quinta-feira, 6 de agosto de 2026
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Semana do Folclore 2026 - Programação
🔴 22 de agosto, 14h – Abertura
CGF, UERGS, SEDAC, Colegiado Setorial de Folclore e Tradição Gaúcha do RS, CNF e IOV.
Palestra de abertura: O Folclore em Nós: da vivência à sala de aula – Cristina Rolim Wolffenbüttel.
🟡 24 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore
Convidados: Mestra Vivi e Mestre Gabi.
Coordenação: Lúcia Brunelli.
🟢 25 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore
Convidados: Mestre Du Catira, Mestre Wosley Torquato e Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior (Maçambiques de Osório).
Coordenação: Cristina Rolim Wolffenbüttel.
🔵 26 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore
Convidados: Mestra Nazaré e Mestre Rainha Almeida.
Coordenação: Aimara Bolsi.
🟣 27 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore
Convidados: Mestra Cleide Toledo e Mestra Dinoélia Trindade.
Coordenação: Márcia Cristina Borges da Silva.
Finalização – Cristina Rolim Wolffenbüttel e Paulo Elias Daniel.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Nota de Falecimento - Morre Bagre Fagundes
É com profundo pesar que nos despedimos de Euclides Fagundes Filho, o inesquecível Bagre Fagundes, que faleceu aos 86 anos, deixando um legado imensurável para a música, a cultura e a identidade do Rio Grande do Sul.
Cantor, compositor e integrante do histórico grupo Os Fagundes, Bagre eternizou seu talento em obras que atravessaram gerações e se transformaram em verdadeiros símbolos da alma gaúcha. Entre elas, destacam-se clássicos como "Canto Alegretense" e "Origens", canções que ajudaram a preservar e difundir os valores, a história e os sentimentos do povo rio-grandense.
Sua trajetória artística foi marcada pelo compromisso com as tradições, pela valorização da cultura regional e pela capacidade de transformar a música em um elo entre passado, presente e futuro. Sua voz e sua obra permanecerão vivas na memória de todos aqueles que encontram na cultura gaúcha uma expressão de pertencimento e identidade.
Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos, companheiros de caminhada e a toda a comunidade tradicionalista, que perde um de seus mais importantes representantes. Que o legado de Bagre Fagundes continue inspirando as futuras gerações, mantendo acesa a chama da música e das tradições do Rio Grande do Sul.
Bagre Fagundes parte da vida, mas permanece eterno na história e no coração do povo gaúcho.
terça-feira, 28 de julho de 2026
PROGRAMAÇÃO 74° CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO
31 DE JULHO (SEXTA-FEIRA)
14h – Credenciamento.
17h – Chegada da Chama Crioula: percurso pela Travessa Missioneira, passando pelo Arco dos Povoados Jesuítico-Guaranis, com chegada à fonte em frente à Catedral Angelopolitana, na Praça Pinheiro Machado, onde ocorrerá a recepção pelo prefeito municipal.
17h30min – Desfile do Grupo de Cavalgadas das 30 Regiões Tradicionalistas, cada uma com sua bandeira, com destino ao CTG 20 de Setembro.
18h – Ato solene de entrada das 30 Coordenadorias das Regiões Tradicionalistas, empunhando suas bandeiras, na sede do 74º Congresso Tradicionalista, no CTG 20 de Setembro.
18h30min – Sessão preparatória.
19h – 1ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 1, 9 e 10.
20h – Momento cultural com Patrício Maicá, filho de Cenair Maicá.
21h – Jantar e momento nativista com Eva Sofia, Lourenço Copetti e Joaquin Trintináglia.
1º DE AGOSTO (SÁBADO)
7h30min – Credenciamento.
8h – Café de Cambona e sua história.
8h30min – Bênção ao Congresso Tradicionalista, proferida pelo padre da Catedral Angelopolitana.
9h – Sessão solene de abertura.
10h – 2ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 4, 5 e 6, além da apresentação das propostas para sediar o 75º Congresso Tradicionalista.
11h – 3ª Sessão Plenária: Entrega da placa de Conselheiro Honorário do MTG ao Sr. Eduardo Loureiro, prestação de contas e apresentação do relatório anual, seguida da cerimônia de entrega de plaquinhas à Gestão Estadual de Prendas e Peões 2026/2027.
12h – Almoço.
13h30min – Momento cultural na Praça da Catedral e visitação ao Museu Regional das Missões.
