sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Gazeta Brazilian News anuncia atrações em Orlando, Flórida

Jornal Gazeta Brazilian News
           Além de Joca martins, Grupo Arte Nativa, de Viamão, Rogério Bastos e Liliane Pappen, falando sobre o Chimarrão, bebida símbolo dos gaúchos, tem também o espetáculo de humor com o Guri de Uruguaiana. De 2 a 4 de março em Orlando, na Flórida.

16º Sarau de Prendas do CTG Porteira da Serra, de São Marcos

          O convite é da prenda Roberta Castilhos, 1ª Prenda da 25ª RT e do 32º Rodeio Internacional da Vacaria: "Como já é tradição por aqui, mais um Sarau da Prenda Jovem vem chegando no CTG Porteira da Serra. Convidamos todas as prendinhas de 14 a 17 anos e as entidades tradicionalistas para que façam parte desse evento tão lindo... " - Mais informações com ela, pelo WhatsApp (54) 999341170

"Eu não toco Raul" - Diz Pedra Letícia e "Eu não toco Teixeirinha" - Radio CS, de Canoas

           Que a banda Pedra Letícia canta "Eu não toco Raul" é do conhecimento geral, mas jamais humilharam ninguém, até brincam dizendo que "ele é um cara legal". 
"Eu não toco Raul, cês me desculpem
Eu acredito quando você diz que ele é legal
Eu não toco Raul, cês não me culpem
A banda preza pelo estilo Sidney Magal"

            Mas a comunicação na Radio CS, foi meio longe demais e entrou em conflito com ouvintes e admiradores de Vitor mateus Teixeira, o Teixeirinha. A rádio comunitária CS, de Canoas, foi fundada em 1994 e que, atualmente opera no bairro Jardim Atlântico, em Canoas,  tem grande parte da sua programação destinada a música regional gaúcha, forró e sertanejo. Mas a notícia de que a apresentadora da rádio havia desdenhado de Teixeirinha e do ouvinte que pediu a música, revoltou os fãs e virou uma batalha virtual de ofensas.

           Bruna Scopel, gaiteira de Passo Fundo, cidade de de onde veio o pedido da música, postou o vídeo em seu facebook, mostrando o desrespeito com o ídolo do Rio Grande. Mas o grande problema foi a forma com que a locutora tratou o assunto, com total deboche, e não suficiente, falou com o diretor da Rádio que também entrou ao vivo, falando absurdos sobre o pedido do ouvinte: "Lá em Passo Fundo da pra ouvir a música, se eu botar aqui o Teixeirinha agora, eu derrubo o programa, e eu tenho que toca música pra jovem né..." e "...não adianta contentar um e perder mil, ou dois mil...".


        A locutora manda um recado que "Não autorizo o uso da minha imagem..." - talvez, seria melhor não transmitir ao vivo, então. E segue queimando os ouvintes: "E quem não gosta do programa simplesmente não assistam, não estamos implorando que entendam um programa de rádio". Acredito que as pessoas entendam. Se é programa sertanejo, não tem música gaúcha. Mas, não precisa humilhar o ouvinte que pediu a música e, muito menos, desfazer um ídolo do estado.

           Acredito que um principio básico do comunicador é não expor de forma negativa a imagem do veículo. O comunicador busca a aproximação com o ouvinte, que nem sempre é de sua comunidade, pois hoje estamos na internet para o mundo. Tanto que, quem pediu a música, foi um passo-fundense.

           É importante se ter respeito pela história e pelos usos e costumes de um povo para se conviver bem em um estado que preza pela sua cultura e seus ídolos. Teixeirinha é uma referencia musical importante para nosso estado e, isso, não podemos negar.

Uma carioca que faz sucesso na música gaúcha. Conheça um pouco de Giovanna Vedovi

           Essa “cariúcha”, assim carinhosamente apelidada pelos amigos, Giovanna Vedovi, é nascida em São Gonçalo/RJ, filha de um Gonçalense, Adriano Vedovi e uma Gaúcha, de Porto Alegre, Cláudia Domingues Vedovi. Ainda pequena, aos 7 anos, Giovanna mudou-se para Porto Alegre com a família.
           Seu pai já havia morado no Rio Grande do Sul, entre os anos de 1995 e 1997, atuando em um trabalho voluntário, onde aqui conheceu e se apaixonou a primeira vista pelas tradições do estado. Em sua partida levou para casa itens da cultura gaúcha e alguns CDs de músicas nativistas, para que pudesse aprender a tocá-las em sua cidade natal. 
           
Giovanna com a irmã e o pai, em 2010
Em 1998, casou se com uma gaúcha de Porto Alegre, o que o aumentaria seus laços com o Rio Grande. Tiveram sua primeira filha, a Giovanna Vedovi e, contrariando o desejo e expectativa da família do RJ, Adriano e Claudia vieram para Porto Alegre para comemorar “aqui” o aniversário de 1 ano da Giovanna, promovendo uma festa temática nativista, com direito a vestido de prenda e bolo no formato e cores do RS. Mas só em 2010 a família realizou um dos seus sonhos, de vir para Porto Alegre ter o nascimento da filha caçula (Giulianna Vedovi) e assim ter uma, das três filhas, nascida em solo Gaúcho. 

           Depois de muitas idas e vindas, no mesmo ano, Adriano optou em permanecer em definitivo na capital gaúcha e, desde então, todas as filhas tem sido apresentadas a cultura gaúcha, participando de eventos culturais, ouvindo músicas nativista, conhecendo CTGs e passeios ao tradicional Acampamento Farroupilha, que já se tonou uma tradição da família Vedovi.

BLOG – De onde nasceu essa paixão pela musica gaúcha?
       A música já está na minha casa há muitos anos, e veio dos meus avós paternos que sempre cantam e tocam violão, até hoje. O meu pai também gosta de música, e já tocou contra-baixo em uma banda de Rock, porém nada muito profissional. Eu cresci vendo e ouvindo ele tocar algumas músicas no violão, mas foi aqui em Porto Alegre que comecei a despertar o gosto pela música, isso aos 7 anos, me apegando ao gênero Pop internacional da década de 80 e 90, dando trabalho ao meu pai que teve que aprender a tocar várias músicas no violão para me acompanhar.
Giovanna com a professora Cristina Sorrentino, noa abertura do Show do Padre Fábio de Mello
BLOG – Quando começastes a cantar e competir?
           Foi em 2014 quando participei de um show de talentos na igreja em que frequento, e interpretei Whitney Houston e Nika Costa, onde fui notada (risos). Uma pessoa da plateia gravou um vídeo da minha apresentação, que chegou até as mãos da cantora Soprano Cristina Sorrentino, que falou com meu pai e me convidou para fazer aulas de canto. 

