quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Sobre a polêmica de um Congresso Extraordinário do MTG

Requerimento ao Conselho Diretor do MTG
Reunião Ordinária de 09 de novembro de 2019.

Senhores e Senhoras conselheiros,

No último dia 30 de setembro de 2019 recebemos o Edital de Convocação para um Congresso Extraordinário a ser realizado na cidade de Campo Bom, no dia 30 de novembro de 2019;

O citado Edital, assinado pelo presidente do MTG, monocraticamente, define como pauta única do congresso a “- apreciação da proposta da Diretoria, para alteração estatutária.” 

Ocorre que o artigo 60 do Estatuto do MTG é claro ao definir que o Estatuto somente pode ser modificado em sessão especialmente convocada para esse fim, pelo Conselho Diretor ou a requerimento da maioria dos coordenadores ou 1/3 das entidades filiadas, ou por deliberação do Congresso anterior. Não há previsão legal de convocação de sessão para alterar o estatuto, pela Diretoria ou pelo Presidente do MTG.

O prazo de convocação do referido Congresso, me parece, fere o Regulamento Geral publicado no site oficial do MTG. O citado Regulamento informa que as alterações estatutárias devem ser encaminhadas à diretoria até o final do mês de junho anterior a data do congresso (artigo 262, § 1º). Sabe-se que houve uma alteração nesse prazo na Convenção realizada em julho passado na cidade de Jaguarão, no entanto tal alteração não foi, até hoje, publicada, assim como não foram publicadas as atas daquela Convenção, ou seja, as alterações não são do conhecimento das entidades filiadas e, portanto não podem ser consideradas “em vigor”.

O Regulamento Geral também é límpido quando define o rito a ser seguido para que possam ser realizadas alterações estatutárias. Neste quesito, várias foram as irregularidades verificadas, a saber:

1. A “Diretoria” não tem competência legal para propor alterações estatutárias (veja-se artigo262, incisos I, II, III do RG);

2. A proposta de reforma do Estatuto deve receber parecer de comissão nomeada pelo Presidente do MTG e ser apreciada pelo Conselho Diretor. Esta apreciação não ocorreu. O que ocorreu, na reunião do Conselho Diretor realizada no dia 1º de setembro, foi uma informação apresentada pelo Conselheiro Paulo R. Fraga Cirne, de que estava em elaboração uma proposta de alteração estatutária e citou algumas ideias que não foram debatidas e nem apreciadas;

3. Mesmo que se tente alegar que a manifestação do conselheiro Fraga Cirne tenha tido o condão de levar à apreciação do Conselho as propostas, verifica-se que o que foi por ele informado não é a proposta que foi enviada aos conselheiros no dia 1º de outubro.

4. O Estatuto do MTG (artigo 60, § 2º) determina que a proposta de alteração estatutária deverá ser do conhecimento das entidades filiadas com antecedência mínima de 60 dias da data que for apreciada. Ocorre que isso não foi cumprido. A comunicação com o título de “PROJETO DE ALTERAÇÃO NO PERIODO E FORMA DE ELEIÇÃO CONGRESSO – ANOS ÍMPARES; CONVENÇÃO – ANOS PARES.” Foi encaminhada, por e-mail aos Conselheiros e, imagino também, aos coordenadores no dia 1º de outubro passado. Não foi encaminhada às entidades filiadas, nem foi tornada pública nos veículos oficiais de comunicação do MTG. Até hoje a maioria das entidades desconhecem a proposta de alteração estatutária.

Cabem, ainda duas questões a serem analisadas:

1. No congresso realizado em janeiro de 2018, na cidade de São Jerônimo, foi aprovada proposição do tradicionalista Hélio Ferreira que propunha alterações estatutárias semelhantes às que agora estão em pauta. Aquela proposição deveria ser analisada no congresso seguinte, ou seja, no congresso de janeiro de 2019. Isso competia à Diretoria do MTG encaminhar. A Diretoria não cumpriu a decisão daquele congresso e, agora, convoca um “Congresso Extraordinário” para apreciar proposta semelhante;

2. Estamos a 40 dias de um Congresso Ordinário, no final de uma gestão que se estendeu por 4 anos. Qual a urgência em tratar de tão profundas alterações na forma de administração do MTG? Por que submeter as entidades filiadas ao comparecimento de dois Congressos em 40 dias?

Diante de tudo isso, sem questionar ou analisar o conteúdo das alterações estatutárias propostas, Requeiro que o Conselho Diretor do MTG, como “órgão administrador do MTG” (artigo 36 do Estatuto):

- Determine o cancelamento da convocação para o Congresso Extraordinário expedida em 30 de setembro de 2019;

- Determine a apreciação da proposta de alteração do Estatuto em reunião exclusiva do Conselho Diretor para tal fim;

- Determine o fiel cumprimento do Estatuto e do Regulamento geral do MTG, especialmente no que concerne ao conhecimento prévio às entidades filiadas a fim de que qualquer alteração seja tomada de forma ampla e democrática pelas entidades que compõe a Federação.

Caxias do Sul, 7 de novembro de 2019.

Manoelito Carlos Savaris
Conselheiro Vaqueano e Benemérito do MTG

          Como tudo tem se resolvido pela falta de resolução, e na reunião do Conselho Diretor do MTG, realizada sábado dia 9, o presidente garantiu que até terça-feira, dia 12, a diretoria tomaria uma posição com base num parecer jurídico e os dias passaram e nenhuma resposta foi dada, apresentamos aqui as reivindicações feitas por requerimento. 