15h – 4ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 11, 2 e 7, além da escolha da cidade-sede do 75º Congresso Tradicionalista.
18h – Sessão de encerramento.
18h30min – Café colonial.
19h – Momento cultural com trovadores.
19h30min – Momento nativista: show musical com Cambará.
2 DE AGOSTO (DOMINGO)
9h – Passeio turístico: saída do CTG 20 de Setembro para visitação às Ruínas de São Miguel Arcanjo.
Enart pré-mirim, mirim e juvenil movimentou a cidade de Erechim
O Encontro de Arte e Tradição Gaúcha (ENART) Pré-Mirim, Mirim e Juvenil reuniu crianças e adolescentes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul entre os dias 24 e 26 de julho, em Erechim. O evento foi encerrado na noite de domingo (26), com a divulgação dos resultados e a premiação das Danças Tradicionais.
Promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e pela 19ª Região Tradicionalista, o encontro contou com o apoio da Prefeitura, da Câmara Municipal de Erechim e da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.
Durante os três dias de programação, os participantes disputaram as modalidades de Danças Tradicionais, Danças Gaúchas de Salão, Chula, Declamação, Solista Vocal, Gaita de Botão e Gaita Piano. Na categoria Pré-Mirim, os concorrentes receberam troféus e medalhas de participação.
O evento também entregou o Troféu Marca Grande às regiões tradicionalistas que obtiveram o maior número de premiações. A 3ª Região Tradicionalista conquistou o troféu na categoria Mirim, enquanto a 11ª Região Tradicionalista recebeu a distinção na categoria Juvenil.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Fundação Cultural Gaúcha celebra 46 anos com entrega de comendas e homenagens
A Fundação Cultural Gaúcha ligada ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) celebrou seus 46 anos de atuação com uma cerimônia marcada por homenagens e reconhecimento a personalidades que contribuíram para a preservação e fortalecimento da cultura gaúcha. O evento reuniu autoridades, lideranças tradicionalistas e representantes de diversas entidades culturais do Estado.
Entre os presentes estiveram o presidente do Grêmio Geraldo Santana, Denilso Rogério Custódio Vieira; o patrão do CTG Glaucus Saraiva, Itamar Pereira; o secretário adjunto da Cultura do Estado, Valmir Böhmer; além de representantes do MTG, como Evandro Martins, vice-presidente Campeiro da entidade, conselheiros e coordenadores regionais. Também participaram prendas e peões representantes do tradicionalismo, como Dara Netto, Luiza Tormes e Matheus Henrique Mohr.
Durante a solenidade, o presidente Oscar Fernandes Gress destacou a trajetória da Fundação Cultural Gaúcha, relembrando sua criação em 1980 a partir da visão de importantes nomes do tradicionalismo, como Luiz Carlos Barbosa Lessa, Edson Otto, Cyro Dutra Ferreira e Rodi Pedro Borghetti. Ele ressaltou o papel fundamental da entidade como braço dinâmico do MTG, responsável por viabilizar projetos, eventos e parcerias que consolidaram o movimento ao longo das décadas.
Em seu discurso, Gress relembrou momentos históricos, desde os tempos de trabalho voluntário e estrutura modesta até a consolidação de iniciativas como os desfiles temáticos do Acampamento Farroupilha, a transmissão do ENART pela internet e a atuação em diferentes áreas culturais, como música, literatura e cinema. Também destacou a importância da transparência institucional, com acompanhamento constante do Ministério Público nas ações e convênios da Fundação.
A cerimônia foi marcada ainda pela entrega de comendas a pessoas e instituições que tiveram papel relevante na construção e reconstrução da entidade ao longo dos anos. A Medalha do Mérito Cultural Gerciliano Alves de Oliveira foi concedida à família de Gerciliano e ao deputado estadual e ex-secretário de Cultura, Eduardo Loureiro. Já a Comenda Rodi Pedro Borghetti foi entregue à família Borghetti, representada pelos filhos Renato e Marcos, e a Gerson Ludwig, da Artega – O Armazém do Gaúcho.
Ao relembrar períodos difíceis enfrentados pela instituição, incluindo momentos de instabilidade administrativa e risco de encerramento das atividades, o presidente destacou a recuperação recente da Fundação, impulsionada por mudanças estruturais e pela retomada de sua missão cultural.
