Wilmar Winck de Souza (Provisório) nasceu em Palmeiradas Missões, no dia 05 de novembro de 1926. Casado com Terezinha Fruet de Souza, deixou 4 fi lhos, treze netos e doze bisnetos. Faleceu em 17 de novembro de 2014, aos 88 anos. Era agropecuarista e dedicava parte de seu tempo à cultura e às artes.
Em 1948 fez parte do grupo de jovens estudantes que fundaram o primeiro CTG do Rio Grande do Sul, o “35” Centro de Tradições Gaúchas, portanto, um dos pioneiros do tradicionalismo organizado. Em 1950 liderou o movimento que criou o quarto CTG do estado, o Trinta e Cinco CTG de Palmeira das Missões.
Em 1958, fez parte do grupo de cavaleiros que foram a Porto Alegre na inauguração do monumento do “Laçador”. Foi prefeito de Palmeira das Missões em 1963. Foi presidente do 31º Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado em Palmeira das Missões em 1986.
Foi patrão do “35” CTG, de Palmeira das Missões. Foi coordenador da 17ª Região Tradicionalista. Recebeu o título de conselheiro benemérito do MTG. Em 1982, recebeu a medalha de “Mérito Tradicionalista Barbosa Lessa”. Teve a música de sua autoria como a mais popular do 29º Carijo da Canção Gaúcha. Em 2008, foi homenageado na 20ª FECARS e, no mesmo ano, foi Patrono da Semana Farroupilha do Rio Grande do Sul.
Origem do apelido Provisório:
Nas primeiras três décadas do século passado, existiu uma corporação chamada Brigada do Norte. Tinha base na região missioneira. O contingente da brigada era pequeno, mas, nos períodos de revoluções, eram recrutados homens para integrarem suas tropas, que eram dispensados após as revoltas, daí a razão de serem denominados “provisórios” os integrantes da Brigada Provisória. A Brigada Provisória tinha o 3º Corpo Auxiliar, denominado de “Pé no Chão”, em virtude de seus soldados não quererem usar as botinas recebidas. O 3º Pé no Chão marcou a história de Palmeira nas refregas da Revolução de 32 em São Paulo. Em 1940, Wilmar foi estudar em Passo Fundo, tendo levado o uniforme da escola de Palmeira, o Colégio Rio Branco. Era um fardamento azul, tendo no ombro tiras, que correspondiam aos anos cursados. Certo dia vestiu esse uniforme e saiu pelo pátio. Os colegas associaram o seu uniforme com o uniforme dos provisórios de Palmeira e o passaram a chamar de “Provisório”. A alcunha de Provisório estava ligada diretamente à história de Palmeira.

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