quarta-feira, 26 de agosto de 2026

DEPARTAMENTO JOVEM DO MTG - A história da força jovem do movimento


    "Que, olhando para os elevados valores que nos motivaram a abraçar esta missão, coloquemos sempre em primeiro plano os interesses maiores do Rio Grande e do Tradicionalismo e, inspirados nesta filosofia, jamais desanimemos em nossa caminhada, transformando os obstáculos em desafios que nos motivem a lutar cada vez mais pelo que acreditamos."

A Comissão (1987)

Comissão Provisória de Jovens

    A história do Movimento Tradicionalista Gaúcho é marcada por momentos em que a capacidade de renovação se tornou tão importante quanto a preservação de suas tradições. Foi justamente um desses momentos que marcou o final da década de 1980, quando cresceu a percepção de que o futuro do Movimento dependeria, em grande medida, da presença efetiva da juventude em suas fileiras.

    Embora milhares de jovens frequentassem os Centros de Tradições Gaúchas e participassem das atividades culturais, sua inserção nos processos de liderança e construção institucional ainda era limitada. Essa realidade despertou a atenção de dirigentes e tradicionalistas que compreendiam que a continuidade do legado construído desde 1948 exigia mais do que manter acesa a chama das tradições: era preciso formar aqueles que seriam responsáveis por conduzi-la às gerações seguintes.

    As primeiras tentativas de ampliar esse protagonismo juvenil produziram resultados modestos. Tornava-se evidente a necessidade de uma ação estruturada, capaz de reunir a experiência das lideranças consolidadas com o entusiasmo e a criatividade da nova geração. Dessa reflexão nasceu uma proposta inovadora para a época: criar um organismo formado por jovens tradicionalistas, orientados por dirigentes experientes, com a missão de elaborar e desenvolver políticas voltadas à integração da juventude em todo o Rio Grande do Sul.

    A iniciativa foi acolhida pelos congressistas durante o 32º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado em Capão da Canoa, quando foi instituída a Comissão Provisória de Jovens do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Concebida inicialmente como um órgão experimental, a comissão desenvolveria suas atividades até o Congresso seguinte, previsto para Veranópolis, período considerado suficiente para avaliar sua eficácia e dimensionar a viabilidade de uma estrutura permanente.

    A adoção desse caráter provisório demonstrava prudência administrativa e visão estratégica. Mais do que implantar imediatamente um novo departamento, buscava-se construir uma experiência concreta, permitindo que seus resultados orientassem as decisões futuras. O êxito da iniciativa definiria se aquele seria apenas um experimento passageiro ou o embrião de uma nova etapa na organização do Movimento.

    A Comissão foi formada por seis casais palestrantes, acompanhados pelo orientador-geral, Padre Amadeo Gomes Canellas, cuja reconhecida liderança conferiu solidez aos trabalhos desenvolvidos. A ligação institucional com o MTG ficou sob a responsabilidade do casal Carlos Cardoso da Silva e Alvita Ferreira da Silva. Entre os integrantes, destacou-se ainda a coordenação jovem exercida pelos irmãos João Paulo Antoniazzi de Moraes e Rosângela Antoniazzi de Moraes (Prenda do RS 1984/1985), responsáveis por articular as ações e mobilizar a juventude tradicionalista em torno dos objetivos propostos.

    Os resultados logo começaram a aparecer. Em pouco tempo, a Comissão transformou-se em um espaço de formação de lideranças, de aproximação entre gerações e de fortalecimento do sentimento de pertencimento dos jovens ao Movimento Tradicionalista Gaúcho. A experiência revelou que investir na juventude significava investir na própria continuidade do tradicionalismo.


    Reconhecendo a relevância do trabalho realizado, o 33º Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Veranópolis, decidiu renovar a Comissão, assegurando a continuidade das ações iniciadas e permitindo que novos projetos fossem desenvolvidos. Dessa fase nasceram algumas das mais importantes iniciativas voltadas à juventude tradicionalista, entre elas duas que se tornariam marcos da história institucional do MTG: a proposta de criação do Departamento Jovem e a instituição do Concurso Estadual de Peões do Rio Grande do Sul, ambas apresentadas em 1989.

    O amadurecimento da experiência culminou durante o 34º Congresso Tradicionalista Gaúcho, realizado em janeiro de 1989, na cidade de Caçapava do Sul. Na ocasião, João Paulo Antoniazzi apresentou a proposição para a criação do Departamento Jovem do MTG, inspirado no trabalho desenvolvido pela Comissão Provisória, porém concebido como um órgão permanente, dotado de regulamento próprio e plenamente integrado à estrutura administrativa do Movimento.

    Mais do que uma alteração organizacional, a criação do Departamento Jovem simbolizou o reconhecimento de que a juventude deixava de ser apenas destinatária das ações do Movimento para assumir o papel de protagonista na construção de seu futuro. A partir daquele momento, consolidava-se uma política permanente de formação de lideranças, renovação institucional e fortalecimento dos valores tradicionalistas, assegurando que a herança cultural do Rio Grande continuasse sendo transmitida com entusiasmo, responsabilidade e compromisso às novas gerações.

    Ao transformar uma preocupação em oportunidade e uma experiência provisória em política permanente, o Movimento Tradicionalista Gaúcho reafirmou um dos princípios que sempre nortearam sua trajetória: preservar a tradição significa, antes de tudo, preparar aqueles que terão a missão de levá-la adiante, em outras palavras: Os jovens.

    O Departamento Jovem Central, desde o ano de 2000 é vinculado a Vice-presidência Cultura e dispõe de seu Regimento Interno, desenvolve as suas atividades com a finalidade de incentivar e dinamizar a participação do Jovem no Movimento Tradicionalista Gaúcho, procurando trazê-lo para dentro deste e encaminhá-lo para uma verdadeira e consciente vivência tradicionalista, sendo coordenado por um Diretor e um Vice-Diretor.



segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Getulio Vargas - 72 anos de sua morte

     1954, manhã de 24 de agosto! A emoção incontrolada, nunca antes tão intensamente vivida, em face da notícia bruta, surpreendente, que chegava pela rádio, informando a morte de Getúlio Vargas, do suicídio praticado com um tiro no peito, em defesa do destino nacional. É a vida do Presidente da República imolada em favor das esperanças e da independência da pátria 

    É preciso analisar os primeiros reflexos de seu gesto para o futuro da política brasileira. Getúlio foi um gênio da política por excelência. Como ele próprio afirmou, não havia inimigo que ele não conseguisse transformar em amigo. Inteligente, sedutor, mas frio quando se tratava do cálculo político.