A celebração dos 46 anos reafirma o compromisso da Fundação Cultural Gaúcha com a valorização das tradições do Rio Grande do Sul, mantendo viva a história e fortalecendo o futuro do tradicionalismo organizado.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Nota de falecimento - Adão Bernardes
Com profundo pesar, registramos o falecimento de Adão Pedro Bernardes, uma
das grandes referências da trova, da poesia, da canção e da pajada no Rio Grande do Sul. Nascido em São Francisco de Paula, em 28 de junho de 1959, construiu uma trajetória marcada pelo talento e dedicação à cultura gaúcha, deixando mais de 100 composições gravadas e inúmeras conquistas em festivais e rodeios pelo Brasil.
Poeta, compositor, intérprete e pajador premiado, Adão Bernardes eternizou sua arte em livros, CDs e na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecer sua obra. Sua partida deixa uma grande lacuna no cenário cultural gaúcho, mas seu legado permanecerá vivo através dos versos, canções e ensinamentos que compartilhou ao longo da vida. Escreveu e publicou livros connosco pela Bastos Produções e costumava indicar para outros trabalhos.
Nossos sentimentos aos familiares, amigos e admiradores. Que sua memória siga inspirando as futuras gerações de trovadores e artistas da nossa tradição.
sábado, 20 de junho de 2026
Loja da FCG amplia acesso à produtos tradicionalista nos eventos do Estado
Dando continuidade a um trabalho iniciado por Gerciliano Alves de Oliveira na década de 1990, Mariana Matusiak e Marlon Moura vêm levando a Loja da Fundação Cultural Gaúcha aos mais diversos eventos realizados pelo Rio Grande do Sul.
Embora, em um primeiro momento, a iniciativa possa ser vista apenas como uma ação comercial, seu propósito vai muito além da venda de produtos. A presença da Loja nos eventos possibilita que obras fundamentais da bibliografia dos concursos do MTG cheguem a regiões onde o acesso seria mais difícil, seja pela distância, seja pelos custos de envio.
Além disso, a própria Fundação Cultural Gaúcha tem atuado na reprodução de títulos que se encontravam esgotados, garantindo que pesquisadores, tradicionalistas e interessados na cultura gaúcha continuem tendo acesso a obras consideradas essenciais para a preservação e a difusão do conhecimento.
Dessa forma, a Loja da Fundação Cultural Gaúcha cumpre um importante papel cultural, aproximando o público de publicações históricas e fortalecendo a disseminação da literatura ligada às tradições do Rio Grande do Sul. Hoje, ela está presente no Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana, cujo departamento de tradição e folclore, CTG Glaucus Saraiva, é anfitrião da Ciranda e Entrevero da 1ªRT.
Foto: Marlon Moura
segunda-feira, 15 de junho de 2026
domingo, 14 de junho de 2026
Moser apresenta proposta de gestão para o MTG 2027
Carlos Moser, atual Coordenador da 30ªRT, apresentou, na noite do dia 11, no CTG Palanques da Tradição, em Campo Bom, propostas de gestão para o MTG destacando planejamento, inovação e fortalecimento do tradicionalismo gaúcho.
Com foco no diálogo, organização e valorização das entidades tradicionalistas, Carlos Moser apresentou sua proposta de gestão para o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), com a perspectiva de conduzir o movimento a partir de 2027. A iniciativa está baseada na experiência que Moser acumulou ao longo de décadas de participação no tradicionalismo organizado, com atuação em diferentes funções dentro da estrutura do MTG.A proposta apresentada reúne uma série de ações voltadas à modernização administrativa e ao fortalecimento institucional do movimento. Entre as ideias estão a criação de novas ferramentas digitais, como um aplicativo com programa de benefícios, a informatização dos eventos, a retomada de canais de comunicação e a revisão de estruturas internas para tornar a gestão mais eficiente e participativa.
Outro ponto destacado é a ampliação do protagonismo do MTG em espaços de representação e parceria institucional, além da valorização das Coordenadorias Regionais, Conselheiros, jovens tradicionalistas, patrões e famílias que integram os Centros de Tradições Gaúchas.
A proposta também prevê avanços em áreas culturais, campeiras, esportivas e artísticas, buscando maior integração entre todos os segmentos.
Diversos tradicionalistas oriundos de várias partes do estado estiveram presentes prestigiando a apresentação das propostas de Moser, junto com pessoas que deverão compor sua diretoria. Autoridades de municípios que compõe a 30ªRT estiveram, também, dando seu apoio à candidatura do atual coordenador.
