quinta-feira, 30 de abril de 2026

Parceria da FCG com a CGF leva novas (antigas) obras para o mercado

 

   Cultura gaúcha para todas as idades!

    Conheça as obras sobre o folclore do Rio Grande do Sul na parceria da Fundação Cultural Gaúcha e a Comissão Gaúcha de Folclore

    Tradição e folclore em livros especiais para sua biblioteca!

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quarta-feira, 29 de abril de 2026

2º PAINEL TÉCNICO DE COREOGRAFIAS e 3º ENCONTRO DE DECLAMADORES DO RS

 2º PAINEL TÉCNICO DE COREOGRAFIAS 2026


    O MTG promove no dia 21 de junho, a partir das 08h30, na sede da entidade em Porto Alegre, o encontro voltado ao aprimoramento técnico das coreografias tradicionalistas, reunindo participantes e especialistas da área.

    O painel contará com a presença da Prof.ª Ma. Lúcia Brunelli, do Prof. Dr. Rodrigo Guterres e do Dr. Gabriel Souza, que irão conduzir as atividades e debates sobre o tema.

    Com o lema “Onde a arte encontra a tradição, e o movimento continua contando a nossa história”, o evento tem investimento de R$ 80,00 e inscrições abertas pela plataforma Sympla.


3º ENCONTRO DE DECLAMADORES DO RS


    O Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza no dia 20 de junho de 2026, a partir das 08h30min, o evento voltado à valorização da declamação no tradicionalismo gaúcho. A atividade acontece na sede do MTG e integra as ações da Vice-Presidência Artística, por meio do Departamento de Manifestações Individuais.

    As inscrições estão disponíveis pela plataforma Sympla, com investimento de R$ 80,00, reunindo participantes interessados no aprimoramento e na difusão da arte da declamação no Rio Grande do Sul.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Rádio discute futuro da mídia em evento que celebra 10 anos do NER na UFRGS


     No dia 28 de abril, Porto Alegre recebeu um encontro voltado à reflexão sobre os novos caminhos do rádio. Organizado pelo Núcleo de Estudos de Rádio (NER) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o evento “Rádio 2026: Mídia do Futuro” integrou a programação comemorativa pelos 10 anos do grupo de pesquisa e reuniu profissionais experientes do mercado gaúcho para debater inovação, linguagem e transformação tecnológica no setor.

    Realizado no Centro Cultural da UFRGS, o painel promoveu discussões sobre como o rádio vem se reinventando diante das mudanças no consumo de conteúdo, da digitalização das plataformas e da integração com redes sociais, streaming e formatos multiplataforma. O encontro também abordou tendências de programação voltadas a diferentes públicos, como jornalismo, entretenimento, segmento jovem, adulto contemporâneo e rádio popular.

    Entre os convidados estiveram nomes reconhecidos do rádio gaúcho, representando importantes emissoras do Estado: Antônio Carlos Macedo (Rádio Gaúcha), Denise Cruz (102,3 FM), Mauri Grando (92 FM), Oziris Marins (Rádio Bandeirantes), Rodrigo Giacomet (União FM) e Sérgio Zambiasi (Rádio Caiçara). A mediação foi conduzida pelo consultor e palestrante Fernando Morgado.

    Segundo os organizadores, a proposta do evento foi aproximar mercado e academia, estimulando a troca de experiências entre profissionais, estudantes e pesquisadores. O professor Luiz Artur Ferraretto, coordenador do NER ao lado da doutoranda Valesca de Deus Menezes, destacou a importância de reunir diferentes perfis e formatos radiofônicos em um mesmo espaço de debate.

    Ao completar uma década de atividades, o NER reafirma seu papel como referência nos estudos sobre radiodifusão no Brasil. O evento também demonstrou que, mesmo em meio às transformações digitais, o rádio segue relevante, adaptável e cada vez mais conectado às novas formas de comunicação.

    Com tradição, credibilidade e capacidade de inovação, o rádio mostra que o futuro da mídia também passa por suas ondas — agora expandidas para o ambiente digital.



Inscrições para o Acampamento Farroupilha 2026 começam em maio

     A Prefeitura de Porto Alegre anunciou que abrirá, a partir do dia 25 de maio, o período de inscrições para o Acampamento Farroupilha 2026, considerado o maior evento tradicionalista da América Latina. Os interessados em montar seus galpões no Parque Harmonia deverão realizar a inscrição de forma presencial.

    O evento ocorrerá entre os dias 29 de agosto e 20 de setembro e terá como tema central “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”. Durante 23 dias, o parque será palco de uma intensa programação cultural, reunindo gastronomia típica, apresentações artísticas, oficinas e a tradicional chama crioula, símbolo da identidade gaúcha.

    A organização do acampamento é conduzida pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, em parceria com a Comissão dos Festejos Farroupilhas e a GAM3 Parks, responsável pela gestão do espaço.

    O Parque da harmonia foi criado no ano de 1982, mas somente em 1987 teve seu primeiro acampamento oficializado, quando o Parque recebeu o nome de Mauricio Sirotsky Sobrinho. Entre os anos de 1999 e 2000 foi embrionado um novo sistema administrativo para o evento, resultando na entrada de patrociandores no ano de 2001 (Claro Digital e Coca-cola). A partir do ano de 2003 iniciaram os desfiles temáticos e a escolha de patronos estaduais e homenageados municipais. Foi no ano de 2005 que começou a ser cobrado dos acampados, os Projetos Culturais no Acampamento Farroupilha, durante o governo de José Fogaça.

Inscrições e cronograma

    As inscrições devem ser feitas presencialmente no Centro Municipal de Cultura, localizado na avenida Érico Veríssimo, 307, no bairro Menino Deus. O atendimento ocorrerá entre os dias 25 e 28 de maio, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h. No último dia, 29 de maio, o horário será ampliado, das 9h às 12h e das 13h30 às 20h.

    Para participar, cada piquete deverá apresentar um projeto cultural alinhado ao tema dos 400 anos das Missões Jesuíticas, destacando a herança dos povos jesuítas e guaranis. Também será obrigatória a entrega da ata da patronagem (diretoria do piquete) e, para grupos já participantes, o alvará de edições anteriores.