    Seu suicídio nunca poderá ser considerado um gesto de desespero, de um político tomado pelo temperamento. Ao contrário, o suicídio sempre fez parte do cálculo político de Getúlio, como uma das possíveis alternativas de superação de um impasse. Foi assim em outras oportunidades históricas como em 30, quando ele saiu do Rio Grande à frente das forças revolucionárias e declarou que se fosse derrotado se mataria; foi assim em 32 quando eclodiu a Revolução Constitucionalista de São Paulo; foi assim em 38, quando sofreu o ataque dos rebeldes integralistas ao Palácio Guanabara.

    O suicídio fazia parte de seus cálculos que pareceram fortes os rumores de que a carta-testamento, lida nos microfones da Rádio Nacional pelo ministro da Fazenda Osvaldo Aranha, não teria sido escrita por Getúlio, mas encomendada há mais de um mes a seu secretário, o jornalista Maciel Filho. Com o suicídio, o presidente Getúlio Vargas virou o jogo político. Altamente impopular nos últimos meses, Getúlio evitava sair às ruas no Rio de Janeiro, pois foi vaiado mais de uma vez.

    Foi chefe do governo provisório depois da Revolução de 1930, presidente eleito pela Constituinte em 17 de julho de 1934, e ditador entre 10 de novembro de 1937 e 29 de outubro de 1945 quando foi deposto pelos militares. Retornou ao poder eleito pelo voto popular em 31 de janeiro de 1951. Para finalmente se matar na no dia 24 de agosto de 1954, escapando de ser novamente deposto.

    Foi Getúlio quem fez a Companhia Siderúrgica Nacional para produzir aço, a Companhia do Vale do Rio Doce para extrair minério, a Petrobrás para explorar petróleo e a Eletrobrás para gerar energia. Foi Getúlio quem criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e o Banco do Nordeste para financiarem investimentos públicos e privados. Foi Getúlio quem deu às mulheres o direito de voto. Foi ele quem deu aos trabalhadores a legislação que ainda hoje disciplina suas relações com os patrões. E foi ele quem abriu as portas da administração pública para a admissão de funcionários por meio de concurso e do sistema de mérito. Finalmente, foi ele o arquiteto da estrutura política partidária nacional que vigorou no país até o golpe militar de 1964.

34º Tchêncontro Estadual será realizado em Gramado no dia 29 de agosto

  


   
Gramado, na 27ª Região Tradicionalista, receberá no sábado, 29 de agosto, a 34ª edição do Tchêncontro Estadual da Juventude Gaúcha. O evento será realizado no Auditório Araucária, no Expogramado, e reunirá jovens representantes das Regiões Tradicionalistas do Rio Grande do Sul.

    Promovido pelo Departamento Jovem do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), sob coordenação do Departamento de Cultura, o encontro terá nesta edição a organização do CTG Manotaço. Será a primeira vez que Gramado e a Região das Hortênsias sediarão o Tchêncontro.

    Com o tema “Poetas e Poetisas em Cena: O verso regional gaúcho”, a programação será voltada à produção poética do Rio Grande do Sul. Representantes das Regiões Tradicionalistas apresentarão pesquisas sobre poetas e poetisas ligados à cultura regional, abordando suas histórias, trajetórias e produções.

    Segundo o diretor do Departamento Jovem do MTG, Ramiro Grethe Bregles, o encontro busca ampliar a participação dos jovens no Movimento. “O Tchêncontro é um espaço em que a juventude tradicionalista pode mostrar sua voz, sua capacidade de pesquisa e, principalmente, seu protagonismo”, afirmou.

    A programação também contará com ações nas áreas de saúde, meio ambiente e cidadania. Uma delas será a vacinação contra o HPV, promovida pela gestão de Prendas e Peões Estaduais em parceria com a Secretaria de Saúde de Gramado.

    As Prendas e Peões da 27ª Região Tradicionalista, juntamente com a Secretaria de Meio Ambiente, realizarão a distribuição de mudas de espécies nativas e frutíferas. Já a gestão de Prendas e Peões do CTG Manotaço, em parceria com o Horto Municipal, fará a entrega de mudas de hortênsias.

    O evento terá ainda uma exposição fotográfica relacionada ao tema anual do MTG, “O Tradicionalismo dos Galpões à Sociedade: Movimento Tradicionalista Gaúcho no Combate à Violência Contra a Mulher”. A mostra é organizada pela 1ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul 2025/2026, Gabriela Krause, em parceria com o Departamento de Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

    O 34º Tchêncontro reunirá, assim, atividades culturais e ações relacionadas à saúde, preservação ambiental e prevenção à violência contra a mulher.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Testando seus conhecimentos. Saberia responder estas questões?

 



Um dos símbolos do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o Brasão de Armas foi aprovado durante o XII Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado em 1966. Foi autor do projeto:

a - Antonio Augusto Fagundes

b - Hermes Gonçalves Ferreira

c - Glaucus Saraiva

d - Marco Melo Leiria



    Um dos pratos especiais da gastronomia gaúcha é o ensopado de pirão de farinha de madioca com espinhaço de ovelha. A este prato, chamamos de:

a - Engasga-gato

b - Cola-gaita

c - Cadela-oveira

d - Cabo-de-relho

    Em 05 de setembro de 1947, um grupo de jovens estudantes - o Grupo dos Oito - recebeu os restos mortais do General Farroupilha David Canabarro, transladados de _______ para Porto Alegre.

Assinale a opção que completa a lacuna:

a - Santana do Livramento

b - Uruguaiana

c - Quaraí

d - São Luiz Gonzaga

    Instrumento musical que surgiu no Rio Grande do Sul com o comércio da Guerra do Paraguai. Seu impacto no folclore gaúcho foi fulminante. Este instrumento é:

a - A rabeca

b - A gaita

c - A viola

d - O violão

    Folguedo que rememora as vitórias de Carlos Magno sobre o islamismo em terras da Europa. Apresenta diversas figuras, entre elas os "pajens" e "porta bandeiras". A que folguedos nos referimos?

a - Bumba-meu-boi

b - Folia do Divino

c - Cavalhadas

d - Congadas

    Quando se fala sobre a participação dos negros na história e na cultura do Rio Grande do Sul, erroneamente a primeira associação feita é com o período da escravidão, o qual os negros ultrapassaram dolorosamente. Por isso, é sempre importante lembrar que o povo negro nos deixou muitas contribuições culturais. "Dançantes" e "Tripulação" são elementos integrantes do folguedo trazidos pelos negros conhecido como:

a - Ensaio de Promessa de Quicumbi

b - Congadas

c - Terno de Santo Antonio

d - Ternos de Santos


    O mate é encilhado quando já foi virado, para maior aproveitamento da cevadura ou erva-mate. Mas o último aproveitamento, é quando o mate está esgotado e na falta de outra cevadura o mateador se vale do: 

a - Mate lavado

b - Mate doce

c - Mate de sol

d - Mate curto


Sobre o Congresso Tradicionalista podemos afirmar que:

