quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Curso EAD em produção cultural - Inscrições até 4 de março

           Em abril, maio e junho de 2018, o Observatório Itaú Cultural realiza o curso EAD em produção cultural. De caráter introdutório, a atividade é gratuita e voltada para artistas, produtores, gestores e agentes culturais, possibilitando a troca de experiências entre profissionais de todo o país.

INSCRIÇÕES PARA O CURSO

            O curso consiste em sete aulas ministradas – a distância – por diferentes profissionais. Confira os temas abordados e os respectivos professores:

- ambientação na plataforma Itaú Cultural | Michelle Antunes (MG);
- planejamento e produção cultural | Rachel Gadelha (CE);
- políticas culturais e legislação | Renata Rocha (BA);
- pesquisas e mapeamentos culturais – reconhecimento de territórios | Clarice Libânio (MG);
- comunicação, redes e cooperação cultural | Gisele Jordão (SP);
- arte, fruição e acessibilidade | Renata Felinto (CE) e Felipe Mianês (RS);- sustentabilidade – cultura e seus impactos socioeconômicos | Luciana Guilherme (CE).

Realização do curso: de 12 de abril a 14 de junho de 2018
Inscrições: de 20 de fevereiro a 4 de março de 2018 pelo site.

180 vagas (18 para autodeclarados negros ou pardos e 6 para autodeclarados indígenas)

Acesse: http://www.itaucultural.org.br/ead-em-producao-cultural
(Fonte: Identidade Campeira)

15ª Convenção Brasileira da Tradição Gaúcha recebeu 42 propostas para debate

           A Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, liderada por João Ermelino Mello, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, recebeu, para debates, 42 propostas de alterações de regulamentos. A 15ª Convenção acontece dia 24 de fevereiro, na sede do MTG do RS, em Porto Alegre, reúne as federações estaduais, através de seus representantes, que discutirão e votarão, democraticamente, os regulamentos. Segundo o presidente Mello, será uma convenção com muito debate: "Mostra que o Brasil de bombachas está ligado nas necessidades de ajuste nos regulamentos", disse ele.

Proposições da Área Campeira: Santa Catarina enviou 14 propostas e o Mato Grosso 2

Proposições da Área Artística: 3 de Santa Catarina, 2 do Planalto Central, 1 do RS e 1 da CBTG. 5 vem do MTG do Mato Grosso

Proposições Área Esportiva: 02 do Mato Grosso

Proposições da Área Cultural:3 propostas vindas do Paraná, 02 do Mato Grosso, e três do prendado

Proposições para o Regulamento Geral: 
Proposição 01 – Vice-Presidente da CBTG - ProjetoTche10
Proposição 02 – Presidente da CBTG -   Cadastro Nacional
Proposição 03 – Dir Geral da CBTG - Custeio de despesas 
Proposição 04 – MTG-SP -  MTG-SP
Proposição 23 – DIR GERAL -  Criação de Comissão para viabilidade da CBTG
Proposição 40 - MTG-MS - Aline Kraemer

            A Convenção começa neste sábado, as 9h da manhã e vai até o final dos debates regulamentares.

09h: Sessão Preparatória da Convenção
09h30min: Sessão Solene de Abertura da 15ª Convenção Brasileira da
Tradição Gaúcha
10h: 1ª Sessão Plenária Ordinária da Convenção - organização das Comissões
Temáticas - Reuniões Temáticas
13h: Almoço (local próximo ao MTG-RS)
14h30min: 2ª Sessão Plenária Ordinária da Convenção - Apresentação e
Votação das Proposições
17h15: Intervalo
17h30min: Charla da Diretoria da CBTG com os Presidentes dos MTG’s para
eleição do Presidente e Vice do Conselho Diretor Biênio 2018/2019


Família Guedes - Um pedaço do Chão Missioneiro pelo mundo

            Jorge Guedes... Artista comprometido com o chão onde pisa, o tempo em que vive e com uma escola musical surgida com o pioneirismo de Noel Guarany (com quem iniciou fonograficamente e por quem foi apontado como herdeiro e sucessor artístico). Jorge Guedes, juntamente com sua Família, vem trilhando uma senda de manutenção e revitalização de uma memória e uma identidade guarani e missioneira. 
Melhor Cantora, premio Vitor Mateus Teixeira 2017, da Assembleia Legislativa do RS: Anahy Guedes
            Guedes andou com sua família pelo Rio Grande do Sul, pelo Brasil e pela América Latina participando de eventos de grande visibilidade, como o Encontro Internacional de Chamameceros, a Mostra da Arte Missioneira em Posadas na Argentina, Programa do Jô Soares, Sr. Brasil com Rolando Boldrin, as comemorações dos 40 anos da morte de Che Guevara na Bolívia e inúmeros shows em festivais e em teatros para plateias seletas. Em 2014 recebeu da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o prêmio ‘’TEIXEIRINHA’’ na categoria melhor compositor e também no mesmo ano com ‘’NEGO BETÃO’’, a melhor música do ano.

Como bem frisou e sintetizou Nico Fagundes:

      “Jorge Guedes não é apenas mais um missioneiro a cantar sua terra e sua gente. Noel Guarany foi a voz privilegiada, como um sabiá campeiro cantando nas ruínas de São Miguel. Cenair Maicá foi a aguda consciência social e Jayme Caetano Braun foi e sempre será um dos sumos-sacerdotes deste culto. Ele, Jorge Guedes é um pouco de cada um dos seus predecessores. Ele é ao mesmo tempo, o índio e o gaúcho – até na estampa. Ele tem a poesia do Jayme, a voz de sino jesuítico do Noel e a consciência social do Cenair. Não tenho dúvida de que ele é, hoje um dos mais importantes artistas do Rio Grande do Sul. Ele é o passado, mas é também o presente. E será, sobretudo, com a sua talentosa Família, o futuro".

Um pouco de sua história:

          'Jorge' Procópio Ferreira Guedes, ou 'Jorge Guedes' (São Luiz Gonzaga, 13 de setembro 1964) é um cantor e compositor da Música nativista, missioneiro e parceiro de arte de nomes como Noel Guarany, Jayme Caetano Braun e Cenair Maicá. [1]Jorge Guedes é um dos melhores cantores do Rio Grande do Sul, sendo um divulgador da cultura missioneira em palcos nacionais e internacionais e programas de grande notoriedade como o Programa do Jô e Sr. Brasil com Rolando Boldrin. Em 2014 recebeu da assembléia legislativa do estado do Rio Grande do Sul o prêmio Vitor Mateus Teixeira[2] , na categoria de melhor compositor. Jorge Guedes é o filho mais novo de dez irmãos, seu pai Francisco da Silva Guedes (Chico Guedes) passou aos filhos o dom da música, sendo que este tocava o acordeon.
            Junto dos irmãos na adolescência, começou a tocar e cantar bailes e demonstrar grande apreço pela musicalidade missioneira ,sendo influenciado por grandes artistas como Noel Guarany , Cenair Maicá , Jayme Caetano Braun , Telmo de Lima Freitas e outros nomes , que lhe despertaram grande admiração .

