segunda-feira, 17 de junho de 2019

Confira os resultados do Enart Pré-Mirim, Mirim e Juvenil

Aconteceu neste final de semana, em Soledade, o evento denominado Enart Pré Mirim, Mirim e Juvenil, promovido pelo MTG e realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Soledade. Abaixo os resultados do evento:
Equipe de avaliação das danças tradicionais - Foto arquivo pessoal Luis Afonso Torres (via facebook)
Danças Tradicionais Mirim Força A
1º Lugar - CTG M'Bororé - Campo Bom - 30ªRT
2º Lugar - CTG Patrulha do Rio Grande - Santo Antonio da Patrulha - 23ªRT
3º Lugar - CTG Rancho da Saudade - Cachoeirinha - 1ªRT
4º Lugar - CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ªRT
5º Lugar - CTG Guapos do Itapuí - Campo Bom - 30ªRT

Danças Tradicionais Mirim Força B
1º Lugar - CTG Rincão da Alegria - Santa Cruz do Sul - 5ªRT
2º Lugar - CTG Rodeio da Querencia - Frederico Westphalen - 28ªRT
3º Lugar - CTG Porteira da Restinga - Porto Alegre - 1ªRT
4º Lugar - CTG Essencia Gaúcha - Taquara - 22ªRT
5º Lugar - CTG Darci Fagundes - Guaiba - 1ªRT

Danças Tradicionais Juvenil Força A
1º Lugar - CTG Tiarayu - Porto Alegre - 1ªRT
2º Lugar - CTG Rancho da Saudade - Cachoeirinha - 1ªRT
3º Lugar - CTG M'Bororé - Campo Bom - 30ªRT
4º Lugar - CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ªRT
5º Lugar - CTG Guapos do Itapuí - Campo Bom - 30ªRT

Danças Tradicionais Juvenil Força B
1º Lugar - CTG Marciano Brum - Soledade - 14ªRT
2º Lugar - CTG Leão da Serra - São Leopoldo - 12ªRT
3º Lugar - CTG Laço Velho - Bento Gonçalves - 11ªRT
4º Lugar - CTG Osório de Assis - Fontoura Xavier - 14ªRT
5º Lugar - 35 CTG - Porto Alegre - 1ªRT

Chula Mirim
1º Lugar - Luis Andre Kirshof - DCTE Marcas do Pampa - Santa maria - 13ªRT
2º Lugar - Bernardo Pereira - CTG Galpão Campeiro - Erechim - 19ªRT
3º Lugar - Vitor Hugo Alano - CTG Doze Braças - Sananduva - 29ªRT

Chula Juvenil
1º Lugar - Miguel dos Santos Lampert - CTG Lalau Miranda - Passo Fundo - 7ªRT
2º Lugar - Felipi de Souza - CTG Sentinela da Querencia - Vacaria -8ªRT
3º Lugar - Artur Eduardo latroni - CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ªRT

Gaita Piano Mirim
1º Lugar - Vitor Luis Giotto - GAN Lagoa Vermelha - Lagoa Vermelha - 8ªRT
2º Lugar - Rafaela fernanda Tormen - CTG Sinuelo do Sul - Pelotas - 26ªRT
3º Lugar - Leonardo Andrades Schneider - CTG Patrulha do Oeste - Uruguiana - 4ªRT

Gaita Piano Juvenil
1º Lugar - Diodo Iurre da Costa - CTG22 de Novembro - Progresso - 24ªRT
2º Lugar - Nicolas de Brito Iacks - CTG Sinuelo do Sul - Pelotas - 26ªRT
3º Lugar - Monalise de Souza - CTG Essencia da Tradição - Novo Hamburgo - 30ªRT

Gaita Botão Mirim
1º Lugar - Leonardo Andrades Schneider - CTG Patrulha do Oeste - Uruguiana - 4ªRT
2º Lugar - Felipe Marin de Sá - CTG Pioneiros do Laço - Vacaria - 8ªRT
3º Lugar - Isaac Jacobs - Piquete Os Caudilhos - Barra do Ribeiro -1ªRT

Gaita Botão Juvenil
1º Lugar - Luan Bueno Bolzan - CTG Herdeiros da Tradição - Caxias do Sul - 25ªRT
2º Lugar - Pedro Lucca Nascimento - CTG Carreteiros da Saudade - Gravataí - 1ªRT

3º Lugar - Guilherme Henrique Dalabrida - GF Chaleira Preta - Ijui - 9ªRT

Interprete Solista Vocal Masculino Mirim
1º Lugar - Pedro |Rhode Franck - CTG Rincão Serrano - Carazinho - 7ªRT
2º Lugar - João Vitor Camargo - CTG Guapos do Itapui - Campo Bom - 30ªRT
3º Lugar - Leonardo Andrades Schneider - CTG Patrulha do Oeste - Uruguaiana -4ªRT

Interprete Solista Vocal Masculino Juvenil
1º Lugar - Juan Vitor Borges - CTG Fronteira Aberta - Livramento - 18ªRT
2º Lugar - Andrei Eduardo da Silva - CTG Guapos do Itapui - Campo Bom - 30ªRT
3º Lugar - Vieri Siqueira de Vargas - CTG Querencia Xucra - São Gabriel - 18ªRT