I - É a reunião, em Assembleia Geral, das entidades filiadas-efetivas
II - Traça diretrizes, rumos e princípios para o Movimento Tradicionalista Gaúcho
III - Tem por fim incrementar e popularizar as atividades tradicionalistas

Estão corretas as afirmativas:

a - I e II

b - Somente I

c - Somente II 

d - Todas estão corretas


Na literatura regional citamos importantes obras publicadas, entre as quais: Rodeio dos Ventos, Mão Gaúcha, A Rainha de Moçambique e Nativismo: um fenômeno social, todos de autoria de:

a - João Simões Lopes Neto

b - João Cezimbra Jaques

c - Érico Veríssimo

d - Luiz Carlos Barbosa Lessa


    No Rio Grande do Sul, durante as Festas Juninas são homenageados os Santos do ciclo, entre os quais um que é considerado Protetor das coisas perdidas. Tinha uma força irresistível com as palavras e grande poder de pregação. Estamos nos referindo a:

a - São João Batista

b - São Paulo

c - São Pedro

d - Santo Antônio


    O hábito de escolher para os filhos os nomes de santos e festejar o aniversário no dia do onomástico (Dia do Santo) faz parte da herança cultural que herdamos dos: 

a - Alemães

b - Italianos

c - Poloneses

d - Açorianos


"Lá no céu tem três estrelas
Todas três encarreiradas
Uma, é minha: outra, tua
E a outra é de quem quiser..."

Este versinho, que faz parte da literatura oral, chamamos de:

a - Quadrinha

b - Acróstico

c - Quadrinha de pé quebrado

d - Grafite


    Cacimba, capenga, missanga, mandinga... são palavras que herdamos dos:

a - Negros

b - Postugueses

c - Espanhóis

d - Índios


    Dança inventada pelos jovens dançarinos do 35 CTG, no ano de 1954:

a - Sarrabalho

b - Queromana

c - Pezinho

d - Tatu


    Sobre a Convenção Tradicionalista, podemos afirmar ser da sua competência:

A - Aprovar, alterar e reformar o Regulamento Geral do MTG, códigos e demais regulamentos

B - Promover a aproximação fraternal dos tradicionalistas

C - Fixar os níveis das contribuições dos seus filiados e seu período de vigência

D - Criar, extinguir ou desmembrar Regiões Tradicionalistas


Assinale a opção correta:

a) B - C - D

b) A - B - C

c) A - C - D

d) A - B - D


CHAMA CRIOULA - Porque tem um valor simbólico tão grande

    Uma fogueira sempre mexe com os nossos pensamentos. Um fogo de noite pode significar muita coisa. Pode ser um luau, pode ser magia... Todos nós temos uma história com o fogo. Tem gente que adora. Outros morrem de medo. Por que será?

    Em todos os povos e culturas, o fogo sempre foi associado às forças espirituais. É símbolo da divindade e das chamas do inferno. Ao mesmo tempo, o fogo é, dos quatro elementos da natureza, o mais sutil. Afinal de contas é o único com o qual a gente não pode entrar em contato direto.

    O fogo é fonte de luz e nos aquece. Mas ninguém pode tomar banho no fogo, respirar fogo ou pegar fogo sem se ferir. O fogo fere porque ele é pura transformação. Nunca é igual, nem a si mesmo.

    O fogo aquece nosso coração, ilumina as trevas da Noite e por isso tem importância em rituais de magia, é idolatrado por alguns, serve de inspiração para outros e ainda pode ser considerado símbolo da paixão. Como se vê, o fogo está sempre presente: não só como instrumento da Humanidade para dominar a Natureza, mas como símbolo de nossos próprios sonhos.

    Na antiguidade, o fogo era considerado sagrado por muitos povos, incluindo os gregos que tinham uma lenda segundo a qual o fogo teria sido entregue aos mortais por Prometeu que o roubara a Zeus. Devido à importância do fogo, em muitos templos eram mantidas chamas acesas permanentemente. Este era o caso do templo de Hestia na cidade de Olímpia.

    Segundo se sabe, a tradição de manter um fogo aceso durante os Jogos Olímpicos remonta à antiguidade, quando se efetuavam sacrifícios a Zeus. Nessas cerimónias, os sacerdotes acendiam uma tocha e o atleta que vencesse uma corrida até ao local onde se encontravam os sacerdotes teria o previlégio de transportar a tocha para acender o altar do sacrifício. O fogo era então mantido aceso durante os Jogos como homenagem a Zeus.

    No Rio Grande do Sul, esse fogo simbólico é representado pela Chama Crioula, que nasceu no ano de 1947, em um momento conturbado da história Brasileira e mundial. Era um período em que os Estados Unidos da América, que havia tirado vantagens da 2ª grande guerra, ditavam a moda como centro irradiador das grandes novidades mundiais, espalhando seu capital, seu prestigio, mas principalmente sua cultura que era de “mudar”, “evoluir”, “desenvolver” reproduzir o modismo lançado que invadia a América.

    Era o ano de 1947, quando é criado em Porto Alegre, no Colégio Júlio de Castilhos um Departamento de Tradições Gaúchas, com o objetivo de resgatar, preservar e proporcionar a revitalização das coisas tradicionais do Rio Grande do Sul, através da história gaúcha. Naquele momento, um grupo de jovens ginasianos deste colégio, não ficaram sentados assistindo culturas alternativas invadirem o cerne cultural de nosso estado, e numa atitude de muita responsabilidade, oficiaram o presidente da Liga de Defesa Nacional, manifestando o desejo de fazer o acompanhamento dos restos mortais do General Farroupilha, David Canabarro, que era transladado ao Panteão riograndense, de à cavalo. Uma vez aceito pela Liga de Defesa, o mais difícil foi arregimentar cavalarianos para cumprirem o ato, onde podemos verificar que usar indumentária gaúcha naquele período era quase um “crime” perante a sociedade.

