quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A turma do contra

Sabe quando todo mundo está feliz, as coisas estão dando certo e vem aquele negativo que gosta de ir contra a maré? Pois é.. eles existem. E como existem... Seja no CTG, seja na familia, no trabalho, no futebol, enfim, eles estão lá.

Tive tristes experiências com pessoas que, enquanto todos se uniam para achar uma resposta, uma solução, eles davam um jeito de unirem forças temporárias (até por que nunca conseguem unir grandes coisas) para ir contra. Pergunte o que fizeram pra contribuir e eles responderão: Dei contra.

Essa coisa do "dar contra" é tão forte, que Mauricio de Souza criou um personagem "do contra"... Um menino qu edá contra tudo sempre, mesmo sendo a favor. Hoje no futebol meus amigos estavam tomando um "gelada" e olhando o jogo do Brasil contra o México. Colocaram defeito em tudo da nossa seleção. Comemoraram o penalty contra o Brasil.

Como podemos, nós, Brasileiros,  torcermos contra o nosso Brasil? Olha, sei que isso não acontece, mas se acontecesse, o Gremio vestir inteiro a camisa canarinho... eu torceria pelo Brasil Igual. Se o centroavante é o Jonas (ex-gremio) ou se é Damigol (inter) quero que façam gols. Se é o Dunga (capitão do tetra e colorado) o treinador ou se é o Mano Menezes (tirou o gremio da segundona) sou Brasil. Vibro a cada gol nosso.
Tirinhas com desenho de Mauricio de Souza - O "do contra"
E nos ctgs? A turma do contra? Ah, esses ai ficam "latindo em volta" ... não produzem nada. São contra tudo e, a história se encarrega de fazer eles cairem no esquecimento. Fazem meia dúzia de "amigos", pras fofocas normalmente, que eles convencem que ali é produtivo. Esss, só se dão conta da fria que entraram tarde demais. Mas é o processo seletivo da vida.

Nascem os Centros de Tradições Gaúchas

A fase, ou ciclo, do tradicionalismo, é iniciada com a criação do 35 CTG, em abril de 1948. O pioneiro das tradições no RS recebeu a nomenclatura em homenagem ao ano de inicio da Revolução Farroupilha, 1835. Já os cargos dentro deste clube foram baseadas na simbologia da estância, para relembrar o campo, na idéia de Glaucus Saraiva da Fonseca. A predominância dos fundadores era de origem de gaúchos campeiros, por isso na organização da entidade os cargos foram nominados da seguinte forma: Na função de Presidente surge o Patrão, os vice-presidentes são os Capatazes, os diretores são os Posteiros (que cuidam dos postos ou das invernadas) e assim sucessivamente, até o sócio que era o peão e a prenda.

 A presença econômica dos Estados Unidos, na figura do Tio Sam, nos anos 40, pós-segunda guerra mundial, era muito forte, desde os padrões de comportamento, nas expressões artísticas, interferindo até mesmo na alimentação (o consumo da coca cola). Era o chamado “american way of life”.

Paixão Cortes (1981):

“Um CTG procura lembrar o mais fielmente possível a vida do gaúcho no passado, suas lides na fazenda, feitos e fatos do RS.[...] Assim o centro, ou o clube, é a Estância. Seu presidente, o Patrão, o Capataz corresponde ao vice-presidente, o Sota-Capataz que comumente é denominado de secretário. [...] O Agregado das falas é o orador. [...] Por fim vem o peão e a prenda, os sócios masculino e feminino e os piás, as crianças.”

Contrariando a perspectiva analítica de autores que dizem que o tradicionalismo, materializado dentro dos CTGs, é uma ideologia destinada a submeter as camadas populares, rurais e urbanas, aos seus princípios, Manoelito Carlos Savaris, vice-presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, enfatiza que: “estes (CTGs) promovem uma relação social saudável, de harmônica, buscando o bem coletivo, de cooperação, de respeito às leis e a ordem estabelecida”.

 Dentro de uma perspectiva filosófica, de um dos criadores do tradicionalismo, Glaucus Saraiva da Fonseca:

“O tradicionalismo é um sistema organizado, planificado de culto, prática e divulgação desse todo que chamamos de tradição. Obedece a uma hierarquia própria, possui alto programa contido em sua “carta de Princípios”, que deve, na medida do possível, realizar e cumprir. Tradição, comparativamente, é o campo das culturas gauchescas (sic). Tradicionalismo, a técnica de criação, semeadura, desenvolvimento e proteção de suas riquezas naturais, através de núcleos que se intitulam CTGs.”


