quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Conheça Jaqueline Novis, 1ª Prenda da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha

          Jaqueline Novis, 23 anos, natural de Guarapuava, região central do estado do Paraná é fonoaudióloga e Professora de Técnica Vocal. Representa o CTG Chaleira Preta, da 3ª Região Tradicionalista, do MTG Paraná. 

       "Iniciei minha caminhada tradicionalista aos 5 anos, participando do Departamento Artístico (Invernadas de dança, Dança de Salão, Declamação, Intérprete Vocal). Enquanto Intérprete Vocal, conquistei títulos estaduais e nacionais; Fui Tri Vice Campeã e Tetra Campeã Estadual e Bi Vice Campeã Nacional. Também fui Vice Campeã em Intérprete Vocal na última edição com modalidades individuais do Juvenart, em 2012" - conta Jaqueline. 

        Sua trajetória no Departamento Cultural iniciou em 2012, conquistando o cargo de 1ª Prenda Juvenil, do CTG Chaleira Preta. Logo em seguida, em 2013, sagrou-se 1ª Prenda Juvenil da 3ª RT e, 1ª Prenda Juvenil do Estado do Paraná. "Em 2015 tive a oportunidade de colaborar com o Departamento Cultural do MTG Paraná enquanto Diretora Cultural Macrorregional. Retomei os ciclos de prenda de faixa em 2016, conquistando portanto o cargo de 1ª Prenda do CTG Chaleira Preta" - lembra. Em 2017, sagrou-se a Mais Prendada Prenda do 29º Rodeio Crioulo da Integração de Irati, e em seguida 1ª Prenda da 3ª RT. Dali foi um passo até que em 2018 tornou-se 1ª Prenda e Diretora Jovem do Estado do Paraná, cargo que possibilitou representar o MTG Paraná no Concurso Nacional de Prendas, vindo a se tornar a 1ª Prenda e Diretora Jovem da CBTG 2019/2021.

BLOG: Como foi a tua preparação para o concurso de 2020?

Jaqueline - Digo que a preparação para o Concurso e o resultado são um reflexo dos 8 anos de trabalho, comprometimento, e dedicação enquanto prenda atuante no Departamento Cultural. Logicamente, para nós adultos é muito mais difícil conciliar preparação para o concurso e estudos com a nossa vida profissional, para mim não foi nada fácil e exigiu muitas abdicações no dia a dia e da vida pessoal para me dedicar do modo como queria em minhas preparações. Mas com toda a certeza valeu a pena

BLOG: Qual a repercussão deste titulo na tua entidade, cidade/Região?

Jaqueline - A repercussão da conquista do cargo tem sido de muita visibilidade através das mídias sociais e noticiários locais. Também já fora solicitada Moção de Aplausos na Câmara do município. Minha entidade me recepcionou com um Jantar de homenagem e comemoração também, estou muito feliz com esse reconhecimento todo e a oportunidade de levar adiante o nome da minha cidade e do meu CTG

BLOG: Qual o planejamento para a gestão/agenda?

Jaqueline - Quanto a planejamentos, nós da Gestão estamos por enquanto alinhando e aperfeiçoando alguns projetos para aprovação e realização, em sua maioria, a continuidade de projetos já realizados a nível estadual adaptados para a realidade nacional. Já temos alguns eventos em vista para organização (ENJUT, Encontro de Gestores Jovens, ENVET) e estamos nos organizando para nos fazermos presentes na Ciranda de Prendas, Entreveiro e ENART este ano. Também temos alguns planos e projetos mais específicos pensando no Departamento Jovem da CBTG.
         Mas meu trabalho no Estado do Paraná continua, em março deste ano a minha entidade-mãe sediará o Concurso Estadual de Prendas e Peões Birivas, e no decorrer deste ano atuarei no Departamento Artístico do MTG Paraná.

Jaqueline -  Quero agradecer meus pais Ricardo e Eliana por serem o meu esteio nessa trajetória até aqui; Familiares e amigos que estavam torcendo no pré concurso e hoje estão comemorando juntos mais essa conquista. Estou recebendo um carinho enorme de muitas pessoas e fico feliz em ver quantos amigos conquistei ao longo dessa caminhada. 

                  “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!”

                  Que sejam dois anos lindos de muito trabalho e comprometimento com o Brasil de Bombacha!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Israel Lopes: Pesquisador e autor de verdadeiros tesouros

          Em novembro de 2013 Israel Lopes participou da 59º Feira do Livro na Praça da Alfândega na capital Porto Alegre, autografando uma obra histórica de valor incomparável: “Pedro Raymundo e o Canto Monarca – Uma História da Música Regionalista, Nativista e Missioneira.” Advogado graduado pela UFSM: Universidade Federal de Santa Maria e nascido em Passo Novo, localidade no interior do município de Santo Antônio das Missões, quando este ainda denominava-se “5º distrito” e pertencia a São Borja a famosa “Terra dos Presidentes,” Israel Lopes pesquisador brilhante e escritor por vocação, eterno apaixonado pela história e cultura do Rio Grande do Sul, vem sendo mencionado graças a riqueza de seus trabalhos em teses de alunos de várias universidades brasileiras, das quais citaremos apenas algumas: UFSC,  UFRGS, UPF, UNISUL,  FEEVALE,  UNIPAMPA. 
Israel Lopes

           Ainda criança ele deliciava-se com histórias infantis de onças, raposas e jabutis escritas por José Bento Monteiro Lobato (1882-1948), um dos mais influentes autores nacionais, célebre criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo, entre outras dezenas de livros direcionados tanto a adultos quanto crianças. Estudante da Escola Rural Israel Lopes escrevia redações com temáticas gauchescas. Leitor voraz desde jovem, também apreciador dos programas de músicas caipiras nas rádios de São Paulo, tornou-se estudioso do gênero. No final dos anos 70 daria início as suas primeiras pesquisas e por volta de 1983 mergulharia definitivamente nesse e em outros temas, sendo autor de obras mais que preciosas, eu diria que “verdadeiros tesouros” como o Livro: “Teixeirinha – O Gaúcho Coração do Rio Grande.” 


Gostaria que tu nos falasse primeiramente sobre teu Ensaio: “A Importância dos RITMOS DE FRONTEIRAS na Integração Cultural do MERCOSUL,” inclusive sendo um dos vencedores de Concurso Literário no ano de 1998.

      Nesse ensaio, provei que a integração cultural/musical entre os países do MERCOSUL já existia antes, muito antes da oficialização mercantil. Pois já existia de há muito, espontaneamente, através dos RITMOS MUSICAIS DE FRONTEIRAS. Do Chamamé e a Milonga entre Brasil (através do Rio Grande do Sul) com Argentina e Uruguai. Do Tango, entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Da Polca Paraguaia e a Guarânia, entre o Brasil (através do Sul e Centro-Oeste) e o Paraguai.