Interprete Solista Vocal Feminino Mirim
1º Lugar - Manoela Rocha Porto - CTG Vaqueanos da Tradição - Porto Alegre - 1ªRT
2º Lugar - Giovana Vieira de Lima - CTG Independencia Gaucha - Esteio - 12ªRT
3º Lugar - Amanda Miranda Lauxen - CTG Querencia Xucra - São Gabriel - 18ªRT

Interprete Solista Vocal Feminino Juvenil
1º Lugar - Kássia Macedo Costa - CTG Rancho da Amizade - Gravataí - 1ªRT
2º Lugar - Giovana Cavalheiro de Oliveira - CTG Independencia gaucha - Esteio - 12ªRT
3º Lugar - Luiza helena Almeida - CTG Fronteira Aberta - Livramento - 18ªRT

Declamação Masculina Mirim
1º Lugar - Pedro Barbosa das Neves - CCN Sentinela do Rio Grande - Rio Grande - 6ªRT
2º Lugar - Artur Dal Lago - CTG Chama Crioula - Santa Rosa - 3ªRT
3º Lugar - Rodrigo machado Silveira Jr. - CTG Sentinelas do Cerros - Caçapava - 18ªRT

Declamação Masculina Juvenil
1º Lugar - Guilherme Assunção - CTG Sentinela da QUerencia - Erechim - 19ªRT
2º Lugar - Luciano Heredia - GAN Sepé Tiarayu - Espumoso - 14ªRT
3º Lugar - Pedro Masrques Petrron - CTG Essencia da Tradição - Novo Hamburgo - 30ªRT

Declamação Feminina Mirim
1º Lugar - Emily Teixeira de Moraes - CTG Moacir Motta Fortes - Passo Fundo - 7ªRT
2º Lugar - Dara Montagna Netto - CTG Mata Nativa - Canoas - 12ªRT
3º Lugar - Luiza Webster Quintero - CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ªRT  

Declamação Feminina Juvenil
1º Lugar - Ana Julia Camera - CTG Sentinelas do Pago - Marau - 7ªRT
2º Lugar - Julia da Rosa Severo - CTG Carreteiros da Saudade - Gravataí - 7ªRT
3º Lugar - Eduarda Sechete - CTG Sentinela da QUerencia - Erechim - 19ªRT

Dança de Salão Mirim
1º Lugar - Bruno Caviola e Emanuely Roso - CTG Sentinela da QUerencia - Erechim - 19ªRT
2º Lugar - Gabriel Bartz e Nicole Kohls - CTG Lanceiros de santa Cruz - Santa Cruz do Sul - 5ªRT
3º Lugar - Vitor Wieste e Rafaela Tormen - CTG Sentinela da QUerencia - Erechim - 19ªRT

Dança de Salão Juvenil
1º Lugar - Gabriel Renato Schons e Marina Roséli Battisti - CTG Sentinela da QUerencia - Erechim - 19ªRT
2º Lugar - Mateus Plinio Menegaz e Isadora Dorigon - CTG Rodeio da Querencia- Erechim - 19ªRT
3º Lugar - Arthur Manica Sirino e Bianca Pungan Teffilile - CTG Galpão Campeiro - Erechim - 19ªRT

Grupo de Danças mais Popular Mirim | Força A
CTG Rancho da Saudade - Cachoeirinha - 1ªRT

Grupo de Danças mais Popular Mirim | Força B
CTG Porteira da Restinga - Porto Alegre - 1ªRT

Grupo de Danças mais Popular Juvenil | Força A
CTG Rancho da Saudade - Cachoeirinha - 1ªRT

Grupo de Danças mais Popular Juvenil | Força B
CTG Osório Assis - Fontoura Xavier - 14ªRT


Troféu Marca Grande Mirim   - 7ªRT
Troféu Marca Grande Juvenil - 19ªRT
Transforme seu sonho em livro. Publique seu trabalho. Fale com a gente!

Centenário de Gildo de Freitas | 100 anos do Rei dos Trovadores - parte 2

Com a colaboração do pesquisador e historiador Israel Lopes, entregamos para vocês um resumo da historia do Rei dos Trovadores. Viaje conosco na historia e na vida de Gildo de Freitas (parte II).

      Em 1955 Gildo e família passaram a morar na localidade de Passo do Feijó,  que era  3º Distrito de Viamão, onde tinham um “bolicho”, conforme dona Carminha, no seu livro. Depois, passou a ser cidade de Alvorada, com a emancipação em 1965.

     Em 1957 foi o reencontro do Gildo e Teixeirinha, que estava morando em Erechim. Teixeira convidou o amigo para uma temporada naquela cidade. Uns seis meses mais ou menos, conforme disse o Teixeirinha, na entrevista ao jornalista Airton Ortiz em abril de 1985, publicada no Almanaque Tchê! Depois Gildo retornou para casa, em Alvorada, e continuou se apresentando nos programas regionalistas. 

