segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Nota de falecimento - Flávio Rodrigues "Anu"

Uma pessoa do BEM... que por onde passou semeou amizade
            É com imenso pesar que comunicamos e nos despedimos do carismático e sempre amigo, gaiteiro, Flávio Anu, como ele mesmo se denominava. Anu, com 71 anos, já convalescia de um AVC  e partiu para descansar, deixando órfãos centenas de jovens que cresceram ao som de sua gaita. Muitas manifestações em sua página no facebook:

"Pô Anuzinho, porquê tu meu velho??? Hoje o céu ganha mais uma Estrela, uma pessoa de Luz que iluminava a todos em sua volta! O cara que me colocou nesse mundo dos CTGs e grupos de danças e que me ensinou muitas coisas boas e virtudes que levarei pra vida toda!!! Hoje um pedaço do meu coração vai contigo meu amigo, e que Deus te receba com a maior festa possível pois tu merece!!! Por aqui só ficarão lembranças boas dessa tua passagem de amor e carinho que deixavas por onde passava!" - escreveu o violeiro Elias Coimbra, que começou a tocar em 2001, por incentivo do Anú, no CTG Esteio da Tradição.

Identidade Gaúcha monta time de 'feras' para o programa do dia 21

           Estarão conosco neste dia 21, o bageense Rinaldo Souto de Oliveira, instrutor de danças gaúchas e latino-americanas, avaliador, vocalista, palestrante, apresentador de eventos, escritor e roteirista de espetáculos, além de coreografo da abertura do desfile temático dos festejos farroupilhas de 2010 a 2013 e, em Guaíba foi diretor e coreografo do show de abertura da semana farroupilha de 2014 e, em 2015, dirigiu o espetáculo "Do Cipreste ao Piratini", o qual permanece à frente até 2018. Com um currículo bastante extenso Rinaldo ainda assessora diversos grupos fora do estado do RS e participou como co-autor do livro de danças tradicionais do MTG em todas suas edições.

            Juarez Junior Paiva Malanez, o Juninho,  iniciou como coreógrafo e instrutor no CTG Rancho da Saudade, onde foi vice-campeão do Juvenart, em 2011 e 3° lugar em 2013.  Campeão de coreografia nos anos 2011, 2012 e 2013 e instrutor dos grupos mirim e veterano do Rancho, de 2011 à 2015. Com o grupo Veterano, foi campeão estadual em 2013, e em 2015 campeão Nacional. Mas o forte do Juninho é mesmo a criação coreográfica. Estaduais como coreógrafo:
Campeão Festmirim de coreografia 2012 (CTG Pialo da Saudade-Gravatai),
Campeão Festmirim de coreografia 2013 (CTG Independência Gaúcha- Esteio),
Campeão Juvenart de Coreografia: 2011, 2012 e 2013 campeão de coreografia  CTG Rancho da Saudade; Campeão FestXiru de Coreografia 2012 e 2014, CTG Rancho da Saudade e Vice-campeão do Enart Coreografia  CPF Piá do Sul - 2017.

            Milton Souza Goulate, natural de Camaquã, começou as atividades de instrutor no clube Farrapos em 1993, em 2006/2008 foi campeão com grupo Xiru do CTG Gildo de Freitas no Xiruarte foi campeão do ENART em 2008, com o grupo adulto do CTG. Milton preside há 19 anos a comissão de danças tradicionais do FEGAES de Cachoeira do Sul. Ainda presta assessoria para diversos grupos.

        Junior Maciel Prates, também conhecido como He Man, 28 anos, em 2010 iniciou o trabalho de professor de dança gaúcha das escolas municipais de Campo Bom. No ano de 2011 após fazer os cursos exigidos pelo MTG, assumiu a Invernada mirim do CTG Guapos do Itapuí. Em 2013, sagrou-se campeão estadual e assumiu o grupo mirim do CTG M'Bororé. Em 2015, vice campeão estadual, 2016, 2017 e 2018 campeão estadual (FestMirim). Atualmente trabalha com o CTG M'Bororé, campeão em diversos rodeios e, na escola de contra turno trabalha no Sesi de Campo Bom, onde atua como monitor de projetos educacionais.Ano passado ganhou o prêmio de melhor coreógrafo infantil no festival de coreografias de Xangrilá.

           Vem com a gente. Vamos fazer sorteio de brinde... Pode elaborar perguntas, vai ter LIVE... vem brincar com a gente... Na Rádio Quero-quero.net e na rádio Acácia FM 87.9, do Jardim Algarve, em Alvorada.

Bagé recebe o projeto "O Campo: Memória e identidade"

            Acontece dia 17 de agosto a partir das 19h na Casa de Cultura Pedro Wayne em Bagé, um evento denominado O campo, a memória e a identidade, focando o resgate da cultura antiga em três segmentos diferentes, a imagem, a poesia e o canto, porém unidos através da arte de Severino Moreira (poeta, compositor e escritor), Edison Larronda (Fotógrafo, pesquisador e cineasta) e Tiago Cesarino (Cantor, compositor e produtor cultural).

           Serão fotos antigas de Edison Larronda, a poesia de Severino Moreira e o canto de Tiago Cesarino, e com foco na razão que inspira o artista a produzir a arte, o que provoca o nascimento de cada poema, o que desperta em um fotógrafo para captar cada imagem e o que tem uma musica que faz o interprete encarnar o tema e transmitir no palco. Será um evento cultural e descontraído com entrada franca e interação do público e da imprensa. 

          A Produção é de Fatima Bento em parceria com a casa de Cultura Pedro Wayne.

Leo Ribeiro será patrono da Feira do Livro de São Chico

De forma inédita, pela segunda vez, o artista plástico, compositor, poeta e escritor Léo Ribeiro de Souza será o Patrono da 20ª Feira do Livro da sua terra, São Francisco de Paula.

Parabéns Leo.. merecida homenagem
          A Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto e Coordenadoria da Biblioteca Pública Elyseu Paglioli anunciaram o nome de Léo Ribeiro para ser o patrono deste ano. Ele devera visitar as 15 escolas do município falando sobre a importância do livro. Ele agradeceu a secretária Ana Paula Ferreira Cruz Bennemann e a Coordenadora, Rejane Vieira Bom pela lembrança. 

         “Com muito entusiasmo venho contrariar o famoso ditado de que santo de casa não faz milagres. Não que eu seja "santo", longe disto, o dito popular é só para ilustrar minha alegria. Depois de ter sido escolhido como homenageado no 27º Ronco do Bugio, que acontecerá nos dias 14 e 15 de setembro, me foi confirmado o convite para ser Patrono da 20ª Feira do Livro de São Francisco de Paula, que acontecerá nos dias 19 e 20 de outubro. É a segunda vez que serei o Patrono, algo inédito, o que demonstra mais fortemente o carinho que minha gente tem por mim” – disse Léo em matéria do seu blog: "Santo da casa também faz milagres".

Começam hoje as inscrições para o Festival Pioneiro da Tradição

Fique atento que começa hoje a meia noite as inscrições para o 3º Festival Pioneiro da Tradição - 14 à 24 de agosto

domingo, 12 de agosto de 2018

Braulio Bessa diz como é o Pai, na visão dos filhos... Neste lindo dia dos Pais

Talvez no primeiro toque, talvez no primeiro olhar
Talvez na primeira vez que eu ouvi você falar 
Que eu segurei a sua mão, que eu recebi atenção
Pequeno, recém-nascido, eu não tive consciência e essa minha inocência
Lhe fez um desconhecido


O tempo não muda os olhos, mas mudou o meu olhar 
Passei a lhe conhecer,passei a lhe admirar 
E muito observador, eu observei que o amor é algo que se constrói
Ali eu tinha percebido, que aquele desconhecido 
Já era Meu Grande Herói 


Com tempo acelerado,eu cresci mais um pouquinho
É quando a gente acredita, que já conhece o caminho 
E você, pai , insistia, contra minha rebeldia me mostrando a direção
E o olhar do adolescente, passa ali ver diferente 
O herói vira vilão


E você tão paciente, espera o tempo passar 
Com a virtude dos justos e o dom de perdoar
Me ver amadurecer e perceber que você... que você é cuidado, é abrigo
É conselho...é proteção ... e de repente o vilão  vira o melhor amigo

 

E o tempo... o tempo ainda acelera,não volta... só vai para frente
Resta guardar o ano passado  e aproveitar o presente 
Do seu lado o futuro nem parece inseguro 
E o hoje... hoje é intensidade
O tempo não vai parar e um dia sem avisar
O amigo vira saudade

É aí que carne e osso  se transformam em sentimento
Dessa vez sim, o tempo para  e é justo nesse momento
Que aquele desconhecido  jamais será esquecido 
Um sentimento tão terno um amor que é de verdade  
E faz ... o que era saudade...Se transformar em eterno
Saudades eternas meu Pai.. #TeAmo #VirgilinoEterno   #FelizDiadosPais

sábado, 11 de agosto de 2018

Com o acendimento e a distribuição da Chama Crioula, começam os Festejos Farroupilhas

            Com o acendimento da Chama Crioula oficial do estado, dia 10 e as distribuição desta, no dia 11, foi dada a largada para as comemorações dos festejos Farroupilhas de 2018. A cerimônia aconteceu em Iraí, junto a chácara "O Chalé", às margens do Rio Uruguai, onde passavam tropas e partiam os balseiros. Depois, ocorreu a saída em cavalgada até uma estrutura montada para recebe-la. 