Ao apresentar suas ideias, Moser ressaltou que a decisão de colocar seu nome à disposição é resultado de uma longa reflexão sobre a importância de conduzir o movimento pautado pelo planejamento, responsabilidade, ética, diálogo e construção coletiva.
Vale um pouco de história: "Carlos Moser seria indicado para concorrer à presidência do MTG na eleição anterior, mas abriu mão para o atual presidente, com o acordo de ser apoiado na próxima eleição seguindo os mesmos preceitos."
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Dom Segundo Sombra e Martín Fierro: duas visões do gaúcho dos pampas
A literatura gauchesca argentina encontrou em El Gaucho Martín Fierro, de José Hernández, e em Don Segundo Sombra, de Ricardo Güiraldes, suas duas maiores expressões. Ambas as obras têm como centro o gaúcho dos pampas, personagem histórico que representa o homem do campo, ligado ao cavalo, à liberdade, ao trabalho rural e aos valores de coragem e lealdade.
Entretanto, apesar de tratarem do mesmo universo cultural, foram escritas em momentos diferentes e apresentam imagens quase opostas do gaúcho. Uma nasce como denúncia social e resistência, enquanto a outra surge como memória e idealização de um modo de vida que estava desaparecendo.
Como mi lengua lo esplica:
para mi la tierra es chica
y pudiera ser mayor;
ni la víbora me pica
ni quema mi frente el sol'.
Martín Fierro: o gaúcho perseguido e rebelde
Publicado em 1872, o poema Martín Fierro apresenta um gaúcho que sofre com as injustiças das autoridades e com as políticas que buscavam controlar e afastar os homens livres dos campos.
O personagem Martín Fierro é arrancado de sua vida simples, levado para servir nas fronteiras militares e abandonado pelo poder público. Ao retornar, encontra sua família perdida e sua antiga vida destruída. Revoltado, transforma-se em um homem em conflito com a sociedade organizada.
A obra de José Hernández é uma crítica aos abusos cometidos contra o gaúcho. O protagonista não é apresentado apenas como um homem violento, mas como alguém que reage diante de uma realidade injusta. Ele representa o indivíduo que perde seu espaço em uma sociedade que se moderniza rapidamente.
Dom Segundo Sombra: o gaúcho como mestre e símbolo
Publicado em 1926, o romance Dom Segundo Sombra surge em outro contexto histórico. O mundo dos antigos gaúchos já estava desaparecendo diante da modernização das estâncias, das novas formas de trabalho e da transformação dos campos.
Ricardo Güiraldes apresenta Dom Segundo como uma figura quase lendária: um homem experiente, silencioso, habilidoso e conhecedor dos segredos da vida campeira - o legítimo Vaqueano.
Ao contrário de Martín Fierro, ele não está em guerra contra a sociedade. Ele trabalha, conduz tropas, ensina valores e transmite conhecimentos ao jovem narrador da história. O gaúcho aqui aparece como símbolo de equilíbrio, honra e sabedoria.
A obra tem uma visão mais nostálgica: não procura denunciar uma injustiça, mas preservar a memória de um tipo humano que estava desaparecendo.
A linguagem utilizada reforça essa ideia: é uma escrita baseada na fala popular campesina, com ritmo de canto, versos e expressões próprias do homem rural.
Duas épocas, dois gaúchos
A diferença fundamental entre as obras está no momento histórico em que cada uma foi criada.
Martín Fierro pertence ao período em que o gaúcho ainda lutava para sobreviver diante da expansão do Estado e das mudanças políticas. É o gaúcho como figura de resistência.
Já Dom Segundo Sombra aparece quando esse mundo começa a desaparecer. É o gaúcho transformado em símbolo cultural, lembrado com admiração e saudade.
Assim, podemos dizer que Martín Fierro representa o grito do gaúcho diante da injustiça, enquanto Dom Segundo Sombra representa o silêncio sábio do gaúcho que deixa um legado.
As duas obras, juntas, formam um retrato completo do homem dos pampas: o gaúcho que enfrentou conflitos e o gaúcho que permaneceu como memória, tradição e identidade cultural.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Palestra destacou a importância do chimarrão, para o grupo mirim do CTG Gildo de Freitas.