           O Enart será o espelho desta administração, que já dura quatro anos. O Acampamento Farroupilha de Porto Alegre aguarda, ainda, a reunião de premiação, fechamento e balanço. Mensagens não são respondidas. Nenhum governo se sustenta por omissão ou totalitarismo. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Sobre um veado chamado Chico - E o antagonismo das noticias

Este conteúdo foi copiado do BLOG do Léo Ribeiro de Souza, para aumentarmos a repercussão, pois sabemos como as coisas funcionam em nossa sociedade

          Definitivamente parece que no Rio Grande do Sul andamos na contramão do mundo. Aonde, em outros lugares, recupera-se animais para soltá-los, novamente, em seu habitat natural, aqui os sabichões "preservadores" da fauna e da flora retiram o Chico, um filhote de veado, do convívio da família que o salvou da fome e do frio e que andejava livre nos campos ao de redor da fazenda, para levá-lo a viver num cativeiro para ser atração turística a milhares de pessoas na Aldeia do Papai Noel, em Gramado. Uma verdadeira vergonha. Um esculacho.  

          Eu sempre tive a RBS por um meio de comunicação séria, contudo, por vezes, não a entendo (acho que nem eles se entendem). Recentemente a Zero Hora publicou uma matéria sobre o fato com o seguinte teor: "o veado da foto apareceu nesta fazenda dos campos de cima da serra no final do ano passado, sozinho, faminto e enfraquecido. Desde então, devidamente avaliado pelo órgão ambiental da cidade, alimentado e cuidado pela família que administra o paradouro ele frequenta, a solta, os arredores da construção de onde se tem uma linda vista da região".

          Já no Jornal do Almoço desta semana deram uma outra visão ao fato exaltando a Aldeia do Papai Noel por estar tratando o veado que foi "achado perdido no campo" quando se sabe que foi retirado contra a vontade da família que o salvou. Mudam os fatos ao bel prazer... Mal informados ou se fazem de loucos?     
ZH publica uma coisa e o Jornal do Almoço diz outra 
       E nós, como devemos proceder?
       Devemos dar crédito a entidades "preservadoras" mais preocupadas com a fúria arrecadatória de multar produtores? Eu não dou!

        Devemos crer no jornalismo que não lê o que escreve? Eu não creio!
Devemos apoiar este engodo que transformou o espírito de natal numa invenção comercial da Coca Cola (Papai Noel) que passa de liso com suas renas (surrupiadas) por riba dos ranchos pobres? Eu não apoio!  

       Por fim, queremos avisar aos divulgadores da Aldeia do Papai Noel que perguntaram o seguinte:

      - O mascote do Festival de Papais Noéis de 2019 é o novo morador da Aldeia do Papai Noel. E quem escolhe o nome do nosso filhote de rena é você. Vote em uma das 5 opções abaixo. O nome mais votado será anunciado pelos Papais Noéis que estarão no Festival dias 6, 7 e 8 de novembro.

1-Rudolf  2-Cometa  3-Natalino 4-Céu 5-Dengoso

E então?... Qual o nome que você mais gosta? 

- ELE JÁ TEM NOME: É CHICO! 
Por Léo Ribeiro de Souza

Atenção entidades tradicionalistas, falta um mês para encerrar o edital do FAC

            A Secretaria de Estado da Cultura – Sedac, por intermédio do Sistema Estadual Unificado de Apoio e Fomento às Atividades Culturais – Pró-cultura RS, torna pública a abertura de inscrições, até dia 11 de dezembro de 2019, para o Edital de Concurso “FAC Movimento”, que selecionará projetos culturais de pessoas físicas e jurídicas de direito privado que receberão financiamento do Pró-cultura RS Fundo de Apoio à Cultura – FAC.

         O Edital tem por objeto a seleção de projetos culturais de pessoas físicas e jurídicas de direito privado que receberão financiamento do Pró-cultura RS Fundo de Apoio à Cultura – FAC, de forma a movimentar a produção cultural do Estado, considerando as seguintes diretrizes:

a) incentivar a preservação do patrimônio cultural, a pesquisa e a criação de novos bens culturais, fomentando o processo criativo;
b) impulsionar a produção autoral e inovação de linguagens nas diversas áreas e segmentos culturais;
c) provocar e promover experiências inovadoras de difusão, distribuição e fruição, inclusive com o uso de novas tecnologias;
d) promover o fazer artístico, circulando a cena cultural contemporânea e desenvolvendo a economia criativa;
e) valorizar a liberdade criativa, a pluralidade de expressões culturais, reforçando o respeito às diferentes identidades.

1.2 Os projetos apresentados deverão obrigatoriamente ser classificados em uma das seguintes finalidades e valor do projeto, conforme modalidade do CEPC:
           Para pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ainda não cadastradas no CEPC, faz-se necessário registro prévio na página www.procultura.rs.gov.br, com a apresentação eletrônica da documentação exigida. A análise da documentação será realizada pela Sedac. Após a aprovação dos documentos anexados, será emitido o número de registro no CEPC.

            Os projetos deverão ser cadastrados exclusivamente na página www.procultura.rs.gov.br, das 10h de 16 de setembro de 2019 às 16h59min de 11 de dezembro de 2019.

domingo, 10 de novembro de 2019

Últimos dias para as inscrições no Ilex Gourmet, em Ilópolis

          Últimos dias para participar no Ilex Gourmet – o primeiro concurso que tem a erva-mate como ingrediente base de receitas de alta gastronomia. 

       Aberto a todos os apaixonados pela arte culinária, você tem um encontro marcado com as nossas juradas: Carla Saueressig Schinke – especialista em chás, infusões e erva-mate; Andrea Ernst Schein – chef confeiteira na Dea Macarons e Fabiane Grudzinski – Chef do Restaurante Hilda G.

           Inscrições até 14 de novembro, pelo site www.turismate.com.br - Informações pelo ilexgourmet@turismate.com.br

          As provas acontecem no dia 16/11 no Museu do Pão, em Ilópolis durante a 9˚ Turismate.

          Premiação: um jantar no Restaurante Valle Rústico, do top Chef Rodrigo Bellora e uma Cesta Gourmet, com uma seleção de produtos especiais da nossa região.

Realização: Museu do Pão, Turismate e AAErva-Mate
Apoio: Ballinski Confecções, Doces Carmen, Essência Erva-Mate Orgânica, MateQuero -Linha Infusões Brasileiras, Morangos Gasparin, Panetones DellaBona, PecãNobre, Restaurante Valle Rústico e Queijos Santo Antão

A mágica noite do sarau da prenda jovem do pioneiro

Renita, ao centro de vestido verde, assinou a decoração e organização do Sarau
           O ano era 1838... Os Farroupilhas estavam no auge de suas conquistas. O General Bento Gonçalves retornava à província como presidente, depois de uma fuga espetacular do Forte do Mar na Bahia. A Proclamação da República Rio-Grandense, em 1836, renovou o ânimo farrapo e as frentes ganham adeptos em todo o território. Assim começava o Sarau da Prenda Jovem no Pioneiro 35 CTG, com uma viagem no tempo. 

            Por quase duas horas os convidados do evento puderam sentir e visualizar um baile no casarão da Estancia do Sobrado, de Anna Gonçalves, irmã do General Bento Gonçalves da Silva.

Fotos da noticia by Ogando Clóvis e Roger Guedes
            Com o tema: “Nós, mulheres gaúchas”, o Sarau recriou os antigos bailes nos quais as debutantes dançavam pela primeira vez, simbolizando o rito de passagem da infância para a mocidade. o musical "Buenas Parceria" de Leandro Berlesi, vestido a caráter (trajes da época), com piano e violino para os desfiles, conseguiam fazer com que as pessoas viajassem no tempo, chegando ao seculo XIX. A decoração teve a assinatura de Renita Stieler, com fartura de detalhes.
          Natural de Flores da Cunha, o veterano Rodi Pedro Borghetti e sua esposa, Dona Alda Becker Borghetti, foram os padrinhos do Sarau. A apresentação ficou por conta do casal Rogério Bastos e Liliane Pappen Bastos. Eleita entre as jovens debutantes, a prenda Anna Júlia dos Santos Fraga, do 35 CTG foi escolhida a Prenda Simpatia de 2019.
     "Mais uma noite memorável para ficar na história do "35" CTG...Uma noite cheia de alegrias e felicidades ! O Pioneiro recebeu o Rio Grande em mais uma edição do Sarau de Prendas. Foram 21 prendas quer abrilhantaram está grande festa de cultura e tradição! Certamente isso tudo é fruto de um trabalho cheio de dedicação e de amor à causa! Agradecemos a Renita Stieler pelo maravilhoso trabalho realizado em mais uma edição do Sarau. Da mesma forma, agradecemos aos demais amigos que estiveram lá nos ajudando a concretizar está linda festa" - Escreveu Márcio Roberto Avozani Albrecht em seu facebook oficial.

As jovens debutantes de 2019:

Maria Luiza Goulart Vargas
Filha de Christian Espinola da Silva Vargas e Patrícia da Silva Goulart
Milleny Rodrigues Pedroso da Silva
Filha de Alexandre Parnov da Silva e Solange Rodrigues Pedroso
Júlia Guterres dos Santos
Filha de Jairo Antônio Moreira dos Santos e Adriana Rodrigues Guterres
Carolina Gehres Moraes
Filha de Amauri Moraes e Marcia Ariane Gehres Moraes
Caroline Tenedini
Filha de Antônio Valdecir Tenedine e Marinês Fátima Tenedine
Anita Matusiak Chies
Filha de Joni Chies e Mariana Roxo Matusiak
Anna Júlia dos Santos Fraga
Filha de Márcio Bueno Fraga e Janaina Ferraz dos Santos Fraga
Ana Júlia Souza Garcia
Filha de Eronil Gomes Garcia Júnior e Ivete Prigol de Souza
Gabriely Portella Ramos
Filha de Eleno Ramos da Silva e Ana Rita Portela Farias
Isabella Nunes da Silva
Filha de Evandro Hilário da Silva e Adriana Silva Nunes
Martina Brandeburski Camargo 
Filha de Sérgio Rodrigues Camargo e Carla Maria Brandeburski Camargo
Rafaela Silva da Rosa
Filha de Anderson Souza da Rosa e Márcia Cristina Borges da Silva
Júlia Silveira Goulart
Filha de Antônio Figueiredo Goulart e Cátia Silveira Goulart
Camila Ariane Perotto 
Filha de Anderson Leandro Perotto e Patrícia Vargas da Silva
Isadora da Rocha Souza 
Filha de Luciano Souza e Cristina Rocha
Ana Laura Romeiro de Aquino
Filha de Fabiano Brondani de Aquino e Jane Romeiro de Aquino
Isabela De Lellis Lanza 
Filha de Albino José Lanza Júnior e Bianca Carello De Lellis
Mirela Moreira Régio 
Filha de Márcio Régio e Gislaine Moreira Miron
Marina de Fátima Matias Guedes 
Filha de Rogério Guedes e Maristela Aparecida Matias Guedes
Maria Júlia Rosa de Moura
Filha de Airton de Moura e Daiane da Silva Rosa
Maria Luiza da Silva de Oliveira 
Filha de Luiz Antônio Figueró de Oliveira e Andressa Luciane Cruz da Silva

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

4º ENECAMP e 28º Aberto de Esportes será neste final de semana, em Marau



Assembleia Gaúcha anuncia os vencedores do Prêmio Vitor Mateus Teixeira - 2019

   
      A comissão julgadora do Prêmio Vitor Mateus Teixeira, reunida na tarde desta quinta-feira (7), escolheu os agraciados da edição 2019. A solenidade de entrega da distinção ocorre no dia 4 de dezembro, às 19 horas, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, e contará com apresentação musical.