Na obra “Teixeirinha – O Gaúcho Coração do Rio Grande” fizeste uma extensa pesquisa, encontrando referências não somente em jornais do Rio Grande do Sul, mas em Revistas, Jornais e Livros de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Brasília, etc. Sentiste dificuldade na hora de agrupar tudo num único livro, porque é incontestável que Teixeirinha ultrapassou todas as fronteiras... 

     É claro que tive dificuldades. Pois o Teixeirinha é um artista de Múltiplas Faces, conforme eu disse em um Capítulo do meu livro, mas de forma resumida. Com o material pesquisado, poderia, tranquilamente, ter escrito um livro com quase 700 páginas, como fez a jornalista Stella Caymmi, com aquele sobre seu avô, Dorival Caymmi. A história do Teixeirinha é muito rica e empolgante. Mas um livro volumoso se torna caríssimo.

=== Israel refere-se ao baiano Dorival Caymmi (1914-2008), cantor, compositor, pintor, violonista e inclusive ator: Você provavelmente já escutou no rádio a música “O que é que a baiana tem?” imortalizada na voz da brasileira de origem portuguesa Carmen Miranda (1909-1955). Em 2001 a neta de Caymmi, a jornalista carioca Stella Caymmi lançou a biografia “O Mar e o Tempo,” posteriormente em 2013 deu continuidade em “O Que é Que a Baiana tem? – Dorival Caymmi na Era do Rádio.” ===

Você cita Miguel Aceves Mejia, Carlos Gardel, também os brasileiros Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga e Nélson Gonçalves como espécies de Porta Vozes de seus povos. Teixeirinha continua sendo o principal expoente representativo do Rio Grande do Sul no século 21? 

     Teixeirinha continua sendo o principal artista da música do Rio Grande do Sul. A sua música “Querência Amada,” por exemplo, tornou-se um hino regional gaúcho. Em todos os eventos da tradição gaúcha, é cantada em coro. Também, nos eventos oficiais. Nos programas de rádio, nos CTGs, nos piquetes, nas associações de moradores, enfim, nas festanças do pago, até os jovens, pegam um violão ou um acordeon, e cantam inspirados, essa canção, que mexe com nossos brios de gaúchos. Também, o chamamé “Tordilho Negro,” continua sendo uma das mais rodadas no rádio gaúcho e, também, uma das mais executadas por nossos conjuntos em bailes de CTGs. Os chotes “Tropeiro Velho” e “Velho Casarão,” a toada “O Colono” e o chamamé “Espero Ser Feliz,” entre outras, se tornaram clássicos da música de raiz. Depois do nosso livro, sobre a importância do Teixeirinha na música do Rio Grande do Sul e do Brasil, também surgiram teses, como as de Francisco Cougo Junior e Nicole Reis, de história e antropologia, respectivamente. Ambas, defendidas na UFRGS em 2010, onde citam o meu livro em várias passagens. 


=== Miguel Aceves Mejia (1915-2006), ator, compositor e cantor mexicano nascido em Ciudade Juarez, no Estado de Chihuahua, era conhecido como “O Rei do Falsete.” Carlos Gardel, (1890-1935) o ícone argentino que dispensa maiores comentários, idolatrado em várias partes do mundo.  Dorival Caymmi ***. Luiz Gonzaga (Luiz Gonzaga do Nascimento: 1912-1989), uma das figuras mais populares da música nacional e o gaúcho Nélson Gonçalves (Antônio Gonçalves Sobral: 1919-1998) de Santana do Livramento (RS) 3º maior vendedor de discos da história do Brasil. O 2º é Roberto Carlos e a 1º posição pertence a dupla Tonico & Tinoco: “A dupla coração do Brasil” ===


Teixeirinha de fato já havia se tornado lenda muito antes de vir a falecer. Tanto teus colaboradores, quanto teus entrevistados tinham algo especial para contar ou recordar. (Teixeirinha nasceu em Rolante em 1927  e faleceu no ano 1985 em Porto Alegre.)

    Todos diziam que o Teixeirinha foi um menino que muito sofreu. Recordavam da música “Coração de Luto,” que emocionou o Brasil inteiro. O Teixerinha, para eles, parecia uma pessoa da família. Cada um tinha uma recordação do Teixeirinha, que era parte de sua própria vida. 

=== Teixeirinha faz parte das músicas populares que possam existir dentro de nós. Pelo menos pra quem é do interior, da fronteira. No meu caso é um referenciado forte, tanto em termos de músicas como de cinema. Assistir aos filmes dele era uma coisa obrigatória lá em Uruguaiana. Acho que a cultura popular deve muito ao Teixeirinha.” Bebeto Alves – Cantor de música popular brasileira e também pai da atriz Mel Lisboa. ===

Grande parte das fotografias é de Arquivo Pessoal: foto do artista ainda funcionário do DAER – Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens -  do ano de 1949. Outra do 1º carro, uma Kombi que o levaria a percorrer todo o nordeste em início de carreira. Como foi a experiência de trocar correspondências com a família de Vitor Mateus Teixeira, numa época que o e-mail recém engatinhava? 

    As entrevistas que realizei, tanto com os familiares  - Teixeirinha Filho diz que o mito Teixeirinha se explica por si: “Meu pai não se preocupou com estilo. O estilo dele era ele mesmo” como com outras pessoas, foram todas através de questionários, ainda na máquina manual. Não existia e-mail. Foram, naquela forma que aprendemos em Metodologia da Pesquisa, que era uma cadeira do curso de Direito na UFSM de Santa Maria. Paixão Cortes (1927-2018) falando em “Tradição e Folclore Gaúcho” nos idos de 1981 já afirmava que (...) “...desconhecer Teixeirinha, dizer que ele não é importante é uma heresia.” Teixerinha levou a arte musical do Rio Grande do Sul para o mundo. “Minhas letras são tudo história: tem pé, barriga e cabeça.” Palavras do próprio Teixeirinha – Reproduzidas no Almanaque Tchê de 1987. Fez sucesso no Uruguai, Argentina e Paraguai. Fez sucesso em Portugal, como atestaram as cantoras Nora Ney (Iracema de Sousa Ferreira: 1922-2003, grande diva do rádio da década de 50) e Maysa Matarazzo (Maysa Figueira Monjardim: 1936-1977,  compositora cantora e atriz e ícone do cenário musical do século passado), em entrevistas, quando lá fizeram temporadas na década de 1960. O Teixeirinha chegou a se apresentar nos Estados Unidos, cantando chote e rancheira de gaita e bombacha!