            De lá para cá me dediquei ao aperfeiçoamento vocal e tive também aulas de piano. Estava indo bem, e após 10 meses de aula meu pai fez minha inscrição na primeira Edição do The Voice Kids, em 2015, e participei da seletiva do Programa lá no Rio de Janeiro. Em 2016, novamente convidada para as seletivas do The Voice Kids, 2ª Edição. Então fui convidada a participar do projeto social, o "Grupo Crianças EmCanto", que é coordenado pela minha Professora de canto Cristina Sorrentino e meu Professor de piano Karlo Kulpa, e ali tivemos a oportunidade de cantar com a Shana Muller, Ernesto e Neto Fagundes. Incentivada pela minha professora, meu pai me levou para cantar em Rodeios, e comecei a conhecer melhor as letras das músicas, as melodias e o mundo nativista mais de perto!
No projeto "Crianças EmCanto" no palco do Acampamento Farroupilha" 2017
BLOG – Já vencestes prêmios e festivais de musica?
           A minha trajetória em eventos nativistas é muito tímida ainda. Só em 2016 comecei a participar de Rodeios, mas devido a logística e os compromissos de trabalho, meu pai só conseguiu me levar em 5 Rodeios naquele ano, e tive o privilégio de vencer 4 deles. Sem dúvidas todos foram importantes para o meu aprendizado, mas considero ter vencido o FESTIRIM 2016 na categoria Interprete Feminino uma parte importante, pois fiquei mais segura e com desejo de ir mais longe. 
           Em 2017 me dediquei as atividades do Projeto Crianças Em Canto, na gravação do nosso 1º CD e apresentações culturais. Mas o ano ainda me reservava algumas surpresas (risos). Meu pai fez a minha inscrição no Quadro "Na Janela do Galpão", do Programa Galpão Crioulo da RBS, sem eu saber! E fui escolhida como destaque no mês de julho, e logo selecionada para a grande final em dezembro, e com mais de 30% dos votos fui escolhida como vencedora do Troféu Origens, como Destaque do Programa. Foi um sonho! Demorou dias para cair a ficha, e já estava me sentido realizada, quando tive a grata surpresa de saber que havia sido indicada para “Os Melhores do Ano da Música Gaúcha” na categoria REVELAÇÃO do Repórter Farroupilha Giovani Grizotti, do site G1/RS. Aí, quase tive um treco (risos)!! Apesar de concorrer com outros indicados de talento inquestionáveis, fui honrada com a vitória na categoria Revelação da Música Gaúcha de 2017, conquistando mais de 80% dos votos. 
Com Lucas Ferreira e Guilherme Castilhos, no Galpão Criulo
BLOG – Quais os planos para os próximos anos?
           Bom, as coisas não foram planejadas, e me considero “sortemente abençoada”, onde tenho o apoio incondicional de minha família, que me incentiva e ajuda dentro das possibilidade que vivemos. Mas ainda não paramos para traçar planos e metas sobre carreira ou coisa assim. Mas os próximos passos é continuar aprendendo mais. Me aperfeiçoando no canto e aprender além do piano outros instrumentos musicais, talvez violão, violino ou contra baixo, que acho bonito o som do grave. Minha prioridade é o Projeto "Crianças EmCanto", junto com os amigos Cássio Castilhos e Vitor Custódio, ambos vencedores de diversos Rodeios e Festivais Nativistas, e de onde me inspiro também, pois eles cantam com o coração. 
           Além deles tem a Alice Sorrentino e Sarah Alcará que cantam no grupo também, e o nosso CD já está pronto, todo gravado com várias músicas inéditas que o Elton Saldanha, Erlon Péricles e Luiz Carlos Borges fizeram, além das participações do Joca Martins, Renato Borghetti entre outros. 
Com a professora Cristina Sorrentino, Shana Muller e Paola Leonetti (D) no espetáculo LeDivas 2015
Comida preferida – Humm... eu como de tudo (risos), mas não dispenso uma boa pizza e comida japonesa. 
Livro – Amo ler! Já li vários livros, em especial da Paula Pimenta, Kiera Cass, da J.K Rolling (Harry Potter), mas atualmente leio a coleção “Sábado a Noite” de Babi Dewet.
Filme – Gosto de ação, aventura e mistério, mas a franquia Harry Potter é épico.

Créditos das fotos: 
Adriano Vedovi
Divulgação

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Departamento artístico, do MTG do Paraná, promove Congresso Técnico

Marcelo Francos
            O Congresso Técnico Artístico e a Oficina das novas danças do FEPART 2018 ocorrerá dias 3 e 4 de março, na cidade de Colombo, no CTG Querência Santa Mônica.

PROGRAMAÇÃO

Dia 03/03/2018 - Sábado
11:00h - Credenciamento
12:00h - Almoço
13:30h - Inicio das Atividades
20:30h - Jantar

Dia 04/03/2018
9:00h - Reinicio das Atividades
12:00h - Almoço
Douglas Ferreira

   

           Os CTGs com interesse em sediar as etapas do Circuito tem até o dia 24 de fevereiro de 2018 para confirmação das datas. Os organizadores lembram que o Congresso Técnico é para tratar de assuntos pertinentes a todas as modalidades, Interprete Solista Vocal, Declamação, Chula, Gaita, Dança de Salão, entre outras. Por isso a importância da participação de Patrões, Diretores Artísticos, Coordenadores e/ou Diretores de Departamento e demais interessados.

            Hotel oficial para o congresso técnico com preços promocionais a partir de R$70,00 Curitiba Park Hotel Fone 41 3666-5856 hotel fica bem Proximo do Clube.

            Informações Sobre o Pacote de Refeições oferecido Pelo CTG Querencia Santa Mônica pelo Fone 41 98886-9090 - Falar com Idair de Lima.

           O Custo para cada participante do Congresso e oficina das danças com a equipe avaliadores, será de R$ 50,00 por pessoa ou R$ 100,00 por CTG podendo neste caso inscrever número ilimitado de participantes.

          O prazo para confirmação das datas dos circuitos e também para propostas para o congresso artístico se encerra dia 24/02!

Lembrando que o congresso e para todas as modalidades artísticas.

Entrevista com o bem humorado percussionista, Rafa Martins

          Uma entrevista bem humorada com Rafael Martins, 37 anos, músico, frequentador do CTG M'bororé, de Campo Bom, 30ª RT, que nos fala um pouco de sua profissão e de curiosidades sobre ele, que muita gente não sabe.

BLOG – Conte-nos um pouco da tua infância e essa paixão pela musica
        Bueno, sempre fui fascinado pela música, sempre batendo em latinhas de alumínio, uma das minhas maiores frustrações foi não ter integrado a banda da escola(risos)! Mas meu primeiro instrumento foi um acordeon, foi presente da minha mãe/avó. Ela juntou dinheiro, com alguma dificuldade pra realizar um sonho meu de criança. O instrumento estava atirado no depósito da escola que ela trabalhava de serviços gerais. No início foi aquela febre mas como qualquer adolescente abandonei o instrumento. Me encantei pelo acordeon porque eu desde criança frequentei o CTG e, desde então, essa paixão vou carregar comigo até o último dia de vida!
 
      Depois de anos dançando e sempre acompanhando, admirando instrumentistas, cantores, bandas, muitas delas em fandangos nos CTGs, ía sempre batucando juntamente com os LPs, Fitas K7, gravando as músicas da antiga programação da Rádio Liberdade pra escutar repetidas vezes e tentar acompanhar o ritmo. Me dei por conta que poderia tocar em algum instrumento de percussão pois eu era bom de ritmo atribuído pela dança, principalmente pelos sapateados da chula onde me arrisquei sem sucesso (risos)! Mas em 2004 tive que interromper minha passagem pelos tablados pois, como eu era militar, fui voluntário para a "Missão de Paz no Haiti" (MINUSTAH) 1º CONTINGENTE, atuando 6 meses nesse país. Na bagagem a pilcha, CDs gaúchos e a saudade do RS me acompanharam!

