quarta-feira, 8 de junho de 2022

Conheça Eloir Júnior, Peão Farroupilha do RS


    O Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul é o jovem Eloir Wichinheski Júnior, 28 anos , natural de Ijuí, capital Nacional das Etnias, empresário, Graduado em Ciências e tecnologia de alimentos pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, e representa o Grupo de Folclore Chaleira Preta da 9ª RT.

- Conta um pouco da tua trajetória:

    Iniciei minha caminhada no tradicionalismo no ano de 2004, sempre no Chaleira Preta, dancei em invernadas Juvenil e Adulta, participando de diversos concursos, dentre eles Juvenart, Feggart e Enart. Participo também em modalidades individuais como Declamação e Danças Gaúchas de Salão, quase sempre envolvido em trabalhos na categoria mirim e juvenil. Durante estes anos fui diversas vezes peão da entidade e por três oportunidade Peão Farroupilha da 9ª RT”.

 - Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título? 

    A conquista do título é algo que ainda posso dizer que é uma sensação impar, a alegria pós uma longa caminhada de muitos obstáculos como a pandemia que nos impediu de realizar muitos trabalhos.

    Mas graças a Deus, com o apoio da minha família, amigos, entidade e região consegui alcançar este sonho para com toda certeza fazer um bom trabalho junto da minha gestão.

 - O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

Olha, sabemos que a correria é grande frente a todas as atividades que temos pela frente, mas como mencionei a cima tenho empresa no ramo da alimentação onde iniciei este trabalho no início da pandemia, onde tive diversos obstáculos junto com meus pais para manter a empresa em funcionamento, hoje tenho dois restaurantes, um centro de eventos e um Gastrobar, então nestes momentos acabo me dedicando a cuidar dos empreendimentos onde tenho o apoio de meus pais que estão sempre ao meu lado.

 - Quais os planos para a Gestão?

    Penso que como planos para este recomeço que estamos vivendo, devemos buscar reaproximar a nossa juventude, buscar as pessoas que com a pandemia por diversas causas se afastaram de suas entidades e mostrar para elas como elas eram felizes dentro do tradicionalismo antes de tudo isso acontecer e mostrar que todos estamos de braços abertos para receber a cada um.

Então assim buscando realizar atividades que possam aproximar os jovens.

Comida: Batata frita, strogonoff

Filme: comédia, suspense

Livro: Mais esperto que o diabo - Napoleon Hill

Hobby: Empreender


domingo, 5 de junho de 2022

Conheça a 1ª Prenda Mirim do RS – Katarine Dias


    A 1ª Prenda Mirim do Rio Grande do Sul é a menina KATARINE PERIPOLLI DIAS, 13 anos, cursando o 8º ano do ensino fundamental, faz parte do CTG clube Farroupilha, e é natural de Ijuí-9ªRegião Tradicionalista.

 - Fala sobre a tua trajetória

    Minha trajetória começou no ano de 2014, quando com apenas cinco anos de idade, e ainda sem ser alfabetizada, conquistei a faixa de 1ª Prenda Dente de Leite. Em 2015 fui 1ª Prenda Infantil; em 2016 fui a 2ª Prenda Mirim; em 2017 fui a 1ª Prenda Mirim, tendo a oportunidade de representar minha entidade na Ciranda Regional em 2018, onde fui a 2ª Prenda Mirim da Nona Região Tradicionalista. Em 2019 fui novamente a 1ª Prenda Mirim do CTG Clube Farroupilha, em 2021 fui 1ª Prenda Mirim da Nona Região Tradicionalista, e no ultimo dia 21 de maio conquistei o título de 1º Prenda Mirim do Estado do Rio Grande do Sul.

 - Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

    Sensação de dever cumprido, porque com a chegada da pandemia, a quarentena e o fechamento da escola e cancelamento de todos os eventos tudo era incertezas.

    Mas mesmo com a pandemia eu não deixei o brilho do movimento de apagar, pois desenvolvi dois projetos culturais virtuais, o “Brincando na Quarentena” onde semanalmente eu gravava vídeos ensinando  a confecção de um brinquedo tradicional gaúcho  e também o projeto Cantando Encantando onde que semanalmente eu ensinava uma antiga cantiga de roda. Esses dois projetos tiveram um grande alcance chegando até as crianças que pouco conheciam sobre a tradição gaúcha.

    Também durante a pandemia com o fechamento das escolas e o cancelamento da ciranda regional de prendas eu aproveitei todo o material coletado durante as minhas pesquisas e sobre o tema da Mostra Folclórica da 51ª Ciranda Cultural de Prendas para a Fase Regional: “Resgatando os Cânticos e Cantigas do Rio Grande do Sul e de seus povos formadores” surgiu a ideia de fazer uma coletânea. Então publiquei a obra “Coletânea de Antigas cantigas de Roda” A obra se trata de uma coletânea de 50 cantigas de roda que foram catalogadas por meio das entrevistas com familiares, integrantes do CTG Clube Farroupilha, indígenas e integrantes das casas étnicas: Italiana, Alemã, Portuguesa, Espanhola e Africana, formadoras do município de Ijuí-RS, que culminou em um compilado de 50 cantigas antigas que fazem parte das memórias dos povos colonizadores do nosso estado.

- O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

Gosto muito de ler 


Comida: Hambúrguer 

Filme: Harry Potter 

Livro: Percy jackson 

Hobby: ler


Conheça a Gestão 2022/2023 - 3º Guri Farroupilha do RS

    

    O 3º Guri Farroupilha do RS é Leonardo Aloísio Andreolla, de 17 anos, cursando o 3° ano do ensino médio na Escola Senhor dos Caminhos e representando o CTG Manoel Teixeira, da cidade de Tapejara, da 7ª RT.

 - Fala sobre a tua trajetória

Comecei no tradicionalismo com 4 anos de idade, muito incentivado pela minha família, que sempre foi muito tradicionalista e se não fosse por ela não teria chegado até onde cheguei. Primeiramente, comecei na parte artística, mas ao passar dos anos fui conhecendo os outros departamentos da minha entidade. Com 8 anos, concorri pela primeira vez como Piá Farroupilha da minha entidade. Aos 10 anos, conquistei o cargo de 3° Piá Farroupilha da 7 ª RT. Desde lá até aqui tive o apoio de pessoas que sem dúvidas me transformaram muito e me fizeram ser esta pessoa que me tornei. Trazer pela primeira vez um título estadual para a minha cidade é algo que me honra muito, principalmente em representar toda a juventude estadual e ser um exemplo a todos.

 - Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

Foi algo muito prazeroso para mim, porque além de eu ter passado por inúmeras dificuldades nos últimos meses, acredito que se não fosse pela minha família e pelo incentivo até o final que ela me deu, creio que eu não chegaria aonde eu cheguei, e por isso agradeço a eles por tudo que me fizeram.

 - O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

Quando eu não estou no tradicionalismo, eu gosto muito de estar com meus amigos, praticar atividades físicas, principalmente vôlei e futsal, e de estar com a minha família.

 - Quais os planos para a Gestão?

Acredito que essa gestão tem um papel enorme a ser cumprido durante esse ano, que é seguir o belo trabalho que a gestão candeeiro deixou para a gente. Também outro compromisso que eu acredito que temos é resgatar aqueles jovens, que por algum momento se perderam no meio tradicionalista, e mostrar para eles o grandioso valor que tem nossa cultura e divulgar ela cada vez mais.

Comida: Churrasco e maionese

Filme: Silverton: Cerco Fechado

Livro: Diário de um banana

Hobby: Jogar futsal com os amigos


sábado, 4 de junho de 2022

Conheça o 3º Peão Farroupilha do RS - Matheus Sachett


     O santa-mariense Matheus dos Santos Sacchett, 23 anos, acadêmico de educação física na UFSM, oriundo do CTG Sentinela da Querência é o 3º Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul.

- Fale de sua trajetória:

    Minha caminhada tradicionalista iniciou através da invernada artística do CTG Sentinela da Tradição, após algum tempo sentia muita vontade em representar minha entidade dentro do departamento cultural. Assim cheguei no ano de 2017 ao cargo de 2⁰ Peão Farroupilha da 13rt. Após este cargo estive sempre ligado ao meio cultural, decidindo em 2019 mais uma vez estar a frente como Peão farroupilha, e a partir disso chegando agora em 2022 ao cargo estadual.

- Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

    Vencer os obstáculos da pandemia foi o primeiro passo a todo movimento eu diria, o isolamento nos tirou da nossa rotina comum dentro de nossas entidades, fazendo assim com que muitos afastassem do movimento. Ao conseguir encontrar maneiras de estar compartilhando conhecimento mesmo de longe, percebi que ainda tínhamos esperança sim e que todo o movimento conseguiria passar por cima dessas dificuldades. O título foi apenas a cereja do bolo eu diria, pois apenas de estarmos mais uma vez reunidos para mais um entrevero cultural de peões, já era uma vitória e tanto.

- O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

    Em minhas horas vagas gosto muito de praticar esportes e estar com os amigos.

- Quais os planos para a Gestão?

    Meus planos para gestão é que possamos fortalecer cada vez mais o movimento, e sempre estar compartilhando conhecimento com todos, que possamos repassar a cada Peão e prenda que amanhã pode ser eles no nosso lugar e firmar a importância da juventude tradicionalista dentro do MTG


Comida: Churrasco de ovelha 

Filme: Harry Potter 

Livro: Harry Potter

Hobby: Esportes e jogos eletrônicos


sexta-feira, 3 de junho de 2022

Conheça o 2º Guri Farroupilha do RS – Mateus Cruz Rodrigues

    O 2º Guri Farroupilha do RS é o santa-mariense Mateus Cruz Rodrigues, 17 anos, cursando o segundo ano do ensino médio no colégio G10, oriundo do CTG Sentinela da Querência.

    Comecei no tradicionalismo organizado em 2016 quando entrei na invernada Mirim do CTG sentinela da Querência, onde fui muito bem recebido, e acabei me apaixonando por tudo aquilo, dancei um festmirim, um juvenart e estou atualmente na invernada adulta ansioso, para dançar um enart, ingressei no departamento cultural em 2019, a convite do CTG, acabei encontrando outra paixão, e no decorrer dos anos o que mais me marcou foram as amizades e conhecimentos que adquiri nessa caminhada, umas dessas paixões foi a parte campeira a qual tinha mais contato fora do movimento "na parte prática" e agora pretendo continuar participando das atividades desse departamento”.

- Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

Sem dúvidas o melhor do entrevero é ver a tua evolução desde o concurso interno, pois a preparação não é fácil e eu pessoalmente fui com o objetivo de dar o meu melhor sem pensar muito no título, e ver no final que tu fizeste um bom trabalho é uma sensação indescritível.

- O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

No meu tempo livre gosto de sair com meus amigos, ver séries e filmes, cozinhar, ir visitar meus parentes no interior.

- Quais os planos para a Gestão?

Espero que nossa gestão faça um bom trabalho! buscando resgatar as pessoas que se afastaram com a pandemia, visitar o máximo de regiões e cidades, participar e promover vários eventos e influenciar novos jovens a virem para o departamento cultural mantendo assim viva a chama do tradicionalismo

Comida: churrasco

Filme: difícil escolher só um... Django livre

Livro: As crônicas de gelo e fogo

Hobby: dançar, andar a cavalo, sair com os amigos...


Conheça a 2ª Prenda do RS - Dienifer Canabarro

    A portanense, Dienifer Canabarro, 23 anos, formanda em Gestão Financeira, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, faz parte da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande e é funcionária do Sicredi Pioneira, e é a 2ª Prenda do Rio grande do Sul.

 - Fala um pouco sobre a tua trajetória

    Minha caminhada tradicionalista iniciei no ano de 2008 no CTG Sentinela do Portão, na cidade de Portão, na invernada mirim. Logo no ano seguinte ingressei no departamento cultural como sua 1ª Prenda Mirim, e foi assim que me apaixonei por esse departamento.

    Representando o CTG Sentinela do Portão, conquistei os cargos de 1ª Prenda Juvenil 2011/2012 e 2013/14. Também representei essa entidade nos concursos regionais da 15ªRT, ocupando os cargos de 2ª Prenda Mirim 2010/2011, 3ª Prenda Juvenil 2012/2013 e 1ª Prenda Juvenil 2014/2015. Tive a oportunidade de participar da 45ª Ciranda Cultural de Prendas em sua fase estadual na cidade de Rio Grande, um momento muito importante e de muita gratidão nessa minha caminhada.

    Desde 2008 até 2014 participei das invernadas Mirim, juvenil e adulta do CTG Sentinela do Portão, e tive a oportunidade de participar de duas inter-regionais do ENART.

    No ano de 2015, ingressei a minha entidade a Octogenária Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, a qual represento com muito orgulho, ocupei os cargos de 1ª Prenda 2015/2016, 2017/2018, 2018/2019 e 2019/2021. Durante essa caminhada também tive a oportunidade de representar a 30ªRT como sua 2ª Prenda 2016/2017, e 1ª Prenda da 30ªRT 2021/2022.

    Além de ter participado de cursos de avaliadores da 30ªRT, CFOR básico e também a realizado diversos eventos na área cultural pela região.

 - Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

Chegar a ciranda estadual de prendas, após essa fase tão difícil, foi muito gratificante. Ter perto de mim todas as pessoas especiais e bem, tornou esse momento melhor ainda. E findar esse ciclo com o objetivo realizado é de uma felicidade enorme e com uma gratidão imensa por cada momento de felicidade e, também, as de tristeza.

 - O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

Quando não estou a serviço do movimento, estou trabalhando e estudando, pois estou me formando em Gestão Financeira. E, também, gosto de estar com meus amigos. 

 - Quais os planos para a Gestão?

Aproveitar esse momento para divulgar e apoiar nossa juventude nos quatro cantos do RS. Também realizar vários projetos para auxiliar a preservação da nossa cultura e tradição. E fazendo despertar nos tradicionalistas o amor e dedicação pelo departamento cultural, assim como eu tenho é que me foi apresentado desde o início da minha caminhada.

Comida: hambúrguer e pizza

Filme: “Mensageiro da paz”

Hobby: Viajar e estar com os amigos.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Vamos conhecer a 3ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul

    A veranense Laura Tedesco Bressan, de 18 anos, cursa o primeiro semestre da graduação em Jornalismo, na Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM-POA) é a atual 3ª Prenda Juvenil do RS. “Sou natural de Veranópolis e atualmente resido em Porto Alegre em função da faculdade. Represento o CTG Rincão da Roça Reúna, de Veranópolis, e a 11ª Região Tradicionalista, da Serra Gaúcha, povoada principalmente por imigrantes italianos, a qual tenho o maior carinho e orgulho de poder trazer comigo nessa jornada” – conta Laura.

- Laura, nos fale um pouco da tua trajetória.

    Ingressei no CTG Rincão da Roça Reúna no ano de 2016, inicialmente apenas dançando na invernada mirim. Algumas semanas depois fui convidada a participar da invernada de declamação da entidade, passando a declamar nos concursos em rodeios. Logo no ano seguinte, fui convidada a participar do concurso interno da entidade, conquistando o cargo de 2ª Prenda Juvenil do CTG Rincão da Roça Reúna, gestão 2017/2018. Neste ano, mesmo não participando da fase regional, quis participar dos eventos regionais e estaduais, conheci muitos lugares, fiz muitas amizades e tive diversas experiências enriquecedoras nesse período. Passado o ano de gestão, me dediquei mais ao departamento artístico, onde participei de diversos concursos nas modalidades de declamação e intérprete solista vocal. Retornei aos palcos das cirandas no ano de 2019, quando participei novamente do concurso interno da entidade, conquistando, então o título de 1ª Prenda Juvenil do CTG Rincão da Roça Reúna, gestão 2019/2021. A gestão da pandemia e a gestão com as incertezas do concurso regional. 