         Instituído por meio da Resolução 2.708, de 19 de agosto de 1997, em homenagem ao músico, cantor, compositor e cineasta Vitor Mateus Teixeira, o prêmio busca reconhecer, valorizar e incentivar os trabalhos e ações que divulguem a música e o artista gaúcho.

 Comissão Julgadora 2019
          Integram a comissão julgadora do Prêmio Vitor Mateus Teixeira de 2019, Maria Teresa Carvalho (Fundação Vitor Mateus Teixeira), Luiz Afonso Ovalhe Torres (Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG), Izabel L’Aryan (Sindicato dos Compositores Musicais do Rio Grande do Sul - SICOM RS), Luiza Helena de Lima Rode e Jucélia de Souza (Sindicato dos Músicos profissionais do Rio Grande do Sul - SINDIMUS RS) e Anália Sanches Dorneles (Assembleia Legislativa RS/ Departamento de Cultura).
Cantora Luana Fernandes, filha do grande Catulo Fernandes

Agraciados

Cantor: João Luiz Correa
Cantora: Luana Fernandes
Declamador: Paulo Ricardo Fuchina dos Santos
Declamadora: Paula Daniele da Silva Stringhi
Trovador: Paulo Elizandro de Lima Chaves
Trovadora: Maria Edi Malaquias
Compositor(a): Salvador Lamberty
Instrumentista: Luciano Maia
Arranjador(a): Zulmar Benitez
Pajador(a): José Estivalete
Produtor(a) Musical: Paulinho Goulart
Capa de Disco: Os Serranos
Veículo de divulgação de artista gaúcho(a): Rádio Planalto FM
Grupo de Show: Jorge Guedes & família
Grupo de Baile: Musical Terceira Dimensão
Grupo de Dança Gaúcha: DTG Tropeiros do Ouro Negro
Bandinha Típica Alemã: Banda Diplomata
Conjunto ou Intérprete de Música Teuto-rio-grandense: Mauro Harff
Conjunto ou Intérprete de Música Ítalo-rio-grandense: Dirceu Pastori

Documento emitido por tradicionalistas solicita o cancelamento do Congresso Extraordinário

Tradicionalistas preocupados com o rumo deste evento
           Um documento assinado por lideranças tradicionalistas foi encaminhado para a diretoria do Movimento Tradicionalista Gaúcho, solicitando o cancelamento de um Congresso Extraordinário, que foi convocado para o dia 30 de novembro, em Campo Bom, mas que não foi dada publicidade para convocar as entidades tradicionalistas (CTGs, DTGs, Piquetes, GAN, CCG, CCNs, CNs...) que são, a real razão de existir o conclave. O Congresso Tradicionalista é a reunião, em Assembleia Geral, das entidades filiadas efetivas, por tanto, elas que devem saber da convocação.

           Segundo este documento, há uma enorme desinformação sobre o Congresso e a Convenção (que após alterado estatuto tem que ser feitos ajustes no Regulamento Geral) que estão convocados, de forma extraordinária, para fim do mês, pois nada consta no site do MTG e, algumas entidades, não receberam nenhum chamamento oficial.

            "O tema colocado como objeto do citado Congresso – alteração do Capítulo IV do Estatuto: Da Assembleia Geral Eletiva – traz como consequências não explícitas, importantes e decisivas modificações nas atividades normativas do MTG/RS, porque resulta na realização de Congressos Tradicionalistas, ordinariamente, apenas de dois em dois anos" - diz o documento assinado por 18 lideranças, que já ocuparam importantes cargos no tradicionalismo gaúcho organizado, como o próprio departamento jovem do MTG. Por tanto, não pode ser analisado sem que todos os interessados tenham pleno conhecimento das propostas.

             Confira o documento em sua versão completa:

          À Diretoria do MTG, Conselheiros, Coordenadores e Patrões.

          O presente documento expressa algumas preocupações e uma solicitação. É subscrito por um grupo de tradicionalistas, unidos de forma independente, desconsiderando-se os alinhamentos pessoais com a situação, a oposição ou quaisquer candidaturas que visam dirigir o MTG no futuro. É um movimento plural, agregador, preocupado com a essência do tradicionalismo gaúcho.

Considerando que:

- Há uma enorme desinformação sobre o Congresso e a Convenção que estão convocados, de forma extraordinária, para o dia 30 de novembro de 2019, pois nada consta no site do MTG e algumas entidades não receberam convocação até a presente data (06 nov 2019);

- O referido Congresso apresenta pauta única, implicitamente aprovada, tendo em vista que foi convocada uma Convenção, para o período da tarde no mesmo dia, com o objetivo de regulamentar a pauta aprovada no período da manhã;

- O tema colocado como objeto do citado Congresso – alteração do Capítulo IV do Estatuto: Da Assembleia Geral Eletiva – traz como consequências não explícitas, importantes e decisivas modificações nas atividades normativas do MTG/RS, porque resulta na realização de Congressos Tradicionalistas, ordinariamente, apenas de dois em dois anos;

- A temática que discute a realização de Congressos Tradicionalistas a cada dois anos é recorrente há mais de uma década e não consegue se sustentar, sempre esbarrando no fato de ter argumentos frágeis, baseados apenas na questão financeira, ignorando a enorme perda de representatividade para as entidades, devido ao sistema tradicional e oficialmente vigente para a administração do MTG;

- O Movimento Tradicionalista Gaúcho tem, desde a sua origem, a tradição de ser administrado a partir da organização de suas entidades, sendo o Congresso Tradicionalista, um de seus órgãos normativos, segundo o Art. 24 do Estatuto do MTG;

- O Art. 30 do Estatuto do MTG reforça a importância do Congresso tradicionalista sob o ponto de vista administrativo e, principalmente, por ser o responsável por “traçar as diretrizes, rumos e princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho”;

           Tendo em vista a relevância do tema, por estabelecer uma profunda alteração, sem precedentes desde a criação do MTG como entidade organizada e estatuída, além de estar demonstrada a deficiente divulgação da convocação para o referido Congresso Extraordinário,

SOLICITA-SE que a realização do mesmo seja CANCELADA.

