quarta-feira, 17 de junho de 2020

O Gaúcho, na visão de Cezimbra Jacques


MTG do Mato Grosso promove o primeiro Encontro Virtual de Patronagens

          O MTG-MT promoverá no próximo dia 19 de junho, às 20h (horário oficial de Mato Grosso - 21h horário de Brasilia), o 1º Encontro Virtual de Patronagens. O encontro idealizado pela Diretoria Executiva, tem por objetivo, despertar nas Patronagens dos CTG’s do Mato Grosso uma reflexão sobre o futuro de suas entidades e do Movimento organizado no estado, debater sobre o atual momento da sociedade brasileira e por consequência de todas as entidades, esclarecer sobre o Projeto de Lei 1075/2020 - Lei Adir Blanc, que dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020.

          "O encontro será realizado por meio da plataforma digital de Reuniões e Webinar ZOOM, que permite a presença de forma virtual de até 100 (cem) tradicionalistas, e, será transmitido pela fanpage do MTG-MT (@MTGMatoGrosso) para que toda a comunidade tradicionalista do estado possa acompanhar o encontro, podendo inclusive interagir" - disse Francisco Muller, Presidente do MTG/MT.

          "Devido ao número limitado de participantes a Diretoria Executiva deliberou que cada entidade poderá participar com até 03 (três) tradicionalistas, sendo um desses o patrão ou seu representante na sua impossibilidade e mais dois tradicionalistas a serem indicados. Conto com a Colaboração de todos os patrões das entidades tradicionalistas do nosso estado para que indiquem o mais breve possível o nome dos tradicionalistas das suas entidades que participarão conosco, o link de acesso à reunião já está disponível no aplicativo de bate papo WathsApp no grupo denominado MTG e Patrões e será reenviado novamente no dia 19/06, no período vespertino" - concluiu Muller.

        Para contribuir com o encontro, foi convidado o tradicionalista e palestrante Rogério Bastos, que fará uma palestra com o tema: "O tradicionalismo e as transformações ao longo das gerações", e ainda, será o mediador dos debates a serem realizados ao longo do encontro. Rogério é formado em História pela FAPA e Pós graduado em História Contemporânea, Administração no Terceiro Setor e Gestão Cultural, prestador de serviços nas áreas de Marketing e eventos, com mais de 600 palestras realizadas pelo RS e fora dele. Rogério ainda é formado em comunicação, tendo como uma de suas áreas de atuação profissional a apresentação, locução, noticiador, produtor executivo de Rádio e televisão.

         O encontro terá a participação de algumas autoridades da CBTG - Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, como o presidente Roberto Basso e a Primeira Prenda Veterana, Aritanna Kuyumtzief.

          "Assim convido a todos gestores de entidades do nosso estado a participarem desse momento, para que possamos definirmos os rumos do movimento organizado para o próximo semestre do ano de 2020 e para as futuras gerações, um futuro forte, vigoroso e estruturado" - convidou Müller.

        Qualquer dúvida entre em contato, inclusive em relação ao uso da ferramenta disponível para realização da reunião.


Francisco José Müller de Souza
Presidente do MTG/MT
Gestão 2019/2021
(66)9.9996-5437

terça-feira, 16 de junho de 2020

Partituras Aldeianas - Live beneficente

          "O musical do grupo adulto do CTG Aldeia dos Anjos convida a todos para curtirem uma live muito especial, relembrando vários sucessos musicais que embalaram os sonhos de gerações. Vem conosco e reviva momentos de muita emoção. Será no dia 20/06, às 20h".

          O objetivo será de arrecadar doações via internet destinada ao auxílio das famílias dos músicos do CTG Aldeia dos Anjos, que não podem exercer suas funções durante este momento.

Acompanhe pelo nosso canal no Facebook ou Youtube.
#PartiturasAldeianasLive 

Aulas de Técnica Vocal e Interpretação com a cantora Tatiéli Bueno

Preparação para concursos de Intérprete Solista Vocal - Enart e rodeios -

Tatiéli Bueno   |   Foto: Samanta Rocha
          A cantora Tatiéli Bueno atua em diversos eventos culturais e registros musicais com grandes nomes da música do Rio Grande do Sul e do País, como: Neto Fagundes, Ernesto Fagundes, Luiz Marenco, Daniel Torres, Loma, Shana Mulher, Sperandires, Tchê Guri, Cristiano Quevedo, Sérgio Rojas, Érlon Péricles, Angelo Franco, Thomas Machado, Fábio Soares, entre outros.

         Dentre os êxitos de sua carreira, foi agraciada com o Prêmio Vitor Mateus Teixeira, na categoria cantora, em 2018. Ainda como destaque 2018, Tatiéli foi indicada a melhor cantora gaúcha pelo G1 | Repórter Farroupilha, sendo uma das 3 finalistas pelo voto popular. No início de sua história musical, se consagrou nos palcos do Enart nos anos de: 2007 – 2ª Lugar Intérprete Solista Vocal – 2008 - Campeã Intérprete Solista Vocal – 2009 – 2º Intérprete Solista Vocal – 2010 – BiCampeã Intérprete Solista Vocal.

           Em suas produções destacam-se os shows: “Tributo a Mercedes Sosa”, “Sensibilidade”, “Universo Feminino”, “Show Sul-americano”, “Um Natal para recordar – Navidad con Mercedes Sosa”, “Especial Social”, “Tatiéli Convida”, “Espetáculo ELAS”, “Boas Novas – Um show para celebrar”. Entre os Estados e Países em que atuou estão:  Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Uruguai, Chile, Argentina e Espanha.

Formato das aulas: online e presencial
Contato: 054 99707.1313    |    E-mail: contato@tatielibueno.com.br
www.tatielibueno.com.br    |    fanpage: @tatielibuenooficial
instagran: @tatielibuenooficial    |    youtube: tatielibueno

Um novo cenário para os espetáculos regionais - por Liliane Pappen

Enquanto a pandemia de Coronavírus fez o mundo desacelerar, músicos e artistas gaúchos como Elton Saldanha, César Oliveira e Rogério Melo, João Luiz Corrêa, grupo Alma Gaudéria e o humorista Jair Kobe — o Guri de Uruguaiana, entre outros, precisaram se adaptar às tecnologias e transformar a internet em sua principal ferramenta de trabalho

          A pandemia de Covid-19 apresentou ao segmento artístico um cenário, até então, nunca imaginado, no qual protagonizam o total cancelamento dos shows e espetáculos e a imposição do distanciamento social. Enquanto boa parte dos mais de 130 mil profissionais da cadeia produtiva da cultura gaúcha, conforme dados do Departamento de Economia e Estatística (DEE), viu sua renda diminuída ou até mesmo anulada, o meio precisou se reinventar e encontrar alternativas para que o mercado não esfriasse completamente, fazendo do vínculo com fãs e seguidores a garantia de sequência do trabalho.
Assim, as lives e transmissões em redes sociais se tornaram alternativa para muitos artistas. A comunicação com o público, já importante para músicos e atores, se tornou imprescindível para a manutenção das carreiras e, ainda, alternativa financeira, no caso das transmissões patrocinadas e do couver artístico virtual.

            Com cunho beneficente, as chamadas lives solidárias, que buscam arrecadar fundos para auxiliar colegas de profissão e instituições de caridade que viram suas doações reduzidas por causa da pandemia, são outra estratégia adotada. A verdade é que quanto mais popular o artista, mais amplo o alcance de suas publicações e maior o resultado financeiro de suas iniciativas, independente da finalidade.

          Adepto do couver artístico virtual, o humorista Jair Kobe, conhecido como Guri de Uruguaiana, é um dos artistas gaúchos que tem utilizado as redes sociais como meio de contato com seu público. Durante suas lives, os fãs podem realizar doações de qualquer valor, a partir de um QR Code disponível na tela. De acordo com o humorista, a Live Show do Guri, nome do espetáculo digital, é transmitida por todas as plataformas do personagem — YouTube, Facebook, Instagram e Twitter. “Buscamos oferecer um conteúdo bem produzido, atrativo ao público que já nos segue e participa dos nossos shows”, afirma.

          Outra alternativa nascida dos tempos de pandemia são os festivais e concursos virtuais. Buscando manter vivas as tradições e costumes regionais, especialmente as mais praticadas nos Centros de Tradições Gaúchas, tradicionalistas promovem nas plataformas digitais concursos de declamação, dança, contação de causos e até mesmo chula. No caso destes concursos, os participantes postam vídeos com suas performances e são avaliados por comissões técnicas e populares.

         Além dos artistas, instituições como o Movimento Tradicionalista Gaúcho e entidades tradicionalistas em diversas partes do Rio Grande do Sul também têm promovido ações sociais que vão de arrecadação de alimentos não perecíveis e doação de cestas básicas à distribuição de refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Artistas se uniram em uma confraria do bem que arrecada fundos para os colegas de profissão.
Elton Saldanha e grupo Alma Gaudéria participam da iniciativa — Foto: Rogério Bastos
Tradicionalistas de mãos dadas pela solidariedade

           Há quem ache que os grupos de WhatsApp são apenas para compartilhar banners de bom dia, saber notícias dos amigos e compartilhar memes, mas foi a partir de um destes grupos que artistas gaúchos se articularam para a realização de ações de auxílio aos colegas de profissão. Assim nasceu o coletivo Confraria da Música. O grupo arrecada dinheiro a partir de lives e leilões e os converte em cestas básicas que são doadas, especialmente, a músicos menos famosos e equipes técnicas, ou seja, a parcela mais prejudicada do setor.

            Quando os primeiros protocolos de segurança para a prevenção da Covid-19 foram lançados e os eventos cancelados, aqueles que vivem de bailes e espetáculos viram, subitamente, sua fonte de sobrevivência secar, ainda que temporariamente. No entanto, as despesas mensais e a necessidade de alimentar a família assombraram estes pequenos artistas e profissionais técnicos do segmento. Preocupados com os colegas, alguns músicos buscaram no Governo do Estado alternativas de apoio ao setor.

            “Quando chegamos para conversar com o governador Eduardo Leite, lá no início da pandemia, apresentamos a realidade do nosso segmento. Temos músicos consolidados que podem viver por um tempo sem faturamento, mas a maioria trabalha nos finais de semana para sobreviver nos outros dias. Estes, dependem da arte para viver”, conta Fernando Augusto Espíndola, proprietário do grupo Alma Gaudéria e um dos principais articuladores da Confraria.
Fernando Augusto Espíndola - Grupo Alma Gauderia

            De acordo com Espíndola, enquanto o grupo de representantes do setor, composto por ele e pelos músicos César Oliveira e João Luiz Côrrea, tentava convencer o poder público da situação dramática de alguns colegas, lhes foi apresentado um cenário ainda mais desolador. “Enquanto buscávamos algum tipo de linha de crédito ou financiamento para os músicos e seus profissionais, nos respondiam de pronto que seria impossível, porque milhares de outros profissionais informais, até mais organizados do que os músicos, também precisariam de alternativas e não havia, segundo os técnicos, como justificar que apenas um setor fosse beneficiado”, relata o músico. Ele conta que o grupo deixou o encontro desolado, mas convencido de que precisava fazer alguma coisa.

           “Foi aí que o nosso grupo de WhatsApp virou alternativa”, conta, empolgado, o produtor cultural. O grupo havia sido montado em 2018 por alguns artistas de Caxias do Sul e reunia diversos nomes do cenário musical gaúcho. Espíndola conta que o primeiro passo para a articulação era saber o número aproximado de profissionais do setor. Como a Confraria da Música era o grupo que agregava o maior número de artistas regionais e pouco conhecidos, foi a partir dele que o trabalho começou. “Pedimos aos integrantes da Confraria da Música que adicionassem outros músicos e, em pouco tempo já eram sete grupos da Confraria só no Rio Grande do Sul”, pontua. O músico conta, ainda, que com o desenvolvimento das ações que envolvem lives solidárias e leilões beneficentes, o grupo ganhou visibilidade e hoje tem ramificações também em outros estados, como Paraná e Santa Catarina.

           Com nomes famosos entre os fãs da arte regional, como os músicos César Oliveira, João Luiz Corrêa, Elton Saldanha, Borghetinho e Luiza Barbosa, entre outros, emprestando a imagem ao projeto, a Confraria começou o trabalho de arrecadação de recursos. “A primeira doação de 50 cestas básicas veio de um gaúcho que mora nos Estados Unidos. Depois, arrecadamos itens entre os artistas regionais e promovemos um leilão virtual. Arrecadamos mais de 100 mil reais na largada”, ressalta o artista.

           A partir da arrecadação, foi criada uma central de cadastros, administrada pela cantora e produtora cultural Cristina Sorrentino. Nela, os músicos e profissionais de eventos que precisam de algum suporte e de alimentos encontram o retorno às suas demandas. “A Confraria tomou uma proporção muito além do que esperávamos, talvez, um dia, ela se torne uma instituição formal que poderá auxiliar com cursos de profissionalização e outras ações em prol do setor, mas no momento, a missão principal é fazer com que todos passemos pela pandemia e suas restrições sem desistirmos da carreira que escolhemos”, conclui Espíndola.

          Até meados de junho, a Confraria já havia cadastrado mais de mil pessoas e doado 1116 cestas básicas. Conforme Sorrentino, a Confraria firmou parceria com supermercados de 50 municípios gaúchos, nos quais os beneficiados podem retirar as cestas básicas a que têm direito.


Mais um leilão beneficente

          Para o cantor Elton Saldanha, o período de reclusão imposto pela pandemia, além de trazer uma reflexão, é uma experiência de adaptação. “Cada pessoa, sobretudo os artistas, têm que se posicionar de uma forma não só contemplativa, mas também produtiva, afinal, ficar o dia todo em casa pode ser muito proveitoso se soubermos aproveitar bem o tempo”. O artista defende que iniciativas coletivas e individuais são fundamentais para a sociedade neste momento. “Seja através de um contato pela internet com alguém distante, ou de uma doação de alimentos, todos podemos fazer a nossa parte”, afirma.

Elton Saldanha
         Saldanha acredita que mesmo aqueles que andam com “os pilas curtos” podem contribuir intelectualmente, com ideias e composições, ou engajando-se nos diversos projetos digitais que estão nas redes. Ele conta que dentro dessa proposta, participou no domingo, 14 de junho, da segunda edição da Live Leilão, promovida pela Confraria da Música. “Faço parte desse movimento desde o início e, inclusive, doei alguns itens pessoais para serem leiloados. Só juntos sairemos dessa situação difícil”, contou. A transmissão ocorreu pelos canais Lance Rural e Giovani Grizotti Repórter Farroupilha, diretamente de Bento Gonçalves, município apoiador da iniciativa.

            Além de Saldanha, o espetáculo com mais de cinco horas de duração contou com as apresentações de César Oliveira e Rogério Melo, Cristina Sorrentino, Guri de Uruguaiana, Luiza Barbosa, Igor e Matheus, Cristiano Quevedo e João Luiz Corrêa, Banda Real Envido e grupo de danças Rastos do Tempo. Na oportunidade, foram arrecadados 65 mil reais entre doações e itens leiloados. Com o valor, serão adquiridas mais 650 cestas para distribuição entre os artistas cadastrados.

A cultura também busca alternativas

             No início da pandemia, o primeiro corte — e talvez mais sofrido para os gaúchos — foi no chimarrão. Mudar velhos costumes e deixar de compartilhar um hábito tão particular foi difícil, especialmente, porque as autoridades sanitárias indicavam que cada um bebesse a infusão milenar em sua própria cuia. O símbolo de respeito e união entre os gaúchos estaria perdido, então? Em pouco tempo surgiram alternativas e uma grande roda virtual, maior até do que as tradicionais, brotou da adversidade.

             Acostumada a participar de eventos Brasil afora, a Escola do Chimarrão, entidade cultural e sem fins lucrativos, viu, do dia para a noite, toda a sua agenda de eventos cancelada. Mais do que isso, viu sua arrecadação mensal ir de um faturamento médio de 50 mil por mês para zero. Entretanto, as despesas permaneceram. “Não temos funcionários, somos todos voluntários da cultura, no entanto, precisamos sobreviver como todo mundo. Temos contas de água e luz pra pagar no fim do mês e essa pandemia nos pegou desprevenidos”, conta Pedro Schwengber, diretor executivo do instituto. Com uma equipe fixa de seis pessoas e, pelo menos, mais 20 colaboradores pontuais, contratados para os eventos, a Escola do Chimarrão precisou se reinventar diante do cenário de pandemia.

             “Nosso trabalho sempre foi presencial, sempre dependeu do contato com as pessoas, mas diante dessa mudança repentina, buscamos alternativas. Apesar de explorarmos pouco as redes sociais, temos um número considerável de seguidores em nossos perfis e ali encontramos guarida para as nossas iniciativas”, pontua o administrador. Com apoio e patrocínio de empresas parceiras, que querem sua marca vinculada ao chimarrão, os integrantes da Escola realizam, todas as sextas-feiras, uma live com a participação de artistas locais e oficinas sobre o mate. São dicas de preparo, explicações técnicas sobre os avios, lançamentos de produtos específicos, gastronomia com erva-mate e boa música regional.

          Apesar não manter vínculos com o Movimento Tradicionalista Gaúcho, a Escola do Chimarrão se apropria da identidade regional em suas apresentações, com músicos participantes e apresentadores pilchados. “Entendemos que o chimarrão tem um apelo e, no momento que perdemos boa parte dos nossos referenciais por causa da pandemia, buscamos referendar essa ligação, ainda que empírica, com o tradicionalismo a partir da imagem que construímos em mais de 20 anos de trabalho”, destaca Schwengber.
Pedro Schwengber (direita) da Escola do Chimarrão
          O Instituto Escola do Chimarrão é o principal responsável pela divulgação da cadeia produtiva da erva-mate e suas potencialidades. O trabalho, realizado em parceria com órgãos como o Ibramate e o Fundomate, objetiva o fortalecimento do segmento, oportunizando renda para os produtores e ampliação do mercado a partir de alternativas de consumo para a matéria prima. Com um alcance médio além do esperado — cada live tem milhares de visualizações e centenas de comentários e compartilhamentos — o sucesso da iniciativa está relacionado com o conteúdo apresentado. “A cada dia, descobrimos que a erva-mate está muito além do chimarrão. Ela serve de insumo para cosméticos, culinária e medicamentos. Nosso papel é contar ao mundo sobre isso e as redes sociais se tornaram, durante a pandemia, o veículo para alcançarmos esses objetivos. É bem verdade que eu ainda estou aprendendo a dirigir”, brinca, entre risos, o diretor executivo.

Fortalecendo vínculos a distância

           A psicóloga Fabiane Marques conhece de perto a realidade enfrentada por quem depende da arte para viver. O irmão dela, Thiago Marques, é músico e operador de áudio e, com o cancelamento dos eventos, perdeu sua principal fonte de renda mensal. Ela analisa esse novo cenário, em que músicos e outros artistas encontraram nas lives e transmissões pela internet um novo tipo de vínculo que os mantém conectados aos seus fãs.

           Para Marques, o isolamento pode causar impactos à autoestima, levando à ansiedade, desânimo, insegurança e, consequentemente, a pensamentos negativos e outras posturas que afastam ainda mais familiares e amigos. Daí a necessidade de reinvenção que esse momento requer. “Realmente, estamos vivendo momentos difíceis, e não está sendo fácil ficar isolado de tudo que a gente gosta”, pontua a psicóloga. Motivados pelo distanciamento social, muitas pessoas decidem assistir conteúdos para experimentar alguma forma de reunião seja com amigos ou familiares, o que vem ajudar a reduzir a ansiedade, a monotonia e a sensação de inutilidade. “Buscamos por conexão emocional e afetiva nesse momento. Com a pandemia, o mundo que vivíamos hiperconectado e apressado, parou!”, destaca.

          A profissional reforça a importância de seguir as orientações de isolamento social e restrições recomendadas pela Organização Mundial de Saúde e, nesse sentido, acredita que a tecnologia vem favorecendo a aproximação virtual das pessoas através, única forma possível de interação neste momento.
No caso dos artistas, que viram suas agendas lotadas sendo preenchidas por um longo período de isolamento social e baixa perspectiva em retornar aos palcos, o uso das mídias sociais se tornou a principal opção para evitar o ostracismo. De acordo com Marques, esse novo movimento proporciona uma certa proximidade do músico com o seu publico, minimizando, assim, o sofrimento de ambas as partes. “A música nos remete momentos de alegria, diversão, confraternização e torna a nossa vida mais leve e prazerosa. Assistir uma live do seu artista favorito, e compartilhar com os amigos e familiares, nos passa uma sensação de pertencimento, onde a resiliência faz a diferença”, pondera.

            “A arte cumpre importante função social e, através dela, muitos artistas estão se reinventando e tornando-se referência para milhares de pessoas, contribuindo para a autoestima em ambos”, ressalta Marques. Em tempos de pandemia, as lives também exercem função solidária, e permitem a mobilização de diversas camadas da sociedade em auxílio aos mais necessitados. Por permitirem interação entre os espectadores e o artista, a live é um espaço aberto para todos, no qual público e artista se reconectam trazendo conforto, afeto e esperança. “Esse momento também vai passar e nos ajudará a rever a sociedade como um todo”, acredita a especialista.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Mulher tradicionalista, no século XXI, será tema e debate em LIVE - ABAMF


       O CTG Tropeiros da Tradição, da ABAMF, estará realizando no próximo dia 21, uma LIVE sobre as mulheres tradicionalistas no século XXI, com Márcia Borges e Renata de Cássia Moraes Pletz, com a participação da Dona Nora Ferreira e com a mediação de Aimara Bolsi.

         Renata Pletz é natural de São Jerônimo, onde nasceu em 1980, cresceu em meio aos festivais nativistas. Graduada em Letras e Literaturas de Língua Portuguesa, Pós graduada em Literatura, Especialista em Educação e Contemporaneidade, Diretora Cultural da 2ª Região Tradicionalista por três vezes. Membro da Comissão Gaúcha de Folclore – CGF, Conselheira do MTG e colaboradora da Estancia da Poesia Crioula (EPC). A cidade de São Jerônimo homenageou Renata com o título de Patronesse da Semana Farroupilha do município, em 2019.

           Márcia Cristina Borges da Silva, Policial Militar, Graduação Licenciatura Plena em História e Pedagogia, Pós Graduada em educação ambiental e Psicopedagogia. Foi a primeira mulher patroa do 35 CTG onde entrou quando criança, pois seu pai associou-se da Entidade e as levava nos bailes e domingueiras. "Tinha 5 anos de idade, depois participei das invernadas, fui 1ª Prenda por diversas vezes, diretora de departamento jovem até chegar ao Comando do Cultural do 35 CTG, por 12 anos, como Posteira e como Capataz Cultural" - conta Márcia Borges. Escreveu, ainda, o livro pela Martins Livreiro Editora "A Evolução Histórica da Mulher Gaúcha" - com Paulo Roberto de Fraga Cirne.

           A Live será dia 21 de junho, domingo, às 20h, com mediação de Aimara Bolsi.

sábado, 13 de junho de 2020

CTG Gildo de Freitas nos tempos do Drive Thru - Sopão Campeiro



Nota de falecimento - Jorge Freitas


   É com enorme pesar que comunicamos o falecimento do cantor e compositor missioneiro Jorge Antônio Rodrigues Freitas, de 59 anos. Ele morreu na manhã deste sábado, 13, vitimado pela COVID-19, segundo informações da Prefeitura municipal de Cruz Alta. Além de músico, ele era servidor da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da cidade e estava internado desde 5 de junho, na UTI do Hospital São Vicente de Paulo.

     Freitas nasceu em Santo Ângelo, mas foi em Cruz Alta que começou sua carreira. Ícone da música nativista, ele deixa um legado de mais de 500 composições. Ontem perdemos Porca Véia, hoje Jorge Freitas. Que descansem em paz em encontrem o seu caminho de luz durante suas passagens.




sexta-feira, 12 de junho de 2020

Notícia Urgente - Quarteto Coração de Potro encerra suas atividades

          O famoso grupo catarinense, "Quarteto Coração de Potro", comunicou há algumas horas, em seu Facebook oficial, o encerramento das atividades musicais. O grupo surgiu em 2007, na cidade de Lages/SC, quando quatro jovens músicos se reuniram para cantar a terra, o campo e seus costumes, com uma identidade única e diferenciada dentro da música tradicionalista. Seu som espelha sonoridades trazidas pelo folclore de toda América Latina.

Leia a publicação:

"Amigos do Quarteto! Chegou a hora de um descanso para que possamos nos reorganizar e, assim, nos fazermos mais fortes! O Quarteto irá dar um tempo nos trabalhos! Chegou a hora, e é a hora certa! Agradecemos imensamente o carinho e ajuda de todos nesses mais de 12 anos de estrada, nunca imaginamos colher tantas alegrias neste caminho! Todos fizeram parte das nossas conquistas! Se Deus quiser um dia a gente volta, fortes e renovados! Um grande beijo no coração de todos! Nossas músicas irão seguir com vocês sempre! Deus abençoe a todos!"

Kiko Goulart, Vitor Amorim, Ricardo Bergha e Maicon Oliveira

Entrevista com Carlos Galvão Krebs para o Diário de Noticias, em 22 de dezembro de 1968


          O Dr. Carlos Galvão Krebs, Diretor do instituto de Folclore e da Escola Gaúcha de Folclore, ambos da Secretaria de Educação, dispensa apresentações.  A entrevista que concede agora a "Regionalismo-Tradição" tem profunda atualidade e estuda um fenômeno que desde algum tempo vem ocupando seriamente os melhores lideres do Movimento Tradicionalista, Algo esta ocorrendo com o nosso Movimento, algo de novo, sério e talvez grave. Para esclarecer as questões a respeito esta página ouve agora uma das maiores autoridades no assunto. Com a palavra, o Dr. Carlos Galvão Krebs:

Vejo sem otimismo, presentemente, o Movimento Tradicionalista. Deflagrado a 24 de abril de 1948, com a fundação do “35” CTG, nesta Capital e no rastro do entusiasmo de ginasianos e escoteiros, o tradicionalismo cresceu desmesuradamente. Mas como em todo gigante o crescimento do cérebro não guardou as devidas proporções com o crescimento do corpo, Assim, o que agora se vê provavelmente é apenas o reflexo, tardio mas inevitável, desse gigantismo”.

          E continua o ilustre entrevistado: “Em suma, falta-lhe embasamento cultural. Poucos, muito poucos, tradicionalistas estudam os variados e importantes aspectos da cultura gaúcha, salvo um ou outro caso isolado, os estudiosos que hoje pontificam no cenário gaúcho são os mesmos de antes de 48. Onde então, a contribuição do tradicionalismo à nossa cultura? O tradicionalista comum se limita, na grande maioria dos casos, a saber uns passos de danças, dois ou três poemas e, vagamente, a época dos nossos trajes históricos. E faz pior: frequentemente hostiliza nos quadros do CTG e até em plenário de congressos, aqueles que se preocupam com os aspectos culturais do Movimento, taxando-os de “Medalhões”.

          Pode-se, então, pensar numa rivalidade entre o peão da estância e o homem da cultura no centro de tradições? "Não. De maneira alguma - nega o Diretor do IF. "Ambos não rivalizam, pois que se completam como duas forças positivas do Movimento. O perigoso, o desagregador, é aquele tradicionalista que não é portador da cultura gauchesca — isso é: não é campeiro — e desconhece o estudo dos múltiplos ramos da cultura gaúcha. Em suma: não é peão de estancia e não é intelectual, mas encontrando cancha procura representar um ou o outro. Como? Diante do leigo, do turista e do próprio tradicionalista menos esclarecido. Ora se inculca como gaúcho autêntico - ainda é dizer: campeiro - ora se reveste de fumaças pretensamente intelectuais dizendo bobagem sobre história, folclore e literatura. E, curiosamente, esse tipo de Tradicionalista é o que mais aparece nos Centros de Tradições e nas atividades tradicionalistas. Tem uma ânsia enorme de aparecer e, como o peão de estância o homem da cultura aparecem com facilidade, na sua especialidade, aquele que não é nenhuma coisa nem outra está sempre em choque com ambos. E aqui chegamos ao “vedetismo” que é o segundo aspecto mais negativo do movimento. Segundo a “Lei de Gresham” - “a má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda". Esses maus tradicionalistas que adoram se ‘adonar’ de posições  de patronagens, mais ou menos perpétuas, terminam por incompatibilizar os bons tradicionalistas com a vida no CTG. E quem não conhece vários Patrões eternos de certos centros de tradições?"

          A respeito de melhores perspectivas para o Movimento Tradicionalista, assim se expressou o Dr. Carlos Galvão Krebs: “Há, pelo menos, três fatos novos a serem considerados e todos altamente positivos. Cronologicamente, o primeiro foi a participação de estudantes da Escola Gaúcha de Folclore no projeto Rondon RS-1, em pé de igualdade com acadêmicos de medicina, sociologia, etc... participação que agora terá sequência no projeto Rondon BR-3, em janeiro, na Amazônia ou no nordeste brasileiro”.

          “O segundo fato positivo foi o aparecimento do livro “Manual do Tradicionalista”, do poeta Glaucus Saraiva, profundo conhecedor da vida no seio do CTG, que equaciona os problemas mais comuns e aponta, aliás, a solução. O manual é indispensável para quem não conta com profundos conhecimentos e queira fazer vida tradicionalista. Extremamente recomendável para patrões e professoras. E vale acrescentar, conhecendo o pouco gosto dos tradicionalista pela leitura, que não basta colocar o manual na biblioteca, é necessário lê-lo, atentamente”.

         “O terceiro fato, naturalmente, é a volta de “regionalismo- tradição” nas páginas do Diário de Notícias. Após tantos serviços prestados no passado “regionalismo-tradição”  volta com força total e numa época em que o movimento mais necessita de orientação e divulgação. O Rio Grande está de parabéns”.
Recorte do Jornal Diário de Noticias com a entrevista datada de 22/12/1968

Nota de Falecimento - Porca Véia

          Élio da Rosa Xavier - Se chamasse um músico assim, as pessoas não saberiam de quem se tratava. Esse era o nome do artista e um dos maiores acordeonista do estado, Porca Véia. Ele nasceu em Lagoa Vermelha, em março de 1952. Pois hoje, registramos aqui, a passagem deste grande musico regionalista, aos 68 anos. 

          Produtor rural até aos 16 anos, começou sua carreira artística com seis anos de idade por influência da família, onde havia muitos músicos amadores. Fez curso técnico agrícola, quando ganhou o apelido que é tomou lugar de seu nome. Participou de muitos festivais e apresentou-se com Kleiton e Kledir nas melhores casas de espetáculo do Brasil, como o Canecão, do Rio de Janeiro e no Palace, em São Paulo. Foi aluno dos Irmãos Bertussi, que até hoje ele reverencia tocando a música Bertussi nos bailes.

           Com insuficiência renal, fazia seções de hemodiálise três vezes por semana. Fundador do Grupo Cordiona e autor de sucessos como "Lembranças", "De Alma Serrana", "Do Jeito que Deu" e "Gaiteiro Por Demais", Porca Véia possui 21 CDs e 3 DVDs gravados, além de dois discos de ouro. Porca deixa a esposa Claudinéia Bossardi e quatro filhos, além de uma legião de fãs e amigos.

          Nosso profundo sentimento de Pesar e nossa solidariedade à família deste grande músico.

André Acosta, de Herval, postou no Twitter:
"São os velhos mistério da vida
Rebenqueados pelo dia-a-dia
Já cansados de tanta tristeza
Vão em busca de nova alegria..."
Vai entrar no céu dizendo: "gaiteiro por demais eu souuu"


Tome Tento deste domingo, 14, tratará dos 200 anos da chegada ao RS, de Auguste de Saint Hilaire

          "𝙷á 𝚜é𝚛𝚒𝚘𝚜 𝚒𝚗𝚌𝚘𝚗𝚟𝚎𝚗𝚒𝚎𝚗𝚝𝚎𝚜 𝚗𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚛 𝚊𝚋𝚜𝚘𝚕𝚞𝚝𝚘 𝚊𝚝é 𝚊𝚐𝚘𝚛𝚊 𝚊𝚝𝚛𝚒𝚋𝚞í𝚍𝚘 𝚊𝚘𝚜 𝚌𝚊𝚙𝚒𝚝ã𝚎𝚜-𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚒𝚜. 𝚂𝚎𝚖 𝚗𝚎𝚗𝚑𝚞𝚖 𝚘𝚋𝚜𝚝á𝚌𝚞𝚕𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚖 𝚜𝚎𝚐𝚞𝚒𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚒𝚍𝚎𝚒𝚊𝚜, 𝚎𝚡𝚎𝚌𝚞𝚝𝚊𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚙𝚕𝚊𝚗𝚘𝚜, 𝚙𝚘𝚛 𝚎𝚜𝚍𝚛ú𝚡𝚞𝚕𝚘𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚜𝚎𝚓𝚊𝚖, 𝚎 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚜𝚞𝚋𝚊𝚕𝚝𝚎𝚛𝚗𝚘𝚜 𝚗𝚞𝚗𝚌𝚊 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊𝚖 𝚍𝚎 𝚜𝚎 𝚎𝚡𝚝𝚊𝚜𝚒𝚊𝚛 𝚍𝚒𝚊𝚗𝚝𝚎 𝚍𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚕𝚎𝚜 𝚏𝚊𝚣𝚎𝚖. 𝙼𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚞𝚖 𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚕 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊 𝚊 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚊𝚗𝚒𝚊, 𝚙𝚛𝚘𝚌𝚞𝚛𝚊𝚖 𝚜𝚎 𝚟𝚒𝚗𝚐𝚊𝚛 𝚍𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚍𝚎𝚜𝚙𝚘𝚝𝚒𝚜𝚖𝚘, 𝚍𝚎𝚙𝚛𝚎𝚌𝚒𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚘𝚋𝚛𝚊𝚜. 𝚂𝚎𝚞 𝚜𝚞𝚌𝚎𝚜𝚜𝚘𝚛 𝚊𝚋𝚊𝚗𝚍𝚘𝚗𝚊-𝚊𝚜, 𝚎 𝚌𝚘𝚖𝚎ç𝚊 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚘𝚛 𝚜𝚞𝚊 𝚟𝚎𝚣 𝚜𝚎𝚛ã𝚘 𝚞𝚖 𝚍𝚒𝚊 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚌𝚒𝚍𝚊𝚜".

         Frases como esta serão debatidas pelos convidados: Jeandro Garcia (que resumiu o livro Viagem ao RS - com quase 600 páginas), Rogério Bastos e Dom Camillo (que palestrou sobre o assunto na França, terra do naturalista). Vem com a gente, domingo, dia 14, as 18h30.

     "𝙲𝚑𝚊𝚖𝚘𝚞-𝚖𝚎 𝚊 𝚊𝚝𝚎𝚗çã𝚘, 𝚍𝚎𝚜𝚍𝚎 𝚖𝚒𝚗𝚑𝚊 𝚎𝚗𝚝𝚛𝚊𝚍𝚊 𝚗𝚎𝚜𝚝𝚊 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚊𝚗𝚒𝚊, 𝚘 𝚊𝚛 𝚍𝚎 𝚕𝚒𝚋𝚎𝚛𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚍𝚎 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚝𝚎𝚗𝚑𝚘 𝚎𝚗𝚌𝚘𝚗𝚝𝚛𝚊𝚍𝚘 𝚎 𝚊 𝚍𝚎𝚜𝚝𝚛𝚎𝚣𝚊 𝚍𝚎 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚐𝚎𝚜𝚝𝚘𝚜, 𝚕𝚒𝚟𝚛𝚎𝚜 𝚍𝚊 𝚕𝚊𝚗𝚐𝚞𝚒𝚍𝚎𝚣 𝚚𝚞𝚎 𝚌𝚊𝚛𝚊𝚌𝚝𝚎𝚛𝚒𝚣𝚊 𝚘𝚜 𝚑𝚊𝚋𝚒𝚝𝚊𝚗𝚝𝚎𝚜 𝚍𝚘 𝚒𝚗𝚝𝚎𝚛𝚒𝚘𝚛. 𝚂𝚎𝚞𝚜 𝚖𝚘𝚟𝚒𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘𝚜 𝚝ê𝚖 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚟𝚒𝚟𝚊𝚌𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚎 𝚑á 𝚖𝚎𝚗𝚘𝚜 𝚊𝚏𝚊𝚋𝚒𝚕𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚎𝚖 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚖𝚊𝚗𝚎𝚒𝚛𝚊𝚜. 𝙴𝚖 𝚞𝚖𝚊 𝚙𝚊𝚕𝚊𝚟𝚛𝚊: 𝚜ã𝚘 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚑𝚘𝚖𝚎𝚗𝚜".

         JEFERSON CAMILLO, natural de Ijuí, militar da Força Aérea Brasileira, formado na Escola de Especialistas de Aeronáutica. Bacharel em Direito. Iniciou no tradicionalismo na década de 80. Como dançarino foi integrante dos Grupos: Raízes, Tangará canto e dança, Os Muuripás e CPF Piá do Sul.


Foi avaliador de diversos rodeios e festivais como: Bento em Dança, Santa Maria em Dança, FEGART, ENART, FENART (nacional de danças), FEPART (Paranaense de danças) e FEGAMS (Mato Grosso).

Foi instrutor de diversos grupos, quais: CTG Sentinela da Querência (SM), Estância Pedro Broll Sobrinho (Cacequi), Sentinela do Rio Grande (canoas), Bento Gonçalves (Lajeados), CTG Farroupilhas (SM), Estância Colorada (Cascavel), CTG Campo dos Bugres (Caxias do Sul), CTG Capela Queimada (Alegrete), UCS (Caxias do Sul), Tropeiro Velho (Panambi), Continente de São Pedro (Cruz Alta), Rancho de Gaudérios (Farroupilha), Estirpe Gaúcha (Guaporé), Tertúlia do Paraná entre diversos outros.

Trabalhou coreografias com os CTGs: Piá do Sul, Sentinela da Querência, Martin Fierro, Caiboaté, Lanceiros da Zona Sul entre outros. Foi campeão Paranaense com o CTG Rincão Literário de Curitiba. 

Atualmente residi em Foz do Iguaçu-PR. Participou de festivais internacionais de folclore na Europa com o CTG Guapos da Agronomia (Passo Fundo). Intérprete e declamador tem como especial formação a interpretação artística. um dos autores do livro Danças Tradicionais Gaúchas do MTG. Com Toni Sidi Pereira lanou o livro Danças Folclóricas & Danças Tradicionais - uma proposta pedagógica, em 2013 (Martins Livreiro). Em 2014, convidado pela Prefeitura de Paris, palestrou na França sobre os viajantes franceses no Brasil, em especial, Auguste de Saint Hilaire.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Revanchismo - Segundo Auguste de Saint Hilaire

Saint Hilaire conclui, aqui no RS:

"𝙷á 𝚜é𝚛𝚒𝚘𝚜 𝚒𝚗𝚌𝚘𝚗𝚟𝚎𝚗𝚒𝚎𝚗𝚝𝚎𝚜 𝚗𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚛 𝚊𝚋𝚜𝚘𝚕𝚞𝚝𝚘 𝚊𝚝é 𝚊𝚐𝚘𝚛𝚊 𝚊𝚝𝚛𝚒𝚋𝚞í𝚍𝚘 𝚊𝚘𝚜 𝚌𝚊𝚙𝚒𝚝ã𝚎𝚜-𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚒𝚜. 𝚂𝚎𝚖 𝚗𝚎𝚗𝚑𝚞𝚖 𝚘𝚋𝚜𝚝á𝚌𝚞𝚕𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚖 𝚜𝚎𝚐𝚞𝚒𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚒𝚍𝚎𝚒𝚊𝚜, 𝚎𝚡𝚎𝚌𝚞𝚝𝚊𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚙𝚕𝚊𝚗𝚘𝚜, 𝚙𝚘𝚛 𝚎𝚜𝚍𝚛ú𝚡𝚞𝚕𝚘𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚜𝚎𝚓𝚊𝚖, 𝚎 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚜𝚞𝚋𝚊𝚕𝚝𝚎𝚛𝚗𝚘𝚜 𝚗𝚞𝚗𝚌𝚊 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊𝚖 𝚍𝚎 𝚜𝚎 𝚎𝚡𝚝𝚊𝚜𝚒𝚊𝚛 𝚍𝚒𝚊𝚗𝚝𝚎 𝚍𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚕𝚎𝚜 𝚏𝚊𝚣𝚎𝚖. 𝙼𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚞𝚖 𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚕 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊 𝚊 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚊𝚗𝚒𝚊, 𝚙𝚛𝚘𝚌𝚞𝚛𝚊𝚖 𝚜𝚎 𝚟𝚒𝚗𝚐𝚊𝚛 𝚍𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚍𝚎𝚜𝚙𝚘𝚝𝚒𝚜𝚖𝚘, 𝚍𝚎𝚙𝚛𝚎𝚌𝚒𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚘𝚋𝚛𝚊𝚜. 𝚂𝚎𝚞 𝚜𝚞𝚌𝚎𝚜𝚜𝚘𝚛 𝚊𝚋𝚊𝚗𝚍𝚘𝚗𝚊-𝚊𝚜, 𝚎 𝚌𝚘𝚖𝚎ç𝚊 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚘𝚛 𝚜𝚞𝚊 𝚟𝚎𝚣 𝚜𝚎𝚛ã𝚘 𝚞𝚖 𝚍𝚒𝚊 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚌𝚒𝚍𝚊𝚜".

𝐐𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐬𝐞𝐦𝐞𝐥𝐡𝐚𝐧ç𝐚 𝐧ã𝐨 é 𝐌𝐄𝐑𝐀 𝐜𝐨𝐢𝐧𝐜𝐢𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚

Se estivesse entre nós, o padre Paulo Aripe, "Potrilho", completaria 84 anos

Paulo Aripe
           A voz de Paulo Aripe sempre soou forte. Declamando versos campeiros, oficiando uma missa, conversando com quem queria saber alguma coisa. Aripe nasceu no dia 11 de junho de 1936, em Uruguaiana. "No Beco das Sete Facadas, em frente à Sanga do Morto, ao lado do Bueiro do Laçaço e junto ao Bolicho do Vesgo. Hoje é Flores da Cunha o nome da rua" – contava ele. Foi ordenado padre, por Dom Luís Felipe de Nadal, quando saiu do seminário de Viamão.

           “Haripe”, em árabe, é cavalo de corrida. O apelido de Potrilho estava predestinado, surgiu quando ainda era seminarista, "filhote de padre". Pilchado para a missa, o Potrilho sempre foi um taura gaudério, e o sotaque acentuado de quem vive na região da Fronteira completava a figura que parecia saída dos poemas e trovas que ele compunha, desde os tempos do seminário.

           Entre 1962 e 1963, o Concílio Vaticano II, convocado pelo Papa João XXIII, deu um novo sentido à liturgia da missa. A celebração deixou de ser em latim, passou a ser rezada na língua de cada país, ou região, e aumentou a participação dos fiéis. E permitiu a utilização de músicas e elementos culturais de cada povo ou etnia. Foi por essa época que nasceu a Missa Crioula. O jovem Aripe, que gostava de frequentar CTGs e tinha dezenas de pastas com "quadras campeiras", não esperou muito. Tirou todos os sons que queria da gaita-de-boca, seu instrumento. Pesquisou ritmos gauchescos para cada parte da missa, descrita em versos. No dia 28 de fevereiro de 1963, em Alegrete, celebrou a primeira Missa Crioula. Inaugurou o ritual hoje reverenciado por milhares de gaúchos. Oficialmente, a Missa Crioula recebeu aprovação eclesiástica no dia 7 de abril de 1967, em documento assinado por Dom Vicente Scherer, então arcebispo de Porto Alegre.

Cálice de guampa na missa

          Sobre as pilchas gaúchas, Paulo Aripe vestia a casula, único paramento litúrgico. Uma cruz, entrelaçada por dois lenços, um branco e um vermelho, unindo inimigos políticos, no momento de oração. Sobre o altar deixava em destaque o cálice, feito de ouro e de guampa, obra da Metalúrgica Abramo Eberle, presente escolhido como lembrança da ordenação sacerdotal. 

         No início, o cálice provocou polêmica, mas acabou aceito. Era colocado solenemente sobre o pala rio-grandense que cobria a mesa, junto a uma cuia revestida por um bordado de prata, presente de Dom Felipe de Nadal. Um candeeiro substituiu os castiçais com velas, relíquia do século retrasado. Cambonas, também de guampa, eram para a água e o vinho. No entorno, apetrechos de lida campeira, como arreios, laços e bandeiras.

Agradecimento especial pela colaboração nesta matéria, feita em 2017, quando completou 50 anos da celebração da 1ª Missa Crioula, ao Padre Valdir Antonio Formentini.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Foram definidos, o tema e patrona, dos Festejos Farroupilhas de 2020



     Alessandra Carvalho da Motta é a patrona da Semana Farroupilha 2020. A escolha foi feita hoje pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, presidida por César Oliveira. Também foi escolhido o tema: “Gaúchos sem Fronteiras”, para homenagear os desgarrados que conquistaram outras querências.

     Alessandra é natural de Cachoeira do Sul. Servidora pública federal no TRF da 4ª Região, atuou por mais de 20 anos como artista, bailarina, professora, avaliadora, coreógrafa, apresentadora, palestrante e pesquisadora.

     Formou-se em Direito, pela PUC/RS, em 1983, sendo especialista em Direito Penal, pela UFRGS. No Movimento Tradicionalista Gaúcho-MTG, foi 1ª Prenda da Ronda Estudantil de Cachoeira do Sul, 1983, 1ª Prenda do Colégio Barão do Rio Branco, 1984, 1º Prenda do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha de Cachoeira do Sul, 1985, 1ª Prenda do CTG José Bonifácio Gomes, 1ª Prenda da 5ª RT gestão 85/86, 1ª Prenda do Rio Grande do Sul gestão 86/87 e Conselheira do MTG em 1987 e 1988, na gestão de Zeno Dias Chaves.

     Fez parte da comissão de que apresentou a proposição para a criação do Departamento Jovem do MTG em 1987. Juntamente com Rosângela Antoniazzi de Morais, foi Diretora Cultural da 1ª Região Tradicionalista em 2014, Conselheira de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, titular, gestão 2015/2017 e suplente na atual gestão, até 2020.

     É membro da Comissão Gaúcha de Folclore, tendo sido agraciada com a medalha Lilian Argentina pelo conjunto da obra em prol da cultura. 


Fonte: Reporter Farroupilha
Giovani Grizotti

        Estiveram representadas na reunião a Secretaria de Estado da Cultura, Movimento Tradicionalista Gaúcho, Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Ordem dos Advogados do Brasil, Piquete Fraternidade Gaúcha, Secretaria da Agricultura, Gabinete do Governador, Secretaria da Casa Civil, Secretaria da Comunicação, Secretaria de Turismo e Famurs – Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul.

Outros temas dos festejos, desde 2000:
2000 – A mulher Gaúcha
2001 - A República
2002 - A mulher
2003 – Soldado Farrapo: O herói anônimo 
2004 – Os Ideais Farroupilhas 
2005 – O Gaúcho: Usos e Costumes
2006 – Assim se fez o Gaúcho
2007 – Assim se movimentou o gaúcho
2008 – Nossos símbolos: Nosso orgulho 
2009 – Os farroupilhas e suas façanhas
2010 – Farroupilhas: Ideais, cidadania e revolução.
2011 – Nossas raízes
2012 – Nossas riquezas
2013 – O RS no imaginário Social
2014 – Eu sou do Sul
2015 – Campeirismo Gaúcho: Sua importância cultural e social
2016 – A Republica das Carretas – 180 anos da proclamação da Republica Rio Grandense
2017 – Farroupilhas: Idealistas, revolucionários e fazedores de história
2018 – Tropeirismo
2019 – Paixão Cortes – Vida e Obra
2020 - Gaúchos sem Fronteiras

Os outros patronos e patroneses dos festejos farroupilhas, desde 2005:
2005 – Luiz Alberto de Menezes
2006 – João Carlos D’Avila Paixão Cortes
2007 – Antonio Augusto Fagundes
2008 – Wilmar Winck de Souza
2009 – Telmo de Lima Freitas
2010 – Rodi Pedro Borghetti
2011 – Alcy José de Vargas Cheuiche
2012 – Nilza Lessa
2013 – Nésio Correa – Gildinho dos Monarcas
2014 – Benajmim Feltrim Netto
2015 – Padre Amadeu Gomes Canellas
2016 – Zeno Dias Chaves
2017 – Elma Sant’Anna
2018 – Renato Borghetti
2019 – Cesar Oliveira
2020 - Alessandra Motta

Fonte: Arquivos do Blog

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Campanha Projeto LÃS do RS - Patrimonialização dos saberes e fazeres da lã no RS



   "Olá amigos. Me chamo Aritanna Kuyumtzief e atualmente sou a 1ª Prenda Veterana da CBTG - Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha. Sou natural de São Lourenço do Sul/RS, mas desde o ano de 1996 resido em Tangará da Serra/MT".





Essa mensagem é para falar de CULTURA.

     Meus amigos do CTG sabem que para o Concurso de Prendas da CBTG apresentei como 'Artesanato Regional' o manejo da lã de ovelha, desde a retirada dela do animal, os processos de limpeza e preparação das mechas para a fiação na roca, onde a lã era transformada em fio, e, com o fio, a arte do tricô, a arte de transformar o fio feito com a lã de ovelha em uma peça de roupa. Pois bem. O que isso tem a ver com essa mensagem?

    Bom, enquanto 1ª Prenda Veterana da CBTG, enquanto tradicionalista e enquanto cidadã brasileira que ama a cultura de modo geral, independente de ser a cultura gaúcha ou não, me sinto comprometida com a causa que lhes apresento: "CAMPANHA PROJETO LÃS DO RS: Patrimonialização dos Saberes e Fazeres da Lã do Rio Grande do Sul como Patrimônio Brasileiro", uma realização da Apatur - Associação Pampa Gaúcho de Turismo.

     Todo cidadão pode apoiar a campanha assinando o formulário que irá compôr o Dossiê da Lã Gaúcha, elaborado pela Pangea Cultural, para envio ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Uma causa nobre, meus Senhores. Uma causa muito nobre.

     Por isso, me valendo da minha posição de destaque em meio ao cenário tradicionalista brasileiro, e do carinho que adquiri dos amigos que ganhei durante todos esses anos de vida escolar, acadêmica e profissional, venho CONVIDÁ-LOS a assinar a petição e, assim, termos o reconhecimento do IPHAN de algo que além de ser genuinamente gaúcho, é brasileiro também.

     Fica aqui o meu pedido para que vocês assinem essa lista e, assim, contribuam com nossa cultura. Desde já, agradeço de coração a cada um que assinou e assinará. Juntos nós somos mais, e o pouquinho feito por cada um se transformará em algo grandioso. Quem puder, por favor, compartilhe em suas redes sociais, afinal, as causas culturais (assim como as causas sociais) são de todos nós.


domingo, 7 de junho de 2020

Painel: As mulheres tradicionalistas do século XXI - CTG Tropeiros da Tradição




CEC realiza eleições para renovar 2/3 dos Conselheiros de Cultura do Estado

           Foi publicado na última sexta-feira (5), no Diário Oficial do Estado (DOE), o Edital 01/2020 CECRS, que abre inscrições para entidades representativas dos diversos segmentos culturais que desejem participar da eleição de dois terços (2/3) dos conselheiros titulares e seus respectivos suplentes, do Conselho Estadual de Cultura (CEC). As inscrições deverão ser feitas pelo e-mail conselho@conselhodeculturars.com.br, devido aos protocolos dos decretos estaduais referentes à pandemia da Covid-19.

📌Acesse www.cultura.rs.gov.br e saiba mais.   https://www.diariooficial.rs.gov.br/diario?td=DOE&dt=2020-06-05&pg=88

Conselho Estadual de Cultura

     O Conselho Estadual de Cultura tem atribuições normativas, consultivas e fiscalizadoras, com a finalidade de promover a gestão democrática da política cultural do Estado. Compete ao CEC:

I - estabelecer diretrizes e prioridades para o desenvolvimento cultural do Estado;
II - fiscalizar a execução dos projetos culturais da administração estadual e das áreas culturais organizadas sob a forma de sistema, inclusive quanto à aplicação de recursos;
III - emitir pareceres sobre os projetos regularmente habilitados no âmbito do Sistema Estadual de Financiamento e Incentivo às Atividades Culturais, manifestando-se sobre a respectiva relevância e oportunidade e;

IV - emitir pareceres sobre outras questões técnico-culturais de sua competência.

Toni Sidi Pereira fala sobre Liderança no Tome Tento, às 18h30


sexta-feira, 5 de junho de 2020

Fegadan passa a integrar Calendário Oficial de Eventos do RS

     A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na quarta-feira, 03 de junho, aprovou a inclusão do Fegadan – Festival Gaúcho de Danças, no  Calendário Oficial de Eventos do Rio Grande do Sul. A proposição, do deputado Gilberto Capoani (MDB), foi aprovada por unanimidade, com 53 votos favoráveis.

     O Fegadan é uma realização do Movimento Tradicionalista Gaúcho e tem tem por finalidade a preservação, valorização e divulgação das danças tradicionais gaúchas, primando pela espontaneidade no bailar, baseando - se nas obras publicadas por João Carlos Paixão Côrtes e Luiz Carlos Barbosa Lessa.

Fonte: Página oficial 
do MTG no Facebook

quinta-feira, 4 de junho de 2020

A solidariedade continua. Maçonaria unida do RS promove LIVE artística



Ainda, sobre a Maçonaria...

     Na tarde desta terça-feira, dia 02 de junho, teve seu nome aprovado como novo integrante da Academia Maçônica de Letras (ACADESUL) o advogado, poeta, compositor, amigo e irmão Maxsoel Bastos de Freitas.

     O ingresso na Academia é um dos maiores sonhos de todo maçom escritor. Maxsoel Bastos de Freitas é venerável mestre, fundador da Loja Maçônica Gaúchos Templários, vice-presidente da Comissão dos Festejos Farroupilhas, patrão do Grupo Tradicionalista Fraternidade Gaúcha e vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha, do MTG. 

     Esta é a segunda Academia que Léo Ribeiro de Souza teve a honra de ser  "padrinho" de Maxsoel, pois eles também são confrades da Estância da Poesia Crioula.

     Maxsoel Bastos de Freitas ocupará a cadeira número 08, que tem como patrono Hipólito José da Costa.  


Fonte: BLOG do Léo Ribeiro  

Entidades da 1ªRT que estão realizando modalidade "pegue e leve" para cobrir despesas

Edson Fagundes, o Edinho, Coordenador da 1ªRT
05/06/20 - CTG Raízes do Sul – Hamburguer Solidário p/levar – Manutenção do Galpão – 10,00 – 18h

05/06/20 – CTG Bento Gonçalves da Silva – Carne de Panela, Arroz, Aipim, Feijão, Massa e Salada – 15h - R$15,00

06/06/20 – CTG Maragatos – Feijoada Para levar – Pote de Litro – R$ 25,00

07/06/20 – CTG Tiarayú – Galeto + Saladas P/ Levar – R$ 15,00

07/06/20 – 35 CTG – Galeto / Levar + Arroz + Massa e Polenta – R$ 15,00

07/06/20 – CTG Campeiros do Sul – Galeto, Arroz, Feijão, Saladas Almoço p/levar – 15,00

07/06/20 – CTG Amaranto Pereira – Meio Galeto P/Levar – A Partir 12h Até 13h30 – R$ 20,00 – Manutenção Galpão

07/06/20 – CTG Gildo de Freitas – Feijoada Campeira P/Levar – R$ 25,00

07/06/20 – CTG Darci Fagundes – Almoço p/levar – 1 Coxa,1 Sobre Coxa, Salada Mista,1 Porção de Arroz, Polenta e Maionese – 15,00 – a partir 11h30min

10/06/20 – CTG Raízes do Sul – Dobradinha p/ levar 750 ml – 17h30 – R$ 20,00 - Reserva C/Luiz - 98915.3412

12 e 13/06/20 – CTG Rincão da Amizade – Mocotó – 25,00 – Reserve pelo  985704962

13/06/20 – CTG Porteira da Tradição – Feijoada Campeira p/levar – 15,00

14/06/20 – CTG Caudilho Guaibense – Almoço p/ levar - Coxa e Sobre Coxa, Polenta, Maionese de Aipim e Salada – R$ 12,00 – 12h

21/06/20 – CTG Setembrina dos Farrapos – Feijoada de Inverno para levar – 20,00 - a partir das 11h30min

OBS: Apenas aqueles citados, que foram comunicados.

Vejam mais ações das entidades pelo RS - Fonte: Ogando Clóvis da Rocha