    Sete de Setembro de 1947, os oito jovens liderados por João Carlos D’Avilla Paixão Cortes, fizeram o primeiro desfile nas comemorações da semana da Pátria. Da pira, foi retirada uma centelha do Fogo Simbólico, acendendo o candeeiro crioulo e guardado no Colégio Julio de Castilhos, dando origem à nossa Chama Crioula, que simboliza o apego do gaúcho à sua terra, o seu nativismo, seu telurismo. Esta Chama permanece acessa dentro de cada um de nós, demonstrando nosso respeito às instituições, valorizando a nossa cultura tradicional, à palavra empenhada, e nossa demonstração de civismo, patriotismo e amor ao Rio Grande e suas mais caras tradições. Há 79 anos este ato se repete!



quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Vamos saber um pouco do nosso Rio Grande?

Existem dois tipos de unidades de preservação ambiental: as unidades de proteção, que proíbem a exploração de seus recursos e as unidades de conservação, que permitem a utilização de seus recursos mediante cuidados planejados e previstos em lei. 

Qual foi a primeira unidade de conservação da natureza a ser criada no Rio Grande do Sul?

a) O Parque Estadual do Turvo

b) A Floresta Nacional de Canela

c) O Parque Nacional da Lagoa do Peixe

d) O Parque Estadual do Delta do Jacuí

O desenvolvimento das indústrias no Rio Grande do Sul só é possível graças ao fornecimento considerável de energia elétrica. A hidrelétrica _______________ junto ao Rio Jacuí e as hidrelétricas Itá e Machadinho, estão construídas no alto curso do _______________.

Escolha a opção adequada para completar corretamente as lacunas:

a) Dona Francisca - Rio Uruguai

b) Itaipu - Rio das Antas

c) Dona Francisca - Rio Ibicuí

d) Itaipu - Rio Vacaria

Com relação a vegetação do Estado do Rio Grande do Sul assinale a alternativa incorreta:

a) As florestas cobrem 40% do território do Rio Grande do Sul

b) A vegetação litorânea é formada por vegetação rasteira (mangues e restingas)

c) Nas áreas de maior altitude domina a mata dos pinheiros (araucárias)

d) A mata subtropical é a floresta dominante no Rio Grande do Sul


Sobre a cultura Guarani, analise as afirmativas a seguir:

a) Não batiam, não gritavam, apenas castigavam seus filhos. Acreditavam que um banho frio pela manhã prolongava a vida

b) Coletavam erva-mate e frutos de plantas nativas. A caça era comunitária e o matador do animal repartia a carne com os outros caçadores

c) O Puxirum ou mutirão era o trabalho em grupo para ajudar na construção da roça ou de uma casa. O beneficiado pagava os ajudantes com bebida alcoólica

d) Quando chegava um hóspede na aldeia guarani, as mulheres praticavam a saudação lacrimosa: choravam baixinho e não cumprimentavam o visitante

Agora, assinale a opção que contém apenas as alternativas corretas:

a) A - D
b) B - D
c) A - C
d) B - C

Em 1704 os portugueses abandonaram a Colônia do Sacramento devido à invasão espanhola. Em 1715 a Colônia volta ao domínio de Portugal por decisão do Tratado:
a) De Lisboa
b) De Santo Ildefonso
c) De Utrech
d) De Madri

Sesmarias eram lotes de terra doados pela Coroa Portuguesa. Essas terras eram doadas a homens de posse e se transformaram em fazendas de criação de gado cavalar, vacum e muar. A primeira sesmaria foi doada em 1732 a ____, nos campos de Viamão na praia das Conchas junto ao Rio ______.

Assinale a opção que completa as lacunas de forma correta:

a) Manoel Gonçalves Ribeiro - Rio Mampituba
b) Antonio Vilela - Rio Gravataí
c) Manoel Gonçalves Ribeiro - Rio Tramandaí
d) Cristóvão Pereira de Abreu - Rio Tramandaí

No final de quase 10 anos de duração da Revolução Farroupilha, Duque de Caxias começou a tratar a concessão de anistia, com _________ e _________, excluindo Bento Gonçalves das negociações, que se exonerou da Presidência da República.

a) Domingos José de Almeida e David Canabarro
b) David Canabarro e Antônio Vicente da Fontoura
c) Paulino da Fontoura e José Gomes Vasconcelos Jardim
d) Antonio de Souza Neto e David Canabarro

Em janeiro de 1844, Bento Gonçalves e Onofre Pires bateram-se em duelo, sendo que Onofre Pires, ferido por espada, morreu. Bento Gonçalves retirou-se da Revolução entregando a Presidência para ___ e o comando do exército para ___.

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas:
a) David Canabarro - Gomes Jardim
b) Giuseppe Garibaldi - Gomes Jardim
c) Gomes Jardim - Antônio de Souza Neto
d) Gomes Jardim - David Canabarro

A Revolução Federalista foi a mais desumana das revoltas gaúchas onde a degola foi utilizada de parte a parte. Este confronto aconteceu no ano de ______, tendo como principais grupos envolvidos_________ e _______.

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas:
a) 1923 - Borgistas e Assisistas
b) 1896 - Castilhistas e Pica-Paus
c) 1923 - Maragatos e Assisistas
d) 1893 - Maragatos e Pica-Paus

Presidente do Estado do Rio Grande do Sul conhecido por permanecer no poder durante cinco mandatos, o que ocasionou uma marcante revolta gaúcha em 1923:
a) Getúlio Vargas
b) Antônio Augusto Borges de Medeiros
c) Joaquim Francisco de Assis Brasil
d) Júlio de Castilhos

Sobre a Revolução ocorrida no Estado em 1923, podemos afirmar que:
A - Foi um movimento que tinha como chefe civil, Assis Brasil
B - Foi uma revolta que era a favor da permanência de Borges de Medeiros no poder
C - Visava evitar a posse de Borges de Medeiros, eleito Presidente do Estado, de forma fraudulenta
D - A paz foi assinada em Pedras Altas e tinha como condição, Borges de Medeiros não concorrer mais à Presidência do Estado

Assinale a alternativa que contém apenas as afirmativas corretas:
a) A - B - D
b) B - C - D
c) A - C - D
d) A - B - C

Ao assumir o governo do pais em 1930, Getúlio Vargas nomeou interventores para os Estados. No Rio Grande do Sul, assumiu:

a) Ernesto Rodrigues Dornelles
b) José Antônio Flores da Cunha
c) Pedro Aurelio de Góes Monteiro
d) Manoel de Cerqueira Daltro Filho

O Movimento pela Legalidade tinha por objetivo garantir a posse de João Goulart na Presidência da República em razão da renúncia do Presidente Jânio Quadros. O referido movimento foi lderado por:

a) Ildo Meneghetti
b) Walter Jobim
c) Leonel de Moura Brizola
d) Ernesto Dorneles

E ai... sabe responder esse teste?


terça-feira, 4 de agosto de 2026

Semana do Folclore 2026 - Programação

 📅 PROGRAMAÇÃO

🔴 22 de agosto, 14h – Abertura 
CGF, UERGS, SEDAC, Colegiado Setorial de Folclore e Tradição Gaúcha do RS, CNF e IOV. 
Palestra de abertura: O Folclore em Nós: da vivência à sala de aula – Cristina Rolim Wolffenbüttel.