=== “Tem coisas engraçadas, que você nem acredita. Um dos produtos que anunciei é para o fígado. Pois as pessoas chegam às farmácias procurando “o remédio do Teixeirinha” e os balconistas vendem o remédio certo. Gosto muito de anunciar remédios. E vou contar um segredo: sempre quis ser médico, seria médico se não fosse cantor.” Palavras do artista em entrevista ao Jornal Zero Hora de Porto Alegre (RS), reproduzidas no ano de 1986. ===


         É inevitável perguntar sobre “Adeus Mariana,” considerada a primeira música gauchesca de sucesso nacional. Acredito que as novas gerações desconheçam quem foi Pedro Raymundo, um dos pioneiros da era do Rádio e sua importância histórica indiscutível. Qual foi o ponto de partida da tua pesquisa para escrever a obra “Pedro Raymundo e o Canto Monarca – Uma História da Música Regionalista, Nativista e Missioneira?” 

      Como venho pesquisando sobre Pedro Raymundo desde 1983, cheguei à conclusão que deveria fazer essa relação do pioneirismo dele com essa continuidade com os demais estilos da música regional gaúcha, provando a importância do seu trabalho na introdução do cancioneiro gaúcho na Era do Rádio. (Ele nasceu em 1906 em Imaruí (SC) e faleceu em 1973 no Rio de Janeiro (RJ).


Como é característica dos teus trabalhos fizestes garimpo de formiguinha, minuciosamente, percorrendo arquivos dos anos de 1930, 1940 e 1950, etc. e mais uma vez atravessastes o país buscando subsídios em Estados como Amazonas, Pernambuco, Minas Gerais. Enfim, mesmo estando longe de atingirmos a valorização que países europeus dão as memórias de seus antepassados, conseguistes achar verdadeiros tesouros nessa tua jornada? 

    Todos esses trabalhos, desse quilate, são feitos por nós, idealistas, preocupados com a preservação da memória cultural/musical do nosso país. Realmente, descobri passagens importantíssimas de Pedro Raymundo, tanto na música regional gaúcha, como na música regional brasileira.


=== Em outubro de 1949, dois repórteres do “Diário da Tarde” de Manaus (AM), foram até a fazenda do Itú, em Itaqui, especular sobre sucessão presidencial. O “Queremismo” (Queremos Getúlio) pedia a volta de Gegê * ao Catete. Há, no entanto, um erro no local em que se situa a fazenda. É no município de Itaqui, que faz divisa com São Borja, e não em São Borja. A reportagem foi publicada com um título bem próprio para a época: “Desabafo Sensacional de Getúlio: Pra que voltar?”, no Jornal Diário da Tarde em 11 de novembro de 1949: FAZENDA DO ITÚ: São Borja – “Depois de jantar, o Sr. Getúlio Vargas, deixando a casa do capataz, encaminhou-se para a sala de sua residência. Quando ali chegamos, fomos encontrá-lo a escolher uns discos e daí a pouco estava dando corda à vitrola. Pensamos que se tratasse de música clássica, da qual o General Goes, por exemplo, é um devoto fanático. Estivemos assim com a ideia voltada para a melodia de Chopin e coisas do mesmo gênero, quando Getúlio nos perguntou com uma simplicidade que nos desconcertou: - ‘Conhece o Pedro Raymundo?’.” Do Capítulo 4: “A Música Gaúcha conquista o Brasil.” In Pedro Raymundo e o Canto Monarca, Página 77 – Israel Lopes. ===

A história do Catarinense Pedro Raymundo é incrível. Aos 4 anos de idade ele já dava amostras do seu talento com uma gaitinha de boca. Seu pai, sanfoneiro tocava em festas e baile e foi seu grande incentivador. Mas do lado materno também havia músicos. Tu acreditas que apesar das enormes adversidades, (sofreu vários acidentes de trabalho e exerceu inúmeras atividades em jazidas de carvão, construção de estradas, comércio logista), Pedro Raymundo jamais deixaria de enveredar para o mundo da música?

    Pedro Raymundo era um idealista. Apesar dos percalços, acidentes, etc., jamais se separou de sua acordeona. Jamais abdicou de seguir sua carreira artística. Até mesmo, quando veio para Porto Alegre em 1929 e passou por um período desempregado, encontrou na acordeona, o seu sustento nos cafés do Mercado Público, quando “corria o pires”. Em Porto Alegre (RS) o primeiro emprego de Pedro Raymundo foi de condutor de Bondes da Cia. Carris Porto Alegrense. Empresa aliás que também teve em seus quadros, (entre outros) o célebre compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974) como aprendiz de mecânico.

Gostaria que você falasse também dentro da relação do Livro: “Pedro Raymundo e o Canto Monarca – Uma História da Música Regionalista, Nativista e Missioneira” de nomes como por exemplo Noel Guarany, Pedro Ortaça, Cenair Maicá (Música Missioneira), Berenice Azambuja, Mano Lima, Gaúcho da Fronteira (Música Regionalista) e Luiz Carlos Borges, Érlon Péricles, João de Almeida Neto (Música Nativista) ou de outros artistas que você julgar que mereçam ser citados nesse ínterim.

    Noel Guarany, Pedro Ortaça e Cenair Maicá, através da pesquisa, “numa mescla que deu certo”, como dizia o próprio Cenair, com base no que receberam, no rádio, principalmente da canção guaranítica, criaram um estilo de alta qualidade musical, com seguidores entre os quais Jorge Guedes, Valdomiro Maicá... Na música regionalista, seguidores como Mano Lima, Gaúcho da Fronteira, Berenice Azambuja, Marinês Siqueira, Walther Morais, Baitaca e tantos outros, que vêm ajudando a manter esse estilo Monarca de Pedro Raymundo, Teixeirinha, Irmãos Bertussi, Gildo de Freitas, Ademar Silva, José Mendes... Na música nativista, Os Angüeras, Telmo de Lima Freitas, Luiz Carlos Borges, Érlon Péricles, João de Almeida Neto, Miguel Marques, Mário Barbará, Miguel Bicca, Cesar Lindmeyer, Nenito Sarturi, Joca Martins, Jean Kirchoff e tantos outros, são exemplos de artistas que mantém em alta a música nativista. Mas, embora existam esses estilos, tudo é música regional gaúcha, conforme digo no meu livro. Todos contribuem com essa identidade regional gaúcha. 
Israel Lopes com Mano Lima

Talvez as pessoas não saibam que Pedro Raymundo apresentava na década de 40 músicas do Rio Grande do Sul na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. E segundo consta na tua obra, teria inspirado inclusive O Rei do Baião Luiz Gonzaga. Fale-nos mais sobre isso e sobre outras curiosidades que você encontrou.

