terça-feira, 9 de março de 2021

Depois do sucesso da primeira, CGF prepara a segunda parte do Seminário Interno

      O primeiro dia do Seminário Interno de Folclore, promovido pela Comissão Gaúcha de Folclore, contou com quase 40 participantes, que assistiram as aulas dos professores Ivo Benfatto e Paula Simon Ribeiro. O evento prossegue com mais três encontros nas segundas-feiras, nos dias 15, 22 e 29 de março às 20h.

     Na próxima semana, o Seminário
contará com o Professor Sergius Gonzaga, graduado em Letras - Português e Literaturas (1974) e doutor em Letras
 (2018), ambas pela UFRGS. Atualmente é sócio proprietário e fundador da Editora Leitura XXI. Especialista em temas como literatura brasileira, análise literária, ensinamento, romance e literatura latino-americana, coordena o Projeto Universidade Aberta e a área de Literatura da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.

Sergius Gonzaga
     Também será palestrante o mestre em culturas populares Severino Moreira, santanense da Boa Vista, mas aquerenciado em Candiota. Severino é poeta, compositor (com quatro obras discográficas e mais de 100 músicas espalhadas em outros discos), radialista, folclorista e escritor, com nove livros editados e mais de 50 prêmios e distinções recebidos, entre eles, o  título de cidadão bageense. A mediação será do presidente da CGF, Rogério Bastos. "O seminário interno irá nos instrumentalizar e ajudar a preparar o curso de folclore para o público externo. Ver onde acertamos, o que falta, onde melhorar e preparar novos membros ou, até mesmo, pesquisadores do folclore gaúcho" - afirma Bastos.

     O primeiro encontro contou, além dos membros da CGF, com a participação do doutorando da Universidade de Houston - Texas/EUA, Ryan Morrison, das mestrandas, Cibele Machado Maier e Danielle Viegas Wolff Guterres,  da Dra. Edinéia Pereira e do arquiteto Diego Muller (convidados). "Esperamos a todos para o segundo dia do seminário" - convida.

Erika Hanssen
Jornalista

segunda-feira, 8 de março de 2021

Comissão Gaúcha de Folclore inicia seminário interno

  A Comissão Gaúcha de Folclore inicia hoje (8/03) seu Seminário Interno sobre Folclore, destinado aos membros aspirantes, honorários e efetivos. O encontro prossegue nos dias 15, 22 e 29 de março e vai abordar os conceitos do Folclore, da Tradição, do Tradicionalismo e da Cultura Gaúcha. Em abril, mês dos 73 anos da entidade, será realizado o Curso de Folclore on line, aberto para o público em geral. 

      Os participantes terão informações sobre a Literatura Regional, Mitos, Lendas e Contos, o Cancioneiro Popular, a Medicina Campeira e Povoeira, Festas e Folguedos, Cavalhadas, Congadas, Quicumbis, Terno de Reis, Maçambique, Carnaval, Festas Juninas, Brinquedos e Brincadeiras e Folclore nas Escolas, além de debater a Carta Brasileira do Folclore e as Políticas Culturais.

     Entre os professores convidados, estarão Paula Simon Ribeiro e Ivo Benfatto, que fazem a abertura do Seminário com a mediação de Marco Aurelio Alves. Também participam Sergius Gonzaga, Severino Moreira e Neusa Secchi. A Comissão Gaúcha de Folclore foi fundada em 23 de abril de 1948 por Dante de Laytano, que reuniu um grupo de intelectuais, artistas e professores universitários para estudar as manifestações da cultura popular do Rio Grande do Sul. É filiada à Comissão Nacional de Folclore.

Erika Hanssen Madaleno
Diretora de Comunicação CGF/MTB 4728

Nossa homenagem e da Comissão Gaúcha de Folclore

 


sexta-feira, 5 de março de 2021

MTG organiza programação da Semana da Mulher

      A partir desta semana, o Movimento Tradicionalista Gaúcho estará realizando uma programação especial, alusiva ao Dia Internacional da Mulher, com o objetivo de valorizar o trabalho feminino em defesa da cultura e tradição. Iniciando as atividades, será lançada uma campanha, evidenciando a admiração de mulheres, umas pelas outras. É a campanha “De Mulher pra Mulher”, onde a proposta é publicar fotos com outras mulheres, externando sua inspiração e valorização, a fim de exemplificar a força que cada uma possui. Para participar, basta postar uma foto ou vídeo nas redes sociais com a #DeMulherPraMulherMTG.

     Já do dia 08 ao dia 12, estão programadas lives para todas as noites, tendo como convidadas mulheres de diferentes segmentos. A condução dos trabalhos será feita pelas Prendas do Rio Grande do Sul gestão 2019/2021, como representantes da figura da mulher gaúcha no movimento.

     Dentre as temáticas, na segunda-feira (08), será o dia da “Arte feminina”. A live contará com a presença artistas gaúchas, que estão participando de um clipe especial sobre a mulher, organizado pela equipe de comunicação do MTG. Além disso, o autor da música do clipe, Alci Vieira Junior, também estará presente. Para este dia importante, a Presidente do MTG, Gilda Galeazzi, também fará sua participação. Já na terça-feira (09) o tema será “Mulher Gaúcha: sinônimo de protagonismo” e entre as convidadas estarão Maria Luiza Benitez, cantora e comunicadora da Rádio Guaíba, Kelly Matos, comunicadora do Grupo RBS, a produtora cultural e ex-secretária de cultura de Guaíba, Cláudia Mara.

