádio. Lica realiza este trabalho de maneira remota, pois reside em Minas Gerais. Os outros dois integrantes – sendo eles o próprio Braga e o produtor musical Murilo Blotta Filho - não recebem salário.

           Braga explica que existe uma parceria entre a Pátria Gaúcha e os músicos que possuem programas na rádio. “Eles ocupam o espaço de graça e o resultado da publicidade que os músicos veiculam em seus programas é deles. Esta foi a maneira que encontramos para contemplar as duas partes”, conta o locutor.
Denise Santos assumiu o desafio de produzir e apresentar um programa regionalista semanal, direcionado às entidades tradicionalistas, em um rádio web – Foto: Liliane Pappen
            A informalidade também reside na paixão e no idealismo. Denise Santos é um exemplo. Formada em Administração, a bancária, que trabalha na Instituição Financeira Cooperativa do Brasil (Sicredi), aceitou o desafio de desempenhar o papel de apresentadora em uma rádio web de cunho regionalista, na região metropolitana. Depois de ser vista apresentando um cerimonial e mesmo sem nenhuma experiência anterior em rádio, Denise foi convidada pelo dono da emissora a produzir um programa na Rádio Regional, localizada em Guaíba.

           Sua forte ligação com as entidades tradicionalistas e a cultura gaúcha a levou a idealizar o Sonidos de Tradição, programa que traz em sua essência temas em efervescência no meio regionalista. De acordo com a apresentadora, a cada sábado, entre 14 e 17 horas, horário em que vai ao ar, o programa recebe a audiência e interação de ouvintes de várias partes do mundo. Denise afirma que a Rádio Regional, com um único estúdio, de onde é transmitida toda a programação ao vivo, possui um diferencial importante: a missão de gerar valores para ouvintes, clientes e equipe, atuando na comunicação e na cultura de forma responsável e sustentável. Para ela, a proposta cultural e os programas específicos, voltados à cultura regional atraem ouvintes que buscam se reconectar com suas raízes. “Tem gente que nos ouve em Portugal e manda mensagem falando da saudade que sente daqui”, lembra.

            De acordo com a locutora, a rádio iniciou suas atividades com apenas dois programas ao vivo, em maio de 2017. De lá para cá, a grade foi crescendo e hoje já possui uma programação com sete programas, além de várias playlists culturais, o que significa conteúdo veiculado 24 horas por dia. “Nos aproximamos de 100 minutos por mês de programação, com locução ao vivo”, destaca. “Esse tempo é bem considerável e acima da média da maioria das emissoras no mesmo segmento”.

           A ideia da criação nasceu de uma parceria desfeita. Funcionário público concursado, com formação em Marketing, e iniciando o curso de locução e produção para rádio e TV, Mario Garcia, apresentava um programa em outra rádio web, quando decidiu que era hora de começar carreira solo.  De lá pra cá, Garcia, dedica parte do seu tempo na busca por patrocínios e firma parcerias com o poder público do município para a divulgação de eventos locais. Ele afirma que a viabilidade financeira de qualquer empresa depende de tempo para apresentar resultados positivos, e nas rádios web não é diferente. “Precisamos construir credibilidade e relacionamentos sólidos, e isso só acontece com o tempo”. Por ora, o dono da Rádio Regional segue aplicando recursos próprios na manutenção da emissora, que tem seu único estúdio alocado em prédio próprio, mas que possui matricula junto à prefeitura, com registros e planta adequadas às exigências do corpo de bombeiros, mas sonha com o dia em que a empresa alcançará a independência financeira.

           A estratégia para ampliar a audiência e, portanto, o número de investidores, passa por um sólido plano de mídia, com site e presença nas redes sociais. É através do Facebook, Instagram, YouTube, Twitter e WhatsApp, que a Rádio Regional interage com seus seguidores e anuncia suas principais atrações. Além dos spots na rádio, os apoiadores culturais também têm sua marca anunciada nas plataformas e veem seus nomes projetados para muito além da audiência conectada na emissora.

         Denise conta, atualmente, com a parceria do marido e par nos tablados da vida, Lairton Santos, que, ao ver o entusiasmo e sucesso da esposa por trás dos microfones, decidiu relembrar seus tempos de Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul e assumiu uma participação no comando da atração. Juntos, os dois debatem assuntos polêmicos e apresentam suas impressões sobre o cenário tradicionalista. Eles também recebem convidados e, conforme afirmam, adoram uma boa peleja de argumentos.

           Apesar do pouco tempo de existência, a Rádio Regional conquistou um público bastante fiel. São mais de 27 mil acessos por mês, com média semanal de aproximadamente sete mil ouvintes. “É pouco, se comparado à audiência de uma rádio convencional, mas é um público cativo”, revela Lairton. No site Radios.com, a Regional ocupa a faixa de audiência de, aproximadamente, 1200 ouvintes/mês através da plataforma, e vem crescendo, passou do 146º lugar no ranking, em abril, para 106º, em maio.