             O CTG O Minuano é o terceiro Centro de Tradições Gaúchas que foi criado no Rio Grande do Sul, logo depois do pioneiro 35 e do Fogão Gaúcho, de Taquara. A rede hoteleira do município ficou completamente lotada. A Chama Crioula começou a ter um lugar específico no estado concentrando as atividades e dando inicio aos festejos a a partir do ano de 2001, em frente ao Cipreste, em Guaíba. Após este ato, todos os anos é escolhido um lugar, especial, no Rio Grande do Sul, mas em duas oportunidades aconteceu fora: Em 2002, foi acesa em Laguna, transladada por São José do Norte  e distribuída em Santa Maria. E em 2015, o acendimento foi internacional comemorativo aos 335 anos da Colônia do Santíssimo Sacramento, com distribuição no Chui.
Ciro Winck, Rodi Borghetti,patrono 2010, Renato Borghetti (C) Patrono 2018 e a Coordenadora Luciana Rolim, 20ªRT
Foto: Jean Manhabosco

Locais de acendimento da Chama Crioula
2001 - Guaíba, na fazenda de Gomes Jardim
2002 – Laguna/SC, Distribuição em Santa Maria
2003 - Camaquã, na Chácara das Águas Belas, de Barbosa Lessa
2004 - Erechim, no Recanto dos Tauras
2005 - Viamão, cidade fundamental na história do RS
2006 - São Gabriel, na Sanga da Bica, onde tombou Sepé Tiarayú
2007 - São Nicolau, 1ª redução e um dos 7 povos das missões
2008 - São Leopoldo, Terra de Colonização Alemã
2009 - São Lourenço, no casarão de Ana, irmã de Bento Gonçalves
2010 - Itaqui, o acendimento volta para a fronteira
2011 - Taquara, cinquentenário da Carta de Princípios
2012 - Venâncio Aires - Capital Nacional do Chimarrão
2013 – General Camara – Distrito de Santo Amaro 
2014 – Cruz Alta – Terra de Erico Verissimo
2015 – Colonia do Sacramento e no Brasil a distribuição no Chui
2016 – Triunfo – Terra de Bento Gonçalves e da Batalha do Fanfa
2017 – Mostardas
2018 - Iraí

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Palestra sobre Tropeirismo na Livraria Érico Veríssimo, dia 25

Convite feito pelo Tropeiro Valter Fraga Nunes - Atenção Porto Alegre, Alvorada, Guaíba, Cachoeirinha, Gravataí...

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Manoelito Savaris empossado na Academia Brigadiana de Letras

Acima (D) Cel. Alberto Rosa Rodrigues, Conselheiro do MTG. Abaixo (E) Manoelito Savaris  -  Fotos: Odila Savaris 
           Manoelito Carlos Savaris, 62 anos, ocupa agora, na Academia Brigadiana de Letras,  a cadeira cujo patrono é o Coronel VASCO MELLO LEIRIA, mais conhecido, no meio tradicionalista, por Capitão Caraguata. O evento aconteceu nesta quarta-feira, 8, no auditório do Quartel General da Brigada Militar, no centro de Porto Alegre.

           Savaris é natural de Casca/RS, Oficial da Brigada Militar, Bacharel em história, casado com Odila Paese Savaris e pai de três filhos, Thiago, Tomás e Alina. Foi patrão do CTG Heróis Farroupilhas (1991 a 1994) e CTG Campo dos Bugres (20042018), ambos de Caxias do Sul. Coordenou a 25ª RT nos anos de 1996 e 1997. Savaris foi vice-presidente de administração do MTG (1999 e 2000); Presidente nos anos de 2001, 2002, 2003, 2005, 2006, 2014 e 2015; Presidente do IGTF (2007 a 2010); Presidente da CBTG (2012, 2013). 

             É também autor de vários livros, entre eles: Rio Grande do Sul: história e Identidade e Manual de Tradicionalismo Gaúcho, ambos publicados pelo MTG, dois livros específicos da Brigada Militar e mais três técnicos da área do transito e de transporte rodoviário. "Ocupar a cadeira 8, cujo patrono é o Capitão Caraguatá, é mais do que uma honra, é um compromisso" - disse Savaris em seu pronunciamento.