Discografia:

           Na década de 80 ,começa a tocar com o conjunto, Os Caranchos permanecendo no grupo por alguns anos.No fim dos anos 80 conhece o cantor e compositor, Noel Guarany, com o qual juntamente com João Maximo lançam o LP , A volta do Missioneiro,aonde interpretou sucessos como Roda que Roda e Na Baixada do Manduca.

           Sempre comprometido com suas raízes missioneiras, lança em 1989 seu primeiro trabalho solo, o LP Terra Missioneira, aonde se encontra canções como Bagual de Corredor, Os Olhos de Minha Linda em parceria com Noel Guarany e Milonga do Maragato, em parceria com João Sampaio que viria à ser mais tarde um de seus maiores parceiros.

            Em 1994 lança o LP, Paisagens de Fim de Tarde, no qual recebeu o prêmio de melhor capa do ano, trazendo novos sucessos como Lida de Costeiro, regravada pelo conjunto, Os Serranos , também a canção Sentado sobre um Arreio regravada pelo cantor e compositor Porca Véia e a interpretação do clássico gaúcho de João Sampaio e Elton Saldanha, Entrando no M'bororé.
Três anos depois lança o CD, Porque será Guevara, trabalho de grande teor intelectual e apelo social, que está presente no memorial de Che Guevara em Cuba. Neste CD além da homenagem ao revolucionário, também há homenagens para nomes como Raul Seixas, Atahualpa Yupanqui, Andrés Guazurary e Sepé Tiaraju.

            Em 1999 lança seu quinto trabalho, De Boina e Alpargatas, em que se destacam as músicas Costeira, Aqui são Outros Quinhentos e Estampa Caudilha, regravação do LP Paisagens de Fim de Tarde.

            Em 2003 lança de forma independente um CD emblemático e de grande identidade cultural, Das Missões às Cordilheiras, tendo feito uma viagem até ao Peru, com o intuito de ter um embasamento maior sobre o resgate histórico do trabalho. 

            De 2003 a 2013 não grava, mas, junto de sua família, participa de grandes espetáculos, como os 40 anos de morte de Che Guevara na Bolívia, festival del chamamé na Argentina, Encontro internacional de chamameceros São Luiz Gonzaga , o Programa do Jô em São Paulo, Sr. Brasil com Rolando Boldrin, dentre outros.
             Em 2013 lança ao lado de sua família seu mais recente trabalho , Sem tinta ,que retrata a vivência do homem de campo ,em sua forma mais original, destacando-se as músicas Nego Betão, escolhida pela crítica gaúcha a melhor música do ano, musica regravada também pela dupla nativista César Oliveira & Rogério Melo e pelo conjunto Serranos, ambos com a parceria do autor Jorge Guedes, Sem Tinta, música que dá nome ao CD e Anjo e Flor , música que retrata o romantismo gaúcho. 

            Em 2016 Jorge Guedes junto com os filhos, lança o CD “Um cacique & sua Gente”. O CD vem se destacando no meio artístico cultural, ganhador do troféu de ”Melhor CD do Ano” pelo G1, Repórter Farroupilha, Giovani Grizzoti, em uma votação popular com quase 40 mil votos nesta categoria e o CD também levou a o troféu de Melhor Música do Ano com a música “Que nem dois Ermão”.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

CTG Amaranto Pereira, em Alvorada, março é o mês de Cultura Total

           O Departamento Cultural do CTG Amaranto Pereira, com Gabrielli Pio à frente, está convidando para uma agenda cheia em março, mês da mulher. Dia 7 tem o Seminário: "Mulheres na História e na Sociedade: Passado, presente e futuro", com a Márcia Borges e a Iris de Carvalho. Dia 21, Roda de Chimarrão: "70 anos do Pioneiro e da Comissão Gaúcha de Folclore", com a Adileny Meneghetti e a professora Paula Simon Ribeiro.
           No dia 7, além do bate papo com as convidadas, haverá venda do livro "A evolução histórica da mulher gaúcha" e sessão de autógrafos com a autora Márcia C. Borges da Silva.
           Parabéns Gabrielli, Patrão Adair e CTG Amaranto Pereira que nos presentei com este espetáculo Cultural.

Indicados ao premio Açoriano da Música 2018 (Regionalismo)

           A Secretaria da Cultura de Porto Alegre - PMPA divulgou nessa terça-feira a lista dos indicados ao Prêmio Açorianos de Música 2017. A cerimônia será dia 20 de março, em cerimônia a ser realizada a partir das 20h no Teatro Renascença no Centro Municipal de Cultura com entrada franca, dentro das comemorações da Semana de Porto Alegre. Confira os indicados na categoria Regional e Intrumental -com muitos indicados da música regional - e em DVD apenas um não é da música regional!!! Parabéns a todos!!!

DVD DO ANO:
- “Gaita na Fábrica” – Renato Borghetti;
- “Desgarrados” – Chico Saratt & Mário Barbará;
- “Flor y Truco” – Gabriel Selvage;
- “Canto de Interior” – Shana Müller;
- “Confissões”: Rodrigo Munari;

REGIONAL:

COMPOSITOR:
- Martin César: “Doze Cantos Ibéricos”;
- Mário Barbará: “Desgarrados”;
- Mauro Moraes: “Dos Arreios”;
- Rodrigo Duarte: “Zênite”;
- Sergio Metz: “Com o Pé no Galpão e a Cabeça na Galáxia” – Tambo do Bando;

INTÉRPRETE:
- Marco Aurélio Vasconcellos: “Doze Cantos Ibéricos”;
- Shana Müller: “Canto de Interior”;
- César Santos: “Da Porteira pra Dentro”
- Rodrigo Duarte: “Zênite”;
- Chico Saratt: “Desgarrados”;

INSTRUMENTISTA:
- Pedrinho Figueiredo: “Gaita na Fábrica”;
- Vitor Peixoto: “Gaita na Fábrica”;
- Daniel Sá: “Gaita na Fábrica”;
- Matheus Alves: “Zênite” (Rodrigo Duarte) / “Do Interior” (Ita Cunha) / “Desgarrados” (Chico Saratt & Mário Barbará);
- Renato Borghetti: “Gaita na Fábrica”;

DISCO DO ANO:
- “Doze Cantos Ibéricos” – Marco A. Vasconcellos & Martin César;
- "Desgarrados" – Mário Barbará & Chico Saratt;
- “Canto do Interior”: Shana Müller;
- “Zênite” – Rodrigo Duarte;
- “Gaita na Fábrica” – Renato Borghetti;

INSTRUMENTAL:

