segunda-feira, 12 de abril de 2021

Projetos buscam reconhecer a cultura gaúcha como Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado e do Brasil


      O deputado Luiz Marenco (PDT) protocolou um Projeto de Proposição Legislativa que tem por objetivo reconhecer a cultura gaúcha, em toda sua amplitude, como Patrimônio Imaterial e Cultural do Estado. A proposta busca contemplar um imenso reconhecimento a nossa cultura, o que poderá facilitar junto às Leis de Incentivo, editais e patrocínios diretos para a manutenção de todas as modalidades do regionalismo, nativismo e do tradicionalismo. Este era um dos compromissos de campanha do deputado e também da Frente Parlamentar pelo Fortalecimento da Cultura Regional Gaúcha da Assembleia Legislativa, da qual é presidente. O projeto tramita desde o dia 22 de fevereiro no Parlamento e, em breve, deve estar apto para ir à votação no Plenário.

     Mas isto não é tudo. Marenco também sugeriu ao deputado federal Afonso Motta, correligionário do PDT, que levasse este anseio dos gaúchos ao âmbito federal, o que resultou no Projeto de Lei 990/2021 - já protocolado na Câmara dos Deputados - que torna a cultura gaúcha como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. 

     Após aprovadas estas duas leis a cultura Rio Grande do Sul vai ser vista com outros olhos. Desde um verso de um trovador ou uma música de um compositor rio-grandense, ao maior festival ou o mais consagrado rodeio crioulo, tudo será considerado produto do Patrimônio Imaterial do Estado e também do País.

     “Agradeço ao deputado Motta, torço pela aprovação de sua lei, assim como conto com os meus companheiros da Assembleia para que eles coloquem suas sensibilidades a serviço do que nos faz gaúchos, a cultura própria do Rio Grande do Sul”, enfatiza Marenco.

Mariana Pires
Assessoria de Imprensa 

Músico bajeense lança álbum “Canções de Amor à Terra Bruta”

 

      O bajeense Pedro Terra estará lançando no dia 29 de abril, nas plataformas digitais, o álbum “Canções de Amor à Terra Bruta”. É o segundo trabalho autoral do músico, que iniciou a carreira profissional aos 8 anos, em festivais nativistas.

     O lançamento é uma homenagem do autor ao seu pago, ao homem do campo e ao povo rio-grandense. Embora a formação artística de Pedro Terra seja alicerçada na música regional gaúcha, é possível identificar nas doze faixas que compõem o álbum diversas influências dos folclores argentino e uruguaio e também de estilos universais, como MPB (Música Popular Brasileira), Jazz e Rock.


     “Eu cresci escutando Mano Lima, Noel Guarany, Cenair Maicá, Osíris Rodrigues Castillos, Athaualpa Yupanqui, Ramona Galarza, Los Olimareños, Jorge Cafrune, entre outros. E durante a minha formação profissional também fui atrás de mais conhecimento e estudei outros estilos porque acredito que a música gaúcha pode e deve ir mais longe. Então, neste trabalho as pessoas vão encontrar músicas gauchescas, mas com muitas referências de outros grandes artistas, com estilos diferentes, como Fito Paez, Tom Jobim e Rubem Blades”, explica o músico.


     “Canções de Amor à Terra Bruta” é uma produção independente e conta com participações especiais de grandes nomes da música regional, como Marcelo Oliveira, João Marcos "Negrinho" Martins, Edilberto Bérgamo e Henrique Abero.


    Acompanhe as novidades sobre o trabalho do músico Pedro Terra através das redes sociais Facebook, Instagram e Spotify.

Sua história

    Pedro Terra nasceu em Bagé (RS), em 1º de agosto de 1991 e cresceu numa chácara localizada no bairro rural Coxilha do Fogo.

     Entre uma tarefa e outra, no trabalho do campo, aprendeu com o pai, o cantor Henrique Abero, os primeiros acordes no violão. Anos mais tarde, como autodidata, Pedro Terra começou a tocar a gaita ponto.

     As principais influências que compuseram o perfil artístico do músico são: Mano Lima, Noel Guarany, Cenair Maicá, Pedro Ortaça, César Oliveira, Luiz Marenco, Joca Martins, Edilberto Bérgamo, José Melo, José Mendes, Osíris Rodrigues Castillos, Athaualpa Yupanqui, Ramona Galarza, Los Olimareños e Jorge Cafrune.

     Somam-se a estes nomes outros grandes artistas, como Fito Paez, Tom Jobim e Rubem Blades.