🟡 24 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore
Convidados: Mestra Vivi e Mestre Gabi. 
Coordenação: Lúcia Brunelli.

🟢 25 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore 
Convidados: Mestre Du Catira, Mestre Wosley Torquato e Iosvaldyr Carvalho Bittencourt Junior (Maçambiques de Osório). 
Coordenação: Cristina Rolim Wolffenbüttel.

🔵 26 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore 
Convidados: Mestra Nazaré e Mestre Rainha Almeida. 
Coordenação: Aimara Bolsi.

🟣 27 de agosto, 19h – Conversa com Mestres do Folclore 
Convidados: Mestra Cleide Toledo e Mestra Dinoélia Trindade. 
Coordenação: Márcia Cristina Borges da Silva.
Finalização – Cristina Rolim Wolffenbüttel e Paulo Elias Daniel.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Programação da Chama Crioula de Rio Pardo 2026

 


Nota de Falecimento - Morre Bagre Fagundes

 

    É com profundo pesar que nos despedimos de Euclides Fagundes Filho, o inesquecível Bagre Fagundes, que faleceu aos 86 anos, deixando um legado imensurável para a música, a cultura e a identidade do Rio Grande do Sul.

    Cantor, compositor e integrante do histórico grupo Os Fagundes, Bagre eternizou seu talento em obras que atravessaram gerações e se transformaram em verdadeiros símbolos da alma gaúcha. Entre elas, destacam-se clássicos como "Canto Alegretense" e "Origens", canções que ajudaram a preservar e difundir os valores, a história e os sentimentos do povo rio-grandense.

    Sua trajetória artística foi marcada pelo compromisso com as tradições, pela valorização da cultura regional e pela capacidade de transformar a música em um elo entre passado, presente e futuro. Sua voz e sua obra permanecerão vivas na memória de todos aqueles que encontram na cultura gaúcha uma expressão de pertencimento e identidade.

    Neste momento de dor, manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos, companheiros de caminhada e a toda a comunidade tradicionalista, que perde um de seus mais importantes representantes. Que o legado de Bagre Fagundes continue inspirando as futuras gerações, mantendo acesa a chama da música e das tradições do Rio Grande do Sul.

Bagre Fagundes parte da vida, mas permanece eterno na história e no coração do povo gaúcho. 

terça-feira, 28 de julho de 2026

PROGRAMAÇÃO 74° CONGRESSO TRADICIONALISTA GAÚCHO

31 DE JULHO (SEXTA-FEIRA)

14h – Credenciamento.

17h – Chegada da Chama Crioula: percurso pela Travessa Missioneira, passando pelo Arco dos Povoados Jesuítico-Guaranis, com chegada à fonte em frente à Catedral Angelopolitana, na Praça Pinheiro Machado, onde ocorrerá a recepção pelo prefeito municipal.

17h30min – Desfile do Grupo de Cavalgadas das 30 Regiões Tradicionalistas, cada uma com sua bandeira, com destino ao CTG 20 de Setembro.

18h – Ato solene de entrada das 30 Coordenadorias das Regiões Tradicionalistas, empunhando suas bandeiras, na sede do 74º Congresso Tradicionalista, no CTG 20 de Setembro.

18h30min – Sessão preparatória.

19h – 1ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 1, 9 e 10.

20h – Momento cultural com Patrício Maicá, filho de Cenair Maicá.

21h – Jantar e momento nativista com Eva Sofia, Lourenço Copetti e Joaquin Trintináglia.

1º DE AGOSTO (SÁBADO)

7h30min – Credenciamento.

8h – Café de Cambona e sua história.

8h30min – Bênção ao Congresso Tradicionalista, proferida pelo padre da Catedral Angelopolitana.

9h – Sessão solene de abertura.

10h – 2ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 4, 5 e 6, além da apresentação das propostas para sediar o 75º Congresso Tradicionalista.

11h – 3ª Sessão Plenária: Entrega da placa de Conselheiro Honorário do MTG ao Sr. Eduardo Loureiro, prestação de contas e apresentação do relatório anual, seguida da cerimônia de entrega de plaquinhas à Gestão Estadual de Prendas e Peões 2026/2027.

12h – Almoço.

13h30min – Momento cultural na Praça da Catedral e visitação ao Museu Regional das Missões.

15h – 4ª Sessão Plenária: apresentação e análise das proposições nº 11, 2 e 7, além da escolha da cidade-sede do 75º Congresso Tradicionalista.

18h – Sessão de encerramento.

18h30min – Café colonial.

19h – Momento cultural com trovadores.

19h30min – Momento nativista: show musical com Cambará.

2 DE AGOSTO (DOMINGO)

9h – Passeio turístico: saída do CTG 20 de Setembro para visitação às Ruínas de São Miguel Arcanjo.

Enart pré-mirim, mirim e juvenil movimentou a cidade de Erechim

   

 O Encontro de Arte e Tradição Gaúcha (ENART) Pré-Mirim, Mirim e Juvenil reuniu crianças e adolescentes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul entre os dias 24 e 26 de julho, em Erechim. O evento foi encerrado na noite de domingo (26), com a divulgação dos resultados e a premiação das Danças Tradicionais.


    Promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e pela 19ª Região Tradicionalista, o encontro contou com o apoio da Prefeitura, da Câmara Municipal de Erechim e da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.


    Durante os três dias de programação, os participantes disputaram as modalidades de Danças Tradicionais, Danças Gaúchas de Salão, Chula, Declamação, Solista Vocal, Gaita de Botão e Gaita Piano. Na categoria Pré-Mirim, os concorrentes receberam troféus e medalhas de participação.

    As provas foram realizadas no Ginásio Poliesportivo Municipal Renan Carlos Agnolin, no espaço do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), na Pirâmide do Ginásio Poliesportivo e nos auditórios 1 e 2 do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Erechim.

    O evento também entregou o Troféu Marca Grande às regiões tradicionalistas que obtiveram o maior número de premiações. A 3ª Região Tradicionalista conquistou o troféu na categoria Mirim, enquanto a 11ª Região Tradicionalista recebeu a distinção na categoria Juvenil.