Homologação e pagamento

    Após o período de inscrições, a etapa de homologação — que envolve a análise e aprovação dos projetos — ocorrerá entre os dias 1º e 5 de junho. Já o pagamento das inscrições deverá ser efetuado entre 8 e 12 de junho, diretamente no Parque Harmonia, na avenida Edvaldo Pereira Paiva, 63.

Montagem e vistoria

    A montagem das estruturas seguirá a divisão tradicional por lotes, com o objetivo de organizar o fluxo de veículos e materiais. Os piquetes localizados em lotes pares poderão iniciar a montagem entre 8 e 26 de agosto, enquanto os lotes ímpares terão acesso entre 15 e 26 de agosto.

    A vistoria do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) será realizada nos dias 27 e 28 de agosto, garantindo que todas as estruturas atendam às normas de segurança antes da abertura oficial do evento.

    Com expectativa de grande público, o Acampamento Farroupilha 2026 reforça seu papel como um dos principais eventos culturais do sul do Brasil, celebrando a tradição, a história e a identidade do povo gaúcho.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

24 de abril - Dia da Tradição Gaúcha (Dia do Churrasco e do Chimarrão)

 

"...Se os senhores da guerra, mateassem ao pé do fogo, deixando o ódio pra trás, antes de lavar a erva o mundo estaria em paz" - Silvio Genro

    A Lei Estadual nº 11.929, de 20 de junho de 2003, instituiu o dia 24 de abril como o Dia do Churrasco e do Chimarrão no Rio Grande do Sul. 

    Esta legislação oficializou o churrasco como "prato típico" e o chimarrão como "bebida símbolo" do estado. 

    A data homenageia a fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas do mundo, o 35 CTG, em 24 de abril de 1948.

    A lei, de autoria do então deputado Giovani Cherini, tem como principal objetivo valorizar a cultura e as tradições gaúchas, oficializando símbolos importantes do estado, fortalecendo a identidade cultural do Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Blog chegou a 5.800.000 acessos - Obrigado, aos amigos!

 


Comissão Gaúcha de Folclore comemora seus 78 anos

  

     Em 1948, a Comissão Nacional de Folclore voltou-se para a organização de grupos de intelectuais que se dispusessem a assumir e incentivar os estudos de Folclore em cada estado brasileiro, contatou estudiosos e foram sendo criados núcleos estaduais, organizações similares em nível estadual com o objetivo de incentivar os trabalhos de levantamento do folclore brasileiro.

    Em sua formação inicial a CGF teve como membros 32 intelectuais de diversas áreas do conhecimento a seguir nominados: Adão Carrazoni, Aldo Obino, Athos Damasceno Ferreira, Darcy Azambuja, Elpídio Ferreira Paes, Ênio Freitas Castro, Érico Verissimo, Ernani de Carvalho Heffner, Fernando Corona, Guilhermino César, J.C. Paixão Côrtes, Henrich Bunse, Lothar Hessel, Luis Carlos Barbosa Lessa, Luis Carlos de Morais, Manoelito de Ornelas, Moysés Vellinho, Othelo Rosa, Tony Seitz Petzhold, Walter Spalding, Antonio Luz (Gravataí), Biaggio Tarantino (Rio Pardo), Ivo Caggiani (Santana do Livramento), José L. Freitas (Triunfo), Romeu Beltrão (Santa Maria), Celso Fiori (Passo Fundo), Tarcísio Taborda (Bagé) , Bruno Mendonça Lima (Pelotas), Mário Moraes (Cruz Alta), Umberto Feliciano de Carvalho (Uruguaiana), Plinio Saraiva (Taquari), e José Augusto Rodrigues (Santo Ângelo).

     Durante os 50 anos seguintes, a Comissão Gaúcha de Folclore tendo à frente o incansável batalhador Dante de Laytano participou de inúmeros Congressos, Seminários, Semanas de Folclore, Cursos e seus membros proferiram conferências, palestras e publicaram mais dezenas de obras resultantes de pesquisas de campo e bibliográficas.

    A CGF sempre foi órgão independente, e nunca recebeu verbas oficiais, sempre se manteve pela força de vontade e colaboração de seus membros. Funcionava na residência de seus membros, especialmente na de Dante de Laytano.

    Na década de 1980 houve um esvaziamento devido a idade avançada do presidente Dante de Laytano que por mais de 40 anos coordenou a Comissão,  de outros membros que por falta de condições físicas foram se afastando. 

    Tem inicio a 2ª fase da CGF.

    Tendo em vista este fato, a Comissão Nacional de Folclore, representada pelo então Vice-Presidente Prof. Bráulio Nascimento veio a Porto Alegre e em visita ao Prof. Dante, foi ajustado que haveria uma continuidade, agora sendo encarregada da reestruturação a Prof.ª Lilian Argentina Braga Marques, renomada folclorista gaúcha e que esta seria no momento a presidente-executiva para compor grupo de pesquisadores que passariam a integrar a Comissão Gaúcha de Folclore.

    Aos 22 dias do mês de setembro de 1992, realizou-se a primeira reunião do novo grupo, composto pelos sócios-fundadores da 2ª fase: Presidente de Honra, o prof. Dante de Laytano; como Presidente Executiva, Lilian Argentina, como membros, José Roberto Diniz de Moraes, Harri Rodrigues Bellomo, Oliveira da Silveira, Moema Santos Morales, Cristina Rolim Wolffenbüttel, Paula Simon Ribeiro, Sonia Teresinha Siqueira Campos, Carmem Sousa Sousa, Estelita Aguiar Branco, Jorge Hirt Preiss, Lothar Hessel, Rose Marie Reis Garcia. Posteriormente tornaram-se membros efetivos Getúlio Xavier Osório e Aledir Brestot.

    Para prestar homenagem permanente a intelectuais ligados ao folclore a CGF realizou sessões solenes  para integrar como Membros Honorários João Carlos Paixão Côrtes, Luis Carlos Barbosa Lessa (estes remanescentes da 1ª fase), Hélio Moro Mariante, Antonio Augusto Fagundes, Ilka D´Almeida Santos Herrmann. 