           Na certeza do bom senso da Diretoria do MTG e na expectativa de que não irão insistir em expor os tradicionalistas a uma viagem, com desgaste físico e custos financeiros, para participar  de um evento passível de ter suas decisões anuladas, devido às irregularidades aqui apontadas, esperamos o anúncio do cancelamento do referido congresso extraordinário.

Atenciosamente

Dinara Xavier da Paixão – dinaraxp@yahoo.com.br
Kelvyn Eduardo Krug – kelvynkrug@gmail.com
José Edimar de Souza – profedimar@gmail.com
Eduardo Gusmão Bittencourt – eduardobittencourt94@gmail.com
Sergei Renan Lopes da Rocha – srenanrocha@hotmail.com
Luan Andrey Vieira – luanvieira.er@hotmail.com
Gilmar Thiarlis do Nascimento Silveira – prof.thiarlis@gmail.com
Fábio Braga Mattos – fabiomatt13@gmail.com
Luciana Parizoto – lucianaparizoto123456@gmail.com
Neimar Kantorski Iop – neimariop.saude@gmail.com
Franciele Guterres Santin Haubold – francielebrilho@hotmail.com
Alessandra Carvalho da Motta – alesmotta86@gmail.com
Jonathas Oliva Igisk – jonathasolivaigisk@yahoo.com.br
Maria Cristina Rigão Iop – mcriop@gmail.com
Alexsandro de Azevedo Dias -
Patrícia Barboza da Silva – pedrobibiana1@gmail.com
Maria Angélica Saraiva – mariaangesaraiva@outlook.com

Tânia Melissa Exner – taniaexner@gmail.com
           Já tem, inclusive, um abaixo assinado para cancelar. Enter ai e assine. Colabore.
https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/Diretoria_do_MTG_CANCELAMENTO_DO_68deg_CONGRESSO_EXTRAORDINARIO_E_88_CONVENCAO_EXTRAORDINARIA/?cXHHAkb&utm_source=sharetools&utm_medium=copy&utm_campaign=petition-806924-CANCELAMENTO_DO_68deg_CONGRESSO_EXTRAORDINARIO_E_88_CONVENCAO_EXTRAORDINARIA&utm_term=XHHAkb%2Bpo

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

CBTG realiza o 21º Congresso Brasileiro da Tradição Gaúcha, em Nova Veneza

João Ermelino de Mello - Um presidente que sai de cabeça erguida, deixando pra trás um rastro de amizades e competências
           O  Presidente da Confederação Brasileira da  Tradição Gaúcha - CBTG, João Ermelino de Mello, no uso de suas atribuições, conforme artigo 18º do estatuto social da entidade, convoca o Conselho Diretor, membros do Conselho de Vaqueanos, Junta Fiscal, Conselho de Ética e delegados dos MTGS para o 21º Congresso Brasileiro da Tradição Gaúcha, a realizar-se nos dias 22 e 23 de novembro de 2019, no Palazzo Delle Acque, localizado na Travessa Osvaldo Búrigo,  centro, em Nova Veneza-SC.


P R O G R A M A Ç Ã O

Dia 22/11/2019 (Sexta-feira)
18h - Recepção e Credenciamento
19h - Chegada da Chama Crioula
20h - Sessão Solene de Abertura do 21º Congresso Brasileiro da Tradição
Gaúcha e do 18º Concurso Nacional de Prendas e Peões Tradicionalistas da
CBTG

Dia 23/11/2019 (Sábado)
8h - Abertura e Constituição das Mesas de Trabalhos
Primeira Sessão Plenária
1- Discussões e Adequações Pendentes do Estatuto da CBTG (Se Houver)

9h30 - Segunda Sessão Plenária
1. Apresentações e Defesas das Propostas pelos Proponentes (Se Houver)
2. Apreciação das Propostas pelo Plenário

12h30 - Almoço (Livre)

13h30 - Terceira Sessão Plenária
1. Prestação de Contas Diretoria da CBTG 2019
2. Parecer do Conselho Fiscal
3. Apreciação pelo Plenário das Contas da CBTG 2019
4. Relatório de Atividades da CBTG 2018/2019
5. Apresentação das Chapas Concorrentes à Eleição da CBTG Biênio 2019/2021

15h30 - Quarta Sessão Plenária

1. Escolha do Estado/Cidade Sede do Nacional 2021 (16º Fenart, 20º Rodeio Crioulo Nacional de Campeões e 10º Jogos Tradicionalistas)

2. Escolha do Estado/Cidade Sede do 22º Congresso Brasileiro da Tradição Gaúcha e 19º Concurso Nacional de Prendas e Peões Tradicionalistas da CBTG

3. Eleição da Nova Diretoria da CBTG, Conselho de Vaqueanos, Junta Fiscal e Conselho de Ética Biênio 2019/2021 4. Posse da Nova Diretoria da CBTG e Encerramento


20h30 - Jantar Festivo

Nota de Falecimento - Dirceu Rodrigues Costa

      Não há nenhuma dor que se compare à perda de um ente querido. Não há nada que repare o sofrimento de ver alguém que amamos partir. Para quem fica, resta a saudade, a tristeza e a inconformidade.

     É com grande pesar que comunicamos o falecimento do jovem Dirceu Rodrigues Costa, 48, do Grupo Luz de Candieiro, da cidade de Teutônia.