    Gildo, além de tocar gaita a ponto, tocava violão, mas o instrumento que ele mais executava era a gaita cromática. Em 1963 ele foi a São Paulo e gravou na Continental, onde contou com ajuda do Palmeira (Diogo Mulero) que era da direção daquela gravadora. Palmeira já conhecia o seu trabalho. Era fã do Gildo. Teixeirinha, em 1963, gravara o arrasta-pé "Cobra Sucuri", de Gildo de Freitas, que fazia muito sucesso. Inclusive, lá para o Norte e Nordeste. Em 1964, foram lançados dois discos de 78 rotações. Um, com História dos Passarinhos e Conhecendo o Brasil. O outro, com A Grande Perda do Brasil e Acordeona. Também, em 1964, o seu 1º LP “Gildo de Freitas, O Trovador dos Pampas”. O apresentador Giva Ferri, no “Programa Querência”, TV Cidade, de Bento Gonçalves, em 14 de outubro de 2013 entrevistou dona Carminha e o Jorge de Freitas, que disseram que as músicas que fizeram mais sucessos do primeiro disco foram História dos Passarinhos e Baile do Chico Torto. 

     Quanto ao sucesso de suas primeiras gravações, o advogado e pesquisador Israel Lopes, diz no seu livro em preparo “A Trova de a Porfia no Rádio Gaúcho”:

     “Quanto ao sucesso de suas músicas, desse primeiro LP, eu acompanhei, através do rádio, dos pedidos dos ouvintes e afirmo, com certeza, que todas as composições fizeram sucesso. É certo, como disseram sua viúva, dona Carminha, e seu filho Jorge, que os grandes sucessos foram História dos Passarinhos e Baile do Chico Torto. Essas duas eram as mais solicitadas. Mas, Acordeona, A Grande Perda do Brasil, Conhecendo o Brasil, que, com História dos Passarinhos estão em discos de 78 rotações, também fizeram grande sucesso. E não só essas, as demais que estão no LP, todas fizeram sucesso”.
 
Teixeirinha e Gildo de Freitas
    
       No início da década de 1970 ele passou a residir em Viamão, onde adquiriu um imóvel. Logo comprou outro local, também em Viamão, onde teve a Churrascaria Gildo de Freitas, com apresentações de bailes. Depois foi morar em Porto Alegre. 

         Gildo de Freitas, sendo o maior repentista do Rio Grande do Sul, tanto na trova de a porfia, como no improviso em ritmo de milonga, foi cognominado de O Trovador dos Pampas e O Rei dos Trovadores.  Gildo de Freitas era o Rei do Improviso, assim como Teixeirinha era o Rei do Disco. Trovou com os maiores repentistas do Rio Grande do Sul: Inácio Cardoso, Tereco de Oliveira, Formiguinha, Zezinho Fagundes, Teixeirinha, Valdomiro Mello, Luiz Müller, Portela Delavy, Garoto de Ouro, Dorval Ignácio, Tom Mix, Joãozinho Azevedo, Antoninho Silva, Padre Rubens Pillar, Moraezinho, Francisco Vargas, Marco Aurélio e outros. Também, trovou com Lina Rodrigues, de Portugal, com Flor da Serra, de São Paulo, e com outros vates de outras regiões do Brasil.
   
         De 1964 a 1982 ele gravou 15 LPs.  Na Continental, os seguintes discos: O Trovador dos Pampas (1964),  Vida de Camponês (1965), O Desafio do Padre e o Trovador (1966), Gildo de Freitas e Sua Caravana (1968), De Estância em Estância (1969), Gildo de Freitas – Dupla “Alegria dos Pampas” Zezinho e Julieta (1970),  Gildo de Freitas, O Rei do Improviso (1970),  Gildo de Freitas (1972), Gildo de Freitas e Seus Convidados (1975), O Ídolo, Gildo de Freitas (1975),  Gildo de Freitas e Os Taytas – Gauchadas de Sul a Norte  (1976) e  Gildo de Freitas (1979). Na Chantecler:  Gildo de Freitas Mais Sucessos (1980), Gildo de Freitas, O Rei dos Trovadores (1981) e Gildo de Freitas, Figueira Amiga (1982).

    No segundo LP, Vida de Camponês, em 1965, Gildo gravou o arrasta-pé Baile de Respeito, iniciando aquela brincadeira, caçoando com o seu amigo e compadre Teixeira, que rendeu muitas composições entre ambos.

    Em 1969, ele foi convidado por Dilamar Machado, e apresentou um programa regionalista na Rádio Gaúcha. Ainda, naquele ano, ele acompanhou Dilamar, e se foram para a Rádio Difusora, onde permaneceu até junho de 1971. Também, em Porto Alegre, teve programa na Rádio Itaí. Em Canoas, na Rádio Real. No Paraná apresentou por três meses, programa na Rádio em Pato Branco e na Rádio de Foz do Iguaçu.


Mateada comemorativa ao Centenário de Gildo de Freitas

Venha para o CTG Gildo de Freitas - Mateada comemorativa aos 100 anos do Rei dos Trovadores

domingo, 16 de junho de 2019

Centenário de Gildo de Freitas | 100 anos do Rei dos Trovadores - parte 1

Com a colaboração do pesquisador e historiador Israel Lopes, entregamos para vocês um resumo da historia do Rei dos Trovadores. Viaje conosco na historia e na vida de Gildo de Freitas.