BLOG – Por que escolhestes a percussão?
         Nas horas de folga e descontração em Port-au-Prince (HAITI) apareceram alguns instrumentos de percussão adquiridos lá mesmo, tambores de pele animal estaqueados em madeira talhada, achei o máximo e foi paixão a primeira vista, logo após ter o contato com o instrumento e sentir a ressonância produzida por um forte golpe, pensei comigo, "EU QUERO ISSO". Dali pra frente comecei a me interessar e pesquisar mais. Nesse período de missão tivemos férias de 20 dias, alguns voltaram para o Brasil por causa dos filhos e esposas, eu escolhi 3 dias nos EUA e 17 dias na República Dominicana onde lá sim pude conferir mais de perto o mundo percussivo, nas ruas, nas esquinas, nos bares, tudo era música regados a congas, bongôs, maracas e a partir disso eu creio que fiz minha escolha!
           No regresso da missão tentei voltar aos tablados, mas a dança tinha me abandonado (risos), foi então que comecei a brincar com um pandeiro gigante de 13' polegadas e de nylon, acho que pesava quase 1kg. Em casa cantarolava as danças tradicionais e ia acompanhando, sem saber o que era certo ou errado, na época não havia essa informação ou se existia eu não tive acesso. Hoje ajudo alguns colegas gravando vídeo inclusive e explicando a forma correta de tocar as danças tradicionais. Mas voltando ao assunto, acompanhava as batidas do violão e somente mais tarde fui informado que estava certo meus toques pois segui por instinto a Clave de Fá, como não tem nas partituras do livro das danças tradicionais (CAPA AZUL) me explicaram mais tarde que era aquilo mesmo e assim me joguei pro meu primeiro evento como percussionista no rodeio do Campo Verde, em Campo Bom.
Logo comecei a adquirir outros instrumentos, deixava de comprar roupas, deixava de ir a festas somente pra juntar grana e comprar mais instrumentos. Ao invés de cachê eu toquei muito em troca de instrumentos, praticamente toquei 4 anos assim.
          Tive muita sorte em ter muitas pessoas boas ao meu lado me incentivando, o regulamento dos rodeios e Enart eram mais abertos e eu me aproveitava disso pra me projetar no cenário musical desse meio, coloquei pratos, carrilhão, congas de madeira, bombo leguero, efeitos percussivos, montei uma mini bateria, enfim, aproveitei as oportunidades(risos), mas hoje vejo que isso só agregava para o concurso de coreografias, sempre respeitei muito o folclore e as pesquisas do Barbosa e do Paixão.
A partir disso estou aí até hoje, sempre colhendo informações, amadurecendo como músico e como pessoa pois isso é uma busca eterna, a percussão nos ensina isso, nunca vamos ter e aprender tudo. Esse aprendizado me fascina, cada lugar do mundo tem seus instrumentos percussivos e isso me atrai e graças a essa arte pude conhecer muitos lugares como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, França, Suíça, boa parte do Brasil, mais Haiti e República Dominicana. PERCUSSÃO É MAIS DO QUE UM INSTRUMENTO, É UMA FILOSOFIA DE VIDA! 
          Hoje em dia me paro as vezes a pensar, todos aqueles artistas que eu via na televisão, escutava no rádio e hoje já fiz som com a maioria deles, por isso eu sempre digo, TENS UM SONHO? SÓ NÃO REALIZA PORQUE NÃO QUER, SE EU CONSEGUI, QUALQUER UM PODE! 

BLOG – O que falta neste mundo musical para o profissional atinja seu potencial máximo?
         Creio que falte sim o apoio, uma maior atenção aos artistas no meio musical, vou abordar dois ambientes: Por primeiro, os musicais de grupos de dança. Muitos coordenadores não dão a devida atenção. Não estou aqui pra malhar ninguém, mas podiam delegar uma função pra alguém que fique em contato direto com os músicos, muitas vezes temos que correr atrás das informações, locais de apresentações. 
         Outro fato é que são raros os espaços destinados aos músicos pra um eventual ajuste de vozes, instrumentos, muitos eventos tem patrocínios e poderia disponibilizar pelo menos uma água pro pessoal que canta e toca, todos precisam carregar seus cases/bags pra cima do palco e fica aquela bagunça, creio que falte uma direção de palco em todos os eventos pra agilizar as passagens de som, 5 minutos é desumano, claro que ninguém vai ficar meia hora ajustando o som, mas uma direção de palco resolveria muita coisa.
         Por segundo os grupos de baile, olha aí o furo é mais embaixo, a vida na estrada é árdua, todos enxergam somente as alegrias, o sorriso no palco, mas mal sabem o que vem antes, durante e depois, muitas vezes tomar banho em um cano com água gelada, comida que é feita de qualquer jeito e muitas vezes fria, fora os perigos da estrada, músicos que possuem instrumentos que valem 15, 20 mil e tocam por um cachê de 200, 250 reais. 
         Todos merecem uma atenção especial. A boa vontade não custa nada pra ninguém, passar por um aperto as vezes tudo bem, mas sempre daí fica difícil, no final o amor a música e a necessidade financeira falam mais alto e fica por isso mesmo. Mas acho que todos nós podemos refletir e visualizar o que podemos fazer pra melhorar o ambiente profissional, o que podemos fazer pra ajudar o colega que precisa, o conselho que podemos dar pra um coordenador de grupo de dança, enfim, conversando conseguimos melhorar, sempre com a ajuda dos parceiros, talvez, possamos atingir um bom nível musical dentro de qualquer evento. Quem sabe na final do Enart 2018 tenhamos novidades quanto ao assunto (risos)!

BLOG – O que faz o Rafa quando não está tocando?
       O que eu faço quando não estou tocando? Eu continuo tocando (mais risos). Em casa tenho minha sala de instrumentos onde fica minha bateria e meu set de percussão,estou tentando entrar na área de produção também, o extra-palco,  onde a dedicação é extrema, sempre estar pronto pra resolver problemas de imediato, servir os artistas quando preciso, estou me encontrando com uma galera desse ramo e estou ficando muito empolgado com essa ideia de fazer isso além da tocada, com muitas coisas que já vivi no meio musical penso que posso fazer um trabalho diferenciado, sou um pouco saudosista, fico admirando fotos de palcos que já toquei. Imagina quando um grupo musical que saiu dos rodeios iria abrir um show do Roupa Nova? Foi demais. 
        Eu escuto muita música, muita música mesmo, consumo muita música gaúcha, coisas que já gravei entre CDs e DVDs, mas também preciso escutar outras coisas pois atuo na noite também, Pubs, bares, casas de shows, bailes, rodeios, festivais! 
        Penso muito no meu futuro e na minha família, e agradeço todos os dias a Deus pela esposa que ele colocou na minha vida, ela é a minha maior inspiração e minha maior motivadora, foi o mundo tradicionalista que me deu a oportunidade de conhece-la e sou grato por isso, tenho muito orgulho pois além de uma excelente profissional no ramo da beleza ela é uma exímia dançarina, uma ótima professora e a melhor companheira que escolhi pra viver até o fim dos nossos dias!