    Na quarta-feira (10) será o momento de “Mulheres à frente do seu tempo” contarem suas histórias, relacionando seus trabalhos frente à cultura. Para isso, está confirmada a participação de Erlita Mendes, finalista da gineteada do Rodeio Internacional de Vacaria e campeã da gineteada do Festival de Doma e Folclore de Jesus Maria, na província de Córdoba. Além disso, a instrutora do CTG Heróis Farroupilhas, Marina Martins, a trovadora e pajadora Tetê Carvalho, e a laçadora Ariane Soares também estarão presentes neste momento.

     Já na quinta-feira (11), a temática abordará as “Eternas Prendas e a representação da mulher gaúcha”. Esta, organizada pelas atuais Prendas do Rio Grande do Sul, terá participação da Vice-Presidente de Cultura do MTG e 1ª Prenda do RS 2016/2017, Roberta Jacinto, e ainda, das três prendas (de cada categoria) que fizeram parte de gestões no início dos concursos: Andréia Kurroschi, 1ª Prenda Mirim do RS 1983/1984, Ana Cláudia Feltrim, 1ª Prenda Juvenil do RS 1986/1987, e Silvana Caldasso, 1ª Prenda do RS 1979/1980.

    Finalizando as atividades, na sexta-feira (12) as crianças prendinhas que representam a nossa cultura em diferentes meios, vão participar falando sobre seus trabalhos e contribuição no tradicionalismo, visto que serão as futuras mulheres a representar os ideais femininos no movimento. Entre as convidadas, estará presente a Nicole Silva, mais conhecida como Nini, que apresenta um quadro semanal no programa Encontro da Tradição.

     As lives serão transmitidas pela página do Facebook do MTG e no canal do Youtube do Eco da Tradição.

Fonte: Sandra Veroneze
Pragmatha Business

A Cultura Popular na Escola (III) - Por Neusa Secchi


      O folclore, presente em todas as classes sociais por suas raízes e tradições é vivenciado no cotidiano através da linguagem, ditos, gestos, artesanatos, provérbios e superstições. 

     São tantas as ferramentas usada para o desenvolvimento de um processo de identidade regional e nacional que precisam ser estudadas pelo professor com vistas à seleção do que utilizar e como aproveitar em sala de aula.

    Cada criança é portadora do folclore de sua família é uma imitadora. Imita a quem desperta admiração e interesse e o professor deve criar um vínculo para fortalecer e interagir na relação Aluno-Comunidade. Professor que não aproveita a bagagem, a vivência, e as necessidades de seus alunos incorre num ensino dissociado da vida real.

     O folclore, entendido como cultura popular tradicional, é dinâmico e evolui com as mudanças da sociedade. Folclore é cultura-viva. As manifestações folclóricas são criações do povo, embora algumas criações não sejam espontâneas, pois foram recriadas e incorporadas às nossas tradições. 

     Seja qual for o critério adotado pelo professor, no sentido do conhecimento do fato folclórico como novidade, acervo ou até mesmo no aproveitamento de folclore, torna-se necessário selecionar o material, cuja técnica se fará descritivamente, recorrendo a projeções, gravações ou outros recursos. 

    Esses métodos utilizados pela escola, na verdade não são folclóricos, pois estão fora de seu ambiente de origem e com outros participantes, apresentando uma mudança de forma, sem serem descaracterizados, mas modificados, e devemos chamá-los de “processos de aproveitamento”.


Doe sangue - Doe Vidas


     Á pedido da amiga e ex-prenda do RS, Minuche Marchini estamos divulgando um pedido que, na verdade, era pra ser uma obrigação nossa. Doar sangue.

    "Sei que o momento é complicado, mas se alguém puder doar, ou repassar é filho de uma amiga do extinto Grupo Tarca de Montenegro. Ele está lutando contra leucemia" - conta Nuche Marchini.

     Cabe a nós, ajudar. #DoMesmoSangueGaucho  #DoeSangueDoeVidas

quinta-feira, 4 de março de 2021

Morre Conselheiro Benemérito do MTG, Olívio Taffarel


     É com pesar que comunicamos o falecimento na noite desta quinta-feira (04), aos 94 anos, do Conselheiro Benemérito do MTG, Olívio Taffarel. Residente em Fontoura Xavier (14ªRT), foi prefeito municipal de 1968 até 1974, período em que contribuiu para inúmeras conquistas do munícipio. Também foi fundador do GAN Carreteiros da Liberdade.

      Que descanse em paz essa grande figura do tradicionalismo gaúcho. Deus conforte o coração dos amigos e familiares.


Manifestação do GAN Carreteiros da Liberdade (Fontoura Xavier)

"Acreditou nos sonhos dos jovens, apostou na cultura deu asas ao tradicionalismo e honrou nosso estado e nossa tradição. Hoje foi Descansar  na Paz eterna, siga na luz com a certeza que fizeste muito e deixaste um legado de prosas, versos e histórias que ecoarão pelos cantos de nossa entidade, que manterá acessa a chama desta tradição. Aos familiares desejamos força e muita luz e ao senhor que seja recebido com música gaúcha aí no céu".