Nota de Falecimento - José Almeida, o Juca

           
 É com grande tristeza e pesar que comunicamos o falecimento do Cavaleiro do Planalto Médio José Almeida, o Juca. Nossa solidariedade à família deste homem que deixa um legado em sua região.

Nota da Coordenadora regional:

"Em nome dos tradicionalistas da Sétima Região Tradicionalista comunico o falecimento do cavaleiro José Almeida, o Juca, integrante dos Cavaleiros Do Planalto Médio que nos deixa o legado de 13 cavalgadas consecutivas só na condução da Chama Crioula". Descanse em paz, amigo Juca! O Rio Grande se entristece com essa perda".

Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte XIV

Maturrango - Alimentação - Artigas - Guerras

Texto compilado por Jeandro Garcia
          Conhece a palavra "maturrango", denominação dada a quem monta muito mal a cavalo, especialmente europeus. Nas campanhas onde nada se valoriza senão a capacidade de se montar, ser chamado assim é uma grande ofensa, usada para homens detestados, emigrados ou inimigos do país.

          No percurso do último dia seus empregados mataram duas vacas, algo em abundância na região, mas depois um negro que o acompanha matou outra e outros mais outra, mas no galpão que o hospedeiro cedera havia muita carne já estocada. Deu-se conta que 3 vacas foram mortas para matar a fome de meia dúzia de peões.

          Estes também pescam em todos os rios que passam, sendo sempre com abundância, já que os moradores locais se alimentam apenas de carne boi.

          Nesta noite mal conseguiu dormir devido a quantidade de mosquitos e pulgas, que infestam todos os lugares a partir de Montevidéu, especialmente sua carroça. O sono e calor lhe cansam demais, para não sucumbir sobre o cavalo, faz parte do percurso a pé.

          Considera que Artigas era um chefe de bandidos que se não fosse a interferência dos portugueses certamente traria mais guerras à Capitania do Rio Grande. Embora os cuidados dos portugueses com esta terra Uruguaia, pouco são recompensados, dando-lhes no máximo carne, vinda do gado solto aos Campos. Talvez os espanhóis-americanos se agrupem novamente e saiam gritando "viva la pátria", assaltando os estancieiros e matando todo gado que ainda resta.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Nacos da história - Apparicio SIlva Rillo

             Nesta quarta-feira,  08 de agosto marca a data de nascimento do querido poeta Apparício Silva Rillo. Nasceu em Porto Alegre, no ano de 1931 e veio a falecer na cidade em que se aquerenciou, São Borja, no dia 23 de junho de 1995, aos 64 anos. Se vivo fosse, Rillo estaria completando 87 anos.

           Publicou artigos e ensaios na imprensa, livros de contos e de poesia e peças de teatro. Ganhador do Prêmio Ilha de Laytano em 1980 e do Prêmio Nacional de Crônicas em 1978. Foi membro da Academia Rio-grandense de Letras e da Estância da Poesia Crioula.

         Em 1962, fundou o Grupo de Arte "Os Angüeras", o mais antigo em atividade no Rio Grande do Sul. Em 1979, junto à sede do Grupo, organizou o Museu Ergológico da Estância, que na linha folclórica um dos únicos do Brasil. Foi um dos fundadores do Festival de Músicas para o Carnaval da cidade de São Borja em 1967. A partir de 1995, com sua morte, o festival passou a receber o seu nome em sua homenagem, passando a se chamar Festival de Músicas Para o Carnaval Apparício Silva Rillo .

Livros de Poesias:
Cantigas do tempo velho (Edit. Globo, 1959)
Viola de canto largo (Ed. Kunde, 1968)
São Borja aqui te canto (Edit. Gráfica A Notícia, 1970)
Caminhos de viramundo (Martins Livreiro Editor, 1979)
Pago vago (Martins Livreiro Editor, 1981)
Itinerário de rosa (Martins Livreiro Editor, 1983)
Doze mil rapaduras & outros poemas (Edit. Tchê, 1984)
Alma pampa (Martins Livreiro Editor, 1984)
50 anos de poesias gauchescas  (Martins Livreiro Editor)

Ficção
Viagem ao tempo do pai (contos, Martins Livreiro Editor, 1981)
Rapa de tacho (causos gauchescos, Ed. Tchê, 1982)
Rapa de tacho 2 (causos gauchescos, Ed. Tchê, 1983)
Rapa de tacho 3 (causos gauchescos, Ed. Tchê, 1984)
Dois mil dias depois (contos, Ed. Tchê, 1985)
O finado trançudo (novela, Ed. Tchê, 1985)

          São conhecidas de sua autoria, 40 obras, entre elas poesias, prosa, peças de teatro, novelas, teses, monografias, antologias, além de folclore e história. Escreveu diversas músicas em parceria com Luís Carlos Borges, José Bicca, Mario Barbará, Pedro Ortaça e Vinícius Brum. 