BLOG – E tua trajetória na música profissional?
          Então, em 2005, iniciei nos musicais de CTGs, primeiramente, no GAN Ivi Maraé de São Leopoldo, aprendi muito, tomei muito na moleira até ser visto por outros grupos, tive passagem por grandes CTGs, verdadeiras potências do nosso estado mas hoje vejo que não nada melhor do que nossa casa e a conclusão depois de passar por tantas entidades trabalhando é que a grandiosidade está no contexto geral e no CTG M'bororé (minha casa) tem tudo isso! Juntamente com o tradicionalismo conheci o pessoal da noite, aí a criança hora e a mãe não vê (risos) uma verdadeira escola, assim conheci o pessoal que atuava em shows.
         Por volta de 2006 conheci o cantor uruguaio, Raul Quiroga, e muito aprendi com esse querido amigo que conservo até hoje, em 2009 o meu amigo Dilson "Jóia" me apresentou ao cantor Wilson Paim onde atuei na banda por quase 5 anos. Se o músico fizer o seu trabalho com seriedade, responsabilidade e competência nunca vai faltar trabalho e nesse meio musical uma coisa puxa a outra, entre os shows apareciam muitas gravações, desde então gravei e toquei com muita gente como, Elton Saldanha, Maria Luiza Benitez, João de Almeida Neto e Pirisca Grecco. 
         Então, ainda tocando para os grupos de dança, uma galera se juntou no CTG Porteira Velha de Novo Hamburgo, o musical se formou por acaso pois contrataram os músicos aleatoriamente e a sincronia foi tão natural, a facilidade de montar arranjos, montar as vozes era muito rápida e dali saiu o "GRUPO MAS BAH", onde fui um dos fundadores e atuei por 5 intensos anos, viagens, shows, festas, brigas(muitas) risadas(muitas mais) vitórias e derrotas, assim é a vida de qualquer banda, cada um trava sua guerra. Ao final de 2016, me desliguei do grupo em busca de novos ares, novos desafios e eis que me deparei com o mundo baileiro, sempre admirei as bandas gaúchas pois frequentava munto na minha juventude os bailes, então atualmente toco muitos bailes com a dupla Paquito e Jóia onde fizemos alguns bailes juntamente com o cantor Walter Morais e também o cantor Mano Lima. Trabalhei, também com o Estúdio Musique do professor Willian Varela, "Projeto Nosso Jeito é Cantar", com Maria Fernanda Costa, Luis Arthur Seidel, Leticia Roennau, Anna Lira e Isabelle Mottini.
           Mas agora estou bem focado no projeto solo do Cantor e Acordeonista Lincon Ramos, acredito muito nessa empreitada e creio que é questão de tempo pra ser uma potência do sul do país no que se trata dos fandangos gaúchos. Já temos datas previstas inclusive em eventos oficiais do MTG e isso nos enaltece!

COMIDA: CARNE (não importa como, gosto de carne - risos)

LIVROS: Não sou fã da leitura, mas li TROPA DE ELITE, muito bom.

FILME: Vários, Resgate do Soldado Ryan, Falcão Negro Em Perigo, Sniper Americano (Será que gosto de filmes de Guerra? - risos)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Por que no Brasil, hoje, não é dia dos namorados?

           Dia dos namorados ou dia de São Valentim é comemorado em quase todo o mundo neste 14 de fevereiro - a data é dedicada ao bispo Valentinus, que desafiou a autoridade do rei e começou a realizar casamentos escondidos visto que lutou contra uma lei do Império Romano que proibia o casamento durante as guerras. Ele foi morto por continuar celebrando uniões, mesmo com a crença de que os solteiros lutavam melhor. Mas, no Brasil, a data é celebrada no dia 12 de junho e nada tem a ver com o santo.
           Aqui, o dia teve uma origem comercial, em 1948, quando a rede de lojas Clipper percebeu que durante o mês de junho sempre ocorria uma queda nas vendas relacionada à ausência de uma data comemorativa no mês. Para reverter essa situação, a empresa contratou o publicitário João Dória, que teve a ideia de copiar o Valentine’s Day e escolheu o dia 12 de junho para as comemorações...

Coordenadoria da 1ªRT toma posse dia 20

           A Coordenadoria da 1ª Região Tradicionalista lembra que no dia 20 de fevereiro será realizado o 1º Encontro Regional de Patrões, no CTG Tiarayu. A entidade localiza-se na Rua Abilío Muller, nº 251, Bairro Jardim Itu, em Porto Alegre. A programação começa as 20h30min com a seguinte pauta:

1 – Prestação de Contas;
2 – Posse da Coordenadoria;
3 - Assuntos Gerais.

           Nessa oportunidade o coordenador apresentará sua equipe de trabalho visando um desenvolvimento maior das atividades das entidades filiadas incrementando a comunicação e divulgação dos eventos da 1ª RT.
           A presença de todos os Patrões ou seu representante é importante para tomarem conhecimento de assuntos pertinentes e somar ponto na lista destaques.

OBSERVAÇÃO:
           A representação das Entidades Filiadas será através dos Patrões e/ou 1º Capatazes. Outros membros de entidades somente participaram com carta de Apresentação assinada pelo Patrão.


Luiz Henrique Petersen Lamaison
Coordenador Regional 1ª Região Tradicionalista

Vem aí a 15ª Convenção da CBTG, dia 24, na sede do MTG

PROGRAMAÇÃO
15ª Convenção Brasileira da Tradição Gaúcha
24 de fevereiro de 2018 (sábado)
Sede do MTG-RS / Porto Alegre-RS

08h: Credenciamento dos Convencionais
09h: Sessão Preparatória da Convenção
09h30min: Sessão Solene de Abertura da 15ª Convenção Brasileira da
Tradição Gaúcha
10h: 1ª Sessão Plenária Ordinária da Convenção - organização das Comissões
Temáticas - Reuniões Temáticas
13h: Almoço (local próximo ao MTG-RS)
14h30min: 2ª Sessão Plenária Ordinária da Convenção - Apresentação e
Votação das Proposições
17h15: Intervalo
17h30min: Charla da Diretoria da CBTG com os Presidentes dos MTG’s para
eleição do Presidente e Vice do Conselho Diretor Biênio 2018/2019
19h: Sessão Solene de Encerramento da Convenção


CTG Tiarayu, de patronagem nova, promove sua segunda tertúlia


Marcada a posse da Coordenadoria da 18ªRT

           Após o triste episódio que retirou a vida do Conselheiro do MTG e ex-coordenador da 18ª RT, Gilberto Silveira, a data para a posse ficou para o dia 11 de março. Paula Oliva Bundt assumirá, pela primeira vez a Coordenadoria inaugurando um novo tempo na região da campanha, onde a mulher torna-se coordenadora regional.
Estaremos palestrando sobre a Mulher no Folclore Gaúcho baseado na vídeo palestra de Leandro Karnal e nos livros de Elma Santana, O Folclore da Mulher Gaúcha e Priscila Peixoto, a Mulher no Folclore

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Eu escuto música gaúcha, e você? - por Liliane Pappen Bastos

          Eu não preciso gostar do que todo mundo gosta, nem do que mídia me apresenta. Minha mãe já dizia que eu ‘não sou todo mundo’. Ela me ensinou que caráter e personalidade são características que posso desenvolver. Bem, mãe, eu desenvolvi. 

          Mesmo sem raízes profundas no tradicionalismo, desde os 12 anos – quando fui ao primeiro fandango da minha vida como acompanhante de uma prima – me apaixonei pela cultura gaúcha e seus elementos. Não vou entrar aqui no mérito do tradicionalismo como instituição. Me refiro à tradição em sua origem, o gosto pela pilcha, pelo mate, pelo churrasco e a conversa franca e honesta ao pé do fogo de chão. Desde então, minhas preferências musicais, literárias, artísticas e culturais têm se referenciado nessa fonte. Leio de tudo, me interesso por tudo, ouço de (quase!) tudo.

        Por que o quase? Tenho visto nas redes um bando de gente que reclama da música ‘imposta’ pela mídia – eles falam em especial da Globo, que projeta nomes como Anitta, Pablo Vittar e Jojo Todynho (???) (Eu nunca tinha ouvido falar dela e ainda não sei qual é a sua música ‘famosa’. Me esclareçam, por favor.). No entanto, grande parte dos reclamantes são os mesmos que, quando estão na balada dançam até o chão quando toca esse tipo de música. 

        Que fique claro que não estou criticando quem gosta. Cada um tem o direito de gostar do que quiser, assim como eu tenho direito de desligar o rádio quando toca qualquer coisa que me desagrade. A função dessa publicação não é fazer juízo de valor sobre a música ou qualquer tipo de arte, é declarar o direito de não ouvir (ou ouvir, se for o caso!). 

           A mídia oferece aquilo que o seu público consome. Anitta está no topo das paradas, não porque aparece seminua na TV (ou sim?), mas porque tem quem ouça (e muito!) suas músicas, acesse seus clipes e os compartilhe e promova nas redes sociais. Em suma: lei da oferta e da procura! É claro que quanto mais oferta, maior o número de consumidores.

          Ontem, 08/02, músicos gaúchos se reuniram na sede do MTG para discutir o futuro da música regional. E entre as constatações, eles se deram conta de quanta energia desperdiçam (e nós, consumidores, também!) debatendo se a música que vem de fora é boa ou ruim (Isso também serve pro BBB. Não gosta, desliga a TV ou troca o canal), ao invés de nos dedicarmos a promover o que é nosso e agregar novos consumidores ao que produzimos. 

 
          Temos aqui no Rio Grande do Sul, uma produção invejável de boas músicas, talentos incontestáveis do cancioneiro regional, grupos que se dedicam a preservar a tradição, mas, apesar de tudo, nossa música se restringe às nossas fronteiras. O problema é a nossa mente de colonizado, que continua nos impondo a visão de que a grama do vizinho é mais verde e que a música importada é melhor. Ledo engano!

             Fazendo um paralelo ao chimarrão (que também não sai daqui!), sempre afirmo nas palestras que o mundo não toma chimarrão porque o gaúcho não conhece seus benefícios e propriedades. Importamos chá verde, um dos mais consumidos do planeta, porque faz bem para saúde, mas desconhecemos o que o chimarrão nos proporciona (é considerado o chá mais completo do qual se tem conhecimento) além do hábito. 


Liliane é Presidente da Escola do Chimarrão
           O chimarrão existe há mais de 500 anos, foi utilizado pelos índios guaranis desde muito antes do descobrimento do Brasil, enquanto o café é consumido há uns 300. Mas o mundo consome café. Por quê? Porque enquanto os produtores de erva-mate se digladiam pelo mercado interno, os cafeicultores convencem seus consumidores que bom mesmo é tomar café!  O mesmo serve para música gaúcha. Enquanto nos atermos a discutir a grenalização musical: se a minha é melhor que a tua - continuaremos chimarrão. E penso que já passou da hora de nos tornamos café – doce, forte, atraente e comercialmente viável

            Entretanto, do meu ponto de vista (olha eu aqui de novo!) essa mudança começa em mim. Temos que parar com essa ideia de que em casa de ferreiro o melhor espeto é o de pau. Temos que parar de criticar (e assistir) Pablos, Anittas e Todynhos (Crítica também da IBOPE!!) e começar a valorizar Alexandres, Jocas e Fernandos. Somente consumindo o que os nossos músicos produzem é que fortaleceremos o mercado fonográfico do Rio Grande do Sul. E não me venham com esse mimimi de que as letras são difíceis e os ritmos são repetitivos. Hoje, temos músicas e artistas para todos os gostos. 

           Quer saber? Tem mercado para todo mundo e, graças a Deus, a internet tá aí pra nos libertar! Ao contrário do que muitos pensam, a gauchada é esclarecida e sabe usar perfeitamente o Spotify, Youtube, Soundcloud e todas as outras plataformas disponíveis. Então, bora reclamar menos e ouvir mais do que nos enche o coração e faz bem para alma? Eu escuto música gaúcha, e você?!

Encontro reúne grandes nomes da música gaúcha na sede do MTG

Um fato bastante raro é a reunião de músicos para debater ideias (normalmente em festividades se encontram), mas na noite desta quinta, 8, mais de vinte artistas do regionalismo gaúcho estiveram na sede do MTG para tratar sobre o futuro da musica


          Na noite de quinta-feira, 08 de fevereiro, a sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG - na capital, foi palco de um grande encontro para traçar os destinos da música gaúcha. Diversos músicos do cancioneiro regional estiveram reunidos para definir estratégias de preservação para a cultura regional com o apoio da instituição que regula as entidades tradicionalistas no estado. Na ocasião, representantes de rádios web regionais também estiveram presentes. O encontro foi transmitido pela Rádio Campo Afora (http://odilonramospoeta.com) e, por live (ao vivo) no facebook do tradicionalista Rogério Bastos (disponível para quem quiser assistir - uma parcial do Encontro).

           A intenção é criar um grupo de debate para transformar a música em ferramenta de preservação da cultura através de um movimento coeso e organizado. Conforme o diretor do grupo Alma Gauderia, Fernando Espíndola, são as causas que agregam seguidores e, por isso a mobilização dos músicos é que pode trazer a representatividade necessária ao segmento. Ele ainda afirmou que o apoio e a parceria com MTG são essenciais para o fortalecimento da música. Assim como o MTG, Fernando é um dos idealizadores desta parceria.

            Entre as manifestações, os músicos presentes constataram a necessidade de preservação, já que, impulsionados pelas mídias, os modismos acabam invadindo o estado e ocupando o espaço da música local. Estiveram no local, representantes da música de baile, dos festivais e músicos de invernada.
Ainda segundo o presidente Nairo Callegaro deixamos de estimular as crianças a ouvir nosso cancioneiro. “Nos ensaios nos preocupamos com a dança tradicional, a invernada, mas esquecemos de colocar a música de baile para os pequenos dançarinos”, afirmou. O presidente defende as ações ordenadas para o crescimento da música.