Confira a listagem completa dos vencedores:

DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO – JUVENIL
1º lugar: Bruno Gabriel Machado Ruwer e Anna Clara Balbé – CTG Porteira das Missões – Santo Antônio das Missões – 3ª RT
2º lugar: Vitor Augusto Schllê Lopes e Ana Carolina Storch Haupt – CTG Erva Mate – Venâncio Aires – 24ª RT
3º lugar: Arthur Padilha Marcelino e Brenda Dias Ripplinger – CTG Erva Mate – Venâncio Aires – 24ª RT

DANÇAS GAÚCHAS DE SALÃO – MIRIM
1º lugar: Joana Ferreira Lopes e Christofer da Silva Machado – CTG Os Gaudérios – Cachoeira do Sul – 5ª RT
2º lugar: Alisson da Costa Fernandes e Manuela Reinheimer dos Santos da Silva – CTG Patrulha do Rio Grande – Osório – 23ª RT
3º lugar: Gustavo Andre da Fonseca Filho e Ana Carolina Simon – CTG Erva Mate – Venâncio Aires – 24ª RT

SOLISTA VOCAL FEMININO – MIRIM
1º lugar: Martina Maciel Borges – CTG Patrulha do Rio Grande – Santo Antônio da Patrulha – 23ª RT
2º lugar: Alice Nicaretto – GAN Lagoa Vermelha – Lagoa Vermelha – 8ª RT
3º lugar: Rafaella Maciel da Silva – CTG Dom Luiz Felipe de Nadal – Passo Fundo – 7ª RT

SOLISTA VOCAL FEMININO – JUVENIL
1º lugar: Siéli Caroline Monteiro Prado – CTG Palanques da Tradição – Campo Bom – 30ª RT
2º lugar: Catharina Nicaretto Muller – CTG Lagoa Vermelha – Lagoa Vermelha – 8ª RT
3º lugar: Bibiana Barboza das Neves – CCN Sentinela do Rio Grande – Rio Grande – 6ª RT

SOLISTA VOCAL MASCULINO – MIRIM
1º lugar: Davi Augusto Teixeira – CTG Sangue Nativo – Parobé – 22ª RT
2º lugar: Pedro Adolfo Roncato – CTG Querência do Prata – Nova Prata – 11ª RT
3º lugar: Pedro Henrique de Aquino Frois – CTG Rincão da Lealdade – Caxias do Sul – 25ª RT

SOLISTA VOCAL MASCULINO – JUVENIL
1º lugar: Murilo Pierozan Selunk – CTG Laço da Amizade – Casca – 7ª RT
2º lugar: Arthur Padilha Patta – CTG Rincão da Cruz – Itaqui – 3ª RT
3º lugar: Arthur Ferraz Borba – CTG Estância do Chimarrão – Cachoeira do Sul – 5ª RT

GAITA DE BOTÃO – JUVENIL
1º lugar: Miguel Osório da Silveira Ribas – CTG Tio Bilia – Santo Ângelo – 3ª RT
2º lugar: Eduardo Pozer – CTG Alexandre Pato – Lagoa Vermelha – 8ª RT
3º lugar: Ana Julia Dickel Plizzari – CTG Laço Velho – Bento Gonçalves – 11ª RT

GAITA DE BOTÃO – MIRIM
1º lugar: Maria Cecilia Gerlach – CTG Dom Luiz Felipe de Nadal – Passo Fundo – 7ª RT
2º lugar: Lucas Boesing Enderli – CTG Tio Bilia – Santo Ângelo – 3ª RT
3º lugar: Pedro Luiz Kohler Sesti – CTG Vinte de Setembro – Santo Ângelo – 3ª RT

GAITA PIANO – JUVENIL
1º lugar: Rafaela Fernanda Tormen – CTG Sentinela da Querência – Erechim – 19ª RT
2º lugar: Eduardo Pozer – CTG Alexandre Pato – Lagoa Vermelha – 8ª RT
3º lugar: Arthur Weippert – CTG Lenço Preto – Gaurama – 19ª RT

GAITA PIANO – MIRIM
1º lugar: Pedro Henrique de Aquino Frois – CTG Rincão da Lealdade – Caxias do Sul – 25ª RT
2º lugar: Gustavo Hertz – CTG Os Desgarrados – Guaporé – 11ª RT
3º lugar: Nicolas Montano Fernes – CTG Patrulha do Oeste – Uruguaiana – 4ª RT

DECLAMAÇÃO FEMININA – MIRIM
1º lugar: Isadora Maito Pelisser – GAN Lagoa Vermelha – Lagoa Vermelha – 8ª RT
2º lugar: Cecília Feil Schmidt – CTG Raízes da Tradição – Charqueadas – 2ª RT
3º lugar: Isabelle Martins Villela – CTG Felipe Portinho – Marau – 7ª RT

DECLAMAÇÃO FEMININA – JUVENIL
1º lugar: Erika Diedrich Dossena – CTG Raça Gaudéria – Estrela – 24ª RT
2º lugar: Dara Montagna Netto – CTG Mata Nativa – Candelária – 12ª RT
3º lugar: Ana Clara Castaman Carniel – CTG Lalau Miranda – Passo Fundo – 7ª RT

DECLAMAÇÃO MASCULINA – MIRIM
1º lugar: Miguel Oliveira Fonseca Rocha – CTG Querência do Imbé – Imbé – 23ª RT
2º lugar: Pedro Adolfo Roncato – CTG Querência do Prata – Nova Prata – 11ª RT
3º lugar: Gonçalo Franceschi Flores – CTG Sentinelas do Pago – Marau – 7ª RT

DECLAMAÇÃO MASCULINA – JUVENIL
1º lugar: Felipe Borges Soares – CTG Querência do Prata – Nova Prata – 11ª RT
2º lugar: Felipe do Amarante dos Santos – CTG Os Desgarrados – Guaporé – 11ª RT
3º lugar: Rodrigo Dossena Junior – CTG Raça Gaudéria – Estrela – 24ª RT

CHULA – MIRIM
1º lugar: Miguel Betim Zubiaurre – CTG Patrulha do Oeste – Santana do Livramento – 4ª RT
2º lugar: Pedro Adolfo Roncato – CTG Querência do Prata – Nova Prata – 11ª RT
3º lugar: Miguel Lima Gradaschi – CTG Osório de Assis – Fontoura Xavier – 14ª RT

CHULA – JUVENIL
1º lugar: Kailon Jacob Pereira – CTG Alexandre Pato – Lagoa Vermelha – 8ª RT
2º lugar: Mikael Nascimento Zanin – CTG Corredor Missioneiro – Entre-Ijuís – 3ª RT
3º lugar: Lorenzo Alves Oliveira – CTG Vinte de Setembro – Santo Ângelo – 3ª RT