    Ainda ligada ao departamento artístico, no ano de 2019 participei do Festival Nacional de Declamadores, realizado em Abdon Batista/SC, conquistando o 3º lugar na modalidade declamação juvenil. Em fevereiro de 2020, tive a alegria de participar da copa do mundo dos rodeios, o Rodeio Internacional de Vacaria, conquistando o 3º lugar na mesma modalidade. Com a chegada da pandemia, muitos planos mudaram. Em setembro de 2021, então, participei da 51ª Ciranda Cultural de Prendas em sua fase regional, conquistando o título de 1ª Prenda Juvenil da 11ª Região Tradicionalista, gestão 2021/2022, um verdadeiro sonho. Já feliz e grata pela trajetória até então, no mês de maio de 2022 mais uma nova experiência: a primeira Ciranda Cultural de Prendas em sua fase estadual. Muitas dúvidas, inseguranças - pela curta trajetória no palco das cirandas - e bastante dedicação, que culminaram no título de 3ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul.

- Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós pandemia, e chegar ao título?

    Uma sensação de dever cumprido. Alguns meses de preparo a menos do que normalmente, muitas atividades e mudanças na vida pessoal e o sonho e expectativa de uma família, de uma entidade, de uma cidade, e de uma região inteira. Um período desconfortante como a pandemia foi vivenciado por todos nós, e superá-lo foi desafiador, mas, ao mesmo tempo, recompensador. Agradeço com felicidade a oportunidade de ser representante de juventude tradicionalista, e ainda mais de poder trazer novamente um título de prenda juvenil do Rio Grande do Sul à 11ª RT pelo terceiro ano consecutivo. Sinto-me grata por chegar aqui, com tanto apoio e suporte dos meus, que hoje também celebram essa conquista. 

- O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

    Atualmente minha dedicação está bastante voltada à faculdade, com o curso que tanto idealizei desde o início do meu ensino médio. Já tive experiências profissionais na área do Jornalismo que me deram mais certeza para a carreira que planejava seguir, então busco aproveitar ao máximo as experiências que a universidade tem me proporcionado. Além disso, também dedico tempo ao trabalho de artes que desenvolvo junto com minha mãe, Marirosa, por meio do Atêlie Aura (@atelie.aura__).

- Quais os planos para a Gestão?

    Aproveitar cada momento sabendo que esse ciclo é finito, e a finitude das coisas as torna ainda mais especial. Gostaria de estar próxima das regiões, com o objetivo de conhecer de perto a juventude tradicionalista, a qual hoje sou representante. Estar próxima para auxiliá-los e fazê-los abraçar ainda mais nosso Movimento, especialmente nesse período de retomada dos eventos tradicionalistas presenciais, fortalecendo os laços entre o MTG e os tradicionalistas das entidades e das regiões, por meio de projetos e ações da gestão desenvolvidas em conjunto com eles. 

Comida - Xis 

Filme - De Repente 30

Livro - A Cidade do Sol

Hobby - Fazer artes e assistir novelas

Tese: "Reflexões necessárias - A ideologia do Tradicionalismo Gaúcho"


 Tese aprovada no 65º Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado de 13 a 15 de janeiro de 2017 no CTG Laço Velho, em Bento Gonçalves 

REFLEXÕES NECESSÁRIAS -  IDEOLOGIA DO TRADICIONALISMO GAÚCHO

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 

    O Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG tem suas origens remotas ainda no século XIX. As primeiras iniciativas não alcançaram abrangência significativa e nem se consolidaram como um “movimento” coordenado e com objetivos tão claros e definidos que pudessem criar raízes sólidas no meio social. Desse período destacamos a criação do Grêmio Gaúcho de Porto Alegre, criado em 1898 sob a liderança de João Cezimbra Jacques, o Patrono do Tradicionalismo Gaúcho.

    Em meados do século XX, a partir da reação à invasão cultural, especialmente norte-americana, um grupo de jovens interioranos vivendo em Porto Alegre, cria uma agremiação denominada 35 Centro de Tradições Gaúchas que estabelece novo e definitivo padrão para as iniciativas tradicionalistas. A definição clara dos objetivos e a nomenclatura específica e inovadora dão ao 35 CTG a condição de pioneirismo, mesmo que outras entidades tenham sido criadas antes.

    A partir de 1948 surgem os CTGs, em todos os cantos do estado e em vários locais do Brasil, invariavelmente organizados à imagem e semelhança do “Pioneiro”.

    Graças ao trabalho incansável dos fundadores, daquilo que podemos chamar de “tradicionalismo moderno”, surgiram os congressos tradicionalistas que proporcionaram o exaustivo debate e posterior fixação dos objetivos gerais, das metas a serem alcançadas, dos princípios norteadores, dos valores a serem preservados e da estrutura ideal para consolidação e perpetuação de tudo isso.

    É dos congressos que emergem documentos tidos como fundamentais e indispensáveis ao MTG: as “teses” que fazem reflexão sobre o sentido, o valor, o alcance social ou as razões do tradicionalismo, tais como “O sentido e o valor do tradicionalismo” de 1954 e “O sentido e o alcance social do tradicionalismo” apresentado em partes, nos anos de 1995 a 2004; a “Carta de Princípios”, que define os objetivos e estabelece parâmetros e limites do Movimento; e os “planos” que tiveram a finalidade de reorientar, revitalizar e fixar posição do Movimento Tradicionalista, tais como o “Plano Vaqueano” de Hugo Ramirez em 1969 e o “Plano de Ação social” de Onésimo Carneiro Duarte em 1983.

    Constatamos que o tradicionalismo gaúcho, ao longo de sua história, soube discutir as questões vitais para a sua preservação e fortalecimento. Ele sempre soube encontrar caminhos que conduzissem os tradicionalistas e as entidades em torno das quais esses se reúnem, para caminhos seguros. Utilizando uma linguagem atualmente muito empregada no meio empresarial, podemos dizer que o Movimento soube “reinventar-se”.

    É claro que as ações de “reinvenção” ou de “reengenharia” sempre foram mecanismos utilizados para melhorar ou para recompor o seu corpo organizacional. É isso que estamos propondo neste momento.

    Sabemos que as instituições evoluem e que ao longo dos anos são assimiladas novas tecnologias e novas formas de relacionamento. Esse evoluir é da essência das instituições. É o próprio movimento. Também sabemos que é impossível retornar ao ponto de partida ou de refazer o caminho trilhado. Os acertos e os erros da trajetória institucional estão lá, são intocáveis e devem servir somente como referência para que, se faça melhor. Portanto não há como retroceder.

    No entanto, detectados problemas ou imperfeições, podemos resgatar do passado aspectos importantes e fundamentais que eventualmente se tenham perdido ou desgastado. O importante, para poder agir bem, é analisar o cenário atual e verificar a necessidade, ou não, de implementação de mudanças ou de resgate de aspectos fundamentais.

OS FUNDAMENTOS DO MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO 

    O sentido do tradicionalismo e o seu valor foram definidos por Barbosa Lessa na tese aprovada durante o 1º Congresso Tradicionalista realizado em Santa Maria, no inverno de 1954.

    Os objetivos do tradicionalismo gaúcho estão insculpidos na Carta de Princípios, elaborada por Glaucus Saraiva e aprovada no 8º Congresso Tradicionalista realizado em Taquara no ano de 1961.

    Os objetivos do MTG, como federação, foram definidos no 12º Congresso Tradicionalista realizado em outubro de 1966, na cidade de Tramandaí, no estatuto apresentado por Hugo da Cunha Alves, oportunidade em que o MTG foi criado.

    As características do MTG foram definidas, também, no 12º Congresso, por proposta de Hermes Ferreira e constam no Brasão de Armas, são elas: social, nativista, cívica, cultural, literária, artística e folclórica.

    Os valores básicos da tradição gaúcha foram didaticamente apresentados por Jarbas Lima no 40º Congresso Tradicionalista, realizado no verão de 1995, em Dom Pedrito e são eles: espírito associativo, nativismo, respeito à palavra dada, defesa da honra, coragem, cavalheirismo, conduta ética, amor à liberdade, sentimento de igualdade, politização, e o senso de modernidade.

    As crenças que caracterizam o tradicionalismo são encontradas nas obras de Paixão Cortes, Barbosa Lessa, Manoelito de Ornelas, Glaucus Saraiva, nas letras de músicas regionais, nas palestras e pregações de inúmeros tradicionalistas e, sem querer esgotar o tema, podemos enumerar: a família como célula indispensável, a convivência das gerações como garantia do fazer da tradição, o respeito em relação ao outro como garantia da sociabilidade, a confiança como elemento de tranquilidade psicológica, o trabalho em mutirão como argamassa de construção do ambiente associativo, a força do grupo local que atende, no indivíduo, o sentimento de pertencimento.

    Os princípios do tradicionalismo gaúcho são vários e dificilmente poderão ser estabelecidos de forma definitiva, mas analisando todos os documentos já citados e outros mais aprovados em Congressos ou apresentados em obras como o Nativismo de Barbosa Lessa, Curso de Tradicionalismo de Antonio Augusto Fagundes, Manual do Tradicionalista de Glaucus Saraiva, ABC do Tradicionalismo de Salvador Lamberti, entre tantas outras. Para fins desse documento e atendendo ao que ele se propõe, selecionamos três princípios para que sirvam de base ao “Plano de recomposição ideológica”: a simplicidade, a tradicionalidade e o voluntariado.


SIMPLICIDADE 

    Os dicionários definem como simples aquilo que não é dotado de artifícios, extravagâncias ou excessos.

    Todos os historiadores, pesquisadores e romancistas que escreveram sobre o gaúcho, partiram do conceito de que se trata de um tipo humano simples, não afeito ao luxo, não disposto ao uso de artifícios, direto, autêntico, original. No vestir, no portar-se, no falar, nas condições de moradia, nas exigências de conforto, o gaúcho é um tipo humano simples. Não rebuscado.

    O traje é simples, tanto para o homem como para a mulher. Até o estancieiro ou o charqueador, gaúchos da classe socialmente mais elevada, guardam a simplicidade no vestir, sem exageros. Aqui não encontramos o uso de penas nos chapéus ou de maquiagens nos homens.

    O galpão, seus móveis e instrumentos são sempre simples e funcionais. Não há que se confundir simplicidade no vestir e na morada com desleixo ou falta de asseio.

    As danças tradicionais pesquisadas e adotadas pelo MTG são simples, tanto na elaboração coreográfica quanto na composição musical. Os próprios instrumentos musicais, sempre importados, são simples, com destaque para a viola ou violão e a gaita (acordeão).


TRADICIONALIDADE 

    É qualidade ou condição do que é tradicional. Tradicional, por sua vez é tudo aquilo que decorre de costumes praticados antigamente e que se relacionam com uma determinada cultura ou história de uma comunidade. O tradicional pode ser manifestado em diversas expressões artísticas que explicam o cotidiano de uma maneira enraizada na história de um povo.

    A tradicionalidade é determinada pelo fazer da tradição, ou seja, pela transferência de princípios, crenças, valores, usos, costumes e fazeres de uma geração para outra. Não há tradicionalidade naquilo que for fruto da inovação, da invenção de hoje ou da vontade individual de quem está realizando ou construindo alguma coisa.

    Quando tratamos de coisas tradicionais estamos nos referindo à cultura e ao folclore de uma sociedade, no caso, da sociedade gauchesca. Isso vale para a forma de utilizar o laço, de encilhar o cavalo, de vestir-se à moda do gaúcho, de executar uma dança tradicional ou de criação e execução musical.


VOLUNTARIADO

    As nações unidas definem o voluntário como: “o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diferentes formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos...”

    No conceito de voluntariado dois elementos são fundamentais: o cunho pessoal ou escolha individual e a doação de tempo e de esforço para responder a uma inquietação ou a uma convicção levada à prática.

    De uma foram geral as entidades sem fins lucrativos, como são todos os CTGs, as RTs e o próprio MTG, se baseiam no voluntariado. As pessoas, livre e espontaneamente, se associam e, a partir daí, dedicam tempo, esforço, inteligência e mesmo recursos financeiros pessoais para que aquela entidade atinja os seus objetivos. Estatutariamente é vedado remunerar ou distribuir lucros entre associados e dirigentes dos CTGs. O que pode haver é o ressarcimento de despesas pessoais quando isso se impõe para que os objetivos sejam atingidos.

    Até aproximadamente vinte anos atrás cada CTG tinha seu grupo musical e o seu instrutor exclusivo. As despesas para manutenção dessas atividades eram aquelas necessárias para o pagamento de custos referente à alimentação e transporte ou para a frequência de algum curso de aprimoramento ou, ainda, para o concerto ou afinação dos instrumentos musicais que, eventualmente pertenciam ao próprio CTG.

    O voluntariado no tradicionalismo gaúcho ainda está muito presente. Os dirigentes de CTGs, das Regiões Tradicionalistas e do MTG não são e não podem ser remunerados. Quando a entidade apresenta um quadro de disponibilidade, há o ressarcimento de despesas o que é plenamente justificável.

    Os associados de entidades tradicionalistas, de uma forma geral, são voluntários, sejam eles concorrentes em eventos ou simplesmente apoiadores. Veja-se como ocorre com laçadores, integrantes dos departamentos de esportes campeiros, dançarinos, prendas e peões de faixa e crachá. Mas no quadro atual temos duas atividades que a maioria dos CTGs remunera: instrutores de danças tradicionais e membros dos grupos musicais.

     No caso de avaliadores da área artística e juízes da área campeira, há o consenso de que deva haver o pagamento de despesas. Em várias situações, especialmente quando são oferecidos valores financeiros como premiação, parece razoável que avaliadores e juízes sejam remunerados através de cachê previamente definido.

    As entidades sem fins lucrativos podem ter em seus quadros, um corpo de funcionários para atender as suas necessidades estruturais. Há casos em que gaiteiros ou mesmo instrutores de danças são funcionários com direitos e deveres definidos nas leis trabalhistas. Essa prática, mesmo que não recomendada para entidades como os CTGs que existem para oferecer oportunidade de convívio entre gerações e de perpetuação das tradições, é compreensível.

    No Brasil há uma lei federal que regulamenta o serviço de voluntariado (Lei 9.608 de 18 de fevereiro de 1998). Essa lei diz: “considera-se serviço voluntário, para fins da lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social ...”

    A mesma lei, no artigo 3º, diz que “o prestador de serviço voluntário poderá ser ressarcido pelas despesas que comprovadamente realizar no desempenho de suas atividades voluntárias”.


O MOMENTO ATUAL DO MTG

    O Movimento obteve um grande crescimento quantitativo em número de entidades tradicionalistas (CTGs). Temos no Rio Grande do Sul, aproximadamente 1700 entidades filiadas.

    Ao longo dos últimos 50 anos (durante o período da existência da “federação”) foram criados vários eventos competitivos nos quais os filiados participam, são avaliados e recebem premiação segundo seu desempenho.

    Nesta análise queremos destacar os eventos em que as competições são principalmente entre entidades e eventualmente entre Regiões Tradicionalistas: os rodeios, a Festa Campeira do Rio Grande do Sul - FECARS, o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha – ENART e o Festival Gaúcho de Danças – FEGADAN.

    Para atender a questão de avaliação, foram criados os quadros de “avaliadores oficiais” do MTG, tanto na área artística quanto na área campeira. Aos poucos as entidades promotoras de rodeios se adequaram e passaram a utilizar esses tradicionalistas para a tarefa de avaliação com o objetivo de que erros ou enganos fossem minimizados. A ideia é de que os avaliadores credenciados pelo MTG estariam melhor preparados e seriam mais confiáveis.

    Na área campeira, a avaliação é muito mais objetiva do que na área artística, especialmente nas provas do tiro de laço, o que “teoricamente” gera menos problemas. Alem disso a adoção do sistema de “armada cerrada” praticamente elimina as dúvidas, ficando as questões polêmicas na área do cumprimento das normas relativas à encilha dos animais e à indumentária dos competidores.

    Nas atividades competitivas artísticas o problema da avaliação é mais delicado e preocupante. Nesse campo há uma grande quantidade de pontos cuja avaliação é fundamentalmente subjetiva, ou seja, cada avaliador pode ter um entendimento diferente ou uma postura individual mais ou menos rigorosa, o que gera discrepâncias e, eventualmente, resultados sujeitos a questionamentos. Isso vale para as provas individuais, especialmente a declamação e a interpretação musical, e para as provas coletivas como as danças tradicionais. Aliás, é nas danças tradicionais que se concentram os maiores problemas de avaliação, ou então, os problemas mais notáveis.