          É o autor dos Hinos de São Borja, Cerro Largo e Santa Rosa.
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Amanhã na radio Quero-Quero e Acácia fm

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Paixão Cortes está internado na CTI e precisa de sangue


         O ícone do tradicionalismo  gaucho, João Carlos D'Avila Paixão Cortes está internado no centro de tratamento intensivo  do Hospital Ernesto Dornelles desde o dia 18 de julho. Paixão  sofreu uma queda, fraturou o fêmur e precisou passar por uma cirurgia. Desde então, ele vinha se recuperando, mas, devido à sua idade avançada, 91 anos, sofreu algumas complicações pós-cirúrgicas. As informações passadas de Carlos Paixão, filho do folclorista.

       "O Paixão Cortes está necessitando doadores de sangue. Favor encaminhar a conhecidos que possam fazer a doação em Porto Alegre. Laboratório Marques Pereira, Rua Vasco da Gama 84, Bom Fim, segunda a sexta das 8 as 14 horas, 3312 4894, João Carlos Paixão Cortes Hospital Ernesto Dornelles. Obrigado" -enviou pelo whatsApp.

Nota de Falecimento - Patrão Regis Cunha

            Dois óbitos, nestes dois dias. Ontem a Juliana de Panambí, hoje o Patrão e laçador Régis Cunha. É com muita tristeza e transtornado, como os amigos da 5ªRT, que comunicamos a partida do Patrão Regis Cunha, 48 anos, em Cachoeira do Sul.

           Muitas mensagens no facebook, mas em especial esta, do Coordenador Luiz Clóvis Vieira:

Mais um dia triste, mais um amigo que se vai. A vida muitas vezes nos reserva coisas que não podemos explicar. Régis Cunha, um laçador, um patrão, um pai de família exemplar e um amigo. Foi assim meu amigo, que o conheci a quatro anos atrás, com este jeito alegre, sorridente e simpático de tratar as pessoas. Lembro que sentamos apertamos as mãos e olhamos um nos olhos do outro e ele me falou, ‘o senhor não é o que se pinta por ai, só fala dos senhor quem não o conhece’ - respondi ‘nunca se julga um livro pela capa’ e ele sorriu. Conviver com a presença do Régis nos rodeios sempre foi um prazer, passar pelo seu acampamento dar aquela paradinha pra prosear um pouco com o amigo... não terei mais”.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Nota de Falecimento - Juliana Quevedo

             É com grande pesar que comunicamos o falecimento da jovem Juliana Quevedo, de 34 anos, tesoureira da 9ªRT e membro associada do CTG Tropeiro Velho de Panambi. 

            O óbito aconteceu após um acidente, que  ocorreu na manhã desta segunda-feira, quando seu carro saiu de pista e colidiu em uma árvore. Ela estava sozinha no veículo seguindo sentido Ijuí\Panambi. Nossa solidariedade à família nesta hora tão difícil, rezando para que ela encontre seu caminho de Luz.

Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas é o campeão do 16º JuvEnart

           O Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas sagrou-se campeão do 16º JuvEnart, em uma competição de danças tradicionais gaúchas que contou com mais de cem grupos juvenis (mais de 3000 jovens), na cidade de Santa Maria, em um evento promovido pelo CTG Sentinela da Querencia. “Ganhar com humildade e perder com dignidade...” - Palavras de Arion Pilla, antes do resultado.

   "E assim amanheceu o meu Alegrete hoje! CTG FARROUPILHA CAMPEÃO! 
E o meu coração transborda de alegria,que não é só minha,de todos que estão a nossa volta.Sim!! Quando compram Pastel,Rifa,Almoço,Festa Julina,Pré e enfim que nos ajudaram nessa caminhada agora colhemos os frutos! Ao professor Claudio Melo que acreditou nesse grupo os meus incansáveis! PARABÉNS!" - disse Catia Falcão pelo Facebbok.