Gildo de Freitas - Discografia

 (São Borja, 19 de junho de 2019 – Centenário do “Rei dos Trovadores”)                             
Discos de Gildo de Freitas (de 1964 a 1982)

Discos de 78 rotações na Continental
1-78.324 – História dos Passarinhos – Milonga (1964)
                  (Gildo de Freitas e Palmeira)
                  Conhecendo o Brasil – Rancheira
                  (Gildo de Freitas e Victor Sattanni)
2-78.327 – A Grande Perda do Brasil – Milonga (1964)
                  (Gildo de Freitas)
                  Acordeona – Arrasta-pé
                  (Gildo de Freitas e Milton José)

Discos em Longs-Plays (LPs)

1º LP:  O Trovador dos Pampas, Gildo de Freitas (1964)

2º LP: Gildo de Freitas, Vida de Camponês (1965)
 
(LP, “Gildo de Freitas, Vida de Camponês” (Continental, 1965) – Acervo de Marcelo Mangold)    

3º LP: Gildo de Freitas, O Desafio do Padre e o Trovador (1966)

(LP “O Desafio do Padre e o Trovador”  (Continental, 1966) – Acervo de Adailson José Neitzke)
     (Lançou esse 3º LP “O Desafio do Padre e o Trovador”, na Continental em 1966.

     O pesquisador Adailson Jose Neitzke, de Passo Fundo, possui o disco original. Na capa, tem uma caricatura do  Gildo, bem gaúcho, de bombacha, tirador, chapéu jogado às costas, tocando a cordeona. Também, a caricatura do padre Rubens, de óculos e batina preta. Ao fundo, árvores. Ao lado do Gildo, está o nome do artista plástico: C. Cunha.  Na contra capa, uma foto dos dois de trajes pretos em frente ao microfone: Gildo, de gaúcho, e o padre, de batina. Abaixo, num retângulo, com a seguinte inscrição: “Nesta foto aparece GILDO DE FREITAS em um desafio com o grande trovador PADRE RUBENS PILAR, a 12 de agosto de 1965, na Rádio Charrua – Uruguaiana – R.G.S.” 
     Depois, abaixo, tem outro retângulo de menor espessura, onde diz: “Produção 1966”, o que prova que esse disco foi lançado naquele ano. Ao lado esquerdo o desenho de uma mula preta, contendo no lado direito o nome do desenhista C. Cunha. Na vanera Mula Preta, que está na última faixa, ele diz que tem uma “mula preta que poucos gaúchos tem”, uma “chinoca que estimo e quero bem” e “a minha cordiona que quando toca apaixona certas chinocas de alguém”. E diz que a foto da mula está na capa do disco). 

4º LP: Gildo de Freitas e Sua Caravana (1968)

(LP “Gildo de Freitas e Sua Caravana” (Continental/Musicolor, 1968) – Acervo de Marcelo Mangold)

      (Depois de dois anos sem gravar, Gildo de Freitas, trouxe este 4º LP “Gildo de Freitas e Sua Caravana” (Continental, 1968).  Na capa, Gildo de Freitas ao lado de um pingo bem aperado. Julieta ao violão, Zezinho na gaita e outro violonista. Tem cinco parcerias de Gildo de Freitas com Zezinho:  Gaúcho Cantador, Caçador de Bom Gosto, Sentimento de Viúvo, Pingo Branco e Saudade de Vacaria. Estas são cantadas por Zezinho e Julieta, intercaladas com declamações de Gildo de Freitas. Uma parceria que deu certo. A dupla, também cantava muito bem. Grande parte das histórias das letras do Gildo são realidades, que foram vividas por ele mesmo! Mas, também gostava de contar histórias dos seus amigos, que lhe historiavam e ele passava para o papel). 

5º LP: “De Estância em Estância” (1969)

(LP “Gildo de Freitas, De Estância em Estância” (Continental, 1969) – Acervo de Marcelo Mangold)

     (No ano seguinte, 1969, ele lançou o 5º LP “De Estância em Estância” (Continental). 
    Na capa, Gildo, de camisa listrada, bombacha, lenço e chapéu brancos. Em frente à uma roda de carreta, caracterizando um tradicional meio de transporte do gaúcho).   

6º LP:  Gildo de Freitas – Dupla “Alegria dos Pampas” Zezinho e Julieta (1970)

(LP “Gildo de Freitas – Dupla “Alegria dos Pampas” Zezinho e  Julieta” (Continental/Caboclo, 1970) – Acervo de Marcelo Mangold)

     (Em 1970, conforme a coleção de discos, do pesquisador e músico Marcelo Mangold, Gildo de Freitas gravou dois LPs, o 6º e o 7º disco: “Gildo de Freitas – Dupla “Alegria dos Pampas” Zezinho e Julieta (Caboclo/Continental) e “Gildo de Freitas, Rei do Improviso” (Musicolor/Continental).
     Neste LP, “Gildo de Freitas – Dupla “Alegria dos Pampas” Zezinho e Julieta, no lado 2,  Zezinho e Julieta apresentam as seguintes composições: Vida de Tropeiro, Morena Arrependida e Matando a Saudade, de Gildo de Freitas e Zezinho.  Cachorro Abandonado, de Gildo, Zezinho e José Barcelos. Amor Correspondido, de Zezinho e Darcy Reis Nunes).

7º LP:  “Rei do Improviso – Gildo de Freitas”  (1970)

(LP “Rei do Improviso – Gildo de Freitas” (Continental/Musicolor, 1970) – Acervo de Marcelo Mangold)

  (No LP “Rei do Improviso”, Gildo, de bombacha, lenço, pala e chapéu brancos. Camisa listrada de preto e branco. De bota preta. A gaita cromática no chão ao lado). 

8º LP: “Gildo de Freitas”  (1972)

(LP “Gildo de Freitas” (Continental/Musicolor, 1972) – Acervo de Marcelo Mangold)

   (O 8º LP “Gildo de Freitas” (Continental) foi gravado em 1972, conforme a coleção de Marcelo Mangold. Na capa,  Gildo, de camisa branca, listrada de preto. Chapéu e lenço brancos).

9º LP: “Gildo de Freitas e Seus Convidados”  (1975)

(LP “Gildo de Freitas  e Seus Convidados” (Continental, 1975)  - Acervo de Marcelo Mangold)

       (Neste 9º LP “Gildo de Freitas e Seus Convidados” (Continental, 1975) tem o Gildo todo de branco. À esquerda do Gildo estão os Irmãos Vargas. À direita do Gildo, o Zé Mineiro e os Coroas. Estão na porta em frente a um prédio). 

10º LP: “O Ídolo, Gildo de Freitas” (1975)

(LP “O Ídolo, Gildo de Freitas” (Continental/Musicolor, 1975 – Acervo de Marcelo Mangold)

     (No 10º LP “O Ídolo, Gildo de Freitas” (Continental, 1975). Gildo, de bombacha e colete brancos. Está assegurando o chapéu branco. Camisa estampada. A gaita ao lado, em cima de uma mesinha. Na frente uma árvore com flores). 

11º LP: “Gildo de Freitas e Os TaytasGauchadas de Sul a Norte” (1976)

(LP “Gildo de Freitas e Os Taytas – Gauchadas de Sul a Norte (Continental/Musicolor, 1976) – Acervo de Marcelo Mangold)
      (O LP 11º “Gildo de Freitas e Os Taytas – Gauchadas de Sul a Norte”          (Musicolor/Continental, 1976).  Na capa, Gildo, de bombacha, camisa e chapéu brancos. Cinto preto e lenço vermelho. Os componentes de Os Taytas, de bombachas pretas, camisas brancas e lenços vermelhos.  Aliás, este é o único LP em que o Gildo está de lenço vermelho, acompanhando os demais artistas - todos de lenços maragatos. Tem um, a cavalo. Do lado do Gildo, uma mulher, que é a trovadora Lina Rodrigues, de Portugal, que está no disco, com participação em um desafio).       

12º LP: “Gildo de Freitas” (1979)

(LP “Gildo de Freitas” (Continental, 1979) – Acervo de Israel Lopes)

     (No 12ª LP, “Gildo de Freitas”  (Continental, 1979) tem o Gildo, gaúcho, todo de branco. Bombacha, camisa branca com punhos pretos. Colete e chapéu também brancos. Cinto preto com uma volta branca e faixa preta, executando o violão. Já andava muito doente. Por isso, ele tinha parado com a gaita. Instrumento pesado, enquanto que o violão era mais leve. Direção e Produção deste disco: Airton dos Anjos).

13º LP: “Gildo de Freitas – Mais Sucessos” (1980)

(LP “Gildo de Freitas – Mais Sucessos (Sertanejo/Chantecler, 1980) – Acervo de Marcelo Mangold)

     (No 13º LP “Gildo de Freitas Mais Sucessos” (Chantecler-Sertanejo, 1980).  Na capa,  Gildo, camisa branca, pala roxo, chapéu e lenço pretos. Está servindo o chimarrão. Este LP teve a Direção e Supervisão Geral de Braz Baccarin).

14º LP:  “Gildo de Freitas, O Rei dos Trovadores” (1981)

(LP “Gildo de Freitas, O Rei dos Trovadores” (Sertanejo/Chantecler, 1981) - Acervo de Marcelo Mangold) 

      (O 14º LP “Gildo de Freitas, O Rei dos Trovadores” (Chantecler/Sertanejo, 1981). Gildo de Freitas sentado numa cadeira. De calça social, colete, sapato e chapéu brancos. Camisa escura de punhos brancos. Está pegando um  mate chimarrão que lhe foi alcançado por sua esposa, dona Carminha. 
      Ao lado, sentada num pelego aparece uma criança, também tomando chimarrão. Este LP tem a direção e produção do Leonir.  Músicos participantes Os Mirins:  Albino Manique, no acordeão, Oscar Soares e Jorge Fagundes, nos violões, Francisco Castilhos, no contra-baixo e cavaquinho, e Teixeira Trindade, nos ritmos. Supervisão geral, Braz Baccarini e Coordenação de produção, Alberto Calçada).                            