Daiana Silva
Assessoria de Imprensa
E-mail: daianasilva.jornalista@gmail.com
Celular/WhatsApp: (51) 98187-0085 (http://whts.co/daianasilva)

domingo, 11 de abril de 2021

Nossa “gente” - por Cristiano Silva Barbosa

     “Dentro da obra regional, é do dom evocativo que impressiona, é a qualidade de experiência que retém o leitor vaqueano, a perder-se por gosto em todos os atalhos da recordação.” Augusto Mayer, Prosa dos Pagos.

     Falar do gaúcho é rasgar a visão interior, enquadrada na moldura da história: na perna de cada letra há sugestões para o leitor fantasiar, o amigo pachola, o fumo crioulo bem “palmeado”, a fumaça de um fogo de chão que escreve no ar as imagens indecifráveis de um texto vivo que os olhos apalpam e o ouvido reproduz, buscando seu eco no poço da memoria.

      Pingos de cola atada, uns atados em argolas outros maneados, laços a bate cola, malas e ponchos nos tentos; nos cantos do galpões deitados os guardas infalíveis, inigualáveis companheiros do gaúcho de todos os momentos, os cachorros. Os maribondos zunindo, abrindo seus túneis no madeirame bruto das casas e galpões; os “bico chanchão” batendo martelo pelos oitões; as caturritas reunidas nas alturas dos arvoredos; um ovelheiro cavocando na sombra de uma árvore, buscando lugar fresco para deitar; uma galinha que chateia depois de botar o ovo. De tempo em tempo um terneiro berra e a mãe responde; um cavalo na sombra pateia uma mutuca; o zinco do galpão estala.  

   Histórias em rodas de mate, que transbordam de bocas duras e carinhosas; vestígios vivos moldados no barro das mangueiras, muitos ainda arrastam esporas, atravessando o tempo num passo decidido, o gaúcho firme nos arreios, “acavalo” soberbo como outrora, ou de tirador e armada pronta na saída da mangueira para um pealo de “cucharra” e a farra da gauchada apertando. Uma nuvem branca, a qual sua sombra forma um capão escuro no verde sol da canhada, manchas vivas de gado, mosqueando, ao longe, na várzea, mudando a cada momento o efeito; o concerto alegre e animador dos pássaros, saudando a aurora numa contagiante alegria. 

Tudo isso abre, no fundo da lembrança, uma várzea para o sol entrar, quando o cheiro dos pastos verdes é mais ativo e os banhados refletem uma resga de céu mais profundo. 

     Essas imagens campeiras, dessa paz, havia ao todo o mistério da hora que passa. São origens de uma raça que não cabe em livros, e fica sobrando na página composta. Algumas manifestações que invadem a alma dos puros e de pessoas que zelam pelo nosso folclore.

Fragmento do Livro Ensaios do Povo Gaúcho
Cristiano da Silva Barbosa


Inscrições para o Curso de Folclore da CGF estão chegando ao fim

 

     Tu ainda não fizestes a tua inscrição para o Curso de Folclore da CGF?

     Gente, não perca tempo! O último curso foi em 2017. 

     Em agosto, vai ter um seminário interno da CGF e quem sabe tu poderás estar participando, também?

    Odilon Ramos, Cristina Rolim Wolffenbüttel, Lucia Brunelli, Ivo Benfatto, maria Eunice Maciel, Paula Simon, Marco Aurelio Alves, Neusa Secchi, entre outros nomes estarão falando sobre nossas culturas populares.

     As inscrições encerram quando fechar 70 participantes (o que pode ocorrer antes de sexta, 16), por isso corre e te inscreve.



sexta-feira, 9 de abril de 2021

20ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação


     São 20 anos oficiais de compromisso com os estudos e pesquisa no contexto da única Teoria da Comunicação genuinamente brasileira. A transversalidade da Fokcomunicação permitiu que ao longo dessa estrada pudéssemos perscrutar temas diversos, em parcerias nacionais e internacionais, com publicação de livros, revistas, realização de seminários, jornadas, concursos e encontros, além de participação em eventos científicos no Brasil e em outros países, especialmente da América Latina e Europa.

     A cultura popular como meio de comunicação de indivíduos e grupos fomentou discussões em torno de produtos midiáticos populares e massivos, estimulou os estudos sobre epistemologia, metodologia e taxionomia da Folkcomunicação. Do centro da cidade à periferia e à zona rural, do artefato manual ao digital, das relações tangíveis às intangíveis, a riqueza de objetos trazida até aqui nos mostra que muito conquistamos no terreno da Ciência da Comunicação e ainda há um universo de possibilidades de recortes temáticos, fato que nos impulsiona a continuar seguindo com responsabilidade diante das pesquisas e da busca do conhecimento.

