quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Joca Martins falará sobre seu novo sucesso, na Rádio Quero-Quero


Joca Martins lança musica nova em parceria com Erlon e João Luiz Corrêa

            Pano de Chão é uma composição divertida que estréia um novo projeto de Joca Martins, a "Bailanta do Joca". 

            Com um repertório dançante e alegre, o projeto adentra no universo dos bailes, festas e reuniões dançantes.

            Esta composição é uma parceria com Erlon Péricles, cantada pelo Joca, com a Participação Especial de João Luiz Corrêa. Uma história que satiriza um romance terminado, em que o personagem fica sozinho, e conta sua "tragédia amorosa" de forma jocosa.

            Nesta quinta-feira, 8h30min, Joca Martins participará do programa Identidade Gaúcha, pelas Rádios Quero-quero ponto Net e Acácia FM (Alvorada) falando sobre a nova fase e a proposta que traz para seus fãs.

Thomáz Luiz Osório elege sua primeira Patroa

         A noite do dia 15 de janeiro, marca um novo tempo do CTG Cel. Thomaz Luiz Osório, com a ideia de “Valorização do Sócio” foi eleita pela primeira vez uma mulher para o posto máximo da entidade.

           As primeiras palavras da nova Patroa Ana Boanova foram:Queremos a valorização das pessoas e que esse casa volte a ser o segundo lar de todo Thomaziano, queremos todos que tem amor por esta bandeira conosco, pois assim enfrentaremos todas as dificuldades em busca do bem coletivo.”

Foram eleitos 
Patroa: Ana Boanova
1ª Capataz: Ana Maria Mota
1º Agregado das Pilchas: Dinael Mesquita
1ª Sota-Capataz: Ana Maria Machado
2º Capataz: José Ivanor Severo
2º Agregado das Pilchas: Marcelo Crizel
2º Sota-Capataz: Matheus Alexandre 
Informações da amiga Patricia Motta
            Foram eleitos também membros titulares e suplentes do Conselho de Vaquanos, que ficou composto por: Alberto Teixeira (Presidente), Honório Bicca (Vice-Presidente),  Sabrina Abrahão (1ª Secretária), Tania Brombilla (2ª Secretária), Mara Marques, Eduardo Brombilla, Rodrigo Silva, Roger Lemes, Daniel Souza, Adriana Quadros, Vera Leivas e Leonel Freitas, ficando como suplentes Jeferson Moraes, Graciano Machado, Leniara Rodrigues e Pedro Albuquerque.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Reunião define preparativos para o 2º Fórum Estadual de Folclore, em Ijuí

Brinde selou momento de confraternização na residencia da Alessandra Motta - Um brinde à nossa cultura
            Na noite desta segunda, 14 de janeiro, na residencia da ex-conselheira de cultura e membro da Comissão gaúcha de Folclore, Alessandra Motta, se

reuniram Conselheiros de Cultura do Estado, Folcloristas, juntamente com presidente da UETI, para definir a realização do 2º Fórum Estadual de Folclore e Culturas Populares.

            Contando com a presença do Presidente da Comissão Gaúcha de Folclore, Octávio Capuano, do Presidente da UETI, Nelson Casarin, acompanhado de Francisco Roloff e do Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, Marco Aurélio Alves, equipe conseguiu definir data provável do evento, bem como, atividades para a programação.

             Estiveram presentes ao encontro Rogério Bastos, Erika Hanssen, Plinio Mosca, Alessandra Motta e seu esposo, Elton Witcel, além da Professora Paula Simon Ribeiro, presidente da Fundação Santos Herrmann.


Nelson Casarin e Marco Aurelio Alves
             Equipes foram formadas para agilizar a construção de mais este grande evento que coroa o trabalho deste Conselho de Cultura. Há muitos anos as pessoas da área cultural se perguntavam quem avaliava os projetos culturais. Pois, ao assumir a presidência, Alves abriu as portas do Conselho e além de dar este acesso, tirou os Conselheiros para fora para ir aonde acontece a cultura.


          Uma equipe ficou responsável pela programação do Fórum, outra pelos anais do 1º Fórum que aconteceu em 2018. Pensar o folclore e as culturas populares, objetivando sua preservação e estimulando o aprofundamento da pesquisa, é objetivo central da realização do fórum, que oferece oportunidade única aos professores, estudantes, pesquisadores e folcloristas para a multiplicação dos saberes e a ampliação dos canais de divulgação do tema.
            Uma realização conjunta do Conselho Estadual de Cultura com a Comissão Gaúcha de Folclore , juntamente com a Fundação Santos Herrmann UNIJUÍ, UETI - União das etnias de Ijuí, a prefeitura municipal e a Câmara Municipal de Vereadores de Ijuí foi realizado, em 2018, o primeiro fórum estadual de folclore e culturas populares.

            "Essa iniciativa é a comprovação que a temática do folclore e das culturas populares estão na pauta de prioridades do Conselho Estadual de Cultura. Do 1º Fórum  surgiram demandas e propostas de políticas públicas para esta área. Vamos investir no 3º Congresso de Cultura e no 2º Fórum Estadual" - Disse o presidente marco Aurelio Alves.

Chegou ao fim mais um Congresso...

          Muita gente acessou meu blog ontem (domingo) para ver o que eu iria me manifestar sobre o 67º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado nas terras missioneiras de São Francisco de Borja, primeiro dos Sete Povos e terra dos presidentes, pois forneceu dois para nossa nação, Getúlio Vargas e João Goulart, o Jango. 

          Mas preferi o silencio. Não, não fiz nenhuma foto deste conclave. Nem sequer me inscrevi. Fiquei na rua conversando com amigos e analisando o que estava acontecendo. Antes de mais nada, quero parabenizar a Márcia Cristina Borges, primeira mulher a presidir o pioneiro, 35 CTG e que aprovou o tema anual "Mulher Gaúcha:70 anos de inclusão no Tradicionalismo Gaúcho Organizado, suas conquistas e participações". Depois quero analisar a questão dos temas anuais, pensando que... deve-se analisar o ano, ver se tem algo importante aniversariando, para que possamos fazer as devidas reverencias, pois temas atemporais podem esperar mais um ano. Ms aqueles que dependem daquele ano para ser comemorado, deve ser priorizado. Pelo menos vejo desta forma. Paixão, por exemplo, não deve ter um ano de tema anual. Paixão e Lessa devem ser reverenciados anualmente... sempre!

           Sobre as mudanças urgente de regiões, nem irei me debruçar. O pior é ler pessoas dizerem: "Mas não fiz nada ilegal! Vou processar!" - Gente, quero ver como será no encontro regional e dizer aos patrões: "Eu fiz por que precisávamos ganhar!". Baita exemplo para membros de invernadas e laçadores que tem uma imensa burocracia para mudar seu cartão. 

             Ouvi: "Estamos iniciando um novo tempo, agora livre dos coronéis, que se acham donos!". O que seriam, Coronéis? Mandantes que não querem sair do cargo? Indireta para Patrões? Indiretas para quem vai para um 3º ou 4º cargo consecutivo? Para coordenadores que estavam presentes? Temos coordenadores que tem mais de 10 anos à frente de regiões. O recado era para eles? Ser tradicionalista, existe mais e menos? Eu sou mais colorado que outro colorado? Sou mais gaúcho que outro gaúcho? Questionamentos que movimentaram os bastidores do Congresso. Mas, é democracia. E sendo democracia, a maioria vence. Então, sejam felizes, todos. Que não haja mais ofensas. Que cada um siga seu caminho.

Sobre Elenir Winck

            Podemos resumir como uma mulher guerreira que entra para a história como a primeira a desafiar um ambiente sempre comandado por homens. Pode ter aberto precedentes, pois mesmo com todos prognósticos contra (seis meses de campanha, contra um ano inteiro do outro candidato - Coordenadores que se comprometeram e tiveram de cumprir levando seu povo) ela conseguiu dividir os votos, com discursos tranquilos, e muita ética em suas ações. Mesmo contra todas as probabilidades, Elenir fez toda a sua campanha pagando do seu bolso, sem usar recursos do MTG, utilizando seu carro, ela e Ciro rodaram 30 mil quilômetros. Ela deixa uma marca interessante: Conseguiu fazer os homens debaterem entre si a possibilidade de uma mulher assumir a presidência da Federação dos CTGs.