            Sobre os motivos que a levaram a assumir a responsabilidade de comandar uma das atrações da rádio, a bancária revela que não tem nada a ver com dinheiro. “Nós fazemos o Sonidos de Tradição por idealismo, porque acreditamos no poder transformador da cultura e na democratização da informação. Não temos nenhum retorno financeiro com o programa, mas a experiência que conquistamos ao longo dele, não tem dinheiro que pague”, testemunha.

Rádios Web seguem sem representação

           Cleber Almeida é proprietário da agência Na Mosca Produções, de São Paulo, idealizador do Encontro de Profissionais de Web Rádios Brasileiras (EPWBR) e trabalha no setor desde 2006. Idealista e apaixonado pelo segmento, ele afirma que, de lá para cá, é perceptível o aumento de consumo de conteúdos em rádio web, entretanto, destaca que não há um órgão controlador que consiga mensurar esses dados. “Temos como objetivo fazer com que o EPWBR se torne esse órgão em algum momento. Estamos estudando como fazer isso”, explica.

            O encontro ocorre a cada dois ou três anos e teve sua terceira edição em maio de 2019, em São Paulo. Lá, estiveram reunidos locutores, comunicadores e empreendedores do setor para discutir os rumos do segmento e traçar estratégias de consolidação e fortalecimento para as emissoras on-line. “O encontro nasceu com o propósito de reunir profissionais que visam tornar o rádio na internet um veículo promissor e com maior visibilidade entre o público e o mercado publicitário. Nesses encontros discutimos questões que nos levarão a estes objetivos”. Para Almeida, fatores como o baixo investimento em ações alternativas de marketing, deficiências nas estratégias, equipamentos e captação de recursos e até mesmo a morosidade de desenvolvimento e acesso à internet no Brasil se tornaram grandes empecilhos para que essa plataforma ocupe uma posição de destaque dentro do mercado da comunicação.
Graduado em Comunicação Social na UFRGS, Luiz Artur Ferrareto é Mestre e Doutor em Comunicação e Informação
          Sobre a dificuldade de viabilidade financeira das iniciativas, apresentada por Ferraretto e outros profissionais da área, o locutor defende a autonomia de cada gestor. “Seja por meio da venda de espaços comerciais, tanto no streaming quanto no site, seja por meio de outras formas de financiamento, importante é que cada um encontre o seu modelo ideal”, pontua.

         Ainda conforme Almeida, não existe nenhum tipo de associação ou entidade que filie ou agregue rádios web e busque garantir direitos aos profissionais do setor. Para contribuir com os corajosos que se aventuram no desafio de formalizar uma nova emissora no formato on-line, o comunicador utiliza seu canal no YouTube e perfil no Facebook para dar dicas e ensinar os caminhos conhecidos.

Da rádio web à institucional, um modelo que se consolida

           Mesmo em um cenário ainda confuso e na contramão da informalidade o jornalista e empresário Paulo Gilvane viu na internet uma grande oportunidade de negócios. Em 2001, em parceria com mais três colegas, Gilvane criou a Agência Radioweb, produtora de conteúdo com abordagem jornalística, de prestação de serviço e utilidade pública, além de podcasts para rádios com distribuição pela internet. Atualmente, a plataforma possui 2.448 afiliadas entre emissoras AM e FM , e um alcance que ultrapassa a marca de 150 milhões de ouvintes, o que faz da agência uma das maiores do Brasil no segmento. 

           A grande sacada, conforme Gilvane, foi o serviço de Rádios on-line Corporativas oferecido pela agência. Com conteúdo personalizado, a Radioweb é responsável pelas emissoras de 13 instituições como a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ministério Público da Bahia (MP-BA), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), entre outras. Defensor das rádios web, o jornalista exemplifica suas afirmações a partir do case de uma das emissoras corporativas, a Rádio Themis, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que, conforme afirma, se consolidou e está há oito anos no ar. “Temos dois jornalistas que fazem as inserções ao vivo. A Themis se tornou um canal de comunicação entre os colaboradores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que possui mais de quatro mil funcionários, e tem audiência inclusive nos finais de semana”, conta.

             Para Borges, o alcance de uma rádio web é relativa e não pode ser medido apenas pelos acessos. Ele defende que os números de audiência nem sempre são assim tão relevantes, referindo-se à métrica da vaidade. “Nem todo clique é ouvinte”, diz.  Borges argumenta ainda que quantidade de ouvintes está conectada ao tipo de projeto e que o conteúdo produzido será determinante para o sucesso da emissora. “Aqui na Agência Radioweb contratamos apenas profissionais com formação, dada a importância da vivência acadêmica”, tensiona. Em relação à qualidade dos conteúdos produzidos, ele e Ferraretto apontam para a mesma direção: apenas rádios web com profissionais comprometidos e com pautas de qualidade alcançarão o sucesso. “O que dá relevância a um veículo é o seu conteúdo”, ressalta Borges. 