Na fria noite de 9 de junho, o Grupo de Danças Mirim do CTG Gildo de Freitas participou de uma palestra especial sobre o chimarrão e sua importância para a cultura do Rio Grande do Sul.
A atividade proporcionou à meninada um momento de aprendizado, reflexão e valorização de uma das maiores tradições do povo gaúcho.
Durante o encontro, foram abordadas as origens da erva-mate, a história do chimarrão entre os povos indígenas e sua incorporação ao cotidiano dos gaúchos, tornando-se um dos principais símbolos de identidade cultural do Estado. Também foram destacados aspectos relacionados à roda de chimarrão, ao espírito de amizade, respeito e integração que a bebida representa.
A palestra despertou grande interesse entre os integrantes do grupo mirim, que participaram ativamente com perguntas e relatos de experiências vividas em suas famílias. A atividade reforçou a importância de transmitir os conhecimentos e costumes gaúchos às novas gerações, garantindo que a cultura tradicionalista continue viva e fortalecida.segunda-feira, 1 de junho de 2026
Definida a canção tema dos Festejos Farroupilhas 2026
“Patrimônio dessa terra” é o título da música que vai embalar os Festejos deste ano. De autoria de Flávia Nogueira, primeira mulher a vencer o concurso desde que foi implementado, em 2005, a composição foi escolhida na quinta-feira (28/5) pela Comissão Estadual que organiza as festividades.
Alinhada ao tema dos Festejos deste ano – “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição” –, a canção é um chamamé que propõe a valorização dos povos indígenas, reconhecendo a importância de sua contribuição para a formação da identidade do gaúcho e ampliando o olhar sobre os elementos constitutivos da cultura sul-rio-grandense.
A chamada pública para a escolha da música recebeu 17 composições inscritas, provenientes de diversas regiões do RS.
Para conferir a letra e o áudio da música (interpretada por Leandro Berlesi), acesse a página dos Festejos Farroupilhas em cultura.rs.gov.br
📸 1: Flávia Nogueira (Deivis Bueno) / 2: Reunião da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas na qual a canção tema foi escolhida (Solange Brum/Ascom Sedac)
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Assembleia Legislativa instala Frente Parlamentar em defesa da Tradição e Folclore Gaúcho
A valorização da cultura gaúcha ganhou mais um importante capítulo nesta terça-feira, 27 de maio de 2026, com a instalação da Frente Parlamentar pelo Fortalecimento da Tradição e Folclore Gaúcho e suas Entidades, promovida pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul no Salão Júlio de Castilhos, em Porto Alegre.
A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Loureiro, tem como principal objetivo fortalecer, preservar e promover os usos, costumes e tradições que fazem parte da identidade cultural do povo gaúcho. A Frente Parlamentar também buscará centralizar debates e políticas públicas voltadas ao apoio financeiro e institucional das mais de 1.700 entidades tradicionalistas espalhadas pelo Estado, entre Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e departamentos tradicionalistas.
Durante o ato oficial de lançamento, a Fundação Cultural Gaúcha esteve representada pelo vice-presidente Paulo Matukait e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Cesar Tomazinni, reforçando o compromisso da entidade com a preservação e valorização da cultura tradicionalista no Rio Grande do Sul.
Um dos momentos mais marcantes da solenidade foi a homenagem concedida ao Movimento Tradicionalista Gaúcho, que recebeu a Medalha da 56ª Legislatura, reconhecimento ao trabalho desenvolvido em defesa das tradições gaúchas ao longo de décadas.
Também foram entregues certificados de reconhecimento à Fundação Cultural Gaúcha e às 30 Regiões Tradicionalistas (RTs) que compõem o MTG, destacando a importância das entidades na manutenção das raízes culturais, da história e do legado do tradicionalismo para as futuras gerações.
Para os representantes tradicionalistas presentes, a criação da Frente Parlamentar representa um avanço significativo no fortalecimento institucional do movimento tradicionalista gaúcho, aproximando o poder público das entidades que atuam diariamente na preservação da identidade regional.
A expectativa é de que a Frente Parlamentar atue como um espaço permanente de diálogo entre o Legislativo, entidades tradicionalistas e sociedade civil, promovendo ações concretas de incentivo à cultura, ao folclore e às manifestações tradicionais do Rio Grande do Sul.
domingo, 24 de maio de 2026
Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha completa 39 anos
Neste 24 de maio, a Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha celebra 39 anos de dedicação à preservação, valorização e difusão da cultura tradicionalista gaúcha em todo o Brasil. Ao longo de quase quatro décadas, a entidade consolidou-se como uma das mais importantes referências do movimento tradicionalista, unindo gerações em torno dos valores, costumes e da identidade do povo gaúcho.