Próximo Congresso
           A próxima reunião dos CTGs para traçar as metas para o ano, em 2020, será na 24ª Região Tradicionalista, sem cidade definida ainda. Até lá a Federação será gerida, pela quarta vez, pelo atual presidente, Nairioli Antunes Callegaro (2016/2019).

Dispensa do presidente da Comissão Eleitoral

          Em quase 30 anos de congressos, pela primeira vez vi um presidente de Comissão Eleitoral ser dispensado por rede social. José Aldomar dos Santos, veterano Conselheiro Benemérito, com uma vasta lista de contribuições ao Movimento, foi dispensado da função de presidente da Comissão Eleitoral pelo WhatsApp - Modernidade e tecnologia. 


Chapa 1 ou Chapa 2
          A assembleia geral eletiva deveria começar as 14h, quando as filas começaram a se formar em frente as placas com os números das regiões. Mas, à exemplo do ENART, o atraso foi grande. Além da escolha do novo presidente para a comissão eleitoral, a indefinição de quem seria chapa 1 e chapa 2, contribuiu para que as pessoas ficassem inquietas embaixo da lona, sufocantemente quente, onde aconteceu o pleito. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Neste final de semana tem o 67º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em São Borja

           Quando foi criado em 1954, o Congresso Tradicionalista serviu para criar um sistema organizado de manutenção e preservação da cultura do nosso estado. Uma necessidade. O MTG realiza, a partir de amanha, sexta, dia 11 até domingo, 13 de janeiro, o 67º Congresso Tradicionalista Gaúcho, na cidade de São Borja, 3ª Região Tradicionalista, "Terra dos Presidentes".

            O Congresso Tradicionalista é a reunião, em Assembleia Geral, das entidades filiadas efetivas ao MTG, como Federação. Cada entidade filiada poderá credenciar até 3 (três) delegados, cada um com direito a um voto, conforme o caso. 

            O Congresso tme o objetivo de traçar as diretrizes, rumos e princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho, no ano em exercício, promover a aproximação fraternal dos tradicionalistas (esse é o motivo de acontecer todos os anos, pelo menos uma vez), estudar os aspectos cívicos, culturais e associativos do MTG, especialmente os que o caracterizam como instituição
de utilidade pública. Os filiados ainda tem que apreciar o relatório final do Conselho Diretor e conhecer o parecer da Junta Fiscal sobre o movimento financeiro e as mutações patrimoniais, podendo questionar o uso dos recursos financeiros por parte da diretoria no ano que passou.

           Vejam as cartas de Lessa, quando falava na criação dos Congressos.

Carta de Barbosa Lessa ao amigo Dr. Fernando Brockstedt, em 29 de agosto de 1953:

   
        "Tenho recebido as colunas do Sadi e percebo que o nosso movimento vai de vento em popa. Agora, mesmo: "Movimenta-se o povo de Cruz Alta e de Caxias do Sul para fundarem uma nova entidade".
            Não dá para adiar mais aquela nossa ideia de realizar um congresso tradicionalista. Já não falo da Federação; Se não for possível fundar agora, com alicerces firmes, que fique para mais tarde. Mas o congresso, em si, precisa ser realizado de uma vez.
           Que se funde uma comissão organizadora do congresso para que não cheire a "panelinha", a coordenação-geral deve ficar sob a responsabilidade de alguém que não seja, nem do 35, nem da União Gaúcha, nem do Galpão Campeiro - mas vocês ficariam na base, garantindo o sucesso. E seria muito positivo se vocês pudessem manter, em Porto Alegre ou outra cidade, um funcionário pago encarregado de enviar correspondência para todos os ctgs e, principalmente, manter intenso noticiário através do Correio do Povo, do Diário de Notícias e principais rádios de cobertura estadual. Outra sugestão, que o congresso não se realizando em Porto Alegre, em Pelotas, em Erechim, mas em uma outra cidade da região central do estado, como Santa Maria, Cachoeira do sul que são de mais fácil acesso pelas delegações vindas de outras regiões. Finalmente, sugiro que seja aproveitado prestígio intelectual do Sr. Manoelito de Ornellas para que seja orador da sessão de abertura do Congresso".