Surge o tradicionalismo: defensor das tradições

Segundo Barbosa Lessa, podemos dividir em fases, ou ciclos, o chamado telurismo pelo Rio Grande do Sul. Em um primeiro momento, o chamado gauchismo cívico, ainda no século XIX, quando foram criadas entidades que usavam em sua denominação a palavra “gaúcho”, como o Grêmio Gaúcho, de Porto Alegre, liderado pelo Major João Cezimbra Jaques. Era um período em que a denominação: “gaúcho”, não era visto com bons olhos, era uma palavra pejorativa, ainda.



Mais tarde, década de 20 sec. XX, surge o período do chamado “regionalismo literário” que tinha à frente Augusto Meyer, Vargas Neto, João Simões Lopes Neto e tantos outros. Refletindo o pensamento regionalista, com forte influência da semana da arte moderna, que aconteceu em São Paulo em 1922, onde houve um revigoramento sobre o mito do gaúcho com o herói, em contraponto à idéia pejorativa existente. Havia um clamor para a criação de uma identidade regional para a construção da identidade brasileira.


Na década de 50 do século XX, surge um ciclo, ou uma fase, chamado tradicionalismo, talvez o mais forte e duradouro de todos, criado por jovens interioranos, estudantes do colégio Júlio de Castilhos, na capital, e que veio a criar os centros de tradições gaúchas pelo Rio Grande do Sul.
Da esquerda para a direita: Edson Otto, Rodi Borghetti, Guilherme Socias  Vilella (Prefeito de Porto Alegre). Glaucus Saraiva, Nico Fagundes.
Os chamados CTGs eram entidades associativas, como clubes, que tinham o objetivo de fazer a manutenção das tradições gaúchas através de simbologias baseadas na vida do homem do campo fortemente combatida pelos modismos que chegavam dos Estados Unidos, principalmente.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Rio Grande visto com a ternura do violino

A sonoridade do violino a partir das belas composições consagradas no folclore sul-americano, explorada no espetáculo da violinista, destaque do Festival Tradição e Coragem, de Pelotas, Clarissa Ferreira, pode ser conferido no projeto intitulado “Mariposa Marón de Madera”.

Nascida em Bagé, e residindo em Pelotas a sete anos, a violinista teve sua inserção à música folclórica através da participação nos grupos de dança tradicional do estado, e posteriormente no cenário dos festivais nativistas, onde já teve a oportunidade de dividir o palco com artistas reconhecidos como Luiz Marenco, Joca Martins, Aluiso Rockembach, Marcelo Oliveira, Lisandro Amaral, Jairo Lambari Fernandes, entre outros.


Iniciou seus estudos musicais aos 12 anos, no Instituto Municipal de Belas Artes de Bagé, no curso de violino e teoria musical. Fez parte da orquestra da instituição de 2001 a 2003.
Em 2004 ingressou no curso de Música da Universidade Federal de Pelotas, bacharelado em violino. No mesmo ano começou a integrar a Orquestra Filarmônica de Pelotas como primeiro violino.

Sua incursão na música regional gaúcha se deu através do tradicionalismo, no ano de 2005, quando veio a participar de conjuntos musicais de grupos de danças gaúchas do estado e participando de concursos como o Encontro de Arte e Tradição - ENART, onde obteve prêmios como o primeiro lugar na modalidade violino em 2006.

Participa de festivais nativistas desde 2007. Em 2008 recebeu a premiação Revelação no 21º Festival da Música Crioula de Santiago e em 2009 Melhor instrumentista da 6º Galponeira de Bagé. Apresentou-se em 2008 no IV Festival Internacional de Folclore, na cidade de Concepción, Chile.

Em paralelo com a atividade musical, em 2008 ingressou no curso de História da Universidade Federal de Pelotas, dando ênfase nas pesquisas em etnomusicologia, tendo como tema principal os festivais nativistas no estado e a identidade musical do Rio Grande do Sul a partir destes eventos.