    Para a área da avaliação das danças tradicionais, notadamente quando a avaliação segue o padrão do ENART, foram criadas planilhas de avaliação com detalhamento extensivo, com padrões de “descontos” muito complexos e compreensíveis somente para os “iniciados”. O “tradicionalista comum” não entende as planilhas de avaliação das danças tradicionais. Supõe–se que a criação dessas planilhas se destinou a minimizar erros ou a padronizar avaliações. De alguma forma foi o caminho escolhido para que o “subjetivismo” fosse reduzido a uma questão insignificante, o que não significa que o objetivo tenha sido alcançado, aliás, a sensação é a de que realmente não resolveu a questão.

    Na área musical, temos claramente duas situações que se criaram com o passar do tempo e com o rigor técnico aplicado pelos avaliadores: perdeu-se o jeito “antigo” de cantar e de tocar (falamos do jeito que predominou durante os 40 primeiros anos do tradicionalismo); eliminaram-se os músicos amadores de dentro dos CTGs, especialmente aqueles que tocavam e cantavam para a execução das danças tradicionais. O rigor aplicado na avaliação afastou definitivamente os gaiteiros e violeiros que “tocam de ouvido” ou que fazem isso de forma amadora e voluntária.

    Para atrair mais participantes e para chamar à atenção do público, os rodeios passaram a oferecer premiações “em dinheiro”, cada vez maiores. Hoje os rodeios são avaliados, quanto à sua importância, conforme o valor oferecido aos vencedores. Essa é uma verdade absoluta para a área campeira e uma verdade relativa para a área artística das danças tradicionais.

    Na área das danças tradicionais, a importância do rodeio é calculada pelos prêmios oferecidos aos vencedores, mas também se aquele rodeio serve de parâmetro de avaliação para o ENART. Ou seja, as entidades tradicionalistas utilizam os rodeios e a avaliação da “comissão do MTG” para definir um plano de trabalho com vistas a ganhar o ENART a partir daquilo que os avaliadores, daquele ano, definem que “é o certo”, nos diversos quesitos de “correção”, “interpretação” e “harmonia”, além da música, é claro.

    Outras duas questões importantes nesse cenário são: a indumentária a ser utilizada, especialmente no ENART, e a montagem das coreografias de “entrada” e “saída” para os grupos de danças tradicionais.

    A questão de indumentária passa por dois momentos: primeiro a “necessidade” de impressionar o público e os avaliadores com uma vestimenta nova e cada vez mais “rica”; segundo a avaliação feita pela “comissão do MTG” que procura manter intactos determinados padrões históricos e tradicionais. Talvez essa ação do MTG seja a única que não implique aumentar os gastos dos CTGs, antes pelo contrário, procura eliminar “invenções” que sabidamente encarecem as vestimentas.

    No quesito coreografias de “entrada” e “saída”, criou-se uma sistemática que funciona como mobilização interna dos próprios grupos de danças à medida que é a novidade anual que cativa os jovens dançarinos; e uma necessidade externa de impressionar positivamente o público que assiste e os próprios jurados, a mediada que os espetáculos são verdadeiras maravilhas teatrais.

    Para atender à exigência cada vez mais alta da avaliação e o nível cada vez mais técnico exigido, assim como para alcançar os ditames da “comissão do MTG” para aquele momento, as entidades tradicionalistas que desejam participar do ENART, seja na força A ou B, se “obrigam” a adoção das seguintes medidas:

    Dispor de músicos profissionais, ou com desempenho profissional, e que além de tocar e cantar, também sejam “empolgantes” e possam “contaminar” tanto os dançarinos quanto os avaliadores;

    Possuir instrutores que tenham grande capacidade de mobilização, sejam conhecedores profundos do regulamento e dominem completamente o “livro das danças tradicionais”. Também se constata que esse instrutor deve ser “conhecido”, “ter nome” e, com estes pré-requisitos impor respeito junto aos avaliadores.

    Utilizar “coreógrafos” especializados (profissionais) na montagem e treinamento para as “entradas” e “saídas”.

    Mais recentemente, algumas entidades, têm se valido de serviços de nutricionistas, psicólogos, professores de educação física, professores de balé, etc. 

    As consequências naturais dessas medidas adotadas pelas entidades tradicionalistas são:

    Gastos que vão muito além do que a entidade normalmente tem capacidade de arcar. Isso obriga a que os valores cobrados dos próprios dançarinos ou que a realização de promoções específicas para arrecadação de fundos sejam uma prática permanente;

    O afastamento de voluntários da própria entidade que até vinte anos atrás eram comuns, seja como músicos, seja como instrutores; todos são pagos, exceto os dançarinos que são os únicos voluntários de verdade;

    O afastamento de associados que não possuem capacidade financeira para arcar com os custos de manutenção de grupos de danças para atender aquelas “exigências” do ENART e dos grandes rodeios;

    Afastamento dos associados que se envolvem trabalhando em eventos para angariar fundos, visando realizar melhorias físicas da entidade ou cobrir despesas de outros setores da entidade e, ao final, constatam que os lucros obtidos acabam sendo canalizados para pagamentos dos especialistas contratados;

    A busca permanente e quase que exclusiva da premiação oferecida em rodeios para abater o valor gasto com musicais, instrutores, coreógrafos, indumentária e tudo o mais. Aquela participação pelo prazer, pela confraternização, pela tradição, praticamente desapareceu dos rodeios. 

    Como consequência paralela a tudo isso, podemos destacar os seguintes itens que nos parecem importantes e merecem atenção de todos nós:

    A redução da quantidade de participação das modalidades individuais nos eventos artísticos, em função da supervalorização dos grupos de danças e do quanto é investido neles;

    A categorização das entidades e dos grupos de danças que, por mais que seja negada por instrutores e avaliadores, é uma realidade percebida e sabida de todos nós. È real a classificação de “grupo dos grandes”, “grupo dos médios”, o “grupo dos ruins”, e assim por diante. Essa talvez seja a consequência mais danosa e mais destrutiva para o Movimento, seus objetivos e seu futuro;

    O domínio dos instrutores dentro dos CTGs é uma realidade. É frequente ouvirmos: “lá quem manda é o instrutor” ou “o instrutor manda mais que o patrão”. As patronagens dos CTGs são de tais formas pressionadas para atender às “necessidades do ENART”, que acabam cedendo poder, espaço gerencial, comando e destino aos instrutores e dançarinos dos grupos adultos;

    Cada vez menos entidades mantêm grupos de danças adultos, especialmente no interior do estado ou nas cidades menores. Elas não conseguem fazer frente aos grandes centros e ao poderio econômico de algumas entidades que possuem melhor estrutura ou que, pela sua história, são destaque. Essa questão leva a que determinadas entidades possuam gente sobrando para os seus grupos de danças, enquanto outras sequer consigam o mínimo para poder participar.

    Existem algumas questões que, talvez, não tenham relação única com isso tudo, mas que certamente também sofrem influencia desse modelo que criamos na área artística. Sim, porque na área campeira a situação é diferente, senão vejamos: 

    Na área campeira um dos problemas mais agudos e que tem gerado muitos debates, algumas desavenças e certo desânimo por parte dos dirigentes mais preocupados com a preservação da tradicionalidade, é o uso de peças de indumentária em desacordo com a tradição, especialmente a bombacha e o lenço, alem do uso de peças da encilha dos animais que não guardam relação com a tradição e com a história do gaúcho. 

    Na área artística não há contestação com relação à bombacha, o lenço e outras peças da indumentária. O que se verifica aqui é o não uso da indumentária. Especialmente os grupos de danças, somente estão pilchados no momento da apresentação. Os jovens, de todas as categorias (mirim, juvenil e adulta), descem do tablado e correm para o ônibus ou para o alojamento e trocam de roupa, abandonando a indumentária. Chegamos ao ponto de ficar na dúvida se determinado evento tem cunho tradicionalista ou não, tamanha a falta de pessoas pilchadas. 

    Ainda na área artística, praticamente foram eliminados os acampamentos. Não há mais convivência tradicionalista. O interesse é exclusivamente o de dançar, ganhar o concurso e receber o prêmio. Essa questão é tão impactante que o Congresso Tradicionalista de Uruguaiana, de janeiro de 2015, decidiu impor restrições à participação de grupos de danças em vários rodeios no mesmo final de semana.