     Levemos viva conosco a lembrança deste jovem talento do Rio Grande, lembremos com carinho sempre,  e honremos a sua memória vivendo a vida em paz e com alegria, como era o costume dele, animando a vida dos amigos nos bailes.





terça-feira, 5 de novembro de 2019

A Faca - Segundo João Carlos Paixão Côrtes

            Hoje, durante o Programa Identidade Gaúcha fomos provocados pelo mestre Edson Vasques, que sugeriu a leitura dos textos de Paixão Côrtes e Dante de Laytano, sobre este utensilio fundamental para o gaúcho: A Faca.
Facas Querencia Gaucha
          Buscando justificativa na antiguíssima expressão popular "gaúcho de faca na bota", referente à atitude de um gaúcho atrevidaço, despachado, desses "de não levar desaforo pra casa", é que, depois de inúmeras pesquisas, fomos descobrir em Nicolau Dreys e em Debret talvez as primeiras referências sobre o tema.

           Dreys, que esteve por aqui entre 1817 e 1838, ao descrever o gaúcho, fala que na bota direita, traz uma faca de prata, metida em bainha também de prata. Debret, em mais de uma iconografia, fixa esse hábito, em torno de 1823, de índios civilizados, com a faca calçada na parte interna da bota de garrão de potro, no lado que corresponde a parte externa da perna. E porque no lado direito? Era funcionalidade folclórica. Certamente os índios não eram canhotos.
Dessas investigações surgiu um apreciável material sobre a faca, seu uso, importância, tipos denominações dadas pelo gaúcho rio-grandense, material que foi aproveitando para um trabalho conjunto, com o poeta Glaucus Saraiva, para ilustrar, através de breve texto, o tipo de faca que a fábrica Zivi-Hercules lançara no mercado.

           Nossos estudos continuaram e em 1967 a Comissão Estadual de Folclore Rio Grande do Sul, a frente da qual está o professor Dante de Laytano, editou um volume ilustrado sob o título gaúchos de faca na bota. Servimo-nos deste estudo, para o presente trabalho.

           Do sílex paleolítico à idade dos metais, a faca acompanha a História da Humanidade. Dificilmente definiríamos a história social do gaúcho sem a complementação da faca. Na luta, no trabalho, nas lides domésticas, nas artes campeiras, na lenda, na superstição. Da infância da terra à maturidade histórica, a faca é uma constante na vida do gaúcho. Com a faca o gaúcho primitivo tirou as botas garra de potro e nestas apresilhou as velhas esporas nazarenas, com rosetas ponteagudas, que impulsionaram o cavalo.

          Com a faca talhou o couro para retovar as três pedras das boleadeiras, indispensáveis outrora nas lides campeiras e temíveis na guerra. E atou a faca na ponta de uma taquara, quando os clarins reclamaram as lanças crioulas nas estremadas da Pátria. O gaúcho primitivo desprezou a arma de fogo e a nobreza da luta no ferro branco. Com a faca o gaúcho agrediu e defendeu. Faca que, debaixo dos pelegos, tranquiliza o sono.
Facas Don Cassio Selaimen

         Com a faca o gaúcho cortava a própria melena ou aparava trança de china. Tosava de cola e crina e aparava os cascos do pingo nas vésperas de carreira. O guasca enamorado, com a faca apanhou a flor que ofereceu a sua amada. Beijando a cruz da adega, o guasca traído jurou vingança. E o aço que canta corcoveava na bainha bordada de flores. Com a faca, o gaúcho falquejou a canga para os bois puxarem as estradas do Rio Grande.

         Carneadeira, chavasca, prateada, língua de chimango, ferro branco, choto, xerenga... seja qual for a denominação popular, a faca e a adaga estão incorporados à vida do homem sul-riograndense. E tal a sua utilidade que no campo ou na cidade, o gaúcho que se preza tem sua faca à mão.

          A faca sangra a rês, coreia, carneia, prepara a costela para o assado e o couro para o laço, corta o churrasco e apara os tentos. Enquanto o piá, com sua faquinha, prepara o forquilha para o bodoque, a velha, na cozinha, corta o charque para o arroz de carreteiro. Em noites de São João, a gauchinha crava a faca no tronco da bananeira para antecipar a sorte. Com a faca acortando a terra, o campeiro vira o casco, cruzando dois pauzinhos sobre a simpatia infalível.

           Faca não se dá. Faca se vende mesmo de presente, pela moeda de menor valor. E o amigo paga para não perder a amizade. É com a faca que o gaúcho corta o amarelinho para tragar as introspecções do cismarento cigarro de palha. Com a faca, o gaúcho brincou, no jogo do talho, cara a cara. Peleou nos entreveros revolucionários, corpo a corpo; dançou a faca maruja e trabalhou, castrando o gado. Com a faca, o gaúcho falquejou a própria História do Rio Grande, a infância da terra, à maturidade histórica, a faca prolongou o braço do gaúcho.

          A necessidade do emprego da faca pelo gaúcho, em diferentes atividades, aliadas a fatores econômicos e sociais da sua própria formação, faz surgir no comércio rio-grandense variados tipos dessa peça. No entanto, em traços gerais, podemos dizer que a faca gaúcha se caracteriza por ter uma lâmina de secção triangular, com um só gume, sendo a parte superior da lâmina conhecida por lombo ou costas. Apresenta um comprimento em torno de 33 cm, tendo em algumas delas, na lâmina, além do gavião normal, orifícios, ranhuras, entalhes que se relacionam ao trabalho do gaúcho, na sua faina campeira. Os cabos são chatos ou meio oitavados (estão presos ao espigão). Podem ser de madeira ou chifre. Ou ainda, mais delicados, de metal, de prata e ouro, cujas bainhas apresentam desenhos e modernamente cenas ou motivos regionais. A bainha de couro ou metal, ou ainda de chifre. A primeira é usada, principalmente nas lides campeiras diárias, feitas de couro cru ou sola, muitas vezes bordada com finos tentos. Quando de prata ou níquel, pode ser lavrada, cinzelada ou bordada a ouro, com motivos diversos, acompanhando os desenhos do cabo da faca.

            Numa bainha destacamos a ponteira e o bocal, reforços no início e no fim da mesma (às vezes, anel no meio); a espera, responsável por sua fixação na guaiaca. Ampliando a própria bainha, no meio rural, vamos encontrar, as vezes, a chaira, assentador da faca, constituído por uma peça de aço cilíndrica, de comprimento médio de 30 cm, munido de cabo, onde se assenta o fio da lâmina.

            Variando de região para região, a faca pode ser usada na cintura, das seguintes maneiras:

 a) à altura das cadeiras, em posição enviazada, com a parte correspondente ao fio virada para cima, aproveitando o gaúcho, comumente, para no cabo que se destaca, pendurar seu relho, através do fiel. Esse costume é habitual no campeiro fronteirista. 

b) do lado do corpo, com o fio virado para baixo e o cabo inclinado para frente. Em ambas as posições, a faca está segura à cinta ou guaiaca, pela bainha. Pode, no entanto, ficar segura a uma espécie de espera de couro, com alça independente por onde passa o cinto ou a guaiaca, ficando a faca pendurada, aparecendo junto à perna pelo lado externo. Da mesma fornia é usado o facão de mato (não confundir com o punhal). Esta modalidade é encontrada entre gaúchos dos Campos de Cima da Serra. No período em que a moda fazia obrigatório o uso do colete, a cava deste era lugar seguro para o gaúcho da cidade calçar sua pequena faca.

             É chamada de xerenga, caxerengue ou caxerenguen-gue — Faquinha pequena, velha. Julgamos derivar de Ca-xiringuengue — faca velha sem cabo, oriundo do indígena kiceringuengue: de Kice — faca, segundo Coruja, Ou de quice mais reguengue este do afro, segundo Spalding. 


            Estas denominações também são conhecidas em outros Estados do Brasil: Chavasca — fronteirismo galponeiro, possivelmente de Chavascada. Existe, também, chavasco — tosco, grosseiro. Chôío faca pesada, feia. Língua de ximango — formato de lâmina comprida e fina — lembra a língua do ximango, ave de rapina dos campos do Rio Grande do Sul. Ferro branco — de arma branca. Prateada — devido ao cabo ou à bainha (ou ambos) serem de prata ou metal desta cor. Farinheira — de lâmina larga, tornando-se própria para servir farinha no churrasco. Carneadeira — especificamente, própria para tirar couro e evitar furos nos mesmos; com a ponta da lâmina algo volteado para cima. Extensivo a qualquer faca afiada. Adaga — do latim daga.

            Arma de defesa pessoal. Geralmente, possui junto ao cabo uma guarda em forma de S. Tem comprimento maior do que as facas normais; fio nos dois lados de toda a lâmina ou somente na extensão próxima da ponta e ainda um sulco de cada lado da lâmina, no sentido de seu comprimento. O espigão não fica no prolongamento do tombo como nas demais, mas sim no meio da lâmina. Traira — denominação antiga, hoje em desuso. Resbalosa — gíria entre malevas do campo. Cotó - faca pequena, ordinária. Faca de rastro — faca grande ou tipo facão de abrir picada em mato carrasquento.

Fonte: O Gaúcho
danças, trajes artesanatao
João Carlos Paixão Côrtes

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Eventos esvaziados. Bailes meia-boca. O que está acontecendo?

          Eu sei, tu podes me dizer que o teu baile foi lotado, que o Sarau vendeu todos ingressos e que a pré-estreia foi sucesso de público. OK. Mas isso já não parece mais ser a regra, parece mais a exceção.

          Nos anos 90 (não gosto de dizer: "do seculo passado") os bailes lotavam, com a mesma facilidade que as domingueiras realizadas com o mesmo grupo musical. Entraram os anos 2000, uma nova geração chegou, com seus celulares conectados pelo mundo. Com esta geração não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Talvez ai esteja uma das respostas de uma conversa que tive com Fernando Augusto Espíndola, do Grupo Alma Gauderia. Falávamos que hoje ninguém mais se prende a um grande sucesso. Quantas musica foram lançadas com seus clipes, em dois meses, músicas interessantes, com letras de Rodrigo Bauer, grande poeta e compositor, mas que levantaram a fervura e o fogo apagou. 

           Eles não se prendem mais. Não há uma observação demorada, contemplativa, admirada daquilo que experimentamos, é preciso registrar rápido, com uma selfie, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar. Mostrar par aos outros que estamos felizes. “A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo” – escreveu o sociólogo polonês Zygmund Bauman.

     O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A Jenifer e a Doralice, que o Grupo Alma Gauderia gravou em um clip muito bem feito (assinatura da REC neles), uma musica divertida, que teve 256 mil acessos, não fixou-se como um hit ou como uma música do patamar das “inesquecíveis” como Teixeirinha, Gildo, Zé Mendes, Monarcas, Serranos... "Em tempos de redes sociais, como Instagram, Facebook e Twitter não há desagrados, se o internauta não gostou de uma declaração ou um pensamento, deleta, bloqueia, xinga. Em casos assim nota-se que se perde a profundidade das relações, aquela conversa que possibilitava a harmonia ou até mesmo o debate, o destoar"- afirma Bauman.

           Falta aquela coisa mais humana, por que nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, elas são mudas, distantes, ofensivas (por que não se sabe a linguagem corporal ou a expressão facial da pessoa quando escreve). Nesses tempos que chamamos de corrido, a pessoa se sente sempre cansada, como se se o dia não tivesse horas suficientes para que se pudesse realizar todas as tarefas, surgem as dificuldades de concentração e o famoso déficit de atenção, fica constantemente irritada e quer desabafar nas redes para que outro entendam seu problema.

