quinta-feira, 21 de junho de 2018

Analise ideológica da Caverna do Tradicionalismo - Parte 3

“A caverna do Tradicionalismo” - Análise de Manoelito Savaris

          Seguimos no debate sobre o editorial do Presidente do MTG, deste mês de junho, tentando entendê-lo.
imagem de Mauricio de Souza
          Depois da preparação inicial em que diz que “alguém” cria ambientes para limitar a visão e as ações de outros, convida ao leitor para uma “reflexão sobre nossa capacidade de enxergar o que está além desta tela”. A tela é o ambiente em que vivemos, segundo o Presidente. 
          E prossegue dizendo que “Fomos, diríamos, conduzidos, formados, moldados para não enxergar nada além desta ilusão”. Confesso que não me enquadro no “FOMOS”. Onde será que foi realizada essa maldade que formou e moldou as pessoas (tradicionalistas, imagino) para viver num ambiente de ilusão e não conseguir ver além dele. Talvez os CTGs sejam, na visão do autor do texto, espécies de escolas que formam pessoas que não enxergam e vivem na ilusão. Os tradicionalistas “se formam” nos CTGs. Ou não?
          O autor completa essa primeira parte do editorial identificando as razões que levaram alguém a “formar e moldar” com vistas ao cegamento e à inação: “para servir às conveniências, disputas, buscas de poder e ego”. Finaliza o parágrafo dando indicação de quem é ou quem são os autores da maldade, dizendo “de quem não quer, não admite, a multiplicidade de protagonistas”.
         Nesta altura do editorial temos a definição do SOMOS (ver Parte 2): os que vivem uma ilusão e não têm a capacidade de ver além do ambiente fantasioso por terem sido propositalmente moldados para isso. 
         Também temos a indicação de que há alguns poucos protagonistas que submetem os demais por interesses: “conveniências” (seriam interesses financeiros?); “disputas” (seriam os concursos e rodeios?); e “Busca de poder e ego” (seria o desejo de ser mandante indefinidamente?)
       [O griffo é nosso]

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte IV

20 de Agosto a 11 de setembro 1820 
Cavaleiros - Pelotas - Charque\charqueadas - Escravos

            Descreve sobre as habilidades dos cavalarianos, sendo o principal e constante meio de transporte, especialmente como montaria, além de grande habilidade na lida de campo, onde se diz "fazer rodeio", também muito acostumados a percorrer grandes distâncias em curto espaço de tempo. 
            Hospeda-se na Fazenda São João em Pelotas e relata sobre a produção de charque que até pouco tempo era deficitária devido ao charque Uruguaio que era melhor e mais barato. Cenário que mudou com a guerra, obrigando a compra dos estancieiros da região.
            Para produzir o Charqueador compra o gado do estancieiro, a carne é salgada e mantida em tanques, depois estendida sobre varais por oito dias, o charque é a comida dada aos negros. Sendo exportada para diversos lugares. 
           Sobre os escravos não tem como resumir um trecho tão rico em detalhes:

"Sr. Chaves é considerado um dos char que a do res mais humanos, no entanto ele e sua mulher só falam a seus escravos com extrema severidade, e estes parecem tremer dia te dos seus patrões. Há sempre na sala um negrinho de dez a doze anos, que permanece de pé, pronto a ir chamar os outros escravos, a oferecer um copo de água e a prestar pequenos serviços caseiros. Não conheço criatura mais infeliz do que esta criança. Não se as senta, nunca sorri, jamais se diverte, passa a vida triste mente apoiado à parede e é, frequentemente, martiriza do pelos filhos do patrão. Quando anoitece, o sono o domina, e quando não há ninguém na sala, põe-se de joelhos para poder dormir; não é esta casa a única onde há este de suma no hábito de se ter sempre um negrinho perto de si para dele utilizar-se, quando necessário. Já tenho de clara do que nesta capitania os negros são trata dos com brandura e que os brancos com eles se familiarizam mais do que noutros lugares. Isto é verdadeiro para os escravos das estâncias, que são poucos, mas não o é para os das charqueadas que, sendo em grande número e cheios de vícios trazidos da capital, de vem ser trata dos com mais rigor."

Baita Jantar no Gildo de Freitas, por 10 pilas

Comida MUITO boa e preço acessível. Assim que tem que ser os CTGs. Trazer as famílias. Parabéns Veterana 'Los Pampeanos'

Noções básicas de cultura gaúcha, no CTG Amaranto Pereira

À convite do Departamento Cultural do CTG Amaranto Pereira estaremos lá dia 13 de Julho

Encontro sobre Tropeirismo, em Santo Antônio da Patrulha

        O programa Identidade Gaúcha e nosso Blog, atentos aos acontecimentos para mantê-los informados, estará acompanhando o Encontro sobre Tropeirismo em Santo Antonio da Patrulha, dia 23, as 14h as 17h. "Vera Lucia Maciel Barroso foi minha professora de História do Brasil, na graduação, na FAPA, é uma grande professora. Muito conhecimento!"