     Neste ano, por conta da crise sanitária vigente no Brasil relacionada à pandemia da Covid-19, nossa edição será inteiramente online. A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em parceria com a Rede Folkcom, preparou um evento que contará com oficinas, grupos de trabalho, palestras, concursos de fotografia e de audiovisual. Infelizmente, o(a) conferencista não poderá passear pelas belas ruas de São Luís, conhecer nossos casarios, provar nosso arroz de cuxá e moqueca maranhense, mas faremos o possível para que o calor humano, que caracteriza nossa gente, chegue até você por meio das telas.

Data do evento

29 de junho de 2021, 08h00 até 2 de julho de 2021, 20h00

Local do evento

Evento online - O link do evento ainda não foi informado

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Saberes & Fazeres - Terceiro programa vai tratar do Batuque no RS

 

     O primeiro programa, que lançou o curso de folclore, foi visto por quase duas mil pessoas. O segundo, na última quarta, 7, tratou de medicina campeira, povoeira e os costumes antigos, com Severino Moreira e Maria Luiza Benitez teve grande audiência. Mas o terceiro, promete mais.

    Na próxima quarta, dia 14, Saberes & Fazeres recebe dois convidados: Ana Carolina Kerber e Werner André de Menezes para uma conversa sobre o batuque no RS. Ana Carolina é Psicóloga Clínica e Ialorixá, já Werner  é Administrador de Empresas e Babalorixá. A mediação e apresentação será por conta da vice-presidente da Comissão Gaúcha de Folclore, Renata Pletz.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Edital Ações Culturais das Comunidades tem 4.587 contemplados

     A Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), a Associação de Desenvolvimento Social do Norte do RS (ADESNRS) - Central Única das Favelas de Frederico Westphalen e Cufa RS divulgaram nesta segunda-feira (5) o resultado final da seleção dos contemplados no Edital “Ações Culturais das Comunidades”.

     O edital contou com 7.824 inscrições. Foram contempladas 4.587. Destas, 3.582 na categoria Premiação Agente Cultural - 73% cotistas. Na categoria Subsídio, foram contemplados 393 coletivos formais (com CNPJ ativo) e 612 coletivos informais (sem CNPJ ativo).

     O edital tem por objetivo selecionar agentes culturais e iniciativas coletivas culturais de base comunitária nos bairros pertencentes aos 23 municípios participantes do Programa RS Seguro e assegura vagas (cotas) de pelo menos 50% (cinquenta por cento) para pessoas físicas da categoria Premiação - Agente Cultural, para os indicados autodeclarados preto, pardo; indígena; quilombola; cigano; mulher trans/travesti; e homem trans - mediante auto declaração na inscrição, e para Pessoas com Deficiência (PCD’s).

    Clique aqui para acessar a lista final dos contemplados:

 https://acoesculturaiscomunidades.org/lista-de-contemplados

CTG Presilha do Pago será o anfitrião do Encontro Jovem da 18ªRT

 

Inscrições

sábado, 3 de abril de 2021

Saberes & Fazeres - Medicina Campeira em foco, dia 7

 


Nota de falecimento e pesar - Adenor Frainer


      É com enorme pesar que registramos aqui a passagem do ex-patrão do CTG Gaudério Serrano, de banto Gonçalves, Adenor Frainer. Nos solidarizamos com a família e amigos, para os quais pedimos a Deus que conforte os corações.

     "A família GAUDÉRIO SERRANO deseja que Deus ampare e conforte todos os corações feridos pela dor do luto".

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Macela ou Marcela - por Severino Moreira

      Ajuda no tratamento de azia, cálculo renal, dor de cabeça, cólicas, câimbras, contusões, diarreia, gastrite, úlcera, dor de estômago, resfriado, retenção de liquido, reumatismo, colesterol alto e acalma o sistema nervoso;

     É um arbusto  que atinge cerca de um metro de altura e na região sul costuma florescer no mês de março. As flores são amarelas e têm um aroma agradável, com cerca de um centímetro de diâmetro, florescendo em pequenos cachos. As folhas são finas e de cor verde-claro, meio acinzentada, que se destaca do restante da vegetação do campo.

    A crença que motiva é religiosa e dizem que a macela colhida na Sexta Feira Santa tem um maior poder medicinal. Não se sabe exatamente qual a relação com o dia, mas algumas versões contam que quando Cristo subiu o calvário com a cruz, no caminho havia muita macela. Como é uma planta macia, Cristo pisava sobre elas para não machucar tanto os pés descalços e os fiéis percebendo isso, colhiam macela e colocavam em seu caminho cobrindo o chão pedregoso, então a planta passou a ser vista como sagrada, e com poder de cura para tantos males. Também existe a crença que Deus benze as plantas e o sereno é a água benta.