Participou da gravação do trabalho do acordeonista Aluisio Rockembach, intitulado “Santa Flor”, e atua na banda do músico em shows e apresentações. Participa ativamente nas gravações fonográficas de música regional gaúcha, onde possui gravações com nomes reconhecidos no cenário musical rio-grandense.

A cultura regional

O Rio Grande do Sul tende a se caracterizar pelo enaltecimento de uma história baseada num passado guerreiro, onde se busca nas lutas de defesa de fronteira, o heroísmo (O centauro dos pampas, ou o monarca das coxilhas), do homem no campo de batalhas, forte, viril, destemido, uma figura altaneira.


A caracterização deste ser mitológico, ou melhor, sua atualização a cada trinta anos, segundo Luis Carlos Barbosa Lessa (1985) em seu livro Nativismo, um fenômeno social gaúcho, mostra que embora essa imagem tenha surgido junto a uma classe intelectual, ela se popularizou com uma velocidade impressionante.


Em uma reflexão sobre as definições de cultura e seus diversos segmentos dentro da sociedade, como as manifestações folclóricas, antropológicas, de usos e costumes de determinado povo, em especial o gaúcho, em analise, vemos que há uma tentativa de definir cultura gaúcha, como um todo, quando se manifesta suas tradições.
 
É muito comum durante os Festejos Farroupilhas, data magna do estado do Rio Grande do Sul (de 14 a 20 de setembro), se ouvir que as manifestações que ali ocorrem referem-se a cultura do gaúcho. Voltando as definições, se cultura são “todos” os saberes acumulados e transmitidos pelas gerações, neste caso não somente os usos, costumes, princípios e valores selecionados pelo tradicionalismo ¹ podem ser levados em consideração como cultura Gaúcha. Não podemos cair no equívoco de considerar uma manifestação popular considerada “autêntica”, por seus seguidores, como majoritária ou como um “todo”. Cultura gaúcha é algo bem mais amplo e complexo.


Existe uma dinâmica cultural que acompanha a sociedade em que ela está inserida. Segundo Ruben Oliven, a identidade gaúcha é, hoje, resposta enquanto expressão de uma distinção cultural em um país que se encontra integrado do ponto de vista econômico, cultural e de redes de transportes e comunicação. Para os habitantes do Rio Grande do Sul só é possível ser brasileiro sendo gaúcho antes, pois somente se chega ao nacional partindo do regional.

Definindo cultura - Nem sempre é o que pensamos

Se procurarmos em diversas obras uma definição para cultura teremos muitas opiniões, conceitos e definições das mais diferentes formas. Se buscarmos no período iluminista do século XVIII, ainda que anterior a Revolução Francesa, teremos cultura como uma soma dos saberes acumulados e transmitidos nas gerações. Ou cultura como a ordem da práxis ligada à vivência cotidiana do homem, fruto da ação, que orienta e dá significado para representações simbólicas.


Para Teixeira Coelho cultura não é o todo, nem tudo é cultura, como começa seu livro, “A cultura e seu contrário”. Ela pode compreender os bens materiais, de um modo geral, ou não-materiais, como as representações simbólicas, os conhecimentos, as crenças e os sistemas de valores, o conjunto de normas que orientam a vida social.


Segundo, José Luiz dos Santos,

“cultura diz respeito à humanidade como um todo e ao mesmo tempo a cada um dos povos, nações, sociedades e grupos humanos. Quando se considera as culturas particulares que existem ou existiram, logo se constata a grande variação delas.”

Toda produção cultural se dá através da ação humana sobre coisas, ou obras, realizadas pelo homem, individualmente ou em grupo, em um determinado espaço-temporal. Sendo assim, podemos entender, em um sentido mais amplo, que a produção de cultura, de forma global ou regional, caracteriza a realidade social, sejam elas manifestações “populares” ou “eruditas”.


Mas como definir cultura? A tradição gaúcha é o mesmo que cultura?


Quando falamos em cultura, lembramos de imediato a artes plásticas, museus, músicas... Entretanto o conceito de cultura deve ter um sentido mais amplo, buscando outros segmentos como o esporte, a culinária, moda, trânsito, religião, folclore, etc. Conforme Nilda Jacks, a cultura precisa ser estudada na relação com o material, o social, e o histórico, estando ligada a vivência cotidiana. “È fruto da ação, a qual dá orientação e significação para as representações simbólicas”. Ainda diz a autora que “A cultura regional é um dos fatores de determinação de práticas culturais que diferenciam determinado grupo, fornecendo-lhe uma identidade própria” .