COMPOSITOR:
- Mariano Telles: “Ária Metropolitana”;
- Luciano Maia: “Balaio de Sons”;
- Matheus Alves: “Instrumental Picumã”;
- Thiago Colombo: “Latin Guitar Connections”;
- Rodrigo Nassif: “Rupestre do Futuro”;

INTÉRPRETE:
- Gabriel Selvage – “Flor Y Truco” / “Balaio de Sons”;
- Luciano Maia: “Balaio de Sons”;
- Hilton Vaccari – “Quartchêto”;
- Ricardo Comassetto – “Genuíno”;
- Rafael Lopes: “O Viajante Imaginário”;

INSTRUMENTISTA:
- Thiago Colombo – : “Latin Guitar Connections”;
- Julio Rizzo – – “Quartchêto”;
- Matheus Alves: “Instrumental Picumã”;
- Gabriel Selvage – “Flor Y Truco” / “Balaio de Sons”;
- Bruno Coelho – “Instrumental Picumã”;

DISCO DO ANO:
- “Instrumental Picumã” – Instrumental Picumã;
- “Balaio de Sons” – Luciano Maia & Gabriel Selvage;
- “Quartchêto” – Quartchêto;
- Latin Guitar Connections” – Thiago Colombo
- “Flor Y Truco - Gabriel Selvage;

DISCO DO ANO:
- “Poa-Mvd” – Pablo Lanzoni;
- “Quintais do Mundo” – Danny Calixto;
- “Clareza” – Leandro Bertolo;
- “Dez Canções...” – Guto Leite;
- “So in Love” – Dudu Sperb;

ESPETÁCULO DO ANO:
- Quartchêto – “Bamo Lá”;
- Danny Calixto – “Quintais do Mundo”;
- Daniel Torres – “Daniel torres Canta América”;
- Luciano Maia & Gabriel Selvage – “Balaio de Sons”;
- Cláudia Braga / Nise Franklin / Luciana Prass – “Cirandô”
(fonte: ABC do Gaúcho)

Entidades que aniversariam em 2018, com datas relevantes

          No ano de 2018 algumas entidades representativas da cultura gaúcha estarão completando aniversário, a que convém destacar, como:

160 anos do Teatro São Pedro (27 de junho de 1858) – recente falecimento de sua “zeladora” Eva Sopher – contato José Diniz de Moraes;

150 anos (Sesquicentenário) do Partenon Literário  (18/06/1868) – Presidente Benedito Saldanha;

120 anos do Grêmio Gaúcho do Major João Cezimbra Jacques, patrono do tradicionalismo (precursor – A entidade esta desativada mas vale o registro pois, João Cezimbra deu o “start” para a preservação dos usos e costumes do povo gaúcho);

80 anos da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande – hoje em Novo Hamburgo (entidade pré 35 CTG) (31/01/1938); patrão José Luiz Amaral Silveira;

70 anos da Comissão Gaúcha de Folclore, criada por Dante de Laytano em 1948 reconhecido pelo UNESCO  (23/04/1948) – Presidente Octávio Capuano;

70 anos do 35 CTG, o pioneiro, o primeiro CTG do mundo   (24/04/1948) – Patroa Gleicemary Borges;

           São instituições que muito contribuíram e contribuem com a sociedade gaúcha, promovendo a cultura e o desenvolvimento econômico e social do estado.

THEATRO SÃO PEDRO

            A construção de um teatro que abrigasse com dignidade as diferentes manifestações culturais era um sonho que, desde o período colonial, acompanhava governantes e população da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.
           Em 1833, o presidente da província Manoel Antônio Galvão doou um terreno no centro de Porto Alegre para o início das obras do Theatro São Pedro, que seriam feitas com projeto arquitetônico no estilo neoclássico do arquiteto Filipe Normann. Mas, com o início da Revolução Farroupilha em 1835, a obra foi suspensa, sendo retomada anos depois.
           Finalmente, dia 27 de junho de 1858 o prédio foi inaugurado sob a presidência de Ângelo Moniz da Silveira Ferraz, o Barão de Uruguaiana.

COMISSÃO GAÚCHA DE FOLCLORE

          A Comissão Gaúcha de Folclore, federada à Comissão Nacional de Folclore, e reconhecida pela IBEC/UNESCO, foi fundada no dia 23 de abril de 1948, pelo então professor Dante de Laytano (coordenador da Faculdade Palestrina onde mantinha um curso de Especialização em Folclore e era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, do Conselho Estadual de Educação e do Conselho Estadual de Cultura, presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, da Academia Brasileira de História, da Academia de Letras de Brasília, da Comissão Nacional do Folclore e da Comissão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco-Ibec) no Rio Grande do Sul).
            A CGF tem o compromisso de incentivar, promover, defender e divulgar as manifestações das culturas populares tradicionais, entendidas como folclore histórico no RS, tanto quanto apoiar e promover eventos de culturas populares como festivais de folclore.
           Estiveram a frente da Comissão Gaúcha de Folclore ao longo de seus 70 anos: Antônio Augusto Fagundes; Paixão Cortes; Rose Mari dos Reis Garcia; Lilian Argentina Braga Marques; Sonia Siqueira Campos; Paula Simon Ribeiro   (atualmente Conselheira Estadual de Cultura); Ivo Benfatto  (Conselheiro estadual de Cultura RS); Dante de Laytano; Cristina Rolim Wolffenbüttel; José Diniz de Moraes; Reginaldo Gil Braga; Maria Eunice Maciel -   Entre outros nomes do Folclore Gaúcho.
           Presidente Octávio Cappuano

SOCIEDADE PARTENON LITERÁRIO

           A Sociedade Partenon Literário foi criada em 18 de junho de 1868, num período de efervescência social e política, com a Guerra do Paraguai em andamento, as ideias republicanas em expansão e uma forte retomada do movimento abolicionista.
          Sediada em Porto Alegre, contou com colaboradores de toda província, promovendo um intercâmbio cultural que impulsionou a intelectualidade riograndense. Sua criação foi centrada em duas figuras: o médico e escritor José Antônio do Vale Caldre e Fião, presidente honorário, e o jovem Apolinário José Gomes Porto-Alegre. Caldre e Fião além do apoio à iniciativa, emprestou seu prestígio pessoal, pois era autor conhecido. Já Apolinário foi fundamental com sua atuação e postura.
            Seu surgimento permitiu o intercâmbio de informações, textos e ideias entre os autores membros, promovendo a circulação de matérias literárias em diferentes jornais que percorreram os mais distantes recantos do Rio Grande do Sul. Sua atuação não se resumiu apenas à divulgação de literária, mas também expandir a cultura dos gaúchos, oferecendo cursos noturnos para adultos (mostrando sua preocupação com a formação intelectual da população) e criando uma biblioteca com importantes obras de Filosofia, História e Literatura. As aulas noturnas foram uma das atividades mais duradouras, permanecendo até 1884 quando, devido à dificuldades financeiras e falta de um local para abrigar as aulas, estas foram suspensas.
Presidente Benedito Saldanha
           O Partenon Literário precedeu 30 anos a Academia Brasileira de Letras, publicando diversas obras literárias, bem como a tradicional Revista Literária, ora em formato de livro, seu legado mais forte. Entre os membros de destaque da sociedade pode-se citar: Apolinário José Gomes Porto-Alegre, seus irmãos Apeles e Aquiles, Afonso Luís Marques, Alberto Coelho da Cunha (Vítor Valpírio), Antônio Vale Caldre Fião, Argemiro Galvão, Augusto Rodrigues Tota, Aurélio Veríssimo de Bittencourt, Bernardo Taveira Júnior, Bibiano Francisco de Almeida, Carlos von Koseritz, Francisco Antunes Ferreira da Luz, Francisco Isidoro de Sá Brito, Hilário Ribeiro, Inácio de Vasconcelos Ferreira, José Bernardino dos Santos, João Damasceno Vieira Fernandes, José Carlos de Sousa Lobo, Lobo da Costa, Múcio Scevola Lopes Teixeira, dentre inúmeros outros. Entre as mulheres se destacaram Luciana de Abreu, a primeira mulher a subir na tribuna para falar em público, Luísa de Azambuja, Amália dos Passos Figueroa e Revocata Heloísa de Melo.
          O Partenon completando 150 anos está em plena atividade programando uma publicação. Seu atual presidente: Benedito Saldanha

SOCIEDADE GAÚCHA DE LOMBA GRANDE

            A Sociedade de que tratamos aqui nasceu num tempo em que o mundo era sacudido por mandatários de orientação política totalitária, do que resultou a Segunda Guerra Mundial. Naquele cenário destacava-se a situação da Alemanha que, politicamente, liderada por Adolf Hitler iniciava um processo de expansão territorial e de perseguição às etnias consideradas “inferiores”.
  Completamente dissociados daquela Alemanha, os descendentes dos imigrantes alemães que chegaram ao Brasil a partir de 1824, estavam integrados à sociedade gauchesca e plenamente adaptados aos seus usos e costumes. A localidade de Lomba Grande, no município de Novo Hamburgo era povoada, na sua maioria, por descendentes de alemães.
   Foi ali, na Lomba Grande, no Salão Algayer, que se reuniram um punhado de  homens para discutir a proposta de Serafim Rauber em criar uma associação com os fins de: fazer exercícios esportivos a cavalo; simbolizar o primitivo gaúcho; e elevar o espírito de camaradagem e a distração de seus associados. Era o dia 31 de janeiro do ano de 1938.
           Depois da decisão em fundar a nova sociedade, foi-se em busca da formação de um quadro social, tarefa coroada de pleno êxito, posto que em 13 de junho do mesmo ano, quando se reuniram para aprovar o primeiro estatuto, a SOCIEDADE GAÚCHA LOMBAGRANDENSE contava com 172 associados.
            Na época da fundação, a Sociedade Gaúcha Lombagrandense não possuia sede social e nem era proprietária de área para a realização das festas com cavalos, especialmente o jogo de “Lança ao Couro”, sua principal atividade. Como sede social era utilizado o Salão Allgayer de propriedade de Osvaldo e João Aloysio Allgayer, ambos fundadores da sociedade.
 As competições de “Lança ao Couro” eram realizadas nas terras de Emilio Streck, Oscar Behs, Lindolfo Diehl e, mais tarde, Leopoldo Moehlecke onde havia um local que chamavam “Capão dos Gaúchos”.
 A região de Lomba Grande era constituída especialmente por agricultores e se destacava pela beleza e apresentação esmerada dos cavalos. Havia uma grande quantidade de proprietários de cavalos que “desfilavam” seus animais na localidade, especialmente nos dias de festas.
          Havia na localidade de Lomba Grande, além da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, ainda a Sociedade de Atiradores de Lomba Grande e o Sport Clube Lombagrandense. Pois no início do ano de 1975 reuniram-se os associados dessas três entidades e resolveram constituir a Sociedade Esportiva Lombagrandense com dois departamentos: o de futebol e o de tradições gaúchas. Importante registrar que a fusão das três entidades nunca foi oficializada legalmente, ocorrendo de fato mas não de direito.
O Departamento de Tradições Gaúchas foi bastante ativo, especialmente na realização de desfiles e fandangos.
No início dos anos 1980, o Departamento de Tradições passou a agir por conta própria, desvinculado da Sociedade Esportiva, culminado com a ocorrência do episódio em que o Prefeito Municipal de Novo Hamburgo, Eugênio Nelson Ritzel, que era tradicionalista, se comprometeu, durante uma festa de bodas de Prata do Sr. Astrogildo Nogueira do Amaral, em doar uma área de terra no local conhecido como Passo dos Corvos.
Em 6 de fevereiro de 1982 os membros da Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, sob o comando de Adrolado Kramer Borges, assumiu a área de terra iniciando a limpeza e o cercamento. Essa é a sede atual da entidade.

35 CTG - O primeiro CTG do mundo

           O 35 CTG  foi criado em 24 de abril de 1948, que hoje, por lei, é dia da tradição gaúcha, dia do Churrasco e do Chimarrão. 
           Foi um clube de tradição gaúcha criado por Paixão Cortes e Barbosa Lessa, em parceria com Cyro Dutra Ferreira, Fernando Machado Vieira, Glaucus Saraiva, Manoelito de Ornellas. É considerado o primeiro CTG do mundo. Graças a sua criação foram pesquisadas as danças tradicionais gaúchas dançadas hoje e pela promoção da musicalidade regional (que não existia na época). E a ronda creola ou criolla ou mesmo crioula, que deu origem ao 35, originou também,  a semana farroupilha.
 
35 CTG imagem antiga do Galpão quando ainda não tinha o Bourbon Ipiranga ao lado
         Sua origem se dá no longínquo ano de 1947, quando oito jovens liderados por João Carlos D’Avila Paixão Cortes, retirou uma centelha do fogo simbólico da pira da pátria para realizar a 1ª ronda do Julinho (Ronda Criola, Ronda Gaucha e, depois, Semana Farroupilha), idealizada para homenagear os feitos dos heróis farroupilhas e o translado dos restos mortais de Davi Canabarro que chegaram a Porto Alegre, no dia 05 de setembro (hoje, dia do jovem tradicionalista).
         O evento que durou duas semanas e teve uma enorme repercussão na sociedade. Jornais da época noticiaram o feito de jovens que, mais tarde, se concluiu que mudaram o seu tempo. Sem dúvida nenhuma, Paixão Cortes e Barbosa Lessa foram gaúchos que marcaram e mudaram o século XX no Rio Grande do Sul.
         Aos poucos com os conhecimentos adquiridos na região da fronteira foram criando a primeira entidade tradicionalista da historia e do mundo, o 35 (homenagem à revolução farroupilha – 1835) CTG – centro de tradições gaúchas – entidade mater que deu origem à, hoje, 3000 similares pelo mundo (1750 só no RS, além de centenas pelo Brasil, seis nos Estados Unidos, um na China, um na Nova Zelândia, na França, entre outros países). Segundo a CBTG são mais de 600 em SC; 330 no PR; 19 MS; 43 no MT; 33 em Rondônia; 28 em SP; 9 em GO; 3 em MG; 3 na AM; 1 no PA, RR e AC.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