Analise ideológica da Caverna do Tradicionalismo - Parte 2

“A caverna do Tradicionalismo” - Manoelito Carlos Savaris

          Conforme prometido, vamos ao debate a respeito do editorial do Presidente do MTG, deste mês de junho.
          O editorial orienta o leitor para que se aperceba que “sutilmente algumas questões são construídas para limitar nossa visão e consequentemente nossas ações”, ou seja, o Presidente afirma que alguém, sem definir quem, como e quando, constrói ambientes para cegar e paralisar as pessoas. 
          Neste primeiro momento do texto o Presidente não se refere, ainda, ao MTG, mas prepara o campo para ingressar na análise da entidade que dirige.
          Ainda na fase preliminar do texto, diz que é criado um “fundo de palco” ou um cenário onde tudo parece maravilhoso e perfeito, no qual diz: “somos, na verdade, meros coadjuvantes” e “vivemos uma ilusão”. 
         Quando o autor do texto usa o plural (SOMOS) imagino que esteja se referindo a um determinado grupo do qual faça parte, ou então, usou uma afirmação genérica que envolve a todos os membros de uma sociedade, sejam os “coadjuvantes”, sejam os “protagonistas”. 
         Se o autor se refere a um determinado setor, ou a um determinado grupo do qual ele faz parte, se coloca como um “mero coadjuvante”, ou seja, como presidente ele não tem protagonismo nesse ambiente criado por alguém que ele não identifica. Se, por outro lado, usou o SOMOS como uma expressão genérica para designar a todos os atores sociais, não há como saber se alguém, individualmente, é coadjuvante ou protagonista.

Recorde de audiência em programa dedicado ao tropeirismo

          Estamos em nosso 7º programa pela Rádio Web Quero-Quero e, hoje, experimentamos um momento inesquecível no Identidade Gaúcha: bater recordes. Mas isso só se deu por elementos que mudaram a história. Vejamos quais foram:
          - O assunto "Tropeirismo" (tema dos Festejos Farroupilhas de 2018) abordado por Valter Fraga Nunes e Marco Aurélio Angelí, o Zoreia, Léo Ribeiro de Souza e Cristiano Silva Barbosa (este, por telefone).
           - O apoio nas redes do amigo Jeandro Garcia (fundamental);
           - A parceria com o Gabriel dando apoio (e comendo, é claro!);
           - A AG produtora que emprestou os estúdios mega equipados...
           - Os amigos compartilhando a live e chamando para o debate...
           - A descontração dos participantes (todos se sentiram em casa, ainda mais com pizza, pão caseiro e bergamotas);
           - Celso Broda replicando pela Radio Santa Izabel, de Viamão
           - O carisma dos convidados. Gente de conhecimento e muito humilde. Sorridentes. Alegres. Brincalhões.
Uma turma pra lá de especial - E a mesa posta com a gastronomia gaúcha
Léo Ribeiro em seu blog:

"O programa foi tão bom e os assuntos fluíram com tanta naturalidade e diversão que, o era que para durar duas horas foi para quase três horas e meia, invadindo a grade de programação da rádio batendo verdadeiros recordes de audiência. Um sucesso. Esperamos que nossa participação possa ter servido, ao menos, para alertar sobre a importância deste ciclo, em face de que diversos projetos sobre o tema, como a explanação através de oficinas em colégios estaduais e municipais, são engavetados".

           Obrigado a todos os amigos que estiveram ligados com a gente. Vocês fazem o sucesso do programa!

terça-feira, 19 de junho de 2018

A análise ideológica da "Caverna do Tradicionalismo"

          Passei dias trabalhando em nossas coisas. Não tenho visto publicações do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Mas um editorial me chamou a atenção: “A CAVERNA DO TRADICIONALISMO”. 
          Como sabem, minha formação inicial é na área da história e da antropologia, por isso, quando assuntos envolvem as ciências sociais, acabam me chamando a atenção. Li o texto, pois acompanho desde 2001 os editoriais do Eco, mas confesso que tinha parado em janeiro. Agora me deparo com este comparativo - das pessoas fora da realidade, coadjuvantes. Mas quem é coadjuvante? Quem é protagonista? Gente... eu ia escrever algo sobre o assunto mas, vai que acontece uma reunião do Conselho do MTG, sábado passado (16) e o ex-presidente e Conselheiro Vaqueano do MTG, Manoelito Carlos Savaris, que tem formação nesta área, também, falou sobre o assunto. Depois, resolveu escrever sobre tal. E aqui, passo a reproduzir:


“A caverna do Tradicionalismo” - Parte 1


            A publicação de editoriais, por parte do presidente do MTG, teve início no ano de 2001 quando foi criado o jornal Eco da Tradição como um instrumento utilizado pelo dirigente da entidade para expressar sua ideologia, comentar algum assunto relevante, discorrer sobre algum fato ou evento de interesse do tradicionalismo e, eventualmente, para mandar alguma mensagem a alguém ou a algum grupo de pessoas. O certo é que o editorial, publicado no jornal e, mais recentemente, também nas redes sociais, é um documento importante por ser de autoria do Presidente do MTG.

            Com periodicidade mensal, o editorial do Presidente do MTG é lido por uma parcela de tradicionalistas, por pessoas interessadas nas questões da tradição e do folclore, assim como, imagino por todos aqueles que têm algum interesse ou curiosidade a respeito do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Isso significa dizer, que ele, o editorial, não se restringe ao “público interno”.

            Ao longo desses anos não ocorreram grandes debates sobre os editoriais, seja porque não foram polêmicos, ou não despertaram interesse que merecesse debate, ou ninguém se sentia atingido diretamente, isto é, ninguém acusava ter-lhe “servido o chapéu” ou, se lhe tivesse servido, não se incomodou com isso.

            No mês de junho de 2018, o atual Presidente do MTG publicou um editorial intitulado “A CAVERNA DO TRADICIONALISMO” e esse “chapéu” me serviu. 

            Por ter sido publicado nas redes sociais, creio que o melhor é comentá-lo nas mesmas redes. Assim, nos próximos dias tratarei desse editorial, procurando fazê-lo como uma possibilidade de debate ideológico. 