Fundada com o propósito de integrar entidades tradicionalistas dos diversos estados brasileiros, a CBTG tornou-se símbolo de organização, fortalecimento cultural e promoção das raízes gaúchas além das fronteiras do Rio Grande do Sul. Por meio de rodeios, festivais, congressos, concursos artísticos e ações culturais, a entidade ajudou a manter viva a chama do tradicionalismo em milhares de lares brasileiros.
Ao longo de sua trajetória, a CBTG também desempenhou papel fundamental na aproximação entre os movimentos tradicionalistas estaduais, incentivando a troca de experiências, o fortalecimento das tradições e a valorização da história e da cultura sul-rio-grandense em nível nacional.
Neste aniversário de 39 anos, tradicionalistas de todo o país rendem homenagens à entidade, reconhecendo o trabalho de dirigentes, coordenadores, peões, prendas e voluntários que, ao longo dos anos, contribuíram para construir uma instituição sólida e respeitada.
Mais do que preservar costumes, a CBTG mantém viva uma herança cultural baseada no respeito, na convivência comunitária, no civismo e no orgulho das tradições gaúchas. Que esta data seja celebrada como um marco de união e continuidade, projetando para as futuras gerações o compromisso de seguir cultivando os valores que formam a identidade do povo gaúcho.
Parabéns à CBTG pelos seus 39 anos de história, tradição e legado cultural.
Mensagem da 1ª Prenda Rafaella Fontana Klein
"Em momentos como este, celebrando os 39 anos da CBTG, é impossível não olhar para trás com respeito e gratidão por todos aqueles que ajudaram a construir a entidade que temos hoje.
Muitas pessoas dedicaram anos de suas vidas, enfrentaram dificuldades, abriram caminhos e trabalharam com persistência para manter vivo esse propósito tão importante. Cada reunião, cada viagem, cada decisão tomada ao longo dessa trajetória ajudou a fortalecer a CBTG e a transformar sonhos em realidade.
Para mim, existe também um sentimento muito especial de gratidão, porque esta é uma entidade que moldou meu desenvolvimento como cidadã e tradicionalista. Muito do que aprendi sobre respeito, compromisso, convivência e amor pela cultura foi construído através das experiências e das pessoas que encontrei nessa caminhada.
Por isso, deixo aqui meu reconhecimento e agradecimento sincero a todos que seguem trabalhando ativamente pela entidade, especialmente àqueles que carregam consigo a experiência, a história e a memória dessa trajetória.
A CBTG de hoje é resultado do esforço coletivo de muitas mãos e da dedicação silenciosa de pessoas que nunca deixaram de acreditar. Que possamos sempre valorizar essa história e honrar aqueles que ajudaram a construí-la.
Parabéns pelos 39 anos de história 💚"
É de Santa Maria a 1ª Prenda do RS - Resultados da Ciranda de Prendas
55ª CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS
CATEGORIA ADULTA
1ª Prenda - Luiza Berger Von Ende - DTG Noel Guarany, 13ª RT (Santa Maria)
2ª Prenda - Luiza Tormes - CTG Sangue Nativo, 22ª RT (Parobé)
3ª Prenda - Luisa Tormöhlen - CTG Sentinela do Rio Grande, 20ª RT (Independência)
CATEGORIA JUVENIL
1ª Prenda - Dara Montagna Neto - CTG Mata Nativa, 12ª RT (Canoas)
2ª Prenda - Yasmin Andrade Sauer - Centro Nativista Boitatá, 3ª RT (São Borja)
3ª Prenda - Izabelly Borges Albrecht - CCN Piazito Carreteiro, 9ª RT (Ijuí)
CATEGORIA MIRIM
1ª Prenda - Julia Fritzen da Silva - CTG Rodeio da Querência, 28ª RT (Frederico Westphalen)
2ª Prenda - Ana Clara Kerber - CTG Cezimbra Jaques, 20ª RT (São Martinho)
3ª Prenda - Sophia Schleder Scapin - GTCN Velha Carreta, 25ª RT (Caxias do Sul)
Com o resultado, Santa Maria sediará a 56ª Ciranda Cultural de Prendas em 2027
#Ciranda #Cirandadeprendas #CirandadeprendasRS #ConcursoEstadualdePrendasFonte/Foto: Assessoria de Imprensa MTG
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Entidades precursoras do tradicionalismo gaúcho
A formação do tradicionalismo gaúcho não surgiu de forma repentina, tampouco foi resultado de um único movimento ou de uma única geração. Suas raízes começaram a ser construídas ainda na metade do século XIX, quando homens e mulheres, movidos pelo sentimento de pertencimento à sua terra, passaram a organizar iniciativas que preservavam costumes, valores e referências culturais do Rio Grande do Sul. Antes mesmo da criação dos Centros de Tradições Gaúchas, algumas instituições já desempenhavam um papel decisivo na valorização da identidade sul-rio-grandense, lançando as bases do que mais tarde se consolidaria como o Movimento Tradicionalista Gaúcho.