Resultado do JuvEnart

1º - Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas 
2º - CTG Rancho da Saudade
3º - CTG Gildo de Freitas 
4º - CTG M'Bororé  
5º - CPF Piá do Sul 
6º - CTG Negrinho do Pastoreio 
7º - CTG Guapos do Itapuí 
8º - CTG Querencia do Imbé
9º - CTG Aldeia dos Anjos 
10º - CTG Tiarayú 

Ao lado, Claudio Melo e Michele Lima de Melo - Alegrete/4ªRT





domingo, 5 de agosto de 2018

JuvEnart 2018 - Resultado final

Resultado do Juvenart 2018
01º Lugar - Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas - Alegrete - 4ªRT
02º Lugar - CTG Rancho da Saudade - Cachoeirinha - 1ªRT
03º Lugar - CTG Gildo de Freitas - Porto Alegre - 1ªRT
04º Lugar - CTG M'Bororé  - Campo Bom - 30ªRT
05º Lugar - CPF Piá do Sul - Santa Maria - 13ªRT
06º Lugar - CTG Negrinho do Pastoreio - Caxias do Sul - 25ªRT
07º Lugar - CTG Guapos do Itapuí - Campo Bom - 30ªRT
08º Lugar - CTG Querencia do Imbé - Imbé - 23ªRT
09º Lugar - CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ªRT
10º Lugar - CTG Tiarayú - Porto Alegre - 1ªRT

Melhor Indumentária Prenda
GAN Anita Garibaldi - Encantado - 24ªRT

Melhor Indumentaria Peão
CTG 20 de Setembro - Xangri-Lá - 23ªRT

Melhor indumentaria Conjunto
CTG Sentinela da Querencia - Erechim -19ªRT

Conjunto Musical
3º Lugar - CTG Laçando a Tradição - Marmeleiro - Paraná
2º Lugar - CTG Sentinela da Querência - Erechim -19ªRT
1º Lugar - CTG Negrinho do Pastoreio - Caxias do Sul - 25ªRT

Melhor Coreografia de Entrada
3º Lugar - CTG Sentinela da Querência - Erechim -19ªRT
2º Lugar - Centro Farroupilha de Tradições Gaúchas - Alegrete - 4ªRT
1º Lugar - CTG Aldeia dos Anjos - Gravataí - 1ªRT

Melhor Coreografia de Saída
3º Lugar - CPF Piá do Sul - Santa Maria - 13ªRT
2º Lugar - CTG Thomáz Luiz Osório - Pelotas - 26ªRT
1º Lugar - CTG João Sobrinho - Capão da Canoa - 23ªRT


Manoelito Savaris tomará posse na Academia Brigadiana de Letras

Fundada em 21 de abril de 2006, este ano a ACADEMIA BRIGADIANA DE LETRAS (ABRIL), idealizada pelo seu Patrono Perpétuo JOSÉ HILÁRIO RETAMOZO, completou doze anos e no dia 8 de agosto dará posse a seus novos membros.


           Manoelito Carlos Savaris, 62 anos, vai ocupar a cadeira, cujo patrono é o Coronel VASCO MELLO LEIRIA, mais conhecido, no meio tradicionalista, por Capitão Caraguata. 

           Savaris é natural de Casca/RS, Oficial da Brigada Militar, Bacharel em história, casado com Odila Paese Savaris e pai de três filhos, Thiago, Tomás e Alina. Foi patrão do CTG Heróis Farroupilhas (1991 a 1994) e CTG Campo dos Bugres (20042018), ambos de Caxias do Sul. Coordenou a 25ª RT nos anos de 1996 e 1997. Savaris foi vice-presidente de administração do MTG (1999 e 2000); Presidente nos anos de 2001, 2002, 2003, 2005, 2006, 2014 e 2015; Presidente do IGTF (2007 a 2010); Presidente da CBTG (2012, 2013). 

             É também autor de vários livros, entre eles: Rio Grande do Sul: história e Identidade e Manual de Tradicionalismo Gaúcho, ambos publicados pelo MTG, dois livros específicos da Brigada Militar e mais três técnicos da área do transito e de transporte rodoviário. "Integrar uma Academia de Letras é muito mais do que ter publicado alguma criação literária, é comprometer-se com a língua pátria e suas expressões" - disse Savaris

Nota do Blog: Orgulhoso, parabenizo o Savaris. Um cara de família, estudioso, dedicou anos de sua vida ao tradicionalismo gaúcho e quando foi descansar na colonia, deixou obras que ajudam a gurizada que se prepara para os concursos. Além disso publicou 5 trabalhos quando ainda atuava pela brigada Militar. Quando me dizem: "Mas ele tá sempre embasado!" só posso responder: "Claro! Ele lê!" - Parabéns Savaris.. Parabéns para tua família que te acompanha nesta jornada.