A QUESTÃO DO AMADORISMO 

    No documento que anualmente o presidente do MTG assina transferindo a sede do MTG para a cidade de Santa Cruz do Sul, onde se realiza a final do ENART, diz: “por tratar-se de evento amador, consoante aos princípios e filosofia do Movimento Tradicionalista Gaúcho...” 

    Discutimos várias vezes a respeito do que seria o amadorismo no caso do Movimento Tradicionalista e chegamos a criar uma definição com relação aos músicos. O regulamento do ENART diz: 

Art. 5º - Participarão dos concursos do ENART, individual ou coletivamente, apenas artistas amadores. 

§ 1º - São considerados amadores, para efeitos de participação no ENART, os candidatos que, eventualmente, tenham participado como integrantes de grupos que se apresentam mediante remuneração e/ou participação de gravações fonográficas, individuais ou coletivamente, observando-se o prescrito no artigo 3º, e seus incisos."

    O conceito universal de “amador” é de alguém que exerce determinada atividade por puro gosto, sem remuneração. Ou alguém que exerce determinada atividade sem a pretensão de atuar profissionalmente ou “viver” daquilo. 

    Pois temos que reconhecer distorções nos nossos conceitos e ideologia: nem todos os que participam do Movimento o fazem de forma amadora. Há determinadas atividades que se prestam ao profissionalismo. Há notícias de que existem narradores de rodeios, gaiteiros e violeiros que atendem aos CTGs, Instrutores de danças tradicionais e até alguns laçadores, que vivem exclusivamente dessas atividades, ou seja, atuam de forma profissional. 

    Especificamente com relação ao ENART, os dirigentes do Movimento não cansam de afirmar que o evento é “o maior evento artístico-cultural amador das Américas”. Será verdade, no que concerne ao “amador”? 

    Essa situação é fruto do caminho que escolhemos e de algumas premissas que esquecemos pelo caminho ao longo destes quase 70 anos de tradicionalismo gaúcho no Brasil. 


MECANISMO DISPONÍVEL PARA ALTERAÇÃO DO “STATUS QUO” 

    O MTG é uma entidade organizada como uma federação de CTGs (entidades tradicionalistas) juridicamente constituídas e, portanto, com vida administrativa, jurídica e associativa própria e independente. 

    Enquanto federação (associação), o MTG se divide em Regiões Tradicionalistas que também possuem personalidade jurídica própria, mas diferentemente dos CTG que são os filiados, aquelas são espaços de desconcentração territorial, com atividade administrativa e associativa vinculadas à administração central. 

    A administração do Movimento possui características muito próprias e que tem semelhança ao sistema parlamentarista de governo, uma vez que os associados (filiados) elegem dois conselhos para administração estadual: O Conselho Diretor, composto de 33 membros titulares e 16 suplentes e uma Junta Fiscal com três titulares e três suplentes. Esses conselhos reunidos escolhem o presidente e os vice-presidentes. O Presidente do Conselho Diretor é também denominado como Presidente do MTG. 

    As instâncias normativas e definidoras dos objetivos, metas, regras estatutárias e regulamentares e que determinam o funcionamento geral da federação, são: o Congresso Tradicionalista como instância superior e a Convenção Tradicionalista na condição de instância inferior. O Conselho Diretor somente legisla de forma suplementar e “ad referendum” da Convenção. 

    Isto posto, verificamos que as grandes mudanças somente podem ser definidas no Congresso Tradicionalista, ficando as demais instâncias subordinadas às decisões daquele, cabendo-lhes a regulamentação e a implementação do que a instância maior definir. 

    O Congresso Tradicionalista equivale à assembleia geral. É integrado pelos representantes das entidades filiadas e funciona com absoluta independência e autonomia, tanto que o seu presidente, vice-presidente, relator e secretário são definidos pelo próprio, na sessão de instalação. 

    É por esta razão que trouxemos para análise, avaliação e debate deste Congresso Tradicionalista, realizado no ano em que iniciamos o segundo cinquentenário do Movimento, estas reflexões que denominamos “reflexões necessárias - ideologia do tradicionalismo gaúcho”. 

    Reafirmamos que nossa proposta tem objetivo de trazer à tona, ou fazer brilhar, princípios e valores que foram alicerce da estruturação do Movimento, não é retorno ao passado, mas projeção de futuro. 

    A partir dessas reflexões, os tradicionalistas, especialmente seus líderes, poderão propor medidas que possam nos manter fortes, unidos e focados nos objetivos definidos pela Carta de Princípios e consolidados nos estatutos sociais. 


Bento Gonçalves, janeiro de 2017
65º Congresso Tradicionalista Gaúcho. 
MANOELITO CARLOS SAVARIS 
CONSELHEIRO VAQUEANO DO MTG-RS

Acendimento da Chama Crioula oficial do RS 2022

 




Conheça o Guri Farroupilha do Rio Grande do Sul – Djônathan Streit

    Natural de Ibirubá, Djônathan Júlio Ubessi Streit, 16 anos, produtor rural, é o 1° Guri Farroupilha do Rio Grande do Sul, oriundo do CTG Rancho dos Tropeiros.

    Iniciei no tradicionalismo por influência da minha irmã, Dayala. Com 2 anos de idade ingressei na invernada micuim do meu CTG. Aos 3 anos ganhei meu primeiro crachá de Piazito do CTG Rancho dos Tropeiros. Já fui 2° Piá Farroupilha da 9°RT, e hoje estou no 10° crachá, como Guri Farroupilha do Rio Grande do Sul. Sempre tive contato com os cavalos, e por isso, com 4 anos comecei a participar de cavalgadas e buscas da Chama com meu pai” - conta.

    Ao longo dos anos foi adquirindo vivências e conhecimento acerca da cultura gaúcha e na semana das inscrições do concurso regional decidiu participar. “Conquistei o título de 1° Guri Farroupilha da 9°RT através de uma prova escrita. A preparação para o concurso estadual ocorreu em pouco mais de um mês, com muito estudo e ensaio durante as madrugadas. Tive o apoio de várias pessoas, especialmente da minha irmã, Dayala, e da lendária 9ªRT” - conclui. 

- Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

    É muito gratificante escutar o nome sendo chamado como representante do Rio Grande do Sul, pois dá certeza de que toda a trajetória valeu a pena. Mas mais feliz é a sensação de orgulho e tranquilidade após as provas realizadas.

- O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado? 

    Quando não estou envolvido com o tradicionalismo estou focado no serviço, buscando aprender e fazer o melhor que posso nas plantações e no gado.

- Quais os planos para a Gestão? 

    Durante a gestão, pretendo continuar fazendo o que sempre fiz. Divulgando o tradicionalismo e mostrando a importância da vivência que ele nos possibilita.

Comida: Churrasco

Hobby: Lidar com os animais.

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Conheça o Piá Farroupilha do RS - Guilherme Mergener da Silveira

     Natural de Igrejinha, mas residente em Parobé, Guilherme Mergener da Silveira, 13 anos, cursando o 8° ano do Ensino Fundamental II, no Colégio Santa Teresinha é o Piá Farroupilha do Rio Grande do Sul. 

    “Iniciei minha vida Tradicionalista, por influência de minha mãe, aos 4 anos de idade, ou seja, quase uma década dedicada ao tradicionalismo e tenho muito orgulho disso! Comecei dançando na invernada iniciante, e aos 7 anos passei para Mirim. Nesse meio tempo, concorri várias vezes nas categorias de incentivo. Hoje danço na invernada juvenil do CTG Sangue Nativo, minha entidade mãe, onde cresci e me criei” - lembra.

    “Minha preparação para chegar até aqui, vem desde 2019, quando participei do concurso interno. Estava nos preparativos para o regional, quando surgiu a pandemia e parou tudo. Aí em setembro de 2021, realizou-se o regional apenas em uma prova escrita, onde conquistei o cargo de 1° Piá Farroupilha da 22ªRT” - Afirma. A partir dali, focou em abril de 2022, estudando sempre, e indo atrás de conhecimento, para poder realizar o seu sonho.

- Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

Me sinto muito honrado com este título inédito para minha Região, pois nunca um Peão, um Guri, ou um Piá Farroupilha havia entrado para uma Gestão Estadual, e eu só consegui, pelo apoio de minha família e de meus amigos.

- O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

Gosto muito de estar com minha família, andar à cavalo, laçar, lidar com animais, tomar um mate...

- Quais os planos para a Gestão?

Nesta gestão, tenho como objetivo aproveitar ao máximo, conhecer novas cidades, fazer muitas amizades, resgatar pessoas que estão afastadas do tradicionalismo e trazer mais pessoas para o meio Tradicionalista, e conhecer o máximo de regiões possíveis.

Comida: Churrasco;

Filme: "Sempre ao seu lado";

Livro: "Marley e Eu";

Hobby: Laçar;


Conheça o 2ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul - Carolina Gehres Moraes

     A porto-alegrense Carolina Gehres Moraes, 17 anos, cursando o 3º ano do Ensino Médio, no Colégio Universitário Teresópolis, é a atual 2ª prenda Juvenil do RS. Representa o CTG Aldeia dos Anjos e a cidade de Gravataí.

    Comecei no tradicionalismo logo que nasci, pois minha mãe já havia sido prenda e meus pais se conheceram no CTG. Participei da 1ª vez de uma Ciranda Cultural de Prendas em 2008, com 3 anos, quando conquistei minha 1ª faixa, de Bonequinha do 35 CTG. Nessa época dançava na Escolinha da entidade. Em 2012, com 7 anos, fui 2ª Prenda Mirim do 35 CTG e ingressei na Invernada Mirim” – lembra Carol.

    Em 2014, passou a integrar o grupo Mirim do CTG Tiarayú, tornando-se 1ª Prenda desta categoria na entidade, concorrendo no ano seguinte na Ciranda Cultural de Prendas Regional, onde conquistou o título de 1ª Prenda Mirim da 1ª RT.

    Em 2017, me tornei 1ª Prenda Juvenil da entidade, com apenas 13 anos, junto com meu irmão Henrique que se tornou Piá Farroupilha. Então em 2018, participamos do Concurso Regional, foi uma Ciranda de muita superação e amadurecimento, pois era a mais nova das concorrentes e fiquei em 2º lugar” - conta.

Como foi esse período entre 2018 até o estadual de 2022?

    Em 2019, fui recebida com muito carinho no CTG Aldeia dos Anjos e me tornei 1ª Prenda Juvenil. Até que chegou a pandemia e todos nós tivemos que adiar nossos sonhos. Então em 2021, participei da Ciranda Regional e me tornei 1ª Prenda Juvenil da 1ª Região Tradicionalista, faixa essa muito batalhada, para que eu pudesse realizar meu sonho de participar novamente da Ciranda Estadual. Assim, em 2022, pude ver meus sonhos se tornarem realidade na madrugada do dia 22 de maio enquanto ouvia meu nome sendo chamado como 2ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul, na 51ª Ciranda Cultural de Prendas. Participar dessa Ciranda, com certeza foi umas das mais lindas experiências que já vivi, pude reencontrar amigos, fazer novas amizades, me divertir e acima de tudo realizar esse sonho junto com pessoas tão especiais que nunca deixaram de me apoiar.

 - Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título?

    Foi uma sensação de dever cumprido, de sonho realizado, depois de um período de tantas incertezas, "será que vai ter Ciranda? Será que vale a pena continuar estudando? Será que não é melhor desistir?" Mas eu continuei estudando e me dedicando em todo esse período, com o apoio da minha família e amigos que acreditavam em mim e não me deixaram desistir. 

    Então conquistar esse título depois num mundo pós pandemia, foi realmente, a renovação de um sonho! Sonho esse buscado e batalhado a tantos anos e que hoje depois de um período tão difícil para todos nós, se tornou realidade.

 - O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado?

    Quando não estou em compromissos tradicionalistas, normalmente estou na escola, pois estou cursando o último ano, agora que a Ciranda passou pretendo começar a estudar pro vestibular. Também gosto muito de ver filmes, séries e ler livros, tenho uma estante cheia. Gosto muito de fazer doces e bolos, quando tenho tempo livre, também gosto de sair com meus amigos.

 - Quais os planos para a Gestão?

    Quero viver essa gestão da forma mais bonita e gratificante que eu conseguir, levando meu conhecimento e cultura para toda a sociedade, através de eventos, oficinas, palestras e visitas em escolas, assim mostrando o tradicionalismo para cada vez mais pessoas, para que elas tenham vontade de adentrar em um CTG. Quero conhecer o máximo de cidades e Regiões Tradicionalistas que conseguir, podendo assim difundir nossa história, nossa cultura e nosso folclore.


Comidas - Pizza e Lasanha
Filme - Não consigo escolher somente um como favorito, mas um deles é "A Bela e a Fera"
Livro - "Jogos Vorazes"
Hobby - Ler livros, assistir séries e passear com meus amigos.

domingo, 29 de maio de 2022

Conheça Gabriel Kothe Bartz, o 2º Piá do Rio Grande do Sul

    Gabriel Kothe Bartz, 12 anos, é o 2º Piá Farroupilha do RS, e estuda na escola Estadual Estado de Goiás, faz parte do CTG Lanceiros de Santa Cruz e é natural da terra do ENART e da Oktoberfest, Santa Cruz do Sul.

    Comecei no CTG apenas com 4 anos, antes disso só via minha mana dançar e não tinha muito gosto pela coisa, mas depois de ver a invernada Mirim dançar em um rodeio eu me apaixonei e a partir dali foi uma paixão que é muito grande, posso dizer, sim, que o tradicionalismo faz parte de mim, e eu não vivo sem ele”- afirma.

 Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia e chegar ao título?

Minha sensação foi de muita alegria pois foi um momento muito difícil, mas todos nós conseguimos e vencemos, foi um momento de muito esforço e saber que esse esforço valeu apena é muito gratificante

O que tu costumas fazer quando não está a serviço do tradicionalismo gaúcho?

O que mais faço é estudar, mas também passo um tempo com minha família.

Quais os teus planos para a gestão?

Talvez fazer um livro, mas acho que nosso principal objetivo é trazer de volta para o movimento tradicionalista as pessoas que se perderam desse meio durante a pandemia

Livro: Percy jackson
Filme: stars wars
Prato: massa com strogonoff
Hobby: jogar futebol

II ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA E GENEALOGIA AÇORIANA

   


     A equipe de trabalho do Centro Histórico-Cultural Santa Casa de Porto Alegre (CHC) está organizando, com muito carinho e cuidado, o II ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA E GENEALOGIA AÇORIANA, que vai acontecer nos dias 10, 11 e 12 de junho próximo (6ª feira, sábado e domingo), no Teatro do CHC (Av. Independência, 75, ao lado do Hospital Dom Vicente Scherer. A entrada para o CHC se dá pela fachada posterior do conjunto de antigos sobradinhos na cor telha, onde tem um jardim).

    O evento é uma promoção do Governo da Região Autônoma dos Açores, organizado pelo CHC Santa Casa, juntamente com a Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (CAERGS), e conta com as parcerias do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (APERS), Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS), Arquivo da Cúria Metropolitana de Porto Alegre (AHCMPA) e do Arquivo Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho (AMPAMV).

    A programação tem o âmbito internacional, com a generosidade do Governo dos Açores, a partir do empenho do Diretor Regional das Comunidades, Dr. José Andrade, que estará prestigiando o nosso evento.

    Estarão como palestrantes dois renomados intelectuais açorianos: o prestigiado genealogista Dr. Jorge Forjaz e o destacado historiador Dr. Francisco Maduro-Dias, que trarão contribuições preciosas sobre a história, geografia e cultura dos Açores, bem como informações pontuais para a construção de genealogias familiares.

    Palestrantes brasileiros completam a programação, com temas significativos, como podem observar na programação, em anexo.

    Na oportunidade será lançado o Guia de Fontes Documentais para a História e a Genealogia Açoriana: possibilidades de pesquisa nos Açores/RS e no Rio Grande do Sul/Brasil.

    Serão dias muito produtivos para ampliar conhecimentos, estabelecer trocas e promover intercâmbios entre os palestrantes/painelistas e os participantes, especialmente nos momentos de convívio que o programa oferece, regados a um café/chá/lanche que aquecerá a todos/as.

    A inscrição é bem simples. Envio abaixo o link de acesso, para facilitar as inscrições.