           Joca Martins lembrou versos de José Hernandes, em sua obra Martin Fierro, onde os irmãos deveriam ficar juntos ou quem viesse de fora os devorariam. Segundo ele, é possível que não se tenha atingido a maturidade suficiente para entender o real significado e deixar de grenalizar as cosias, puxando um para cada lado. "Temos que parar de gastar energia preocupados com quem nem sabe de nossa existência. Temos que nos preocupar com a musica nova do Ernesto Fagundes, vamos ouvir o novo trabalho do Erlon, do Bonitinho, do Lincon, Cristiano Quevedo. Estamos gastando energia com quem nem tá preocupado conosco".

           Adriano Vedovi, pai da cantora vencedora da "Janela do Galpão" e revelação no site G1 - Repórter Farroupilha, Giovanna Vedovi, manifestou-se, ele que é carioca, dando a sua visão de quem vem de outro estado. "Vocês aqui tem uma cultura maravilhosa, tanto que escolhi viver aqui com minha família. Aprendi a tocar violão para a companhar minha filha. A oferta de boa musica e bons trabalhos talvez seja o real motivo da pouca valorização dos músicos, pois diferente de outros lugares que a mídia tem que inventar sucessos, aqui surgem permanentemente nos festivais" - disse Vedovi.

           Ernesto Fagundes lembrou que diversas vezes tentou o diálogo, conversou com dirigentes e que acha importante o MTG usar a musica como ferramenta, pois ele respeita muito a instituição, que sempre vê o Movimento como um "pai" (lembrando os 78 anos de seu pai comparando com os 70 do inicio do tradicionalismo), que não precisa se concordar 100%, mas estar sempre atento à mensagem que ele manda, de amor e respeito. "O MTG tem, pra mim, muito com a mensagem do pai. Não matar os avós para ficar de bem com os netos". Segundo Fagundes sempre se ficou discutindo o regionalismo, o nativismo, ou a  musica de raiz e, enquanto se debatiam e discutiam, não se aproximavam. 

            Durante o encontro ficou acordado entre os participantes que um grupo de trabalho será fomentado entre representantes da música gaúcha e do MTG para a definição de estratégias e ações que projetarão a música regional a um novo patamar. Interessados em participar podem contatar com Fernando pelo 51 98950 8679. Tanto Ricardo Fontoura, quanto Odilon Ramos e Leôncio Severo colocaram suas mídias a disposição para a divulgação do trabalho.

            Estiveram presentes, além do presidente do MTG, Nairo Callegaro, o vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha, Haroldo Teixeira e a Diretora da FCG, Vanessa Welter: Leôncio Severo, Rádio Sul Net, Ricardo Fontoura, Rádio Quero Quero, Odilon Ramos, Rádio Campo a fora, Leandro Berlesi (Beira D’Estrada), Alexandre Brunetto (Y Santa Fé), João Lucas Cirne, Jeandro Garcia (FCG), Henrique Scholz (M’Bororé), Ranieri Moriggi, Carlos Rogério (Cuca), Adriano Vedovi, Dâmaris Agnes Gianni, Regis Maciel, Joca Martins, Marcos (Matizes), Fernando Espíndola (Alma Gaudéria), Ernesto Fagundes, Juliano Trindade (Bonitinho), Lincon Ramos (ex-Campeirismo), Erlon Pericles, Felipe Medeiros, Rafa Martins e Ricardo Santos.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Nota de Falecimento - Eva Sopher, a guardiã do Theatro São Pedro

      Dona Eva Sopher, que ficou  conhecida por ser a guardiã do Theatro São Pedro, morreu nesta quarta-feira, dia 7 de fevereiro, aos 94 anos.  Em setembro de 2016, ela havia sofrido um AVC. O velório ocorrerá nesta quinta-feira (8), das 11h às 18h, na casa que ela ajudou a cuidar por 41 anos, desde 1975, o theatro São Pedro e será aberto ao público. Depois, a cerimônia de cremação será reservada somente aos familiares. A data de 07 de fevereiro, registra também a morte, em 2014, aos 56 anos, do músico e ator Nico Nicolaiewsky, um dos artistas recordista em apresentações no palco do Theatro São Pedro, com a peça "Tangos e Tragédias" (E também, o alferes Sepé Tiarayu). 

Governador José Ivo Sartori, pelo Twitter:

"Acabo de receber a triste notícia do falecimento de Eva Sopher. Deixo minha homenagem a essa grande mulher, que dedicou uma vida inteira à arte e à cultura. Como legado, deixa sua luta pela preservação do Theatro São Pedro, o respeito da classe artística de todo o Brasil e o carinho e a consideração do povo gaúcho. Estamos decretando Luto Oficial de três dias no Rio Grande do Sul. Nossa solidariedade aos familiares".

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Em março, rumo aos Estados Unidos palestrar

     Matéria que saiu na edição 689, na Flórida, pelo amigo Joe Sarmento, sobre os gaúchos que embarcam para os Estados Unidos me março para levar um pouco das nossas tradições... Rogério Bastos, Liliane Pappen, Guri de Uruguaiana, Conjunto Folclórico Arte Nativa, de Viamão e o cantor Joca Martins com sua banda, no primeiro final de semana de março.


Missa de 7º dia de Gilberto Silveira e caminhada pedindo justiça, em Bagé

          Após a missa, a Coordenadora Paula Oliva, convida para que as pessoas acompanhem uma procissão que seguirá pela avenida Sete de Setembro, pedindo justiça e paz na Rainha da Fronteira.
          É solicitado que os amigos vão de branco, simbolizando a paz....

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Classificatória "nacional" do JuvEnart 2018? O Paraná se propôs a fazer

          Atenção Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul... o cavalo tá passando encilhado. o Toni Alex Rodrigues se propôs a fazer a classificatória mas precisa que as entidades interessadas façam uma pré inscrição para que se atinja a meta de 25 grupos juvenis. De quebra um passeio por Foz do Iguaçú e suas belezas...

Vem aí a seletiva para a FECARS da 1ª RT, dia 25


Um pouco do jeito aprendiz, de Rodrigo Madrid

          Rodrigo Madrid Peres Vieira, tem 31 anos, natural de Pelotas/RS, Bacharel em Canto pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e Graduando em Licenciatura de Violão pela UFPel. Foi professor de canto no curso de Licenciatura em Música na Universidade Federal de Pelotas/RS e; atualmente leciona na Escola Mario Quintana também de Pelotas/RS.

         "Meu Jeito de Aprendiz" é o primeiro registro fonográfico de Madrid, composto de 10 canções, que apresentam ritmos e temas tradicionais do folclore gaúcho com arranjos e elementos contemporâneos, mais voltados ao urbano, mesclados a outras referências brasileiras. 

BLOG - Qual a importância da família neste contexto
     A família é meu apoio sempre. No início, tive algumas dificuldades por questões que a profissão de músico apresenta naturalmente, mas o apoio familiar foi fundamental para seguir adiante.


BLOG – Começastes em um CTG? Chegastes a cantar no ENART?
     Sim. Comecei no CTG Élio Olimar Rodrigues, que já não existe hoje. Logo, fui para o CTG Negrinho do Pastoreio, de Pelotas. Cantei muitos anos em invernadas pelo estado e dois anos como intérprete solista e acompanhando vários cantores como Raineri Spohr, entre outros. Vejo também hoje alguns cantores, como a Priscila Olave, que foi minha aluna durante o período como professor substituto na UFPel, se destacando e ganhando vários prêmios. Acredito que o ENART abre portas para as pessoas expressarem suas virtudes e talentos.  