Carta de Barbosa Lessa ao amigo Dr. Hugo Ramirez, em 29 de agosto de 1953:


         "Grande amigo, Hugo Ramirez: Com referência ao nosso Congresso, acho essencial que não seja dada muita ênfase a baile, festival, churrascos festivos, que os CTGs sejam convidados para ouvir discutir teses apresentadas ao plenário. Se vocês não cuidarem dessa parte vão aparecer os melhores dançadores de "chula" e os mais fervorosos comedores de carne, sem ninguém capaz de dar voz e ouvidos aos problemas fundamentais da tradição. 
            Se cada Centro enviar um representante capaz, teremos mais de 20 pessoas discutindo com o entusiasmo o ideal tradicionalista, e assim a coisa vai mesmo em frente. Se o congresso durar uma semana e forem selecionados seis oradores, dentre os mais capazes, os demais desempenharão seu papel discutindo as teses com seriedade. Temas como: "tradição e cultura", "tradição e arte", "Tradição e Assistência social" e outros temas bem específicos. E ao fim de cada exposição seriam tratadas as normas práticas para aplicação dos princípios e sugestões expostos".

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Elenir Winck participa de Encontro de Patrões em Alvorada, 1ªRT

Alvorada tem um belo time. Jair é o maestro desta orquestra, que tem tudo para dar um show em 2019
             No dia em que o município de Alvorada realizou um encontro de patrões no CTG Tradição, Elenir Winck esteve presente, mais uma vez, para apresentar e relembrar suas propostas para o pleito que se aproxima.
              A Subcoordenadoria de Alvorada é gerida pelo ex-Diretor campeiro da 1ªRT, Jair Martins, apoiado por uma bela equipe de pessoas preocupadas com o crescimento cultural do município. Jair Martins colheu as informações do encontro que presidiu e dará prosseguimento ao trabalho enviando a Ata para os patrões.
               Depois do atual presidente do MTG fazer sua manifestação por 21 minutos, Elenir, com eu jeito elegante e, com propostas concretas, falou por 14 minutos para os presentes. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Elenir fala de um Movimento Tradicionalista para o futuro

O Jornal Zero Hora, no final de semana de 05 e 06 de janeiro, publicou artigos dos candidatos à presidência do Movimento Tradicionalista Gaúcho. 
Confira a publicação de Elenir Winck.


Tradição de Gerações

     Do que fazemos hoje e de como a sociedade evoluirá nos campos ético-moral e tecnológico: disso depende o futuro do Movimento Tradicionalista Gaúcho. O MTG, apesar de suas características conservadoras, não está imune às influências externas, pois, ainda que tenha suas bases calçadas na tradição e no folclore, necessita compreender a sociedade dinâmica e em constante mudança na qual vivemos, bem como todos os meandros da contemporaneidade. E a sociedade, de modo geral, vem sendo, no decorrer destes 52 anos, muito simpática e apoiadora dos princípios que norteiam o MTG, pois reconhece como sendo uma organização que carrega em sua história o compromisso muito sério com a cultura gaúcha, movimentando números significativos de pessoas em seus eventos. Pode-se dizer, portanto, que é fácil “divulgar” o tradicionalismo, já que o Movimento Tradicionalista Gaúcho é uma organização atraente aos olhos do mercado (muitas empresas buscam se aproximar dele) e movimenta, direta e indiretamente, a economia do Estado.
            Por esse e por tantos outros motivos óbvios é que o futuro do tradicionalismo é brilhante e promissor.
Elenir apresentando suas propostas durante sessão especial do Conselho Estadual de Cultura
          Mas de nada vale se não olharmos para tudo isso com os olhos do coração, como diz a música do Desafio Farroupilha deste ano.  Afirmamos isso porque pensamos que não devemos“profissionalizar” o nosso tradicionalismo a ponto de termos uma Liga Profissional de Tiro de Laço, ou um Campeonato Nacional de Danças, por exemplo.