DANÇAS TRADICIONAIS – MIRIM
Melhor Entrada e Saída: CTG Patrulha do Rio Grande – Santo Antônio da Patrulha – 23ª RT
Mais Popular: CTG Palanques da Tradição – Campo Bom – 30ª RT
1º lugar: CTG Patrulha do Rio Grande – Santo Antônio da Patrulha – 23ª RT
2º lugar: CTG Moacyr da Motta Fortes – Passo Fundo – 7ª RT
3º lugar: CTG Rancho de Gaudérios – Farroupilha – 25ª RT
4º lugar: GAN Lagoa Vermelha – Lagoa Vermelha – 8ª RT
5º lugar: CTG Vinte de Setembro – Santo Ângelo – 3ª RT

DANÇAS TRADICIONAIS – JUVENIL
Melhor Entrada e Saída: CTG Sentinelas do Pago – Marau – 7ª RT
Mais Popular: CTG Lalau Miranda – Passo Fundo – 7ª RT
1º lugar: CTG Heróis Farroupilhas – Caxias do Sul – 25ª RT
2º lugar: CTG Moacyr da Motta Fortes – Passo Fundo – 7ª RT
3º lugar: CTG Sentinelas do Pago – Marau – 7ª RT
4º lugar: CTG Lalau Miranda – Passo Fundo – 7ª RT
5º lugar: CTG Sentinela da Querência – Erechim – 19ª RT

TROFÉU MARCA GRANDE
Categoria mirim: 3ª RT
Categoria juvenil: 11ª RT

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Fundação Cultural Gaúcha celebra 46 anos com entrega de comendas e homenagens

    A Fundação Cultural Gaúcha ligada ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) celebrou seus 46 anos de atuação com uma cerimônia marcada por homenagens e reconhecimento a personalidades que contribuíram para a preservação e fortalecimento da cultura gaúcha. O evento reuniu autoridades, lideranças tradicionalistas e representantes de diversas entidades culturais do Estado.

    Entre os presentes estiveram o presidente do Grêmio Geraldo Santana, Denilso Rogério Custódio Vieira; o patrão do CTG Glaucus Saraiva, Itamar Pereira; o secretário adjunto da Cultura do Estado, Valmir Böhmer; além de representantes do MTG, como Evandro Martins, vice-presidente Campeiro da entidade, conselheiros e coordenadores regionais. Também participaram prendas e peões representantes do tradicionalismo, como Dara Netto, Luiza Tormes e Matheus Henrique Mohr.


    Durante a solenidade, o presidente Oscar Fernandes Gress destacou a trajetória da Fundação Cultural Gaúcha, relembrando sua criação em 1980 a partir da visão de importantes nomes do tradicionalismo, como Luiz Carlos Barbosa Lessa, Edson Otto, Cyro Dutra Ferreira e Rodi Pedro Borghetti. Ele ressaltou o papel fundamental da entidade como braço dinâmico do MTG, responsável por viabilizar projetos, eventos e parcerias que consolidaram o movimento ao longo das décadas.


    Em seu discurso, Gress relembrou momentos históricos, desde os tempos de trabalho voluntário e estrutura modesta até a consolidação de iniciativas como os desfiles temáticos do Acampamento Farroupilha, a transmissão do ENART pela internet e a atuação em diferentes áreas culturais, como música, literatura e cinema. Também destacou a importância da transparência institucional, com acompanhamento constante do Ministério Público nas ações e convênios da Fundação.

    A cerimônia foi marcada ainda pela entrega de comendas a pessoas e instituições que tiveram papel relevante na construção e reconstrução da entidade ao longo dos anos. A Medalha do Mérito Cultural Gerciliano Alves de Oliveira foi concedida à família de Gerciliano e ao deputado estadual e ex-secretário de Cultura, Eduardo Loureiro. Já a Comenda Rodi Pedro Borghetti foi entregue à família Borghetti, representada pelos filhos Renato e Marcos, e a Gerson Ludwig, da Artega – O Armazém do Gaúcho.

    Ao relembrar períodos difíceis enfrentados pela instituição, incluindo momentos de instabilidade administrativa e risco de encerramento das atividades, o presidente destacou a recuperação recente da Fundação, impulsionada por mudanças estruturais e pela retomada de sua missão cultural.

    A celebração dos 46 anos reafirma o compromisso da Fundação Cultural Gaúcha com a valorização das tradições do Rio Grande do Sul, mantendo viva a história e fortalecendo o futuro do tradicionalismo organizado.



quarta-feira, 24 de junho de 2026

Nota de falecimento - Adão Bernardes

     Com profundo pesar, registramos o falecimento de Adão Pedro Bernardes, uma
das grandes referências da trova, da poesia, da canção e da pajada no Rio Grande do Sul. Nascido em São Francisco de Paula, em 28 de junho de 1959, construiu uma trajetória marcada pelo talento e dedicação à cultura gaúcha, deixando mais de 100 composições gravadas e inúmeras conquistas em festivais e rodeios pelo Brasil.

    Poeta, compositor, intérprete e pajador premiado, Adão Bernardes eternizou sua arte em livros, CDs e na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecer sua obra. Sua partida deixa uma grande lacuna no cenário cultural gaúcho, mas seu legado permanecerá vivo através dos versos, canções e ensinamentos que compartilhou ao longo da vida. Escreveu e publicou livros connosco pela Bastos Produções e costumava indicar para outros trabalhos.

    Nossos sentimentos aos familiares, amigos e admiradores. Que sua memória siga inspirando as futuras gerações de trovadores e artistas da nossa tradição.

sábado, 20 de junho de 2026

Loja da FCG amplia acesso à produtos tradicionalista nos eventos do Estado

  

     Dando continuidade a um trabalho iniciado por Gerciliano Alves de Oliveira na década de 1990, Mariana Matusiak e Marlon Moura vêm levando a Loja da Fundação Cultural Gaúcha aos mais diversos eventos realizados pelo Rio Grande do Sul.

    Embora, em um primeiro momento, a iniciativa possa ser vista apenas como uma ação comercial, seu propósito vai muito além da venda de produtos. A presença da Loja nos eventos possibilita que obras fundamentais da bibliografia dos concursos do MTG cheguem a regiões onde o acesso seria mais difícil, seja pela distância, seja pelos custos de envio.

    Além disso, a própria Fundação Cultural Gaúcha tem atuado na reprodução de títulos que se encontravam esgotados, garantindo que pesquisadores, tradicionalistas e interessados na cultura gaúcha continuem tendo acesso a obras consideradas essenciais para a preservação e a difusão do conhecimento.