15º LP: “Gildo de Freitas, Figueira Amiga” (1982)

(LP “Gildo de Freitas, Figueira Amiga” (Chantecler, 1982) – Acervo de Marcelo Mangold)

   (No 15º LP “Gildo de Freitas, Figueira Amiga” (Chantecler, 1982). Na capa,  Gildo cortando um fumo. De camisa branca, com punhos pretos, colete e chapéu brancos. Lenço preto. Está ao lado de uma estrondosa figueira.  Direção e produção do Leonir). 
           
Pesquisa: Israel Lopes
Advogado, Pesquisador
Escritor e Historiador

Elton Saldanha é o novo coordenador de Música na Capital

     

     O cantor, compositor e jornalista Elton Saldanha assume a Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura. Reconhecido por canções como “Eu sou do Sul” e “Castelhana”, Saldanha tem entre os principais desafios reativar o ambiente musical da cidade.

     “Uma das grandes características de Porto Alegre é a música. Quero a fazer essa comunidade voltar a usufruir de tudo o que os artistas produzem”, afirma o coordenador.

     Entre as atribuições da coordenação está a Banda Municipal, que, segundo Saldanha, será reativada o mais breve possível.

Coordenação

     O setor é responsável por eventos tradicionais do calendário do município, como o Baile da Cidade, o Réveillon e o Prêmio Açorianos de Música. Por meio de projetos realizados periodicamente, a Coordenação de Música busca expor os talentos em atividade no cenário da Capital em diferentes gêneros e estilos.

Texto:Eduarda Alcaraz
Edição: Rui Felten
Site Prefeitura/SMC

Transforme o teu sonho em um belo livro

 


A Cultura Popular na Escola (II) - por Neusa Secchi


      O Projeto Pedagógico da Escola é o documento que vai definir quais são as intenções da mesma e as propostas que traçam as realizações de qualidade de trabalho e o desejo coletivo de todos os segmentos que fazem parte das necessidades da comunidade escolar. 

     Perdura hoje uma escola padronizada numa educação imposta pelas elites consolidando-se em termos de ser fixada basicamente pela escrita e não voltada o suficiente à cultura popular. Nem sempre o saber popular é levado em consideração ocasionando desqualificação e desinteresse. 

     Na relação Escola-Comunidade, os conhecimentos são transmitidos preservando apenas a hegemonia da cultura erudita, desconsiderando os saberes produzidos e preservados pela comunidade, sua memória cultural, valores, crenças e a própria história.

     O trinômio: Aluno-Escola-Família, pelo seu valor interativo é uma proposta de conteúdo que deve ser trabalhada na Escola. Aproveitar iniciativas da criança, trazendo para o ambiente escolar o ensino formal dando oportunidade a família participar, enriquecendo a bagagem cultural: lendas, advinhas, quadrinhas, entre outras.

      Para que ocorra uma verdadeira identidade cultural torna-se necessária a elaboração de um currículo escolar que contemple essa diversidade cultural. Neste contexto o professor é o importante agente preservador e modificador deste processo de ensino-aprendizagem.

     Hoje o conhecimento está sendo gerado longe da sala de aula, tanto por pesquisadores, acadêmicos e /ou comissões de currículos, mas criado ou recriado o suficiente pelos estudantes e professores nas salas de aula.


quarta-feira, 3 de março de 2021

Morre aos 44 anos, a cantora Deborah Rosa

Deborah era uma musa de sorrisos largos e de uma voz de veludo

     É com muito pesar que informamos o falecimento, na manhã de hoje, da cantora campeã do ENART 2012, Deborah Rosa, aos 44 anos. Deborah tratava sua saúde quando, hoje cedo, teve uma parada cardiorrespiratória e veio a falecer.

     De uma família de artistas, Deborah era bacharel em comunicação social, em Relações Públicas pela UFSM, mas tornou-se cantora por paixão e vocação. Descobriu no tradicionalismo uma veia para sua carreira, quando foi campeã do ENART, representando o CTG Caminhos do Pampa, de Porto Alegre.

     Deborah era muito intensa. "O dia é muito corrido. Eu planejo, escrevo projetos, participo de projetos infantis, participo de um programa semanal de rádio, garimpo músicas, ouço muita coisa. Hoje, mais que nunca estou reafirmando meu compromisso com a música, meu casamento com ela" - contou para uma entrevista do Jornal Eco da Tradição, de 2013. 

     O céu, literalmente, ganhou uma Estrela. Que Deus, em sua misericórdia, conforte os corações dos familiares e dos amigos. Que ela siga seu caminho de luz de volta ao lar.



     

Nota de pesar - Maria Antônia Lima dos Santos

 

    É com grande pesar que comunicamos o falecimento da Dona Maria Antônia Santos, 65 anos, do CTG Potreiro Grande, de Tramandaí. Ela parte e deixa os filhos Luiz César, Tiago e Tais.

     "Hoje perdemos uma grande mulher na história do tradicionalismo de Tramandaí e do litoral. Esposa do saudoso Luiz Carlos, patrão do CTG Potreiro Grande por vários anos, Maria Antônia , a "Soberana” , deixou um grande legado e muitos jovens a respeitavam por sua opinião forte e conduta de disciplina. Que sua passagem seja serena para a casa celestial" - nos conta, emocionada, Gilmara Silveira.

     Pedimos ao Pai Maior que ilumine seu caminho de volta ao lar e conforte o coração dos familiares.

A Cultura Popular na Escola (I) - Por Neusa Secchi

       A valorização das políticas de diversidade cultural e a inclusão de conteúdos sobre culturas populares leva a Escola, cada vez mais, dificultar o desenvolvimento, porque entendemos que a “Oralidade e a Escola” são conceitos cuja aproximação tem sido problemática.

     Historicamente, consolidou-se a Escola como “um dos templos do saber fixado pela escrita”, o saber letrado das camadas sociais advindo da tradição europeia no mesmo tempo em que essa Escola rejeitava a cultura oral, própria dos povos ágrafos — aqueles que não tiveram necessidades ou oportunidades históricas de desenvolver ou servir-se da escrita.

     A cultura popular tradicional produzida por camadas sociais economicamente desfavorecidas tem sido lembrada por ocasião da “Semana do Folclore”.

     A Escola é, portanto, o ambiente propício para a aprendizagem do respeito pelas culturas populares, divulgadas a partir do conhecimento de suas formas de expressão, materiais e imateriais, na complexidade de suas dimensões históricas, geográficas, sociais e religiosas.

     É preciso formar um público jovem interessado nas suas raízes, abertos o suficiente para redescobrir e valorizar nas grandes cidades e periferias, onde moram as grandes belezas ancestrais guardadas na memória dos pais e avós.

     Na Escola o professor é o agente preservador da herança cultural da tradição do povo. Aprender com a criança para preservar e transmitir a cultura popular à sua comunidade.



segunda-feira, 1 de março de 2021

A importância do voluntariado na formação dos jovens tradicionalistas


 

Diversões no Rio Grande Antigo – Pixurun

 


     A vida de nossa gente do “campo”, não era só trabalho, o preenchimento das horas de lazer na vida rural é feito, comumente, por diversas reuniões sociais. 

     A primeira, nessa sequencia de textos é o “Pixurun”. 

    Reunião que terminava em diversão: um encontro para realizarem em conjunto uma “empreitada”, um trabalho, num determinado dia. Os heróis das derrubadas, das roçadas, dos serviços, eram convidados, com suas famílias, para o banquete servido sobre toalhas de algodão, estendidas sobre a grama à sombra de copadas árvores. Aí, nessa doce intimidade de amigos, compadres e parentes, era banida qualquer etiqueta, respirava-se a suave atmosfera do mais cordial aconchego. Trocavam-se amistosas saudações entre os convivas até que todos, satisfeitos e confortados, passavam o resto da tarde entretidos.

     Em local combinado, é servido uma grande ceia com bebidas. Durante o fandango, acompanhado de canto em dueto, “corre” de mão em mão a aguardente fervida com açúcar, numa grande caneca onde é bebida com bomba, as “preparadas” com butiá, murta, laranjinha do mato etc. 

     Sobre esses encontros que terminavam em fandango, Dante de Laytano, em Folclore do Rio Grande do Sul, descreve: 

     “Os moços acompanhados de violas, entoavam poéticos hinos de amor e saudades, singelamente revelados em cada verso cantado; os velhos, no meio das famílias, sentados na relva, fumando cigarros de palha e fumo crioulo, comentavam o trabalho do dia, o qual, graças a Deus passou sem acidentes desagradáveis. Ao cair da tarde retiravam-se os convivas para a vivenda do dono do puxirun; ai era improvisado o tradicional fandango que ordinariamente terminava no despontar do sol. Nesse serão de danças não eram somente os mais moços que se divertiam, os velhos também se confundiam na sala, orgulhosos da correção com que sapateavam o Sarrabulho, a Roda Grande e outras danças primitivas que as modernas gerações têm preterido pelas modas importadas com a civilização”. 

As relações de convívio se processavam entre pessoas de mesma categoria social, isto é, entre os vizinhos de uma propriedade e outra. 

     Nessas diversões vê-se brotar animadamente a alegria. Todos brincam com semblante aberto. Os jovens de ambos os sexos dirigem-se mútuos gracejos com delicadeza e fino espirito, que lhes são peculiar. 

Continua...



domingo, 28 de fevereiro de 2021

A Paz de Ponche Verde

   

  Está lá, gravada em um obelisco de granito, nos campos localizados há mais de 30 km de Dom Pedrito, onde se lê a seguinte inscrição: "Nestes Campos de Ponche Verde, em 1º de marços de 1845, os defensores do  Império e os Republicanos de Piratini asseguraram a unidade nacional, com a pacificação do Rio Grande do Sul".

     Já se vão 176 anos da assinatura da paz, que não foi uma coisa muito simples de acontecer. Impasses não permitiam que, Império e República, chegassem a um acordo. A habilidade de negociação de Caxias era de usar uma linguagem dupla, que evitasse o conflito e aproximasse o acordo: Uma que satisfizesse os brios e interesses dos farroupilhas e outro que evitasse condições que não fossem aceitas pelo Império.