    Com objetivo de ampliar os recursos humanos ligados ao estudo da cultura popular, e vieram integrar o quadro de associados estudiosos do interior do estado, formando assim um grupo de membros colaboradores: Maria Eunice Kautzman de Montenegro, Paulo Roberto Pedroso de Soledade, Osório Santana Figueiredo de São Gabriel, Lesia Cardoso de Santo Antonio da Patrulha, Célia Jachemet de Gravataí, Pedro Ari Veríssimo da Fonseca de Passo Fundo e Julio Ricardo Quevedo dos Santos de Santa Maria. Ao longo de sua existência a Comissão Gaúcha de Folclore tem recebido em seu quadro inúmeros outros estudiosos, que chegam através dos Cursos ministrados pelos associados e demais convidados. 


   Ao atuar em consonância com o Movimento tradicionalista Gaúcho, a CGF tem estreita ligação com o mesmo, tendo inclusive entre seus fundadores da 1ª fase, alguns dos fundadores do 35 CTG, que foi criado um dia após a fundação da CGF. São entidades co-irmãs que possuem muitos objetivos em comum.

    Na celebração de 70 anos da Comissão Gaúcha de Folclore, homenagem do Senado Federal (2018). No ano de 2021, inauguramos uma terceira fase da CGF, com uma nova geração assumindo as rédeas e tocando a instituição.

    Foi instituída pela CGF a Comenda Dante de Laytano para homenagear estudiosos do Folclore/Culturas Populares que já possuem trabalhos publicados e a Medalha Lilian Argentina Braga Marques que é oferecida a pessoas que se destacam em alguma área da cultura (não necessariamente em Folclore). 

    E na data de hoje, 23, comemorou seu 78º aniversário. Parabéns aos amigos que fazem parte deste novo grupo.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

FCG/MTG é homenageada no Prêmio Amigos das Letras da EPC

    A Fundação Cultural Gaúcha-MTG foi uma das homenageadas na noite de sexta-feira (17), durante a cerimônia do Prêmio Amigos das Letras, promovido pela Estância da Poesia Crioula e realizado na Casa da memória UNIMED. Representando a entidade, o presidente Oscar Fernande Gress recebeu a distinção em reconhecimento ao trabalho desenvolvido em prol da cultura gaúcha.

    O evento reuniu escritores, poetas, editoras, lideranças culturais e convidados, celebrando personalidades e instituições que contribuem para a preservação das tradições e da identidade do Rio Grande do Sul. A premiação destacou iniciativas voltadas ao incentivo da literatura regional e ao fortalecimento dos valores culturais gaúchos. Ao lado da FCG estiveram nomes como a feira do Livro de Porto Alegre, a Bastos Produções, o ex-Secretário de Estado da Cultura, Eduardo Loureiro e a Biblioteca Pública do Estado.

    Nas redes sociais, internautas ressaltaram a importância da homenagem à Fundação Cultural Gaúcha-MTG e o papel da Estância da Poesia Crioula na valorização da poesia, das letras e da linguagem campeira. A cerimônia reforçou o compromisso das entidades com a manutenção e divulgação do legado cultural gaúcho.


domingo, 19 de abril de 2026

É de Cachoeira do Sul o Peão Farroupilha do RS 2026/2027 - RESULTADOS


PEÃO FARROUPILHA

1º Lucas Gabriel Pedroso Tatsch - CTG Os Gaudérios - 5ª RT

2º Felipe Viola de Menezes - CTG Querência da Serra - 9ª RT

3º Marcos Paulo Bonatti - CTG Lenço Preto - 19ª RT

GURI FARROUPILHA

1º Mikael de Lima Lopes - Centro Nativista Boitatá - 3ª RT

2º João Vithor Wegner Aires Vila Real - CTG Bento Gonçalves - 13ª RT

3º Arthur Milglioransa Perin - CTG Doze Braças - 29ª RT

PIÁ FARROUPILHA

1º Matheus Henrique Mohr - CTG Estância do Montenegro - 15ª RT

2º Pedro Afonso Roncato - CTG Querência do Prata - 11ª RT

3º Matheus Thomas Schneider - CTG Recanto Verde - 20º RT

#PEAOFARROUPILHA #ENTREVERO #MTG  #TRADIÇÃO   #TRADICIONALISMO  #RESULTADO  #CACHOEIRA


sábado, 18 de abril de 2026

Cultura gaúcha é celebrada em premiação literária da EPC na Capital


     Na noite desta sexta, dia 17, a literatura e a cultura regional estiveram em destaque durante a realização do Prêmio Amigos das Letras e Livro do Ano, promovido pela Estância da Poesia Crioula. O evento ocorreu na Casa da Memória Unimed, reunindo escritores, produtores culturais e representantes de importantes instituições do Rio Grande do Sul.

    A premiação integra um conjunto de ações voltadas à valorização da produção literária e do incentivo à cultura gaúcha, tradição mantida pela entidade ao longo dos anos com concursos e reconhecimentos na área da poesia e da literatura regional .

Destaques da noite

    Entre os homenageados, receberam reconhecimento especial a Fundação Cultural Gaúcha e a Bastos Produções, pelo trabalho de promoção e difusão da cultura no estado.

    Também foram destacadas instituições fundamentais para o cenário literário, como a Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul, Blog Ronda dos Festivais e a Feira do Livro de Porto Alegre, reconhecidas pelo incentivo à leitura e pelo acesso democrático ao livro.

    No âmbito público, o secretário Eduardo Loureiro foi homenageado por sua atuação no fortalecimento das políticas culturais e no apoio às iniciativas literárias no estado.

Valorização da literatura regional

    Além do prêmio “Amigos das Letras”, a cerimônia também contemplou o “Livro do Ano”, destacando obras que contribuem para a preservação da identidade cultural gaúcha. Premiações desse tipo têm como objetivo reconhecer autores e projetos que mantêm viva a tradição literária, incentivando novas produções e ampliando o alcance da cultura regional.