        Por ora convido a que todos os interessados leiam o editorial e reflitam sobre ele.     (Continua...)


Texto: Manoelito Carlos Savaris

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Nota de Falecimento - Talo Pereira

 
Foto Letícia Garcia
     É com grande pesar que comunicamos o falecimento do cantor e compositor, Raul Eduardo Pereyra, o Talo Pereyra, 66 anos, um dos grandes nomes da música regional, com mais de 50 anos de carreira e uma presença marcante no nativismo gaúcho – sua voz e canções venceram dezenas de festivais nativistas. 


       Talo também integrou o grupo 'Os Tropeiros do Ibirapuitã', com os músicos  Leopoldo Rassier e José Cláudio Machado. Hospitaliza há algum tempo, estava sob forte medicação para diminuir as dores decorrentes de um derrame e inflamação na pleura, motivado por duas costelas quebradas há alguns meses. Talo lutou pela vida, mas hoje descansou em Paz. O movimento musical perde mais um de seus filhos.


Informação de Claudio Kneirim

Partenon Literário completa, hoje, seu sesquicentenário - "Vida Longa ao Partenon!"

     A mais antiga entidade literária do Rio Grande do Sul, fundada em 1868,  e que reuniu os nossos maiores intelectuais da época, completa hoje, dia 18, seus 150 anos de fundação. Importante lembrar que o Partenon Literário, além de divulgar suas obras, os trabalhos de seus intelectuais, teve a iniciativa de lutar de peito aberto pela alforria dos escravos e pela implantação da República, sendo precursor do empoderamento da mulher na sociedade. Publicou uma revista que virou referência, criou uma biblioteca volumosa, realizou saraus concorridos e se preocupou muito com o ensino, em uma época de extremo analfabetismo, a ponto de ministrar gratuitamente suas conhecidas aulas noturnas.
     Parabéns guerreiros. Parabéns Benedito Saldanha, presidente desta instituição que ajudou a transformar a imagem do gaúcho que conhecemos hoje. Vida longa ao Partenon!
          
O PARTENON LITERÁRIO DE ONTEM E DE HOJE
Por Benedito Saldanha
Presidente do Partenon
     Prezadas e prezados leitores:

     Inicialmente lhes proponho fazer uma breve viagem no tempo e relembrar que no dia 18 de junho de 1868, numa Porto Alegre em que ainda se sentia os efeitos da Revolução Farroupilha, era criada a Sociedade Partenon Literário, entidade que passou a reunir nomes conhecidos da literatura gaúcha: Apolinário Porto Alegre, Múcio Teixeira, Luciana de Abreu, Caldre e Fião, Amália Figueiroa, Taveira Júnior, Lobo da Costa e outros. Eles se organizaram para editar uma revista mensal, promover saraus, difundir as ideias feministas, fundar uma biblioteca e arrecadar fundos para alforriar escravos, entre tantos feitos.
     148 anos depois, já dia 27 de maio de 2016, esta entidade recebeu a maior condecoração desta 2ª fase – iniciada em 1997 – o Diploma de Honra ao mérito da Câmara Municipal de Porto Alegre, fruto da dedicação do seu corpo social e do incentivo e promoção da leitura. Uma honraria destinada a poucos e que dignifica o papel de dedicação à literatura gaúcha que esta instituição tomou para si desde 2010, quando assumiu sua presidência uma gestão comprometida com a valorização dos sócios e fortalecimento desta sociedade literária.
     Atualmente, esta associação possui 208 sócios, realiza eventos, participa de seminários, divulga seus autores e incentiva a leitura. A Sociedade Partenon Literário se mantém em evidência e disposta a dar sua colaboração para o fomento da cultura no Rio Grande do Sul, sendo uma das ações mais eficientes a publicação deste livro, Vozes do Partenon Literário X. Pois esta entidade continua abraçando seus leitores. Ontem, hoje e sempre.

domingo, 17 de junho de 2018

Com exclusividade, Identidade Gaúcha entrevista tropeiros sobre tema da Semana Farroupilha

Clique na imagem para acessar direto a Radio Quero Quero
     Pessoal, conecte-se na Radio Quero-Quero (web radio) para escutar o programa Identidade Gaúcha, nesta terça-feira nós estaremos levando três amigos para conversarem conosco sobre o tema dos festejos farroupilhas de 2018.
      Sim, três amigos. Léo Ribeiro de Souza (Blog do Léo), o Zoreia e o Valter Fraga Nunes. Homens do lombo do cavalo e da mula. Especialistas na área campeira e de tropeirismo (tema dos festejos). Somando-se a este time, mais um amigo que vamos conversar. O mais novo membro da Comissão Gaúcha de Folclore, lá da serra, Cristiano Silva Barbosa, sobre dança biriva.
     A entrevista é com Exclusividade.
     Será na sede da AG Produtora, um café da manhã ao vivo pelo Facebook, para o mundo todo poder acompanhar. Esperamos vocês lá...

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte III

22 Junho a 19 de agosto 1820 

     Neste dia é levado ao Palácio para ser apresentado ao governador da província, Conde de Figueira, conferido os documentos e cartas de recomendação foi então recebido com muita simpatia, onde lhe foi oferecido acomodações, escravos, comida e cavalos.

      O Conde planeja uma viagem até o Uruguai, retornando pela região missioneira. Saint-Hilaire gosta de andar livre, mas não quer fazer desfeita e o acompanha. Hora a cavalo, hora na carruagem do Conde, seus serviçais seguem juntos aos escravos da comitiva.