     Caxias assumiu o compromisso de fazer cumprir as condições acertadas no tratado de Ponche Verde sem parecer vitórias ou derrotas, mas que todos saíssem satisfeitos. os Imperiais argumentavam que tratados se faziam entre nações e a república rio-grandense não era reconhecida por eles. Ao mesmo tempo em que aqui era plantada uma sementinha para que anos mais tarde o Brasil se tornasse uma República, também.

     A pacificação foi assinada em 1º de Março de 1845 em Ponche Verde, e tinha como principais pontos:

     O Império assumia as dívidas do governo da República;

     Os farroupilhas escolheriam o novo presidente da província - Caxias;

     Os oficiais rio-grandenses seriam incorporados ao exército imperial nos mesmos postos, exceto os generais;

     Todos os processos da justiça republicana continuavam válidos;

     Todos os ex-escravos que lutaram no exército rio-grandense seriam declarados livres;

     Todos os prisioneiros de guerra seriam devolvidos à província.

     Além do mais, o charque importado foi sobretaxado em 25%.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O Pecado da Vaidade - A historia de Santo Antão x Diabo

 

   Antão, jovem que perdeu seus pais, cedo e decidiu distribuir seus bens e a riqueza deixada por eles, reservando carinhosamente uma porção necessária a sua irmã. Protegeu-a  colocando-a numa casa conhecida, onde viviam senhoras virgens e fieis. E então, passou a viver sozinho, praticando e cultivando o bem, exercitando pesada disciplina para domar a própria vontade. 

    O demônio invejoso não suportava ver aquele jovem aprimorar as suas virtudes e exercitá-las em benefício das pessoas, e por isso, tramava e maquinava contra ele, tentando-o de todas as maneiras, afim de enfraquecer a sua vontade. Mas ele resistia heroicamente. 

     Cansado, o diabo desistiu, virando as costas disse que não mais iria atenta-lo. Ao ver o diabo sair, Antão abaixou-se de e joelhos  disse: Agora posso ser "santo". O diabo voltou. Antão tinha uma fraqueza. Se esforçou para ser Santo, então, tinha uma vaidade.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Nota de pesar - Faleceu o pioneiro do laço


     É com grande pesar que comunicamos o falecimento do pioneiro das competições de tiro de laço no Rio Grande do Sul, Irineu Nery da Luz. Internado no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria, desde quinta-feira, seu Irineu foi vítima de falência múltipla de órgãos. 

     O corpo será velado na Câmara Municipal de Esmeralda e o sepultamento está marcado para hoje, às 17h, no cemitério da cidade.

    Considerado um dos pioneiros dos rodeios, Irineu foi homenageado da FECARS no ano de 2012, edição realizada em Canoas. Ele auxiliou na organização do primeiro treino de laço, há 70 anos, em novembro de 1951, pelo grupo liderado por Alfredo José dos Santos, em Esmeralda. A iniciativa deu origem aos rodeios.  Descanse em Paz seu Irineu, pois seu nome está gravado na história.


Ao lado do seu Irineu Luz, depois da palestra que proferi em Esmeralda, no ano de 2017

Os pioneiros do Laço

     Pelo que ficou escrito e é contado pelos moradores e fontes entrevistadas, o Quadro, ou invernada de Laçadores da Fazenda das Violetas, equipe de Alfredo José dos Santos era formada por: José de Lemos Pacheco, Bento Teles de Abreu, Sezefredo Bernardino de Lemos, Manoel Eugenio da Mota, José dos Santos Pacheco, Virgilio Lemos, Honório Luz, Gomercindo da Luz, Rui Amarante contando, mais tarde, com Irineu Nery da Luz (um dos informantes) e Hugo Lemos que ajudaram com “as escritas e regramentos”.

     

Folclore na escola - por Neusa Secchi

    Torna-se cada vez maior nos meios educacionais as políticas de valorização da diversidade cultural e a inclusão de conteúdos sobre as culturas populares tradicionais como temas curriculares transversais.

     Entendemos que a "oralidade e a escola" são conceitos cuja aproximação tem sido problemática uma vez que a escola historicamente se consolidou como um dos templos do saber fixado pela escrita, o saber letrado das camadas sociais. Essa escola rejeita a cultura oral, tradicional própria dos povos agrafos - aqueles que não tiveram necessidades ou oportunidades históricas do desenvolver ou do servir-se da escrita.

     Ainda temos uma Escola padronizada, uma educação mais imposta pelas elites do que voltada para o saber popular. Nesta perspectiva nem sempre o saber popular é levado em consideração, ocasionando uma desqualificação da cultura popular e de seu valor enquanto instrumento e conteúdo a ser trabalhado na instituição escolar.

     Há um choque cultural entre a Escola e a Comunidade, pois os conhecimentos transmitidos preservam a hegemonia da cultura erudita como norma geral de comportamento social, desconsiderando os saberes produzidos e preservados pela comunidade: possui modo de vida, valores, crenças e hábitos próprios.

     Muitas escolas tratam tais manifestações, a identidade étnica, como conhecimento a ser sistematizado no transcorrer do currículo escolar de maneira superficial e em ocasiões comemorativas.