     Foi, através de Pedro Raymundo, que o Brasil tomou conhecimento do cancioneiro gaúcho. Além de cantar as músicas gauchescas na Rádio Nacional, ele apresentava antes de cada número um comentário, de acordo com o tema invocado, sobre a tradição gaúcha, demonstrando ser um pesquisador, comprometido com o que se propunha a divulgar no Brasil inteiro, haja vista da audiência e alcance daquela emissora na Era do Rádio.  E, o Rei do Baião, nessa época, justamente se inspirou no Pedro Raymundo, vendo cantar no auditório da Rádio Nacional, pilchado de gaúcho até os dentes. Gonzaga, na entrevista ao Pasquim, disse que estava cansado da gravata, resolveu adotar o “traje de cangaceiro” para defender a cultura musical do Nordeste, assim como Pedro Raymundo, estava mostrando a cultura do extremo Sul do país. 

=== Em agosto de 2009 o Jornalista Daniel Soares escreveu no Correio do Povo de Porto Alegre (RS) na reportagem intitulada ‘Gigante da Sutileza’ o que segue: (...) “O Gaúcho Yamandú, que não dispensa o lenço no pescoço, dedilha com propriedade os temas nordestinos propostos por Dominguinhos, como em ‘Asa Branca’ de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e ‘Tesouro do Meio’, também do mestre Lua. Em contrapartida, Dominguinhos, sempre com sorriso no rosto, lança uma nova luz sobre ‘Escadaria’, de Pedro Raymundo; a folclórica ‘Prenda Minha’; ‘Negrinho do Pastoreio’, de Barbosa Lessa.” Tributos “In Memoriam” de Pedro Raymundo, no livro Pedro Raymundo e o Canto Monarca – Página 215 – Israel Lopes. ===

=== Yamandú Costa é violonista e compositor gaúcho nascido em Passo Fundo no ano 1980, considerado um dos maiores violonistas do Brasil.  Dominguinhos (1941-2013) nascido José Domingos de Morais em Garanhuns (PE) foi grande instrumentista, cantor e compositor brasileiro, tendo como mestres Luiz Gonzaga (1912-1989) e Orlando Silva (1915-1978), importante cantor da primeira metade do século XX. ===

Tu também és coautor da obra “Major Maximiano Bogo – Um dos baluartes do Tradicionalismo Gaúcho” junto com Ramão Aguilar. Fique a vontade para dissertar sobre esse livro lançado no ano de 1999.

     O Major Maximiano Bogo foi um dos pioneiros do movimento tradicionalista organizado, na Região Noroeste, que pega as Missões. Ele divulgou o tradicionalismo em Santo Ângelo, Ijuí e outras cidades. Na Capital das Missões, foi um dos fundadores do CTG Os Legalistas, apresentou programa de rádio, onde surgiram os Irmãos Maicá (Cenair e Adelque). Também, apresentou o gaiteiro Tio Bilia (o santo angelense Antônio Soares de Oliveira: 1906-199, um dos maiores gaiteiros que o Rio Grande do Sul já teve) para os Irmãos Bertussi, (Os Bertussi são verdadeiras lendas do Rio Grande do Sul) que o levaram para gravar um LP. Também, o apresentou para o Luiz Menezes (compositor, folclorista e cantor: 1922-2005, nascido em Quaraí (RS) no Grande Rodeio Coringa na Rádio Farroupilha, que também era um radialista de renome. Bogo, inclusive, participou do filme Ana Terra e alguns filmes do Teixeirinha. Foi patrão do Centro Nativista Boitatá em São Borja. Foi um personagem que prestou um grande serviço à cultura gaúcha, por isso, juntamente com o escritor Ramão Aguilar, resgatamos sua história.

=== Maximiano Bogo nasceu no ano de 1923 na localidade de Lajeado Morangueira, interior de Santa Rosa (RS) e faleceu em São Borja (RS) no ano de 2007. Filho de agricultores iniciou sua carreira militar no 1º Regimento de Artilharia de Divisão de Cavalaria de Santo Ângelo no ano de 1940 como voluntário. Em 1947 foi transferido para a Unidade do Contingente do Hospital Militar de Campo Grande (MS), em 1948 passa a Escola de Motomecanização do Rio de Janeiro (RJ) e no ano de 1949 retorna a região, como 2º sargento do 1º Regimento de Cavalaria Mecanizada em Santo Ângelo (RS), sua trajetória é riquíssima e foi um personagem que prestou incomensurável serviço a cultura gaúcha. ===

E também sobre outro livro que segundo consta é bastante citado em trabalhos acadêmicos no Estado de São Paulo, intitulado “Turma Caipira Cornélio Pires.” O que pode nos detalhar sobre essa obra. (Cornélio Pires nascido em Tietê (SP) em 1884 e falecido em São Paulo (SP) no ano de 1958 foi um jornalista, escritor, folclorista e espírita brasileiro e importantíssimo etnógrafo da cultura e do dialeto caipira.)

      Conforme falei, eu me tornei um pesquisador da música regional paulista. A “Turma Caipira Cornélio Pires”, organizada pelo escritor e folclorista Cornélio Pires, de Tietê, SP, teve o mérito de ser a pioneira na gravação da moda de viola autêntica, no Brasil, em outubro de 1929, na Colúmbia. Eu tive o privilégio de, na década de 1980, ter entrevistado os remanescentes da turma caipira: Mandi e Sorocabinha. (Este, faleceu com 100 anos em 1995.) Esses artistas em 1979 foram agraciados em São Paulo com o Troféu do Cinquentenário da Música Caipira. Esse livro “Turma Caipira Cornélio Pires - Os Pioneiros da Moda de Viola em 1929”, eu lancei em agosto de 1999 em Tietê, SP, por ocasião dos 70 anos da música cabocla. Tem sido bastante citado em trabalhos acadêmicos de estudantes de São Paulo, principalmente de jornalismo, que escolhem a música caipira para suas teses.


            No decorrer de 2020 Israel Lopes lançará versão revisada e ampliada do livro “Teixeirinha – O Gaúcho Coração do Rio Grande.” A primeira obra contava com 215 páginas, a nova versão contará com 352 e novas revelações incríveis. Acontece que com o passar do tempo, as pessoas lendo o livro, entravam em contato com Israel, porque buenas... buenas... tinham parentes ou amigos que lembravam digamos assim, “de algum causo” sobre Teixeirinha pra contar. 