    Dessa forma, a Loja da Fundação Cultural Gaúcha cumpre um importante papel cultural, aproximando o público de publicações históricas e fortalecendo a disseminação da literatura ligada às tradições do Rio Grande do Sul. Hoje, ela está presente no Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana, cujo departamento de tradição e folclore, CTG Glaucus Saraiva, é anfitrião da Ciranda e Entrevero da 1ªRT.


Foto: Marlon Moura

domingo, 14 de junho de 2026

Moser apresenta proposta de gestão para o MTG 2027

Carlos Moser, atual Coordenador da 30ªRT, apresentou, na noite do dia 11, no CTG Palanques da Tradição, em Campo Bom, propostas de gestão para o MTG destacando planejamento, inovação e fortalecimento do tradicionalismo gaúcho.

    Com foco no diálogo, organização e valorização das entidades tradicionalistas, Carlos Moser apresentou sua proposta de gestão para o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), com a perspectiva de conduzir o movimento a partir de 2027. A iniciativa está baseada na experiência que Moser acumulou ao longo de décadas de participação no tradicionalismo organizado, com atuação em diferentes funções dentro da estrutura do MTG.


    A proposta apresentada reúne uma série de ações voltadas à modernização administrativa e ao fortalecimento institucional do movimento. Entre as ideias estão a criação de novas ferramentas digitais, como um aplicativo com programa de benefícios, a informatização dos eventos, a retomada de canais de comunicação e a revisão de estruturas internas para tornar a gestão mais eficiente e participativa. 

   Outro ponto destacado é a ampliação do protagonismo do MTG em espaços de representação e parceria institucional, além da valorização das Coordenadorias Regionais, Conselheiros, jovens tradicionalistas, patrões e famílias que integram os Centros de Tradições Gaúchas. 

    A proposta também prevê avanços em áreas culturais, campeiras, esportivas e artísticas, buscando maior integração entre todos os segmentos.

    Diversos tradicionalistas oriundos de várias partes do estado estiveram presentes prestigiando a apresentação das propostas de Moser, junto com pessoas que deverão compor sua diretoria. Autoridades de municípios que compõe a 30ªRT estiveram, também, dando seu apoio à candidatura do atual coordenador.

    Ao apresentar suas ideias, Moser ressaltou que a decisão de colocar seu nome à disposição é resultado de uma longa reflexão sobre a importância de conduzir o movimento pautado pelo planejamento, responsabilidade, ética, diálogo e construção coletiva.

Vale um pouco de história: "Carlos Moser seria indicado para concorrer à presidência do MTG na eleição anterior, mas abriu mão para o atual presidente, com o acordo de ser apoiado na próxima eleição seguindo os mesmos preceitos."

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Dom Segundo Sombra e Martín Fierro: duas visões do gaúcho dos pampas

     A literatura gauchesca argentina encontrou em El Gaucho Martín Fierro, de José Hernández, e em Don Segundo Sombra, de Ricardo Güiraldes, suas duas maiores expressões. Ambas as obras têm como centro o gaúcho dos pampas, personagem histórico que representa o homem do campo, ligado ao cavalo, à liberdade, ao trabalho rural e aos valores de coragem e lealdade.

    Entretanto, apesar de tratarem do mesmo universo cultural, foram escritas em momentos diferentes e apresentam imagens quase opostas do gaúcho. Uma nasce como denúncia social e resistência, enquanto a outra surge como memória e idealização de um modo de vida que estava desaparecendo.

'Soe gaucho, y entiéndanló
Como mi lengua lo esplica:
para mi la tierra es chica
y pudiera ser mayor;
ni la víbora me pica
ni quema mi frente el sol'.

'Nací como nace el peje
en el fundo de la mar:
naides puede quitar aquello que
Dios me dió:
lo que al mundo truje yo
del mundo lo he de llevar'.

Martín Fierro: o gaúcho perseguido e rebelde


    Publicado em 1872, o poema Martín Fierro apresenta um gaúcho que sofre com as injustiças das autoridades e com as políticas que buscavam controlar e afastar os homens livres dos campos.

    O personagem Martín Fierro é arrancado de sua vida simples, levado para servir nas fronteiras militares e abandonado pelo poder público. Ao retornar, encontra sua família perdida e sua antiga vida destruída. Revoltado, transforma-se em um homem em conflito com a sociedade organizada.

    A obra de José Hernández é uma crítica aos abusos cometidos contra o gaúcho. O protagonista não é apresentado apenas como um homem violento, mas como alguém que reage diante de uma realidade injusta. Ele representa o indivíduo que perde seu espaço em uma sociedade que se moderniza rapidamente.

Dom Segundo Sombra: o gaúcho como mestre e símbolo

    Publicado em 1926, o romance Dom Segundo Sombra surge em outro contexto histórico. O mundo dos antigos gaúchos já estava desaparecendo diante da modernização das estâncias, das novas formas de trabalho e da transformação dos campos.

    Ricardo Güiraldes apresenta Dom Segundo como uma figura quase lendária: um homem experiente, silencioso, habilidoso e conhecedor dos segredos da vida campeira - o legítimo Vaqueano.

    Ao contrário de Martín Fierro, ele não está em guerra contra a sociedade. Ele trabalha, conduz tropas, ensina valores e transmite conhecimentos ao jovem narrador da história. O gaúcho aqui aparece como símbolo de equilíbrio, honra e sabedoria.

    A obra tem uma visão mais nostálgica: não procura denunciar uma injustiça, mas preservar a memória de um tipo humano que estava desaparecendo.

    A linguagem utilizada reforça essa ideia: é uma escrita baseada na fala popular campesina, com ritmo de canto, versos e expressões próprias do homem rural.


Duas épocas, dois gaúchos

    A diferença fundamental entre as obras está no momento histórico em que cada uma foi criada.

    Martín Fierro pertence ao período em que o gaúcho ainda lutava para sobreviver diante da expansão do Estado e das mudanças políticas. É o gaúcho como figura de resistência.

    Já Dom Segundo Sombra aparece quando esse mundo começa a desaparecer. É o gaúcho transformado em símbolo cultural, lembrado com admiração e saudade.

    Assim, podemos dizer que Martín Fierro representa o grito do gaúcho diante da injustiça, enquanto Dom Segundo Sombra representa o silêncio sábio do gaúcho que deixa um legado.

    As duas obras, juntas, formam um retrato completo do homem dos pampas: o gaúcho que enfrentou conflitos e o gaúcho que permaneceu como memória, tradição e identidade cultural.