     Aqui no Sul as flores da macela também costumavam ser usadas para encher travesseiros de crianças, por se acreditar que tenha efeitos calmantes. Através do cheiro suave e gostoso, também acredita-se que cura a alergia com um travesseiro da erva.

     Pelo parecer técnico dizem que os dias que antecedem a Páscoa são, justamente, o período que a floração está bem madura e no ponto e por isso, nesta época em que ela tem maior quantidade de compostos químicos, para as ações da planta.

     Devido a religiosidade que envolve a planta e suas propriedades medicinais, a Macela foi instituída, em 2002, como a planta medicinal símbolo do Rio Grande do Sul.  

   A colheita da macela pode estar com seus dias contados, pois ao invés de colher os galhos, geralmente são arrancados com a raiz e também por ser colhida justamente no período de floração, impedindo que o ciclo natural se complete. 

"A macela no meio da vegetação é muito mais saudável do que na rodovia, pela poluição".

     Depois da colheita, é interessante secar à sombra e, quando seca, guardar em um lugar fechado.

      Não se sabe de nenhum medicamento produzido com ela, mas sua eficácia é incontestável. 

quarta-feira, 31 de março de 2021

Curso de Folclore Gaúcho - 2021

      O Curso de Folclore Gaúcho promovido pela Comissão Gaúcha de Folclore será realizado entre os dias 19 e 24 de abril (semana de aniversário da entidade). Nos dias de semana, será das 20h às 22h, e no sábado, a partir das 8h da manhã. Haverá certificação emitida pela Comissão Gaúcha (para quem tiver 75% de frequência e assim quiser). O curso é aberto ao público e direcionado para quem quer conhecer mais sobre nossa diversidade cultural.

     O formulário para ser preenchido com os dados de quem quiser se inscrever para o curso estará em nossa FANPAGE e em nosso BLOG – com opção de anexar o comprovante de depósito, pagamento ou Pix. O prazo de inscrição é de 31/03 até dia 16 de abril.

Investimento: R$ 60,00 (sessenta reais) Geral - R$ 30,00 (trinta reais) para membros da CGF interessados em fazê-lo.

Comissão Gaúcha de Folclore 
Banco Bradesco 
Ag: 1401
Cc: 0020088-3
CNPJ 02.279.554/0001-03 

As aulas serão ministradas pela plataforma ZOOM - uma parceria da CGF com a CBTG (alunos receberão o acesso). No dia 23 de abril, dia do aniversário da CGF, a aula será transmitida ao vivo pela página da Comissão no facebook, desde as 19h, quando a diretoria estará realizando o ato de posse de forma virtual.

O curso é uma parceria da Comissão Gaúcha de Folclore, Fundação Santos Herrmann, Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha e da Comissão Nacional de Folclore, juntamente com os professores, profissionais e artistas de cada área das culturas populares do Rio Grande do Sul.

     No dia 31, às 20h, na FANPAGE da CGF (facebook.com/comissaogauchadefolclore) será lançada a programação oficial e abertas as inscrições.

Os objetivos do curso:

   Ampliar os conhecimentos sobre as culturas populares do Rio Grande do Sul, procurando diferenciar Tradicionalismo, Folclore, Tradição, Nativismo, entre outros conceitos muito presentes em nosso dia a dia;

   Entender a importância do Folclore na educação;

   Compreender como repassar nossos usos, costumes, crenças e tradições às gerações tão ligadas nas novas tecnologias;

   Conhecer nossas músicas, danças, lendas, mitos, festas, folguedos para não confundir com o tradicionalismo gaúcho, tão forte e presente na vida dos gaúchos;

   Trazer para o convívio da Comissão Gaúcha de Folclore novos membros interessados no estudo, na pesquisa e difusão das culturas populares do nosso estado.

   Aos professores: Buscar transmitir orientações sobre a aplicação do Folclore no processo de ensino.

Nossa homenagem pela passagem do dia de nascimento da prof. Rose

 


   

Prof. Dra. Cristina Rolim Wolffenbüttel

   " Hoje, 31 de março, comemoramos o aniversário de uma pessoa muito importante, não somente para mim, mas também para a Música, Educação Musical e os estudos em torno do Folclore e da Música Folclórica.

     Rose Marie Reis Garcia, a nossa querida Rose!

     Tive a oportunidade de conhecê-la lá nos idos de 1985, quando eu ingressei nos estudos da Música, no Instituto de Artes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

     Na ocasião, como por bênção, já no primeiro semestre era-nos ofertada a disciplina de Folclore Brasileiro I, brilhantemente ministrada pela querida Rose! Em algumas ocasiões estava conosco a igualmente querida e saudosa, Professora Ilka d’Almeida Santos Herrmann! Que dupla maravilhosa”!

     Apaixonei-me na primeira aula pelo conteúdo do Folclore (grafo, aqui, com maiúsculo, diferenciando o fato folclórico – folclore, da ciência – Folclore) e, claro, pela condução dos encontros. Rose relembrou-nos da importância da cultura do povo e, assim, do folclore, inebriando-nos com tudo o que falava, como se fosse uma linda história que, a cada aula, nos contava. 

     Há algum tempo, em 7 de dezembro de 2004, Rose deixou-nos. Triste? Claro! É sempre muito difícil a separação física para nós! Quando amamos, queremos estar juntos, desfrutando as alegrias do compartilhamento da vida cotidiana.

     Mas, com certeza, Rose continua fazendo suas pesquisas no Plano Espiritual. Ela nunca parava, não dormia e, também não comia quando estava escrevendo, pesquisando! A querida filha, Liane Rose que o diga, não é? Um verdadeiro ato criativo! 

     O espírito leva consigo os conhecimentos deste plano, e Rose, com certeza, levou um grande cabedal consigo. Sinto-a comigo, no cotidiano, muitas vezes inspirando-me, ajudando-me e, principalmente, dando-me forças, pois andarilhar na seara da pesquisa e, principalmente, da pesquisa em torno do folclore, não é fácil! Algumas pessoas entenderão minhas palavras!

     Hoje, portanto, é momento de comemorar aqui na Terra, seu aniversário! E Rose, no Plano Espiritual, também comemora, com sua alegria e seu lindo sorriso, com que sempre me recebia onde quer que estivéssemos. Tal a alegria e brilho do Bumba-meu-Boi, que compartilhamos, outrora, em São Luís, no Maranhão. Rose brilha e vibra com amor e luz!

      Longa vida espiritual, Rose! E nós, que ainda aqui estamos na Terra, possamos seguir adiante, firmes, em prol dos estudos em torno da Música e do Folclore! 

     Obrigada pelo tempo em que estiveste conosco! Seja feliz!"

A trova está de luto: Morre Derly Silva


  O trovador, poeta, escritor e radialista Derly Silveira da Silva, considerado um dos maiores conhecedores da Trova Galponeira do estado, fez sua passagem. Em um primeiro momento, a noticia dava conta de ser o Covid-19, mas seu neto Luan Silva postou no facebook que o motivo do falecimento foi choque séptico pulmonar (quando o paciente se encontra mais debilitado, pressão arterial muito baixa e maior dificuldade na circulação do sangue, o que faz com que chegue menos oxigênio a órgãos importantes como o cérebro, o coração e os rins).

     Derly, que usava um bigodão muito característico, era uma pessoa de grande conhecimento do verso de improviso. Poeta, trovador e comunicador, era natural de São Pedro Mirim, município de Júlio de Castilhos. Casado com dona Dalva e pai de duas filhas, Derly participou do CD Trovadores Consagrados - Usa Discos; criou do "Festival Mi Maior de Gavetão", em Sapucaia e  presidiu por quatro gestões a Associação dos Trovadores Luiz Müller, da mesma cidade. Recebeu da Assembleia Gaúcha a medalha conferida às personalidades que se destacam na cultura gaúcha. Foi diretor interino da Casa de Cultura de Sapucaia do Sul.

"Em 2001, quando ganhamos um espaço na TV Assembleia, para fazer o programa Entrevero de Ideias, por não termos experiência na área da comunicação fomos procurar Derly Silva que fez o primeiro programa conosco. Depois, como sempre fazia, incentivou que fizéssemos o curso da FEPLAM e nos preparássemos para o futuro. No registro fotográfico de Marco Turky, uma lembrança no Galpão do extinto IGTF, quando fizemos uma homenagem à Gildo de Freitas. Derly parte, mas deixa um legado incrível para o Rio Grande do Sul." - Descansa em Paz e segue teu caminho de Luz Derly Silveira da Silva.

terça-feira, 30 de março de 2021

O Folclore nas escolas é um trabalho em conjunto

 
     O Folclore e a Educação foram os temas que marcaram ontem (29/03) o último dia do seminário interno da Comissão Gaúcha de Folclore, iniciado em 8 de março para os membros da entidade. A professora Neusa Marli Bonna Secchi foi a palestrante da noite, com mediação de Renata Pletz.

     A professora relembrou que o 1° Congresso Internacional de Folclore aconteceu em Paris em 1936 e, já naquela época, se afirmava que o Folclore deveria ser dado junto com todas as disciplinas, como a história, a antropologia ou a sociologia, inclusive nas Universidades, pois o objetivo principal é preparar o professor.