CTG Pousada do Imigrante promove rodeio, em Nova Bassano

CONVITE

           É com grande satisfação que o CTG Pousada do Imigrante, juntamente com o Poder Publico Municipal, convidam a gauchada de todas as querências para vivermos juntos alegres momentos de convívio e lazer, cultuando as mais caras tradições gaúchas, em nosso 19º Rodeio Crioulo de Nova Bassano, nos dias 1 a 4 de março.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Adão Bernardes lança seu livro em Esmeralda

Lançamento oficial do Livro de Adão Bernardes será dia 24, em Esmeralda
      Nos dias 24 e 25 de fevereiro será realizado o 1º Encontro de Trovadores "Esmeralda Canto e Verso", no CTG Pioneiros do Laço, em Esmeralda.

     O idealizador e realizador do evento é o trovador e musico Flávio Costa. As trovas acontecerão nas três modalidades com a mesma premiação (campeira, estilo Gildo de Freitas e martelo). Além de troféus, que cada premiado terá direito, haverá também premiação em dinheiro, assim distribuída:

1º lugar - R$ 250,00
2º lugar - R$ 200,00
3º lugar - R$ 150,00
4º lugar - R$ 100,00

     O inicio dos concursos será as 14 hs do dia 24 e as 20 hs será servido o jantar após o jantar haverá tertúlia com os Taitas e artistas convidados. No domingo, dia 25, as 09h reiniciarão as trovas, as 12h será servido churrasco e, as 14h, continuação dos concursos.  As 18h será feita entrega de premiação e logo após haverá tertúlia com Os Taitas e artistas convidados.

     A comissão avaliadora estará formada por Alaor Merckel, Leôncio Amaral e Volnei Corrêa.

Fonte: Blog Adão Bernardes

Vem aí o 5º Sarau da EPC


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Gazeta Brazilian News anuncia atrações em Orlando, Flórida

Jornal Gazeta Brazilian News
           Além de Joca martins, Grupo Arte Nativa, de Viamão, Rogério Bastos e Liliane Pappen, falando sobre o Chimarrão, bebida símbolo dos gaúchos, tem também o espetáculo de humor com o Guri de Uruguaiana. De 2 a 4 de março em Orlando, na Flórida.

16º Sarau de Prendas do CTG Porteira da Serra, de São Marcos

          O convite é da prenda Roberta Castilhos, 1ª Prenda do 32º Rodeio Internacional da Vacaria: "Como já é tradição por aqui, mais um Sarau da Prenda Jovem vem chegando no CTG Porteira da Serra. Convidamos todas as prendinhas de 14 a 17 anos e as entidades tradicionalistas para que façam parte desse evento tão lindo... " - Mais informações com ela, pelo WhatsApp (54) 999341170

"Eu não toco Raul" - Diz Pedra Letícia e "Eu não toco Teixeirinha" - Radio CS, de Canoas

           Que a banda Pedra Letícia canta "Eu não toco Raul" é do conhecimento geral, mas jamais humilharam ninguém, até brincam dizendo que "ele é um cara legal". 
"Eu não toco Raul, cês me desculpem
Eu acredito quando você diz que ele é legal
Eu não toco Raul, cês não me culpem
A banda preza pelo estilo Sidney Magal"

            Mas a comunicação na Radio CS, foi meio longe demais e entrou em conflito com ouvintes e admiradores de Vitor mateus Teixeira, o Teixeirinha. A rádio comunitária CS, de Canoas, foi fundada em 1994 e que, atualmente opera no bairro Jardim Atlântico, em Canoas,  tem grande parte da sua programação destinada a música regional gaúcha, forró e sertanejo. Mas a notícia de que a apresentadora da rádio havia desdenhado de Teixeirinha e do ouvinte que pediu a música, revoltou os fãs e virou uma batalha virtual de ofensas.

           Bruna Scopel, gaiteira de Passo Fundo, cidade de de onde veio o pedido da música, postou o vídeo em seu facebook, mostrando o desrespeito com o ídolo do Rio Grande. Mas o grande problema foi a forma com que a locutora tratou o assunto, com total deboche, e não suficiente, falou com o diretor da Rádio que também entrou ao vivo, falando absurdos sobre o pedido do ouvinte: "Lá em Passo Fundo da pra ouvir a música, se eu botar aqui o Teixeirinha agora, eu derrubo o programa, e eu tenho que toca música pra jovem né..." e "...não adianta contentar um e perder mil, ou dois mil...".


        A locutora manda um recado que "Não autorizo o uso da minha imagem..." - talvez, seria melhor não transmitir ao vivo, então. E segue queimando os ouvintes: "E quem não gosta do programa simplesmente não assistam, não estamos implorando que entendam um programa de rádio". Acredito que as pessoas entendam. Se é programa sertanejo, não tem música gaúcha. Mas, não precisa humilhar o ouvinte que pediu a música e, muito menos, desfazer um ídolo do estado.

           Acredito que um principio básico do comunicador é não expor de forma negativa a imagem do veículo. O comunicador busca a aproximação com o ouvinte, que nem sempre é de sua comunidade, pois hoje estamos na internet para o mundo. Tanto que, quem pediu a música, foi um passo-fundense.

           É importante se ter respeito pela história e pelos usos e costumes de um povo para se conviver bem em um estado que preza pela sua cultura e seus ídolos. Teixeirinha é uma referencia musical importante para nosso estado e, isso, não podemos negar.

Uma carioca que faz sucesso na música gaúcha. Conheça um pouco de Giovanna Vedovi

           Essa “cariúcha”, assim carinhosamente apelidada pelos amigos, Giovanna Vedovi, é nascida em São Gonçalo/RJ, filha de um Gonçalense, Adriano Vedovi e uma Gaúcha, de Porto Alegre, Cláudia Domingues Vedovi. Ainda pequena, aos 7 anos, Giovanna mudou-se para Porto Alegre com a família.
           Seu pai já havia morado no Rio Grande do Sul, entre os anos de 1995 e 1997, atuando em um trabalho voluntário, onde aqui conheceu e se apaixonou a primeira vista pelas tradições do estado. Em sua partida levou para casa itens da cultura gaúcha e alguns CDs de músicas nativistas, para que pudesse aprender a tocá-las em sua cidade natal. 
           
Giovanna com a irmã e o pai, em 2010
Em 1998, casou se com uma gaúcha de Porto Alegre, o que o aumentaria seus laços com o Rio Grande. Tiveram sua primeira filha, a Giovanna Vedovi e, contrariando o desejo e expectativa da família do RJ, Adriano e Claudia vieram para Porto Alegre para comemorar “aqui” o aniversário de 1 ano da Giovanna, promovendo uma festa temática nativista, com direito a vestido de prenda e bolo no formato e cores do RS. Mas só em 2010 a família realizou um dos seus sonhos, de vir para Porto Alegre ter o nascimento da filha caçula (Giulianna Vedovi) e assim ter uma, das três filhas, nascida em solo Gaúcho. 

           Depois de muitas idas e vindas, no mesmo ano, Adriano optou em permanecer em definitivo na capital gaúcha e, desde então, todas as filhas tem sido apresentadas a cultura gaúcha, participando de eventos culturais, ouvindo músicas nativista, conhecendo CTGs e passeios ao tradicional Acampamento Farroupilha, que já se tonou uma tradição da família Vedovi.

BLOG – De onde nasceu essa paixão pela musica gaúcha?
       A música já está na minha casa há muitos anos, e veio dos meus avós paternos que sempre cantam e tocam violão, até hoje. O meu pai também gosta de música, e já tocou contra-baixo em uma banda de Rock, porém nada muito profissional. Eu cresci vendo e ouvindo ele tocar algumas músicas no violão, mas foi aqui em Porto Alegre que comecei a despertar o gosto pela música, isso aos 7 anos, me apegando ao gênero Pop internacional da década de 80 e 90, dando trabalho ao meu pai que teve que aprender a tocar várias músicas no violão para me acompanhar.
Giovanna com a professora Cristina Sorrentino, noa abertura do Show do Padre Fábio de Mello
BLOG – Quando começastes a cantar e competir?
           Foi em 2014 quando participei de um show de talentos na igreja em que frequento, e interpretei Whitney Houston e Nika Costa, onde fui notada (risos). Uma pessoa da plateia gravou um vídeo da minha apresentação, que chegou até as mãos da cantora Soprano Cristina Sorrentino, que falou com meu pai e me convidou para fazer aulas de canto. 

            De lá para cá me dediquei ao aperfeiçoamento vocal e tive também aulas de piano. Estava indo bem, e após 10 meses de aula meu pai fez minha inscrição na primeira Edição do The Voice Kids, em 2015, e participei da seletiva do Programa lá no Rio de Janeiro. Em 2016, novamente convidada para as seletivas do The Voice Kids, 2ª Edição. Então fui convidada a participar do projeto social, o "Grupo Crianças EmCanto", que é coordenado pela minha Professora de canto Cristina Sorrentino e meu Professor de piano Karlo Kulpa, e ali tivemos a oportunidade de cantar com a Shana Muller, Ernesto e Neto Fagundes. Incentivada pela minha professora, meu pai me levou para cantar em Rodeios, e comecei a conhecer melhor as letras das músicas, as melodias e o mundo nativista mais de perto!
No projeto "Crianças EmCanto" no palco do Acampamento Farroupilha" 2017
BLOG – Já vencestes prêmios e festivais de musica?
           A minha trajetória em eventos nativistas é muito tímida ainda. Só em 2016 comecei a participar de Rodeios, mas devido a logística e os compromissos de trabalho, meu pai só conseguiu me levar em 5 Rodeios naquele ano, e tive o privilégio de vencer 4 deles. Sem dúvidas todos foram importantes para o meu aprendizado, mas considero ter vencido o FESTIRIM 2016 na categoria Interprete Feminino uma parte importante, pois fiquei mais segura e com desejo de ir mais longe. 
           Em 2017 me dediquei as atividades do Projeto Crianças Em Canto, na gravação do nosso 1º CD e apresentações culturais. Mas o ano ainda me reservava algumas surpresas (risos). Meu pai fez a minha inscrição no Quadro "Na Janela do Galpão", do Programa Galpão Crioulo da RBS, sem eu saber! E fui escolhida como destaque no mês de julho, e logo selecionada para a grande final em dezembro, e com mais de 30% dos votos fui escolhida como vencedora do Troféu Origens, como Destaque do Programa. Foi um sonho! Demorou dias para cair a ficha, e já estava me sentido realizada, quando tive a grata surpresa de saber que havia sido indicada para “Os Melhores do Ano da Música Gaúcha” na categoria REVELAÇÃO do Repórter Farroupilha Giovani Grizotti, do site G1/RS. Aí, quase tive um treco (risos)!! Apesar de concorrer com outros indicados de talento inquestionáveis, fui honrada com a vitória na categoria Revelação da Música Gaúcha de 2017, conquistando mais de 80% dos votos. 
Com Lucas Ferreira e Guilherme Castilhos, no Galpão Criulo
BLOG – Quais os planos para os próximos anos?
           Bom, as coisas não foram planejadas, e me considero “sortemente abençoada”, onde tenho o apoio incondicional de minha família, que me incentiva e ajuda dentro das possibilidade que vivemos. Mas ainda não paramos para traçar planos e metas sobre carreira ou coisa assim. Mas os próximos passos é continuar aprendendo mais. Me aperfeiçoando no canto e aprender além do piano outros instrumentos musicais, talvez violão, violino ou contra baixo, que acho bonito o som do grave. Minha prioridade é o Projeto "Crianças EmCanto", junto com os amigos Cássio Castilhos e Vitor Custódio, ambos vencedores de diversos Rodeios e Festivais Nativistas, e de onde me inspiro também, pois eles cantam com o coração. 
           Além deles tem a Alice Sorrentino e Sarah Alcará que cantam no grupo também, e o nosso CD já está pronto, todo gravado com várias músicas inéditas que o Elton Saldanha, Erlon Péricles e Luiz Carlos Borges fizeram, além das participações do Joca Martins, Renato Borghetti entre outros. 
Com a professora Cristina Sorrentino, Shana Muller e Paola Leonetti (D) no espetáculo LeDivas 2015
Comida preferida – Humm... eu como de tudo (risos), mas não dispenso uma boa pizza e comida japonesa. 
Livro – Amo ler! Já li vários livros, em especial da Paula Pimenta, Kiera Cass, da J.K Rolling (Harry Potter), mas atualmente leio a coleção “Sábado a Noite” de Babi Dewet.
Filme – Gosto de ação, aventura e mistério, mas a franquia Harry Potter é épico.

Créditos das fotos: 
Adriano Vedovi
Divulgação

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Departamento artístico, do MTG do Paraná, promove Congresso Técnico

Marcelo Francos
            O Congresso Técnico Artístico e a Oficina das novas danças do FEPART 2018 ocorrerá dias 3 e 4 de março, na cidade de Colombo, no CTG Querência Santa Mônica.