Entre essas entidades precursoras, duas merecem destaque especial por sua contribuição histórica e cultural: a Sociedade Sul Riograndense e a Sociedade Partenon Literário.
A Sociedade Sul Riograndense: a saudade da querência transformada em ação
Em 8 de novembro de 1857, no Rio de Janeiro, Antônio Álvares Pereira Coruja fundou a Sociedade Riograndense Beneficente e Humanitária. Seu objetivo inicial era reunir gaúchos residentes na então capital do Império, especialmente aqueles em melhores condições financeiras, para prestar auxílio aos conterrâneos em situação de necessidade, oferecendo inclusive meios para que pudessem retornar à sua terra natal.
Mais do que uma instituição beneficente, essa sociedade tornou-se um espaço de convivência e preservação cultural. Em suas atividades, reviviam-se costumes, hábitos e tradições típicas do Rio Grande do Sul, mantendo viva, longe da querência, a memória e o orgulho de ser gaúcho. Esse sentimento de pertencimento já revelava os primeiros sinais de um movimento organizado em defesa da identidade regional.
Com o passar do tempo, a entidade ampliou sua atuação e passou por importantes transformações administrativas e culturais, adotando o nome de Sociedade Sul Riograndense. Sua trajetória continuou marcada pela valorização das tradições, culminando, em 1977, com a criação do CTG Desgarrados do Pago, iniciativa que reforçou ainda mais sua ligação com o tradicionalismo organizado.
A figura de Antônio Coruja possui importância singular nesse processo. Nascido em Porto Alegre em 1806, professor de língua portuguesa, pesquisador e revolucionário farroupilha, Coruja foi um dos primeiros estudiosos do linguajar popular gaúcho e também pioneiro na coleta de manifestações folclóricas do Rio Grande do Sul. Sua obra ajudou a preservar expressões, costumes e memórias que mais tarde se tornariam elementos fundamentais da identidade tradicionalista.
O Partenon Literário: quando a cultura regional ganhou voz e permanência
Poucos anos depois, em 18 de junho de 1868, também em Porto Alegre, surgia a Sociedade Partenon Literário, fundada por cerca de cinquenta intelectuais liderados por Apolinário Porto Alegre.
Inicialmente influenciados pelo romantismo, escritores, poetas, dramaturgos e críticos passaram gradativamente a voltar seus olhares para a realidade regional. Dessa mudança nasceram obras fundamentais para a literatura sul-rio-grandense, como O Vaqueano e A Tapera, de Apolinário Porto Alegre, além de Serões de um Tropeiro, de José Bernardino dos Santos. Esses trabalhos ajudaram a consolidar uma narrativa literária profundamente ligada ao homem do campo, à paisagem do pampa e às tradições do povo gaúcho.
O Partenon Literário tornou-se a mais importante associação cultural do período imperial no sul do Brasil, permanecendo ativo até 1885. Sua atuação, porém, foi muito além da produção literária. A entidade mantinha biblioteca, museu, imprensa própria, teatro e promovia palestras, debates e atividades educacionais.
Seus membros defendiam ideais republicanos e abolicionistas, promoviam aulas noturnas gratuitas, incentivavam a participação social e questionavam preconceitos que limitavam a presença feminina na vida intelectual da época. Também iniciaram pesquisas sobre lendas, costumes e tradições populares, registrando aspectos da cultura regional que poderiam ter se perdido com o tempo.