      Relata que as tropeadas de muares que cortavam os estados já estão muito reduzidas, também que os cavalos são tão abundantes que não são bem tratados, a facilidade de consegui-los impede que se afeiçoem a eles, assim como outras criações não possuem cuidado algum, apenas são mantidos em áreas que possam ser manejados para o abate. Com isso usam poucos escravos, que aqui são melhor tratados do que em outros estados, seus donos trabalham lado a lado nas listas do dia em muitos lugares. Porto Alegre de 20 mil negros, 6400 já eram livres.

      Quem lida com o comércio e criação tendo o mínimo de destreza logo próspera, apesar da falta de cuidado, o gado se reproduz muito, mesmo com a venda ano após ano o rebanho aumenta. Mesmo assim propriedades do interior raramente possuem boa estrutura ou bons móveis em suas casas. A alimentação é estritamente de carne e pão, sendo pouco consumido legumes nas refeições. Mas há plantações de feijão, trigo, centeio e aipim.

     Seguem por Viamão, Capivari e Mostardas, onde se hospedam na propriedade São Simão (anos mais tarde nasce no local Menotti Garibaldi). Por onde passam são recebidos até mesmo com fogos de artifício e banquetes. Sempre descrevendo a Lagoa dos Patos e peculiaridades da flora, fauna e geologia, igual como conhecemos hoje, uma região de muitos ventos, muito campo e poucas árvores.

      Passam para Rio Grande, onde a alta sociedade os recebem com saraus quase que diários, mas monótonos. As mulheres já são muito diferentes de Porto Alegre, quase todas analfabetas, mais reservadas e pouco interagem, quem dirá tocar instrumentos, mas ainda assim infinitamente superiores a outras das capitanias centrais. Os homens aqui do sul são mais frios com a vida do que outros estados, sem piedade com animais e até conversas sobre desastres com muitas mortes são tratados com trivialidade.

Parceria com Jeandro Garcia
Leo Ribeiro de Souza

sábado, 16 de junho de 2018

Terça tem timaço no Identidade Gaúcha, na Radio Quero-quero

clique na imagem  e vai direto pra radio
     Queremos a tua participação. A tua interatividade no programa Identidade Gaúcha, na Radio Quero-quero.net, que vai levar pra ti a informação com quem entende da lida.
      Estarão conosco: Léo Ribeiro de Souza, artista plástico, compositor, poeta, advogado, homem do lombo do cavalo, serrano de São Chico, foi Presidente da Estância da Poesia Crioula e Patrão do Grupo Tradicionalista Fraternidade Gaúcha, da maçonaria. Compositor com mais de 300 letras gravadas, com destaque para as canções "Brasil de Bombachas" e "Gaúchos do Litoral", tem um CD editado pela Gravadora ACIT com suas composições mais conhecidas. Ao lado dessa fera vem dois tropeiros. Um deles, professor, biologo, especialista em tropeadas: Valter Fraga Nunes e seu amigo muleiro e tropeiro, Marco Aurelio Angeli. Vai completar a equipe, direto da serra gaúcha, de Nova Prata, Cristiano da Silva Barbosa, escritor, professor, falando sobre o danças birivas.
     Não percam este programa. Terça-feira as 8h, queremos a tua participação no Identidade Gaúcha, na rádioqueroquero.net 

Coxilha Nativista, de Cruz Alta, apresenta seus concorrentes classificados

             Após três dias de avaliação, chega ao fim a triagem da 38ª Coxilha Nativista. Os jurados Shana Müller, Edilberto Bérgamo, Rogério Villagran, Márcio Rosado e Fabiano Fogaça escolheram as composições da fase local e geral que sobem ao palco no festival. 

            Em paralelo, os jurados Pirisca Grecco, Andrea Rosa, Sandro Cartier e Maninho Pinheiro executaram a triagem das categorias Piá e Piá Taludo. Ao total, 974 composições passaram pelas oitivas. Confira as Classificadas:

FASE LOCAL - Quarta-Feira 25.07.2018

Dando Rédea Ao Coração - Chamarra
Letra: Marçal Furian
Melodia: Edu Novakoski

Postais - Milonga
Letra e Melodia: Luiz Carlos “Shaka” Guerreiro

Pra Endurar A Rapadura - Xote
Letra: Diogenes Lopes
Melodia: Vanderlei Antunes (Guaikika) E Rafael Teloken

Açude, Essência e Saudade - Milonga
Letra: Volmar Camargo
Melodia: Sinval Araujo

Vanera Rural - Vaneira
Letra: Luciano Lopes Ferrera
Melodia: Rodrigo Martins E Luciano Lopes Ferrera

Guardiões da História - Milonga
Letra: Rômulo Cordova
Melodia: Cesar Gomes

Meu coração em teu peito - Chamarra
Letra: Marçal Furian
Melodia: Diego Guterres

O Legado dos Galpões - Milonga
Letra: Luiz Onério Pereira
Melodia: Fernando Soares

Rancheira de Domador - Rancheira
Letra e Melodia: Felipe Correa

Das Crioulas Formaturas - Chamarra
Letra: Fernando Martins Ferreira E Leandro Torres Ribeiro
Melodia: Edu Novakoski

FASE GERAL - Quinta-Feira 26.07.2018

Sobre o junco das basteiras - Milonga
Letra: André Oliveira
Melodia: Diego Vivian

Mais uma lida - Chamamé
Letra: Fernando da Silva
Melodia: Volmir Coelho

Boinita - Chamarra
Letra: Eduardo Munhoz/Helvio Luis Casalinho
Melodia: Joca Martins