             Quanto às rádios com programação exclusivamente musicais, o empresário acredita que não se consolidam, já que existem opções mais baratas e menos trabalhosas para esse tipo de playlist. “Toda rádio precisa de música, mas não pode ser só isso. Tem que ser a cereja, não o bolo inteiro”, brinca. 
Outro argumento de defesa para o modelo de rádio web apresentado por Borges é a possibilidade de interação. Enquanto Ferraretto defende o exemplo dos podcasts, o jornalista justifica a necessidade de muitos ouvintes de se sentirem incluídos na programação. “É comum vermos aquelas pessoas que mandam seus recadinhos. Na rádio web essa interação pode ser ainda maior”, alega. E complementa: “Mesmo na Themis, que é corporativa, o pessoal da Comarca de Montenegro oferece música pro pessoal de Porto Alegre, que manda um abraço pro pessoal de Alegrete”, revela.

          Ainda referenciando o especialista, Borges destaca a grande dificuldade que as rádios web enfrentam para viabilizar financeiramente suas iniciativas e revela que no caso das iniciativas corporativas não há essa preocupação, já que o custo de manutenção e produção de conteúdos é pago pela instituição. O maior dos desafios, aponta o jornalista, diz respeito ao desconhecimento dos empreendedores sobre os próprios números. Ele afirma que sem saber o alcance da sua emissora e desconhecendo o público que consome seus produtos, não há como oferecer espaços comerciais ou pleitear financiamentos. “Como vou convencer o dono da farmácia ou do mercado do bairro a investir na minha plataforma se não posso mostrar pra ele quem me escuta, ou o alcance da marca dele?”, questiona.

          Segundo Borges, essa desinformação se dá, em muitos casos, pelo desconhecimento das ferramentas e – até – pelo preconceito que muitos ainda têm pelas rádios on-line. “Como as rádios web são fáceis de montar, muita gente sem experiência se aventura. Alguns, buscando um meio de subsistência, outros, apenas um passa tempo. Enquanto isso, o setor sofre”, reforça. No cenário descrito pelo produtor de conteúdo, se revela mais uma vez a informalidade que permeia o segmento. “Rádio é frequência, é repetição. Já passamos do ponto de levar na brincadeira. Jornalismo na internet é coisa séria”, afirma.

           De acordo com o jornalista, criar uma emissora on-line pode até ser fácil, mas o caminho para a consolidação passa por muito trabalho. “Fazer jornalismo não mudou, ainda requer apuração e sensibilidade”, pontua. Sob a ótica do uso da internet na comunicação, o criador da Agência Radioweb vislumbra um futuro promissor e acredita na democratização dos meios com a mesma responsabilidade que jornalismo sempre demandou.

Isolamento social resulta em mais acessos a web rádios 

            Segundo os relatórios do site Radios.com, os acessos as web rádios entre os meses de março e abril no Rio Grande do Sul aumentaram em 4,33%. Os dados vão ao encontro de uma pesquisa realizada pela Kantar Ibope Media sobre o consumo de rádio no Brasil após o início das medidas de isolamento social. O levantamento apontou que 77% dos entrevistados afirmaram ouvir rádio Destes, 59% disse ter aderido às medidas de isolamento social, sendo que 24% permanece trabalhando ou estudando e 35% pararam de exercer suas atividades.

            Dos entrevistados, 71% afirmou ouvir a mesma quantidade de rádio ou mais após as medidas de isolamento social e 20% disseram ouvir “muito mais” rádio após o isolamento. A pesquisa levantou ainda os motivos que levam os ouvintes a escutar rádio durante o isolamento social. 52% disse que utiliza o meio para ouvir música - principal conteúdo oferecido pelas web rádios com mais acessos no estado - 50% para entretenimento, 43% para se informar sobre acontecimento gerais, 23% para se informar sobre o Covid-19 e 10% respondeu que tem tempo livre e por isso escuta rádio.
   
            Os diretores das rádios Campeira FM e Rádio Pátria Gaúcha concordam que o aumento no número de acesso aos veículos se deu nos meses de março e abril. De acordo com relatórios de estatística de ouvintes mensais gerados pelo site da Rádio Campeira, o mês de fevereiro de 2019 registrou 284.642 mil acessos, enquanto março – mês em que as medidas de isolamento social passaram a ser consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – marcou 354.413 visitas ao site da rádio. Estes acessos continuaram crescendo no mês de abril, que registrou 384.917 acessos – totalizando um aumento de 27,8% nos três meses. Estes números não estão somados aos do site Rádios.com, que possui relatórios próprios do servidor.

Grade de Programação ao Vivo Rádio Regional:
•À Hora do Verso – Terça e Quinta – das 14 às 16h;
•À Hora do Mate – Quartas – das 18 às 20h;
•Bombeando – sexta – 18 às 20 horas e sábados das 08 às 09:30 horas
•Bailando com A Regional – Quarta das 15 às 17h;
•Festivais (estreia – em breve) – Quinta das 17 as 19h;
•Folclore Sem Fronteira – Sábados das 10 às 12h;
•Sonidos de Tradição – Sábado das 14 às 16h; 
•Sul – segunda das 16 às 18h;
•O Assunto é Rodeio – terça das 18 às 20h;