      Gildo de Freitas nasceu em 19 de junho de 1919 no bairro Passo d’Areia, em Porto Alegre, RS. LEOVEGILDO JOSÉ DE FREITAS, seu nome de batismo, filho do  casal Virgínio José de Freitas e Georgina Santos de Freitas. Foi o terceiro filho, entre os 9 irmãos. 

     Gildo, com 8 anos, frequentou o colégio no Passo d’Areia, onde é o campo do Esporte Clube São José. Sua professora foi  dona Paulina. Porém, o menino não gostava de estudar. Por isso, estudou somente seis meses. Mas, aprendeu a ler a escrever. O que ele gostava mesmo era de cantar, de trovar e aprender a tocar gaita, conforme disse dona Carminha de Freitas em seu livro “Gildo de Freitas, O Trovador dos Pampas” (2004):

     “Seu irmão Alfredo tinha uma gaitinha de oito baixos. Tocava uma toada de trova e cantava uns versinhos. Quando o Alfredo saía, Gildo pedia à mãe para não  contar ao irmãos que ele pegava na gaita, levava para a beira de um arroio que existia nos fundos da casa e lá treinava suas trovas. Assim aprendeu a tocar e cantar. De grande talento já desde pequeno, mas  ninguém ligava, pois naquele tempo, quem tocasse ou cantasse era considerado vagabundo”.

    Seu Virgínio era pequeno agricultor, ali no Passo d’Areia. Plantava verduras. Gildo era o mais esperto entre os 9 irmãos. Trabalhava desde pequeno para ajudar os pais no sustendo da numerosa família. Gildo puxava uma carroça, cheia de verduras. Seguia pela estrada, vendendo de casa em casa.
O Castelhanho Vergilio José de Freitas  e Dona Georgina 
        Aquele menino, que passou tanto trabalho na infância, jamais imaginaria que, um dia seria o maior trovador do Rio Grande do Sul. Um dos maiores repentistas do Brasil. Um gênio, que começou a trovar ainda guri, como disse Chirú Vaqueano, no seu livro (com título homônimo ao da Sra. Carminha) “Gildo de Freitas, O Trovador dos Pampas” (1973):

    “Desde antes dos oito anos, sabia trovar e nessa idade o colocavam em cima das mesas, nas carreiras para fazer versos. Com 15 anos não era qualquer trovador que encostava nele. E daí para diante foi aprendendo ainda mais, com os grandes repentistas Inácio Cardoso, Zezinho Fagundes, Genésio Barreto e Bena Brabo”.
  
Ilustrações Canini - Livro de Juarez Fonseca
         Depois, Gildo saiu pelo mundo, fazendo aventuras, enfrentando sofrimentos e até perseguições. Pois ele não admitia injustiças que fossem praticadas contra os mais fracos. Conheceu dona Carminha, em Niterói, Canoas. Casou com dona Carminha em 16 de maio de 1942 e foram residir na Vila Floresta. Ali, passaram muitas dificuldades, conforme Dona Carminha relata no seu livro. Depois, voltaram a residir em Niterói. 

         No início da década de 1940 passou a se apresentar no programa Trovadores do Rio Grande, na Rádio Gaúcha. Em 1948, quando o programa retornou, ele e Tereco, novamente se apresentavam. Em 1949 foi para o Alegrete, onde participava de trovas, formou o Trio Gaúcho, ele, Raul Sotero e Francisco Bica. Ele e Raul executavam as gaitas de botão e Bica, no violão. Conheceu Rui Ramos, que era político do antigo PTB em Alegrete, que lhe apresentou a Getúlio Vargas. Trabalhou na campanha de Getúlio em 1950, no retorno ao Catete, fazendo aqueles improvisos, nos comícios. Esteve muito doente em Alegrete, quase entrevado. Depois que saiu de Alegrete, esteve em Santa Maria, trovando e viajando com o repentista são-borjense Garoto de Ouro. Fizeram apresentações em São Borja e em vários Municípios. Continuou participando das campanhas políticas dos herdeiros do “trabalhismo” de Getúlio: João Goulart e Leonel Brizola. 

     Em 1953 ele volta a Porto Alegre. Trabalhou em vários serviços. Voltou a se apresentar nos programas de rádio. Logo foi criado em 1º de maio de 1955, o programa Grande Rodeio Coringa, na Rádio Farroupilha, por Darcy Fagundes e Paixão Côrtes. Gildo e Tereco de Oliveira eram  os mais famosos trovadores de a porfia, que se apresentavam no programa. Trovou, também com outros grandes trovadores, mas nenhum se igualava e ele, na trova. Era imbatível! Tereco era o trovador que mais se aproximava de Gildo, na trova. Gildo, com sua inteligência fazia versos bonitos e sem ofender o adversário. Teixeirinha foi entrevistado por Juarez Fonseca. Ele disse que trovou com os dois e reconhecia porque Gildo de Freitas foi o “REI DOS TROVADORES”, conforme o jornalista Juarez Fonseca, registou no seu livro “Gildo de Freitas” (1985):  