            Então Israel decidiu em 2016 iniciar nova jornada partindo das cidades de Lajeado, Passo Fundo, Soledade, Carazinho, Erechim e Getúlio Vargas no Rio Grande do Sul – onde posso assinar embaixo, colheu novas histórias saborosas - indo até as capitais Rio de Janeiro e São Paulo e se certificou em outras fontes de pesquisas para só então incluir tais informações nessa nova versão. Ele também está finalizando outras duas obras simultaneamente: “Cornélio Pires e a Música Caipira” e “A Trova de a Porfia no Rádio Gaúcho” Para que nossos leitores e internautas sintam-se convidados a interagir com Israel Lopes, sempre incansável no seu ofício, adquirir suas obras, enviar comentários, sugestões, trocar ideias e principalmente dar um “forte quebra costela virtual” nesse pesquisador que orgulha não somente a região missioneira, seu berço de origem, mas todo o Estado do Rio Grande do Sul e com certeza boa parte desse imenso continente chamado Brasil, basta entrar em contato através do email: adv.israellopes@gmail.com E também vocês poderão encontrá-lo atuante nas redes sociais. Vamos encerrar essa entrevista com um gigantesco “bahhhh tchê” e quanta história pra contar que vamos ter que guardar para uma próxima entrevista! Israel Lopes, pesquisador e autor de verdadeiros tesouros é também “ao vivo e a cores” (risos) um daqueles legítimos “contadores de casos e causos” que fazem a gente não sentir vontade de “encilhar o brasino pangaré e pegar o caminho de volta pra casa.” E eis aqui a mais pura das verdades meus amigos!


Régis Mubarak - Jornalista
Mendoza – Argentina & Rio Grande do Sul – Brasil.
Janeiro 2020 

Juvenart já tem datas para suas classificatórias e final


       Era o ano de 2002, o CTG Sentinela da Querencia preparava para inaugurar suas piscinas, mas partes do galpão ainda precisavam de reformas. O Piá Farroupilha do CTG era Luccas Adams Pilla, filho do lendário Arion Pilla (Irmão da Prenda do RS, Vanessa Pilla). Como não entendiam muito de torneios esportivos, como a Bocha, então pensaram em fazer concurso de danças. Luccas queria um evento mirim, mas muitos já existiam, para juvenis, não. Foi então que projetaram o FestJuvenil. Mas o nome não agradava.

     “Não tínhamos um nome. Foi quando, em um ensaio, o Sr. Clodoaldo (ecônomo) levantou-se de onde estava, atrás do freezer, e falou  jocosamente, com os olhos arregalados e o sorriso bem aberto: - “JuvEnart”... Era isso! – Clodoaldo, tu és um gênio!!! Gritei eu feliz. JuvEnart! Esse seria o nome de nosso evento. Nos não fazíamos a menor ideia do que estávamos fazendo.” – conta Arion Pilla.

     O ano de 2002 foi o primeiro, e contou com 21 participantes. Depois foi crescendo ano após ano. Até que em sua 10ª Edição, em 2012, chegou a 52 inscritos e uma lista de espera de 19. E os números só foram aumentando a cada ano, ultrapassando 100 grupos juvenis.

     Para o ano de 2020, já se tem as datas para as classificatórias e final. Confira:

Senado Federal aprova projeto para regulamentar a profissão de historiador

           O Senado aprovou nesta terça-feira (18), em Plenário, projeto que regulamenta a profissão de historiador e estabelece os requisitos para seu exercício. O texto aprovado foi um substitutivo (texto alternativo) da Câmara dos Deputados ao PLS368/2009. O projeto segue para a sanção presidencial.

           De acordo com o substitutivo (SCD 3/2015), poderá exercer a atividade de historiador quem tem diploma de curso superior, mestrado ou doutorado em História; diploma de mestrado ou doutorado obtido em programa de pós-graduação reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com linha de pesquisa dedicada à história; e profissionais diplomados em outras áreas que comprovarem ter exercido a profissão de historiador por mais de cinco anos a contar da data da promulgação da futura lei.

      — É uma luta histórica dos historiadores e hoje se torna realidade. Tenho quase certeza de que será sancionado — afirmou o autor do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS).

Atribuições
      Entre as atribuições dos historiadores, o texto prevê o magistério da disciplina de história nas escolas de ensino fundamental e médio, desde que cumprida a exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) quanto à obrigatoriedade da licenciatura.

     O profissional poderá ainda planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica; assessorar, organizar, implantar e dirigir serviços de documentação e informação histórica; e elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.

Registro
     Para o provimento e exercício de cargos, funções ou empregos de historiador, o projeto exige registro profissional junto à autoridade trabalhista competente. Já as entidades que prestam serviços em história deverão manter historiadores legalmente habilitados em seu quadro de pessoal ou em regime de contrato para prestação de serviços.

     O projeto do Paulo Paim foi modificado pela Câmara, que introduziu a previsão de que o exercício da profissão de historiador deixará de ser privativo dos historiadores para se tornar apenas “assegurado” a esses profissionais, eliminando a possibilidade de reserva de mercado.

Fonte: Agência Senado
uranohistoria.blogspot

Jeferson Quadros entrega a Subcoordenadoria do Delta do Jacuí para Marlon Moura

         
1° Encontro de Patrões do Delta do Jacuí-Sul, realizado no CTG Pedras Brancas no dia 17/02/2020.

           Segunda-feira, 17 de fevereiro, marcou a formalização da passagem do cargo e a finalização um ciclo de cinco  anos (2015 / 2019) de Subcoordenadoria do Delta do Jacuí, do ainda muito jovem Jeferson Quadros.

           Jeferson foi Peão Farroupilha da 1ª Região Tradicionalista em dois concursos, nos anos de 2003 e 2009:
2003/2004 - Peão Destaque Artístico da 1ª RT

2009/2010 - Peão Farroupilha da 1ª RT

          "Partimos para novos desafios na vida pessoal e junto ao tradicionalismo como integrante conselheiro da Fundação Cultural Gaúcha do MTG/RS. Continuamos na lida como integrante do Conselho Assessor da 1RT, na função de conselheiro junto com os demais companheiros. Desejo muito sucesso ao amigo Marlon Moura assumindo na função de Subcoordenador, a toda a sua equipe, aos patrões, patroas e demais integrantes da diretoria das entidades, um ano de muitos projetos e realizações em seus galpões" - disse emocionado Jeferson. 



          "Faremos o melhor possível para darmos continuidade ao excelente trabalho do Jeferson, realizado nesses cinco anos a frente da Subcoordenadoria do Delta do Jacuí-Sul" - concluiu Marlon Moura, novo Subcoordenador.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Solidariedade - Família que perdeu tudo em incêndio recebe auxilio da subcoordenadoria de Alvorada

           Pois hoje recebemos as fotos em grupos de whatsApp, do trabalho que a subcoordenadoria de Alvorada está fazendo para ajudar a família do Rubem Berta, em Porto Alegre, a recuperar o que foi perdido no incêndio que dizimou a casa.

