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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Tudo sobre trovas e trovadores no blog do amigo Adão Bernardes

Clique na imagem e visite o Blog de Adão Bernardes
            Seu Adão Bernardes, veterano trovador, pajador e poeta está lançando um livro: "O melhor está por vir". Obra de 96 páginas, com 32 poesias, estará no mercado poético até o Rodeio da vacaria.
          Adão Pedro Bernardes, nasceu em São Francisco de Paula, em 28 de junho de 1959, e transita intimamente nas áreas da trova, poesia, canção e pajada. Como compositor conta com mais de 100 obras gravadas, nos gêneros gaúcho e sertanejo. Com suas composições já venceu o 1º Bordoneio do Canto Ibiá, de Montenegro e o 1º Sergapo, de São Leopoldo.

           É poeta e autor dos livros “Cantando em mi maior de gavetão” (1994), e “O Grande Espelho da Vida” (2013), além de ter participado como convidado do livro Ronda do Carijo (1984). Como intérprete gravou quatro CDs: Adão Bernardes e seus convidados (2001); Antologia da guampa (2004); A Doma do Potro Sinuelo (2010); e Minhas Trovas (2012). Também fez uma participação especial, como convidado, no CD Pajadores do Brasil, da USA Discos (2001), e no CD “Feras do Improviso em Trovas e Pajadas”, da Gravadora Portal X, de Porto Alegre. 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O jovem campeão das sextilhas - Elizandro Chaves

Elizandro Chaves, com apenas 2º anos, natural de São Gabriel, militar do exército e estampa as cores do CTG Lenço Verde, de sua cidade foi o campeão da Trova Campeira do Enart.

Cravinho (E) com seu irmão Elizandro, jovem talento do verso de improviso.
De onde surgiu essa “veia” de trovador?
É praticamente unanimidade na família, varias gerações de trovadores.

Como um jovem improvisador vê o futuro do verso de repente? 
Acredito que se seguir esse altíssimo nível nos eventos e, com o bom nível de repentistas jovens, a trova e a pajada ainda terão um futuro promissor. As duas vivem dias de expectativa e esperança que surjam mais praticantes dessas artes. Está até surgindo novos repentistas, mas muitas vezes acabam largando a modalidade por que os critérios de desempate dão sempre desvantagem o mais jovem. Fica aqui minha critica construtiva sobre critérios adotados em alguns eventos.

Alguns títulos importantes
Bicampeão Cachoeira de Versos-(Camaquã-RS), Bicampeão do Canto e Trova de Sepé (São Sepé-RS); Bicampeão Gabrielense de Trova; Campeão do Desafio de Trovadores (Cacequi-RS); Campeão da Peleia de Campeões (Tupanciretã); Campeão do encontro regional de Trovadores (Rosário do Sul) e Campeão do Enart, entre outros.

O melhor dos melhores na trova do Enart 2018 - Cravinho

           Em um passado não muito distante, quando o rádio era a grande tecnologia da informação e da comunicação (as redes sociais, das décadas de 40/50 do século passado) os auditórios eram lotados para os grandes desafios e o gaiteiro era, nada mais nada menos, que Pedro Raymundo. Quando o Grande Rodeio Coringa, da Rádio Farroupilha, ‘explodiu’, a trova ganhava força e espaços na sociedade. Com o tempo foi deixando de ser assim. O Enart procura valorizar estas modalidades como a Trova campeira, Trova Estilo Gildo de Freitas, a Pajada, a Trova do Martelo. Mas já houve, em outros tempos a Trova Tira-teima e Oi-La-Rai.

            Conheça um pouco dos campeões das trovas Campeira, Gildo de Freitas e da Pajada. Três títulos, uma só familia.

Uma família dedicada ao verso e as trovas

No Desafio de Trovas, de Cacequi, o veterano trovador José Estivalet, de brincadeira em uma trova de pua, apelidou Paulo Rogério de Lima, de Cravinho. Hoje ele é conhecido dentro e fora do Rio Grande por este pseudônimo.

 
Cravinho (D) recebe o troféu de Paulo Roberto de Fraga Cirne
          Paulo Rogerio Lima Chaves, 41 anos, natural e morador de São Gabriel, onde representa o CTG Tarumã, sagrou-se campeão de Pajada e de Trova estilo Gildo de Freitas na 22ª edição do Enart, junto com seu irmão Elizandro, que venceu a trova campeira (mi maior de gavetão) trazem a veia de trovador da família Macedo (de sua mãe), da localidade de Cerro do Ouro.


Tem mais gente na família que aprecia esta arte?
           O mais antigo trovador da família é o ‘Crioulo dos Pampas’, conhecido por gravar a musica “Nego bom não se mistura”. O Júlio Monteiro e o Macedinho, entre outros, que somam uns 20 da mesma família. Hoje, com a nova geração tem meu filho Roger Chaves, meu irmão, Elizandro Chaves e meu sobrinho, Turco Chaves que, juntamente comigo, há quatro anos somos premiados nos mais importantes festivais de trovas do estado. E entre os 10 melhores do RS.

Como trovador e Pajador, qual a tua visão sobre o futuro do verso de improviso no meio tradicionalista?
           Como trovador e pajador eu parei de participar de eventos por seis anos. Tive depressão profunda e retornei para ajudar no tratamento. Minha volta também foi para ajudar a manter viva essa arte repentina, seja trova, ou pajada e vejo nos jovens gabrielenses Roger, Elizandro, Turco e, no alegretense, Ryan Almeida, em Gravataí Andersom Brum e outros. Vejo um futuro garantido. Eu tenho ido em algumas cidades orientar e incentivar novos trovadores e hoje em Feira de Santana, na Bahia, tenho um discípulo do verso gaúcho, o repentista José Pereira, que já tem condições de disputar qualquer evento nos nossos estilos. Quero lembrar também que minha irmã Diovana Chaves também é da ala jovem.

Fale de alguns títulos que marcaram pra ti
            Tetra campeão do Rodeio do Mercosul. Bi campeão Rei da Trova, na edição de ouro do Feggart. Seis vezes premiado Enart . Melhor Trovador do ano pela Associação de Trovadores Luiz Muller, de Sapucaia do Sul.  Depois do meu retorno, obtive mais de 100 premiações.