    “Gildo nunca ficava nervoso ou irritado com provocações do adversário, na trova. No início, sempre apareciam trovadores novos querendo fazer fama em cima de uma vitória sobre ele. Já entravam dando pua, e às vezes a plateia começava a vaiar Gildo pelo fato de ele não responder à altura às provocações. Mas ele sorrindo, mostrando aqueles dentes de ouro, ia fazendo seus versos, trazendo, trazendo, e quando se via a plateia já tinha passado para o lado dele. Teixeirinha diz que Gildo ‘era jeitoso, sabia agradar, não era muito acusador, mau. O Tereco já era aquele homem que dava a pua e não queria parar, dava para derrubar. O Gildo não, levava aliviado, porque era um homem de muita ideia e sabedoria, além de ter uma simpatia muito grande. Por isso é que ele foi o Rei dos Trovadores”.

     Esse depoimento do Teixeirinha ao Juarez Fonseca, sobre o Gildo de Freitas é muito importante. Pois ele conheceu muito o seu “Compadre Gildo”. Fonseca conta até de quando eles se encontram e passaram a fazer apresentações juntos. Foi em 1955, quando Gildo estava fazendo apresentações no Mercado Público, em Porto Alegre. Trovaram e um gostou do outro, conforme disse Juarez Fonseca, no seu livro sobre “Gildo”:

    “O tempo passou, e em 1955 aconteceu o encontro e amizade com Teixerinha. Eles se encontraram em um bar no Mercado Público, onde costumavam se reunir trovadores e duplas regionalistas, à espera de convite para viajar ou se apresentar em circos ou cinemas na Grande Porto Alegre. (...). Então Teixeirinha e Gildo se encontraram, trovaram, gostaram um do outro e saíram juntos para trovar pelos interiores do Município de Taquara, onde Teixeira estava morando. Se apresentaram bastante em carreiramentos, programas de rádio, nas casas dos outros, até que um dia comicharam de novo as botas do Gildo. Ele convidou Teixeirinha para irem a Lages, em Santa Catarina, mas Teixeira trabalhava no DAER e não quis arriscar”.
(...continua...)      
Nesta quarta, 19, o Identidade Gaúcha será dedicado ao Rei dos Trovadores - Gildo de Freitas

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Bancada do Gauchismo - Bancada da Bombacha | O que existe por trás do nome

           Costumamos chamar de bancada, um grupo de parlamentares de uma determinada região, estado ou que representa determinados interesses (como a bancada ruralista, evangélica, da bola, da bala, etc...). As bancadas costumam ser organizadas no início de cada legislatura e se desfazem ao final dela. Nacionalmente, são formados por deputados e por senadores, agrupados de acordo com a sua representação.

            Dito isso, vamos falar do que está pujante nas redes sociais que é a criação da "Bancada do Gauchismo" ou "Bancada da Bombacha" em Brasilia, com uma festividade marcada para dia 7 de agosto. Mas, como sempre, um pouco de história é importante para embasar os argumentos.


Deputado, depois Ministro Carlos Marun ao lado de João Mello
            O ano era 2014, Manoelito Savaris retornava à presidência do MTG do Rio Grande do Sul e, João Mello assumia as rédeas da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG). 
           Depois de muitas peleias, ao redor da questão do rodeio crioulo,  que recebia pressão das sociedades protetoras dos animais, através do Deputado Federal José Ricardo Alvarenga Tripoli (PSDB - São Paulo) advogado, ambientalista e de família política profissional (irmão deputado estadual, outro vereador), a CBTG, apoiada por suas Federações filiadas, resolveu contra-atacar. Veja o documento abaixo, datado de junho de 2015, exatos 4 anos:




          Este documento nos foi enviado pelo Presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, João Ermelino de Mello, que iniciou este trabalho com as oito federações que compõem a CBTG. Com apoio da Confederação Internacional da Tradição Gaúcha. Mostra que, em 2015 já se trabalhava esta questão da bancada do gauchismo, em Brasilia.



          Recentemente recebemos, também, um material em vídeo, outro por escrito, falando do evento do dia 7 de agosto, onde o Deputado Federal Ronaldo Santini avisa a Coordenadora da 7ª Região Tradicionalista, Gilda Galeazzi, que a ideia da criação de uma frente parlamentar em defesa da cultura e das tradições gaúchas começa a consolidar:

    "Quero comunicar, oficialmente, que aquela provocação que lá atrás, na abertura do rodeio de Marau, que era importante que os deputados pudessem se envolver de forma mais efetiva na defesa da cultura, da arte e da tradição do nosso estado, ela produziu o resultado aqui, hoje, temos em mãos o reconhecimento, a homologação, da nossa frente parlamentar em defesa da cultura e da tradição gaúcha. Foram 198 parlamentares que aderiram à nossa frente!" - afirmou Santini.

          Gilda Galeazzi se manifestou através de um comunicado nas redes sociais:


  " (...) acabo de receber um vídeo do deputado federal Ronaldo Santini, no qual informa que se tornou realidade a sugestão que apresentamos como primeiro passo para aproximar as entidades tradicionalistas das instituições que decidem o rumo de nosso país: o parlamentar de Lagoa Vermelha conseguiu reunir 198 assinaturas de colegas na Câmara Federal para criar a Frente Parlamentar em Defesa da Cultura Gaúcha.