    Eventos como este reforçam a importância da literatura como instrumento de memória, identidade e transformação social, reunindo diferentes segmentos culturais em torno da valorização das letras. O Grupo de amigos da bola, da confraria 20 de setembro, do Gremio Geraldo Santana, lotaram o local para celebrar as amizades e o momento de homenagem aos seus confrades.



quinta-feira, 16 de abril de 2026

Prova Escrita abre o 37º Entrevero Cultural de Peões do RS

 Santa Maria abre hoje o 37º Entrevero Cultural de Peões do RS com prova escrita e clima de grande expectativa

    Santa Maria já respira tradição nesta quinta-feira, 16 de abril. Começou oficialmente o 37º Entrevero Cultural de Peões do Rio Grande do Sul, um dos eventos mais importantes do calendário tradicionalista gaúcho. A abertura das atividades ocorreu pela manhã com credenciamento, acolhimento dos concorrentes e, à tarde, com a aguardada prova escrita, primeira etapa da disputa estadual.

    Realizado no Centro de Eventos Sentinela, com organização do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Fundação Cultural Gaúcha (FCG), CPF Piá do Sul e 13ª Região Tradicionalista, o encontro reúne representantes das 30 Regiões Tradicionalistas do Estado. Ao todo, são 52 concorrentes, divididos entre as categorias Piá, Guri e Peão Farroupilha.

Redes sociais mostram bastidores e emoção da chegada

    Nas redes sociais oficiais do evento, especialmente no Instagram @entreverors, o clima nas últimas horas foi de contagem regressiva e entusiasmo. Publicações destacaram a chegada das delegações, imagens da estrutura pronta e mensagens reforçando o slogan desta edição: “A essência dos galpões invade a cidade”.

Primeiro desafio exige conhecimento gaúcho

    A prova escrita, realizada nesta tarde, é considerada uma das fases decisivas do concurso. Nela, os candidatos são avaliados em temas como:

História do Rio Grande do Sul; Geografia gaúcha; Folclore, Tradição e tradicionalismo

    A etapa exige meses de preparação e costuma separar os concorrentes mais completos tecnicamente.

Programação segue até sábado

    O Entrevero continua nesta sexta-feira (17) com provas artísticas e orais. Já no sábado (18), ocorrem as provas campeiras e, à noite, o tradicional fandango de divulgação dos resultados.

I - Provas Campeiras...................................................... 40 pontos.

II - Provas Culturais:

a) Prova Escrita............................................................. 20 pontos.

b) Prova Oral................................................................ 10 pontos.

III - Prova Artística........................................................ 20 pontos.

IV - Ficha-relatório.........................................................10 pontos.

    O Peão, o Guri e o Piá Farroupilha receberão o Troféu Farroupilha, que é confeccionado com características idênticas ao modelo tradicionalmente adotado pelo MTG, além disso os três concorrentes eleitos de cada categoria, na fase estadual, será concedido o “Florão Especial” (fivela para cinturão), padronizado e de uso exclusivo, como símbolo que poderá ser utilizado sempre que estiverem pilchados,inclusive após os seus mandatos. Tudo isso será entregue na madrugada de domingo no fandango oficial animado pelo melhor grupo de baile do Rio Grande: ALMA GAUDÉRIA.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Diretoria da FCG visita família Borghetti e reforça legado de Rodi Pedro Borghetti

 

    A diretoria da Fundação Cultural Gaúcha realizou uma visita especial à família Borghetti, em um encontro marcado pela cordialidade, memória e valorização da cultura tradicionalista. Participaram da agenda o presidente, Oscar Gress, o vice-presidente, Paulo Matukait, Rogério Bastos e o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, César Tomazzini.

    A comitiva foi recebida por Marcos e Renato Borghetti, em uma conversa descontraída e repleta de recordações sobre a trajetória de Rodi Pedro Borghetti, figura histórica do tradicionalismo gaúcho. Durante o encontro, foram relembrados os tempos em que Seu Rodi presidiu o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e também sua atuação decisiva na criação da Fundação Cultural Gaúcha, ao lado de Barbosa Lessa.

    Como forma de reconhecimento ao seu legado e contribuição à cultura do Rio Grande do Sul, o nome de Rodi Pedro Borghetti será eternizado em uma placa honorífica que passará a homenagear, anualmente, empresas e instituições apoiadoras da cultura gaúcha.

    A iniciativa reforça o compromisso da Fundação Cultural Gaúcha (FCG) em preservar a memória de grandes lideranças e estimular o apoio permanente às tradições e à identidade cultural do povo gaúcho.



segunda-feira, 13 de abril de 2026

OPINIÃO: Sobre o final de semana recheado de noticias - Convenção e Hermanos Guedes

     Sábado e domingo (11 e 12 de abril) tivemos a 103ª Convenção Tradicionalista, realizada na cidade de Camaquã. Assisti um pouco, pelo canal You Tube Eco da Tradição. Falarei em uma próxima postagem sobre o lançamento da candidatura de Carlos Moser para presidir o próximo Conselho Diretor. Não sei mais como é que diz, se próximo presidente do Movimento, ou do Conselho Diretor, pois tudo muda com ações na justiça comum.

    Odila Paese Savaris como Conselheira, fez a apresentação, como é feito tradicionalmente e, diferente do que roda por ai, nenhuma outra chapa foi apresentada. Será que não estão fechados os grupos políticos, ou a rejeição tem sido grande e o receio de se lançar foi maior? Dúvida que paira no ar.

    Tenho escrito sobre nomes como Gerciliano Alves de Oliveira e Rodi Pedro Borghetti, homens que, no passado, muito contribuiram para que chegássemos onde chegamos. Acredito que muita gente deveria ler e se informar sobre eles (principalmente quem pergunta: Para que serve a Fundação Cultural Gaúcha?). Gerciliano concorreu em 1992, em Pelotas, com João Francisco Rodrigues de Andrade. Após o pleito, que Andrade saiu vencedor, Gerciliano levantou a mão do amigo e seguiu trabalhando em pról da FCG e do MTG.


Hermanos Guedes retornam ao palco do “Em Família” e conquistam o público com apresentação emocionante

    Os missioneiros Hermanos Guedes voltaram a brilhar no palco do programa Em Família, exibido pela Rede Globo e apresentado por Eliana. Após já terem participado da estreia da atração, o grupo retornou em uma nova oportunidade, desta vez em formato de “repescagem”, trazendo novidades que fizeram toda a diferença. Na primeira vez foram criticados por pessoas que não tem noção do que chegar aonde eles chegaram. O velho (novo) tribunal das redes sociais. 

    A apresentação ganhou ainda mais força com a participação especial do pai, Jorge Guedes, além de uma escolha de repertório mais assertiva e conectada às raízes da música regional. No palco, interpretaram “Potro Sem Dono”, clássico gaúcho de autoria de Paulo Portela Fagundes, consagrado na voz de José Cláudio Machado. Em seguida, emocionaram o público com “Galopeira”, eternizada nas vozes da dupla Chitãozinho & Xororó.

    Com interpretações marcadas por potência vocal e domínio instrumental, os Hermanos Guedes conseguiram evidenciar toda sua identidade artística e conexão com a música sul-americana. O resultado foi imediato: aplausos de pé, elogios entusiasmados dos jurados e uma classificação incontestável para a próxima fase do programa.

    A apresentação consolidou o grupo como um dos destaques da temporada, mostrando que a combinação entre tradição, talento e escolhas estratégicas pode ser decisiva no caminho rumo ao sucesso nacional.

sábado, 11 de abril de 2026

Neusa Secchi recebe o título de Conselheira Benemérita do MTG

 103ª CONVENÇÃO TRADICIONALISTA - Camaquã

Professora Neusa Marli Bonna Secchi é homenageada como Conselheira Benemérita do MTG

    Durante a realização da 103ª Convenção Tradicionalista, ocorrida neste sábado (11), no CTG Camaquã, os convencionais do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) aprovaram, por unanimidade, os nomes de Airton Glademir Timm e da professora Neusa Marli Bonna Secchi como novos Conselheiros Beneméritos da entidade.

    A distinção reconhece trajetórias marcadas pela dedicação à preservação e difusão da cultura gaúcha — missão à qual a professora Neusa tem se dedicado há décadas, especialmente no campo da educação e do folclore.

Trajetória marcada pela cultura e educação

    Natural de Passo Fundo/RS, escritora e pesquisadora, é graduada em História pela Universidade de Passo Fundo-UPF e pós-graduada em Folclore pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS. Na área de Folclore tem realizado pesquisas, publicações, workshops, seminários, encontros, palestras presenciais e lives, com o objetivo de orientar professores na aplicação do Folclore no Processo Ensino-Aprendizagem, tendo recebido inúmeras homenagens em reconhecimento a esse trabalho ao longo de mais 25 anos de atividades.

    Foi presidente da Comissão Gaúcha de Folclore e Conselheira da Comissão Nacional de Folclore, além de ter sido Diretora Cultural da 1ª Região Tradicionalista do MTG, quando idealizou e executou por diversas vezes, o Projeto "Ciranda Escolar", durante a Semana Farroupilha no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho/ Estância da Harmonia, em Porto Alegre.

    Ocupou diversos Cargos no Movimento Tradicionalista Gaúcho, tendo sido Vice-Presidente de Cultura do MTG, e Conselheira da Fundação Cultural Gaúcha-MTG.

    Desde 1996, vem participando da preparação de jovens tradicionalistas, tanto nos Concursos Internos dos CTGs, como nas Cirandas de Prendas e Entreveres de Peões, de âmbito regional e estadual. Realizou vários trabalhos de pesquisa e projetos, tais como: Projeto-Piloto "Tradição e Folclore na Escola" implantado em 1995, na rede escolar do município de Porto Alegre. Produção do Encarte "Piá" do Jornal "Eco da Tradição" do MTG/FCG, sob título: "Folclore: Aplicação Pedagógica".

    Participou com trabalhos publicados e divulgados nas obras: "Raízes dos Municípios" (Taquara; Capão da Canoa; Cambará do Sul e de Pinhal); "Para Compreender e Aplicar Folclore na Escola" - Tema:" Oficinas de Tradição e Folclore na Escola", editado pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia - Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul; "O RS no Imaginário Social" - "Lendas Gaúchas" - Festejos Farroupilhas/2013.

Produção intelectual e reconhecimento

    Autora da obra “Folclore na Escola: aplicações pedagógicas, brinquedos e brincadeiras”, publicada pela Fundação Cultural Gaúcha, Neusa Secchi tornou-se referência no uso do folclore como recurso educacional, abordando práticas que unem ludicidade e aprendizagem. Recentemente, lançou pela Fundação Cultural Gaúcha, a obra: Festas e Festejos Tradicionais: Uma abordagem retrospectiva e necessária aos novos tempos.

    Seu trabalho lhe rendeu importantes distinções, como o troféu Mulher Farroupilha do Rio Grande do Sul e outras homenagens ligadas à cultura popular, consolidando seu nome entre os principais estudiosos e difusores do folclore gaúcho.

Reconhecimento merecido

    A escolha unânime dos convencionais reforça o impacto da atuação da professora no Movimento Tradicionalista Gaúcho. Sua contribuição vai além da pesquisa: está presente na formação de gerações, no fortalecimento da identidade cultural e na continuidade das tradições que definem o povo gaúcho.

    Ao receber o título de Conselheira Benemérita, Neusa Marli Bonna Secchi tem sua trajetória reconhecida como exemplo de dedicação, conhecimento e amor à cultura do Rio Grande do Sul.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

"É Macho, Alumiou pra Baixo! - O Jogo do Osso no Rio Grande do Sul" - Apparicio Silva Rillo

 

    O livro "É Macho, Alumiou pra Baixo! - O Jogo do Osso no Rio Grande do Sul", escrito por Apparício Silva Rillo e publicado em 1988 (Martins Livreiro), é uma obra folclórica e cultural que narra e documenta as tradições do jogo do osso na cultura gaúcha.