PROGRAMAÇÃO

Dia 03/03/2018 - Sábado
11:00h - Credenciamento
12:00h - Almoço
13:30h - Inicio das Atividades
20:30h - Jantar

Dia 04/03/2018
9:00h - Reinicio das Atividades
12:00h - Almoço
Douglas Ferreira

   

           Os CTGs com interesse em sediar as etapas do Circuito tem até o dia 24 de fevereiro de 2018 para confirmação das datas. Os organizadores lembram que o Congresso Técnico é para tratar de assuntos pertinentes a todas as modalidades, Interprete Solista Vocal, Declamação, Chula, Gaita, Dança de Salão, entre outras. Por isso a importância da participação de Patrões, Diretores Artísticos, Coordenadores e/ou Diretores de Departamento e demais interessados.

            Hotel oficial para o congresso técnico com preços promocionais a partir de R$70,00 Curitiba Park Hotel Fone 41 3666-5856 hotel fica bem Proximo do Clube.

            Informações Sobre o Pacote de Refeições oferecido Pelo CTG Querencia Santa Mônica pelo Fone 41 98886-9090 - Falar com Idair de Lima.

           O Custo para cada participante do Congresso e oficina das danças com a equipe avaliadores, será de R$ 50,00 por pessoa ou R$ 100,00 por CTG podendo neste caso inscrever número ilimitado de participantes.

          O prazo para confirmação das datas dos circuitos e também para propostas para o congresso artístico se encerra dia 24/02!

Lembrando que o congresso e para todas as modalidades artísticas.

Entrevista com o bem humorado percussionista, Rafa Martins

          Uma entrevista bem humorada com Rafael Martins, 37 anos, músico, frequentador do CTG M'bororé, de Campo Bom, 30ª RT, que nos fala um pouco de sua profissão e de curiosidades sobre ele, que muita gente não sabe.

BLOG – Conte-nos um pouco da tua infância e essa paixão pela musica
        Bueno, sempre fui fascinado pela música, sempre batendo em latinhas de alumínio, uma das minhas maiores frustrações foi não ter integrado a banda da escola(risos)! Mas meu primeiro instrumento foi um acordeon, foi presente da minha mãe/avó. Ela juntou dinheiro, com alguma dificuldade pra realizar um sonho meu de criança. O instrumento estava atirado no depósito da escola que ela trabalhava de serviços gerais. No início foi aquela febre mas como qualquer adolescente abandonei o instrumento. Me encantei pelo acordeon porque eu desde criança frequentei o CTG e, desde então, essa paixão vou carregar comigo até o último dia de vida!
 
      Depois de anos dançando e sempre acompanhando, admirando instrumentistas, cantores, bandas, muitas delas em fandangos nos CTGs, ía sempre batucando juntamente com os LPs, Fitas K7, gravando as músicas da antiga programação da Rádio Liberdade pra escutar repetidas vezes e tentar acompanhar o ritmo. Me dei por conta que poderia tocar em algum instrumento de percussão pois eu era bom de ritmo atribuído pela dança, principalmente pelos sapateados da chula onde me arrisquei sem sucesso (risos)! Mas em 2004 tive que interromper minha passagem pelos tablados pois, como eu era militar, fui voluntário para a "Missão de Paz no Haiti" (MINUSTAH) 1º CONTINGENTE, atuando 6 meses nesse país. Na bagagem a pilcha, CDs gaúchos e a saudade do RS me acompanharam!

BLOG – Por que escolhestes a percussão?
         Nas horas de folga e descontração em Port-au-Prince (HAITI) apareceram alguns instrumentos de percussão adquiridos lá mesmo, tambores de pele animal estaqueados em madeira talhada, achei o máximo e foi paixão a primeira vista, logo após ter o contato com o instrumento e sentir a ressonância produzida por um forte golpe, pensei comigo, "EU QUERO ISSO". Dali pra frente comecei a me interessar e pesquisar mais. Nesse período de missão tivemos férias de 20 dias, alguns voltaram para o Brasil por causa dos filhos e esposas, eu escolhi 3 dias nos EUA e 17 dias na República Dominicana onde lá sim pude conferir mais de perto o mundo percussivo, nas ruas, nas esquinas, nos bares, tudo era música regados a congas, bongôs, maracas e a partir disso eu creio que fiz minha escolha!
           No regresso da missão tentei voltar aos tablados, mas a dança tinha me abandonado (risos), foi então que comecei a brincar com um pandeiro gigante de 13' polegadas e de nylon, acho que pesava quase 1kg. Em casa cantarolava as danças tradicionais e ia acompanhando, sem saber o que era certo ou errado, na época não havia essa informação ou se existia eu não tive acesso. Hoje ajudo alguns colegas gravando vídeo inclusive e explicando a forma correta de tocar as danças tradicionais. Mas voltando ao assunto, acompanhava as batidas do violão e somente mais tarde fui informado que estava certo meus toques pois segui por instinto a Clave de Fá, como não tem nas partituras do livro das danças tradicionais (CAPA AZUL) me explicaram mais tarde que era aquilo mesmo e assim me joguei pro meu primeiro evento como percussionista no rodeio do Campo Verde, em Campo Bom.
Logo comecei a adquirir outros instrumentos, deixava de comprar roupas, deixava de ir a festas somente pra juntar grana e comprar mais instrumentos. Ao invés de cachê eu toquei muito em troca de instrumentos, praticamente toquei 4 anos assim.
          Tive muita sorte em ter muitas pessoas boas ao meu lado me incentivando, o regulamento dos rodeios e Enart eram mais abertos e eu me aproveitava disso pra me projetar no cenário musical desse meio, coloquei pratos, carrilhão, congas de madeira, bombo leguero, efeitos percussivos, montei uma mini bateria, enfim, aproveitei as oportunidades(risos), mas hoje vejo que isso só agregava para o concurso de coreografias, sempre respeitei muito o folclore e as pesquisas do Barbosa e do Paixão.
A partir disso estou aí até hoje, sempre colhendo informações, amadurecendo como músico e como pessoa pois isso é uma busca eterna, a percussão nos ensina isso, nunca vamos ter e aprender tudo. Esse aprendizado me fascina, cada lugar do mundo tem seus instrumentos percussivos e isso me atrai e graças a essa arte pude conhecer muitos lugares como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, França, Suíça, boa parte do Brasil, mais Haiti e República Dominicana. PERCUSSÃO É MAIS DO QUE UM INSTRUMENTO, É UMA FILOSOFIA DE VIDA! 
          Hoje em dia me paro as vezes a pensar, todos aqueles artistas que eu via na televisão, escutava no rádio e hoje já fiz som com a maioria deles, por isso eu sempre digo, TENS UM SONHO? SÓ NÃO REALIZA PORQUE NÃO QUER, SE EU CONSEGUI, QUALQUER UM PODE! 