     De acordo com a palestrante, a escola, os professores e a comunidade precisam trabalhar em conjunto e devem levar os jovens a resgatar, a valorizar e a fortalecer a sua identidade regional , resguardando o conhecimento dos antepassados, que não ficam registrados em livro, mas são passados de geração em geração. “O professor deve ter conhecimento básico sobre Folclore e adaptá-lo de acordo com o nível de seus alunos”, explicou Neusa Secchi.  “É preciso aproveitar cada disciplina para integrar o Folclore”.

     As ações da Comissão Gaúcha de Folclore prosseguem no dia 31 de março, às 20h, em sua página no Facebook,  quando a entidade inaugura o programa Saberes & Fazeres – O Folclore em Foco. Nessa mesma noite, também será lançado o Curso de Folclore Gaúcho, aberto ao público em geral. As aulas vão ser realizadas on line entre 19 e 24 de abril, através da plataforma Zoom, com os maiores especialistas na área.

    Em 23 de abril, data de seus 73 anos, a entidade fará a posse da nova diretoria, culminando com uma aula magna,  eventos que poderão ser acessados através da fanpage da CGF no Facebook.

 (https://www.facebook.com/ComissaoGauchadeFolclore/)

Erika Hanssen Madaleno
Jornalista - 4728 MTB
Diretora de Comunicação CGF

segunda-feira, 29 de março de 2021

Morreu o homem que construía. O Rio Grande se despede de Air Bergenthal

 

     A vida prega peças... frase que costumamos ouvir seguidamente. Mas ao acordar hoje me vi surpreendido pela noticia que o velho Air havia nos deixado para camperear do outro lado, onde as pastagens são mais verdes. Do lado de lá, de volta ao Lar estão grandes campeiros, entre eles meu pai, Luiz Paulo do Amaral, Tio Cyro, Nico Fagundes, Comandante Vilmar Romera, Nego Betão, Nego Dedeus...

    Air deu vida aos lindos galpões do Parque da harmonia e, também, ao sonho do DTG Lenço Colorado em ter uma sede, criando, onde é hoje, o centro de eventos do Internacional.

    Na Cavalgada do Mar, sempre junto ao piquete da OAB e o de Comando, Air estava sempre bem estribado e um tordilho de bom porte, fogoso, e sempre pronto para uma gentileza. Sim, sempre pronto. "Certa feita meu filho chorava, em meio ao trajeto, e ele passou, pegou-o, e mandou pro acampamento junto com o Betão, da Pralana - Imagina, chegamos no acampamento do João Sobrinho e fui atrás, levando algumas horas para achar naquele infinito - Mas, resolveu o problema na hora". Esse era o Air. 

     Resta-nos pedir a Deus Pai de bondade e misericórdia e ao divino amigo e mestre Jesus que conforte o coração dos familiares e amigos. Desejamos que ele siga a cavalo, rumo ao caminho de luz... Que lá estão grandes campeiros lhe esperando.

Próprio para o momento - Fabricio Carpinejar


quinta-feira, 25 de março de 2021

Covid faz mais uma vitima - Marcos Luis, ex-patrão do CTG Querência Xucra


     É com enorme pesar, em uma semana de muitas noticias ruins e tristes, que comunicamos o falecimento, por covid, do ex-patrão do CTG Querência Xucra, de Putinga, Marcos Luís de Mari. Ele era tio da 1ª Prenda Juvenil da CBTG 2015/2017, Andrine de Mari Cenci.

   "Hoje perdemos um dos grandes integrantes de nossa entidade. Marcos, com seu espírito alegre e sempre muito dedicado, deixou seu legado no CTG. Além de liderar a entidade por um ano, suas participações nos demais eventos eram sempre marcantes. Merecedor de todas as nossas homenagens, deixamos aqui registrado o nosso agradecimento". - O CTG Querência Xucra presta suas mais sinceras condolências à família.


quarta-feira, 24 de março de 2021

Comissão Gaúcha de Folclore promove curso - Inscrições a partir de 31 de março

 

CURSO DE FOLCLORE GAÚCHO ON-LINE: 

    Depois de quatro anos passados desde o último curso (2017), a CGF abrirá inscrições e apresentará a programação do curso on-line, a partir de 31 de março (no programa Saberes & Fazeres - o Folclore em foco, na fanpage da CGF, às 20h). 

     O curso transcorrerá pela plataforma ZOOM, entre os dias 19 e 24 de abril, às 20h. 

     No dia 23/04, aniversário de 73 anos da Comissão Gaúcha, será a aula Magna, abertura(20h) com transmissão ao vivo pela página do Facebook da CGF. Aberto a todos interessados em folclore.   R$60,00 a inscrição a partir de 31/03.