A cultura regional gera, portanto, a constituição de identidade cultural porque estabelece uma relação entre essa cultura, constituídos de normas, mitos, crenças, símbolos, por indivíduos que já estão estruturados por esses elementos.


Nesse sentido surge a Tradição. Tradição como a transmissão, passagem de geração para geração. Ninguém começa do nada, do zero. Tudo começa a partir de um passado, de acúmulo idéias e obras, de experiências anteriores. Conforme ressalta Ruben George Oliven (2006), a expansão do culto às tradições, que passam a ser vividas por gaúchos e simpatizantes fora do estado, é uma particularidade. Entende-se aqui por tradição:

“O ato de transmitir os fatos culturais de um povo, através de suas gerações. É a transmissão das lendas, narrativas, valores espirituais, acontecimentos históricos, hábitos inveterados, através dos tempos, de pais para filhos. É a memória cultural de um povo. É um conjunto de idéias, usos e costumes, recordações e símbolos conservados pelos tempos, pelas gerações.”

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nota de Falecimento

Infelizmente temos de dar esta noticia... faleceu na madrugada de hoje o cantor Chaloy Jara, em Rosadas, na Argentina onde estava residindo. Lamentamos profundamente a perda. Inestimável para a musicalidade do Rio Grande. No céu Cenair Maicá deve estar esperando o amigo para  um grande espetáculo celestial.

Querencia promove encontro de declamação

Resultados do Tradição e Coragem


1º LUGAR – GALPÃO DOS FUNDOS
Letra: NOÉ CEZAR
Música: ÉVERSON MARÉ
Intérprete: FABIANO BACCHIERI

2º LUGAR -  MARCAS DE FÉ
Letra: HELVIO LUIZ CASALINHO/MARCIO N. CORRÊA
Música: RICARDO ROSA
Intérprete: RAINERI SPOHR
3º LUGAR-  DOMA Y DOLOR
Letra: RODRIGO JACQUES E FABRÍCIO MARQUES
Música: DANIEL CAVALHEIRO
Intérprete: DANIEL CAVALHEIRO E JULIANO MORENO
Recitado: FABRÍCIO MARQUES

MELHOR MÚSICA SOBRE OS 200 ANOS DE PELOTAS: PELOTAS, HISTÓRIA E TRADIÇÃO
Letra e musica: ERLON PÉRICLES
Intérprete: ITA CUNHA

MÚSICA MAIS POPULAR : DE CHAPÉU BEM TAPEADO
Letra: ZECA ALVES
Música: JULIANO MORENO
Intérprete: JULIANO MORENO E FABIANO BACCHIERI

MELHOR POESIA : GALPÃO DOS FUNDOS
Autor: NOÉ CEZAR
MELHOR INTÉRPRETE : FABIANO BACCHIERI- GALPÃO DOS FUNDOS

MELHOR INSTRUMENTISTA:  CLARISSA FERREIRA

MELHOR ARRANJO: MARCAS DE FÉ


Classificados para Santa Cruz do Sul

CLASSIFICAÇÃO GERAL DE QUEM CARIMBOU O PASSAPORTE PARA SANTA CRUZ DO SUL 
Clique na imagem e obtenha a listagem
 A listagem completa com todos os classificados para Santa Cruz do SUl, acompanhe por aqui o sorteio da ordem de apresentação, dia 25/10, pela TV Tradição.

Fique atento para a mudança na Força "B". entra CTG PORTEIRA DOS PAMPAS de TEUTONIA 24ª RT... saiu o CTG Quero Quero da 12ªRT.

Classificados na inter de Pelotas

Clique na imagem e obtenha o resultado completo da Inter reginal de Pelotas. Não coloquei mais cedo pois estava retornando de lá, onde apresentei o Festival Tradição e Coragem.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

TCC - Quem não passou por isso?

Se você já foi um universitário ou tem um filho na universidade, entende o valor da temida sigla TCC. TCC é tudo. O resto é nada. Você é nada, uma ameba, um protozoário perto de um TCC. O Trabalho de Conclusão do Curso é a greve de existir do jovem. Faz o vestibular parecer um feriado.

O TCC é a TPM do Ensino Superior, a cadeira derretida do inferno, a desculpa para não realizar mais nada. Não se vive com um TCC. A monografia final da graduação é a fita azul que enrola o canudo, é a provação derradeira para emoldurar o diploma, é o que separa o capelo do céu.

Na teoria, a tarefa se exibe fácil. Arrumar um tema, depois juntar material de pesquisa, atender aos conselhos de um professor orientador e, por fim, escrever 60 páginas. O fim nunca se encerra. No momento de pôr as ideias na tela, o último semestre demora mais três e o pânico devora as letras do teclado como um vírus.

O TCC é o Gulag do adolescente, o exílio solar, a solidão noturna. É o bilhete de suicídio prolongado em livro. É o mesmo que receber simultaneamente a notícia de gravidez e esterilidade.

Não se é humano com o TCC. É um crime se divertir, arejar a cabeça, brincar durante o período. A expectativa de solucionar um problema da carreira a partir de um texto acadêmico torna-se o problema. O futuro ganha o sinônimo de PRAZO ESGOTADO. A esperança tem o subtítulo ANOTAR ALGUMA COISA, QUALQUER COISA, POR FAVOR, ME AJUDA. O sujeito não tem mais passado, mas BIBLIOGRAFIA. Não existe lembrança, e sim FONTE.

Muito fácil reconhecer o graduando na rua. Andará vagaroso, vidrado nos cadarços soltos do próprio tênis, rosto maltratado, remela nos olhos, roupas sobrepostas de quem se acordou agora e pegou as primeiras peças pela frente. Demonstrará irritação e uma dificuldade de entender a lógica do idioma. É um poço de culpa, ou porque não dormiu para estudar, ou porque dormiu e não estudou.

Algumas respostas básicas de um universitário redigindo o TCC:

Você namora? – Não posso agora, estou preocupado com o TCC.

Vamos tomar um café no fim de tarde e pôr o papo em dia? – Não dá, tenho que fazer o TCC.

Que tal Green Valley no domingo? – Nem pensar, estou com o TCC parado.

Topa churrasco de noite? – Nunca, não avancei no TCC.

Um cineminha hoje, para descontrair um pouco? – Desculpa, estou atrasado para o meu TCC.

Onde você está? – Tentando achar uma posição confortável para escrever meu TCC.

Você leu a crônica de Carpinejar em Zero Hora? – Não, só leio o que interessa ao meu TCC
Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 27/09/2011
Porto Alegre (RS), Edição N° 16838
Fabricio Carpinejar 

Os princípios dos movimentos

Jarbas LIma, em sua Tese: O sentido e o alcance social do tradicionalismo, afiram que, segundo Alain Touraine, todo movimento social precisa definir-se em relação a três princípios: o da identidade, o da oposição e o da totalidade.



Pelo princípio da identidade, todo movimento social tem que assumir uma identidade, reconhecível aos olhos do público em geral e de seus próprios participantes. Nesse aspecto o movimento social se identifica, ou como porta-voz de um setor determinado da sociedade (operários, estudantes, mulheres, etc.), ou como defensor dos interesses de toda a sociedade (um movimento patriótico, nacionalista ou tradicionalista).


Pelo segundo princípio, o da oposição, o movimento social se distingue por defender valores não reconhecidos zela totalidade da sociedade. Se todos os membros da sociedade os reconhecessem, não faria sentido o movimento caso em análise, o MTG não foi necessário quando os valores por ele defendidos estavam amplamente institucionalizados na sociedade Rio-grandense.


A enorme Difusão cultural vivida no presente século, é a grande confusão mental que provocou em nossos meios, criaram o ambiente social propício para o surgimento de um movimento voltado para a preservação daquela que deu consistência e vitalidade à sociedade gaúcha quando de sua formação. É natural que os movimemntos, como o próprio MTG enfrente, pois, resistências, obstáculos, forças de inércia que o desafiam. Como tal precisa vencer esta espécie de oposição, apatia ou indiferença. Se o MTG não tivesse adversários, deixaria de existir enquanto movimento, para se transformar numa instituição estabelecida, perdendo sua característica fundamental de movimento que é o de angariar adeptos.


Pelo princípio da totalidade, o movimento precisa justificar sua ação com base em valores superiores e em ideais universais que tenham por base uma filosofia de vida. Para persistir um movimento, precisa guardar estreita correspondência entre seus objetivos e as intenções mais correias e elevadas que se possam adotar.

Segundo Touraine, os movimentos são o "lugar" estratégico onde se renovam e explicitam os valores da sociedade. Lutando por sua preservação, os movimentos atuam como agentes inovadores, podendo organizar a ação coletiva e influenciar a história de uma sociedade. Ao estudaras sociedades modernas industriais ou pós-industrais, muitos autores colocam os movimentos no centro da análise das mudanças sociais.
Jarbas Lima
Tese: O sentido e o alcance
social do Tradicionalismo

4º Tradição e Coragem Festival de Doma e Canto

Pelo segundo ano consecutivo estarei apresentando o Tradição e Coragem, Festival de Doma e Canto. Ao lado de Terson Praxedes, Joca Martins, Fabricio Harden, Juliana Spanevello, estaremos contribuindo com o CERENEPE, centro de reabilitação de Pelotas.

Paralelo ao evento, acontece a Expofeira. E na cidade acontece a inter regional  do ENART. Final de semana festivo em Pelotas.

Patrão - O moderno Gestor Cultural I

O trabalho de pesquisa que desenvolvo, inédito, busca reunir conhecimentos e experiências que obtivemos nos últimos 15 anos sobre o tradicionalismo gaucho e suas diversas faces. O foco é o patrão, administrador do CTG, produtor de eventos e que, ao não se atualizar, faz com que o segmento cultural, tradição e folclore, perca a oportunidade de uma melhor projeção, sendo esse seu objetivo.
Os CTGs nascem em meados da década de 40, do século passado, para suprir uma necessidade social de pertencimento. O homem rural, morando nas cidades, buscava na formação de um novo grupo local (definição dada por Barbosa Lessa em sua tese – O Sentido e o Valor do Tradicionalismo) que tivesse uma identificação cultural, fosse ela de ordem material ou imaterial.


Com o passar dos anos a proliferação dos centro de tradições, pelo estado e pelo Brasil (mais de 3000 hoje), contribuiu para o enriquecimento deste segmento cultural. Ao mesmo tempo em que passou a criar concorrentes num mercado que começou a ficar saturado. Pessoas que se desentendiam num CTG, saiam e criavam outro logo adiante, dividindo o público associativo que não crescia na mesma proporção. Por serem voluntários, os membros das patronagens (diretorias) não tinham o preparo necessário para gerir as entidades, salvo raras exceções. O resultado foi que muitos CTGs pelo estado “quebraram” ou ainda existem se mantendo no dia-a-dia, pagando contas e gerando outras.

 Os eventos estavam tomando o mesmo rumo. Até que a chamada: maior festa popular do Rio Grande do Sul, os Festejos Farroupilhas, passou a ser administrada sob uma nova ótica. Projetos de leis de incentivo foram desenvolvidos, profissionalizaram algumas áreas estratégicas, sem perder o foco do voluntariado, o evento passou a ter planejamento, tornando-se viável e sustentável.
Com o pensamento voltado para a COPA de 2014, no Brasil, e conseqüentemente, no Rio Grande do Sul, este projeto de pesquisa, tem como objetivo alertar os patrões de CTGs, piquetes, DTGs, organizadores de eventos do segmento tradição e folclore, para uma rápida atualização no campo da gestão cultural, no desenvolvimento de projetos de sustentabilidade, de crescimento para as entidades e eventos, da busca pelo conhecimento e aproveitamento das ferramentas que a tecnologia oferece.

Fazer com que os Centros de Tradições Gauchas consigam se organizar e se transformar em pontos de cultura, mesmo que com um só segmento definido, compreendendo a diversidade cultural e, assim, poder ser considerado o patrão, como um moderno gestor cultural.

 O projeto justifica-se ao contextualizar a gestão cultural dentro do cenário de transformações do processo de globalização e o contraditório (moderno x tradicional) movimento de preservação de tradições regionais. Especialmente, discutir a administração e gestão dos CTGs proporcionará uma visão ampla das estratégias de gestão cultural, mesmo que de um segmento específico.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Almoço Beneficente

Queria convidar os amigos, para contribuirem nessa jornada. A Magda, minha prima, fez transplante de Pulmão anos atrás, tem a minha idade, e esteve praticamente morta. Hoje está ai, cheia de vida.