BLOG – O que falta neste mundo musical para o profissional atinja seu potencial máximo?
         Creio que falte sim o apoio, uma maior atenção aos artistas no meio musical, vou abordar dois ambientes: Por primeiro, os musicais de grupos de dança. Muitos coordenadores não dão a devida atenção. Não estou aqui pra malhar ninguém, mas podiam delegar uma função pra alguém que fique em contato direto com os músicos, muitas vezes temos que correr atrás das informações, locais de apresentações. 
         Outro fato é que são raros os espaços destinados aos músicos pra um eventual ajuste de vozes, instrumentos, muitos eventos tem patrocínios e poderia disponibilizar pelo menos uma água pro pessoal que canta e toca, todos precisam carregar seus cases/bags pra cima do palco e fica aquela bagunça, creio que falte uma direção de palco em todos os eventos pra agilizar as passagens de som, 5 minutos é desumano, claro que ninguém vai ficar meia hora ajustando o som, mas uma direção de palco resolveria muita coisa.
         Por segundo os grupos de baile, olha aí o furo é mais embaixo, a vida na estrada é árdua, todos enxergam somente as alegrias, o sorriso no palco, mas mal sabem o que vem antes, durante e depois, muitas vezes tomar banho em um cano com água gelada, comida que é feita de qualquer jeito e muitas vezes fria, fora os perigos da estrada, músicos que possuem instrumentos que valem 15, 20 mil e tocam por um cachê de 200, 250 reais. 
         Todos merecem uma atenção especial. A boa vontade não custa nada pra ninguém, passar por um aperto as vezes tudo bem, mas sempre daí fica difícil, no final o amor a música e a necessidade financeira falam mais alto e fica por isso mesmo. Mas acho que todos nós podemos refletir e visualizar o que podemos fazer pra melhorar o ambiente profissional, o que podemos fazer pra ajudar o colega que precisa, o conselho que podemos dar pra um coordenador de grupo de dança, enfim, conversando conseguimos melhorar, sempre com a ajuda dos parceiros, talvez, possamos atingir um bom nível musical dentro de qualquer evento. Quem sabe na final do Enart 2018 tenhamos novidades quanto ao assunto (risos)!

BLOG – O que faz o Rafa quando não está tocando?
       O que eu faço quando não estou tocando? Eu continuo tocando (mais risos). Em casa tenho minha sala de instrumentos onde fica minha bateria e meu set de percussão,estou tentando entrar na área de produção também, o extra-palco,  onde a dedicação é extrema, sempre estar pronto pra resolver problemas de imediato, servir os artistas quando preciso, estou me encontrando com uma galera desse ramo e estou ficando muito empolgado com essa ideia de fazer isso além da tocada, com muitas coisas que já vivi no meio musical penso que posso fazer um trabalho diferenciado, sou um pouco saudosista, fico admirando fotos de palcos que já toquei. Imagina quando um grupo musical que saiu dos rodeios iria abrir um show do Roupa Nova? Foi demais. 
        Eu escuto muita música, muita música mesmo, consumo muita música gaúcha, coisas que já gravei entre CDs e DVDs, mas também preciso escutar outras coisas pois atuo na noite também, Pubs, bares, casas de shows, bailes, rodeios, festivais! 
        Penso muito no meu futuro e na minha família, e agradeço todos os dias a Deus pela esposa que ele colocou na minha vida, ela é a minha maior inspiração e minha maior motivadora, foi o mundo tradicionalista que me deu a oportunidade de conhece-la e sou grato por isso, tenho muito orgulho pois além de uma excelente profissional no ramo da beleza ela é uma exímia dançarina, uma ótima professora e a melhor companheira que escolhi pra viver até o fim dos nossos dias!

BLOG – E tua trajetória na música profissional?
          Então, em 2005, iniciei nos musicais de CTGs, primeiramente, no GAN Ivi Maraé de São Leopoldo, aprendi muito, tomei muito na moleira até ser visto por outros grupos, tive passagem por grandes CTGs, verdadeiras potências do nosso estado mas hoje vejo que não nada melhor do que nossa casa e a conclusão depois de passar por tantas entidades trabalhando é que a grandiosidade está no contexto geral e no CTG M'bororé (minha casa) tem tudo isso! Juntamente com o tradicionalismo conheci o pessoal da noite, aí a criança hora e a mãe não vê (risos) uma verdadeira escola, assim conheci o pessoal que atuava em shows.
         Por volta de 2006 conheci o cantor uruguaio, Raul Quiroga, e muito aprendi com esse querido amigo que conservo até hoje, em 2009 o meu amigo Dilson "Jóia" me apresentou ao cantor Wilson Paim onde atuei na banda por quase 5 anos. Se o músico fizer o seu trabalho com seriedade, responsabilidade e competência nunca vai faltar trabalho e nesse meio musical uma coisa puxa a outra, entre os shows apareciam muitas gravações, desde então gravei e toquei com muita gente como, Elton Saldanha, Maria Luiza Benitez, João de Almeida Neto e Pirisca Grecco. 
         Então, ainda tocando para os grupos de dança, uma galera se juntou no CTG Porteira Velha de Novo Hamburgo, o musical se formou por acaso pois contrataram os músicos aleatoriamente e a sincronia foi tão natural, a facilidade de montar arranjos, montar as vozes era muito rápida e dali saiu o "GRUPO MAS BAH", onde fui um dos fundadores e atuei por 5 intensos anos, viagens, shows, festas, brigas(muitas) risadas(muitas mais) vitórias e derrotas, assim é a vida de qualquer banda, cada um trava sua guerra. Ao final de 2016, me desliguei do grupo em busca de novos ares, novos desafios e eis que me deparei com o mundo baileiro, sempre admirei as bandas gaúchas pois frequentava munto na minha juventude os bailes, então atualmente toco muitos bailes com a dupla Paquito e Jóia onde fizemos alguns bailes juntamente com o cantor Walter Morais e também o cantor Mano Lima. Trabalhei, também com o Estúdio Musique do professor Willian Varela, "Projeto Nosso Jeito é Cantar", com Maria Fernanda Costa, Luis Arthur Seidel, Leticia Roennau, Anna Lira e Isabelle Mottini.
           Mas agora estou bem focado no projeto solo do Cantor e Acordeonista Lincon Ramos, acredito muito nessa empreitada e creio que é questão de tempo pra ser uma potência do sul do país no que se trata dos fandangos gaúchos. Já temos datas previstas inclusive em eventos oficiais do MTG e isso nos enaltece!

COMIDA: CARNE (não importa como, gosto de carne - risos)

LIVROS: Não sou fã da leitura, mas li TROPA DE ELITE, muito bom.

FILME: Vários, Resgate do Soldado Ryan, Falcão Negro Em Perigo, Sniper Americano (Será que gosto de filmes de Guerra? - risos)