Os pontos principais sobre o que trata a obra:

    Foco no Jogo do Osso: Rillo descreve o jogo, as regras, as gírias, as apostas e o ambiente em que ocorre, focado na "casa de homens" e na cultura campeira.

    A Expressão do Título: O título "É Macho, Alumiou pra Baixo!" refere-se a um lance específico no jogo, quando o osso cai com a parte côncava (o "macho") para baixo, indicando um resultado específico.

Sociologia e Masculinidade: O livro é frequentemente citado em estudos antropológicos sobre a masculinidade no Rio Grande do Sul, analisando como o jogo do osso molda as relações de gênero e a identidade do gaúcho.

Ambiente de Galpão: Retrata o bolicho e o galpão como locais de socialização masculina, onde o jogo é uma forma de apostar não apenas dinheiro, mas também o prestígio e a bravura.

Registro Histórico-Cultural: A obra mistura o registro de campo com o estilo literário de Rillo, documentando uma tradição viva. 

    Em suma, é um mergulho etnográfico e poético de Apparício Silva Rillo sobre os costumes, a linguagem e a atmosfera do jogo do osso nos pagos gaúchos.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

EPC anuncia premiação “Parceiro das Letras Gaúchas 2025” em Porto Alegre


     A tradicional Estância da Poesia Crioula, uma das mais importantes entidades culturais do Rio Grande do Sul, confirmou a realização da solenidade de entrega do prêmio “Parceiro das Letras Gaúchas 2025”. O reconhecimento destaca nomes que contribuem significativamente para o fortalecimento e a difusão da literatura gaúcha.

    Fundada em 29 de junho de 1957, por grandes expoentes da poesia e da prosa regional, a entidade é considerada referência no cenário literário do Estado, promovendo há décadas a valorização da cultura e das tradições do povo gaúcho.

    A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 17 de abril de 2026, às 20h, na Casa da Memória Unimed, localizada na Rua Santa Terezinha, 263, no bairro Farroupilha, em Porto Alegre. O evento será realizado em conjunto com a outorga do Prêmio Livro do Ano 2025, que contemplará autores nas categorias de Poesia, Conto, Folclore, Ensaio e Especial. Além destas, serão homenageadas:

Ação e Atuação: Fundação Cultural Gaúcha;

Biblioteca ou Livraria:  Biblioteca Pública do Estado;

Edição/Editora: Bastos Produções;

Incentivo à Escrita e à Leitura:  Feira do Livro de Porto Alegre;

Ilustração: Vasco Machado;

Personalidade: Eduardo Loureiro

    Além de reconhecer talentos da escrita, a iniciativa reforça o papel das editoras, produtores culturais e incentivadores da literatura regional, fundamentais para a preservação e projeção das letras gaúchas no cenário nacional.

    A organização destaca que a solenidade será um momento de celebração da cultura, reunindo escritores, editores, pesquisadores e apreciadores da literatura sul-rio-grandense em uma noite de homenagens e valorização da identidade cultural do Estado.


    A Bastos Produções recebe com muita alegria a distinção ofertada pela Academia Xucra do Rio Grande (apesar de não usar mais esse slogan - para mim faz parte de sua história) em reconhecimento aos mais de 60 livros lançados com o selo da empresa, entre eles os 50 anos do MTG e os 75 anos do Grêmio Geraldo Santana. Cliente da area da poesia como, Cesar Soares, Jurema Chaves, Joseti Gomes, José Luis dos Santos, Paulo Vargas, Adão Bernardes, Leo Ribeiro de Souza, Rosana Piccinini e Lauto Teodoro; Prendas Mirins, juvenis e adultas do RS e de Regiões, Piás, Guris e Peões do estado em diversas gestões; Livros do Manoelito Savaris (Manual do Tradicionalismo Gaúcho - que prefaciei), entre tantas outras obras importantes. O reconhecimento não poderia ter chegado em melhor hora.

    Quando meu BLOG chega a incrivel marca de 5.784.768 pageviews e estamos por lançar nossa Web Gaúcha - Um portal com PODCAST e Rádio... 2026 chega com tudo!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Uma análise da obra Os Guaxo - De Barbosa Lessa

 

    Uma análise capítulo a capítulo de Os Guaxos, de Luiz Carlos Barbosa Lessa, exige certo cuidado, pois a obra não se estrutura em capítulos rigidamente independentes com títulos marcantes, mas sim em uma narrativa contínua, com núcleos temáticos e evoluções de personagens. Ainda assim, é possível organizar uma leitura aprofundada em blocos narrativos...


Abertura: o universo dos “guaxos”

    O início da obra apresenta o conceito central: o “guaxo” como aquele que não pertence — órfão, deslocado, sem raízes firmes. Aqui, Lessa constrói o cenário social e simbólico do pampa.

  • Introdução do ambiente rural duro e hierárquico
  • Apresentação da solidão como condição existencial
  • O guaxo não é só social, mas também psicológico

👉 Função: estabelecer o tema da exclusão e da busca por pertencimento.


Formação do gaúcho: aprendizado e sobrevivência

    Neste momento, surgem personagens em processo de formação, geralmente ligados ao trabalho campeiro.

  • Aprendizado da lida com o gado
  • Relações de poder entre patrões e peões
  • Construção da masculinidade (coragem, resistência, silêncio emocional)

👉 Aqui, o autor começa a tensionar o mito do gaúcho heroico, mostrando que ele é construído pela necessidade, não apenas pela tradição.


Relações humanas: afetos frágeis

O núcleo intermediário aprofunda as relações entre os personagens.

  • Laços afetivos instáveis (amizade, companheirismo)
  • Dificuldade de expressar sentimentos
  • Presença feminina muitas vezes secundária ou idealizada

👉 Esse “capítulo” revela que o maior drama não é físico, mas emocional e identitário.


Conflitos e rupturas

Aqui a narrativa ganha tensão mais evidente.

  • Conflitos entre personagens (honra, disputas, hierarquia)
  • Violência como linguagem comum
  • Momentos de ruptura com figuras de autoridade ou com o próprio grupo

👉 A violência não aparece como exceção, mas como elemento estruturante da vida no campo.


Consciência da condição de “guaxo”

Neste ponto, há um aprofundamento psicológico.

  • Personagens percebem sua própria marginalidade
  • Reflexões sobre origem, destino e solidão
  • Sensação de não pertencimento mesmo dentro do grupo

👉 Esse é um dos momentos mais densos: o guaxo deixa de ser só social e passa a ser existencial.


Desfecho: permanência ou resignação

O final não é necessariamente fechado ou redentor.

  • Não há superação completa da condição de guaxo
  • Predomina a aceitação ou continuidade da vida dura
  • O ciclo social se mantém

👉 O romance termina reforçando que o problema não é individual, mas estrutural e cultural.


Leitura interpretativa geral

Ao analisar “por capítulos”, percebe-se um movimento claro:

  1. Definição do problema (ser guaxo)
  2. Formação dentro desse sistema
  3. Conflito interno e externo
  4. Consciência crítica
  5. Ausência de solução plena

Aspectos mais profundos da obra

  • O gaúcho não nasce herói — ele é moldado pela adversidade
  • A solidão é o verdadeiro eixo do romance
  • A cultura regional aparece como força formadora, mas também limitadora
  • Há uma crítica sutil às estruturas sociais do campo

Conclusão analítica

    Essa divisão evidencia que Os Guaxos não é apenas uma narrativa linear, mas um processo de construção e desconstrução da identidade gaúcha. Cada “capítulo” aprofunda a ideia de que o pertencimento é frágil e que muitos vivem à margem — não por escolha, mas por condição histórica.

Conheça a obra que consolidou Barbosa Lessa como um dos maiores escritores gaúchos

     A obra Os Guaxos, publicada em 1959 por Luiz Carlos Barbosa Lessa, é um dos romances mais significativos da literatura regionalista do Rio Grande do Sul. Premiada pela Academia Brasileira de Letras (Prêmio Coelho Neto) e pela Academia Paulista de Letras, a obra consolidou o autor como um dos principais intérpretes da cultura gaúcha.

    Os Guaxos apresenta um retrato profundo da vida no campo sul-rio-grandense, centrando-se nos chamados “guaxos” — indivíduos marginalizados, sem vínculos familiares sólidos ou pertencimento social definido. A narrativa se constrói a partir de personagens que vivem à margem das estruturas tradicionais, revelando um universo marcado pela dureza da vida rural, pela solidão e pela luta por identidade.

    Ao contrário de uma visão romantizada do gaúcho, comum em parte da literatura regionalista anterior, Barbosa Lessa propõe uma abordagem mais humana e social. Ele evidencia não apenas o heroísmo, mas também a vulnerabilidade desses sujeitos, explorando suas contradições, carências afetivas e conflitos internos. Nesse sentido, o romance contribui para ampliar a compreensão do gaúcho como figura histórica e social, indo além do estereótipo épico.

    Outro aspecto relevante da obra é a construção simbólica da identidade gaúcha. O autor participa, inclusive, do movimento de consolidação dessa identidade cultural, mas o faz tensionando seus limites. Estudos apontam que, no romance, há a construção de um “gaúcho ideal”, associado a valores de masculinidade, honra e resistência, frequentemente em contraste com figuras femininas ou papéis considerados marginais.

    Além disso, o livro dialoga com questões sociais mais amplas, como exclusão, desigualdade e pertencimento. A atenção de Lessa ao homem do campo desfavorecido revela uma dimensão crítica importante, tornando a obra também um documento literário sobre a formação social do Rio Grande do Sul.


Estilo e linguagem

A linguagem de Barbosa Lessa é marcada pelo regionalismo, com forte presença de termos, expressões e construções típicas do universo gaúcho. Essa escolha não apenas confere autenticidade à narrativa, mas também reforça o vínculo da obra com a tradição oral e com a cultura popular. Ao mesmo tempo, o autor mantém uma escrita acessível, que equilibra densidade temática e fluidez narrativa.

Importância literária

    Os Guaxos ocupa um lugar de destaque na literatura brasileira por três motivos principais:

Valorização da cultura regional, sem cair em idealizações simplistas

Humanização do gaúcho, mostrando suas fragilidades e conflitos

Contribuição para o debate sobre identidade, tradição e marginalidade

    A obra foi reconhecida por críticos e escritores — inclusive sendo vista como continuidade da tradição iniciada por Simões Lopes Neto, embora com uma abordagem mais social e reflexiva.

    Mais do que um romance regionalista, Os Guaxos é uma reflexão sobre pertencimento e exclusão. Barbosa Lessa constrói um painel sensível e crítico da sociedade gaúcha, dando voz àqueles que vivem à margem e questionando os próprios fundamentos da identidade tradicional. Trata-se de uma obra essencial para compreender não apenas o imaginário do gaúcho, mas também suas tensões sociais e culturais.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

MTG lança oficialmente a 55ª Ciranda Cultural de Prendas em Erechim


    O Movimento Tradicionalista Gaúcho realizou, no sábado, 28 de março, em Erechim, o lançamento oficial da 55ª Ciranda Cultural de Prendas do Rio Grande do Sul. A cerimônia reuniu autoridades do tradicionalismo e representantes do poder público.

    Estiveram presentes lideranças do movimento, entre elas o presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, além de conselheiros, coordenadores e representantes culturais.

    A programação contou com pronunciamentos, homenagens institucionais e apresentações que destacaram a trajetória do CTG Sentinela da Querência, entidade anfitriã da solenidade, sob a condução da patroa Roseli Terezinha Battisti, vinculada à 19ª Região Tradicionalista. Também foi apresentada a história do município de Erechim.

    Durante o evento, foram divulgadas a programação oficial da Ciranda, a música tema “Ciranda pelo Tempo” e a frase-tema desta edição. A organização também apresentou os integrantes da Comissão Executiva e as prendas concorrentes.

    Na ocasião, foi destacada a representação de Laura Laís Durli, atual 1ª Prenda do Rio Grande do Sul (gestão 2025/2026), vinculada à 19ª Região Tradicionalista e da madrinha da Ciranda, Amanda Faleiro (ex-prenda do RS).

    A 55ª Ciranda Cultural de Prendas integra o calendário do tradicionalismo gaúcho, reunindo participantes de diversas regiões do Estado em atividades culturais e acontecerá em Erechim nos dias 21, 22 e 23 de maio.


Fotos:Fabrício Edson Santin
Fonte: Assessoria de Imprensa MTG

Nota de Falecimento - Keven Luan Pereira Bastos

    Uma tragédia abalou a comunidade de Rio Pardo, na Região dos Vales, no último domingo (29). O menino Keven Luan Pereira Bastos, de apenas 8 anos, morreu após sofrer uma queda de cavalo enquanto retornava para casa.

    De acordo com relato de familiares, o acidente ocorreu quando um cachorro teria avançado contra o cavalo montado pela criança. Assustado, o animal se agitou e acabou derrubando o menino. Keven não resistiu aos ferimentos.

    O garoto era integrante de um Centro de Tradições Gaúchas Tio Bilinha da 5ª região e, no momento do acidente, voltava de uma atividade tradicionalista. Ele havia participado de um treino de vaca mecânica, prática comum nas preparações campeiras desenvolvidas pelas entidades.

    A morte precoce causou forte comoção entre familiares, amigos e membros da comunidade tradicionalista, onde o menino era conhecido e querido. A ligação de Keven com a cultura gaúcha, desde tão jovem, reforça o impacto da perda em meio ao meio tradicionalista do estado.

    Muitos amigos me chamaram nas redes sociais, devido a coincidencia em nossos sobrenomes (Pereira Bastos). Apesar de possuirmos a mesma nomenclatura de familia, não tinhamos vínculos. Mas, oramos para que o menino Keven seja recebido pelos bons amigos espirituais na pátria grande do céu. E Deus, em sua infinita bondade, conforte o coração dos familiares.

Familiares de Gerciliano Alves de Oliveira visitam a sede da FCG

 
    A Fundação Cultural Gaúcha – MTG recebeu, nesta terça-feira (31), a visita de familiares de Gerciliano Alves de Oliveira, figura histórica que dá nome à casa-sede da instituição. O encontro foi marcado por emoção, reconhecimento e resgate da memória de um dos grandes colaboradores do tradicionalismo gaúcho.

    Os visitantes — filha, genro e neto de Gerciliano — foram recepcionados pelo presidente da Fundação, Oscar Gress, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Cesar Tomazzini Liscano. Durante a visita, foram compartilhadas histórias e lembranças que evidenciam a dedicação e o espírito pioneiro de Gerciliano no fortalecimento da entidade.

    Reconhecido por sua atuação incansável, Gerciliano Alves de Oliveira teve papel fundamental no desenvolvimento da Fundação Cultural Gaúcha. Em um período de poucos recursos, percorreu o interior do Rio Grande do Sul levando livros e materiais culturais no porta-malas de seu carro, promovendo a difusão da cultura gaúcha. Os lucros obtidos com essas vendas foram decisivos para contribuir com a construção da sede do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e para a consolidação das atividades da Fundação.

    A visita da família reforça a importância de preservar e valorizar a história daqueles que ajudaram a construir o tradicionalismo. Para a direção da Fundação Cultural Gaúcha, momentos como este fortalecem os laços entre passado e presente, mantendo viva a memória e o legado de quem dedicou sua vida à cultura do Rio Grande do Sul. Gerciliano faleceu em outubro de 2001.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Conecta Missões impulsiona investimentos e marca início das celebrações dos 400 anos


     A abertura do Conecta Missões, realizada nesta semana no Clube Gaúcho, em Santo Ângelo (RS), marcou um momento histórico para a região missioneira, com o anúncio de novos investimentos que elevam para mais de R$ 60 milhões os recursos destinados às comemorações dos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis.

    O evento reuniu lideranças políticas, representantes culturais e comunidade regional, consolidando-se como um marco no fortalecimento da identidade, da economia e do turismo das Missões.

Investimentos anunciados

    Durante a cerimônia, o governador Eduardo Leite anunciou o repasse de R$ 16,6 milhões para projetos voltados ao desenvolvimento cultural, turístico e econômico da região. Ao todo, 18 iniciativas serão contempladas, beneficiando diretamente 15 municípios missioneiros.

    Além disso, foi firmado um convênio de R$ 4,1 milhões com a Unisinos, destinado a ações educacionais voltadas à preservação do patrimônio histórico e cultural nas escolas.

    "Com esses novos aportes, o total de investimentos ligados às comemorações chega a aproximadamente R$ 60,6 milhões" - Disse Eduardo Loureiro.

Desenvolvimento regional e economia criativa

    Os recursos anunciados fazem parte de uma estratégia do Governo do Estado para impulsionar a economia regional por meio da cultura e do turismo. Entre as ações previstas estão:

Criação e qualificação de museus temáticos

Sinalização turística de rotas históricas

Apoio à Aldeia Guarani Tekoa Pyau

Projetos de economia criativa e desenvolvimento regional

    Segundo o governo, a proposta é integrar cultura, inovação e geração de renda, fortalecendo a região como destino turístico-cultural e promovendo desenvolvimento sustentável.

Evento movimenta a região

    O Conecta Missões integra a programação oficial dos 400 anos e reúne uma série de atividades, como:

Seminários e debates sobre economia criativa

Festivais de música e gastronomia

Feiras de artesanato e agroindústria

Ações de promoção turística

    A abertura contou com grande público e lotou o Clube Gaúcho, demonstrando o engajamento da comunidade com o evento e com a valorização da cultura missioneira.

Celebração com olhar no futuro

    Com o tema “Memória, Legado e Futuro”, o Conecta Missões busca não apenas celebrar a história, mas também projetar novos caminhos para a região.

    Os investimentos anunciados reforçam o papel das Missões como um dos principais polos culturais do Rio Grande do Sul, apostando na preservação do patrimônio histórico aliada ao desenvolvimento econômico e social.

fotos:Fernando Gomes