Daquele morim chitado - Milonga
Letra: Diego Müller/Leonardo Borges
Melodia: Felipe Barreto

Por Trás Destas Portas - valsa
Letra: Martim César
Melodia: Chico Saratt

Rincão - Milonga
Letra: Lisandro Amaral
Melodia: Alex Har

Cuidador de campo - Milonga
Letra: Osmar Proença
Melodia: André Teixeira

Rosa de pedra - Chamamé
Letra: Adriano Silva Alves
Melodia: Cristian Camargo

Meu sonho nos teus caminhos - Milonga
Letra: Francisco Brasil
Melodia: Vitor Amorim

Que pegada - Chamarra
Letra: Anomar Danubio Vieira
Melodia: Carlos Madruga

Sexta-Feira 27.07.2018

Cordas - Milonga
Letra: Evair Gomes
Melodia: Mauro Moraes

Continuidade - Milonga
Letra: Rafael Machado
Melodia: Kiko Goulart

Nobre Cavaleiro Andante - Milonga
Letra: eMelodia Carlos Eduardo Nunes

Colorado de mi flor - Chamarra
Letra: Gujo Teixeira
Melodia: Jairo Lambari Fernandes

Eu, Índio - Canção
Letra: Marco Antonio Xirú Antunes
Melodia: Fábio Peralta E Igor Mastroiano

Inventário de campo - Milonga
Letra: Juliano Santos/Michel Plautz
Melodia: Marcelo De Araújo Nunes

De vuelta al pueblo - Chamamé
Letra: Nino Zannoni
Melodia: Miguel Tayara

Sombra larga - Milonga
Letra: Zeca Alves
Melodia: Adriano Gomes

Alma de pedra - Milonga
Letra: Loresoni Barbosa
Melodia: Gabriel Selvagem

A décima - Milonga
Letra: Sergio Carvalho Pereira
Melodia: Juliano Gomes

PIÁ

Murilo Vargas - Não podemos se entrega pros home
Amanda Miranda Lauxen  -Pelo amor de uma milonga
Vitoria De Sá Heck - Clave de Lua
Leonardo Andrades Schneider - Estancia Velha sou eu
Anna Sofia Gehn Oderich - Estrela de Papel
Julia Amaral Antonini - Lira da Vida
Valentina Staggemeier - Retrato dos meus pelegos
Emanuelle Malheiros Macuglia - Folha em branco

Suplentes

Dionatham Roberto Dos Santos Pimentel - Patroinha
Anna Laura Cornel - Vento Norte

PIÁ TALUDO

Giovanna Cavalheiro - Cicatriz
Marino Vargas Da Silva Junior - Uma Milonga E Mais Nada
Julia Almeida - O Perfume Do Teu Poncho
Laura Hahn Schu - Milonga De Dolores Pena
Kassia Macedo Costa - Campo Negro
Isabelle Jung Mottini - Sangue
Luiza Bento Casanova - Trinca De Reis
Letícia Vargas Roennau - Além De Todos Os Extremos

Suplentes

Danielly Steinbrenner Droppa - Vento Norte
Ana Carolina De Andrade Machado - Passarinho

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte II

Juntamente com meu amigo Jeandro Garcia e leo Ribeiro de Souza, vamos trazendo aos amigos esta "websérie" - que mostra a trajetória do naturalista francês Auguste Saint Hilaire, em sua passagem pela província no seculo XIX. No Blog do grande amigo Léo Ribeiro, segue a Saga.

17 Junho a 21 de julho 1820 

      Por esta data chega a Aldeia dos Anjos, Viamão e Porto Alegre, relata esta última ser uma cidade de ruas imundas como o Rio de Janeiro, mas de boas e conservadas construções e lindos sítios.

      Descreve hora como Lagoa hora como Rio Guaíba, assim como descreve os rios da região e suas formações. Relata como era a catedral, o antigo Piratini com um pavimento, prédio da justiça, Câmara, igreja das Dores, a Rua da Praia e seu comércio.

      Hospedado na casa de um militar faz um grande relatado sobre a batalha em Taquarambó, pois ali existem diversos prisioneiros feitos lá (negros, índios e espanhóis), que são colocados nos mais diversos serviços. Descreve sobre Artigas, colocando-o como péssimo líder militar.

      A alimentação básica dos mais humildes, soldados e prisioneiros sendo apenas carne e pão.

      Porto Alegre já tinha por volta de 80 mil habitantes, constituído na maioria por brancos e em torno de 20 mil negros (6 mil livres). As mulheres por muitas vezes eram bonitas e não se furtavam em conversar com homens, diferente do interior da província. A vida social na cidade era mais intensa que no resto do país, com bailes, saraus onde também as mulheres tinham participação com canto,piano e violino.

      Conhece duas vacas hermafroditas, aprende sobre a organização do estado e área militar, relatando como sendo o mais militarizado do país.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

CTG Amaranto Pereira, de Alvorada, recebe doações de livros

            Nada melhor para uma entidade crescer do que ter à frente pessoas com experiencia. Pois o CTG Amaranto Pereira, da cidade de Alvorada apostou neste quesito. O Patrão Adair Rocha foi buscar para reforçar a sua patronagem nada mais, nada menos que uma ex-1ª prenda do Rio Grande do Sul, Gabrielli Pio. Gabrielli foi prenda no ano de 2008/2009, hoje, casada, formada, mestranda em Educação veio ajudar quem foi sua base no passado e lhe emprestou o nome para representar: seu CTG.
            À frente do Departamento Cultural do Amaranto, junto com sua equipe, Gabrielli tem levado palestras para a entidade e, agora está buscando montar uma biblioteca com os principais livros da bibliografia do concurso estadual. Segundo ela o objetivo é formar novas lideranças dentro da entidade. Dia 13 de julho o CTG Amaranto Pereira recebem Liliane Pappen e Rogério Bastos para uma palestra em seu galpão.