O sucesso do Seminário de Tropeirismo, no CTG Bento Gonçalves, em Lajeado

Um dia para se reencontrar com as raízes e com as origens regionais em um evento que esbanjou simpatia de dois tropeiros que só querem dar o melhor de sí para instigar os jovens à pesquisar

Nas imagens Valter Fraga Nunes e Marco Aurélio Angeli, o Zoreia, palestram sobre Tropas, tropeiros e tropeirismo
            Quando se fala em seminário, logo o pessoal pensa que é uma "palestrinha", ir no evento pra pegar um certificado. Com esses tropeiros, quem pensa assim, não se cria. O seminário de Tropeirismo que fizeram neste sábado, dia 04, em Lajeado, manteve o público atento do inicio ao fim. Teoria, prática, mostra de animais, como funcionam e pra que servem as traias, tudo feito com tanto carinho que a cada depoimento podia-se ver a emoção tomando conta do palestrante.
             Com a ajuda de Davi Musskopff, do CTG Caminhos da Serra, de Marques de Souza, os tropeiros levaram uma égua, uma mula, um burro e um jumento para mostrar e diferenciar frente ao público. Além de tudo, Valter Fraga Nunes explicou sobre a diferença dos cruzamentos dentro da grande família dos Equídeos (Equinos, Asininos, zebrinos).
              Pela manhã Nunes palestrou sobre os caminhos dos tropeiros, diferenciou épocas, ciclos e fases. Falou do tropeirismo no seculo XVII - das vertentes no âmbito regional voltado para a Vacaria do Mar, a atuação do padre Cristóvão de Mendonça (1634).E do tropeirismo de ‘gado-em-pé’, promovido pelos índios jarós e charruas – “os índios cavaleiros” trazidos de Entre Rios, na Argentina, para o sul do rio Ibicuí (indo para as pradarias sulinas e a área da banda oriental). Apresentou mapas mostrando os Os 5 Grandes Caminhos – Caminho da Praia (do Mar); Caminho de Souza Farias (dos Conventos); Caminho do Viamão (do “Certão”, Real ou Viamão-Sorocaba); Caminho das Missões (Veredas das Missões) e Caminho da Palmas. Por estas rotas os tropeiros percorreram todos os Estados da Região Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste e Nordeste, além de países vizinhos como o Uruguai e Argentina. Os pousos onde permaneciam alguns dias se tornaram povoados, evoluindo mais tarde para grandes cidades. No meio destes caminhos se estabeleciam também posto de cobrança de impostos (Registros, pedágios).
Adolar Alves da Silva (abaixo a direita), do CTG Caminhos da Serra, de Marques de Souza se emocionou ao contar experiencias
               Na parte da tarde depois das demonstrações praticas do arreamento do animal pelo tropeiro Marco Aurelio Angeli, Nunes apresentou as danças do Tropeirismo Biriva (origem da palavra e variações) e, ainda, demonstrou passos e movimentos auxiliado pelos dois meninos que aprenderam no dia anterior. "É graças a vontade de aprender como demonstraram estes meninos que temos certeza que o esforço nunca é em vão" - Disse Zoreia, emocionado.
               Nunes ainda exigiu mais da plateia, não deixando que ficasse somente em suas falas. Passou o microfone para que as pessoas se manifestassem sobre o evento.

Os amigos Jeandro Garcia e Ewilin Ayres e a jornalista Liliane Pappen Bastos  prestigiaram o evento, em Lajeado
Liliane já foi prenda da 24ªRT no ano de 1996/1997 - Visitou sua antiga região

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

GAN Anita Garibaldi convida para o XIII Rodeio Estadual de Encantado



Programação de aniversário do CTG O Fogão Gaúcho, de Taquara


Viagem ao Rio Grande do Sul, de Auguste Saint Hilaire - Parte XIII

Texto de Jeandro Garcia
Fazendeiros e soldados - Ramirez - Costumes Charruas

        A região ao norte do Rio Negro sofreu muito menos com as guerras, embora muitos fazendeiros tenham abandonado a região. Havendo ainda muitos bois soltos ao campo, assim são caçados pelos soldados portugueses, mas a essa altura não importam mais se estão marcados ou não, se compreende que os gados que estiverem sobre a sua propriedade lhe pertence. Esta tropa assegura a paz e proteção que há muito tempo já não havia na região, em troca os fazendeiros locais lhes dão subsistência para se manterem.

            O General Saldanha, que comanda a região, é um homem que não aparente mais de 35 anos, muito culto, sabe inglês, espanhol e francês, sendo muito amável e conciliador, sendo um ídolo entre os soldados. Este lhe presenteia com duas avestruzes e dois tigres (pela descrição é um puma e uma onça pintada), estes serão enviados ao museu na França.

            Do outro lado de Entre Rios quem comanda é Ramirez, ex-apoiador de Artigas que logo lhe fez guerra, sendo descrito como de má índole e temido até por seus soldados, que frequentemente desertam e chegam até os portugueses pedindo para ingressar nas tropas ou repatriar-se ao seu país. Ramirez vive em paz com os portugueses, embora sem um acordo formal.