           Sendo a cultura um bem imaterial, esse legado vem de nossos antepassados e só faz sentido se brotar genuína e espontaneamente. Cultuamos esses hábitos e costumes por questões interiores, gosto, amor, paixão talvez. Por necessidade de identificação com o grupo e, por consequência, de nos reconhecermos como sujeitos e, a partir de então, como seres universais.
Sempre com empatia, calma e tranquilidade em suas falas
A profissionalização traria, sem dúvida, recursos financeiros e investimentos por parte de pessoas que buscam lucro. Teríamos, talvez, mais pessoas participando dos eventos, mas como competidores, em sua maioria, e não como tradicionalistas. Contudo, essa questão é complexa e demanda um estudo aprofundado e filosófico. A verdade é que foi com amor, carinho e respeito que chegamos até aqui, pois tradição se passa de pai pra filho, de geração pra geração. Os (en)cargos não são remunerados. O que há é entrega e dedicação quase que integrais por parte de quem assume esses postos.

            Precisamos aprimorar e incluir cada vez mais o tradicionalismo na sociedade e no mercado assim como ele é, com suas características, suas deficiências e o seu “jeito” próprio, mas sem desconsiderar as mudanças pelas quais a sociedade vem passando no decorrer dos anos, pois é uma entidade “especial” que contribui com a sociedade e tem muito mais a oferecer. Haja vista ter entre seus princípios auxiliar o Estado na resolução de seus problemas fundamentais.


Elenir Winck

domingo, 6 de janeiro de 2019

Era necessário reunir os CTGs. Surge o 1º Congresso Tradicionalista, em 1954

          Diferente das tentativas do final do século XIX (anos 60 e 90) e início do século XX (1920), o movimento que nascia reunia um pouco de tudo o que houvera antes (gana farroupilha, o civismo e a literatura), mas com características associativas e o estabelecimento de laços solidários entre seus participantes. A diferença de cada época pode estar ligada à tecnologia existente. Até aquele momento, a difusão ocorria através de recursos da comunicação interpessoal, “de boca”, mas, a partir de 1953, os atores começaram a usar veículos de comunicação de massa, como jornal “Diário de Notícias”, com o jornalista Sady Scalante e a Rádio Farroupilha, com o programa “Grande Rodeio Coringa”, de abrangência estadual, que chegava a marcas históricas de audiência e que teve como animadores Paixão Côrtes, Darcy Fagundes, Luiz Menezes e Dimas Costa.

           Os pensamentos eram diversos. Uns acreditavam que os CTGs deveriam ter preocupação cultural no sentido do estudo da história, da literatura e do folclore. Outros temiam que as entidades fossem somente pelo lado do entretenimento, com charlas e bailantas,em contraponto aos que achavam que o lazer era importantíssimo para o homem. Havia os que supervalorizavam o 20 de setembro, a evocação farroupilha e seus heróis, enquanto outros acreditavam que eles apenas desempenhavam uma função psicológica de arquétipos, a qual o indivíduo se apegava simbolicamente. A diversidade de opiniões acabou por gerar uma ideia unânime: era necessário reunir os CTGs e começar a discutir os caminhos a seguir. Começava a ser gerado o 1º Congresso de CTGs do estado.

 
Churrasco no 1º Congresso
         Os Congressos Tradicionalistas proporcionaram condições de serem estabelecidos e mantidos padrões homogêneos, princípios comuns e a fundamental troca de experiências e interação entre as entidades que surgiram, muitas vezes, sem saber exatamente o que fazer. Eles tiveram uma importância fundamental para a criação de um sistema organizado do tradicionalismo gaúcho. Se a criação do “35” CTG foi a grande largada para o Movimento Tradicionalista Gaúcho, gerando o aparecimento dos CTGs em todos os rincões, o primeiro encontro deles, em forma de congresso, foi o passo inicial para a formação de uma federação.