     O valor educativo do folclore não tem sido suficientemente aproveitado pela escola. As razões disso parecem estar na falta de conhecimento dos educadores sobre o assunto. Conhecimento estes que os educadores deveriam receber de forma sistemática em seu curso de formação, pois o risco de dispor-se a educar crianças e adolescentes sem dispensar atenção à bagagem cultural tradicional que trazem da sua família, num ensino dissociado da vida real.

     O Folclore é inerente a todas as camadas sociais, é vivenciado no cotidiano através da linguagem, vocábulos, ditos, gestos, alimentação, artesanato, brinquedos, brincadeiras, crendices, superstições, música, dança, etc. São aspectos básicos para o desenvolvimento da identidade regional que precisam ser resgatados e estudados pelo professor, com a finalidade de selecionar e adaptar como vai aplicar no processo de ensino aprendizagem.

     A escola é o ambiente propício para a aprendizagem da cultura tradicional do seu meio e obtida das mais diversas formas de divulgação e expressão no campo de ação material e imaterial, e na complexidade de suas dimensões históricas, geográficas e sociais.

     É preciso conscientizar os jovens da importância do conhecimento sobre nossas raízes e tradições, despertando o interesse em redescobrir e valorizar, tanto nas periferias, zonas rurais e urbanas, as belezas ancestrais guardadas na memória de nossos pais e avós.

     Despertar no aluno o gosto pelas coisas da comunidade que habita, apego aos usos e costumes locais para melhor compreender o passado cultural e histórico de seu povo.     

     O projeto pedagógico da escola é o documento que define quais são as intenções da escola, suas finalidades, objetivos e propostas que traçam a realização trabalho de qualidade e o desejo coletivo de todos os segmentos: Escola/Cultura Tradicional.

     Formar a prática pedagógica mais democrática e participativa, um currículo adequado à diversidade cultural e as necessidades da sua comunidade escolar.
Para que ocorra uma identidade cultural é preciso ter um currículo multicultural e que a linguagem seja a mesma sobre todos os segmentos que compõem o contexto escolar.

     Atualmente a legislação em vigor ampara iniciativas de elaboração de currículos capazes de contribuir para a construção de uma sociedade plural que contempla a diversidade cultural.

     O professor é importante como agente preservador da herança cultural, da tradição do seu povo. Ele soma cultura quando aprende com a criança suas canções, brincadeiras e transmite às outras, oportunizando situações de preservação.

     A iniciação da criança na escola deveria ser organizada de uma forma suave e afetiva, trazendo para o ambiente escolar o ensino formal oportunizado pela família e, em grande parte representado pelo Folclore: rodas cantadas, contos, fábulas, adivinhações, trava-línguas, dancinhas, recortes, dobraduras, confecções de mobílias, brincadeiras tradicionais.

     A Escola vem ampliando suas atividades e tarefas que eram da família. O estilo de vida nos grandes centros urbanos, dificuldades económicas, habitações com espaços reduzidos, necessidades do trabalho fora da mãe, colocam os pais uma convivência menor com os filhos e a escola vai suprindo as necessidades dessas lacunas. Oferece aos alunos a oportunidade de realizar atividades complementares artísticas, culturais, esportivas e lazer criando um vínculo Escola-Comunidade.

     Paulo Freire: "Educação deve ser integradora, integrando professores e alunos numa criação e recriação de conhecimentos comumente partilhados. O conhecimento atualmente é produzido longe das salas de aula, por pesquisadores, acadêmicos, livros didáticos e comissões oficiais de currículos, mas não é criada e recriada pelos estudantes e professores na sala de aula".


Como previsto, MTG adia eleições

      O Movimento Tradicionalista Gaúcho adiou a Assembleia Geral Eletiva 2021, que estava programada para dia 27, onde seria eleita Os componentes dos Conselhos Diretor e Fiscal da entidade. A votação, que aconteceria no próximo sábado, foi adiada, porque o Rio Grande do Sul está parcialmente com bandeira preta/vermelha e por consequência com restrições sociais, o que inviabiliza a realização simultânea nas 30 regiões tradicionalistas. Segundo administração atual, a decisão foi tomada em reunião realizada entre a presidência, diretoria, candidatos, conselheiros, coordenadores regionais e equipes de trabalho, na noite desta segunda-feira, 22 de fevereiro. 

     A provável data é dia 06 de março. Em caso de impossibilidade, por força das medidas sanitárias de controle à pandemia de covid-19, o pleito será realizado no dia 13 de março. Nos próximos dias o MTG divulgará um boletim com informações mais detalhadas e orientações.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Nota de Falecimento - Mais uma vítima do Covid-19

      É com muita tristeza e pesar que informamos a passagem deste jovem diferenciado e prestativo, voluntário e colaborador em eventos e ações da 25ªRegião Tradicionalista: Diego Souza, o 'Tio Gordinho'.

      Vítima da pandemia que assola o planeta, Diego não resistiu ao covid-19.  Nos solidarizamos com os amigos do CTG Paixão Côrtes, de Caxias do Sul, familiares e em especial a Coordenadora de Gestão de Prendas e Peões da 25ª RT, Aline Malgarezi por esta perda irreparável.

     Que o bom Deus lhe receba de braços abertos em sua divina Luz  e conforte o coração de familiares e amigos.