Nota de Falecimento - Marcelo Luiz Loeblen


      Momento crítico e triste. Comunicamos o falecimento de MARCELO LUIZ LOEBLEN, 47 anos, do CTG Chaleira Preta de Venâncio Aires, ocorrido hoje, 23 de março, no Hospital São Sebastião Mártir, por complicações do Covid.

      Loeblen era pai do guri e piá (Christian e Mateus) da 24ª RT e casado com Luciana Inês Loeblen, todos associados do CTG Chaleira Preta. 

      Que ele descanse em paz...

Casal do CTG Brazão do Rio Grande morre vítima do Covid


      Com grande pesar que comunicamos o falecimento do casal Gilso Alves e Leila Rozani Alves, ex-patrões do CTG Brazão do Rio Grande, de Canoas, por complicações do Covid-19. Juca, como era conhecido pelos amigos era candidato à presidência da Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas.

     Leila, sua esposa, faleceu na noite de ontem, terça (23) e Juca hoje pela manhã. Manifestamos nossas condolências e nossa solidariedade  à família e amigos enlutados, em especial aos amigos do CTG Brazão do Rio Grande, onde ambos faziam parte da invernada campeira.

     Descansem em PAZ. Na Luz e na PAZ de Deus.



Coordenadores Regionais do MTG tomam posse

    Tomaram posse na noite desta segunda-feira, 22, os 30 coordenadores regionais do MTG/RS, eleitos para o exercício de 2021, em solenidade realizada online. 

     O atraso se deu em decorrência das restrições impostas pelas políticas de combate à transmissão da covid-19 e a Federação não ter realizado, ainda, a sua eleição para o Conselho Diretor. 

     


terça-feira, 23 de março de 2021

Festas tradicionais e religiosidade encantam participantes de seminário

      As Festas e os Folguedos foram os temas do terceiro encontro do Seminário Interno da Comissão Gaúcha de Folclore, realizado on line na noite de segunda (22/03), com a presença de grande parte dos associados. As palestras ficaram a cargo dos professores Ivo Benfatto e Paula Simon Ribeiro, ambos com extenso currículo pessoal, especialmente na área do Folclore. Estiveram presentes na atividade o Presidente da Comissão Nacional de Folclore, Severino Vicente e membros de outras comissões estaduais. 

Paula Simon e Ivo Benfatto

     Benfatto iniciou sua exposição abordando as festas religiosas mais tradicionais do Rio Grande do Sul e o sincretismo religioso, resultado de um conflito no Brasil ocorrido no século 18. Naquela época, houve um choque entre as diferentes religiões trazidas pelos negros da África e o catolicismo local. Por isso, os africanos incorporaram seus orixás associando-os aos santos católicos, uma maneira de driblar a vigilância que impedia seu culto tradicional, como Iemanjá, ou Nossa Senhora dos Navegantes, Ogum, ou São Jorge, além de tantos outros.

     Entre as principais festas religiosas, como Natal e Páscoa, o palestrante falou sobre os Santos Reses, a Festa de Navegantes, a procissão de Corpus Christi e a Festa do Divino Espírito Santo, cujo culto completa 200 anos no Rio Grande do Sul em 2021.

     Paula Ribeiro, a segunda palestrante, apresentou as festas, as cerimônias e os rituais. De acordo com a professora, as festas podem ser profanas, religiosas, fixas ou móveis. Também falou sobre os Folguedos ou autos folclóricos, citando, como exemplo, os Ternos de Reis, as Cavalhadas, a Folia do Divino, a Congada, ou Maçambique e o Quicumbi – Ensaio de Promessa.

     A professora abordou as festas juninas, quando se comemora os dias de Santo Antônio, São João, um dos mais reverenciados, e São Pedro, padroeiro do Rio Grande do Sul. As festas juninas não são prioridade nossa, mas são universais e assumem características próprias de suas comunidades. Em relação às fogueiras, normalmente são acesas logo que o sol se põe, antes ou depois da reza, mas sempre antes da meia-noite. Não se utiliza o cedro, a imbaúba e a videira na fogueira, pois são consideradas madeiras sagradas.

     O seminário prossegue no dia 29 de março, às 20h, on line, com a palestra da professora Neusa Marli Bonna Secchi, que vai falar sobre Brinquedos e Brincadeiras Folclóricas e o Folclore na Escola, sob a mediação de Renata Pletz.

     No dia 31 de março, na fanpage da Comissão Gaúcha de Folclore no Facebook, acontecerá a estreia do programa em podcast Saberes & Fazeres – O Folclore em Foco, mesma data do lançamento do Curso de Folclore para o público externo, que inicia em abril, mês dos 73 anos da entidade.