            O 1º Congresso Tradicionalista Gaúcho, que aconteceu em Santa Maria, no ano de 1954, não foi um simples encontro dos 38 CTGs existentes na época, foi muito mais, pois reuniu mentes brilhantes como Manoelito de Ornellas, Luiz Carlos Barbosa Lessa, Luis Alberto Ibarra, Getulio Marcantonio, Lauro Rodrigues, Hugo Ramirez, Ruy Ramos, Paixão Cortes e muitos outros. Neste congresso de 1954 foram apresentadas teses que transcendem o tradicionalismo, como a de Barbosa Lessa: “O sentido e o valor do tradicionalismo”, ou “a importância da reforma agrária”, de Ruy Ramos, ou mesmo, “Os valores morais do Gaúcho”, de Oswaldo Lessa da Rosa.

               Foi no primeiro congresso que Getulio Marcantonio apresentou a moção para a criação da carta de princípios, sete anos dela ser ajustada definitivamente. E nesse tempo, Glaucus Saraiva nem fazia parte do grupo que iria elaborar o documento máximo do Movimento Tradicionalista. Também foi nele que Fernando Brockstedt, da União Gaúcha, de Pelotas apresentou a ideia de uma federação para unir os CTGs do estado.

Fonte: Livro
50 anos do MTG

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Identidade Gaúcha traz, terça dia 8, o presidente do CEC, Marco Aurélio Alves



            Nesta terça-feira, dia 8, estaremos recebendo o Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, Marco Aurélio Alves. Reeleito por seus pares, está à frente do Conselho mais uma gestão. Alves tirou o CEC do gabinete e foi para onde se faz cultura. Não é de ficar parado e convoca seus parceiros para ir na fonte e trabalhar lá, onde a cultura é feita. Vamos conversar no programa e saber mais sobre as politicas de cultura para 2019.

            Nascido em Canela, Marco Aurélio Alves, Bacharel em Artes Cênicas, iniciou sua vida profissional, nos anos 80, como Produtor Cultural e, em seguida, uniu a essa atividade as funções ator, diretor e professor de artes cênicas tendo estudado e lecionado na Escuela Teatro Imagem, em Santiago, no Chile. Depois da incursão na vida cultural, ampliou o leque de atuação especializando-se em gestão de Cidades, tendo frequentando curso de especialização em elaboração de projetos e captação de recursos oferecido pela Unesco. Desde 2013 é gestor do Instituto Brasileiro da Pessoa e estudante de psicologia. 
Marco Aurelio foi homenageado com a Medalha do Mérito Cultural Lilian Argentina, pela Comissão Gaucha de Folclore
           Apaixonado pelo trabalho realizado nos pequenos municípios, de 1993 a 1996 foi Secretário Municipal de Cultura, Desporto e Turismo em Santo Antônio da Patrulha; de 1997 a 2000 exerceu a função de Secretário Municipal de Planejamento, em Tramandaí, tendo acumulado, no último ano, a função de Secretário Municipal de Cultura e Turismo; No ano seguinte, 2001 assumiu como Secretário Municipal de Planejamento de Santo Antônio da Patrulha permanecendo até 2006, tendo retornado ao mesmo município, de 2011 à 2012 quando foi Secretário Municipal de Desenvolvimento Social cargo que, em 2013, exerceu no município de Três Passos. Além disso, de 2001 a 2004 presidiu a Fundação Museu Antropológico Caldas Junior

Prosiando - Condição de Ajuste da Prenda Nora Maria Dutra Ferreira

           Para nos associarmos a qualquer Clube, basta aceitar as exigências que o estatuto faz. As vezes é só pagar a "Jóia". As vezes existem outros pré requisitos. O Primeiro CTG que foi criado em abril de 1948, formado somente por homens, tinha uma cobrança que era a chamada "condição de ajuste", ou seja, o individuo tinha que desempenhar uma determinada tarefa, por ele escolhida para se associar. Ao fazer, mostrava ser apto e, ai sim, a aprovação da diretoria.
Nora Maria Dutra Ferreira - 88 anos. Adora ler seu Jornal e revistas, como a Veja
           Quando chegou o ano de 1949, que foi a vez das mulheres entrarem para o movimento que nascia, em 'prol' das tradições gaúchas, também foi necessário elas "se ajustarem". Nora Dutra Ferreira, hoje com 88 anos, irmã de um dos integrantes do "grupo dos 8", Cyro Dutra Ferreira, teve que apresentar seus 'dotes' artísticos e fez um conto. Em recente visita que fizemos à ela, juntamente com a a primeira mulher que foi patroa do pioneiro, 35 CTG, Márcia Cristina Borges, conversamos e analisamos documentos datados de 1949, inclusive material do primeiro Congresso Brasileiro de Folclore.