   Já imaginaram: um grupo de duas centenas de deputados federais defendendo nossos interesses no parlamento federal? Assim como outras bancadas temáticas (cito aqui da agricultura, do livro, dos evangélicos), teremos um grupo de políticos comprometidos em defender nossa cultura no poder legislativo. (...).

   O lançamento será no dia 7 de agosto, no CTG Jayme Caetano Braun, em Brasília, em uma grande festa gaúcha. Claro, estarei lá. E comigo irão alguns parceiros nessa nova caminhada."



Opinião do BLOG: Sem discutir o mérito (que sem dúvida nenhuma é de enorme valia), vamos rever a história, a ideia foi lançada, o que rendeu, o que não rendeu, até onde chegou, por que ela é relançada como se nunca tivesse acontecido, quais as perspectivas em relação a um pleito que acontecerá em janeiro. Tudo isso e muito mais tem que ser discutido e esclarecido ao público. Como iniciamos dizendo, uma bancada do gauchismo é muito interessante, mas das quase 200 assinaturas, quantas realmente estão comprometidas? 

          Sabedores do documento que a Confederação Brasileira está debruçada desde 2015, por que ele não foi citado? Se vai colocar um carro novo na estrada é por que tem uma estrada. Não podemos esquecer os que a construíram, isso é respeitar a nossa história.

           Estou plenamente de acordo que alguma coisa seja feita, que exista mobilização, mutirão, revolução, mas que não se apague os feitos daqueles que deixaram o legado. Porém.. muito, porém... As vaidades, deve-se tentar, pelo menos tentar, deixa-las de lado. Por que no final, são elas que pesam e alteram o fiel da balança, fazendo pender pro outro lado.


Escute pela internet o Programa identidade Gaúcha, que na semana que vem vai debater este assunto

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte XLV

Maio de 1821 - por Jeandro Garcia

Missões prósperas - Decadência das aldeias - Estrutura de Rio Pardo - Veranico - Embarcações

     Conforme ouviu dizer, quando os portugueses conquistaram a Província das Missões, elas ainda estavam longe da decadência. Haviam 14 mil índios bem nutridos e bem vestidos, vastos terrenos cultivados, casas de comércio abarrotados de gêneros e estâncias repletas de gado. Os índios caçavam animais selvagens e deixavam em suas terras para engordar.

      Com a vinda dos espanhóis foram obrigados a deixar a caça, pois não eram mais suas terras. Não mais abateram seus gados, pois os portugueses utilizavam para abastecer suas necessidades, e os administradores vendiam conforme a sua vontade. Em pouco tempo as povoações já haviam perdido essa rica fonte de recursos.

      O couro e o trigo são os principais gêneros vendidos ao Rio de Janeiro em Rio Pardo, ao qual compra quase todas as suas mercadorias.

      Saint Hilaire desde que esta na cidade o tempo se mantém magnífico, lhe informaram que esta época chamam de verãozinho de maio, ou veranico de maio.

       A rua principal é pavimentada, as casas de Rio Pardo geralmente são telhadas, algumas grandes e bem construídas, muitas de um e até dois andares. Quase todas que pertencem a famílias ricas possuem sacadas de vidro.

      Há um grande comércio de lojas e armazéns comestíveis na rua principal, embora a cidade seja rica e comercial nada foi feito para facilitar o desembarque de mercadorias, rebaixando as margens do rio e pavimentando as ruas de acesso.

       As embarcações que transportam mercadorias de Porto Alegre a Rio Pardo são chamadas de pirogas ou canoas. São pontudas, no centro um mastro e possuem em torno de 55 palmos de comprimento por até 20 de largura. Geralmente nunca há mais que dez no porto, mas gastam poucos dias para carregar e descarregar.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Vitória da Cultura - TJ/RS vota como inconstitucional a Lei Estadual 15.280/2019

Parte do Conselho Estadual de Cultura, durante o Congresso, em Bento Gonçalves, junto com a Secretária Beatriz
        O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) votou favorável ao parecer do Ministério Público (MP) que definia como inconstitucional a Lei Estadual 15.280/2019, sancionada pelo Governador Eduardo Leite em 31 de janeiro deste ano, que tratava sobre classificação indicativa em eventos culturais do estado. A iniciativa foi do Conselho Estadual de Cultura (CEC-RS), através de seu Presidente Marco Aurelio Alves, que enviou o pedido de estudo de inconstitucionalidade para o MP.
     
Marco Aurelio Alves - Presidente do CEC
         Na visão do Conselho, a Lei Estadual 15.280/2019 se mostrava negativa por abrir brechas que permitiriam a qualquer pessoa, inclusive aquelas sem qualquer tipo de conhecimento ou instrução necessária para tal, denunciar quaisquer membros responsáveis ligados à organização de um evento cultural no Estado, tornando-se, portanto, uma lei irresponsável. 