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte I

Começamos hoje, juntamente com meu amigo Jeandro Garcia, que está nos fornecendo esta "websérie" - a mostrar a trajetória do naturalista francês Auguste Saint Hilaire, em sua passagem pela província no seculo XIX. No Blog do grande amigo Léo Ribeiro de Souza, segue a Saga.

04 de junho a 17 junho de 1820


       Saint Hilaire inicia seu relato ao chegar em Torres, descrevendo a geografia perfeitamente como vemos hoje (inclusive a torre que foi demolida para fazerem os molhes). No percurso até Tramandaí, acompanhado de 3 homens contratados no sudeste para lhe servir, descreve cada pouso, geralmente lugares que são cedidos por proprietários de "sítios", que como ele chama pequenas proprieadas. Quase sempre cabanas miseráveis, com grandes frestas e nenhuma estrutura.

          Aproximando-se da Lagoa dos Barros encontra melhores propriedades e uma estância onde o dono é outro francês que lhe dá toda mordomia possível.

           Descreve as índias que encontrou como já desfeitas de qualquer pudor ou "moral", devido a dominação do europeu. Havia avistado um tribo prisioneira sendo levada a Torres, vindo da batalha de Taquarembó. Lutavam pelo lado de Artigas.

           Descreve as camponesas mais bem vestidas que as camponesas francesas, embora condições de vida muito piores.

           Plantio na região: milho, cana e aipim praticamente

           Na propriedade do francês não se montava em éguas, que eram compradas apenas para o abate retirando o couro.

           Descreve também o chimarrão que lhe é ofertado por uma dona de propriedade, conta sobre a "mecanica" de funcionamento da bebida, relata que há poucos escravos nesta primeira etapa.


Livro Viagem a Rio Grande do Sul, Auguste Saint Hilaire
Gentileza desta Web Série: Jeandro Garcia

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Celeiro da Poesia - Classificados na 2ª Colheita

CELEIRO DA POESIA – 2ª COLHEITA 2018
REALIZAÇÃO: MINISTÉRIO DA CULTURA - GOVERNO FEDERAL
PRODUÇÃO - INSTITUTO HUMANIZA
PATROCÍNIO - ENERCAN - CAMPOS NOVOS ENERGIA
APOIO: PREFEITURA DE ABDON BATISTA, CF FLOR DE IPÊ E AC CELEIRO DA TRADIÇÃO.

CLASSIFICADOS NA 2ª COLHEITA DE VERSOS QUE SERÁ EM ABDON BATISTA DIA 25 DE AGOSTO:

1- ALÉM DA ESTAMPA EM RECORTE – Moises Menezes
2- HOJE EU NÃO TOMEI MEU MATE – ROBERTO PAINES.
3- POR UMA FLOR DE ALECRIM – Carlos Omar Villela Gomes
4- SE NÃO FOSSE A POESIA – GUILHERME SUMAN
5- DE BARRO E POEIRA - Adão Bernardes e Jadir Oliveira
6- A RAZÃO DE TANTOS MEDOS – BIANCA Bianca Bergmam
7- RANCHITO – MATHEUS COSTA.
8- VALDOMIRO, CONSTRUTOR DE LABIRINTOS – Joseti Gomes.
9- NOS TEMPOS EM QUE EU ESCREVIA – Luis Lopes de Souza.
10- PAIXÃO – RODRIGO BAUER (Poema tema do festival em homenagem à Paixão Côrtes)

SUPLENTES
 1 - ROMANCE DE ESTRADA E ESTÂNCIA – VICTOR LOPES E ROSA LIN
2 - A ÁRVORE E AS PEDRAS – PAULO DE FREITAS MENDONÇA 

COMISSÃO AVALIADORA:
Adão Quevedo
Romeu Webber
Silvio Aymone Genro.

Está dada a largada para a 2ª Colheita de Versos!

OBS.: Todos os poetas classificados nos próximos dias serão comunicados através do e-mail do celeiro da poesia sobre as normativas expostas no regulamento.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Atenção para os eventos do dia 19 - Um dia de muita cultura

       No próximo dia 19, terça feira, o Conselho Estadual de Cultura irá realizar uma sessão extraordinária no Circo Italiano Belíssimo, localizado nas proximidades do Estádio Beira Rio.
Este será um ato de apresentação do Curso de extensão: "Gestão em Artes Circenses" que será desenvolvido em  parceria entre o Instituto Federal do Rio Grande do Sul e o Conselho Estadual de Cultura.
      Nesta sessão os professores irão apresentar o conteúdo das 332 horas de curso enquanto artistas mostrarão suas criações e a família do Circo Italiano Belíssimo relatará a vida no circo.
Segundo Marco Aurélio Alves, Presidente do Conselho Estadual de Cultura "esta é a primeira vez, em 50 anos, que o Conselho ouvirá a comunidade circense em uma iniciativa proposta Conselheiro Luciano Fernandes. Será um dia de festa pois lançaremos o primeiro curso público para o setor, na região sul do Brasil".
       A sessão, com entrada gratuíta,  inicia pontualmente as 13 horas e 30 minutos com duração de 02 horas.