BLOG – Como foi o crescimento dentro dos festivais?
      Foi ao natural, aprendendo e buscando evoluir com os aprendizados dos meus amigos e dos meus ídolos. Inicialmente, participei de festivais de intérprete vocal, como o Canto Moleque, e também representando composições de amigos. Com o tempo e amadurecimento, comecei a participar também como compositor.

BLOG – Tens dado aula de música?
     Sim. A música me mostrou o caminho de ser também professor de música. Então, dou aulas de canto, violão e musicalização.

BLOG – Fala sobre este novo projeto, musicas nas plataformas digitais.
      Na verdade não é um projeto e sim a busca de estar atualizado. Poucas pessoas ainda compram discos físicos e as plataformas digitais estão aí para ajudar o músico a seguir com seu trabalho. Com isso é possível divulgar o trabalho e até mesmo atingir públicos que possivelmente não teriam acesso a esse trabalho. 

BLOG – Quando não esta nas atividades musicais, o que o Rodrigo costuma estar fazendo?
      Sou uma pessoa bastante caseira. Gosto de ficar por casa e olhar algumas séries, shows e projetos musicais. Gosto muito de ficar com a minha família e também jogar vídeo game. (risos)


Blog – Comida preferida - Strogonofe com cheedar que eu faço. 
Blog – Filme - Assisto mais séries, tais como: Vikings, Bates Motel, Dexter e House Of Cards.
Blog – Livro - Atualmente, estou lendo “Quatro vidas de um cachorro”. Mas li praticamente toda a obra do meu conterrâneo, Vitor Ramil. Também gostei muito do livro “Bazar dos Poetas” de Ileides Muller e Darci Cunha.  “Andanças Imaginárias” de Nauro Jr., também foi uma grande leitura, a qual inclusive rendeu um tema musical premiado em festival. 
Contatos:
www.rodrigomadrid.net
musicorodrigomadrid@hotmail.com / musicorodrigomadrid@gmail.com
(53) 8418-0747 / 9145-6416

Fotos créditos: Caio Passos, Nauro Jr. 
Capa do CD: Miza Limões

Conheça Cassio Castilhos, campeão da Vacaria e cantador do Rio Grande

            A criançada brilha no "fofurômetro" do The Voice Kids cantando os mais diversos sucessos. Mas de cada um que aparece na TV tantos outros estão nos bastidores a espera de uma oportunidade. Mas esperar não é muito o jeito deste menino franzino, mas cheio de energia, Cássio Castilhos que, apoiado pela família (pais, avós, irmão) percorre o caminho da música desde piazote. Ainda participando da invernada mini-mirim do CTG Glaucus Saraiva, mas em uma época em que surgiam grandes talentos musicais, ele já se destacava ao lado do irmão Guilherme Castilhos (que hoje é musico profissional ao lado de grandes nomes do regionalismo gaúcho).

          Hoje, aos 13 anos, Cássio Castilhos de Oliveira está no 8° ano do ensino fundamental e continua no CTG Glaucus Saraiva, do Clube Militar Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana.

BLOG – Como foi o inicio de tua trajetória de interprete vocal?
      Iniciei aos 4 anos acompanhando meu irmão Guilherme Castilhos nos palcos dos rodeios, festivais e festas do CTG. Nessa época já cantava refrões de grandes temas gaúchos. "Eu sou do sul" e "Cantiga de rio e remo". Meu primeiro professor foi Silvio Costa, em Sapucaia do Sul.   

BLOG – Cite alguns titulo importantes
      Neste final de semana premiei 1° lugar no Rodeio Internacional da Vacaria, um dos maiores rodeios do RS. Fui destaque no mês de agosto, no quadro "A Janela do Galpão", no programa Galpão Crioulo, da RBSTV. Premiei 1° lugar na Tertúlia Nativista de Santa Maria, em Dezembro de 2017. Fiquei em 2 ° lugar, no festival Carijinho, de Palmeira das Missões e 3° lugar no Festival Coxilha Nativista, de Cruz Alta.
Foto: Liz Ribeiro Diaz  - Cassio Campeão Interprete Vocal da Vacaria
BLOG – Projetos que tu tens participado, como este com Erlon Péricles:
       "Aventuras da terra gaúcha", com o cantor Erlon Pericles (teatro musical) e "Crianças Em Canto", da cantora lirica Cristina Sorrentino (grupo Infanto Juvenil).
Cássio ao lado do irmão, Guilherme (D) e o mestre Willian Varela (com o Violão) e o Xará Cássio Figueiró, na Gaita
BLOG – A importância de teus professores de musica
       Os meus professores são meus mestres. Estão sempre prontos a me oferecerem o que cada um tem de melhor. Três palavras os definem: Foco, Conhecimento e Parceria. O primeiro foi o professor Silvio Costa e, atualmente são: Willian Varela, Cristina Sorrentino e Karlo Kulpa.
A família sempre apoiando os irmãos Guilherme e Cassio Castilhos   -   Foto: Liz Ribeiro Diaz
BLOG – A importância da família...
      Eles são meu porto seguro estão sempre ao meu lado nas horas boas e nos grandes desafios. Meus pais e avós se orgulham de mim. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Juninho Felix, um Centauro dos Pampas, como diria José de Alencar

    O escritor José de Alencar, em 1870, aos descrever o Gaúcho, em sua obra de retratos do Brasil, com certeza previa um homem meio homem meio cavalo, a simbiose perfeita, adaptada ao habitat. Do seculo XIX para o seculo XXi, Juninho Felix vem provando que ser gaúcho, realmente é esta simbiose. Conquistou a Vacaria, mais uma vez, na categoria adulta da prova de rédeas.      
   
      Paulo Felix Júnior, o Juninho, sempre representou o piquete Descanso do Pingo, de Viamão. "Comecei no meio do cavalo por influência do meu pai, Paulo Felix e do meu tio, Luiz Santos (o Xiru), homem muito campeiro e domador. Quando guri (9 anos) comecei a disputar provas de rédeas e, de lá pra cá, não parei mais, tendo o privilégio de montar bons cavalos e conquistar alguns títulos" - conta. 


BLOG - Cite alguns títulos importantes em provas de rédeas

Decacampeão do Rodeio Nacional Cidade de Porto Alegre 2004, 05, 06, 07, 09, 10, 11, 12, 14 e 15; 
Rodeio Internacional de Osório; 
Rodeio Nacional de Santo Antônio da Patrulha; 
Rodeio Nacional de Campo Bom; 
Bicampeão Brasileiro 2007, 2011; 
Tricampeão Estadual - FECARS 2010, 2012 e 2013; 
Hexacampeão do Rodeio Internacional da Vacaria 2006, 2010, 2012, 2014, 2016 e 2018 (Ultrapassando o recorde do Zé das Lavra); 

Tetracampeão do Rodeio da Semana Farroupilha de Porto Alegre em 2006, 2007, 2011 e 2012.

BLOG - Praticas algum esporte fora da lida com o cavalo?
     Faço academia pra cuidar da coluna pois treino muito cavalos no meu centro de treinamento, e prático futebol americano na equipe 'Bulls', futebol americano, onde jogo na posição Corner Back e Safety, por dois anos já. 

