terça-feira, 16 de outubro de 2018

Toni Sidi Pereira se manifesta sobre o Fegadan

        Trago aqui a manifestação de Toni Sidi Pereira, que saiu em defesa dos avaliadores, visto que, somente um lado havia se manifestado. Nós estaremos trazendo aqui, neste espaço, a manifestação "do outro lado", aqueles que foram acusados de boicote. Mas existe um por quê...

FEGADAN – NOVOS RUMOS.
Minha Humilde opinião ...

     Não gosto de usar as redes sociais para manifestações referentes a assuntos que acredito que deveriam ser discutidos em uma roda de mate, mas frente às postagens definindo "quem é e quem não é tradicionalista de verdade" me vi obrigado a manifestar minha opinião.

     Deve se ter cuidado ao definir que apenas aqueles que obedecem as imposições são os que realmente seguem o tradicionalismo, “Gaúchos” de verdade não cedem ao cabresto e não se dobram frente a Tirania.

     Acredito cegamente que regulamentos foram criados para tornar as regras iguais a todos, e que as alterações no mínimo devem ser realizadas junto ao Conselho diretor do Movimento e nunca decisões isoladas. Só decisões em conjunto e ouvindo a manifestações de todos é que realmente se tornam pilares de sustentação.

     Acredito que se existe uma pessoa escolhida e com capacidades para as questões técnicas (Diretor) de um festival , as decisões técnicas devem ser efetuadas por essa pessoa e cabe a esta pessoa definir o quadro de avaliadores com tempo hábil e apresentar aos demais responsáveis. Qualquer gestor sabe que inserir pessoas em uma equipe é um processo difícil quando a equipe já esta formada.

      Só quem trabalhou os membros da equipe de forma continua consegue escalar o melhor time, já imaginou se os diretores de um clube de futebol interferissem na escala do time que o técnico fez? (Não sou gremista , sou colorado , mas duvido que alguém consiga fazer isso com o Técnico Renato).

      Durante quatro anos estive a frente do FEGADAN e em nenhum momento a diretoria, presidente ou vice presidente interferiu em minha escala, sempre trabalhamos com confiança.

     O FEGADAN nunca foi criado para ENARTIZAR os campeiros ou para acabar com o rodeio da VACARIA. Ele foi criado para os anseios daqueles que não tinham espaço oficial para mostrar a sua arte.

      O que penso da reação dos avaliadores! 

      Só quem não conhece a fibra desses homens e mulheres acreditaria realmente que eles se dobrariam e cederiam a qualquer imposição. São pessoas que construíram sua reputação com seu próprio talento sem a necessidade de cargos ou de mesas de avaliação, mas trabalhando e vivendo arte. Foram amigos pessoais do Folclorista, estiveram e viveram na essência os ensinamentos. 

Alguns Pontos que nortearam e fizeram a Essência deste Festival:

• Organizar um sistema igualitário para os grupos que seguem as Obras e Ensinamentos do Sr. Paixão Cortês (obs.: Ensinamentos são tão importantes quanto as obras, pois o movimento descrito é estático e o movimento dançado é dinâmico. Desta forma só o próprio Folclorista poderia explicar o verdadeiro sentido de cada tema.).

• Buscar conciliar o entendimento sobre os ensinamentos repassados junto aqueles que trabalharam e acompanharam o Sr. Paixão Cortês nos cursos onde divulgava os temas pesquisados junto com Barbosa Lessa e os que pesquisou sozinho.

• Tornar clara todas as questões sobre avaliação dos temas ,musica e indumentária através de Painéis técnicos onde todas as informações eram explanadas a todos os concorrentes. 
A influência da Execução musical para a dança interfere diretamente na essência do tema.

• Contemplação de um sistema inicial, com descarte de notas (a mais alta e a mais baixa) diminuindo assim a manifestação do gosto pessoal do avaliador e evitando possíveis apadrinhamentos.

• Oportunizar aos concorrentes a participação nas decisões referentes ao regulamento e forma de avaliação tornando assim todo o conhecimento agregador e necessário na construção de um festival com alma e característica própria, sem decisões arbitrárias de quem não conhece o verdadeiro sentido dos temas. A participação de todos faz a pureza da construção das regras não a decisão de apenas uma pessoa.

• O conferencia e revisão das planilhas sendo realizada pelos próprios concorrentes de imediato a avaliação sem interferência de um revisor, sendo que após a revisão do instrutor ou responsável (permitido fotografar as planilhas) as planilhas eram enviadas para a soma. (fato que evita e certifica qualquer alteração da planilha por terceiros ou debates em secretarias fechadas escolhendo o vencedor).

• A criação de uma oficina para divulgação dos temas, plantar a semente para que germine e floresça dando frutos futuros em todas as 30 RT.

    Tenho vídeos dos debates e estudo dos temas, mas sem a devida autorização do uso de imagem das pessoas envolvidas não postarei.

Segue o Breve Histórico postado por Manoelito Carlos Savaris:

             O Festival Gaúcho de Danças nasceu em 16 dezembro de 2013. 
             Depois de receber uma demanda dos patrões dos CTGs Rincão da Lealdade e Paixão Côrtes, durante um Encontro Regional da 25 RT, realizado em outubro de 2013.
             O formato do evento, suas finalidades e princípios foram definidos na reunião realizada na Casa do Gaúcho, na sede da 25 RT, com a presença de 16 entidades, sob a coordenação de Manoelito Savaris e com a presença de Carlos Lima, que viria a ser o Diretor Artístico, em 2014. 
             Todas as entidades que participavam dos rodeios sob a forma de bailar ao FEGADAN, foram convidadas.
             Foi um compromisso assumido antes da eleição para presidente do MTG e cumprido em 2014.
             O Regulamento foi elaborado pelas entidades sob a coordenação do então vice-presidente de Eventos José Roberto Fischborn e do subdiretor artístico Toni Sidi Pereira.
             As questões coreográficas, musicas e de indumentária contaram com a importante colaboração de Sandro Arruda, Tomás Savaris e Everton Cardoso.
             O evento nasceu para ser realizado na Serra. As duas primeiras edições, sob a presidência de Juarez Nunes, foram realizadas nos Pavilhões da Festa da Uva.
              Em 2016, foi realizado no interior de Caxias do Sul e em 2017 na cidade de Antônio Prado.

   BlogTemos que ouvir ambas as partes, sempre. Usar um microfone para defender uma só posição, fica desparelho. Então, estamos usando este espaço para equilibrar, bem como o programa Identidade Gaucha, da radio Quero-Quero. Tanto a vice-presidente de cultura, quanto a comissão de indumentária e a comissão do Fegadan, que saíram, terão estes espaços para explanar os motivos.

Nenhum comentário: