segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Iniciam as comemorações da Semana da Paz

     A Semana da Paz, celebrada de 23 de fevereiro a 1º de março, foi instituída no Rio Grande do Sul em janeiro de 1998, por meio da Lei 11.077, em referência à assinatura da Paz de Ponche Verde, que encerrou a Revolução Farroupilha. A legislação oficializou proposta apresentada pelo radialista Milton Mendes de Souza, de Uruguaiana, aprovada durante o 42º Congresso Tradicionalista, realizado em Santo Augusto, em janeiro de 1997. A iniciativa surgiu como contraponto ao 20 de setembro, Dia do Gaúcho, data que marca o início do conflito armado, reforçando a importância de também celebrar o valor da paz na história gaúcha.

    Há quase três décadas, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), com a parceria e apoio da Fundação Cultural Gaúcha, promove ações voltadas à disseminação da cultura da paz. No 43º Congresso Tradicionalista, realizado em Santa Cruz do Sul, em 1998, foram aprovadas sugestões de atividades e instituída uma bandeira oficial para a Semana da Paz, proposta por Jane Bitsck e Fátima Brizolla. A programação inclui encontros culturais e artísticos, celebrações religiosas e cavalgadas, entre outras iniciativas. Apesar dos desafios de mobilização no mês de fevereiro, período marcado por férias e festividades, a data integra o Calendário Oficial de Eventos do Estado e deve ser organizada em parceria entre as secretarias estaduais e municipais de Educação e Cultura, com participação do MTG e da Brigada Militar.

    Em 2023, a legislação original foi revogada e substituída pela Lei 15.950, que consolidou o calendário oficial de eventos e datas comemorativas do Estado. A mudança, no entanto, não alterou a vigência da Semana da Paz, que permanece listada no anexo da nova norma, conforme publicação no Diário Oficial do Estado. Em um contexto de tensões sociais e amplificação de conflitos nas redes sociais, lideranças tradicionalistas reforçam que a paz vai além da ausência de guerra, envolvendo também o respeito às divergências e o incentivo a relações baseadas no diálogo e na convivência harmoniosa.

Fonte: Dinara Xavier da Paixão

Nenhum comentário: