sábado, 13 de junho de 2020

CTG Gildo de Freitas nos tempos do Drive Thru - Sopão Campeiro



Nota de falecimento - Jorge Freitas


   É com enorme pesar que comunicamos o falecimento do cantor e compositor missioneiro Jorge Antônio Rodrigues Freitas, de 59 anos. Ele morreu na manhã deste sábado, 13, vitimado pela COVID-19, segundo informações da Prefeitura municipal de Cruz Alta. Além de músico, ele era servidor da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da cidade e estava internado desde 5 de junho, na UTI do Hospital São Vicente de Paulo.

     Freitas nasceu em Santo Ângelo, mas foi em Cruz Alta que começou sua carreira. Ícone da música nativista, ele deixa um legado de mais de 500 composições. Ontem perdemos Porca Véia, hoje Jorge Freitas. Que descansem em paz em encontrem o seu caminho de luz durante suas passagens.




sexta-feira, 12 de junho de 2020

Notícia Urgente - Quarteto Coração de Potro encerra suas atividades

          O famoso grupo catarinense, "Quarteto Coração de Potro", comunicou há algumas horas, em seu Facebook oficial, o encerramento das atividades musicais. O grupo surgiu em 2007, na cidade de Lages/SC, quando quatro jovens músicos se reuniram para cantar a terra, o campo e seus costumes, com uma identidade única e diferenciada dentro da música tradicionalista. Seu som espelha sonoridades trazidas pelo folclore de toda América Latina.

Leia a publicação:

"Amigos do Quarteto! Chegou a hora de um descanso para que possamos nos reorganizar e, assim, nos fazermos mais fortes! O Quarteto irá dar um tempo nos trabalhos! Chegou a hora, e é a hora certa! Agradecemos imensamente o carinho e ajuda de todos nesses mais de 12 anos de estrada, nunca imaginamos colher tantas alegrias neste caminho! Todos fizeram parte das nossas conquistas! Se Deus quiser um dia a gente volta, fortes e renovados! Um grande beijo no coração de todos! Nossas músicas irão seguir com vocês sempre! Deus abençoe a todos!"

Kiko Goulart, Vitor Amorim, Ricardo Bergha e Maicon Oliveira

Entrevista com Carlos Galvão Krebs para o Diário de Noticias, em 22 de dezembro de 1968


          O Dr. Carlos Galvão Krebs, Diretor do instituto de Folclore e da Escola Gaúcha de Folclore, ambos da Secretaria de Educação, dispensa apresentações.  A entrevista que concede agora a "Regionalismo-Tradição" tem profunda atualidade e estuda um fenômeno que desde algum tempo vem ocupando seriamente os melhores lideres do Movimento Tradicionalista, Algo esta ocorrendo com o nosso Movimento, algo de novo, sério e talvez grave. Para esclarecer as questões a respeito esta página ouve agora uma das maiores autoridades no assunto. Com a palavra, o Dr. Carlos Galvão Krebs:

Vejo sem otimismo, presentemente, o Movimento Tradicionalista. Deflagrado a 24 de abril de 1948, com a fundação do “35” CTG, nesta Capital e no rastro do entusiasmo de ginasianos e escoteiros, o tradicionalismo cresceu desmesuradamente. Mas como em todo gigante o crescimento do cérebro não guardou as devidas proporções com o crescimento do corpo, Assim, o que agora se vê provavelmente é apenas o reflexo, tardio mas inevitável, desse gigantismo”.

          E continua o ilustre entrevistado: “Em suma, falta-lhe embasamento cultural. Poucos, muito poucos, tradicionalistas estudam os variados e importantes aspectos da cultura gaúcha, salvo um ou outro caso isolado, os estudiosos que hoje pontificam no cenário gaúcho são os mesmos de antes de 48. Onde então, a contribuição do tradicionalismo à nossa cultura? O tradicionalista comum se limita, na grande maioria dos casos, a saber uns passos de danças, dois ou três poemas e, vagamente, a época dos nossos trajes históricos. E faz pior: frequentemente hostiliza nos quadros do CTG e até em plenário de congressos, aqueles que se preocupam com os aspectos culturais do Movimento, taxando-os de “Medalhões”.

          Pode-se, então, pensar numa rivalidade entre o peão da estância e o homem da cultura no centro de tradições? "Não. De maneira alguma - nega o Diretor do IF. "Ambos não rivalizam, pois que se completam como duas forças positivas do Movimento. O perigoso, o desagregador, é aquele tradicionalista que não é portador da cultura gauchesca — isso é: não é campeiro — e desconhece o estudo dos múltiplos ramos da cultura gaúcha. Em suma: não é peão de estancia e não é intelectual, mas encontrando cancha procura representar um ou o outro. Como? Diante do leigo, do turista e do próprio tradicionalista menos esclarecido. Ora se inculca como gaúcho autêntico - ainda é dizer: campeiro - ora se reveste de fumaças pretensamente intelectuais dizendo bobagem sobre história, folclore e literatura. E, curiosamente, esse tipo de Tradicionalista é o que mais aparece nos Centros de Tradições e nas atividades tradicionalistas. Tem uma ânsia enorme de aparecer e, como o peão de estância o homem da cultura aparecem com facilidade, na sua especialidade, aquele que não é nenhuma coisa nem outra está sempre em choque com ambos. E aqui chegamos ao “vedetismo” que é o segundo aspecto mais negativo do movimento. Segundo a “Lei de Gresham” - “a má moeda tende a expulsar do mercado a boa moeda". Esses maus tradicionalistas que adoram se ‘adonar’ de posições  de patronagens, mais ou menos perpétuas, terminam por incompatibilizar os bons tradicionalistas com a vida no CTG. E quem não conhece vários Patrões eternos de certos centros de tradições?"

          A respeito de melhores perspectivas para o Movimento Tradicionalista, assim se expressou o Dr. Carlos Galvão Krebs: “Há, pelo menos, três fatos novos a serem considerados e todos altamente positivos. Cronologicamente, o primeiro foi a participação de estudantes da Escola Gaúcha de Folclore no projeto Rondon RS-1, em pé de igualdade com acadêmicos de medicina, sociologia, etc... participação que agora terá sequência no projeto Rondon BR-3, em janeiro, na Amazônia ou no nordeste brasileiro”.

          “O segundo fato positivo foi o aparecimento do livro “Manual do Tradicionalista”, do poeta Glaucus Saraiva, profundo conhecedor da vida no seio do CTG, que equaciona os problemas mais comuns e aponta, aliás, a solução. O manual é indispensável para quem não conta com profundos conhecimentos e queira fazer vida tradicionalista. Extremamente recomendável para patrões e professoras. E vale acrescentar, conhecendo o pouco gosto dos tradicionalista pela leitura, que não basta colocar o manual na biblioteca, é necessário lê-lo, atentamente”.

         “O terceiro fato, naturalmente, é a volta de “regionalismo- tradição” nas páginas do Diário de Notícias. Após tantos serviços prestados no passado “regionalismo-tradição”  volta com força total e numa época em que o movimento mais necessita de orientação e divulgação. O Rio Grande está de parabéns”.
Recorte do Jornal Diário de Noticias com a entrevista datada de 22/12/1968

Nota de Falecimento - Porca Véia

          Élio da Rosa Xavier - Se chamasse um músico assim, as pessoas não saberiam de quem se tratava. Esse era o nome do artista e um dos maiores acordeonista do estado, Porca Véia. Ele nasceu em Lagoa Vermelha, em março de 1952. Pois hoje, registramos aqui, a passagem deste grande musico regionalista, aos 68 anos. 

          Produtor rural até aos 16 anos, começou sua carreira artística com seis anos de idade por influência da família, onde havia muitos músicos amadores. Fez curso técnico agrícola, quando ganhou o apelido que é tomou lugar de seu nome. Participou de muitos festivais e apresentou-se com Kleiton e Kledir nas melhores casas de espetáculo do Brasil, como o Canecão, do Rio de Janeiro e no Palace, em São Paulo. Foi aluno dos Irmãos Bertussi, que até hoje ele reverencia tocando a música Bertussi nos bailes.

           Com insuficiência renal, fazia seções de hemodiálise três vezes por semana. Fundador do Grupo Cordiona e autor de sucessos como "Lembranças", "De Alma Serrana", "Do Jeito que Deu" e "Gaiteiro Por Demais", Porca Véia possui 21 CDs e 3 DVDs gravados, além de dois discos de ouro. Porca deixa a esposa Claudinéia Bossardi e quatro filhos, além de uma legião de fãs e amigos.

          Nosso profundo sentimento de Pesar e nossa solidariedade à família deste grande músico.

André Acosta, de Herval, postou no Twitter:
"São os velhos mistério da vida
Rebenqueados pelo dia-a-dia
Já cansados de tanta tristeza
Vão em busca de nova alegria..."
Vai entrar no céu dizendo: "gaiteiro por demais eu souuu"


Tome Tento deste domingo, 14, tratará dos 200 anos da chegada ao RS, de Auguste de Saint Hilaire

          "𝙷á 𝚜é𝚛𝚒𝚘𝚜 𝚒𝚗𝚌𝚘𝚗𝚟𝚎𝚗𝚒𝚎𝚗𝚝𝚎𝚜 𝚗𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚛 𝚊𝚋𝚜𝚘𝚕𝚞𝚝𝚘 𝚊𝚝é 𝚊𝚐𝚘𝚛𝚊 𝚊𝚝𝚛𝚒𝚋𝚞í𝚍𝚘 𝚊𝚘𝚜 𝚌𝚊𝚙𝚒𝚝ã𝚎𝚜-𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚒𝚜. 𝚂𝚎𝚖 𝚗𝚎𝚗𝚑𝚞𝚖 𝚘𝚋𝚜𝚝á𝚌𝚞𝚕𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚖 𝚜𝚎𝚐𝚞𝚒𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚒𝚍𝚎𝚒𝚊𝚜, 𝚎𝚡𝚎𝚌𝚞𝚝𝚊𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚙𝚕𝚊𝚗𝚘𝚜, 𝚙𝚘𝚛 𝚎𝚜𝚍𝚛ú𝚡𝚞𝚕𝚘𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚜𝚎𝚓𝚊𝚖, 𝚎 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚜𝚞𝚋𝚊𝚕𝚝𝚎𝚛𝚗𝚘𝚜 𝚗𝚞𝚗𝚌𝚊 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊𝚖 𝚍𝚎 𝚜𝚎 𝚎𝚡𝚝𝚊𝚜𝚒𝚊𝚛 𝚍𝚒𝚊𝚗𝚝𝚎 𝚍𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚕𝚎𝚜 𝚏𝚊𝚣𝚎𝚖. 𝙼𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚞𝚖 𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚕 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊 𝚊 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚊𝚗𝚒𝚊, 𝚙𝚛𝚘𝚌𝚞𝚛𝚊𝚖 𝚜𝚎 𝚟𝚒𝚗𝚐𝚊𝚛 𝚍𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚍𝚎𝚜𝚙𝚘𝚝𝚒𝚜𝚖𝚘, 𝚍𝚎𝚙𝚛𝚎𝚌𝚒𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚘𝚋𝚛𝚊𝚜. 𝚂𝚎𝚞 𝚜𝚞𝚌𝚎𝚜𝚜𝚘𝚛 𝚊𝚋𝚊𝚗𝚍𝚘𝚗𝚊-𝚊𝚜, 𝚎 𝚌𝚘𝚖𝚎ç𝚊 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚘𝚛 𝚜𝚞𝚊 𝚟𝚎𝚣 𝚜𝚎𝚛ã𝚘 𝚞𝚖 𝚍𝚒𝚊 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚌𝚒𝚍𝚊𝚜".

         Frases como esta serão debatidas pelos convidados: Jeandro Garcia (que resumiu o livro Viagem ao RS - com quase 600 páginas), Rogério Bastos e Dom Camillo (que palestrou sobre o assunto na França, terra do naturalista). Vem com a gente, domingo, dia 14, as 18h30.

     "𝙲𝚑𝚊𝚖𝚘𝚞-𝚖𝚎 𝚊 𝚊𝚝𝚎𝚗çã𝚘, 𝚍𝚎𝚜𝚍𝚎 𝚖𝚒𝚗𝚑𝚊 𝚎𝚗𝚝𝚛𝚊𝚍𝚊 𝚗𝚎𝚜𝚝𝚊 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚊𝚗𝚒𝚊, 𝚘 𝚊𝚛 𝚍𝚎 𝚕𝚒𝚋𝚎𝚛𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚍𝚎 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚝𝚎𝚗𝚑𝚘 𝚎𝚗𝚌𝚘𝚗𝚝𝚛𝚊𝚍𝚘 𝚎 𝚊 𝚍𝚎𝚜𝚝𝚛𝚎𝚣𝚊 𝚍𝚎 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚐𝚎𝚜𝚝𝚘𝚜, 𝚕𝚒𝚟𝚛𝚎𝚜 𝚍𝚊 𝚕𝚊𝚗𝚐𝚞𝚒𝚍𝚎𝚣 𝚚𝚞𝚎 𝚌𝚊𝚛𝚊𝚌𝚝𝚎𝚛𝚒𝚣𝚊 𝚘𝚜 𝚑𝚊𝚋𝚒𝚝𝚊𝚗𝚝𝚎𝚜 𝚍𝚘 𝚒𝚗𝚝𝚎𝚛𝚒𝚘𝚛. 𝚂𝚎𝚞𝚜 𝚖𝚘𝚟𝚒𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘𝚜 𝚝ê𝚖 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚟𝚒𝚟𝚊𝚌𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚎 𝚑á 𝚖𝚎𝚗𝚘𝚜 𝚊𝚏𝚊𝚋𝚒𝚕𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚎𝚖 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚖𝚊𝚗𝚎𝚒𝚛𝚊𝚜. 𝙴𝚖 𝚞𝚖𝚊 𝚙𝚊𝚕𝚊𝚟𝚛𝚊: 𝚜ã𝚘 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚑𝚘𝚖𝚎𝚗𝚜".

         JEFERSON CAMILLO, natural de Ijuí, militar da Força Aérea Brasileira, formado na Escola de Especialistas de Aeronáutica. Bacharel em Direito. Iniciou no tradicionalismo na década de 80. Como dançarino foi integrante dos Grupos: Raízes, Tangará canto e dança, Os Muuripás e CPF Piá do Sul.


Foi avaliador de diversos rodeios e festivais como: Bento em Dança, Santa Maria em Dança, FEGART, ENART, FENART (nacional de danças), FEPART (Paranaense de danças) e FEGAMS (Mato Grosso).

Foi instrutor de diversos grupos, quais: CTG Sentinela da Querência (SM), Estância Pedro Broll Sobrinho (Cacequi), Sentinela do Rio Grande (canoas), Bento Gonçalves (Lajeados), CTG Farroupilhas (SM), Estância Colorada (Cascavel), CTG Campo dos Bugres (Caxias do Sul), CTG Capela Queimada (Alegrete), UCS (Caxias do Sul), Tropeiro Velho (Panambi), Continente de São Pedro (Cruz Alta), Rancho de Gaudérios (Farroupilha), Estirpe Gaúcha (Guaporé), Tertúlia do Paraná entre diversos outros.

Trabalhou coreografias com os CTGs: Piá do Sul, Sentinela da Querência, Martin Fierro, Caiboaté, Lanceiros da Zona Sul entre outros. Foi campeão Paranaense com o CTG Rincão Literário de Curitiba. 

Atualmente residi em Foz do Iguaçu-PR. Participou de festivais internacionais de folclore na Europa com o CTG Guapos da Agronomia (Passo Fundo). Intérprete e declamador tem como especial formação a interpretação artística. um dos autores do livro Danças Tradicionais Gaúchas do MTG. Com Toni Sidi Pereira lanou o livro Danças Folclóricas & Danças Tradicionais - uma proposta pedagógica, em 2013 (Martins Livreiro). Em 2014, convidado pela Prefeitura de Paris, palestrou na França sobre os viajantes franceses no Brasil, em especial, Auguste de Saint Hilaire.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Revanchismo - Segundo Auguste de Saint Hilaire

Saint Hilaire conclui, aqui no RS:

"𝙷á 𝚜é𝚛𝚒𝚘𝚜 𝚒𝚗𝚌𝚘𝚗𝚟𝚎𝚗𝚒𝚎𝚗𝚝𝚎𝚜 𝚗𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚛 𝚊𝚋𝚜𝚘𝚕𝚞𝚝𝚘 𝚊𝚝é 𝚊𝚐𝚘𝚛𝚊 𝚊𝚝𝚛𝚒𝚋𝚞í𝚍𝚘 𝚊𝚘𝚜 𝚌𝚊𝚙𝚒𝚝ã𝚎𝚜-𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚒𝚜. 𝚂𝚎𝚖 𝚗𝚎𝚗𝚑𝚞𝚖 𝚘𝚋𝚜𝚝á𝚌𝚞𝚕𝚘 𝚙𝚘𝚍𝚎𝚖 𝚜𝚎𝚐𝚞𝚒𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚒𝚍𝚎𝚒𝚊𝚜, 𝚎𝚡𝚎𝚌𝚞𝚝𝚊𝚛 𝚝𝚘𝚍𝚘𝚜 𝚘𝚜 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚙𝚕𝚊𝚗𝚘𝚜, 𝚙𝚘𝚛 𝚎𝚜𝚍𝚛ú𝚡𝚞𝚕𝚘𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚜𝚎𝚓𝚊𝚖, 𝚎 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚜𝚞𝚋𝚊𝚕𝚝𝚎𝚛𝚗𝚘𝚜 𝚗𝚞𝚗𝚌𝚊 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊𝚖 𝚍𝚎 𝚜𝚎 𝚎𝚡𝚝𝚊𝚜𝚒𝚊𝚛 𝚍𝚒𝚊𝚗𝚝𝚎 𝚍𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚕𝚎𝚜 𝚏𝚊𝚣𝚎𝚖. 𝙼𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚞𝚖 𝚐𝚎𝚗𝚎𝚛𝚊𝚕 𝚍𝚎𝚒𝚡𝚊 𝚊 𝙲𝚊𝚙𝚒𝚝𝚊𝚗𝚒𝚊, 𝚙𝚛𝚘𝚌𝚞𝚛𝚊𝚖 𝚜𝚎 𝚟𝚒𝚗𝚐𝚊𝚛 𝚍𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚍𝚎𝚜𝚙𝚘𝚝𝚒𝚜𝚖𝚘, 𝚍𝚎𝚙𝚛𝚎𝚌𝚒𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚝𝚘𝚍𝚊𝚜 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚘𝚋𝚛𝚊𝚜. 𝚂𝚎𝚞 𝚜𝚞𝚌𝚎𝚜𝚜𝚘𝚛 𝚊𝚋𝚊𝚗𝚍𝚘𝚗𝚊-𝚊𝚜, 𝚎 𝚌𝚘𝚖𝚎ç𝚊 𝚘𝚞𝚝𝚛𝚊𝚜, 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚘𝚛 𝚜𝚞𝚊 𝚟𝚎𝚣 𝚜𝚎𝚛ã𝚘 𝚞𝚖 𝚍𝚒𝚊 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚌𝚒𝚍𝚊𝚜".

𝐐𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐬𝐞𝐦𝐞𝐥𝐡𝐚𝐧ç𝐚 𝐧ã𝐨 é 𝐌𝐄𝐑𝐀 𝐜𝐨𝐢𝐧𝐜𝐢𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚

Se estivesse entre nós, o padre Paulo Aripe, "Potrilho", completaria 84 anos

Paulo Aripe
           A voz de Paulo Aripe sempre soou forte. Declamando versos campeiros, oficiando uma missa, conversando com quem queria saber alguma coisa. Aripe nasceu no dia 11 de junho de 1936, em Uruguaiana. "No Beco das Sete Facadas, em frente à Sanga do Morto, ao lado do Bueiro do Laçaço e junto ao Bolicho do Vesgo. Hoje é Flores da Cunha o nome da rua" – contava ele. Foi ordenado padre, por Dom Luís Felipe de Nadal, quando saiu do seminário de Viamão.

           “Haripe”, em árabe, é cavalo de corrida. O apelido de Potrilho estava predestinado, surgiu quando ainda era seminarista, "filhote de padre". Pilchado para a missa, o Potrilho sempre foi um taura gaudério, e o sotaque acentuado de quem vive na região da Fronteira completava a figura que parecia saída dos poemas e trovas que ele compunha, desde os tempos do seminário.

           Entre 1962 e 1963, o Concílio Vaticano II, convocado pelo Papa João XXIII, deu um novo sentido à liturgia da missa. A celebração deixou de ser em latim, passou a ser rezada na língua de cada país, ou região, e aumentou a participação dos fiéis. E permitiu a utilização de músicas e elementos culturais de cada povo ou etnia. Foi por essa época que nasceu a Missa Crioula. O jovem Aripe, que gostava de frequentar CTGs e tinha dezenas de pastas com "quadras campeiras", não esperou muito. Tirou todos os sons que queria da gaita-de-boca, seu instrumento. Pesquisou ritmos gauchescos para cada parte da missa, descrita em versos. No dia 28 de fevereiro de 1963, em Alegrete, celebrou a primeira Missa Crioula. Inaugurou o ritual hoje reverenciado por milhares de gaúchos. Oficialmente, a Missa Crioula recebeu aprovação eclesiástica no dia 7 de abril de 1967, em documento assinado por Dom Vicente Scherer, então arcebispo de Porto Alegre.

Cálice de guampa na missa

          Sobre as pilchas gaúchas, Paulo Aripe vestia a casula, único paramento litúrgico. Uma cruz, entrelaçada por dois lenços, um branco e um vermelho, unindo inimigos políticos, no momento de oração. Sobre o altar deixava em destaque o cálice, feito de ouro e de guampa, obra da Metalúrgica Abramo Eberle, presente escolhido como lembrança da ordenação sacerdotal. 

         No início, o cálice provocou polêmica, mas acabou aceito. Era colocado solenemente sobre o pala rio-grandense que cobria a mesa, junto a uma cuia revestida por um bordado de prata, presente de Dom Felipe de Nadal. Um candeeiro substituiu os castiçais com velas, relíquia do século retrasado. Cambonas, também de guampa, eram para a água e o vinho. No entorno, apetrechos de lida campeira, como arreios, laços e bandeiras.

Agradecimento especial pela colaboração nesta matéria, feita em 2017, quando completou 50 anos da celebração da 1ª Missa Crioula, ao Padre Valdir Antonio Formentini.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Foram definidos, o tema e patrona, dos Festejos Farroupilhas de 2020



     Alessandra Carvalho da Motta é a patrona da Semana Farroupilha 2020. A escolha foi feita hoje pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, presidida por César Oliveira. Também foi escolhido o tema: “Gaúchos sem Fronteiras”, para homenagear os desgarrados que conquistaram outras querências.

     Alessandra é natural de Cachoeira do Sul. Servidora pública federal no TRF da 4ª Região, atuou por mais de 20 anos como artista, bailarina, professora, avaliadora, coreógrafa, apresentadora, palestrante e pesquisadora.

     Formou-se em Direito, pela PUC/RS, em 1983, sendo especialista em Direito Penal, pela UFRGS. No Movimento Tradicionalista Gaúcho-MTG, foi 1ª Prenda da Ronda Estudantil de Cachoeira do Sul, 1983, 1ª Prenda do Colégio Barão do Rio Branco, 1984, 1º Prenda do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha de Cachoeira do Sul, 1985, 1ª Prenda do CTG José Bonifácio Gomes, 1ª Prenda da 5ª RT gestão 85/86, 1ª Prenda do Rio Grande do Sul gestão 86/87 e Conselheira do MTG em 1987 e 1988, na gestão de Zeno Dias Chaves.

     Fez parte da comissão de que apresentou a proposição para a criação do Departamento Jovem do MTG em 1987. Juntamente com Rosângela Antoniazzi de Morais, foi Diretora Cultural da 1ª Região Tradicionalista em 2014, Conselheira de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, titular, gestão 2015/2017 e suplente na atual gestão, até 2020.

     É membro da Comissão Gaúcha de Folclore, tendo sido agraciada com a medalha Lilian Argentina pelo conjunto da obra em prol da cultura. 


Fonte: Reporter Farroupilha
Giovani Grizotti

        Estiveram representadas na reunião a Secretaria de Estado da Cultura, Movimento Tradicionalista Gaúcho, Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Ordem dos Advogados do Brasil, Piquete Fraternidade Gaúcha, Secretaria da Agricultura, Gabinete do Governador, Secretaria da Casa Civil, Secretaria da Comunicação, Secretaria de Turismo e Famurs – Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul.

Outros temas dos festejos, desde 2000:
2000 – A mulher Gaúcha
2001 - A República
2002 - A mulher
2003 – Soldado Farrapo: O herói anônimo 
2004 – Os Ideais Farroupilhas 
2005 – O Gaúcho: Usos e Costumes
2006 – Assim se fez o Gaúcho
2007 – Assim se movimentou o gaúcho
2008 – Nossos símbolos: Nosso orgulho 
2009 – Os farroupilhas e suas façanhas
2010 – Farroupilhas: Ideais, cidadania e revolução.
2011 – Nossas raízes
2012 – Nossas riquezas
2013 – O RS no imaginário Social
2014 – Eu sou do Sul
2015 – Campeirismo Gaúcho: Sua importância cultural e social
2016 – A Republica das Carretas – 180 anos da proclamação da Republica Rio Grandense
2017 – Farroupilhas: Idealistas, revolucionários e fazedores de história
2018 – Tropeirismo
2019 – Paixão Cortes – Vida e Obra
2020 - Gaúchos sem Fronteiras

Os outros patronos e patroneses dos festejos farroupilhas, desde 2005:
2005 – Luiz Alberto de Menezes
2006 – João Carlos D’Avila Paixão Cortes
2007 – Antonio Augusto Fagundes
2008 – Wilmar Winck de Souza
2009 – Telmo de Lima Freitas
2010 – Rodi Pedro Borghetti
2011 – Alcy José de Vargas Cheuiche
2012 – Nilza Lessa
2013 – Nésio Correa – Gildinho dos Monarcas
2014 – Benajmim Feltrim Netto
2015 – Padre Amadeu Gomes Canellas
2016 – Zeno Dias Chaves
2017 – Elma Sant’Anna
2018 – Renato Borghetti
2019 – Cesar Oliveira
2020 - Alessandra Motta

Fonte: Arquivos do Blog

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Campanha Projeto LÃS do RS - Patrimonialização dos saberes e fazeres da lã no RS



   "Olá amigos. Me chamo Aritanna Kuyumtzief e atualmente sou a 1ª Prenda Veterana da CBTG - Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha. Sou natural de São Lourenço do Sul/RS, mas desde o ano de 1996 resido em Tangará da Serra/MT".





Essa mensagem é para falar de CULTURA.

     Meus amigos do CTG sabem que para o Concurso de Prendas da CBTG apresentei como 'Artesanato Regional' o manejo da lã de ovelha, desde a retirada dela do animal, os processos de limpeza e preparação das mechas para a fiação na roca, onde a lã era transformada em fio, e, com o fio, a arte do tricô, a arte de transformar o fio feito com a lã de ovelha em uma peça de roupa. Pois bem. O que isso tem a ver com essa mensagem?

    Bom, enquanto 1ª Prenda Veterana da CBTG, enquanto tradicionalista e enquanto cidadã brasileira que ama a cultura de modo geral, independente de ser a cultura gaúcha ou não, me sinto comprometida com a causa que lhes apresento: "CAMPANHA PROJETO LÃS DO RS: Patrimonialização dos Saberes e Fazeres da Lã do Rio Grande do Sul como Patrimônio Brasileiro", uma realização da Apatur - Associação Pampa Gaúcho de Turismo.

     Todo cidadão pode apoiar a campanha assinando o formulário que irá compôr o Dossiê da Lã Gaúcha, elaborado pela Pangea Cultural, para envio ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Uma causa nobre, meus Senhores. Uma causa muito nobre.

     Por isso, me valendo da minha posição de destaque em meio ao cenário tradicionalista brasileiro, e do carinho que adquiri dos amigos que ganhei durante todos esses anos de vida escolar, acadêmica e profissional, venho CONVIDÁ-LOS a assinar a petição e, assim, termos o reconhecimento do IPHAN de algo que além de ser genuinamente gaúcho, é brasileiro também.

     Fica aqui o meu pedido para que vocês assinem essa lista e, assim, contribuam com nossa cultura. Desde já, agradeço de coração a cada um que assinou e assinará. Juntos nós somos mais, e o pouquinho feito por cada um se transformará em algo grandioso. Quem puder, por favor, compartilhe em suas redes sociais, afinal, as causas culturais (assim como as causas sociais) são de todos nós.


domingo, 7 de junho de 2020

Painel: As mulheres tradicionalistas do século XXI - CTG Tropeiros da Tradição




CEC realiza eleições para renovar 2/3 dos Conselheiros de Cultura do Estado

           Foi publicado na última sexta-feira (5), no Diário Oficial do Estado (DOE), o Edital 01/2020 CECRS, que abre inscrições para entidades representativas dos diversos segmentos culturais que desejem participar da eleição de dois terços (2/3) dos conselheiros titulares e seus respectivos suplentes, do Conselho Estadual de Cultura (CEC). As inscrições deverão ser feitas pelo e-mail conselho@conselhodeculturars.com.br, devido aos protocolos dos decretos estaduais referentes à pandemia da Covid-19.

📌Acesse www.cultura.rs.gov.br e saiba mais.   https://www.diariooficial.rs.gov.br/diario?td=DOE&dt=2020-06-05&pg=88

Conselho Estadual de Cultura

     O Conselho Estadual de Cultura tem atribuições normativas, consultivas e fiscalizadoras, com a finalidade de promover a gestão democrática da política cultural do Estado. Compete ao CEC:

I - estabelecer diretrizes e prioridades para o desenvolvimento cultural do Estado;
II - fiscalizar a execução dos projetos culturais da administração estadual e das áreas culturais organizadas sob a forma de sistema, inclusive quanto à aplicação de recursos;
III - emitir pareceres sobre os projetos regularmente habilitados no âmbito do Sistema Estadual de Financiamento e Incentivo às Atividades Culturais, manifestando-se sobre a respectiva relevância e oportunidade e;

IV - emitir pareceres sobre outras questões técnico-culturais de sua competência.

Toni Sidi Pereira fala sobre Liderança no Tome Tento, às 18h30


sexta-feira, 5 de junho de 2020

Fegadan passa a integrar Calendário Oficial de Eventos do RS

     A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na quarta-feira, 03 de junho, aprovou a inclusão do Fegadan – Festival Gaúcho de Danças, no  Calendário Oficial de Eventos do Rio Grande do Sul. A proposição, do deputado Gilberto Capoani (MDB), foi aprovada por unanimidade, com 53 votos favoráveis.

     O Fegadan é uma realização do Movimento Tradicionalista Gaúcho e tem tem por finalidade a preservação, valorização e divulgação das danças tradicionais gaúchas, primando pela espontaneidade no bailar, baseando - se nas obras publicadas por João Carlos Paixão Côrtes e Luiz Carlos Barbosa Lessa.

Fonte: Página oficial 
do MTG no Facebook

quinta-feira, 4 de junho de 2020

A solidariedade continua. Maçonaria unida do RS promove LIVE artística



Ainda, sobre a Maçonaria...

     Na tarde desta terça-feira, dia 02 de junho, teve seu nome aprovado como novo integrante da Academia Maçônica de Letras (ACADESUL) o advogado, poeta, compositor, amigo e irmão Maxsoel Bastos de Freitas.

     O ingresso na Academia é um dos maiores sonhos de todo maçom escritor. Maxsoel Bastos de Freitas é venerável mestre, fundador da Loja Maçônica Gaúchos Templários, vice-presidente da Comissão dos Festejos Farroupilhas, patrão do Grupo Tradicionalista Fraternidade Gaúcha e vice-presidente da Fundação Cultural Gaúcha, do MTG. 

     Esta é a segunda Academia que Léo Ribeiro de Souza teve a honra de ser  "padrinho" de Maxsoel, pois eles também são confrades da Estância da Poesia Crioula.

     Maxsoel Bastos de Freitas ocupará a cadeira número 08, que tem como patrono Hipólito José da Costa.  


Fonte: BLOG do Léo Ribeiro  

Entidades da 1ªRT que estão realizando modalidade "pegue e leve" para cobrir despesas

Edson Fagundes, o Edinho, Coordenador da 1ªRT
05/06/20 - CTG Raízes do Sul – Hamburguer Solidário p/levar – Manutenção do Galpão – 10,00 – 18h

05/06/20 – CTG Bento Gonçalves da Silva – Carne de Panela, Arroz, Aipim, Feijão, Massa e Salada – 15h - R$15,00

06/06/20 – CTG Maragatos – Feijoada Para levar – Pote de Litro – R$ 25,00

07/06/20 – CTG Tiarayú – Galeto + Saladas P/ Levar – R$ 15,00

07/06/20 – 35 CTG – Galeto / Levar + Arroz + Massa e Polenta – R$ 15,00

07/06/20 – CTG Campeiros do Sul – Galeto, Arroz, Feijão, Saladas Almoço p/levar – 15,00

07/06/20 – CTG Amaranto Pereira – Meio Galeto P/Levar – A Partir 12h Até 13h30 – R$ 20,00 – Manutenção Galpão

07/06/20 – CTG Gildo de Freitas – Feijoada Campeira P/Levar – R$ 25,00

07/06/20 – CTG Darci Fagundes – Almoço p/levar – 1 Coxa,1 Sobre Coxa, Salada Mista,1 Porção de Arroz, Polenta e Maionese – 15,00 – a partir 11h30min

10/06/20 – CTG Raízes do Sul – Dobradinha p/ levar 750 ml – 17h30 – R$ 20,00 - Reserva C/Luiz - 98915.3412

12 e 13/06/20 – CTG Rincão da Amizade – Mocotó – 25,00 – Reserve pelo  985704962

13/06/20 – CTG Porteira da Tradição – Feijoada Campeira p/levar – 15,00

14/06/20 – CTG Caudilho Guaibense – Almoço p/ levar - Coxa e Sobre Coxa, Polenta, Maionese de Aipim e Salada – R$ 12,00 – 12h

21/06/20 – CTG Setembrina dos Farrapos – Feijoada de Inverno para levar – 20,00 - a partir das 11h30min

OBS: Apenas aqueles citados, que foram comunicados.

Vejam mais ações das entidades pelo RS - Fonte: Ogando Clóvis da Rocha


















quarta-feira, 3 de junho de 2020

Viagem ao Rio Grande do Sul - Saint Hilaire, 200 anos de sua chegada

Imagem de Cândido Portinari - Os Gaúchos
         Amanhã, 4 de junho de 2020, estará completando 200 anos da chegada de Augustin François César Prouvençal de Saint-Hilaire, ou simplesmente, Auguste de Saint Hilaire, ao  Rio Grande do Sul. Enquanto muitos viajantes cumpriram a função determinada na vinda ao novo mundo, Saint Hilaire foi mais longe. Mesmo redigindo seus texto, em pausas desconfortáveis em visitas a sítios agrestes, muitas vezes em fundões ignorados, ele dava ênfase e destaque para os flagrantes sociais da vida cotidiana na província.

        Por esse motivo estamos dando o devido destaque a Saint-Hilaire, que não era um viajante amador, mas um homem conhecedor da vasta literatura científica e dos relatos de viagens de época, além de noções primordiais para um naturalista e para a proteção de suas descobertas, como saberes sobre dissecação de plantas, confecções de herbários, agricultura e transporte de vegetais.

Relato da chegada:
"TORRES, segunda-feira, 4 de junho de 1820. – Sempre areia e mar. Enquanto nos dias anteriores só avistávamos uma praia esbranquiçada que se confundia com o céu na linha do horizonte, hoje, ao menos, deparamos dois montes denominados Torres, por que realmente avançam mar adentro, como duas torres arredondadas."

Comparações com outras províncias:
"Chamou-me a atenção, desde minha entrada nesta Capitania, o ar de liberdade de todos que tenho encontrado e a destreza de seus gestos, livres da languidez que caracteriza os habitantes do interior. Seus movimentos têm mais vivacidade e há menos afabilidade em suas maneiras. Em uma palavra: são mais homens".

Acompanhe tudo por aqui:
http://www.rogeriobastos.com.br/search/label/Webserie (Resumão do livro)

http://www.rogeriobastos.com.br/search/label/Saint%20Hilaire (Viagem por Região)

terça-feira, 2 de junho de 2020

FAC Digital abre inscrições dia 8, para projetos culturais - Hoje tem LIVE sobre o assunto


     O FAC Digital RS, edital que disponibilizará R$ 3 milhões para projetos culturais que gerem conteúdo digital, foi assinado pela secretária da Cultura do Estado, Beatriz Araujo, e pode beneficiar iniciativas tradicionalistas.

     O edital tem como objetivo gerar oportunidade de trabalho para artistas, técnicos, produtores e fazedores de cultura, estimulando processos criativos e inovadores para conectar as pessoas em ambiente virtual durante o período de isolamento social.

     Os projetos deverão desenvolver atividades a Artes visuais; Audiovisual; Artesanato; Culturas Populares; Cultura Viva; Circo; Diversidade Linguística; Dança; Livro, Leitura e Literatura; Memória e Patrimônio; Museus; Música; Teatro. São alguns exemplos saraus e festivais virtuais, ações de formação, cursos e ebooks.

      Os projetos devem atender às medidas de prevenção à Covid-19 recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde, especialmente no que se refere à impossibilidade de aglomeração de pessoas. Serão contemplados 1.940 projetos, no valor de R$ 1.500,00 cada. 

      A inscrição deverá ser realizada por meio de um formulário, disponível nas páginas www.procultura.rs.gov.br e www.feevale.br/facdigitalrs, das 10h do dia 8 de junho até as 10h do dia 18 de junho. A inscrição ficará limitada a um projeto por CPF. As propostas admitidas serão selecionadas por ordem de inscrição.

      A execução dos projetos fica imediatamente autorizada após a divulgação do resultado e deverá ocorrer em até 60 dias. O conteúdo produzido terá que circular em redes sociais, utilizando a hashtag #CulturaEssencial na legenda do conteúdo e marcando o perfil da Secretaria de Estado da Cultura, da Universidade Feevale e do Feevale Techpark no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube. As postagens devem, quando couber, apresentar mensagens de cunho educativo e preventivo contra a Covid-19.

     Nesta terça-feira, 02 de junho, o FAC será pauta de live transmitida na página do MTG, com a presença da presidente Gilda Galeazzi e Secretária Estadual de Cultura, Beatriz Araujo, e com o Diretor de Fomento da Sedac, Rafael Balle.
Fonte: Facebook MTG

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Saiu o Edital Nº 01/2020 - UNIVERSIDADE FEEVALE / SEDAC RS

          A Secretaria de Estado da Cultura – SEDAC, por intermédio da Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo – ASPEUR, TORNA PÚBLICA a abertura de inscrições, entre os dias 08 de junho de 2020 e 18 de junho de 2020, do Edital FAC DIGITAL RS, que selecionará projetos culturais de pessoas físicas que desenvolvam conteúdos digitais que receberão o financiamento de R$ 2.910.000,00 (dois milhões e novecentos e dez mil reais) do PRÓ-CULTURA RS FAC - Fundo de Apoio à Cultura. Será observado o disposto nas condições e exigências estabelecidas neste edital. 

Documentos Necessários (sempre tem um documento burocrático e dificil):
Formulário de cadastro assinado pelo responsável legal e autenticado em cartório.
Comprovante de inscrição e situação cadastral do CPF junto à Receita Federal
Certidão de Situação Fiscal - Tributos Municipais
Certidão de Situação Fiscal – Tributos Estaduais
Certidão de Situação Fiscal – Tributos Federais

Comprovante de inscrição e situação cadastral junto ao CAEPF (Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física) - confesso que este está sendo bastante difícil de providenciar.

Cópia autenticada do RG

Comprovante atualizado de residência no nome do responsável

       O edital tem como objetivo gerar oportunidade de trabalho para artistas, técnicos, produtores e fazedores de cultura, estimulando processos criativos e inovadores para conectar as pessoas em ambiente virtual durante o período de isolamento social.
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Inscrições das 10h do dia 8 de junho até as 10h do dia 18 de junho, nos sites www.procultura.rs.gov.brwww.feevale.br/facdigitalrs