    Aguardamos, com especial carinho, a todos/as para um final de semana muito especial, diferente e enriquecedor em conhecimento e afeto.

Meu forte abraço e até lá!


Véra Lucia Maciel Barroso
Whatsapp: (51) 991569854

Vamos conhecer a 3ª Prenda Mirim do RS - Ana Lívia Polonia Fröhlich

     Hoje, vamos conhecer um pouco da pequena Ana Lívia Polonia Fröhlich, 12 anos, cursando o 7º ano do ensino fundamental, na escola Elvira Jost em Nova Hartz. “Eu nasci em Igrejinha, mas sempre morei em Nova Hartz. Minha entidade mãe é o CTG Querência de Nova Hartz” – conta Aninha. 

   Seus pais se conheceram no tradicionalismo, por esse motivo ela e seus irmãos, Gabriel de 15 anos e Rodrigo de 9, nasceram e cresceram dentro do CTG. “Antes de 2 anos eu ganhei minha primeira faixa de Bonequinha de galpão e antes dos 4 anos eu já dançava no grupo de danças pré-mirim da minha entidade. Atualmente me dedico a modalidade intérprete vocal e danço no grupo de danças mirim, além claro de sempre integrar as atividades culturais do CTG e da região” - lembra. 

 - Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós pandemia, e chegar ao título?

Foi muito bom, eu percebi que sou uma menina muito forte, superei muitos obstáculos para realizar esse grande sonho.

 - O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado? 

Sou uma menina bastante ativa, além dos compromissos no CTG faço aula de canto, ballet, jazz e catequese, recentemente recebi minha primeira comunhão. 

 - Quais os planos para a Gestão?

Gostaria de viajar bastante, fazer amigos, conhecer gente nova, aprender muitas coisas, aprender novas culturas e aproveitar muito.

Comida - Pizza

Filme – O touro Ferdinando

Livro - O gato e a menina

Hobby - Dançar

sábado, 28 de maio de 2022

Conheça a 1ª Prenda Juvenil do RS - Renata Eidt Schiedeck

 

   A santa-cruzense Renata Eidt Schiedeck, 18 anos, cursando preparatório pré-vestibular de medicina, faz parte do CTG Carreteiros da Saudade, em Pantano Grande, onde reside. É a atual 1ª Prenda Juvenil do Rio Grande do Sul.

      Praticamente nasci dentro do CTG, comecei a dançar na Invernada Dente de Leite com 3 anos de idade, aos 4 anos, em 2008, participei pela primeira vez da Ciranda Cultural de Prendas da entidade e conquistei o título de 1ª Prendinha do CTG Carreteiros da Saudade. No ano seguinte fui para a Ciranda Regional de Prendas e me consagrei 1ª Prendinha da 5ª Região Tradicionalista” – conta Renata.

    Em 2010, concorreu novamente na entidade e tornou-se 1ª Prendinha, no ano seguinte 3ª Prendinha, da 5ª RT. Com 8 anos, em 2012, já na categoria Mirim, conquistou o título de 1ª Prenda Mirim do CTG Carreteiros da Saudade. No ano seguinte, na fase Regional, sagrou-se 1ª Prenda Mirim da 5ª Região Tradicionalista. “Com apenas 10 anos participei da minha primeira Ciranda de Prendas a nível estadual, em 2014 em Santa Maria, fiquei em 8° lugar” - lembra. Em 2016, com 13 anos, concorreu pela segunda vez em uma Ciranda Estadual, realizada em Passo Fundo, ficando em 10° lugar.

    No seu currículo, também está o FEGAES (Festival Gaúcho Estadual Estudantil) em Cachoeira do Sul, com 2 títulos: os dois como 1ª Prenda Mirim, um em 2014 e outro em 2016. “Tive também a honra de, em 2017, me consagrar 1ª Prenda do PTG Pontoneiros do Jacuí, do 3° Batalhão de Engenharia de Combate, de Cachoeira do Sul” – recorda Renata.

    Em 2018, sagrou-se 1ª Prenda Juvenil da 5ª RT e, em 2019, concorreu pela terceira vez em uma Ciranda Estadual, sendo a primeira vez como Juvenil. “Foi uma experiência incrível. Esta aconteceu em Lajeado, e fiquei em 4° lugar, por apenas 0,4 décimos” - comemora a evolução.

    Finalmente, em 2019, recomeçou o ciclo, concorrendo no CTG e, novamente, tornou-se a 1ª Prenda Juvenil da entidade. No ano de 2021, em um concurso diferenciado devido a reabertura dos eventos pós-pandemia, concorreu na Ciranda Regional, conquistando o título de 1ª Prenda Juvenil da 5ª RT. “Neste ano, os sonhos com certeza se renovaram na rainha da fronteira, Bagé. Este sim foi o meu momento. Foi uma Ciranda leve, incrível, onde pude fazer muitas amizades, inclusive reencontrar algumas”.

 Como foi a sensação de vencer os obstáculos pós-pandemia, e chegar ao título? 

    Foi gratificante, uma sensação de alívio, esperança, pois o período de pandemia foi realmente um desafio, um momento de tantas incertezas, pensamentos de desistir, mas pela força e incentivo da minha irmã e minha mãe e de vontade de conquistar esse sonho, graças a Deus não desisti, enfrentei os obstáculos, me mantive firme, dei o meu melhor, fiz o possível pra me dedicar ao máximo pelo meu sonho, e enfim, depois de tantos anos, tantas tentativas, tombos, choros, alegrias e tristezas, tudo deu certo, tudo valeu a pena e consegui realizar este sonho de me tornar 1ª prenda juvenil do Rio Grande do Sul.

 O que tu fazes quando não está a serviço do tradicionalismo organizado? 

    Normalmente quando não estou a serviço do tradicionalismo, me foco nos estudos para realizar meu outro grande sonho que é o de entrar pra faculdade de medicina, gosto também de passar o tempo com minha família, assistindo filmes e séries, sair com os amigos, fazer jantas, ler livros, dentre outros.

Quais os planos para a Gestão? 

Me dedicar o máximo possível por essa gestão, quero participar de tudo que for possível, visitar os 4 cantos do nosso rio grande, fazer projetos, eventos, fazer tudo que estiver ao meu alcance para cultuar e divulgar nossa tradição, assim também trazer mais adeptos para a causa tradicionalista.

Comida - pizza, hambúrguer e churrasco (do meu pai em especial - risos)

Filme - não tenho nenhum favorito em específico, gosto de todos os gêneros, sou bem eclética (risos).

Livro - qualquer um da Agatha Christie.

Hobby - assistir filmes e séries, viajar, estar em família.


Congresso na serra vai destacar o Cancioneiro Gaúcho

 


    Após as mudanças propostas nas datas dos grandes conclaves do Movimento Tradicionalista Gaúcho, o 70º Congresso será realizado no dia 30 de julho de 2022, na cidade de Farroupilha, conforme programação que será divulgada oportunamente, segundo edital de convocação, cujo tema principal será o cancioneiro gaúcho.

    No ano em que se comemora o centenário da folclorista Lilian Argentina, como tema anual do MTG voltado ao folclore, o congresso deixa de lado as eleições (que agora tem um novo espaço no final do ano, regionalizadas) e passa a discutir ideias e propostas para encontrar caminhos para o crescimento e desenvolvimento das entidades e do tradicionalismo gaúcho.

    Partindo da obra de João Simões Lopes Neto, o cancioneiro guasca, Augusto Meyer publicou, em 1952, o cancioneiro gaúcho, sistematizando o que estava disperso e sem uma metodologia. Que mais tarde recebeu a atenção de Guilhermino Cesar e Donaldo Schüler. Num ano dedicado ao folclore e as coisas simples, debater o cancioneiro gaúcho recolocará o congresso no caminho para o qual foi criado.

    Propostas, trabalhos e moções devem ser encaminhados à secretaria do MTG até o dia 29 de junho de 2022. O evento acontecerá no Parque Cinquentenário - Rod. dos Romeiros, 1804 - Bela Vista, em Farroupilha.


SERVIÇO:

O QUE: 70º Congresso Tradicionalista Gaúcho

QUANDO: 30 de julho de 2022

ONDE: Parque Cinquentenário - Farroupilha/RS