        O CEC também apontou como inconstitucional a ação do Estado na criação de legislações próprias para classificação indicativa, sendo esta uma responsabilidade de órgãos previamente definidos pela Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça.

        No parecer emitido pelo Ministério Público fica claro a inconstitucionalidade da lei, indicando que a mesma fere a exclusividade da União de cuidar de matérias de interesse geral, nacional e amplo, o que, logo, inclui a questão tratada. Tal indicação é presente no inciso XVI do artigo 21 da Constituição Federal.

Abaixo, o documento do Ministério Público:

AÇÃO DIRETA DE INSCONTITUCIONALIDADE

   Tendo por objeto a retirada do ordenamento jurídico da Lei Estadual nº 15.280, de 31 de janeiro de 2019, que introduz a classificação indicativa em exposições, amostras, exibições de arte e eventos culturais no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, e dá outras providências, pelas razões de direito a seguir expostas (...)

2. Do vício formal de inconstitucionalidade 
     A Constituição Federal de 1988, ao criar as três entidades federadas - União, Estados e Municípios - estabeleceu um sistema de repartição de competências, em matéria legislativa e administrativa, traduzindo um dos preceitos do federalismo. 
     O sistema de repartição de competências se caracteriza (...) I) à União, cabe cuidar de matérias de interesse geral, nacional e amplo; II) aos Estados, de matérias de âmbito regional e com espectro de abrangência limitado; e III) aos Municípios, de assuntos de interesse locais. 
     Desse quadro sinótico, deflui-se que a União é o ente político mais amplo e que, em razão disso, recebe competência para dispor sobre as matérias de maior magnitude, que suplantam os interesses regionais e locais. Tal divisão se mostra coerente e necessária, revelando uma atuação harmônica com o escopo de garantir o cumprimento dos objetivos e a observância dos princípios consagrados pelo ordenamento constitucional (...) 
     Destarte, ao editar norma disciplinando a classificação indicativa para exposições, amostras, exibições de artes e espetáculos públicos, o legislador estadual claramente invadiu a seara de competência exclusiva da União para tratar do tema, consoante estatui o inciso XVI do artigo 21 da Constituição Federal, cujo teor é o seguinte (...) 
Essa conclusão avulta adiante da análise conjunta do dispositivo constitucional suprarreferido com comando inserto no artigo 220, parágrafo 3º, inciso I, da Constituição Federal, o qual estabelece expressamente competir à lei federal regular as diversões e espetáculos públicos, inclusive disciplinando a indicação da faixa etária não recomendável in verbis (...)
     Nessa ordem, resta evidenciado que a Lei Estadual nº 15.280/2019 configura flagrante invasão da competência exclusiva da União Federal, razão pela qual não se figura compatível com o ordenamento constitucional. 


3. Do vício de iniciativa

      Noutro vértice, como argumento de reforço, impera assinalar que a norma vergastada teve leito em projeto de lei de origem parlamentar. 
      De tal sorte, os Deputados Estaduais, ao disciplinarem a classificação indicativa em exposições, amostras, exibições de arte e eventos culturais no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, infligindo ao Poder Executivo Estadual a correspondente fiscalização, invadiram competência privativa do Governador Estadual, imiscuindo-se na organização e funcionamento da administração estadual e no poder de polícia que lhe é inerente. 
     Na hipótese em relevo, não havia espaço para a iniciativa do Poder Legislativo (...) incube ao Chefe do Poder Executivo, privativamente, a iniciativa de leis que versem sobre criação, estruturação e atribuições das Secretarias e órgãos da Administração Pública (...) 
      Cuida-se, assim, de iniciativa reservada ao Chefe do Poder Eecutivo, não podendo, a Assembleia Legislativa, deflagrar projetos que visema dispor sobre a matéria, sob pena de, por usurpação, eivar de inconstitucionalidade o texto legal decorrente. 
     A análise do texto legal em comento não deixa dúvida de que houve inserção indevida pelo Poder Legislativo ao espectro de atuação do Poder Executivo - fiscalização do cumprimento das regras estipuladas no ato normativo - violando modo direto, o disposto no artigo 82, incisos III e VII, da Constituição Estadual. 

4. Pelo exposto, requer o PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL que, recebida e autuada a presente ação direta de inconstitucionalidade, seja(m):

a) notificadas as autoridades estaduais responsáveis pela promulgação e publicação da lei atacada, para que, querendo, prestem informações no prazo legal; 

b) citado o Procurador-Geral do Estado, para que ofereça a defesa das normas, na forma do artigo 95, parágrafo 4º, da Constituição Estadual;

c)julgado procedente o pedido, para que se declare a inconstitucionalidade da Lei Estadual nº 15.280 de 31 de janeiro de 2019, por ofensa aos artigos 1º, caput, 5º, 60, inciso II, letra "d", 82, incisos III e VII, todos da Constituição Estadual, cumulados com os artigos 21, inciso XVI, e 220, inciso I, ambos da Constituição Federal. 