Erika Hanssen Madaleno 
Registro Profissional 4728 MTB
Diretora de Comunicação - CGF

segunda-feira, 22 de março de 2021

Saberes & Fazeres - o Folclore em foco, estreia dia 31 de março

 

     Programa da Comissão Gaúcha de Folclore, que está em fase de produção, estreia dia 31 de março, às 20h na fanpage da CGF, no Facebook. 

      Saberes & Fazeres foi pensado para trazer mais conteúdo cultural à rotina do povo gaúcho. Toda semana, a Comissão Gaúcha de Folclore recebe convidados para falar de folclore. 

Rio Grande se despede do grande nome do esporte tradicional gaúcho

                    Morre empresário Darci Roggia.

    É com enorme pesar que informamos a morte do empresário (trabalhava com prótese dentária) Darci Roggia, 74 anos. Roggia, ligado ao Clube Dores e marcou época  nas competições de Bocha, em Santa Maria. O Troféu rotativo dos Esportes tradicionais do MTG leva seu nome.

     Em 2016, recebeu Moção de congratulações da Câmara Municipal por ser protético mais antigo em Santa Maria e em reconhecimento pela ajuda às pessoas carentes.

     Com problemas cardíaco, Roggia testou positivo para o Covid-19 na última segunda feira,15 de março, quando estava na casa da família em Faxinal Soturno. Foi internado e veio a falecer neste domingo, dia 21. O corpo foi cremado.

Radio Nativa/Imembui FM

Informação recebida de Dinara Paixão

sábado, 20 de março de 2021

CBTG firma parceria e apoia o curso de Folclore da CGF

Roberto Basso - CBTG

     Desde que assumiu as rédeas da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, o presidente Roberto Basso (MT) tem procurado prestar apoio à cultura gaúcha e às entidades representativas deste segmento, oferecendo suporte e tecnologia para manter conectados os quatro cantos do Brasil. Em agosto de 2020, em plena pandemia, forneceu subsídios para que a Comissão Gaúcha de Folclore realizasse as comemorações do dia do folclore, bem como as homenagens prestadas anualmente pela entidade.

     Como a pandemia continuou e não permitiu os encontros presenciais, a CBTG colaborou, mais uma vez, com o sistema de suporte e apoio on-line para que a CGF pudesse realizar seu Curso de Folclore. Em mensagem ao novo presidente da entidade, Roberto Basso escreveu: “Parabéns Rogério por ter assumido o folclore no Rio Grande do Sul. Que desempenhes um bom trabalho para orgulhar o nosso Rio Grande. (...) Com certeza vamos ajudar e ser parceiros da CGF, só oficiar e estaremos juntos”. 

Comissão Gaúcha de Folclore 2021

   A Diretoria tem disponibilizado para seus membros associados:

CANAL DE ATENDIMENTO ON-LINE: Como solução de apoio aos associados e por medidas de precaução e segurança de todos contra o coronavírus (COVID-19), a CGF suspendeu os encontros presenciais, substituindo pelas reuniões 100% on-line, atendendo via e-mail e Whatsapp no grupo.

LIVES COM ESPECIALISTAS: Um seminário em formato de ´live´ com painelistas renomadas e conhecedores do assunto. O treinamento é uma das metas da atual diretoria para uma reciclagem e atualização, antes do curso. Aulas básicas de acesso e uso das redes sociais e internet.

REUNIÕES DE DIRETORIA ON-LINE: As reuniões da Diretoria estão sendo mais intensas, devido a uma série de decisões que tem que ser tomadas para o melhor andamento e sustentação da entidade.

PROGRAMA E PODCAST SOBRE FOLCLORE: A Comissão Gaúcha de Folclore realizará programetes (em torno de 45 min) contendo entrevistas ou até mesmo exposições sobre assuntos relevantes do folclore gaúcho e brasileiro. Lançamento será dia 31 de março.

CURSO DE FOLCLORE GAÚCHO ON-LINE: Depois de quatro anos passados desde o último curso (2017), a CGF abrirá inscrições e apresentará a programação do curso on-line, a partir de 31 de março. O curso transcorrerá pela plataforma ZOOM, entre os dias 19 e 24 de abril. No dia 23 de abril, aniversário da Comissão Gaúcha, será a aula Magna, abertura e com transmissão ao vivo pela página do Facebook da CGF.

CRIAÇÃO DE NÚCLEOS DE PESQUISA E DA CGF NO INTERIOR – Dando continuidade ao trabalho de outras gestões, a CGF tem como meta ampliar o raio de ação de seus núcleos pelo interior.

Diretoria da CGF 2021/2023