BLOG - Como é a tua preparação para as provas e para o teu cavalo?
     Na modalidade rédeas tenho meu cavalo baio, de nome 'Debochado' desde seus 15 meses, hoje ele tem 17 anos e sua preparação consiste mais em preparo e rendimento físico do que a prova propriamente dita. Não costumo treinar ele nas balizas pra não viciar ele mais do que ele já é, procuro respeitar os seus limites.Cuido muito para que não tenha dores, pois em todos esses anos ele nunca teve uma lesão. 
     Acredito que o segredo da longevidade dele em alta performance deve - se a isso, ao respeito que tenho por ele, e pela preparação para cada tipo de prova, pois cada lugar apresenta uma pista diferente, um exemplo é Vacaria, que o tamanho da pista a muito maior é mais pesada do que o tamanho oficial estabelecido pelo MTG, mas, graças a Deus sempre andamos bem lá. 

A mulher na sociedade e no folclore gaúcho

              Para falar sobre a mulher - tema de 2018 para as mostras das prendas - temos que ir além da feminilidade, sedução e maternidade, que a conceituam. É preciso falar – especialmente - do preconceito, misoginia e do olhar masculino derramado sobre ela ao longo de séculos. Por muito tempo as referências sobre a mulher foram masculinas. Na bíblia, na área da moral e nas artes, a mulher foi sempre retratada por homens. O debate e o grande desafio sempre envolveram o corpo feminino e a formação de estereótipos que agradassem a masculinidade vigente.

            Nas mitologias grega e romana, a mulher (Vênus ou Afrodite) é sedutora. Deusas do amor. Já em culturas predominantemente masculinas, como a grega, a mulher exerce um papel secundário e é excluída de tudo que acontece ao seu redor. Nesse caso, a mitologia reúne deuses que representam a natureza humana, eles possuem poderes e são responsáveis pelo entendimento do mundo e das relações entre os seres.

            Mas quem escreve a história? Se é masculina a mão que desliza a pena sobre o papel e a mente que concebe a ideia – homens, pensadores do sexo masculino - então, a forma de ver e referenciar o feminino é através de seus olhos e sentimentos. Na bíblia, o 9º mandamento diz para ‘Não desejar a mulher do próximo’, mas em nenhum momento faz referência sobre não cobiçar o homem. 

            Na pintura feita por Sandro Botticelli, no século XV, a Vênus surgindo nua de uma concha sobre as espumas do mar, figura do feminino platônico, distante. Já Peter Paul Rubens, que pinta a ‘toilette der Venus’, sugere que o que define a mulher é o espelho. Marte representa o homem guerreiro enquanto a mulher, a Vênus, simboliza a vaidade. 

A pintura mostra a Vênus surgindo nua de uma concha sobre as espumas do mar. A obra ainda apresenta Zéfiro, o vento do Oeste, assoprando na direção da deusa, acompanhado pela  ninfa Clóris.  À direita de Vênus, há uma Hora (deusas das estações) que lhe entrega um manto com flores bordadas
            Na sociedade ocidental dos séculos XIX e XX, o patriarcalismo e a misoginia estão fortemente presentes. Destacados pensadores deste período escreveram sobre a mulher sugerindo inferioridade e orientando-as à submissão. O filósofo alemão, Arthur Schopenhauer dizia que a mulher, por natureza, deveria obedecer e que “os homens são indiferentes entre si, mas as mulheres são, naturalmente, inimigas”. Entretanto, contrapondo a afirmação do filósofo, as guerras são feitas entre homens e lutadas por eles. Friederich Nietzche, depois de ser abandonado pela única mulher que amou escreveu: “As mulheres são menos que superficiais”.

             Sem dúvida, uma sociedade na qual grandes nomes do pensamento ocidental, durante décadas, se dirigem à mulher de forma tão desrespeitosa e tirânica, subjugando-as com o fardo da indiferença conseguirá mudar sua percepção sobre o tema?

             No entanto, delegar a mulher à um papel de coadjuvante é menosprezar sua importância na constituição da vida. Sem mulheres, a procriação estaria comprometida e a humanidade relegada à extinção. Sem o apego maternal e sensível da mulher, viveríamos uma sociedade de barbárie, onde as principais referências emocionais estariam seriamente comprometidas. (Restaria entre os homens a luta pela sobrevivência, a indiferença, o poder pela subjugação e a violência).

             A mulher vem lutando para mudar esses conceitos. Há anos, se empenha na conquista de seu espaço e pelo reconhecimento à igualdade que merece. Até a segunda década do século XXI, seu sucesso não passa pela boa vontade masculina. O sufrágio foi uma luta ferrenha, nos EUA em 1920, no Brasil em 1932 e, na Suíça, em 1987. Elas enfrentaram prisão, repressão e tiveram de lutar contra a coação que sofriam dentro de seus próprios lares. O direito ao desquite, mais tarde ao divórcio, o direito a remuneração justa, a igualdade de direitos e o direito à igualdade, a equiparação salarial, o aborto e a criminalização do assédio são pautas muito presentes no dia a dia das mulheres. Há, ainda, um longo caminho pela frente

No folclore

      A melhor bibliografia, sobre o folclore da mulher gaúcha, podemos encontrar nos escritos da professora Elma Santana que produziu obras muito importantes sobre as mulheres. “O folclore da Mulher Gaúcha”, “A mulher na Guerra dos Farrapos”, “as parteiras” e as “Benzedeiras” mostram a preocupação de Elma Santana com o folclore que se formou ao redor da mulher.
Livros publicados pela Folclorista Elma Santana
A mulher no Folclore Gaúcho

      A mulher tem uma importância muito grande no folclore. E impossível conhecer-se um povo sem conhecer o seu folclore e, à medida que nos aprofundamos no folclore do Rio Grande do Sul, vemos o papel muito singular que a mulher tem na sociedade rio-grandense, evidenciando-se a partir da visão que se tem do folclore gaúcho.

      No Rio Grande do Sul, o folclore relativo à mulher é muito rico: o folclore da concepção, da gravidez, do parto, do puerpério, dos primeiros anos da criança, todos eles intimamente correlacionados com a mulher.

      O folclore adivinha a gravidez antes que ela se verifique: basta uma criança engatinhando levantar as perninhas e olhar por baixo, por entre as mesmas; ou então quando duas senhoras estão conversando, fazem uma pausa e retornam a conversa ao mesmo tempo. Isso é sinal certo de que uma ficará grávida e que vão ser comadres. Até é comum uma delas "isolar" dizendo: "Vamos ser comadres".

      Ai vem receitas folclóricas para engravidar, desejos e enjoos,  a mulher gravida (período de gravidez), cuidados após o parto, benzeduras, crendices e superstições, descobrir o sexo do bebê, a força da fé, a menstruação e seu folclore, recomendações folclóricas pós nascimento da criança, namoro, noivado, enfim, muito tem a ser anotado referente ao folclore que envolve a mulher.
Fontes: Video Palestra de Leandro Karnal; Elma Santana; Priscila Peixoto e pintura de Edson Vasques
Simone de Beauvoir
      "É preciso defender as mulheres, inclusive, para que os homens sejam libertados do peso de oprimi-las".

Desafio permanente
      Debater assuntos que afetem diretamente tanto as mulheres quanto os homens.