            "Alimento e roupa já não precisam mais, estamos até levando par outra instituição. Mas precisamos ainda, de uma geladeira para eles" - disse Jair Martins, subcoordenador de Alvorada que está buscando as cosais com seus veículos e entregando para a família. A casa já está em reconstrução.

CTG Sentinela da Querência, de Santa Maria, embarca para turnê na Europa

     Já é costumeiro ver nossos jovens dançando e levando nossa cultura para o velho mundo, bem como pela America Latina. Muitas vezes nem ficamos sabendo, mas, o programa Identidade Gaúcha está sempre ligado e vai acompanhando nossos representantes nos diversos festivais de folclore pelo mundo.

     Na madrugada desta quarta-feira, 19, um grupo de 30 pessoas, representando o CTG Sentinela da Querência, de cidade coração do Rio Grande do Sul, desembarcará em Roma. O grupo participará do Festival Internacional de Folclore de Castrovillari, na região da Calábria, e logo depois segue para o Festival Internacional de Folclore de Agrigento, o 75º Mandorlo in Fiore, na região da Sicília. Levarão na bagagem o melhor da dança tradicional gaúcha, latino-americana e brasileira, incluindo samba e gafieira.

     Na Itália, o Sentinela estará junto com grupos de folclore da Argélia, Bulgária, China, Colômbia, Coreia, Croácia, Egito, Emirados Árabes Unidos, França, Georgia, Grécia, Honduras, Indonésia, Letônia, Macedônia, México, Romênia, Rússia, El Salvador, Senegal, Sérvia, Espanha, Turquia, Ucrânia, Hungria, Estados Unidos e grupos de todos os cantos da Itália. O retorno ao Brasil está marcado para dia 10 de março. Até lá o Identidade Gaúcha vai manter contato com entrevistas, como fez quando o CTG Aldeia dos Anjos esteve em Portugal e o GAN Anita Garibaldi, esteve em Iquique no Chile.

Sentinela da Querencia pelo mundo - Nosso contato para noticias será Valmir Beltrame

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Confira aqui os resultados completos da Artística do Rodeio Internacional de Soledade

Dança Tradicionais

Pré-mirim
1º Lugar: CTG LALAU MIRANDA - PASSO FUNDO -7ªRT
2º Lugar: CLUBE JUVENIL - PASSO FUNDO - 7ªRT
3º  Lugar: MOACYR DA MOTTA FORTES - PASSO FUNDO - 7ªRT
4º  Lugar: SINUELO DAS COXILHAS - 14ªRT

Mirim
1º Lugar:  CTG MOACYR DA MOTTA FORTES - PASSO FUNDO - 7ªRT
2º  Lugar: GAN VAQUEANOS DA CULTURA - SOLEDADE - 14ªRT
3º Lugar:  CTG SINUELO DAS COXILHAS - ESPUMOSO - 14ªRT
4º Lugar:  CTG ARGEMIRO MARTINS PINTO - SOLEDADE - 14ªRT

Juvenil
1º Lugar:  CTG GALPÃO DA ESTÂNCIA - SOBRADINHO - 14ªRT
2º Lugar:  DT CLUBE JUVENIL - PASSO FUNDO - 7ªRT
3º Lugar:  CTG MARCIANO BRUM - SOLEDADE - 14ªRT
4º Lugar:  CTG MOACYR DA MOTTA FORTES - PASSO FUNDO - 7ªRT
5º Lugar:  CTG ARGEMIRO MARTINS PINTO - SOLEDADE - 14ªRT

Adulta
1º Lugar:  CTG SENTINELA DA QUERÊNCIA - ERECHIM - 19ªRT
2º Lugar:  CTG TROPEL DE CAUDILHOS -PASSO FUNDO - 7ªRT
3º Lugar:  GAN VAQUEANOS DA CULTURA - SOLEDADE - 14ªRT
4º Lugar:  CTG REMINISCÊNCIAS - MONTENEGRO - 15ªRT

Veterana
1º Lugar:  CTG TROPEL DE CAUDILHOS - PASO FUNDO - 7ªRT
2º Lugar:  CTG LALAU MIRANDA - PASSO FUNDO - 7ªRT
3º Lugar:  GAN VAQUEANOS DA CULTURA - SOLEDADE 14ªRT

Danças do Tropeirismo Biriva
1º Lugar:  CTG MARCIANO BRUM  - SOLEDADE 14ªRT

CHULA (ADULTO)
1º Lugar: JEAN MARQUES DA ROCHA - CTG GILDO DE FREITAS
2º Lugar: PABLO GEOVANE SILVA DOS SANTOS - CTG TIARAYÚ

3º Lugar: DOUGLAS ZANETTI TEIXEIRA - GAT ESTAMPA GAUDÉRIA

CHULA (JUVENIL)
1º Lugar: VICTOR SCHIMMELPFENIG - CTG GUAPOS DO ITAPUÍ
2º Lugar: CHARLES MIKAEL PIRES DA SILVA - CTG LAÇO DA AMIZADE

3º Lugar: MURILO FINGER - GAN SEPÉ TIARAJU

CHULA (MIRIM)
1º Lugar: MIGUEL BONOTO CTG INDEPENDÊNCIA GAUCHA
2º Lugar: FRANCISCO FERREIRA CTG MARCIANO BRUM

3º Lugar: LUIS HENRIQUE GATTELLI CTG SANGUE NATIVO

CHULA (PRÉ MIRIM)
1º Lugar: VICENTE BRUNETTO GERMANY - CTG MARCIANO BRUM
2º Lugar: MIGUEL GHENO LORENZI - GAN ANITA GARIBALDI
3º Lugar: PIETRO ANTÔNIO LIMA DOS PASSOS - DT CLUBE RECREATIVO JUVENIL

CHULA (VETERANO)
1º Lugar: GIAN PEDROSO - CTG RINCÃO SERRANO
2º Lugar: CESAR AUGUSTO SONDA DA SILVA - GAN VAQUEANOS DA CULTURA

Clique na imagem e confira os Resultados fornecidos pela queridissima Mara Muniz

Identidade Gaúcha chega a sua edição #250 - Confira as atrações e assuntos

Andressa Schein, 1ª Prenda Juvenil da CBTG | Aritanna Kuyumtzief, 1ª Prenda Veterana da CBTG e Daniel Zardo

Jaqueline Mendes Novis, de Guarapuava, no Paraná, CTG CHaleira Preta - 1ª Prenda da CBTG
          Completam a super equipe de correspondentes do Identidade Gaúcha, comentaristas e colaboradores - o Poeta, compositor, artista plástico, advogado e blogueiro: Léo Ribeiro de Souza. Na Medicina Campeira e Povoeira, seu Severino Moreira e a Dona Alice, lá da querida Candiota.