Os amigos da turma da churrasqueira do CTG Glaucus Saraiva, tenho certeza que estarão todos lá. Até por que temos uma grande surpresa para este dia. Espero vocês lá meus amigos. Convites, de R$10,00, comigo.

Tecnologia


Bons tempos hein... bons tempos...

Agendão de compromissos

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Carteiraço

 Tirinhas de uma piada que circula na internet com ilustrações de Guto,,, revista festival de piadas

Quantas vezes nós passamos por situações como esta das tirinhas?  Quem está em portarias então...nem se fala. Todo mundo é autoridade, todo mundo é parente de alguém importante...

Cesar Oliveira e Rogério Melo no Gildo Véio

A elisa disse que pode ser com ela também: 051-9324-7533 motta.elisa@gmail.com mas não percam o showzaço...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Festirim agora é estadual

 Quando Andreia Rosa, prenda mirim do RS, representando o CTG Vaqueanos da Tradição criou o Festirim na 1ª Região, não imaginava a amplitude que ele tomaria.
 Resgatando as brincadeiras infantis, que entram em choque com o avanço das tecnologias em games, o Festirim sempre resgatou jogos como cinco marias. bolitas, o Bilboquê, e bruxinhas de pano, entre outras.
 Este ano, pela primeira vez, o Festirim e o Festicamp, terá suas porteiras abertas para os visitantes de outras regiões. As inscrições irão até dia 10 de outubro. O Festirim é o ápice da arte e da cultura na 1ª região para as crianças.
Agora, é importante para os organizadores terem uma preocupação especial por se tratar de crianças. Essas, não tem problema nenhum, o real problema está nos pais, que colocam suas vontades e decepções pessoais na disputa do filho, que muitas vezes entra ali pra brincar, mas por trás, tem pessoas cobrando desempenho de adulto deles. Isso vale para os chuleadores também.

Em tempo: Solicitei a organização do evento que se preocupem em estabelecer a regra antes do evento. No Porteira da Tradição meninas tiveram de jogar de vestido, com toda dificuldade a bocha campeira. Por ultimo, outras meninas jogaram de bombacha feminina e camiseta do CTG. Quem teve mais vantagem nisso? A regra tem que ser igual pra todos.

Resposta Coordenadoria: recomendações são em conformidade às aprovadas na 76ª Convenção/Taquara, ou seja:

Indumentária para prática de esportes:

- masculina: bombachas, camisa polo ou camiseta e botas ou chinelos campeiros;

- feminina: bombachas, camisa polo ou camiseta e chinelos campeiros no lugar de botas.

Thaís Barcelos brilha no palco da Seara

Mais uma vez os integrantes do CTG Glaucus Saraiva, de Porto Alegre, brilharam nos palcos dos festivais. Desta feita, Taís Barcelos ficou em segundo lugar na Searinha, em Carazinho. Junto de sua mãe, Sandra Barcelos, e seu musical, tendo a frente o professor Willian Varela, Taís fez bonito nos palcos da 7ª Região Tradicionalista.

Agora, neste final de semana, é a vez do Cassio Castilhos e do Leonardo Menezes irem para o 18º Canto Moleque, em Candiota. SUcesso moçada!

domingo, 2 de outubro de 2011

sábado, 1 de outubro de 2011

Patrão - O moderno Gestor Cultural

Em andamento, a obra que deverá estar nas livrarias e nos CTGs pelo Rio Grande do Sul em breve. O trabalho que realizamos nos últimos 10 anos, analisando a administração dos CTGs, a cultura contemporânea, as novas formas de administração, liderança, globalização e, finalmente, a gestão cultural moderna.

Buscando romper com velhos paradigmas, propondo uma nova concepção de gestão para os centros de tradições, avançando sobre as possibilidades existentes no mercado, o trabalho de pesquisa desenvolvido trabalha na perspectiva do tradicionalista no século XXI se preparando para administrar a sua entidade.

Homenagem de aniversário

Abrindo a caixinha do correio, agora a pouco, recebi felicitações pelo aniversário, do clube do qual sou sócio, o Gremio Sargento Expedicionário Geraldo Santana.
Seria uma homenagem como tantas outras para associados, não fosse um manuscrito ao final, que repasso aqui, de seu Presidente, Sr. Leonel Púglia Garcia.
O manuscrito faz a diferença. O toque pessoal que as vezes falta na fria impressão dos computadores e gráficas. O carinho do Amigo faz a diferença.