           Ai, tu chega em casa e ao invés de ir se divertir com os amigos (físico), em um bom baile, senta no sofá e a Smarth TV tem Amazon Prime, Netflix canais de esportes, ao alcance dos dedos. Neste caso, fica difícil a competição Baile x Opções do sofá.

          Pessoal da invernada só vai no evento que lhes favorece, ou seja: jantar do grupo tal, baile do grupo tal (vai aquele grupo e quem os segue e admira)... Artística x Campeira, em lados opostos, e as duas x Cultural  (esporte, social, jovem, comunicação nem são lembrados). A entidade vive pelos eventos de seus grupos e esquecem a comunidade ao redor. Este esquecimento ao longo dos anos cobrou caro. O CTG nasceu em um lugar onde não tinha nada nem ninguém e, de repente, não mais que de repente, surgiu uma cidade na volta. O bate pé dos peões começa a irritar, na hora da novela. E aquela comunidade que poderia ir aos eventos, se transforma em “inimigo público número 01” da entidade. O Encontro Regional de Patrões tem que ser uma charla pra se pensar o atual momento, que é diferente das passagens anteriores e deve ser muito debatido.

           Como é que o baile não vai estar meia-boca? Não vamos nem tocar no assunto gestão/administração...

Nova patronagem do Grupo de Arte e Cultura Ilha Xucra/SC é eleita por aclamação.

           Em Assembleia Extraordinária do Grupo de Arte e Cultura Ilha Xucra, entidade cultural tradicionalista gaúcha organizada em Florianópolis, que completa 28 anos no dia 30 de novembro de 2019, elegeu neste domingo, dia 03 de novembro, sua nova patronagem para a gestão 2019/2021.

            Adyva Stein Holz, foi aclamada Patroa Geral, onde os 47 associados da entidade escolheram também os novos membros da diretoria executiva, que terão pela frente o compromisso de dar cabo a projetos em andamento e desenvolver novos projetos para manter viva a chama Xucra.

         Getúlio Borges da Silva, Patroa na gestão 2017/2019, coordenou os trabalhos da Assembleia Geral Extraordinária, apresentando o relatório de atividades e agradecendo o empenho de toda sua equipe de trabalho. Adyva Stein Holz, candidata à Patroa, foi convidada a apresentar sua proposta de trabalho para os próximos 20 meses, bem como relacionar os componentes do grupo de trabalho. Após a apresentação dos componentes da diretoria executiva, os associados, de pé, aclamaram a chapa proposta. Simbolicamente, Getúlio transmitiu o cargo de Patroa para Adyva desejando sucesso na empreitada de “comprar o Ilha Xucra a cada dia”, como um ato de amor. Por sua vez, a nova Patroa do Grupo de Arte e Cultura Ilha Xucra, agradeceu a confiança e convocou a todos os presentes para o trabalho intenso que precisa continuar em defesa do nosso patrimônio maior que são os associados. A sede social que temos é um local importante que permite abrigo para nossas atividades, portanto, precisa de manutenção constante para sua preservação.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

CTG Porteira da Querência homenageia Osmar Anselmi com galeira de fotos

            A Patronagem 2019, do CTG Porteira da Querência, realizou a revitalização da galeria de Fandangos de Prenda Jovem e conforme ata número 04/2019, esta Galeria passa a se chamar “OSMAR ANSELMI”, como forma de homenagem e agradecimento ao trabalho desenvolvido por este Tradicionalista na organização dos Fandangos realizados nesta Entidade.

          Osmar Ardelino Anselmi, nasceu em 22 de novembro de 1951 em Sarandi. Desde sua infância acompanhava seu pai nas programações do CTG Porteira Velha. Foi crescendo e aprendendo a honrar a história do Rio Grande do Sul, trazendo consigo tudo o que aprendia conforme crescia. Uma das maneiras de demonstrar o seu carinho pela cultura é através da música, que aprendeu sozinho olhando os outros nos encontros. Osmar ama intensamente os toques de gaita e letras.

               Participou da fundação do CTG Porteira da Querência em 14 de julho de 1972 e sempre participou ativamente de todas as atividades juntamente com sua família. Sempre buscou transmitir a todos o amor e cuidado com nossas tradições e preocupado sempre com o resgate da história de nossa Entidade, organizou a galeria de Fandangos de Prenda Jovem, Galeria de Patrões e em conjunto com a filha Adriane, a Galeria de Prendas e Peões.

                Mas um dos pontos fortes do Patrão Osmar junto à entidade, é a habilidade e criatividade nas decorações dos Fandangos de Prenda Jovem, cujos cenários, deslumbrantes, sempre foram levados para o lado da história e da cultura gaúcha, transformados em monumentos para apresentar as prendas à sociedade gaúcha.

            Não são somente palavras que contam momentos e fatos marcantes na vida de Osmar, são palavras de sua história e de muitas pessoas que participaram desses momentos e com certeza desta casa tradicionalista.

Sarandi (RS) 25 de outubro de 2019
Nilton Debastiani – Patrão
Fotos: Alison Berlet de Almeida

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Inscrições para canções inéditas no ENART

Utilidade Pública para o Enart 2019!

        Músicos, compositores, diretores dos grupos de dança nas forças "A" e "B", segue o link para a inscrição das obras inéditas. Além de agilizar a avaliação, esse material será enviado para o Ecad.

         As inscrições vão até dia 14 de novembro. Além das canções inéditas, enviem as letras das danças sem partituras e pesquisadas. Não precisa mandar áudio! Abaixo o link para a inscrição.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdr-NurGC1Pld8ExJl5zvi5FWIsst8Ss4qbk46CDlVLfvRxlw/viewform

Tabela de valores de acesso ao ENART 2019