Foi nesse ambiente de produção cultural e reflexão social que o regionalismo gaúcho começou a adquirir forma, identidade e consciência histórica. Pela primeira vez, a cultura do Rio Grande deixava de ser apenas vivida para também ser escrita, estudada e valorizada como patrimônio.
O despertar de uma identidade coletiva
As ações dessas entidades demonstram que o tradicionalismo gaúcho nasceu muito antes de sua organização formal. Ele começou no sentimento de saudade do pago, na valorização das raízes, na preservação da linguagem, na literatura, no associativismo e no orgulho de pertencer a uma terra marcada por lutas e conquistas.
A Sociedade Sul Riograndense e o Partenon Literário foram, cada uma a seu modo, pilares desse processo. Enquanto uma manteve viva a identidade gaúcha entre aqueles que estavam longe da terra natal, a outra transformou os costumes e a história do Rio Grande em produção intelectual e memória permanente.
55ª Ciranda Cultural de Prendas reunirá as 30 RTs em Erechim
Erechim sediará, entre os dias 21 e 23 de maio, a 55ª Ciranda Cultural de Prendas, evento promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Fundação Cultural Gaúcha (FCG), 19ª Região Tradicionalista e CTG Sentinela da Querência. A programação reunirá representantes das 30 Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul em três dias de atividades voltadas ao conhecimento, à arte, à integração e à cultura gaúcha.
As atividades serão realizadas no Polo de Cultura da ACCIE e no CTG Sentinela da Querência, que receberão provas, apresentações, solenidades, mostra folclórica e momentos de confraternização entre as delegações. Toda a programação terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da 19ª Região Tradicionalista no YouTube.
Em 2026, a realização terá um significado especial para Erechim. Pela primeira vez, o município será sede da Ciranda Cultural Estadual de Prendas no ano em que celebra seu cinquentenário. A escolha ocorre por Erechim ser a cidade da atual 1ª Prenda do Rio Grande do Sul, Laura Laís Durli, já que, tradicionalmente, a etapa estadual é realizada no município da detentora do título.
Mais do que uma competição, a Ciranda Cultural de Prendas é considerada um espaço de estudo e preservação da identidade gaúcha, envolvendo conhecimentos sobre história, tradições, manifestações artísticas e valores culturais do Rio Grande do Sul.
A abertura oficial está marcada para sexta-feira, 22 de maio, às 19h30, no CTG Sentinela da Querência. No sábado, 23 de maio, serão realizadas as provas orais e artísticas das categorias mirim, juvenil e adulta. A programação encerra com o fandango oficial e a divulgação dos resultados, às 22h30, também no CTG Sentinela da Querência.
A expectativa da organização é de que mais de duas mil pessoas passem por Erechim durante os três dias de evento, com reflexos também no comércio, turismo e setor de serviços do município.
A comissão executiva da 55ª Ciranda Cultural de Prendas é presidida por Aline Taís Mattos, tendo Cláudia Manica de Quadros como vice-presidente e Ricardo André Valmorbida na coordenação regional. A divulgação do evento está sob responsabilidade de Julia Simões Brzezinski e Janaina Vargas Dutra.
Programação oficial
Quinta-feira, 21 de maio
10h – Recepção e credenciamento das participantes, no Polo de Cultura
13h30 – Momento de concentração e orientações com as concorrentes, no Polo de Cultura
14h – Início das provas escritas, no Polo de Cultura
17h – Passeio especial das prendas com a madrinha do evento
19h30 às 23h – Montagem da Mostra Folclórica, no Polo de Cultura
20h30 – Cerimônia de Despedida das Prendas do RS 2025/2026, no CTG Sentinela da Querência
Sexta-feira, 22 de maio
7h às 9h – Montagem da Mostra Folclórica, no Polo de Cultura
9h15 – Mostra Folclórica: avaliação do Bloco 1, no Polo de Cultura
13h30 – Mostra Folclórica: avaliação do Bloco 2, no Polo de Cultura
19h30 – Sessão Solene de Abertura, no CTG Sentinela da Querência
Sábado, 23 de maio
7h – Início das provas orais e artísticas, no Polo de Cultura
Categorias:
Mirim – Sala do Gaúcho, no térreo
Juvenil – Galpão do Chimarrão
Adulta – Auditório, no 2º andar
22h30 – Fandango Oficial e divulgação dos resultados, no CTG Sentinela da Querência
Fonte: Assessoria de Imprensa MTG


















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