           Os três comentaristas, Anderson Hartmann, Diogo Giovenardi e Leandro Araújo. Nossos correspondentes:
Litoral: Gilmara Silveira
Região Sul: Priscilla Fonseca
Planalto Médio: Igor Gava
Região Central: Ticiana Leal
Campanha: Diéllen Soares
Serra: Douglas Uiliam Quadros
Missões: Daiana Dal Ros

E o quadro Reminiscências com Renta de Cássia Moraes Pletz, de São Jerônimo.
http://radioqueroquero.net   -  clica e vem com a gente

CBTG tem novo presidente, diretoria, conselho, prendas e peões para o próximo biênio

Foi realizado em Colombo, no Paraná, o 18° Concurso Nacional de Prendas e Peões Tradicionalistas e o 21° Congresso Brasileiro da Tradição Gaúcha no último final de semana. Convenção será realizada em data posterior.

             A Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha realizou neste final de semana, 14, 15 e 16 de fevereiro, em Colombo, no Paraná o 18° Concurso Nacional de Prendas e Peões Tradicionalistas e o 21° Congresso Brasileiro da Tradição Gaúcha, na sede do Clube Santa Mônica. Foram escolhidos os novos peões tradicionalistas e as novas prendas da CBTG, além da nova Diretoria da Confederação.
            O Presidente da CBTG, João Ermelino de Mello, em suas palavras durante o 21° Congresso Brasileiro da Tradição Gaúcha, resumiu as principais ações realizadas e conquistas de sua Gestão. Destacou a união das Federações, a valorização da juventude e veteranos tradicionalistas, o retorno do Concurso Nacional de Prendas e Peões Tradicionalistas, do ENJUT e da realização do ENVET, a importante aproximação com o Congresso Nacional, a entrega do Projeto "O Gaúcho e Suas Tradições" para que seja reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO, entre outros pontos.





           Roberto Basso, presidente eleito da CBTG com 57 votos (100% dos votos válidos), pela chapa União, Honestidade e Transparência, afirma que existem propostas e projetos já estudados para a CBTG, mas que devem ser definidos com a discussão e participação de toda a diretoria executiva, conselheiros e diretores que serão nomeados após a eleição. 

Confira algumas destas propostas:

- Assegurar a realização dos eventos oficiais da CBTG, bem como o FENART, Concurso Nacional de Peões e Prendas, ENJUT, entre outros.
- Trabalhar junto a esfera política na obtenção de recursos para fomentar ações e projetos da CBTG, dos MTGs e CTGs.
- Criar equipes temáticas juntamente às diretorias de cada departamento para revisão dos regulamentos e estatuto social.
- Readequar o sistema contábil da CBTG, modernizando as rotinas e realizando apresentação de relatórios anuais, mantendo arquivos e documentos aptos para obtenção de certidões e obtenção de recursos públicos por meio de projetos.
Rever as ações dos departamentos e realizar planejamento.
- Envolver os MTGs na criação de um planejamento de ações estratégicas, elencando metas, prioridades, projeções para o fortalecimento da CBTG e dos MTGs.
- Criar plano de ações e agenda cultural para o Departamento Cultural.
- Fortalecer o papel do conselho de ética e realizar revisão do código de ética.
- Fortalecer a presença da CBTG junto aos MTGs, participando de reuniões e eventos, buscando trabalhar soluções de forma coletiva para o fortalecimento do Movimento Tradicionalista Gaúcho.
- Disponibilizar equipe de apoio aos MTGs menores afim de auxiliar em seu crescimento.
- Trabalhar junto a esfera política na obtenção de recursos para fomentar ações e projetos da CBTG, dos MTGs e CTGs.
- Organizar o Departamento de Formação Tradicionalista, afim de levar aos MTGs e seus CTGs, palestras e formações de forma gratuita.
- Realizar um planejamento de ações estratégicas, reunindo os MTGs e elencando metas e prioridades, envolvendo toda a diretoria.
(fonte: João Malinski)
Confira os membros da Diretoria Executiva, Junta Fiscal e Conselho de Ética:

DIRETORIA EXECUTIVA
Presidente: Roberto Basso (MTG-MT)
1º Vice Presidente: Romencito José Aléssio (MTG-SC)
2º Vice Presidente: Elóis Felício Rodriguês (MTG-PR)
1º Secretário: Marcileia Capitanio Muller de Souza (MTG-MT)
Secretário Adjunto: Mário César Dal Pont Silvério (MTG-SC)
1º Tesoureiro: Odair Biguelini (MTG-MT)
Tesoureiro Adjunto: Moacir Kohl Filho (MTG-MS)

JUNTA FISCAL
TITULARES
Natal José Marchioro (MTG-MS)
Gerson Luiz Ludwig (MTG-RS)
Marcos Foliatti (MTG-PC)
SUPLENTES
Orides Luiz Pompeo (MTG-SC)
Ana Paula Grechaki Halila (MTG-PR)
Mauro Geraldo (MTG-MT)

CONSELHO DE ÉTICA
TITULARES
Francisco Carlos Fighera (MTG-SP)
Paulo Celso Nogueira Da Silva  (MTG-PR)
Alfredo Agnaldo Riffel (MTG-SC)
SUPLENTES
Paulo José Lucas (MTG-RS)
Dirmarlei Francisco Gomes Silva (MTG-SP)
Reni Martins Marchioro (MTG-MS)


Prendas e peões tradicionalistas da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha

1ª Prenda Adulta: Jaqueline Mendes Mendez Novis MTG-PR
2ª Prenda Adulta: Renata P. Da Silva MTG-PR
3ª Prenda Adulta: Loren Teixeira MTG- SP

1° Peão Adulto: Eduardo Carneiro MTG-PR
2° Peão Adulto: Eric N. De Souza MTG-SP
3° Peão Adulto: Everton M. Mello MTG-PR

1ª Prenda Juvenil: Andressa Schein MTG-SC
2ª Prenda Juvenil: Fernanda Costella MTG-SC
3ª Prenda Juvenil: Nicole Martins MTG-PR

1° Peão Juvenil: Gabriel Getten MTG-PR
2° Peão Juvenil: Luis Henrique Schmitz MTG-PR

1ª Prenda Mirim: Shamira Unni MTG-SP
2ª Prenda Mirim: Lavínnia Ribas MTG-PR
3ª Prenda Mirim: Ana Maria Zanetti Bassoto MTG-PR

1° Peão Mirim: Santiago Walnier Colodel MTG-PR
2° Peão Mirim: Vitor Matheus Baroni MTG-PR

1ª Prenda Veterana: Aritanna Kuyumtzief MTG-MT
2ª Prenda Veterana: Fabrine Guimarães da Silveira MTG-PR
3ª Prenda Veterana: Cristina C. Rodrigues MTG-SC

1º Peão Veterano: André Luiz Brusamarello MTG-PR

1º Peão Xirú: Amarildo Petry MTG-PR

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

73ª Geração e Distribuição da Chama Crioula do Rio Grande do Sul

   
         No ano de 1947 foi criado na capital gaúcha, no Colégio Júlio de Castilhos, um Departamento de Tradições Gaúchas, que tinha como objetivo resgatar, preservar e proporcionar a revitalização das coisas da s tradições do Rio Grande do Sul, através da história gaúcha. Naquele momento, um grupo de jovens do colégio, liderados por João Carlos D'Avila Paixão Côrtes, manifestou o desejo de fazer,  a cavalo, o acompanhamento dos restos mortais do General Farroupilha, David Canabarro, que era transladado ao Panteão Rio-grandense no cemitério da Santa Casa. O simples gesto desses jovens, dois dias depois, ao retirar a centelha da pira da Pátria, quando era meia noite do dia 7, acendendo um candeeiro crioulo que foi guardado no Colégio, dando origem à Chama Crioula, que passou a simbolizar o apego do gaúcho à sua terra, o nativismo, o  telurismo.

           Em todos os povos e culturas, o fogo sempre foi associado às forças espirituais. É símbolo da divindade e das chamas do inferno. Ao mesmo tempo, o fogo é, dos quatro elementos da natureza, o mais sutil. Afinal de contas é o único com o qual a gente não pode entrar em contato direto.


          O fogo é fonte de luz e nos aquece. Mas ninguém pode tomar banho no fogo, respirar fogo ou pegar fogo sem se ferir. O fogo fere porque ele é pura transformação. Nunca é igual, nem a si mesmo.

           A Chama acesa em 1947,  permanece acessa dentro de cada um de nós, 73 anos depois, demonstrando nosso respeito às instituições, valorizando a nossa cultura tradicional, à palavra empenhada, e nossa demonstração de civismo, patriotismo e amor ao Rio Grande e suas mais caras tradições. 

           Este ano a chama será acesa em Canguçu. Terra de Joaquim Teixeira Nunes, que irá receber o Rio Grande para a 73ª Geração e Distribuição da Chama Crioula do RS. Serão dois dias de confraternização e fortalecimento da cultura gaúcha, esperamos você!

14 de agosto - Geração da Chama
15 de agosto - Distribuição às 30 Regiões Tradicionalistas

Outros acendimentos (curiosidades):

2001 - Guaíba, na fazenda de Gomes Jardim
2002 – Laguna/SC, Distribuição em Santa Maria
2003 - Camaquã, na Chácara das Aguas Belas, de Barbosa Lessa
2004 - Erechim, no Recanto dos Tauras
2005 - Viamão, cidade fundamental na história do RS
2006 - São Gabriel, na Sanga da Bica, onde tombou Sepé Tiarayú
2007 - São Nicolau, 1ª redução e um dos 7 povos das missões
2008 - São Leopoldo, Terra de Colonização Alemã
2009 - São Lourenço, no casarão de Ana, irmã de Bento Gonçalves
2010 - Itaqui, o acendimento volta para a fronteira
2011 - Taquara, cinquentenário da Carta de Princípios
2012 - Venâncio Aires - Capital Nacional do Chimarrão
2013 – General Câmara – Distrito de Santo Amaro
2014 – Cruz Alta – Terra de Erico Verissimo
2015 – Acendimento internacional na Colonia do Sacramento e no Brasil a distribuição no Chui
2016 – Triunfo – Terra de Bento Gonçalves e da Batalha do Fanfa
2017 – Mostardas
2018 – Iraí
2019 – Tenente Portela

Os próximos 10 acendimentos da Chama Crioula

2020 - Canguçu 21ªRT
2021 - Camaquã 16ªRT
2022 - Caxias do Sul 25ªRT
2023 - Alegrete 4ªRT
2024 - Rio Pardo 5ªRT
2025 - Passo Fundo 7ªRT
2026 - Lagoa Vermelha 8ªRT
2027 - Santiago 10ªRT
2028 - Bento Gonçalves 11ªRT

2029 - Soledade 14ªRT

Palestras no CTG Amaranto Pereira, com Rosana Araújo e César Tomazzini

Rosana Araújo - dia 17 de fevereiro - A arte declamatória
César Tomazzini Liscano - dia 25 de fevereiro - MTG sustentabilidade e as futuras gerações

Local: CTG Amaranto Pereira, em Alvorada

Bagual Chefe, do CTG Chaleira Preta, está de volta

CTG Chaleira Preta, de Venâncio Aires, 24ªRT

Alvorada realiza 1º Encontro Cultural do ano com mais de 80 participantes

         Foi realizado, na noite de terça, 11 de fevereiro, o 1º Encontro Cultural da Subcoordenadoria de Alvorada, com palestra de Rogério Bastos, “Como falar em público”, no CPF O Tempo e o Vento, no bairro Sumaré, em Alvorada. Estiveram presentes tradicionalistas além da cidade anfitriã, também de Viamão, Porto Alegre e Eldorado do Sul. 
           “Gostaríamos de agradecer a todos os que tiraram um tempo na noite desta terça, para participar conosco, deste momento cultural. Vemos a cada etapa a maior adesão e participação das entidades filiadas e os Piquetes, de Alvorada” – comemora Jair Martins, subcoordenador.
            Bastos falou sobre a importância de cuidar a voz e as ferramentas do orador. Lembrou que é decisivo conhecer o assunto que vai falar, ter um bom roteiro, planejar a atividade e ensaiar. Falou sobre a avaliação da semana farroupilha, que não foi fazer um campeão e outras colocações, mas foi para contribuir que o acampamento de Alvorada em 2020, seja melhor ainda, com as observações entregues nos relatórios de cada entidade.
           “Uma fala com bom desempenho depende de alguns cuidados. O orador não precisa ter um timbre de voz ou locução igual aos locutores de rádio ou de televisão. Cada um tem o seu jeito, a sua voz, a sua impostação. O importante é passar a mensagem de forma compreensível, respirando corretamente, acentuando e pontuando de forma acertada” – afirmou Bastos.
           As entidades que estiveram presentes todas foram convidadas a participar da dinâmica de trava-línguas durante o bate-papo, à convite da Diretora de Cultura da Subcoordenadoria de Alvora, Marta Geudes Bayer.
           Fotos: Ogando Clóvis da Rocha