            Dentre esses desertores incluem os Charruas, e o general relatou que entre esses índios quando um cobiça a mulher do outro vai diretamente pedir, se este negar lutam até a morte e a mulher é o prêmio. Os homens cavalgam, boleiam cavalos e avestruzes sem ter outra atividade. As mulher cuidam da cozinha, da choupana, trançam esteiras, cuidam das crianças e fazem o carpinteiro, espécie de manto, única roupa dos homens. Testemunhou o chefe que tomava mate de braços cruzados enquanto sua mulher segurava a cuia.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Tropeirismo. O Burro e a Mula no folclore/parte II

Quem burro vai a Santarém, burro vai e burro vem - pessoa burra é burra e não tem remédio (ditado português).
Burro que muito zurra pede cabresto - zurrar é emitir zurros, que é a voz dos burros. Pedir cabresto significa, neste provérbio, pedir serviço.
Burro não amansa, se conforma - reforço da imagem do animal durão e teimoso.
Filho de burro pode ser lindo, mas um dia dá coice — Não é confiável.
Pela andadura da besta se conhece quem monta - constatação.
É na sela que o burro conhece o cavaleiro - constatação.
Pra burro só faltam as orelhas - forma irônica de chamar alguém de burro.
Burro velho se vende longe - expressa engodo, tapeação .
Trabalha como um burro - expressão comparativa de quem trabalha bastante.
Mais carregado que burro de mascate - expressão comparativa. Os "turcos" mascates andavam pelas estradas com seus animais carregados de badulaques.
Quem puxa carroça é burro - pessoa queixando-se de muito serviço.
Se amarra o burro à vontade do freguês - o freguês é que manda.
Do homem é o errar, do burro é teimar - comportamento.
Um burro com outro se coça — ajuda mútua
Mula só dá pinote debaixo de chicote - só vai na marra, na violência...
É melhor andar a pé do que em burro magro - alternativa, opção.
Arre! Arre! Burrico! El que nació para pobre, nunca hay de ser rico. (Ditado espanhol)
Empacado como uma mula - é o preguiçoso que não ata e nem desata.
O burro, por mais que disfarce deixa as orelhas de fora - Não dá pra esconder.
Ficar com cara de asno — ficar abobalhado.
Não gabe o burro, antes de passar a picada - não elogiar antes da hora.
Burro gosta de ouvir o seu zurro - querer ser o tal...
Se mudar a cor do capim, burro morre de fome - E mais uma referência injusta à folclórica burrice dos burros.

Luiz Antônio Alves e Sergio Coelho de Oliveira
livro:o linguajar tropeiro

Tropeirismo. O Burro e a Mula no folclore/parte I

              Segundo Luiz Antônio Alves e Sergio Coelho de Oliveira, em seu livro, o linguajar tropeiro, o burro e a mula pelo tempo que viveram ao lado do homem, servindo-lhe fielmente, são animais que mais aparecem no folclore, como personagens de palavras figuradas, ditados e provérbios. O que encontramos na "boca do povo"?

Burro - pessoa de pouca inteligência. Uma fama injusta, já que o burro é um animal inteligente.
Burro de carga — pessoa trabalhadora demais.
Metido à besta - é o cara que quer ser.
Caveira de burro - é azar.
Coice de mula — ação violenta e vigorosa.
Pai dos burros - dicionário.
Grande pra burro - expressão de grandeza.
Dar c'os burros nágua — ser mal sucedido.
Burro velho também gosta de capim novo — é o homem de idade se engraçando com menina nova.
Burro amarrado também pasta - é o homem casado que pula cerca.
Quando eu quiser falar com burro, bato na cangalha - é a advertência que se faz a um intrometido
Se ferradura desse sorte, burro não carregava carga — esse provérbio ironiza a crença de que ferradura dá sorte
Picar a mula — ir embora, partir,
Colocar o burro na sombra - acomodar-se.
Teimosa como uma mula - mulher teimosa.
De tanto pensar morreu um burro - advertência que se faz a uma pessoa, que demora em tomar uma decisão.
Burro velho não aceita freio - não adianta querer mudar os hábitos de uma pessoa de idade.
Burro velho não pega trote - significado idêntico ao anterior.
Quando um burro fala, o outro murcha a orelha - ditado dirigido às pessoas que se intrometem na conversa dos outros.
Não se deve confiar em mula tropeira e nem em mulher festeira -uma advertência.
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte é burro ou não tem arte — uma constatação.
Burro e carroceiro nunca entram em acordo - é uma crítica ao carroceiro, que é teimoso também.