        Dona Nora nos mostrou álbuns contendo relíquias do inicio do Movimento, do inicio do 35. Além de comentar com muita propriedade, de quem viveu aquela história, momentos marcantes de quando as mulheres conseguiram ocupar seu espaço naquele movimento que nascia.

        Márcia aproveitou para fazer uma serie de perguntas para solucionar algumas dúvidas que tinha. Com muita disposição e lucidez, Dona Nora respondeu a todos questionamentos e ainda fez brincadeiras. "Então vamos ter uma mulher concorrendo à presidências do MTG? Já era hora. Continuamos lutando por espaços, mesmo 70 anos depois" - brincou. 

        Uma gentileza fora do comum, solícita, ela demonstra empatia com as pessoas... essa é a dona Nora. Tão bem acompanhada pela sobrinha Isabel Ferreira, outra gentileza em pessoa, nos deram as informações que buscamos, além de elogiar a proposta que busca ser tema do MTG em 2019.
Extraído de material original datado de 11 de novembro de 1949

Prenda Mirim da 1ªRT realiza ações de seus projetos

           No mês de Dezembro de 2018, a 1ª Prenda Mirim da 1ª Região Tradicionalista, a menina Izabelly Borges Albrecht realizou o projeto “MTG e a comunidade Escolar” na Escola Estadual de Ensino Fundamental Madre Maria Selima, na cidade de Porto Alegre e teve, como público alvo, os alunos do 3º ano do ensino fundamental, os professores e colaboradores da escola.

Primeira Ação

           O projeto denominado de “Pioneiro na Escola” desenvolveu-se em duas ações: a 1ª ação intitulada de “Oficina de Brinquedos Folclóricos”, ocorreu no dia 11 de Dezembro de 2018 e trouxe aos alunos, professores e colaboradores da escola um resgate e uma mostra cultural dos principais brinquedos folclóricos do Rio Grande do Sul, onde todos tiveram a oportunidade de manusear e aprender um pouco mais sobre estes brinquedos que muito alegraram a infância de nossos pais e avós.

Segunda ação

           A 2ª ação do projeto ocorreu no dia 13 de Dezembro de 2018 e trouxe aos envolvidas uma “Oficina de Brincadeiras Folclóricas” onde confeccionaram Brinquedos Folclóricos com material alternativo como o Bilboquê, a bola de meia, os pés de lata e bonecas com linhas de lã. Na sequencia os alunos foram encaminhados para o pátio da escola onde desenvolveram diversas brincadeiras como “ovo choco”, caçador, pega-pega e tiveram a oportunidade de brincar com os brinquedos confeccionados em sala de aula.

Nota de Falecimentos



            Faleceu, no dia 02 de Janeiro de 2019, o tradicionalista e fundador do CTG Minuano Catarinense de São Joaquim. Brasiliano Camargo Filho, tinha 91 anos. Tio Brasa Camargo e a Tia Maria, sua esposa, foram tradicionalistas da mais alta qualidade, sempre ajudando nos rodeios da região. Foi também um dos doadores de gado Caracu nos Rodeios estaduais. Tio Brasa, teve uma grande participação na construção da sede administrativa do MTGSC.


           Registramos aqui, também, a partida do castelhano, amigo da Cavalgada da Costa Doce, Jorge Rocha, que nos deixou  dia 3 de janeiro. "Quantas vezes encilhou nossos cavalos...Quantas vezes deixou de cavalgar para levar nosso carro...Quantas vezes nos emprestou utensílios...Quantas vezes nos momentos difíceis nos deu uma palavra amiga ou apeou do cavalo para ajudar... Quantas vezes nos fez sorrir e gargalhar" - Registrou Jeandro Garcia.