Vem aí a 23ª Sesmaria da Poesia Gaúcha, em Osório - Inscrições até dia 30

           A 23ª Quadra da Sesmaria da Poesia Gaúcha, o mais importante festivais de poemas do Rio Grande do Sul, será realizada no dia 29 de setembro de 2018, as 20h, no auditório da Câmara de Vereadores do município de Osório/RS.

          O prazo para inscrições se esgota no dia 30 de junho de 2018.

          As inscrições poderão ser enviadas através do e-mail sesmariadapoesia@outlook.com juntamente com a ficha de inscrição oficial, totalmente preenchida.
          Após encerrar o prazo de inscrição, a Comissão Avaliadora selecionará as 10 (dez) poesias concorrentes, que serão automaticamente inseridas no CD e no DVD oficiais da Sesmaria.
          O intérprete/declamador poderá atuar em apenas uma poesia, sendo ou não de sua autoria.
          Cada declamador deverá se apresentar com seu próprio Amadrinhador/Instrumentista.
          O Amadrinhador/Instrumentista, poderá participar de, no máximo, duas poesias.
          O poema poderá ser defendido em forma de dueto. 
          Os autores de cada uma das poesias classificadas, e efetivamente declamada, sem leitura ou consulta ao respectivo texto no palco, receberão uma premiação pela classificação no valor de 800,00 (oitocentos reais).

         Os destaques da Sesmaria da Poesia Gaúcha - 23ª Quadra, farão jus a seguinte premiação:
1º Lugar Poesia: R$ 800,00 + Troféu
2º Lugar Poesia: R$ 600,00 + Troféu
3º Lugar Poesia: R$ 500,00 + Troféu
1º Lugar Intérprete: R$ 800,00 + Troféu
2º Lugar Intérprete: R$ 600,00 + Troféu
3º Lugar Intérprete: R$ 500,00 + Troféu
1º Melhor Amadrinhador: R$ 500,00 + Troféu
2º Melhor Amadrinhador: R$ 300,00 + Troféu
3º Melhor Amadrinhador: R$ 200,00 + Troféu

Informações: (51)986.066.667  - Julio Ribas


Fonte: Ronda dos Festivais 
Jairo Reis

terça-feira, 12 de junho de 2018

Tema dos Festejos Farroupilhas de 2018 - TROPEIRISMO

Tropeiro Valter Fraga Nunes

Algumas considerações conceituais sobre Tropeirismo

“...Fenômeno quase universal, e de todos os tempos, desde a pré-história, porquanto o transporte terrestre e por quadrúpedes domesticados...

...Complexo de fatos geográficos, históricos, sociais, econômico e até psicológicos, relacionado com as tropas de transportes em todo o país.

...Tropeirismo é bem brasileiro, sem embargo de suas origens universais remotos e de suas raízes imediatas sul-americanas”.

           Esta foi a primeira definição do termo Tropeirismo, publicado por Aluísio de Almeida em 1968 na obra “O Tropeirismo e a Feira de Sorocaba”, embora já em 1944, ele tinha esta concepção, infelizmente só conseguiu publicar 24 anos depois. Interessante que ele observa que esta atividade de condução e venda de animais, era exercida há milhares de anos por outros povos, mas não tinham esta denominação Como ele diz “...é bem brasileiro...”

          Atualmente Tropeirismo brasileiro pode ser compreendido de duas formas: uma mais restrita (stricto sensu) e outra mais abrangente (lato sensu).

          A primeira refere-se ao “Ciclo do Muar” (denominação pré-tropeirismo) descrita por Alfredo Ellis Junior em 1950, em que a mercadoria era os muares (mulas e burros) soltos, xucras ou arriadas, inicialmente para atender o Ciclo do Ouro e posterior para dar suporte aos demais Ciclos Econômicos (cana-de-açúcar, café, algodão, cacau, borracha, erva-mate, etc.).

         Segundo Alfredo Ellis “... nasceu com o ouro, na madrugada do século XVII e depois de uma vigência de mais de século e meio, morreu em 1875 mais ou menos, com o advento da ferrovia ...”

         Podemos entender que a “madrugada” refere-se ao final do século XVII. Acredito que o Ciclo começou a enfraquecer “...com o advento da ferrovia ...”, mas não se extinguiu. Nem todos ruralistas possuíam uma estação ferroviária em suas propriedades. A maioria da produção era escoada ainda no lombo dos muares. Além disso, a Feira de Sorocaba continuou até 1897, quando sofreu com a peste e outros obstáculos administrativos da Cidade, transferindo-se para Itapetininga, por onde perdurou por mais uns 10 anos e aí sim finalizando um dos maiores e mais rendoso Ciclos Econômicos do Brasil, mas a atividade tropeira continuou e persiste até hoje em vários lugares do país.

          Para Aluísio de Almeida, “Historicamente, as primeiras tropas de cavalos e muares chucros dos quais, depois de amansados, surgiram tropas carregadas, entraram em São Paulo e Minas, vinda do atual Uruguai, em 1733.”. Ele acrescenta ainda “Até então havia cavalhadas e burradas como tropa solta e comboio de cavalos e asnos como tropa carregada,” 

          Com certeza a causa do início do Tropeirismo brasileiro foi a descoberta do ouro e diamantes em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, mas é certo também que a movimentação de tropas não foi imediata. Embora clandestinamente, milhares de animais foram levados, no início do século XVII, do Uruguai através do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná até São Paulo e de lá direcionado para seus destinos.

          De um modo geral podemos deduzir que o Ciclo do Tropeirismo foi o Intervalo de tempo em que ocorreu a exploração econômica dos muares em movimento.

          A segunda forma compreendida de Tropeirismo é mais ampla (lato sensu). Leva em consideração, além dos muares, a condução de outros animais, não somente quadrúpedes como relata Aluísio de Almeida, como por exemplo: bovinos, equinos, asininos, ovinos, caprinos, suínos, camelídeos, etc., mas também bípedes como perus e gansos. Além disso, considera-se tropa de carretas e/ou carroções, quando em grupo e tracionadas por animais.

         Com esta movimentação intensa e longínquo de animais e pessoas de várias regiões brasileira e estrangeira, o Tropeirismo foi responsável pela integração social, cultural, linguística, e disseminação de saberes, usos, costumes, valores, arte, etc., no território nacional e Sul da América. No seu rastro, pousos viraram arraiais, vilas e cidades.

          No Rio grande do Sul, o Tropeirismo teve papel fundamental na sua ocupação, desenvolvimento (em todos os sentidos) desde seus primórdios até pouco tempo atrás, contribuindo para a formação da figura humana atual do gaúcho brasileiro 
Foto: Valter Fraga Nunes     Tropeiro Alexandre Scherer, de Cruzeiro do Sul   Local da foto: Bom Jesus/RS
           Como pode se vê, o Tropeirismo é um assunto muito complexo e demanda muita pesquisa na busca de informações documentais, sejam impressas ou orais. Existe muita, mas muita coisa para se descobrir que ajudará a montar este enorme mosaico histórico-sócio-cultural.

           Esperamos que, como tema dos Festejos Farroupilha 2018, todas as Regiões Tradicionalista busquem em suas querências suas raízes tropeiras e as revelem para a História. Existem locais repletos de vestígios, mas ocultos. Procure nos mais velhos, eles sempre tem algo para contar. Gravem, escrevam, registrem e divulguem!

        Sei que o tempo disponível para trabalhar o tema é curto, mas já que é, vamos à luta. Vamos fazer parte desta incrível aventura.


Baita abraço a todos

Peões e Prendas do Rio Grande do Sul serão homenageados na Assembleia Legislativa

           Na próxima segunda-feira (18/06), por proposição do deputado estadual Ronaldo Santini, acontecerá Homenagem às Prendas e Peões do Rio Grande do Sul – Gestão 2018/2019 do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). O evento será realizado no Salão Júlio de Castilhos, da Assembleia Legislativa, a partir das 18h. 


     Confira, a seguir, a lista de homenageados e as respectivas cidades, entidades e regiões que representam:

Prendas Estaduais 

Categoria Adulta
1º Lugar: Jéssica Thaís Herrera, de Lajeado, CTG Tropilha Farrapa – 24ª RT
2º Lugar: Ana Maria Kolling Lamarque, de Giruá, CTG Querência Crioula – 3ª RT
3º Lugar: Tamara Trentini Rigo, de Santo Antônio do Palma, CTG Pousada dos Tropeiros – 7ª RT

Categoria Juvenil
1º Lugar: Cristina Kunzler Diemer, de Três Passos, CTG Missioneiro dos Pampas – 20ª RT
2º Lugar: Nathália Yasmin Gregoski, de Passo Fundo, CTG Dom Luiz Felipe de Nadal – 7ª RT
3º Lugar: Tayline Alves Manganeli, de São Francisco de Assis, CTG Pedro Telles Tourem – 10ª RT

Categoria Mirim
1º Lugar: Letícia Soriano Coelho da Silva, de Porto Alegre, 35 CTG – 1ª RT       2º Lugar: Antônia Cardoso Gracióli Arend, de Santa Maria, CTG Sentinela da Querência – 13ª RT
3º Lugar: Ester Belegante Nervo, de Água Santa, Piquete de Laçadores Pai João – 7ª RT

Peões Estaduais

Categoria Peão
1º Peão Farroupilha: Mateus Dias Louzada, de Rio Grande, Centro Cultural Nativista Sentinela do Rio Grande - 6ª RT
2º Peão Farroupilha: Thiago Rodrigues da Cunha, de Santa Maria, Centro de Pesquisas Folclóricas Piá do Sul – 13ª RT
3º Peão Farroupilha: José Valdir da Silva Corrêa Junior, de Uruguaiana, CTG Tríplice Aliança – 4ª RT

Categoria Guri
1º Guri Farroupilha: Cezar Augusto Bertani Gomes, de Nova Prata, CTG Retorno a Querência – 11ª RT
2º Guri Farroupilha: Giovani de Azevedo Andrade, de São Sebastião do Caí, CTG Lauro Rodrigues – 15ª RT
3º Guri Farroupilha: Lucas Vargas dos Santos, de Giruá, CTG Querência Crioula – 3ª RT

Categoria Piá
1º Piá Farroupilha: João Mauricio Oliveira Corrêa, de Alegrete, Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas Corredor dos Leonardi – 4ª RT
2º Piá Farroupilha: Talles Alves Manganeli, de São Francisco de Assis, CTG Pedro Telles Tourem – 10ª RT
3º Piá Farroupilha: Vitor Vargas dos Santos, de Giruá, CTG Querência Crioula – 3ª RT

Gabinete Deputado Estadual Ronaldo Santini (PTB)
Assessoria de Comunicação - Bruna Bueno / Nina Berthier
(51) 3210-1906 / (51) 98492-9166 
bruna.bueno@al.rs.gov.br 

Campanha do Agasalho em Guaíba. Poncho Solidário, do CTG Gomes Jardim


Túnel do tempo/ZH - Partenon completa 150 anos, dia 18

Recorte de 2005 - Túnel do Tempo de Zero Hora. Dia 18 completa 150 anos