Relator

DES ARMINIO JOSE ABREU LIMA DA ROSA

Roberto Basso deve ser o sucessor de João Mello na presidência da CBTG

Presidente Roberto Basso,1ª Prenda da CBTG Natália Lorenzi, Maria Ines Basso, 1º Peão Victor A. Nemirski Parmeggiani
           Lançada de forma oficial durante o ENJUT em abril na cidade de Chapecó, a candidatura de Roberto Basso, Presidente do MTG Mato Grosso à presidência da CBTG – Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, segue fortalecida. Basso afirma que deve estreitar o diálogo com Presidentes dos MTGs, afim de definir uma equipe sólida com representatividade de todos os MTGs, disposta a lutar pela entidade maior do tradicionalismo organizado do Brasil e que já conta com o apoio da Juventude. 

          Além do apoio dos diretores jovens da CBTG, Roberto Basso comenta sobre o incentivo que está tendo de lideranças tradicionalistas de todo Brasil e Presidentes dos MTGs que tem fortalecido o apoio para a continuidade da filosofia da gestão do atual presidente João Ermelino de Mello, que se destaca por evidenciar a formação de novas lideranças jovens por todo o país e integrar os MTGs, através da condução ética e cordial entre os entes filiados a entidade.

          “Tivemos a oportunidade de participar ativamente das decisões e dos passos que a CBTG tomou nesses últimos anos, porque participamos de todos os eventos da entidade e de decisões importantes junto aos demais presidentes. O MTG Mato Grosso cresceu em todos os aspectos nos últimos anos, tanto na organização de grandes eventos como o Nacional 2017, o FEMART, na campeira e nos jogos tradicionalistas, mas uma coisa foi fundamental, a forma de enxergarmos o Jovem no Movimento, incluindo-os no processo de gestão da federação, formando lideranças jovens” Comentou Roberto Basso.

           A confirmação que vem de casa. Após 06 anos de mandatos consecutivos frente ao MTG do Mato Grosso, Basso avalia que entrega a federação unificada, forte e com projeção de crescimento para o próximo sucessor; na CBTG uma das bandeiras do Presidente será a da ética. “Não há forma de fortalecermos, de unificarmos nosso movimento a nível de Confederação Brasileira, se não ouvindo a todos os MTGs filiados, considerando todas as realidades e tomando decisões em conjunto de forma ética.” Reconhece Basso.
Fonte: MTG/MT

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Nesta terça, no Identidade Gaúcha #152, Lúcia Bruenlli é a convidada

           Buenas amigos... Nesta terça-feira, dia 11, estaremos recebendo a Coreografa e bailarina, Lucia Brunelli para um bate-papo descontraído falando de sua vida, trajetória, e do espetáculo que está assinando com o Aldeia dos anjos dia 25, no Theatro São Pedro.
           O Identidade Gaúcha entrevista também a cantora Tatiéli Bueno e o Patrão Romualdo da Cunha Junior, o Juninho, da centenária União Gaúcha João Simões Lopes Neto, que está em turnê com  o grupo em Brasilia.

Conecte-se: http://radioqueroquero.net    -  a mesma que podes ouvir clicando no payer, logo acima no blog (lado direito).

Tatiéli Bueno será homenageada em Dois Lajeados

          Tatieli Bueno, moradora de Caxias do Sul,  será homenageada, nesta segunda-feira, 10, em Dois Lajeados, sua terra natal. "Me sinto honrada em ser reconhecida onde cresci e iniciei minha profissão como cantora. Minha alegria será ainda maior ao reencontrar os amigos nesse momento singular, então te espero para comemorar comigo mais esta conquista" - conta Tatieli.

           A cantora, que começou dentro de um CTG, cantou por muito tempo para os  grupos de danças das invernadas artísticas de diversas entidades, entre elas o CTG Rincão da Lealdade, CTG Laço da Amizade, GAN Vacaria dos Pinhais, CTG Seiva Nativa, CTG Rancho de Gauderios, CTG Ronda Charrua, GTCN Velha Carreta, CTG Sinuelo, CTG Herdeiros da Tradição, CTG Laço Velho, CTG Paisanos da Tradição, CTG Negrinho do Pastoreio, CPF Pia do Sul, DTG Clube Juventude, CTG Vaqueanos da Tradição, CTG Ginetes da Tradição, CTG Giuseppe Garibaldi, CTG Última Tropeada, CTG Estirpe Gaúcha, CTG Aldeia Farroupilha, entre tantos outros.

          "Em minha trajetória como cantora já fiz muitas coisas que me deixaram feliz e orgulhosa da profissão que escolhi, um dos motivos é que ao longo desse caminho que trilho, recebi muito carinho das pessoas que acompanham minha carreira. Dentre essas alegrias, das mais recentes foi receber um dos Prêmios mais importantes do estado, o Prêmio Vitor Mateus Teixeira /2018 como melhor cantora gaúcha e ser selecionada como uma das três melhores cantoras pelo G1, também em 2018. Agora em meados de 2019 recebo essa notícia maravilhosa que serei homenageada pelo Município e Câmara de Vereadores de Dois Lajeados, minha cidade Natal. É muita felicidade!" - concluiu.

            A sessão inicia às 19h, do dia 10, segunda-feira, na Câmara de Vereadores de Dois Lajeados, até lá!

Foto: Leandro Rodrigues
Make up: Rosana Rodrigues